– Análise da Arbitragem de Paulista 2×2 Barcelona.

Hoje tivemos uma ótima arbitragem no Estádio Jayme Cintra, apesar da má apresentação do Galo da Japi frente ao Barcelona da Capela do Socorro.

O árbitro Rodrigo Santos cumpriu as expectativas que tínhamos sobre ele: fez um bom trabalho técnico e disciplinar.

DISCIPLINARMENTE:

No 1o tempo, correto ao aplicar o cartão amarelo ao Dudu (PFC) aos 24m, por ação temerária. Idem aos 26m para Sacramento (BAR). Aos 46m, novo CA, para Handerson (PFC).

No 2o tempo, aos 28 minutos, poderia ter dado um cartão amarelo ao Daniel (PFC) pela jogada que se enroscou com Jacaré (BAR), mas preferiu a advertência verbal. E aos 38m do 2º tempo, errou ao marcar falta de Cícero (BAR) em Daniel (PFC), resultando no Amarelo por reclamação ao time paulistano. “Erro de jogo”… Aos 60m: Vitor Ceará recebeu o Cartão Amarelo por chutar a bola contra o adversário: advertência merecida, e o “pau fechou”, onde o árbitro soube segurar os ânimos, sabendo se impor.

TECNICAMENTE:

Fez uma boa arbitragem, ajudado pela bandeira Juliana Vicentin, quando saiu o 1o gol do Paulista: a bola foi lançada para a área, em difícil posição (mas legal) do lateral Marquinhos. Lance ajustado e todos acertaram.

O 1o gol do Barcelona, aos 12m do 2o tempo, de Jhonny: não houve falta do atacante sobre o defensor Bressan. O zagueiro pulou em “câmera lenta”, e o adversário subiu bem alto, sem infração.

Sobre as equipes, repare na foto o detalhe do segundo gol do Barcelona (clique logo na sequência da concretização da jogada e a comemoração do gol): quantos jogadores do Paulista estavam na área! E o atacante do Barcelona estava sozinho na hora do gol, sem marcação… Abaixo:

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Barcelona – Rodada 8 do Paulistão Sub 23 da 2a divisão.

Depois de cobrarmos o fato de 3 árbitros novatos seguidamente serem escalados e estrearem em jogos profissionais nas partidas do Paulista FC, uma mudança drástica: para o confronto do Galo contra o Barcelona Esportivo da Capela do Socorro teremos um árbitro muito bom, que venho destacando e sugerindo oportunidades para a A1: Rodrigo Santos.

Rodrigo tem 35 anos, há 11 temporadas na FPF e tem uma carreira bem sólida, sem ser “forçado a subir de divisão”, paulatinamente galgando degraus. Já deveria ter tido oportunidade na A1, pois há um bom tempo trabalha na A3 e na A2 como árbitro central.

Nos jogos que assisti dele envolvendo o Paulista Futebol Clube: pela Copinha, contra o Joinville; pela 2a divisão Sub 23, contra o Joseense; pela A3, contra o Comercial em Ribeirão Preto. Em comum nos 3 confrontos, me mostrou muita segurança no apito! Se mantém firme em campo, disciplinado, não tolerando simulações nem permitindo reclamações de jogadores. Tem ótima “panca” e deixa o jogo correr.

Se o treinador Baiano e o auxiliar Fausto quiserem uma sugestão: orientem os atletas a tentarem as jogadas até o fim, evitando trocar a posse de bola pela falta / bola parada, e não incorram em conversas com o juizão. Deixem os ânimos acirrados para o adversário, pois Rodrigo, se manter a coerência, advertirá a indisciplina com cartões amarelos.

Um detalhe bem curioso: em 2021, ele apitou 6 jogos profissionais, com 5 vitórias do visitante e 1 empate. Nenhuma vez houve vitória do mandante. O Tricolor Jundiaiense quebrará essa sina neste sábado?

JOGOS em 2021:

A3- Batatais 0x1 Bandeirante de Birigui

A3- Comercial RP 1×1 Desportivo Brasil

A2- Portuguesa Santista 0x1 São Bernardo

A2 – Monte Azul 1×2 Água Santa

A2 – Rio Claro 1×4 Atibaia

A2 – Taubaté 1×2 Portuguesa Santista.

Seus auxiliares serão João Petrúcio Marimônio de Jesus dos Santos, 34 anos (com boa experiência na A2 e na A3) e a jovem Juliana Vincentin Esteves, 25 anos (apenas no seu 2o jogo profissional). O quarto-árbitro será Gabriel Petrini da Cruz.

Acompanhe Paulista x Barcelona pela Rádio Difusora AM 810 ou nos Apps, com a narração de Rafael Mainini, comentários de Robinson Berró Machado e Heitor Freddo, reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira, análise da arbitragem de Rafael Porcari. No comando: Adilson Freddo! O jogo começa às 15h, mas desde as 14h30 o Tome Forte do Esporte já estará no ar.

– Resultado da Enquete sobre Comentaristas.

Lembram da enquete sobre melhor comentarista de arbitragem, feita aqui há algum tempo?

O texto sobre ela está em: https://professorrafaelporcari.com/2021/07/12/a-des-importancia-de-um-comentarista-de-arbitragem-durante-a-partida/

O resultado, abaixo:

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Colorado Caieiras.

Gabriel Furlan, de Santa Bárbara do Oeste (parente do árbitro Vinícius Furlan) apitará Paulista versus Colorado.

Ele tem 28 anos, 8 temporadas na FPF e nunca apitou um jogo profissional. Estreará no Jayme Cintra nesta 4a feira (detalhe: é a 3a vez seguida que um juiz fará seu primeiro jogo na 4a divisão estadual de profissionais com o Galo).

Uma incógnita. Torço para que vá bem.

Fábio Baesteiro, piracicabano (que já esteve na A1 e não sei porque deixou de trabalhar nos principais jogos da FPF será o bandeira 1. Leonardo Tadeu Pedro, também experiente, será o bandeira 2. Alester Clauri Tambelli será o quarto árbitro.

Fico feliz pelo observador: Marcelo Rogério, ex-árbitro (dos bons) e atualmente excelente instrutor da CBF, será o observador. Esse entende do riscado.

– Nino deveria ser expulso após o pênalti em Luciano, no Fluminense 2×1 São Paulo?

Muita reclamação do São Paulo pela não expulsão do zagueiro Nino, do Fluminense, após pênalti em Luciano, que poderia ter marcado o gol. Acertou ou errou o árbitro?

A Regra atual é antipática! Não se esqueça que ela mudou em 2016 (experimentalmente) e ficou valendo como definitiva em 2017: quando um jogador fazia uma falta contra um adversário dentro da área – e que ele estava prestes a marcar um gol – você marcava o pênalti e o expulsava. A FIFA achava que a punição era muito rigorosa, e passou a distinguir a aplicação do Vermelho: se a falta for em disputa de bola, quando um jogador praticar uma infração tentando roubar a mesma ou até sendo temerária, não caracterizando-se como jogo brusco grave, deve-se aplicar o Cartão Amarelo (mesmo se for para evitar o gol). Porém, se a infração for por usar a mão para evitar o gol, praticar jogo brusco grave ou agredir o adversário, continua valendo o Vermelho.

Motivo: Gianni Infantino declarou à época que: marcar um pênalti, expulsar um jogador e deixar ele de fora para o próximo jogo (o chamado “triplo castigo”) era “pesado demais”.

