– A Expulsão de Neymar em Santos X Grêmio foi justa?

Neste domingo, no Estádio Olímpico, o árbitro Nielson Dias se equivocou em um lance envolvendo Neymar & Pará, gerando grande polêmica não só no lance referido, mas também em relação à carreira do atleta referido.

Na jogada, há uma disputa de bola envolvendo os dois jogadores citados. Pará cai, e no chão, atinge Neymar com a sola da chuteira em sua perna, nitidamente de maneira deliberada. Isso é chamado pela regra de “jogo brusco grave”, punível com Cartão Vermelho. Na sequência, o atingido revida com um pisão no adversário (também punível com Cartão Vermelho). Nielson expulsa apenas Neymar, e dá falta para o Grêmio.

Claramente o árbitro não viu a falta de Pará, e isso se deve ao mau posicionamento dele no lance, extremamente próximo da jogada. Em situações como aquela, você perde a noção do acontecido, já que a pequena distância atrapalha a verdadeira interpretação. Não se tem a real noção da intensidade ou não da violência, distorcendo a decisão do árbitro. Prova disso é que a partida foi reiniciada a favor da equipe do Sul (se tivesse visto a falta e não punido corretamente disciplinarmente, ele daria tiro direto ao Santos com expulsão de Neymar, já que deve-se cobrar a primeira infração nesses casos).

Portanto, errou ao expulsar apenas o jogador do Santos. E tal erro desencadeou outra questão: Neymar é perseguido?

Deve-se levar em conta o seguinte: No começo da carreira, o garoto se jogava excessivamente; simulava, dissimulava e até foi criticado pelo experiente Renê Simões que disse que “estava-se criando um monstro”.

Agora, mais experiente, outras observações devem ser feitas: de fato, Neymar apanha muito. Tornou-se visado, e tal situação trouxe outro complicador à arbitragem: saber diferenciar três coisas, que são

  • 1-quando simula;
  • 2-quando sofre a falta de verdade; e,
  • 3-quando cai para fugir da falta (que, pela regra, deve-se considerar infração sofrida, já que o jogador pode pular para não ser atingido e evitar se lesionar – lembremo-nos que para se marcar uma falta, deve-se considerar o “atingir ou tentar atingir o adversário”, e isso permite que o contato físico seja desnecessário para considerar infração).

Hoje, Neymar simula bem menos em partidas domésticas (embora, ainda persista no erro de reclamar faltas em lances legais de disputa de bola e que sejam viris, ‘desabando no solo’). Porém, ele sofre com o rodízio de faltas, e esse problema é verdadeiro: os jogadores se revezam para cometer infrações, a fim de atrapalhar o árbitro e confundi-lo. Tal situação é problemática, já que se deve estar atento para punir o atleta que exceda num imaginário número de faltas (a regra não dá um número exato) com a aplicação de cartão amarelo, mesmo que ele esteja cometendo a sua primeira falta no jogo (a punição é uma espécie de ‘falta coletiva’).

Além do rodízio de faltas, Neymar tem sido vítima da má interpretação dos árbitros quanto “cair por consequência da fuga de lesões”. Se o atleta vai atingi-lo e ele pula para se preservar, é falta. Vide um lance típico nesse ano: no Paulistão, na partida São Paulo X Santos, o goleiro Rafael dá um carrinho que atingiria inevitavelmente o atacante Luís Fabiano, dentro da área. Porém, ele pula para não ser atingido e cai, sem que o goleiro o toque. Isso é pênalti, e foi bem marcado; e lances como esse têm acontecido com frequência com Neymar e nada tem sido feito. Pior: em algumas oportunidades, é entendido erroneamente como simulação.

Portanto, deve-se estar atento e, principalmente, isento para apitar jogos com Neymar. Uso o termo “isento” pois há receio de que os árbitros, chateados por serem enganados em lances de cai-cai (reforço: que ocorrem com menor frequência hoje), possam, na dúvida, marcar contra o garoto em lances dúbios.

Neymar paga o preço de uma fama criada. E deve tomar cuidado para não alimentá-la, evitando reclamações excessivas, outras vezes indevidas, além de evitar “esperar faltas” quando vai dividir, provocando inevitáveis quedas, até em trancos legais.

Por fim, duas observações:

1- Nielson apitou Santos X Grêmio no 1o turno, com muitas reclamações gaúchas. Repete-o no jogo de volta no Sul? Sabidamente, o sorteio é dirigido, não aleatório. Poderia-se evitar tal escala…

2- Muricy disse que Neymar deveria sair para o Exterior. Ora, se aqui no Brasil ele cai nas divididas, e lá fora, onde inúmeras “faltinhas bobas” não são marcadas? Vide as próprias atuações de Neymar em partidas internacionais e em jogos com árbitros estrangeiros.

