– Bradesco deixa de Ganhar “Muitíssimo” para ganhar “Muito”

Depois da presidente Dilma Rousseff reclamar da alta taxa de juros dos cartões de crédito, o Bradesco resolveu reduzi-la pela metade!

Quer dizer que baixou de “altíssimo” para “muito alto”. Ou alguém em sã consciência acredita viável usar o rotativo do cartão?

No Brasil, pasmem, a taxa anual atinge inaceitáveis 900%! Ou seja: uma compra em janeiro vai custar quase 10 vezes mais em dezembro!

Cortar pela metade ainda é muito pouco.

– Sobram Vagas para Alunos da Faculdade de Medicina na UFMG?

Coisas improváveis de serem lidas? Essa é uma delas: pelos motivos abaixo, a Universidade Federal de Minas Gerais procura alunos para a Faculdade de Medicina!

Extraído de: http://is.gd/lLOb40

UFMG, QUEM DIRIA, PROCURA ALUNOS PARA MEDICINA

A Universidade chega à inédita 8ª chamada para 49 cursos, inclusive o mais concorrido
A maior instituição de ensino superior do estado está convocando mais uma vez excedentes do vestibular de 2012 para se matricular amanhã e quinta-feira e ocupar 174 vagas ainda abertas. Por incrível que pareça, 24 cadeiras vazias estão no curso de medicina, que alcançou concorrência de 50 candidatos por vaga no último certame, mas teve número recorde de 116 excedentes convocados. O fenômeno está diretamente ligado à substituição da primeira fase do vestibular pelo Enem. Para se ter uma ideia, em 2010, apenas 17 estudantes foram chamados tardiamente para se matricularem medicina, número que saltou para 109 em 2011, quando o Enem passou a fazer parte da seleção. (Págs. 1 e 27)

– Corinthians Leva troféu Fair Play da Conmebol?

O futebol está, de fato, de pernas para o ar! E não é que o Corinthians foi agraciado pela Conmebol com o troféu Fair Play?

Piada ou não?

Para recebê-lo, a entidade deveria convidar Emerson Sheik. E para entregá-lo, que tal o zagueirão do Boca Jrs, Matías Caruzzo, aquele que foi mordido pelo corinthiano…

Acho que quem votou, não assistiu a final da Libertadores…

– Assalto Sexual?

Onde tivemos um debate dos candidatos à Prefeitura de São Paulo. Numa segunda-feira, as 22h30, e pela TV Gazeta, a audiência tende a ser baixa. Mas algo curioso: o candidato Carlos Gianazzi (PSOL) perguntou ao Russomano sobre “estupro”, e ele respondeu que já propôs a solução: mudar o termo “Estupro” para “Assalto Sexual”!

Segundo Russomano, a mulher se sentiria mais segura indo a delegacia dizer que foi assaltada sexualmente do que estuprada…

Durma-se com um barulho desse! É assim que se resolve a questão? Tema tão profundo escarniado…

– Irã quer proibir Google

O Irã tem pouquíssimo acesso à Internet. O governo dificulta a conexão e o hábito ainda é baixo. Porém, com medo de revoltas pelas redes sociais e busca de termos como “liberdade”, “democracia” e “práticas de ocidentalização”, o Governo Local quer proibir o Google e o Gmail de serem acessados por lá! Além disso, criará um buscador estatal, para que “os americanos não tentem influenciar o país”.

Democracia é isso aí! É brincadeira…

– O Perigoso Embate entre ‘nós’ e ‘eles’

Richard Branson, dono da área Virgin, é reconhecido mundialmente pela astúcia, ousadia e grande capacidade como administrador. Também escreve uma coluna mundial chamada “Direto do Topo”, reproduzida no Brasil pela Exame.

Aqui ele retrata um problema vivido certamente por nós: assumir vitórias e tentar fugir das derrotas. Fazendo uma brincadeira com os pronomes “nós” e “eles”, vemos como a impessoalidade traz problemas na Administração de Empresas:

Extraído de: http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0971/secoes/perigoso-embate-eles-572747.html

O PERIGOSO EMBATE ENTRE “NÓS” E “ELES”

Toda empresa que abusa da impessoalidade tem problemas. Se o funcionário não se sente identificado com a companhia, ele não usará jamais o verbo na primeira pessoa do plural