Extraído de: https://brasil.elpais.com/brasil/2016/03/05/deportes/1457194386_397583.html

FIFA ANUNCIA FIM DO PÊNALTI SEGUIDO DE EXPULSÃO

Cartão vermelho não será mais aplicado em caso de falta do goleiro ou defensor em ocasião clara de gol dentro da área.

A FIFA anunciou neste sábado que acabará, de maneira experimental, com o chamado triplo castigo -pênalti, expulsão e multa-, além de assegurar que utilizará como experimento o uso do vídeo para os árbitros durante as partidas.

O novo presidente da FIFA, o suíço Gianni Infantino, informou as novidades que terão inicío nas próximas datas depois da Assembleia Geral Anual do Conselho Internacional de Associações de Futebol (IFAB), organismo responsável pelas regras do jogo. Todas elas entrarão em vigor a partir de 1 de junho e a etapa experimental se prolongará durante dois anos, a partir dos quais, poderão ou não ser aprovadas.

“Tomamos uma decisão histórica para o futebol“, falou Infantino. “Demonstramos que estamos escutando o futebol e aplicando o senso comum. Temos que ser cauteloso porque estamos tomando medidas concretas para demonstrar que começou uma nova era na FIFA e na IFAB”, continuou.

As duas grandes novidades

Após uma falta do goleiro ou do defesor em uma ocasião clara de gol na área, não se mostrará o cartão vermelho, mas sim o amarelo, a não ser que a falta se caracterize por sua violência ou em quando a infração for fora da disputa de bola.

O vídeo poderá ser utilizado pelo árbitro para analisar quatro situações: determinar se a bola ultrapassou a linha de gol, para revisar as expulsões, para os pênaltis e para esclarecer qual jogador realizou uma falta. Não entram em pauta, portanto, os impedimentos.

Um dos problemas abordados será o triplo castigo, que implica pênalti, cartão vermelho e suspensão para a próxima partida, diante de uma falta do goleiro ou do defensor em uma ocasião clara de gol dentro da área. Após um longo debate, o IFAB aprovou por unanimidade uma nova redação da Lei 12 da UEFA e lembrou que deveria ser implementada uma variação a nível mundial por um período de testes de dois anos, seguida de uma revisão.

Infantino explicou que não será mais mostrado o cartão vermelho, mas sim o amarelo, a não ser que a falta se caracterize por sua violência ou em caso em que a infração seja fora da disputa de bola. Assim, a modificação da norma poderia ser aplicada “no começo de junho”, possivelmente na Eurocopa da França.

A outra grande novidade será a assistência do vídeo para ajudar os árbitros durante as partidas, também de forma experimental e sob certas condições a partir da próxima temporada. Será a segunda abertura do futebol à entrada de tecnologia depois da introdução da tecnologia da linha de gol, autorizada em 2012 e utilizada pela primeira vez durante a Copa do Mundo do Brasil 2014.

O vídeo servirá para analisar quatro situações: determinar se a bola ultrapassou a linha de gol, para revisar as expulsões, para os pênaltis e para esclarecer qual jogador realizou uma falta. Não entram em pauta, portanto, os impedimentos.

Em vídeo, explico em: https://youtu.be/A_Z7Va8M5ho

– Atlético Goianiense 1×1 Corinthians: Brian estava impedido ou não no gol de Zé Roberto?

Para quem ainda tem dúvida sobre se “foi legal ou não” o gol de empate do Dragão contra o Timão, neste domingo, falamos sobre ele aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2021/09/12/o-gol-dos-goianos-foi-legal-em-atletico-goianiense-1×1-corinthians/.

Em vídeo, explico com outros detalhes. Assista em: https://www.youtube.com/watch?v=b_AmizAIFCM&feature=youtu.be

– O gol dos goianos foi legal em Atlético Goianiense 1×1 Corinthians?

Que ironia: dois times com mascotes adversários (Dragão x São Jorge) se enfrentaram e houve um gol polêmico (o de empate do mandante), confirmado pelo árbitro piauiense Antonio Adib depois de muita conversa com o VAR Heber Roberto Lopes.

Acertou ou errou?

ACERTOU. Explico:

  • A bola é cruzada e tem Brian (ACG) em posição de impedimento. Porém, ela acaba indo a Zé Roberto (ACG), que estava em posição legal, que ganhou pelo alto de Roger Guedes (SCCP), sem cometer nenhuma infração.
  1. Se Brian tivesse tocado, seria impedimento ativo por participar da jogada
  2. Se Brian tivesse atrapalhado Cássio ou “chamado” a marcação de algum zagueiro corintiano, seria impedimento ativo por interferir contra um adversário.

Porém, Brian não toca na bola e nem atrapalha ninguém. Roger Guedes, inclusive, só se preocupa com a marcação de Zé Roberto, que está em posição legal (há uma “câmera da linha de fundo” que mostra perfeitamente isso). Portanto, acertou a arbitragem.

Observação: “atacar a bola”, “se deslocar” ou “chamou a atenção” por si só, são expressões utilizadas no futebol de maneira errônea se tiradas do contexto. Elas não colocam um jogador em impedimento passivo para ativo. Há de se entender a regra e analisar os envolvidos. Brian, nesta noite, não interferiu em nada (se ele não existisse na jogada, não mudaria em nada o lance).

Vídeo do gol em: https://ge.globo.com/futebol/video/aos-43-min-do-2o-tempo-gol-de-cabeca-de-ze-roberto-do-atletico-go-contra-o-corinthians-9852216.ghtml

A explicação em vídeo, aqui: https://youtu.be/b_AmizAIFCM

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– Análise da Arbitragem de Flamengo de Guarulhos 1×0 Paulista de Jundiaí.

Guilherme Nunes de Santana, árbitro jovem, enquanto não foi exigido fez uma boa arbitragem. Mas da metade do 1º tempo em diante, quando o jogo ficou mais pegado, pecou disciplinarmente. Ele preferiu dar advertências verbais ao invés de cartões amarelos (no 2º tempo, melhorou nesse quesito).

Quando você chama a atenção de um atleta, o faça com vigor para não vulgarizar a bronca. Se faz várias vezes, perde a autoridade. Assim como não conseguir agilizar o jogo (esperar zagueiro amarrar chuteira dentro de campo, depois do jogo paralisado esperando ser reiniciado, é demais…). Muito atendimento médico e paralisações diversas, misturados com “cera” propriamente dita.

O árbitro tem potencial, mas precisa ganhar rodagem e experiência. A prova disso foi o bom trabalho com os demais integrantes da sua equipe, além das virtudes técnicas (por exemplo: soube interpretar corretamente a bola que bateu despretensiosamente na mão, dentro da área, em movimento natural). Deve ter mais oportunidades.

Em tempo: quanta gente nas arquibancadas atrás do gol! Eram dirigentes ou “torcedores credenciados”?

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– Dia do Árbitro de Futebol.

… e também do de vôlei, basquete, críquete, pólo-aquático… É dia do Árbitro Esportivo!

Orgulho-me de estar incluído nesta lista. Afinal, uma vez árbitro, sempre árbitro!

Feliz 11 de setembro, nosso dia! Que tenhamos o que comemorar e que nessa data nossas mamães sejam poupadas.

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Flamengo x Paulista.

