– VAR: quando não usa, erra. Quando usa, erra também!

O VAR é uma ótima ferramenta criada para ajudar o árbitro de futebol. Inicialmente, seria apenas um acessório para o árbitro (assim como o rádio-comunicador é, as bandeiras eletrônicas são ou o relógio com sensor para se conectar com a bola com chip é). 

No mundo, a experiência tem dado certo. Um ou outro país teve problemas na adaptação ao uso, mas, enfim, vingou a ideia e seu uso é incontestável.

No Brasil, vivemos com um projeto amador, com pessoas questionadas que comandam o futebol e que há décadas militam na arbitragem – sempre criticadas quanto a competência

A falta do VAR prejudica o espetáculo, pois os árbitros têm muitas deficiências. Vide as queixas (com razão) do Guarani contra o Vila Nova, onde o sistema ficou inoperante e o Bugre foi prejudicado por erros.

O uso do VAR tem prejudicado também, pois os árbitros de vídeo são igualmente deficientes. Vide as queixas de Chapecoense x Flamengo (ou de Vasco x Botafogo, ou de Santos x Palmeiras, ou de Bahia x São Paulo, ou de, de, e de… inúmeros outros jogos).

A verdade é: o VAR, que era para ser mais um assistente, ganhou demasiada importância. Antes, recebia a taxa de um bandeira. Hoje, quase a de um árbitro. E isso tem sido maxi-dimensionado na América do Sul; veja Julio Bascunãn, que será o VAR da final da Libertadores da América: virou estrela, receberá (pasmem) US$ 16 mil dólares! (Amanhã falaremos das escalas para as finais e das taxas da Libertadores e Sulamericana).

Em tempo: um árbitro do Brasileirão da Série A recebe R$ 3.780,00 e seu VAR R$ 2.100,00; se forem do quadro da FIFA, recebem R$ 5,75 mil e R$ 3,15 mil, respectivamente.

Já falamos sobre o excesso de pessoas trabalhando no VAR (3 na Inglaterra, e em alguns jogos brasileiros, 9 pessoas). Aqui: https://professorrafaelporcari.com/2019/09/09/o-que-acontece-com-o-var-no-brasil/

Também abordamos que não adianta ter competência tecnológica sem a habilidade humana, em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/05/26/e-o-var-jose/

Citamos como a CBF avalia os árbitros, com um nababesco sistema chamado RADAR, onde ela teve a cara-de-pau em oferecê-lo para a FIFA! Em: https://professorrafaelporcari.com/2021/10/18/o-radar-da-cbf-e-uma-falacia/

Por fim, recordamos que desde 2015 a CBF prometeu o VAR (sabendo que não ía conseguir operá-lo), postergando-o para anos seguintes, sem se preparar adequadamente. Aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2017/02/18/comprovada-a-mentira-do-var-que-ha-1-ano-a-cbf-disseminou/

Diante de tudo isso, fica a nova indignação com a indagação: está valendo a pena? Se não está, o que mudar? Opte:

  1. Os árbitros de campo?
  2. Os árbitros de vídeo?
  3. Os escaladores de árbitros?
  4. Os desenvolvedores de novos talentos dos árbitros?
  5. O chefe do VAR?
  6. O sistema VAR em si?
  7. Todas as anteriores?
  8. Uma outra ideia?

Deixe seu comentário:

 

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Imagem extraída de: https://br.mundopsicologos.com/artigos/a-relacao-entre-amor-e-odio-duas-faces-de-uma-mesma-moeda

– Houve falta de Leo Pelé no lance que originou o gol de Bahia 1×0 São Paulo?

Recebi a pergunta (e o vídeo) do amigo Edu Monte, via Twitter: para mim, o lance de Leo Pelé (falta marcada que originou o gol do Bahia) é limpo.

Aqui o link: https://twitter.com/somosaopaulinos/status/1457489367782629382. Abaixo, a explicação.

  • E essa “falta” do Léo que originou o gol do Bahia? O que acha?
– Por essa imagem, nada. Lance limpo.
Entenda: você pode proteger a bola para que seu adversário não a domine, desde que não o impeça de disputá-la. Isso significa: não pode abrir os braços para bloqueá-loAli, a bola está longe por conta do domínio do Léo, que sabe segurar ela.

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– Se a FIFA se baseasse em Vasco 0x4 Botafogo para dar aval ao VAR…

Que loucura a dinâmica (ou a falta de), o tempo perdido, as indecisões do árbitro Luiz Flávio de Oliveira e do VAR Vinícus Furlan em Vasco 0x4 Botafogo, não?

O VAR tem seus limites, é para ajudar dentro do protocolo e nas situações nas quais o árbitro não tenha visto e que sejam erros crassos. Aqui no Brasil, se “caça-erros”, fazendo com que o VAR seja o protagonista e a autoridade máxima; não o contrário, que é o ideal..

O vacilo de confirmar uma decisão, fazendo com que o lance seja remarcado e depois desmarcado, mostra o quão frágeis estão os árbitros. Até Raphael Claus sucumbiu e aceitou a modificação da sua decisão num erro avaliado pelo VAR Rodrigo Guarizzo no clássico paulista de domingo (falamos desse lance em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2021/11/07/o-gol-mal-anulado-em-santos-0x2-palmeiras-entenda-a-regra/).

A questão é: a entidade escolhe se quer ter ou não o VAR em seu campeonato. Que tal a CBF abrir mão dele? E escrevo isso com dor no coração, pois a ferramenta, se bem usada, é ótima.

Aliás, cada vez mais surge a história de que o VAR só existe aqui pois se criou uma imensa oportunidade de remuneração para muitos cartolas do apito, se auto-escalando como avaliadores. Não sou dessa turma que diz isso, mas os erros são tantos, que as teorias conspiratórias florescem…

Sportbuzz · Vasco x Botafogo: veja onde assistir e prováveis escalações!

Foto-arte extraída de: https://sportbuzz.uol.com.br/noticias/agenda/vasco-x-botafogo-veja-onde-assistir-e-provaveis-escalacoes.phtml, (Vasco e Botafogo duelam no Brasileirão da Série B – GettyImages / Divulgação)

– O gol mal anulado em Santos 0x2 Palmeiras. Entenda a Regra:

Que “mico”!

Eu fiquei constrangindo ao ver um árbitro, do naipe de Raphael Claus, anular o gol de Rony por um cotovelo involuntário de Dudu.

DUVIDO (e está em letras maiúsculas), que, se estivesse na Copa do Mundo, Claus anularia um lance desse.

Entenda: a bola bateu no cotovelo de Dudu sem qualquer movimento deliberado dele, e depois o jogo segue e sai o gol de Rony.

Antes, lances de mão eram apenas propositais. Depois, a FIFA pediu para que se tivesse atenção aos movimentos antinaturais da mão na bola (ou seja, um “Migué” que o jogador dava para tirar proveito). Isso não quer dizer que a Intenção deixou de existir nem que a Imprudência passou a valer.

Recentemente, a Regra mudou por 3 vezes: toda mão no ataque passou a ser infração (voluntária ou não). Como era muito radical, mudou de novo: somente lances na iminência do gol seriam infrações (em todos os outros, voltou a ser o que era antes). E neste ano, a última modificação: só se anula um gol se a bola bate na mão, com ou sem intenção, de quem faz o gol.

A lógica (que está errada) é dizer que Dudu tirou proveito do cotovelo praticando um movimento antinatural. Aí é dose.

Portanto, gol mal anulado.

Santos x Palmeiras: veja onde assistir ao clássico do Brasileirão - Gazeta Esportiva

Foto-arte extraída de: https://www.gazetaesportiva.com/campeonatos/brasileiro-serie-a/santos-x-palmeiras-veja-onde-assistir-ao-classico-do-brasileirao/

– A não-expulsão de Kayzer é exemplo de falta de padrão do VAR.

Eu não havia assistido Athletico 2×2 Flamengo, e vi somente hoje a bobeada da arbitragem no lance que deveria ser de expulsão de Renato Kayzer. Errou feio o VAR ao chamar o árbitro. Pior ainda o juizão: Marielson Alves (que dizem estar cotado para ir à FIFA, por ser baiano e gozar de bom relacionamento com o presidente interino da CBF, Ednaldo Rodrigues – ambos são baianos) literalmente “pipocou”. Indiscutível agressão.