De todas as espertezas gramaticais, nenhuma me irrita mais do que o uso conveniente de construções impessoais. Por exemplo, você pergunta a um vendedor se ele tem um produto qualquer e ele diz: “Desculpe, ficou decidido que a loja não trabalharia mais com essa marca”. No aeroporto, um funcionário da companhia aérea lhe diz: “Fomos informados de que o voo terá uma hora de atraso”. Essa impessoalidade misteriosa é sempre a culpada por todos os problemas. Quando a notícia é ruim, ela costuma ser dada de forma impessoal, ou apenas de maneira genérica com o sujeito “eles”. Ao passo que a notícia boa costuma vir na primeira pessoa do singular. (Como eu gostaria que minha professora lesse isso. Ela achava que eu não prestava atenção nas aulas!) Se a loja tem o produto desejado, o vendedor dirá: “Tenho, sim.” Quando o voo está no horário, o funcionário da empresa diz: “Tenho o prazer de comunicar que o voo 123 sairá no horário programado”.

Essa tendência merece atenção. Toda empresa que abusa da impessoalidade tem problemas. Se o funcionário não se sente identificado com a companhia, em situações críticas ele não usará jamais o verbo na primeira pessoa do singular – e muito menos do plural. Isso é sinal de que não está havendo comunicação entre os diferentes escalões. Em companhias desse tipo é comum que existam problemas generalizados – do desenvolvimento de produtos à prestação de serviços ao cliente. Pode parecer o maior clichê do mundo, mas o maior tesouro de qualquer empresa são seus empregados. Quando se deixa de observar esse princípio básico, o que se tem é esse antagonismo que contrapõe “nós” a “eles” – um embate velado entre as ações e os interesses da massa de funcionários e os principais executivos.

Basta ouvir as queixas mais comuns da equipe de vendas: “Eles (os chefes) nunca pedem nossa opinião para nada”. Ou ainda: “Se nos tivessem perguntado, teríamos dito que não adianta propor soluções abstratas para os problemas concretos que temos”. E o que dizem os executivos? “Parece que eles (os funcionários) não entendem. Será que não percebem que nossas propostas arrojadas vão ao encontro de uma clientela moderna?” Esse antagonismo, que coloca funcionários e executivos em lados opostos, jamais formará um “nós”. Se os empregados se sentem como se estivessem do lado de fora da empresa, de quem é a culpa? Talvez a administração não esteja investindo tanto quanto deveria para que eles se sintam devidamente valorizados. É fácil fazer esse diagnóstico. Basta perguntar a esses funcionários, por exemplo, onde eles conseguem informações sobre os novos produtos da empresa em que trabalham ou onde ficam sabendo das notícias que podem afetá-los. Se a resposta for “nos jornais” ou “no concorrente”, pode ter a certeza de que a empresa para eles é algo muito distante.

Essa queda de braço entre “nós” e “eles” é comum em qualquer grande corporação, portanto os executivos podem estar certos de que vão ter de lidar com isso a vida toda. Às vezes, encontro esse tipo de coisa nas empresas da Virgin. Quando uma pessoa qualquer me diz: “Desculpe, senhor Branson, mas me disseram que não faríamos mais isso”, respondo assim: “Disseram? Desculpe, pensei que você trabalhasse aqui”. Um pouco pesado, talvez, mas não há quem não entenda!

O problema fica pior ainda por causa de nossa dependência excessiva das tecnologias impessoais de comunicação. Um dos maiores desafios de qualquer executivo hoje é fazer com que as pessoas conversem de verdade umas com as outras. Reuniões presenciais e o velho brainstorming são fundamentais para qualquer empresa. Mandar um e-mail com um anexo de PowerPoint pode dar resultado em alguns casos, mas não na maior parte deles. É preciso adotar um estilo mais fluido de comunicação interna entre a administração e os empregados.

Na Virgin Atlantic, quando estamos bolando uma nova cabine para nossos aviões, chamamos o pessoal da administração, de projetos e de marketing para que acompanhem desde o início tudo o que será feito. Um representante do grupo que utilizará a cabine (isto é, um membro da tripulação) fará parte desse grupo, já que ele, em última análise, será responsável pelo sucesso ou pelo fracasso do novo local de trabalho. Se esse profissional não for convocado, corre-se o risco de ouvir o seguinte comentário da tripulação na primeira vez que entrar nessa cabine que custou milhões de dólares: “Hum, que beleza, mas onde fica a cafeteira?” Quando todos participam do desenvolvimento do produto, o projeto não só sai melhor como também potencializa o sentimento de orgulho próprio dos trabalhos em equipe. Todos saem ganhando, inclusive os clientes e os acionistas.