Enquanto os adversários do Galo estão tendo árbitros com mais experiência em seus jogos, novamente o Paulista jogará com arbitragem de inexperiente. Aliás, no único jogo em que tivemos um árbitro de A2 escalado, foi contra o Barcelona e o jogo não aconteceu…

Guilherme Nunes Santana, 29 anos, somente há 3 anos na FPF, apitará o jogo desse sábado. E a curiosidade: no seu primeiro ano apitou somente jogos Sub 15 e 17; no segundo, outras divisões amadoras; e, neste atual, estreou direto na A3, queimando etapas. Como explicar?

Teremos a oportunidade de verificar se o árbitro é um talento, ou mais um com chances antecipadas, fruto da necessidade de “renovar os nomes” na marra.

Por enquanto (para se ver o “pouco caso” que a FPF está fazendo, não foram divulgados os bandeiras e quarto-árbitro… (e é véspera do jogo). Mas certamente cobrará os procedimentos perfeitos dos clubes para a organização.

Acompanhe Flamengo de Guarulhos x Paulista pela Rádio Difusora AM 810 ou nos Apps, com a narração de Rafael Mainini, comentários de Robinson Berró Machado e Heitor Freddo, reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira, análise da arbitragem de Rafael Porcari. No comando: Adilson Freddo! O jogo começa às 15h, mas desde às 14h30 o Time Forte do Esporte já estará no ar. 

Resultado de imagem para flamengo de Guarulhos x Paulista

Em tempo: esse escudo do Flamengo é o que consta no site da FPF. Um outro, em bordô e dourado, ainda não consta como oficial na entidade…

– Neymar quer respeito ou paparicação?

Independente dos erros do árbitro Wilmar Roldan (lance de Militão, várias infrações desprezadas e a não marcação de falta em Neymar, aos 45’ do 2o tempo – onde o brasileiro revidou o agarrão infracional com uma braçada contra o adversário peruano, rendendo o cartão amarelo para o camisa 10 que o tirará do próximo jogo), o destaque da partida das Eliminatórias da Copa do Mundo entre Brasil x Peru foi o pós-jogo, onde Neymar reclamou das críticas à ele em entrevista para a Rede Globo.

Em suma, pediu “respeito” da torcida, dos comentaristas e repórteres, queixando-se, em outras palavras, “da falta de carinho e reconhecimento”.

Existe falta de respeito para com Neymar? Creio que não. Ele é uma pessoa pública, de sucesso, talentoso, muitíssimo bem remunerado e um atleta de alto rendimento. Portanto, é cobrado como tal, assim como seus pares Cristiano Ronaldo, Lionel Messi, entre outros. Talvez seja a percepção que o “Menino Ney” tenha da vida é que faça a diferença, resultando no comportamental diferente dos seus colegas de trabalho.

Quando jovem, o “garoto folgado” que sorria após uma carretilha desnecessária ou lance de drible a mais que considerava-se ofensivo ao oponente (diferente de Ronaldinho Gaúcho, que driblava igualmente mas em busca do gol), era relevado pois “iria amadurecer”. Hoje, homem, parece ainda querer os mesmos mimos de permissão para tudo.

A impressão que eu tenho: Neymar não quer respeito, quer elogio / paparicação / estrelato. E aí, com o histórico que criou de simulações e provocações, conseguindo reverter o carisma às crianças para antipatia aos adultos, têm contribuído para que ele seja ainda mais cobrado dentro e fora de campo.

Aliás, seus adversários que o digam. Quando alguém vai fazer uma falta em Messi, pensa duas vezes. Em Neymar, o zagueiro “vai com gosto”… e repare: a punição aos infratores, por parte dos árbitros, também não é equitativa. Tudo por consequência de toda essa somatória de fatores.

Por fim: se a própria Seleção Brasileira não encanta mais e não consegue ser carismática, como é que seu principal jogador conseguirá ter essas qualidades? Acrescente: Neymar é invejado por muitos pelo sucesso, mas nessas horas, separe-se as críticas comportamentais com as sociais e esportivas, e ainda assim vemos um menino “carente de carinho” (mesmo sendo adulto). Será um eterno “mimado”, ou seu staff não o ajudará a enxergar as críticas como algo construtivo?

– Vai melhorar a qualidade da arbitragem? Ou de nada valeu treinar?

Nos últimos dias, a CBF promoveu mais treinos para os árbitros, bandeiras e VAR (agora, além do IX Encontro de Capacitação para o VAR, chegamos à 26ª turma, incluindo reciclagem para a elite).

Fica o questionamento: se estão gastando tanto dinheiro com treinamento, e os treinos não estão surtindo efeito dentro de campo (afinal, até a 25ª turma, o nível da arbitragem está ruim – embora os documentos oficiais falem em acertos com índices impressionantes), algo está errado: os árbitros têm dificuldade em aprender ou o problema estão sendo os treinadores?

Insisto numa ideia: que tal treinadores estrangeiros de árbitros, da UEFA? Nada de Larrionda, Ubaldo Aquino ou os atuais locais.

Um vídeo promocional da CBF, em: https://www.cbf.com.br/cbf-tv/cbf-conclui-primeiro-curso-do-var-para-as-series-b-c-e-d

– As 5 forças paulistas por aproveitamento de pontos: ela expressa a realidade do futebol de SP?

O Atlético Mineiro é o atual líder do Brasileirão com 72% de aproveitamento dos pontos. Mas veja o índice dos paulistas no torneio:

1. Palmeiras: 65%
2. Red Bull Bragantino: 59%
3. Corinthians: 49%
4. São Paulo: 41%
5. Santos: 38%

Pelos elencos e pela gestão, a “grandeza das atuais forças” está fielmente representada nessa ordem? Ou seja: o Peixe é realmente a 5ª força estadual hoje e o Massa Bruta a 2a?

Aliás, uma perturbação: quem tem menos da metade do aproveitamento de pontos conquistados no Brasileirão (como o Timão), está na Zona de Classificação para a Libertadores da América, a competição de elite dos clubes sul-americanos. Não é muito pouco para disputar o torneio? Há excesso de vagas?

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– Falta autoridade para a nossa arbitragem…

Ricardo Marques Ribeiro não teve peito para expulsar Diego Souza em Grêmio x Corinthians (semana passada). E o Dênis Serafim em Athletico x Sport neste domingo…

Clique no link desse tuíte, pois ele é bem claro:

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– A polêmica charge do policial revistando o juiz de futebol.

Eu não sei em qual jornal a charge abaixo foi publicada, e não consigo entender a assinatura do chargista para dar o crédito. Mas ela “causou nas Redes Sociais”

Observe-a e a seguir faço os comentários:

É um cartoon de um árbitro de futebol sendo revistado pelo policial, perguntado sobre qual “facção” ele pertence (remetendo-o a integrante de grupo criminoso): a crítica, em si, não é contra ele, mas à briga pelo poder da CBF entre seus grupos (o de Del Nero, o de Caboclo, e outros que poderão insurgir tentando a formação da Liga, sendo tratados como “facções”). Entretanto, lógico, o exemplo da imagem de um árbitro de amarelo, a fim de representar a entidade, é infeliz. Poderia ter se usado a própria Seleção, por exemplo, ou um cartola da Confederação.

Trocar um dirigente suspeito por um árbitro pode ser ofensivo ao cara honesto que labuta com dificuldade (afinal, não estamos entrando na questão de competência ou não do apitador, mas do perigo da generalização). Mas sabe o que me incomoda mais? As entidades de defesa dos árbitros estão quietas e/ou demoraram para se manifestar. Por quê? Aceitam “numa boa”?