Eu iria escrever sobre isso, mas o jornalista Ricardo Perrone redigiu o que eu penso com exatidão! Abaixo:

Extraído de: https://www.uol.com.br/esporte/futebol/colunas/perrone/2021/11/03/perrone-e-mais-dificil-defender-o-var-do-que-renato-gaucho-no-flamengo.htm

É MAIS DIFÍCIL ENTENDER O VAR DO QUE RENATO GAÚCHO NO FLAMENGO.

por Ricardo Perrone 

O empate em dois gols entre Athletico-PR e Flamengo, nesta terça (2), pelo Brasileirão, terminou com Renato Gaúcho e o VAR na berlinda.

Tanto o árbitro de vídeo quanto o técnico do Flamengo têm sido soterrados por críticas devido a atuações ruins.

Novamente, o uso da tecnologia, que veio para salvar a arbitragem, falhou e fez o contrário: prejudicou o jogo e especialmente o Flamengo.

Por sua vez, Renato Gaúcho, que veio para salvar o Flamengo, falhou ao repetir antigos erros.

Na opinião deste colunista, Márcio Henrique de Góis, responsável pelo VAR, cometeu uma falha grosseira ao chamar o árbitro Marielson Alves para revisar o lance da expulsão de Renato Kayzer, que acabou anulada de maneira incompreensível.

Já Renato voltou a comandar um time irregular, sem equilíbrio entre ataque e defesa, lento e desorganizado na transição defensiva e com dificuldades para escapar da marcação adversária.

O torcedor do Flamengo terminou a partida indignado com a arbitragem e com o técnico de seu time. É compreensível, pois problemas que nunca são corrigidos irritam e desanimam. Isso vale para os dois alvos de críticas.

Porém, dá para acreditar mais na recuperação de Renato do que na do VAR. O treinador tem em mãos um elenco de alto nível para os padrões do futebol brasileiro, fez bom trabalho no Grêmio e teve um início promissor na Gávea.

No outro lado do balcão, o nível da arbitragem no Brasil, na média, é fraco. Desde que o VAR começou a ser usado no país houve desconfiança por causa de seu mau uso e da falta de transparência da arbitragem nacional. Não há esperança de uma melhora a curto prazo porque não é visível um trabalho em busca de soluções.

Renato ao menos faz o Flamengo jogar bem em parte dos jogos. E o treinador pode se redimir conquistando o título da Libertadores na final contra o Palmeiras.

Por outro lado, o que aconteceu em Curitiba foi um golpe duro nos defensores do VAR, como eu. Não há luz no fim do túnel.

Renato, que costuma pecar pela falta de lucidez em suas entrevistas, tem razão. Dessa vez, a arbitragem passou dos limites e deixou uma mensagem perigosa: nem toda agressão merece cartão vermelho.

É injustificável a permanência de Kayzer em campo depois de chutar e desferir socos na direção de Léo Pereira. Nem uma sabotagem encomendada teria feito melhor contra o árbitro de vídeo como a equipe que conduziu a arbitragem de Athletico-PR x Flamengo.

O treinador acertou também quando disse que o juiz deveria dar entrevista depois do jogo. É óbvio que os árbitros precisam falar para que possamos entender melhor suas interpretações. E não há razão para as decisões não serem esclarecidas em tempo real para o público com o juiz fazendo o anúncio em um microfone. É assim em outros esportes.

Também não existe motivo para não acontecer uma real profissionalização dos árbitros. São temas que discutimos muito antes de Renato assumir o Flamengo e não vemos evolução.

Sempre defendi o uso da tecnologia no futebol como forma de auxílio aos juízes. Mas, a maneira displicente e sem padrão como ela tem sido usada por aqui torna essa defesa cada vez mais desgastante. É mais fácil defender a permanência de Renato Gaúcho no Flamengo do que o VAR no Brasil.

Sim, Renato ainda pode fazer o time evoluir. Trocar de treinador antes da final da Libertadores seria arriscado porque o substituto teria pouco tempo para identificar e corrigir os problemas. O mais seguro e justo é a direção esperar o final da temporada para ter elementos substanciais em sua análise sobre o trabalho do técnico. No caso do VAR no Brasil, só vejo acomodação, incoerência e desesperança.

– Os três lances polêmicos de Grêmio 1×3 Palmeiras.

Muita confusão em Porto Alegre. Vamos aos lances?

1- O gol de Diego Souza: algumas reclamações de uma possível falta de Douglas Costa em Marcos Rocha: ali, não foi nada, lance legal. Na verdade, na imagem mais ampla, por cima, poderia-se julgar que o gremista empurrou o palmeirense. Mas há uma outra imagem que mostra: o desequilíbrio acontece por ele perder a bola por baixo, legalmente, sem ser empurrado. Acertou o árbitro.

A imagem citada aqui: https://twitter.com/geglobo/status/1454890169228742658?ref_src=twsrc%5Etfw.

2- O lance do pênalti (que empatou o jogo em 1×1 aos 42 minutos do 1o tempo): Thiago Santos dá um tranco legal ou comete carga infracional em Marcos Rocha?

Vamos lá: a Regra original usa o termo “cometer carga” (aqui, como não existe o termo “cargar”, virou “chargear”). Você pode chargear com seu ombro o ombro do adversário (isso é tranco legal). Se abriu o braço e o fez com a mão, vira empurrão (e isso não pode). Se chegar nas costas, também é infração. Portanto, foi pênalti pois o gremista chargeia com o seu ombro as costas do palmeirense. Erro do árbitro corrigido pelo VAR.

3- O gol de Elias (que seria empate de 2×2): confesso, pelas imagens que eu tenho visto, muitíssimo difícil definir que alguma parte jogável do atleta gremista está a frente da linha do seu penúltimo adversário palmeirense. Aparentemente, tenho a impressão de mesma linha, mas não é um lance conclusivo. Se numa tela bem grande, com a imagem congelada no exato momento do toque, talvez possa se concluir melhor.

A questão toda se resume em: estando lutando contra o rebaixamento, você tem a chance de terminar com o empate, tem o seu gol anulado e na sequência toma outro gol; é (infelizmente) natural que críticas surjam (com ou sem razão). 

Acréscimo 1: Fico pensando se a ideia proposta de Impedimento Automático por chip na camisa estivesse em vigor; provavelmente, o gol seria legal. Compartilho-a em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2021/10/20/a-ideia-de-impedimento-automatico-do-var-com-o-chip-na-camisa-funcionara/.

Acréscimo 2: o Coritiba foi rebaixado com uma confusão e invasão muito parecida no Couto Pereira. O Grêmio está repetindo essa “cartilha”? Sem contar que houve um episódio de racismo (lembremos que o próprio Tricolor Gaúcho foi eliminado da Copa do Brasil por atitude contra o goleiro Aranha).

– Quando um gestor esportivo não manda (ou não entende) nada!

O humorista Antonio Tablet publicou em seu twitter esse trecho da inusitada entrevista de um jogador criticando seu técnico. Hilário! Mas… será que muitos atletas, árbitros e subordinados no futebol não desejavam desabar como ele fez?

Que pena não ter mais detalhes das equipes, só sei que o boleiro se chama Anderson, reclamando que seu time, o Liberdade de Marabá, estava vencendo o jogo por 2×0 contra o Juventus / PA e deixou empatar. Vale assistir, abaixo: https://twitter.com/antoniotabet/status/1453129415395840002

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– E por onde anda o Árbitro Laleska?

Há 10 anos, reproduzíamos uma matéria da Folha de São Paulo sobre o dia-a-dia do travesti Laleska, que era árbitro de futebol e estava fazendo certo barulho no Ceará.

Eu pensei que ganharia notoriedade nacional em jogos de eventos, mas nunca mais ouvi falar sobre ela. Alguém sabe se continuou a carreira?

Reproduzindo o texto da época, abaixo:

PRECONCEITO & FUTEBOL: ÁRBITRO TRAVESTI É SUCESSO NO CEARÁ

O homossexualismo no futebol é um grande tabu. E, talvez, por muito tempo ainda será. Mas uma matéria da Folha de São Paulo do último sábado (FSP, 22/01/2011, pg D6, por Adriano Fernandes) me chamou a atenção: um árbitro de futebol do Ceará, Valério Gama, além de exercer o ofício do apito, se transforma á noite como travesti Laleska. E faz sucesso dentro e fora de campo!