E você: o que acha do comportamento de Neymar e das faltas que reclama? Deixe seu comentário:


(foto: Gazeta Esportiva)

– A Expulsão de Neymar na partida Grêmio X Santos

Neste domingo, no Estádio Olímpico, o árbitro Nielson Dias se equivocou em um lance envolvendo Neymar & Pará, gerando grande polêmica não só no lance referido, mas também em relação à carreira do atleta referido.

Na jogada, há uma disputa de bola envolvendo os dois jogadores citados. Pará cai, e no chão, atinge Neymar com a sola da chuteira em sua perna, nitidamente de maneira deliberada. Isso é chamado pela regra de “jogo brusco grave”, punível com Cartão Vermelho. Na sequência, o atingido revida com um pisão no adversário (também punível com Cartão Vermelho). Nielson expulsa apenas Neymar, e dá falta para o Grêmio.

Claramente o árbitro não viu a falta de Pará, e isso se deve ao mau posicionamento dele no lance, extremamente próximo da jogada. Em situações como aquela, você perde a noção do acontecido, já que a pequena distância atrapalha a verdadeira interpretação. Não se tem a real noção da intensidade ou não da violência, distorcendo a decisão do árbitro. Prova disso é que a partida foi reiniciada a favor da equipe do Sul (se tivesse visto a falta e não punido corretamente disciplinarmente, ele daria tiro direto ao Santos com expulsão de Neymar, já que deve-se cobrar a primeira infração nesses casos).

Portanto, errou ao expulsar apenas o jogador do Santos. E tal erro desencadeou outra questão: Neymar é perseguido?

Deve-se levar em conta o seguinte: No começo da carreira, o garoto se jogava excessivamente; simulava, dissimulava e até foi criticado pelo experiente Renê Simões que disse que “estava-se criando um monstro”.

Agora, mais experiente, outras observações devem ser feitas: de fato, Neymar apanha muito. Tornou-se visado, e tal situação trouxe outro complicador à arbitragem: saber diferenciar três coisas, que são

  • 1-quando simula;
  • 2-quando sofre a falta de verdade; e,
  • 3-quando cai para fugir da falta (que, pela regra, deve-se considerar infração sofrida, já que o jogador pode pular para não ser atingido e evitar se lesionar – lembremo-nos que para se marcar uma falta, deve-se considerar o “atingir ou tentar atingir o adversário”, e isso permite que o contato físico seja desnecessário para considerar infração).

Hoje, Neymar simula bem menos em partidas domésticas (embora, ainda persista no erro de reclamar faltas em lances legais de disputa de bola e que sejam viris, ‘desabando no solo’). Porém, ele sofre com o rodízio de faltas, e esse problema é verdadeiro: os jogadores se revezam para cometer infrações, a fim de atrapalhar o árbitro e confundi-lo. Tal situação é problemática, já que se deve estar atento para punir o atleta que exceda num imaginário número de faltas (a regra não dá um número exato) com a aplicação de cartão amarelo, mesmo que ele esteja cometendo a sua primeira falta no jogo (a punição é uma espécie de ‘falta coletiva’).

Além do rodízio de faltas, Neymar tem sido vítima da má interpretação dos árbitros quanto “cair por consequência da fuga de lesões”. Se o atleta vai atingi-lo e ele pula para se preservar, é falta. Vide um lance típico nesse ano: no Paulistão, na partida São Paulo X Santos, o goleiro Rafael dá um carrinho que atingiria inevitavelmente o atacante Luís Fabiano, dentro da área. Porém, ele pula para não ser atingido e cai, sem que o goleiro o toque. Isso é pênalti, e foi bem marcado; e lances como esse têm acontecido com frequência com Neymar e nada tem sido feito. Pior: em algumas oportunidades, é entendido erroneamente como simulação.

Portanto, deve-se estar atento e, principalmente, isento para apitar jogos com Neymar. Uso o termo “isento” pois há receio de que os árbitros, chateados por serem enganados em lances de cai-cai (reforço: que ocorrem com menor frequência hoje), possam, na dúvida, marcar contra o garoto em lances dúbios.

Neymar paga o preço de uma fama criada. E deve tomar cuidado para não alimentá-la, evitando reclamações excessivas, outras vezes indevidas, além de evitar “esperar faltas” quando vai dividir, provocando inevitáveis quedas, até em trancos legais.

Por fim, duas observações:

1- Nielson apitou Santos X Grêmio no 1o turno, com muitas reclamações gaúchas. Repete-o no jogo de volta no Sul? Sabidamente, o sorteio é dirigido, não aleatório. Poderia-se evitar tal escala…

2- Muricy disse que Neymar deveria sair para o Exterior. Ora, se aqui no Brasil ele cai nas divididas, e lá fora, onde inúmeras “faltinhas bobas” não são marcadas? Vide as próprias atuações de Neymar em partidas internacionais e em jogos com árbitros estrangeiros.

E você: o que acha do comportamento de Neymar e das faltas que reclama? Deixe seu comentário:


(foto: Gazeta Esportiva)