A propósito, quando foi que Sindicatos ou Associações de defesa da arbitragem postaram contra as denúncias de corrupção da CBF e o caso de assédio ao Caboclo? Ao contrário, somente elogios à gestão atual. Elas (e alguns associados) amam a chefia, ou, se não, as apoiam com muita fidelidade. Há quem defenda com unhas e dentes a honestidade de Caboclo (mesmo ele tendo feito o acordo na Justiça sobre o caso do primeiro assédio).

Pergunto-me: por quê sempre as associações de empregados aplaudiram o patronato? Normalmente, elas CONTESTAM as entidades empregadoras… Ou será que, diferente do resto do mundo, as entidades de defesa entendem que possuem os melhores patrões que se possa ter?

Pirei.

Em tempo: nos dois principais organismos de entidades dos árbitros, em seus sites (até agora) nenhuma manifestação. Na ANAF, elogios ao Ednaldo Rodrigues (atual presidente da CBF) e um depoimento elogioso de Rogério Caboclo à entidade. No SAFESP, notas de falecimentos de associados datadas de julho (parece que o site está desatualizado e/ou “fechado”).

Será que não foi dada a devida importância à charge ou, simplesmente, “passou batido”? Justiça seja feita: o único local que li algo (muito bem escrito) sobre o assunto foi no Blog do Paulinho (domingo) e no sábado, conversas com o ex-árbitro Euclydes Zamperetti Fiori. Nas Redes Sociais, a manifestação do ex-árbitro Renato Canadinho (escrevendo com coerência sobre o tema). E mais nada…

– Análise da Arbitragem de Mauaense 1×1 Paulista.

Um jogo limpo, com poucas faltas, onde as duas equipes queriam jogar bola e não tumultuar. “Facinho, facinho” para a arbitragem.

Vamos falar dela, comandada por Flávio Nascimento Flores Helena?

Logo no começo da partida, uma falta em Bressan não marcada aos 2 minutos. Errou o árbitro, pois apesar de correr bastante (e em muitos lances se posicionar bem, em outros não), faltou experiência para saber que não pode ficar parado no campo de defesa de um dos times esperando a bola chegar. Ele tem que estar com “farol ligado”, atento às faltas longe do seu campo de visão.

Depois desse erro, marcou faltas idênticas à não-marcada e se encontrou no posicionamento do jogo. Talvez tenha percebido que correr demais, de nada adiantará, se não se posicionar para os eventos inesperados.

Tecnicamente, pecou no pênalti a favor da Mauaense (justamente pela falta de experiência): o atacante da casa se joga para cima do zagueiro de Jundiaí quando ele trava a bola e ela fica parada no drible. Errou. Percebam: a bola permanece na inércia e o atleta é quem se projeta. Se tivesse um pouco mais de malícia, entenderia a esperteza do jogador. Aprenderá com o tempo.

Disciplinarmente, quando exigido, foi bem ao punir com Cartão Amarelo o atacante jundiaiense Dudu, que impediu o contra-ataque do time de Mauá. Baiano, o treinador, foi inteligente ao substituí-lo pois o jogador começou a reclamar bastante, inclusive fora do lance.

Leandra Cossette, a assistente 1, não ajudou o árbitro numa falta bem à sua frente no primeiro tempo, além de um impedimento inexistente (ou pelo menos muito duvidoso) por estar mal colocada (um pouco atrasada na linha), já que Henry estava em posição de impedimento, mas a bola vai a Fabrício. O árbitro não percebeu a bandeira levantada e foi parar o lance quando ela já estava no campo de defesa do adversário.

– E o “Squezze comunitário”?

Quando houve o atendimento médico ao goleiro da Mauaense, o zagueiro da casa bebeu água na garrafinha, o árbitro bebeu nela também e o atacante visitante idem (tudo na sequência). Lembremo-nos: o contágio de Covid se dá principalmente por perdigotos (gotículas). Então vira demagogia / teatro todo mundo de máscaras antes do jogo para se fazer isso sem preocupação!

Tanto o assistente 2 quanto o quarto-árbitro não tiveram trabalho e pouco apareceram na partida.

Um registro positivo: tanto Paulista quanto Mauaense tem treinadores negros (Baiano e Zé Roberto), coisa que não se vê no Brasileirão e/ou em clubes da elite.

 

– Ah, se não fosse o VAR…

Vasco x Brasil de Pelotas jogaram pelo Brasileirão da Série B na noite de 6a feira. O atacante vascaíno perde o tempo da bola, chuta seu defensor e cai. O árbitro Alisson Furtado – TO marca… pênalti do zagueiro sobre o atacante!

Por sorte, o VAR Gilberto Rodrigues Castro Jr – PE corrige o erro e o tiro penal é desmarcado.

A pergunta é: precisava do VAR, ou era obrigação do árbitro não cometer um erro tão grosseiro?

Veja o lance:

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– Acompanhe o Galo conosco!

Daqui a pouco tem o Galo em campo: Mauaense x Paulista, neste sábado, às 15h.

Acompanhe conosco na Rádio Difusora AM 810 ou App, com o Time Forte do Esporte! Estaremos juntos em mais essa jornada, a partir das 14h30.

A análise pré-jogo da arbitragem desse jogo aqui: https://professorrafaelporcari.com/2021/09/03/analise-pre-jogo-da-arbitragem-para-mauaense-x-paulista-5a-rodada-do-paulistao-sub23-da-2a-divisao/

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Mauaense x Paulista, 5a rodada do Paulistão Sub23 da 2a divisão.

Uma escala bem curiosa da Federação Paulista: se no último domingo tínhamos um árbitro bem experiente, agora teremos, ao “pé-da-letra”, novatos que nunca apitaram um jogo profissional. Critérios inexplicáveis da gestora Ana Paula de Oliveira.

Árbitro: Flávio Nascimento Flores Helena
Árbitro Assistente 1: Leandra Aires Cossette
Árbitro Assistente 2: William de Carvalho Prestes
Quarto Árbitro: Camilo Morais Zarpelão
Analista de Vídeo: Renato de Carlos
Flávio tem 31 anos, é contador, apenas 3 anos como árbitro e apitará seu primeiro jogo profissional na vida!
Como não se tem muitas informações sobre seu estilo de jogo (certamente essa será sua mais importante escala até agora), buscando na Internet sobre seu histórico há apenas um relato de suspensão dele quando jogador de “Futebol de 7”. Aqui: http://www.fupe.com.br/uploads/files/suspensao_ecomack_RETIFICADA.pdf.
Leandra Cossete, assistente 1, é experiente e já trabalhou até na A2. William Prestes tem apenas 4 anos de FPF e também fará em Mauá seu primeiro jogo profissional na carreira.
Curiosamente, o mais experiente de todos (em se falando de jogos, tempo de FPF, divisões trabalhadas) é o quarto-árbitro Camilo Zarpelão, com 40 anos. E cá entre nós: fazer o cara ser “reserva”, com esse histórico todo – e de novatos – é um desrespeito ao profissional... péssima gestão de carreira que a FPF faz.
Acompanhe Mauaense x Paulista pela Rádio Difusora AM 840 ou nos Apps, com a narração de Rafael Mainini, comentários de Robinson Berró Machado e Heitor Freddo, reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira, análise da arbitragem de Rafael Porcari. No comando: Adilson Freddo! O jogo começa às 15h neste sábado, mas desde as 14h30 o Time Forte do Esporte já estará no ar.

– A força do trabalho sério de um clube-empresa.