O árbitro-travesti, assumido e bem resolvido, diz que nunca sofreu preconceito (curioso, já que o nosso país – e o futebol em particular – é taxado de machista e preconceituoso). Antigamente, tínhamos o assumido Jorge Emiliano (imortalizado como Margarida) e seus trejeitos (aliás, recentemente apareceu um Margarida 2, catarinense, que é casado e pai de 3 filhos). Hoje, fico curioso o que aconteceria se na FPF ou CBF um árbitro de ponta se declarasse homossexual.

E você, o que pensa sobre o assunto: quanto a homossexualidade no futebol – existe ou não preconceito? Deixe seu comentário.

Abaixo, a história do árbitro Valério Gama, ou, se preferir, da travesti Laleska:

AUTORIDADE – árbitro cearense que se traveste à noite já apitou mais de cem partidas

Por Adriano Fernandes

Eu descobri que era gay aos dez anos. Fui percebendo que não gostava de mulher. Brincava com meninos e sentia interesse por eles. Nunca contei para a minha família. Minha mãe já percebeu, meu pai até hoje é contra.

Comecei a me interessar por futebol assistindo aos jogos da Copa de 1994, nos EUA. Eu tinha 15 anos. Entrei no futebol pra ser goleiro. Eu era o terceiro goleiro de um time aqui da minha cidade.

Na época, faltou juiz e o meu treinador pediu pra eu apitar. Eu apitei e gostei. Não sabia as regras, aprendi dentro do futebol, na marra. Não sou formado [em arbitragem], mas já marquei o curso com o Dacildo Mourão, um juiz daqui. Ele me chamou.

Já apitei mais de cem jogos: campeonatos e amistosos entre times locais. Mas não estou no quadro de árbitros da federação cearense.

SEM PRECONCEITO

Toda a equipe de árbitro só tem homem, e eu sou o único homossexual. Nunca me envolvi com eles, eles nunca me cantaram, me respeitam como se eu fosse uma mulher mesmo. Porque o que eles sabem fazer eu também sei.

Eu bandeiro e tudo. Gosto mais de apitar, mas eu bandeiro quando é feito sorteio.
No futebol, eu não sofro preconceito, nunca sofri.

Quando eu chego ao campo, as pessoas acham que eu sou mulher. Vêm conversar comigo e perguntam: “E aí, mulher?”. Eu digo: “Gente, eu não sou o que vocês estão pensando. Eu ainda não sou mulher. Sou homem”.

Aí, quando descobrem, ficam passados, caem pra trás, se assustam. Mas nunca fizeram nada que me ofendesse. Pelo contrário, sou um dos mais chamados para apitar os jogos, todo sábado e domingo eu apito uma partida.

Eles chamam os héteros de veado, de baitola, mas a mim só chamam de ladrão, dizem que estou roubando. De veado ninguém chama porque todos já me conhecem.

O time do Ferroviário [clube cearense] me reconheceu uma vez. Eu fui pra praça de vestido, de salto, de bolsa.

Eles me olharam e falaram: “Olha a juíza!”. Só que eles não sabiam que eu era homem. Uma amiga deles conversou [com eles] e contou. Aí eles me chamaram e disseram: “Você me desculpa por eu chamar você de moça no campo”.

No campo, achavam que eu era mulher. Quando eu falava [durante o jogo], eles estranhavam por causa da voz, mas não descobriram. Se os jogadores acham que sou mulher, são mais educados.

Nós conversamos. Eles disseram que me viram de biquíni na praia, mas não acreditavam que eu era homem.

Eu falei que me transformava à noite em mulher. Eles gostaram, disseram que era muita coragem minha apitar um jogo profissional. Me deram parabéns. Fiquei feliz.

Vou te contar uma coisa que vai te deixar de queixo caído. Você está sentado?
Na minha casa somos oito irmãos e quatro homossexuais, dois em forma de homem e dois travestis.

Meus amigos travestis dizem que eu quero ser homem por gostar de futebol. Eles me chamam de “bicha-homem”. Dizem: “Olha essa bicha que quer ser homem”, “Essa bicha fala de futebol como se fosse homem”. Eles não entendem nada de futebol. Eu sou totalmente diferente deles. Eles ficam passados.

Tem muito homossexual no futebol, mas são incubados, não se assumem. Eu não. Eu rasguei logo. De que adianta eu viver a vida dos outros? Tenho que viver a minha, não vou mostrar para as pessoas uma coisa que não sou. Se perguntam, assumo.

“O” ERRO, “O” JOGO

O maior erro da minha carreira foi uma falta fora da área que eu marquei pênalti.
Logo depois, eu percebi que tinha sido fora, mas não dava para voltar atrás. Os jogadores puxaram meu cabelo. Já levei tapas, empurrão.

Meu jogo mais importante foi Ferroviário contra a seleção de Beberibe [no último dia 8]. O Ferroviário joga a primeira divisão daqui. Me chamaram e fiquei empolgado. Encarei da forma que encaro qualquer briga na vida.

Quando entrei no jogo, parece que incorporou um espírito na minha pessoa, um espírito de homem. Eu não tenho aqueles trejeitos do [ex-árbitro] Margarida, por exemplo. Faço os gestos todos direitinho, mas, depois que eu saio de campo, ninguém mais me segura.

RESUMO
Valério Fernandes Gama tem 32 anos e é juiz de futebol desde os 23.

Homossexual, à noite vira Laleska. Como travesti, sai para as boates de Beberibe, sua cidade natal, no interior do Ceará. Nunca sofreu preconceito nos gramados. Seus amigos travestis estranham seu interesse por futebol. Dizem que Valério é um gay “que quer ser homem”. 

– Análise Pré-Jogo para a Arbitragem de Red Bull Bragantino x São Paulo FC: o que esperar do árbitro?

O que esperar de Felipe Fernandes de Lima, árbitro de Belo Horizonte, Professor de Educação Física, com 34 anos, e que está escalado para o importante jogo envolvendo Red Bull Bragantino x São Paulo pelo Brasileirão?

Felipe é um árbitro “moderno”, como a CBF tem procurado desenvolver: com ótimo porte físico, “boa pinta” e que tem idade suficiente para ficar alguns anos no quadro da FIFA. Lembrando que, por ser de Minas Gerais, tem a seu favor o fato de que, na geografia da CBF, você precisa ter um árbitro mineiro entre os 10 do quadro internacional (Márcio Rezende de Freitas e Ricardo Marques Ribeiro foram os últimos juízes de MG nesta relação). Assim, prepará-lo para 2023 é a meta, tornando-o aspirante à honraria em 2022.

O problema é que você não pode apressar demais uma carreira (a CBF precisa revelar novos talentos, mas tem muita dificuldade por vários fatores – e isso acaba atrapalhando a meritocracia real). Felipe está há apenas 3 anos na CBF, e já no primeiro ano foi escalado na série A. Assisti Palmeiras 1×0 Ceará, onde ele não foi muito bem.
(Sobre esse jogo, em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/11/03/como-entender-os-erros-de-palmeiras-1×0-ceara-e-o-var-serve-para-que/).

No seu segundo ano na CBF, foi ganhando mais rodagem em jogos menos importantes da Série A e em partidas mais relevantes na Série B. Ou seja: foi adquirindo experiência fora do usual, que seria ficar 1 ou 2 anos nas séries D e C. Evoluiu, sejamos justos.

Neste ano, apitou 8 jogos da série A (sendo 3 Vitórias dos Mandantes, 1 Empate e 4 Vitórias dos Visitantes). Sua grande oportunidade foi no Maracanã, onde teve ótima atuação em Flamengo 5×1 São Paulo, mas depois… subiu-lhe a cabeça “o sucesso” (propositalmente redigido entre aspas). Foi suspenso após, na partida entre Vasco 1×0 Vila Nova pela Segundona (onde ele entrou em campo com uma marra enorme), ter esnobado a divisão por duas vezes e sendo flagrado pela Sportv. No GE.com, a emissora colocou as imagens e o relato de que:

“A transmissão do Premiere registrou alguns desses momentos. Em um deles, o árbitro, ao falar com os jogadores, ironizou os colegas: ‘Eles estão acostumados com árbitro de Série B’. Em outro momento, Zeca pediu esclarecimento sobre uma marcação, Felipe respondeu: ‘Explicação eu dou para minha esposa’.”.