Para quem duvida que as estruturas arcaicas do futebol estão mudando (e quem não mudou, terá que mudar para sobreviver), eis uma entrevista muito esclarecedora do CEO do Red Bull Bragantino, Thiago Scuro, ao Canal do Loredo no YouTube.

Na oportunidade, os jornalistas Sérgio Loredo e Sílvio Loredo exploraram bastante a questão do processo de mudança de um clube tradicional para a modernidade empresarial, além do presente e do futuro da equipe e sua gestão.

Me chamou a atenção: tanto que se fala que “clube-empresa só quer ganhar dinheiro”, mas o Toro Loko / Massa Bruta é muito mais comprador do que vendedor no Brasil! A propósito disso, lá nos anos 2000 (e gosto sempre de lembrar disso), quando tive a oportunidade de escrever minha dissertação de mestrado (“O novo processo administrativo do futebol brasileiro frente a profissionalização da gestão dos clubes”), pude abordar os modelos vindouros que, mais ou menos, se concretizam hoje: parcerias de clubes tradicionais com empresários (onde aqui o modelo pode ser viciado na escalação de atletas simplesmente para privilegiar negócios, prejudicando o clube que quer títulos), criação de clubes-empresas PME (apenas para transacionar atletas) ou ainda o modelo do time-empresa estruturado (cujo objetivo não necessariamente pode ser primeiramente o lucro líquido, mas o investimento em marketing, divulgação da marca e consequentemente a conquista de espaço na mídia e os títulos como fruto do trabalho sério – resultando, obviamente, em lucro).

Assistam, vale a pena conhecer mais, em: https://youtu.be/uPudhSqujh0

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Guarulhos, rodada 4 do Campeonato Paulista Sub23 da 2ª divisão.

Gostei da escala de árbitros da FPF para Paulista x Guarulhos: Kleber Canto dos Santos, 41 anos, professor de Educação Física e há 14 temporadas na FPF, será o juizão.

É um árbitro bem condicionado fisicamente e que vem trabalhando bastante. Apitou jogos de A3 e mais recentemente da A2. Em partidas envolvendo o Galo, trabalhou no inesquecível União Suzano 0x8 Paulista (boa atuação, embora tenha marcado um pênalti inexistente naquela oportunidade – talvez pelo fato de não estar “ligado” pelo fácil jogo e elasticidade do placar) e Paulista 3×1 Amparo (aqui, foi muitíssimo bem, já que o Paulista vinha de ruins arbitragens envolvendo partidas contra o Amparo, que eram sempre problemáticas).

Desejo uma grande arbitragem e um ótimo jogo!

Na imagem abaixo, a escala completa, Destaque para o bauruense Márcio Luís Augusto, o observador – um ex-bandeira que trabalhou comigo em várias escalas e que considero um dos melhores profissionais que conheci, além de excepcional ser humano.

Acompanhe a partida com o Time Forte do Esporte com Adilson Freddo na Rádio Difusora, nessa quarta-feira, às 15h (e desde às 14h30 direto do Jayme Cintra).

– Os treinos dos Árbitros e do VAR estão valendo a pena?

Nesta rodada do Campeonato Brasileiro, muitas queixas (de novo) contra a arbitragem

Tivemos pênalti mal marcado em Santos 0x4 Flamengo (vide aqui nossa análise: https://wp.me/p4RTuC-xbL), tivemos questionamentos no Grêmio 0x1 Corinthians (as polêmicas no link em: https://wp.me/p4RTuC-xcn) e outras reclamações em Juventude 1×1 São Paulo (não pude assistir a esse jogo).

Tudo isso depois de mais uma semana de intensos… treinos para a arbitragem, na cidade de Águas de Lindóia, onde a nata da arbitragem se reune.

Quando houve a última imersão, na rodada seguinte tivemos uma lambança em Chapecoense x América (falamos sobre esse treino em: https://professorrafaelporcari.com/2021/08/17/arbitro-e-var-em-chapecoense-1×1-america-mostraram-o-retrato-da-tragedia/).

  • A questão é: a cada treino, a coisa piora, ao invés de melhorar?

Repito o que tenho escrito há dias: a culpa não pode ser creditada ao Gaciba exclusivamente, mas às pessoas que há décadas (desde a gestão Ricardo Teixeira) transitam nos departamentos ligados à arbitragem (Comissão de Árbitros, Secretaria de Árbitros, Diretoria de Desenvolvimento de Novos Talentos da Arbitragem, Diretoria de Desenvolvimento de Árbitro de Vídeo, entre tantas outras secretarias e/ou cabides de emprego – e que nunca “saem de verdade” da entidade, pois nunca hei demissão, mas remanejamentos de cargos).

Me questiono: por quê essas pessoas são insubstituíveis? Nenhum presidente de CBF as tira. Incrível!

Por fim, um desabafo: o cerne da questão não é a qualidade em si do árbitro, mas dos treinadores e orientadores de árbitros (não dos ex-árbitros que fazem o trabalho de “minhoquinhas”, mas dos mais velhos que se tornaram proprietários de posições).

Em tempo: no Brasil, tivemos a queda de Guto Ferreira (o único treinador brasileiro dos clubes nordestinos no Campeonato da Série A). Se vier um estrangeiro, será o 8º treinador aqui. Que tal imitarmos os clubes e importarmos treinadores de árbitros também? Mas não valem os atuais da Conmebol: Jorge Larrionda, Ubaldo Aquino, entre outros. Tem que ser europeu de 1a linha. Que tal um Colina?

– W.O. em Barcelona Esportivo x Paulista de Jundiaí! É a 4a divisão…

Marcado para o Estádio Nicolau Alayon, o jogo entre Barcelona Esportivo da Capela do Socorro x Paulista de Jundiaí (válido pela 4a divisão paulista) não aconteceu.

Motivo: W.O. Mas veja:

Estando as equipes em campo, não havia chegado a ambulância (o árbitro deve esperar PELO MENOS 30 minutos – antes disso não se pode cancelar a partida, mas pode se dar um prazo extra) . Mas com 23 minutos de atraso, ela chegou, e… o jogo não pode ser iniciado porque o Regulamento da divisão exige 2 ambulâncias – uma Tipo B e outra tipo D (a primeira, com motorista, dois enfermeiros e um médico; a outra, com um motorista e enfermeiro – ambas com uma série de equipamentos, incluindo desfibrilador). Está no artigo 33. Esperou-se quase 1 hora e a 2a ambulância não veio.

Pode-se questionar o exagero, mas está no regulamento. E, obviamente, a responsabilidade é do clube mandante de providenciar os veículos e profissionais. Não o fazendo, a partida não é realizada e vai para o Tribunal (onde se configurará WO – ou seja, 3×0 para o Paulista).

Duas observações:

1- Desde quando se vê duas ambulâncias com médico e enfermeiros à disposição dentro delas nessa divisão? Quantos jogos já ocorreram sem esse “padrão”? Fiquemos atentos nas próximas partidas.

2- O futebol está muito caro. Como bancar tamanhas despesas?