Escrevemos sobre esse triste episódio em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2021/08/11/o-arrogante-arbitro-de-vasco-x-vila-nova/

O chefe da CA-CBF, Leonardo Gaciba, afastou ele por 1 mês. Depois disso, o escalou numa partida Sub17, depois em outra da série B e o voltou para uma boa sequência de escalas na série A: só em Outubro, apitou dia 03: Grêmio 1×2 Sport; dia 09: Fortaleza 0x3 Flamengo; dia 17: Athletico 0x1 Fluminense; e agora, no dia 24, apitará o Massa Bruta contra o Tricolor (repare que depois da sua volta, só vitórias dos visitantes).

Seu histórico de jogos envolvendo os times em sua carreira de 3 anos no Campeonato Brasileiro:

Nas partidas do São Paulo FC:
Ceará 1×1 SPFC (2021)
Flamengo 5×1 SPFC (2021)
SPFC 1×0 Sport (2020)

Nas partidas do Red Bull Bragantino:
RBB 0x2 Internacional (2020)
Bahia 2×1 RBB (2020)
Paraná Clube 2×1 RBB (2019)

Felipe tem muito potencial: corre bastante, é razoável tecnicamente, se posiciona bem dentro de campo e disciplinarmente é rigoroso (usa bastante a advertência verbal, mas não vacila na aplicação de cartões). Porém, precisa entender que os protagonistas do futebol são os jogadores, e não confundir autoritarismo (ruim para a sociedade em geral) com a autoridade (tão necessária para se apitar uma partida).

Desejo boa sorte à equipe de arbitragem e ótimo embate entre as equipes.

O octeto dos árbitros será composto por:

Árbitro: Felipe Fernandes de Lima
Bandeira 1: Guilherme Dias Camilo
Bandeira 2: Fernanda Nândrea Gomes Antunes
Quarto-Árbitro: Salim Fende Chavez
Árbitro de Vídeo: Igor Junio Benevenuto de Oliveira
Bandeira de Vídeo: Marcus Vinícius Gomes
Avaliador de Árbitro presente no campo: Eduardo César Coronado Coelho
Avaliador de Árbitro acompanhando pelo vídeo: Alício Pena Júnior.

– A ideia de impedimento automático do VAR com o Chip na camisa funcionará?

Quem está acompanhando com as críticas contra o VAR especificamente em relação aos impedimentos, costumeiramente ouve que a função do “bandeirinha”, no futuro, tenderá a se extinguir, sendo substituído por modelos automáticos.

Arsenè Wenger, ex-técnico do Arsenal e que há tempos trabalha como consultor da FIFA em um grupo de sugestões para o desenvolvimento do futebol, prometeu novidades nessa área. Marcel Rizzo, do UOL, foi atrás e descobriu que se trata de testes de “chip na camisa”.

Entretanto… quem conhece a Regra do Jogo, sabe que essa proposta não funcionariaa não ser que se mudasse a lei do Impedimento. São 3 questões a se discutir:

1- O impedimento deve ser avaliado a partir do lançamento da bola. Será que teríamos um “chip de partida”, na ponta da chuteira do atleta? E se for um toque de cabeça?

2- O impedimento se concretiza na avaliação com a parte jogável do atleta que recebe a bola (e aí veio a sugestão do chip na camisa). Mas e se essa parte jogável mais à frente for o pé? Teríamos um “chip de chegada” igualmente no pé?

3- E nos casos de impedimento por tirar proveito de uma situação ou atrapalhar o adversário, onde não existe toque na bola, mas sim nas questões de interferência: existira inteligência artificial para isso? Haveria a necessidade da interpretação…

Essa questão de chips ou sensores só funcionaria se a Regra fosse alterada, transformando em impedimento não a parte mais à frente jogável, mas o tronco dos atletas. 

Por ora, creio que essa ideia não vingará…

Extraído de: https://www.uol.com.br/esporte/futebol/colunas/marcel-rizzo/2021/10/20/jogadores-podem-usar-chip-na-camisa-para-impedimento-automatico-no-var.htm

JOGADORES PODEM USAR CHIP NA CAMISA POR IMPEDIMENTO AUTOMÁTICO NO VAR

por Marcel Rizzo

A Fifa avalia tornar automáticas as marcações de impedimento pelo árbitro de vídeo já na Copa do Mundo de 2022, no Qatar. O presidente da federação internacional, Gianni Infantino, e o chefe de desenvolvimento global, Arsene Wenger, tocaram no assunto recentemente, mas disseram que não poderiam revelar detalhes. A coluna teve acesso a uma das propostas que será testada —ao menos cinco empresas apresentaram projetos.

Nesta um pequeno aparelho é preso à camisa dos jogadores, com um chip dentro. A tecnologia faz com que as informações sobre a localização dos atletas em campo sejam repassadas em tempo real a um computador.

Quando há um lance de impedimento, a posição exata dos atletas aparece no monitor do VAR a partir do lançamento da bola e a própria máquina diz se houve ou não a infração, com um detalhe para facilitar a visualização dos árbitros: o jogador impedido aparece em vermelho.

Esta é uma das ideias apresentadas por empresas a um grupo de desenvolvimento do VAR que existe na Fifa, do qual fazem parte profissionais de 14 instituições, incluindo CBF e Conmebol. Em uma outra, por exemplo, aparece no monitor a distância em que o jogador impedido estava do penúltimo defensor e qual parte do corpo ocasionou a infração.

Hoje o impedimento no VAR é analisado manualmente: um dos assistentes de vídeo projeta linhas verticais e horizontais para determinar se há a infração. Há dois problemas nisso: o primeiro é a demora, pois muitas vezes o operador e o árbitro de vídeo precisam projetar as linhas várias vezes para chegarem a uma conclusão.

O segundo problema é a imprecisão, houve casos em que a linha foi colocada no lugar errado ocasionando erro na avaliação do impedimento, um lance objetivo, ou seja, que não precisa da interpretação do árbitro de campo e, portanto, não deveria ter falha ao ser analisado em vídeo.

Um relatório elaborado pelo grupo de desenvolvimento, entregue há pouco menos de um ano à Ifab (International Board), órgão que regula o futebol, apontou as falhas na marcação de impedimento no modelo atual: “Os testes de precisão mostraram que os operadores humanos tendem a escolher diferentes partes do corpo para as linhas de impedimento. Avanços foram feitos nessa área também, com o sistema automatizado apresentado aprendendo a modelar corretamente o esqueleto de um jogador. No futuro, os algoritmos desenvolvidos do sistema deverão ser capazes de identificar automaticamente qual parte do corpo colocou o jogador impedido e a que distância”, explicou o texto apresentado.

A Fifa quer testar as propostas mais viáveis a partir de dezembro de 2021, ainda não se sabe em quais competições —será avaliado também a questão de custos. Mas a ideia é que na Copa do Mundo entre novembro e dezembro de 2022, no Qatar, o impedimento já seja marcado automaticamente. Para isso ocorrer será preciso a aprovação da Ifab.

– O Safesp jaz?

O Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo é uma caixa-preta desde há muito tempo. No período da gestão José Assis Aragão, se falava muita coisa mas nunca se provou nada. Depois, com Sérgio Correa da Silva, houve uma ruptura interna e a criação da COAFESP (a Cooperativa), que depois morreu. Com Arthur Alves Jr, uma horrível e duradoura gestão. E, com a mudança para Aurélio Sant’Anna Martins, uma “falta de administração”.

Não apoio ninguém, não me meto com comprometimento político algum, mas imaginava que Aurélio não seria a decepção que está sendo – afinal, todos são unânimes em dizer que o Sindicato está sem dinheiro e fechado.

Enfim, o que houve? Não se culpe a pandemia – a mãe de todas as desculpas atualmente.

Uma pena. Esperava muito mais da nova gestão (e de alguns dela, eu nem esperava nada). E o lembrete: e as auditorias de contas, tão prometidas? O que aconteceu com elas?

– O RADAR da CBF é uma falácia!

Existe uma ferramenta de monitoramento dos árbitros chamada RADAR, onde um analista de arbitragem assiste por vídeo a atuação da arbitragem, e outro analista assiste no estádio. Há tempos há a contestação de que os relatórios de nada adiantam, visto a qualidade da arbitragem e os erros cabeludos.