Acréscimo:

Amigos, não digam que o Paulista “está certo de se recusar a jogar” e que “fez bem em abandonar o campo”, como alguns estão fazendo pelas Redes Sociais. É mentira, quem inventou isso está distorcendo a situação e pode até prejudicar o time. Se fosse verdade isso, deveria esquecer os 3 pontos.
O Galo só foi para os vestiários pois o árbitro suspendeu a partida, pelo fato da 2ª ambulância demorar para chegar (não foi ato de rebeldia do time, mostrando que não queria mais jogar). Foi decisão da arbitragem de suspender o jogo!
Quando a 2a ambulância chegou não havia mais como credenciar os médicos e enfermeiros (se é que eles estavam ok).
Portanto: o Paulista foi para os vestiários pois o árbitro esperou o tempo regulamentar e o acréscimo dessa tolerância, onde o Barcelona não cumpriu as exigências para realizar a partida. Ele relatou tudo isso na súmula , que irá para o TJD e lá no julgamento deve configurar o WO , onde o Paulista terá vencido o jogo pelo placar administrativo de 3×0.
Se tivesse abandonando o jogo, o Paulista não só deixaria de ganhar os pontos como seria punido por tal fato.
Não sei quem tem o interesse de ficar dizendo que só não teve jogo pois o Paulista “bateu no peito e não quis jogar”. Se um advogado f. pega isso e consegue alguém mal intencionado para sacanear, vai dizer no TJD que o árbitro mentiu na súmula e que o Paulista é quem provocou o WO.

– O lance de Diego Souza e Cássio no Grêmio 0x1 Corinthians: vale tirar o cartão da mão do juizão?

Um lance polêmico no Rio Grande do Sul: Diego Souza (GRE) parte para o ataque, vai em direção ao gol e ao driblar o goleiro Cássio (COR), sofre a falta fora da área. Há dois corintianos defensores à frente do atacante gremista, além de um terceiro defensor ao lado.

Avalie: se Diego não fosse derrubado após o drible (Cássio não visou a bola, visou o corpo numa ação temerária),

1- era “certeza” que sairia o gol?

Se sim, ao cometer a falta, o goleiro era merecedor de cartão vermelho por impedir uma situação clara de gol.

2- era “possível” que algum dos 3 adversários pudesse evitar o gol ou ainda lhe roubar a bola antes do chute?

Se sim, ao cometer a falta, o goleiro merecedor de cartão amarelo por ação temerária.

Aí vem outro detalhe da regra: contestar insistentemente a marcação de um árbitro com gestos (desde que não sejam ofensivos) é para cartão amarelo. Arrancar sua ferramenta de trabalho (como Diego Souza fez com Ricardo Marques Ribeiro ao “roubar-lhe” o Amarelo) já ultrapassa o tolerável. Não é uma agressão ao trabalho do juizão? Sendo assim, teria que expulsar o gremista.

Confesso: a falta de meritocracia nas escalas de arbitragem é algo assustador…

– Em Santos 0x4 Flamengo, pênalti ou não em Michael?

Há certas situações no futebol nas quais você não consegue entender, por conta de “erro bizarro”. A elas, você justifica como apagão”. Quero crer que foi isso que aconteceu na Vila Belmiro ao juizão, logo no reinício da partida.

Me refiro ao pênalti de Wagner Leonardo (SFC) em Michael (CRF), aos 3 minutos do 2o tempo: Bráulio da Silva Machado fez justamente o que a orientação da regra NÃO MANDA fazer. Explico:

Desde 2019, a FIFA pede que em lances de empurrão ou puxão de camisa, que os árbitros verifiquem se a ação de quem empurra ou agarra realmente desequilibra ou impede o adversário de jogar. Repare: um puxão de camisa só vira infração (falta ou pênalti) se ele de fato não permite a continuidade da jogada e o adversário fica impossibilitado de avançar.

Portanto, já faz 2 anos que “puxar a camisa” por si só não é falta: só será se impedir o prosseguimento do lance. Dessa forma, como exemplo, se alguém está no ataque e tem a camisa puxada, se esse atacante parar de correr e pedir a falta, não deve ser marcada a infração, pois ele deveria prosseguir para, caso não conseguisse dar continuidade ao lance, ter o pênalti / falta marcada. Ao parar e pedir a marcação, ele abdicou de jogar.

Avalie:

1 – o lance do santista desequilibrou ou impediu o flamenguista de jogar?

2- a queda do atacante foi “natural” ou forçada por ele próprio?

Nas duas situações, se vê que não foi pênalti: não havia força para o desequilíbrio e a forma como caiu foi uma interpretação mambembe.

Claro que, com o futebol apresentado por ambas equipes, o placar foi justo. Mas árbitro da FIFA não pode ser ludibriado e errar de tal forma (e com VAR).

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Barcelona Esportivo x Paulista FC, Rodada 3 do Paulistão da 2a divisão Sub 23

Daniel Sottile, 14 temporadas na FPF, 43 anos de idade, natural de São Bernardo do Campo, será o árbitro de Barcelona Esportivo x Paulista FC. 

Velho conhecido do Estádio Jayme Cintra, Sottile veio trabalhar como quarto-árbitro em muitas partidas do Galo quando estava em divisões melhores. Na série A3, em 2017, apitou Flamengo 0x2 Paulista (atuando muito bem) e Paulista 1×0 Independente (aqui, foi bem até o final do jogo, quando bobeou e não expulsou um jogador de Limeira que arranjou confusão com o gandula, vide aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2017/03/19/analise-da-arbitragem-de-paulista-1×0-independente/amp/). Em 2018, trabalhou sem problemas na Copa SP em Paulista 0x1 Sao José/RS.

Bem fisicamente e experiente, é árbitro para atuar na série A3 e A2. Pela idade e pela proposta da gestora dos árbitros na FPF, Ana Paula de Oliveira, não tem tido boas oportunidades. No ano passado, não apitou nenhum jogo profissional. Neste ano, alguns trabalhos na Segunda Divisão Sub 23 e campeonato de juniores.

Creio que fará uma boa arbitragem e torcerei por isso.

Os árbitros assistentes serão Thiago Ferro e José Jenilton dos Santos Vasconcelos, ambos jovens e atuando na Segunda Divisão e Sub 20 atualmente. O quarto árbitro será Leonel Marcos Fialho da Silva. O observador do jogo será Paulo Maffei, ex-árbitro, boníssima pessoa e ótimo profissional, que vem de Itu.

Acompanhe Barcelona x Paulista pela Rádio Difusora AM 840 ou nos Apps, com a narração de Rafael Mainini, comentários de Robinson Berró Machado e Heitor Freddo, reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira, análise da arbitragem de Rafael Porcari. No comando: Adilson Freddo! O jogo começa às 10h neste domingo, mas desde as 9h30 o Time Forte do Esporte já estará no ar.

 

– Athlético Paranaense 1×0 Santos: procedem as reclamações contra a arbitragem?

Dois lances polêmicos na Arena da Baixada pela Copa do Brasil, onde o VAR, curiosamente, não apareceu em nenhum deles. Teria o equipamento de vídeo falhado tecnicamente de novo?

Vamos à eles:

1- O Santos FC reclama de pênalti ao seu favor: aos 20 minutos do 2o tempo, Renato Kayser vai dominar a bola dentro da sua área e ela bate em seu braço num movimento (para mim) natural. Avalie: foi movimento antinatural? Ele teve uma intenção disfarçada de que a bola batesse no braço dele? Poderia estar com os braços grudados ao seu corpo (o que naquele momento não seria um movimento fisiologicamente normal)?

Insisto: para mim, nada de infração, acertou o árbitro (mas respeito quem interpretar diferente, usando coerentes argumentos). Entendo que não houve intenção nem antinaturalidade do movimento. Aliás, tal casualidade nem seria discutida na Europa (o problema é que os pênaltis mal-marcados aqui pelas equivocadas orientações antigas da CBFque inicialmente quase transformou o futebol em queimada com uma “Regra 12B tupiniquim” que causou tanta confusãodistorcem as discussões). Considere ainda: a FIFA normatizou o que seria “braço”, e determinou que fosse na região das axilas / manga da camisa o limite. Vide na ilustração da postagem em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2020/08/07/as-novas-regras-do-futebol-e-as-orientacoes-da-cbf-para-os-juizes-no-brasileirao/

2- O Atlhético reclama do gol de Mingotti, aos 38 minutos do 2o tempo, anulado por impedimento. Por todos os ângulos mostrados pela TV, impossível dizer que errou ou acertou com convicção. Lance demasiadamente ajustado, só com tecnologia para dizer.

– A reação inusitada do árbitro dinamarquês: ajoelhou e se desculpou!

Foi no último domingo e visualizou: Nils Heer, árbitro de Vendsyssel x Fredericia pelo Campeonato Dinamarquês da 2a divisão, deixou de dar uma vantagem para um ataque promissor e, inconformado, se ajoelhou e lamentou pelo erro!

Confesso: já tive a mesma vontade das vezes que “perdi um lance de vantagem” (foram pouquíssimas, pois nesse tipo de situação eu tinha boa leitura de jogo e preferia atrasar o apito para marcar ou não a falta). E confidencio outra coisa: quando o árbitro acerta a vantagem e sai o gol, dá vontade de comemorar junto com o atleta!

Abaixo, extraído de: https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/2021/08/23/ja-viu-isso-arbitro-se-arrepende-de-marcacao-e-ajoelha-no-gramado.htm

ÁRBITRO SE ARREPENDE DA MARCAÇÃO E SE AJOELHA

Uma imagem inusitada do futebol dinamarquês correu o mundo neste final de semana. Na partida entre Vendsyssel FF e FC Fredericia, pela segunda divisão da liga local, que acabou empatada em 1 a 1, neste domingo (22/8).

Durante um ataque do Fredericia – de preto – o árbitro Nils Heer apita e instantaneamente ajoelha no gramado, reconhecendo o erro logo após parar a jogada.

O juiz viu uma falta a favor da equipe visitante e apitou antes da conclusão da jogada, quando a bola sobrou para o atacante que tinha chance clara de fazer o gol, caracterizando vantagem. Àquela altura, o Fredericia perdia por 1 a 0 para o time da casa, o Vendsyssel.

Os jogadores do Fredericia até esboçaram reclamar, mas percebendo a reação do árbitro e o seu claro arrependimento por ter errado no lance, desistiram. Heer continuou lamentando, com a mão no rosto, e recebeu “tapinhas” nas costas dos jogadores ‘perdoando’ a falha.

Veja o lance abaixo:

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Colorado Caieiras x Paulista, Rodada 2.

Para Colorado x Paulista, apitará um árbitro que não vem atuando no futebol profissional há um bom tempo: Luiz Renato Cafundó, de 40 anos, há 15 anos na FPF (trabalhando predominantemente em Sub 15 e Sub 17). Em 2021, apenas 2 jogos trabalhados, no Sub 20.

Diferente de outros anos, onde o Sub 23 da 2a divisão era usado para observar talentos, a Comissão de Árbitros opta por escalar quem estava parado. E cá entre nós, sejamos realistas: como está no quadro, tem que ser escalado. Mas pela idade, não haverá investimento nele para divisões maiores. Culpa do inchaço da lista de árbitros, dos excessivos cursos ofertados e de má gestão dos cartolas do apito.

Tomara que o árbitro não tenha problemas físicos e técnicos na partida – que são possíveis, infelizmente, pelo conjunto de fatores (falta de atividade, histórico, ritmo de jogo, etc).

– A entrada de Thiago Heleno em Adson no Athlético 0x1 Corinthians.

Perdeu o tempo da bola? Dançou!

Não tem muito o que dizer: o jogador do Furacão Thiago Heleno correu o risco e entrou de sola com as travas na canela do corintiano Adson. É um “be-a-bá” da arbitragem, onde a dúvida é quase nula. Aplica-se o Cartão Vermelho.

A questão é: como o árbitro, inicialmente, nem falta deu? Precisou do VAR para tal lance?

Esse é um dos problemas do nosso mau uso do árbitro de vídeo: na dúvida, deixa a cabine chamar…

– Que cáca, bandeirinha.

Se a arbitragem está ruim no Brasileirão da Série A, imagine na quarta divisão paulista…

Veja o erro crasso desse bandeira. Falamos antes da partida que, sem ritmo de jogo por conta da pandemia e sem treino, os árbitros se equivocariam mais (alguns estavam há mais de um ano sem trabalhar). Durante o jogo, sem VAR, piorou. E o resultado é esse, do tuíte abaixo (a partida foi Paulista de Jundiai 1×1 Flamengo de Guarulhos, analisada aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2021/08/21/analise-da-arbitragem-de-paulista-fc-1×1-aa-flamengo/).

Profissionalizar a arbitragem e melhorar a qualidade dos “cartolas do apito” é fundamental. Sem dirigentes melhores e condições de trabalho adequadas, nada adiantará.

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– Análise da Arbitragem de Paulista FC 1×1 AA Flamengo.

O jogo “ajudou” muito o árbitro Caio César Mello neste sábado. Partida disciplinarmente tranquila, com pouquíssimas faltas e nenhuma polêmica. Sendo assim, ele deu conta do recado.

Com o forte calor no Jayme Cintra, a exigência física foi grande. E o juizão correu bastante, está “fininho” e se posicionou muito bem.

Tecnicamente, foi razoável, com alguns erros entendíveis (nem sempre aceitáveis). Destacando aos 43 e 44 m do primeiro tempo, dois lances de “bola que bate despretensiosamente na mão / braço”; um em atacante do Paulista e outro no defensor do Flamengo – onde ele corretamente mandou seguir, fez a leitura correta de casualidade. Mas um erro: aos 33m do 2º tempo, marcou um “perigo de gol” no goleiro flamenguista… o esperto arqueiro não foi tocado e a falta foi marcada.

Disciplinarmente,  algumas considerações:         

Aos 46 minutos do 1º tempo: Humberto (FLA) cometeu falta temerária em Marquinhos (PFC), e ele poderia ter aplicado o Amarelo.

Aos 8 minutos do 2º tempo, falta não marcada em Carioca (PFC), e que virou contra ele. Errou.

Aos 21m do 2º tempo: Cartão Amarelo correto para o goleiro Matheus Cabral (FLA) por retardamento. Idem aos 28m para Ítalo (FLA) por falta em Carioca (PFC). Ibidem ao Kadu (PFC) aos 30m.

Do restante, nada a acrescentar.

Observações táticas e técnicas do Galo:

– Aos 7 minutos, no escanteio para o Flamengo, todo mundo da defesa do Paulista agarrou alguém na grande área. Parecia rugbi, e nenhum atacante flamenguista conseguiu dominar a bola. Mas aos 9 minutos, na bola cobrada em um arremesso lateral para a área, ninguém marcou ninguém (exatamente o contrário do lance anterior) e saiu o gol. Há de se ter atenção…

– O Paulista foi um time “fair play demais” no 1º tempo – nem aquelas faltinhas “técnicas”, de jogo, para parar a partida, foram cometidas. O primeiro tempo, cá entre nós, foi para esquecer. No 2º tempo, voltou mais vibrante e quase “passou do ponto” após os 30 minutos com excesso de faltas.