Enfim: neste final de semana, terminou o Workshop do VAR da CBF, onde ela ofereceu à FIFA e à IFAB a ferramenta, como “modelo a ser usado pelo mundo”.

Propagandearam o RADAR dos árbitros brasileiros Leonardo Gaciba (Chefe da Comissão de Árbitros), Sérgio Correa da Silva (Chefe responsável pelo VAR) e Cel Marinho (Chefe do Departamento de Desenvolvimento dos Árbitros).

Não é muito chefe para pouca produção?

Compartilho, extraído de: https://www.cbf.com.br/a-cbf/informes/arbitragem/conheca-o-radar-sistema-de-analise-apresentado-pela-arbitragem-da-cbf

CONHEÇA O RADAR, sistema de análise apresentado pela arbitragem da CBF à FIFA

Relatório de Análise de Desempenho da Arbitragem (RADAR) é um sistema criado da forma pioneira pela CBF para analisar, aperfeiçoar e educar os árbitros através de monitoramento presencial e de vídeo

Workshop do VAR com instrutores da FIFA - 2021Workshop do VAR com instrutores da FIFA – 2021
Créditos: Alex Ramos/CBF

Ao longo desta semana, a Comissão de Arbitragem da CBF tem promovido, no Rio de Janeiro, o Workshop do Árbitro de Vídeo (VAR), com a presença de representantes do time de arbitragem da FIFA, CONMEBOL e IFAB. Além das aulas e palestras previstas no cronograma, o período também serviu para a CBF apresentar ao mundo o RADAR (Relatório de Análise de Desempenho da Arbitragem), um sistema criado de forma pioneira que estimula o aperfeiçoamento, monitoramento e educação dos árbitros e assistentes do quadro da Entidade.

Com a estrutura oferecida pelo recém-inaugurado Centro de Excelência da Arbitragem Brasileira, é possível verificar os relatórios feitos pelos analistas, que observam, in loco e através de vídeo, o desempenho dos árbitros e assistentes em cada partida de competições chanceladas pela CBF. O objetivo principal é monitorar a performance e auxiliar os profissionais a atuarem cada vez em mais alto nível, conforme revelou Marcos Marinho, líder do projeto RADAR.

“É uma ferramenta que usamos para acompanhar o desenvolvimento do árbitro, assim como seu aperfeiçoamento. O RADAR começa a partir da escala da arbitragem, seus analistas e dos relatórios que são produzidos através de análises de vídeo e análise de campo. Temos dois analistas que estão incumbidos, naquela determinada partida, de fazer as análises de vídeo e campo. Depois reunimos essas análises, transformamos em uma e enviamos para o árbitro, para que ele possa ter uma resposta de como foi a sua atuação dentro de campo”, explicou Marcos, antes de detalhar como funciona a plataforma:

“Todos os dados que são coletados dentro do campo e no vídeo são enviados para a nossa plataforma, que registra tudo. Lá nós conseguimos casar o que foi observado durante o jogo com a imagem. E todas essas análises são repassadas para os árbitros. Todas as análises são feitas de forma didática para o árbitro. O objetivo final é fazer com que ele corrija suas ações. Temos, inclusive, como comparar, através das imagens, o desenvolvimento do árbitro de um ano para o outro. A partir do momento que você tem como dar um feedback para o árbitro e para o assistente de todos os lances de suas partidas, você está contribuindo para que ele possa se desenvolver e, consequentemente, a arbitragem possa se desenvolver também. A gente vê essa evolução ano a ano, com cada vez menos erros. O objetivo final é aprimorar cada vez mais a arbitragem”.

Workshop do VAR com instrutores da FIFA - 2021Workshop do VAR reuniu representantes e instrutores de arbitragem das 27 federações estaduais
Créditos: Alex Ramos/CBF

Presidente da Comissão de Arbitragem da Confederação Brasileira de Futebol, Leonardo Gaciba também exaltou o sistema e explicou de que forma o RADAR auxilia no cotidiano dos profissionais. De acordo com o dirigente, a riqueza de detalhes das informações que a plataforma disponibiliza sobre cada profissional é crucial para projetar a escala dos árbitros e assistentes no decorrer das competições chanceladas pela CBF.

“O RADAR é muito útil para nós, tanto para a análise individual do árbitro, análise coletiva da equipe como um todo e, acima de tudo, observar alguns jogos pontuais. Pois precisamos ver o que aconteceu nos jogos anteriores. Aqui a gente vai buscando essas informações sempre que vamos formatando, tendo a ideia de algum nome em mente. Isso serve de apoio, para ver se algum árbitro teve algum problema com determinada equipe, se houve algum erro capital. Todos esses dados nos servem de apoio para a formação da escala”, destacou Gaciba.

O Workshop do VAR vai até a próxima sexta-feira (15). As reuniões têm sido realizadas em um hotel na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, próximo à sede da CBF e ao Centro de Excelência da Arbitragem Brasileira.

– Atlético Goianiense 2×1 Atlético Mineiro e Flamengo 0x0 Cuiabá: procedem as queixas?

Três lances polêmicos no final de semana (1 em GO e 2 no RJ). Vamos a eles?

GALO

Quando eu vi o lance da bola cruzada pelo Atlético Mineiro que bate no braço de Gabriel Baralhas (Atlético Goianiense) dentro da área, tive a impressão de ser lance infracional. Ao ver pela câmera do fundo do gol da Sportv, a sensação foi de braço deliberado. Mas ao revisar com outras imagens, percebi que é o clássico “movimento antinatural” da mão na bola. 

Repare (sem usar câmera lenta ou qualquer artifício, tem que ser na dinâmica do jogo): o defensor pula espalhafatosamente, e percebe que a bola vai bater nele, deixando o braço aberto. Somente quando ela bate ele tem o “reflexo atrasado”. Ou seja: a famosa “intenção subjetiva”. Respeito quem entendeu o contrário, mas para mim foi pênalti pelos motivos citados.

MENGÃO

No Maracanã, o gol anulado de Michael por impedimento de Matheuzinho: aqui, um grande equívoco! Lembremo-nos da nova regra (em vigor desde 2017) onde alguns tipos de desvios tiram o impedimento. Se Alan Empereur não tivesse tocado na bola, o impedimento era ativo; mas como ele a disputou e a toca (inclusive a domina temporariamente), ele tirou a condição de impedido do adversário (na dúvida, leia aqui: https://wp.me/p4RTuC-nnP).

Por fim: sobre o lance de Vitinho: foi uma ação temerária do seu marcador Yuri, onde ele é atingido. Deveria ter sido marcado o pênalti e aplicado o cartão amarelo. Errou o árbitro.

Mas algo que queria abordar: ironicamente, o campeonato está “armado” para Fortaleza ou Red Bull Bragantino?

Entenda a lógica “ilógica”:

Os árbitros erram muito. E quando é contra seu time, a chiadeira é grande! A favor, os cartolas fazem vistas grossas… As queixas normalmente são para o momento e também “preventivas”, servem para pressionar para as partidas futuras e minar a concentração do árbitro no jogo contra o adversário. E quando os cartolas de Atlético Mineiro e Flamengo reclamam que seus clubes são prejudicados propositalmente, a quem interessaria isso: ao 3o e ao 4o colocado?

Por fim: na coletiva do Renato Gaúcho, só ouço pergunta de “Blog do Rafa-Fla”, “Canal do Mengão”, ou mídia associada.  Nenhuma questão de jornalista independente?

– Que Zica, Ceni.

Sem imagens e obviamente sem saber o resultado final do jogo, escuto pelo rádio São Paulo x Ceará: o Tricolor perde por 1×0, tem Miranda pendurado com o Amarelo na partida e já suspenso para o clássico de Domingo.

Fica a pergunta: trocar o técnico, mas manter os mesmos jogadores, vale a pena?

Acréscimo: vi o lance de Miranda: pelas orientações novas, onde a FIFA está preocupada com lances de braço / cotovelada em adversários, e a CBF pede rigor na punição, era para Cartão Vermelho. Juizão “sentiu” o peso do Morumbi e considerou o histórico de bom atleta do zagueiro.

 

– Os lances reclamados em Atlético Mineiro 3×1 Santos.

Muita reclamação contra o árbitro Paulo Roberto Alves Júnior e o VAR Adriano Milczvski (nos pênaltis em noutros diversos lances) no Mineirão. Como não assisti ao jogo para saber se realmente houve “inversões de faltas diversas” (uma das queixas), me atentarei aos pênaltis reclamados (que vi há pouco):

1- 11m/1o tempoO puxão na camisa do argentino Zaracho: o árbitro chamou a responsabilidade para si, não atendendo ao VAR. Acertou e mostrou personalidade ao não marcar infração. Repare que o “segurar a camisa” mudou desde 2019: a Regra fala em “puxão ou agarrão” que impeça o adversário de jogar ou o desequilibre. Portanto, segurar a camisa por si só não é mais infração. A impressão que eu tive é: ao sentir o agarrão, o atleticano desaba (e isso está acontecendo com frequência nos jogos). Acertou o árbitro.

2- 38m/ 1o tempoDylan Borrero agarrado por Wagner Leonardo? Nada disso, jogada normal. Talvez a reação do treinador Cuca, “surtando à beira do gramado” nesse lance, tenha levado às pessoas a entenderem como erro. Repare como o treinador se exalta, foi uma pressão absurda. Acertou o árbitro.

Enquanto isso, na sala do VAR… Rodrigo Caetano, diretor do Atlético Mineiro, chutava as portas do local. Na súmula, consta que aos 41 minutos do 1o tempo: “foram desferidos chutes e socos na porta da sala VOR [sigla em inglês para o local em que o VAR fica] usando as seguintes palavras: ‘Seus ladrões, parem de roubar, nós não vamos aceitar isto’.”

3 – 20m/2o tempo: Lucas Braga cometeu pênalti em Calebe? Sim, um lance infantil demais! O atleticano vai buscar a bola com o peito e o santista, desnecessariamente, o empurra com a mãe esquerda o desequilibrando. Errou o árbitro ao não marcar e acertou o VAR na correção.

4- 35m/2o tempo: Velazques tocando em Calebe: não há muito o que discutir, o defensor tocou na perna do atacante, que tinha a posse de bola. Pênalti fácil para se marcar (aqui, nem precisa de VAR). Acertou a arbitragem.

Portanto, as queixas se devem mais pela pressão do que pelos lances marcados ou não (que foram corretos). Aliás, o futebol está “pilhado” demais, não?

Atlético-MG x Santos: veja onde assistir, escalações, desfalques e  arbitragem | brasileirão série a | ge

– A insensibilidade do massagista com apelo à agressão.

Por conta das agressões ao árbitro Rodrigo Crivellaro em Venâncio Aires, com imagens que rodaram o mundo (o covarde chute em sua cabeça quando estava no chão, pelo atleta Willian Ribeiro – vide aqui: https://wp.me/p4RTuC-xZ0), muitos árbitros se manifestaram antes das partidas ajoelhando-se, em protesto contra a violência.

Eis que… veja essa breve história:

Jordaite Barretos da Silva é massagista do EC São Bernardo. Neste domingo, pela Copa Paulista (a competição de 2o semestre da FPF para os clubes fora do Brasileirão), na partida entre seu time contra o Primavera de Indaiatuba, após receber o cartão vermelho por ofensas ao bandeira Anderson Moraes Coelho (um árbitro assistente de elite, acostumado a jogos da Série A do Brasileirão e um dos melhores do quadro da CBF), disse:

“É por isso que tem que chutar a cabeça desses caras mesmo, igual fizeram lá no Sul”.

Pode?

Insensibilidade total, desequilíbrio emocional e a prova de que, no futebol, adversário e árbitro não são elementos do jogo, mas inimigos para alguns.

É esporte, minha gente, não é luta por sobrevivência.

– O pênalti equivocado de São Paulo x Santos pelo Brasileirão.

Aos 30m, Rodrigo Nestor (SPFC) chuta para o gol e a bola desvia no braço em Vinícius Balieiro (ex-Vinícius Paulinho, jogador em “comodato” com o Santos, pertencente ao Paulista de Jundiaí e que o time do Interior implora desesperadamente para o Peixe vendê-lo, a fim de entrar dinheiro em caixa). Lance normal ou não?

Seria anormal se:

  • Existisse a intenção de desviar a bola com a mão e os braços (não foi o caso);
  • Existisse o movimento antinatural do braço em deixar que a bola batesse nele (não foi o caso);
  • Existisse a intenção subjetiva de tirar proveito da situação (não foi o caso);
  • Existisse a vontade de ampliar a área de contato (não foi o caso).

Diferente dos lances que abordamos ontem em América/MG x Palmeiras/SP (relato no link: https://wp.me/p55Mu0-2W3), aqui há um claro lance não intencional, corriqueiro, de movimento natural e não infracional que acontece nos jogos. Ops: não considere “houve desvio no ataque”, “direção do gol” ou outros mitos que se tenta justificar e que não se referem de verdade à essa questão específica da Regra.

Repare que Raphael Claus não marcou infração, mas acabou convencido pela VAR Daiane Caroline Muniz (que, sinceramente, foi mal escalada nessa partida, pois não tem rodagem para um jogo tão grande como esse – ela somente apitou uma partida pela série C e outra pela série D, e de repente aparece como árbitra de vídeo na série A? Lógico, trabalhou como AVAR e árbitra em partidas de menor porte do que o SanSão, em divisões menores e amadoras).

Portanto, erro na marcação do pênalti.

– São Paulo x Santos: um SanSão de desesperados?

Ao ver a escala de arbitragem (Claus, com Danilo Simon e Evandro Lima – um trio de primeiríssima linha), imagino que a CBF tem preocupação com os nervos de são-paulinos e santistas para esta 5a feira no Morumbi.

Eu também teria! Tanto o Tricolor quanto o Peixe precisam fugir do rebaixamento inédito do Brasileirão.

O São Paulo de Hernan Crespo não consegue marcar gols nas oportunidades que cria. O Santos não fez gol desde que Fábio Carille assumiu. Se alguém for derrotado, terá o seu treinador muito contestado?

Tá me cheirando um 0x0 esse jogo…

– Os lances polêmicos de América 2×1 Palmeiras pelo Brasileirão.

Eu não escalaria mais Leandro Pedro Vuaden em jogos do Palmeiras, somente para que o treinador Abel não entrasse predisposto para reclamar da arbitragem. Falaremos abaixo dos erros e acertos da partida entre América-MG 2×1 Palmeiras-SP, mas lembremo-nos: Abel havia reclamado muito em um Choque-Rei e chegou a ficar com o dedo em riste contra Vuaden (que somente o puniu com Amarelo na ocasião). No começo do ano, nova cizânia entre ambos na partida que decidiu a Supercopa entre Flamengo x Palmeiras. Rememorando tudo isso no link em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2021/04/12/supercopa-flamengo-x-palmeiras-nao-acabou-ainda-consideracoes-sobre-o-var-abel-e-vuaden/.

Sobre a partida desta 4a feira, pontuo 4 lances importantes que observei e anotei:

26m- Gol de Rony: totalmente legal! A bola que bate na mão do zagueiro Ricardo Silva foi totalmente involuntária e o jogo deveria seguir (como seguiu). Mesmo se tivesse sido infração, houve vantagem. Se a bola batesse na mão de Rony, como o VAR suspeitou, deveria deixar a partida continuar, pois não houve movimento antinatural e nem intenção deliberada. Portanto, acertou Leandro Pedro Vuaden.

49m- Ataque promissor do Palmeiras: o defensor Eduardo Bauermann segura Rony com a mão esquerda no ombro e depois com a mão direita na camisa, agarrando-o (lembrando que desde 2019 a FIFA reforçou: os agarrões precisam impedir que o atleta continue a jogada, pois agarrar a camisa por si só não é mais infração). Vuaden entendeu que o atleta não forçou a queda, mas que foi desequilibrado, e marcou a falta. Porém, existiam atletas do América ao lado de Bauermann, e isso pode ter atrapalhado a interpretação do árbitro. Esses defensores não teriam chance de alcançar Rony para disputar a bola (ao contrário do que provavelmente pensou o juiz), portanto, era lance de situação clara de gol. Errou Vuaden ao aplicar o Cartão Amarelo, era para  Cartão Vermelho).