– No gol de empate do Paulista, o chute foi na barreira que abriu e “matou o goleiro”. Um chutaço! Repare que um defensor fica desesperado com medo da bola bater em seu braço e se marcar a infração.

– Neném Prancha, o poeta do futebol, disse uma das maiores máximas do futebol: “treino é treino, jogo é jogo”. E o Tricolor Jundiaiense fez ótimos treinos, e hoje jogou mal. Torçamos para que tenha sido uma jornada atípica, um dia ruim do Galo, apenas, e que se apresente melhor nas próximas rodadas.

Acréscimo de erro crasso: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2021/08/22/que-caca-bandeirinha/

– Que pena, Safesp…

Eu sempre lamentei os caminhos que o Sindicato dos Árbitros tomou, quando eu era filiado e comecei a entender seu funcionamento. Nunca senti “independência dele” e também não quis me envolver, pois só era sindicalizado já que a FPF obrigava o árbitro a sê-lo.

Cansei de escrever que havia incompatibilidade de cargos entre o antigo presidente Arthur Alves Jr e o membro da CA-FPF Arthurzinho. Não dá pra ser duas pessoas diferentes, trabalhando em entidades que, em tese, tinham interesses distintos. O mesmo Arthur do SAFESP com o Arthur da FPF sucumbiram, resistindo às Eleições até o último momento. Aí veio… Aurélio!

Aurélio Santanna Martins e Regildênia de Holanda venceram o pleito, e estão sofrendo do mesmo mal que Arthur sofreu: a tentação de continuarem ativos na FPF, CBF e FIFA – mesmo estando no Safesp e prometendo que isso não aconteceria (ou “dando a entender”, e todos pensaram errado, como defendeu certa vez Daniel Destro do Carmo, que foi um dos apoiadores).

O que foi feito com a entidade? Cadê a auditoria prometida nas contas? Ou foram, assim como os políticos fazem, promessas de campanha que não seriam cumpridas?

Lamentável tudo isso…

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista FC x AA Flamengo, Rodada 1 do Paulistão da 2a divisão Sub 23.

Ao ver as escalas das partidas do Campeonato Paulista Sub 23 da 2a divisão, ao menos nesta primeira rodada, percebemos árbitros jovens e outros bem experientes – onde ambos não trabalharam nas principais divisões e estavam parados, seja pela pandemia ou por opção da FPF – escalados para um “reinício” de carreira.

Para Paulista x Flamengo, a Federação Paulista escalou:

Árbitro: Caio Cesar da Costa Mello, 34 anos, 13 temporadas na FPF.
Árbitro Assistente 1: Ademilson Lopes da Silva Filho, 34 anos, 12 temporadas.
Árbitro Assistente 2: Alison Alberto dos Santos, 26 anos, 04 temp.
Quarto Árbitro: Alef Feliciano Pereira, 27 anos.
Analista de Vídeo: Luiz Vanderlei Martinucho, 50 anos.
Caio Cesar, apesar de ter muito tempo no quadro da FPF, não apita um jogo profissional desde 2017 (trabalhou apenas em 3 jogos no Paulistão Sub 23 naquele ano). Foi constantemente escalado nas categorias amadoras em 2018, 2019 e 2020, e neste ano, apitou só um jogo no começo do mês, pelo Paulistão Sub 20.
Em tese, vem totalmente sem ritmo de jogo (já que apitar jogos de várzea – se é que ele tem apitado neste tempo de pandemia – é completamente diferente do que partidas profissionais). Você fica com dificuldade no posicionamento dentro de campo e na leitura de jogo. É um desafio que o árbitro terá para se superar. Tecnica e disciplinarmente, até pelas partidas que ele trabalhou não terem visibilidade, é difícil dizer como ele está.
Aos bandeiras, diga-se o mesmo: estão estreando em jogos profissionais nesta partida. E para quem está acostumado com partidas pela TV, onde os assistentes perdem importância devido ao VAR, deverão se reacostumar com disputas onde essa função é vital para a boa arbitragem do juiz principal (já que não temos árbitro de vídeo neste campeonato).
Ops: o “Analista de vídeo” da escala oficial é o antigo “observador do árbitro”, que não estará in loco mas analisando o árbitro pela TV, já que os protocolos contra “aglomeração” precisam ser cumpridos.
Acompanhe Paulista x Flamengo de Guarulhos pela Rádio Difusora AM 840 ou nos Apps, com a narração de Rafael Mainini, comentários de Robinson Berró Machado e Heitor Freddo, reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira, análise da arbitragem de Rafael Porcari. No comando: Adilson Freddo! O jogo começa as 15h, mas desde as 14h30 o Tome Forte do Esporte já estará no ar.

– Repost: Por homofobia, pela 1a vez partida é interrompida na França pelo Protocolo FIFA.

Há 2 anos, pela primeira vez uma partida de futebol era interrompida por homofobia! Relembrando abaixo:

Lembram quando postamos sobre o Protocolo FIFA que deveria ser executado em caso de discriminação (das diversas naturezas) quando ocorresse?

(Para recordar, clique aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/07/26/os-3-passos-para-o-protocolo-fifa-contra-a-discriminacao/)

Pois bem: ocorreu o 1o caso, e foi na França.

Extraído de: https://jamilchade.blogosfera.uol.com.br/2019/08/17/na-franca-arbitro-interrompe-jogo-diante-de-cantos-homofobicos/

NA FRANÇA, ÁRBITRO INTERROMPE JOGO DIANTE DE CANTOS HOMOFÓBICOS

Por Jamil Chade

O jogo da segunda divisão do campeonato francês, entre os modestos Nancy e Le Mans, entrou na sexta-feira para a história do futebol do atual campeão do mundo. Trata-se da primeira vez que, por conta de um comportamento homofóbico por parte da torcida, um árbitro decide suspender o jogo, ainda que por apenas alguns minuto. Os torcedores do Nancy devem ser punidos e o clube pagará uma multa. Mas foi o gesto do árbitro Mehdi Mokhtari que se transformou numa referência e abriu um amplo debate. A ministra dos Esportes, Roxana Maracineanu, foi a primeira a comemorar a decisão, tomada depois de uma pressão de governos para que a Uefa modificasse suas leis para permitir que uma partida pudesse ser alvo de uma interrupção, em caso de incitação ao ódio ou homofobia.

Em abril, o jogo entre Dijon e Amiens já havia sido suspenso por alguns minutos, desta vez por conta de ataques racistas. A decisão, naquele momento, foi dos jogadores. Agora, aos 27 minutos, foi a vez do árbitro assumir a decisão.

Jean-Michel Roussier, o presidente do Nancy, admitiu que a regra deve ser aplicada e afirmou ter ido encontrar, ainda durante a partida, com os representantes das torcida organizadas para alertar sobre a situação. Na França, a lei permite que um clube proíba a entrada de um torcedor que tenha sido identificado como autor de uma provocação homofóbica, racista ou que promova o ódio e violência.

Se na França a nova lei começa a ser aplicada, na Fifa o assunto já foi alvo de um acalorado debate. Com as seleções sul-americanas acumulando multas milionárias aplicadas pela Fifa, em diversos jogos das Eliminatórias, a Conmebol tentou explicar à entidade máxima do futebol que os cantos homofóbicos eram “culturais”. A Fifa se recusou a aceitar a explicação e continuou a multar as federações.