60m- Primeiro pênalti marcado para o América: A bola é cruzada e bate na mão direita de Jorge que está levantada. Aqui é importante salientar: por falta de nitidez das imagens, se imaginou que poderia ter batido no antebraço esquerdo do palmeirense (se fosse isso, por estar grudado no corpo e em movimento natural, não seria pênalti). Entretanto, por outro ângulo, se verificou que a mão direita estava em movimento antinatural, impedindo a passagem da bola (se a mão estivesse na frente do rosto de Jorge e batesse nela, seria o movimento natural de proteção e isso não é pênalti, pois você pode proteger rosto e partes íntimas com as mãos). Acertou Vuaden.

88m – Segundo pênalti marcado para o América: A bola é cruzada para a área palmeirense e Felipe Mello dá um carrinho para impedi-la. Aqui, atenção: se bate na mão de apoio no chão, que é um movimento natural, não é pênalti. Se bate na outra mão / braço e ele está junto ao corpo, também não é pênalti. Mas como bateu numa mão que está aberta (e repare que ele deixa o braço para aumentar o espaço), é o típico exemplo de movimento antinatural (essa orientação da regra foi criada para isso: punir o jogador que dá uma de “malandro” e bloqueia a bola com a desculpa de que “bateu sem querer”). Acertou o árbitro.

Dos 4 lances polêmicos, 1 erro e 3 acertos. Na coletiva pós-jogo, três perguntas seguidas ao treinador Abel (se referindo a um time reativo, ou seja, que não propunha o jogo e ficava na retranca, e nas três respostas o técnico reclamou da arbitragem).

Cá entre nós: dava para evitar escalar o Vuaden em jogos do Palmeiras, mesmo que a arbitragem tivesse sido ótima.

– #tbt 3: Treinadores e Jogadores aos olhos do Árbitro: quem é o “boa gente da bola”?

Repost de 8 anos:

O Futebol é um universo miscigenado, com atores das mais diversas condutas, transmitindo amor e ódio aos torcedores.

Tive o prazer de conviver com muitos deles. E, vez ou outra, me perguntam: “E Fulano, como é dentro de campo? E Beltrano, joga muito?”.

Pois bem: um árbitro de futebol repara mais no comportamento dos atletas do que na categoria. E sobre isso, vale meia-dúzia de observações:

1- Craque quase nunca reclama. Romário é o exemplo. Pouquíssimas vezes vi o Baixinho reclamar com o juiz. Sabe como era um bate-papo com ele antes de sortear o Toz (a moedinha da ‘Bola ou campo’)? Simplesmente cumprimentava, perguntava se fez boa viagem, falava sobre a temperatura, e se o jogo fosse em São Januário, aconselhava alguns “points pós-jogo”. Nunca vi o Romário simular ou pedir cartão para o adversário. Assim também se comportava Raí, Ronaldo Nazário, Bebeto…

2- “Botinudo” sempre será botinudo. Lembram-se do “Cocito”? Batia na própria sombra. E era marcado justamente pela violência. Se era falta simples, virava amarelo pelo seu histórico. Hoje, Felipe Mello leva essa fama. Mas atenção: é diferente do Domingos, o zagueiro que começou no Santos FC e rodou inúmeros clubes, que para muitos é sinônimo de pancada. Tive a chance de apitá-lo desde a base até o profissional, em diversas equipes: seus lances nunca são de falta violenta proposital, mas normalmente por imprudência. Dentro de campo, por mais incrível que possa parecer, é muitíssimo educado com a arbitragem, sendo que poderá ser expulso por violência involuntária, mas nunca por ofensas.

3- O mal comportado é figurinha carimbada na história do futebol brasileiro. Da década de 90, Djalminha e Edmundo são os mais recomendados para se discutir. Me recordo que certa feita, estava no Morumbi assistindo como aluno da Escola de Árbitros o jogo São Paulo x Vasco da Gama. O árbitro era Francisco Dacildo Mourão (hoje, fazendo sucesso como competente comentarista de arbitragem). Depois do jogo, perguntei a ele se o Edmundo (que já era Bad Boy naquele timaço vascaíno da década de 90) dava muito trabalho em campo. E ele respondeu serenamente: “Claro que não. Quando o Edmundo apronta, ele faz a besteira na frente de todo mundo. O duro é o Djalminha, que põe as mãos para trás, vem sorrindo como se pedisse desculpas para o árbitro mas na verdade vem xingando sua mãe”. Nunca me esqueci disso. No final da carreira do Edmundo, num domingo a tarde, eu estava como quarto-árbitro no Parque Antártica na partida entre Palmeiras x Guaratinguetá; neste jogo, um jogador do time de Guará falou algo no ouvido do “Animal” que não pensou duas vezes: meteu o cotovelo sem se preocupar em estar sendo flagrado ou não. Mas o mais curioso é: fora de campo, no vestiário, o Edmundo se transformava! Educado e cortês…

4- Há também os chatos, aqueles que antes da bola rolar já enchem a paciência: Fábio Costa é um deles! Não quer assinar a súmula pois está concentrado no jogo, não quer trocar a camisa pois é supersticioso (mesmo ela sendo da mesma cor do time adversário), não quer tirar aliança para entrar em campo (e isso é obrigatório), além da grosseria. São os jogadores que encaram o árbitro como um inimigo: inclua-se na lista Marcelinho Carioca, Emerson Sheik, Kleber Gladiador… Aliás, são esses mesmos atletas que os adversários reclamam de lances desonestos e tentativas de agressão. E o pior é que todos esses citados deram várias provas disso.

5 – E os “Boas Praças”? O goleiro Marcos, Vampeta, Denilson… esses caras não desacatavam ninguém, eram queridos e/ou folclóricos. Vi os 3 em campo em jogos oficiais: tinham a bola como amiga, jogavam com gosto. Traziam alegria ao futebol.

6- Não pensem que árbitro fica reparando só em jogador dentro de campo. Ele também se preocupa (e muito) com os treinadores. E nessa área, ou melhor, na área técnica, trabalhei com os principais da atualidade: dos rabugentos aos educados.

Muricy é ranziza, mas a boleirada gosta dele; Scolari é chato ao extremo, se preocupa em tumultuar a vida dos árbitros e fazer seu time de vítima, jogando os atletas contra tudo e contra todos; Tite é educado, fala difícil, é intenso na beira do campo e tenta se impor, sem perder o respeito com o árbitro. Luxemburgo é ardiloso, reclama de tudo, cria situações e desvia o foco dos acontecimentos em cima dos árbitros. Mas o pior deles é Emerson Leão! Seu único sorriso é de ironia; é grosso e arrogante. Tenho certeza que, todo e qualquer árbitro quando o expulsava, o fazia com gosto! Na mesma linha vai o atual treinador do Criciúma: Argel Fucks! Apitei ele como treinador de times do Interior, e garanto que ele é tão violento no trato como nos pontapés que dava quando era jogador.

Gente educada (e competente) é: Nelsinho Baptista, Vagner Mancini, Caio Jr, Dorival Jr, Marcelo Oliveira, Levir Culpi…

Diante de tudo isso, vale ressaltar: o comportamento de um profissional de futebol é decisivo em muitos jogos. Imagine um hipotético jogo onde o Gamarra disputa uma bola com o Emerson Sheik na grande área. Se o zagueiro paraguaio (que foi famoso por raramente fazer faltas) fizer um pênalti duvidoso em Emerson (famoso por polemizar), na indecisão do árbitro, a decisão vai ser a marcação de simulação (mesmo que seja tiro penal).

O importante é: que todo profissional de futebol, independente se jogador ou treinador, não fique rotulado negativamente no começo da carreira, pois a fama criada é carregada por muito tempo.

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– Para Red Bull Bragantino x Flamengo, teremos árbitros da Roraima ou do Amapá?

O Flamengo reclama que “briga pelo título brasileiro com o Atlético Mineiro e o VAR do jogo contra o Red Bull Bragantino é de Minas Gerais”.

Quer dizer, pela lógica da cartolagem, que o árbitro vai “meter a mão contra o Mengão, só para ajudar o Galo”?

Ora, num campeonato onde dos 20 clubes em disputas há 15 vagas para classificar em torneios internacionais e 4 para fugir do rebaixamento, TODO jogo vai ter interesse de terceiros. E certamente o árbitro escalado será de um estado interessado.

Como resolver isso?

Escalando juízes de estados fora da primeira divisão: do Tocantins, da Paraíba, do Acre…

Ironia à parte, os estados que têm o futebol mais desenvolvido, têm os árbitros de melhor qualidade. Não dá para “montar o quebra-cabeça das escalas” sem os principais da Série A atualmente.

Em 13 de Outubro de 2008, tínhamos várias queixas de clubes sobre o “estado de origem dos árbitros”. Compartilho a postagem daquela oportunidade:

DE ONDE VIRÃO OS HOMENS DE PRETO?

A coisa tá ficando difícil. Nesta última rodada do Brasileirão, todos puderam acompanhar como os treinadores apelaram contra a arbitragem. A equipe do Palmeiras-SP reclamou nas rádios da arbitragem do Gaciba (que foi bem no jogo) alegando o fato de ser gaúcho e o Grêmio-RS estar envolvido na briga pelo título (nos jogos que o Vuaden apitou não houve reclamação dos palmeirenses – ops: ele também não é Gaúcho?). Já o Santos reclamou de Marcelo de Lima Henrique (não assisti o jogo), através do discurso de que ele é carioca e o Vasco-RJ e Fluminense-RJ estão na briga contra o rebaixamento!

Em suma, dirigentes reclamam que árbitros que são de estados da federação que tenham equipes envolvidas tanto no acesso ou no rebaixamento estariam “de caso pensado” prejudicando os adversários em prol dos interesses das equipes compatriotas.

Não é extremamente ofensivo, a nós, árbitros? Coloca-se em xeque a nossa honestidade, a LISURA do campeonato e toda a sua seriedade com um mero (e por que não, preconceituoso) fator geográfico!

Infelizmente, quando tais questionamentos passam para a imprensa, o estrago pode ser maior. No último sábado, eu voltava de uma partida que apitei em Franca-SP, e coincidiu do retorno ser próximo do horário do jogo entre Flamengo-RJ X Atlético-MG. Naquela região e pelo horário, as ondas de rádio AM cariocas pegavam muito bem, e ouvia a narração pela Globo AM 1220 (RJ). Na escalação, o repórter de campo da emissora (que não sei o nome – mas cobria o Flamengo na ocasião), quando foi anunciar a arbitragem da partida, disse : “Ah, a arbitragem para esse jogo é suspeita, já que esse jogo interessa ao Palmeiras e São Paulo que brigam pelo título contra o Mengão. Apita o paulista Paulo César de Oliveira; os assistentes Ednilson Corona e Carlos Augusto Nogueira; todos de SP (…)”.

Virou adjetivo pejorativo ser paulista para o “repórter desconfiado”?

Quem conhece o trio paulista que apitou o jogo, sabe da barbaridade que o péssimo jornalista falou.

A propósito, ainda na volta, ouvia os comentários da partida na Rádio Tupi AM 1280 (RJ), e o comentarista Jorge Nunes disse: “ninguém pode reclamar nada do juiz, o Atlético poderia ter enfiado 7 ou 8 a zero; o Flamengo não jogou nada, o Ibson acha que é dono do time e o Caio Júnior teve uma pane na cabeça dele, deu um curto-circuito e saiu tudo errado“.

Amigos, o que podemos fazer contra as injúrias pré-dispostas?

Seguindo essa lógica, já que o Campeonato Brasileiro está empolgante, com todas as equipes brigando por algo, só poderão apitar jogos os árbitros de estados que não tenham clubes na série A. Respeitosamente, esses “donos-da-verdade” devem estar querendo (sem demérito dos colegas) árbitros do AP, RO, RR, AC… E depois vão reclamar da distância e dos custos da arbitragem!

CBF libera novo auxílio aos árbitros e assistentes - Confederação Brasileira de Futebol

Foto: Divulgação CBF.

– Em Avaí x Ponte Preta, não tem nem dúvida que é Vermelho!

Detesto criticar algum colega comentarista ex-árbitro, sou muito comedido nisso. Mas… há situações que me assustam.

Espero que o Sandro Meira Ricci reveja esse lance e não diga que “a solada na perna faz parte do jogo”. Não dá para deixar de dar cartão vermelho nesse lance abaixo (clique no link):

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Com respeito, ele está totalmente equivocado ao não defender a expulsão

– Não vai ser anulado o jogo entre Atlético Mineiro 1×1 Palmeiras. GARANTO.

Bem direto: o jogo entre Atlético Mineiro 1×1 Palmeiras tem chance de ser anulado (por conta do lance de Deyverson), como tem sido o desejo de alguns?

NÃO! Explico abaixo:

Na madrugada de 4a feira, após viralizar a imagem do palmeirense invadindo o campo, escrevemos aqui nesse espaço que: “A Regra do Jogo fria, sem interpretação, anularia o gol, mas ela é acompanhada do ‘Espírito da Regra’ e é ele quem o validaria”.

Obviamente, muita chiadeira de quem fala ou escreve com paixão sobre o assunto… (e muitas ofensas contra esse que vos escreve…) Racionalmente, muita concordância. O texto base que valida tudo isso é o item 9 da Regra 3 (atleta extra em “Número de Jogadores”), acrescido pelo item 2 da Regra 5 (espírito do Jogo em “Árbitro e seus Poderes”).

Leia o texto original dessa argumentação em: https://wp.me/p4RTuC-xS5, ou no “Pergunte Ao Árbitro”, em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2021/09/29/a-invasao-de-deyverson-era-motivo-para-anular-o-gol-palmeirense-em-atletico-mineiro-1×1-palmeiras/

Pois bem: David Elleray, diretor da Internacional Board (IFAB, a “dona das regras do futebol”), tem sido considerado o especialista número 1 do mundo em “tirar as dúvidas de lances polêmicos”. E consultado pela Conmebol, publicou uma nota dizendo que:

“Os árbitros devem sempre aplicar o ‘espírito’ e a ‘intenção’ da regra. A interpretação do ‘espírito’ e da ‘intenção’ da regra exige que os árbitros avaliem a intenção do jogador ou o impacto da ação do jogador no jogo (…) a entrada do reserva (no caso, Deyverson) no campo de jogo não parece ter sido feita com a intenção de interferir no jogo, nos jogadores ou distrair a arbitragem (…) Ao invés disso, ele parece totalmente motivado pela emoção do momento em que sua equipe marca um gol decisivo ou parece ser ‘involuntário’.” (…) Em resumo, o gol não deve ser anulado quando o reserva que invadir o campo não tiver intenção, quando não afetar o jogo e quando for movido pela emoção e excitação do momento (…) Anular o gol seria uma forte violação do ‘espírito’ e da ‘intenção’ da regra”.

O texto acima circulou por alguns sites, originado pela matéria do UOL por Gustavo Setti. Ela não é uma fake, é um trecho de nota oficial, conforme confirmei com muitos colegas.

Por intermédio de amigos, pedi uma cópia do documento original, em espanhol:

En relación con el incidente del partido entre el Atlético Mineiro vs  Palmeiras, en el que un sustituto entra en el terreno de juego por unos metros cuando se está marcando el gol, hacemos las siguientes observaciones generales:
– Los árbitros deben aplicar siempre el “espíritu” y la “intención” de la Ley.
– La interpretación del “espíritu” y la “intención” de la Regla requiere que los árbitros evalúen
la intención del jugador o jugadores o la repercusión de la acción del jugador en el juego, los demás jugadores y los árbitros del partido
o “¿Qué espera el fútbol?”
 
En este caso concreto, parece muy claro a partir del vídeo suministrado que:
– El sustituto entró en el terreno de juego antes y durante la anotación del gol
– La entrada del sustituto en el terreno de juego no parece haber sido realizada con la intención de interferir en el juego, en los jugadores o en distraer a los árbitros del partido. En Cambio, parece estar totalmente motivada por la emoción del momento en que su equipo marca un gol decisivo o parece ser “involuntario”, como lo demuestra el hecho de que, cuando se marca el gol, al principio corre más hacia el terreno de juego y luego se da cuenta de lo que ha hecho y se va rápidamente (por la línea de meta).
 
En resumen, para este y otros incidentes similares, el “espíritu” y la “intención” de las Reglas de Juego no esperarían que se anulara el gol por la entrada del sustituto en el terreno de juego cuando:
– no se realizó con ninguna intención desleal
– no afectó (accidentalmente o no) a ningún jugador, al juego o a los árbitros del partido  
– es puramente el resultado de la emoción y la excitación (comprensible)
 
El fútbol no esperaría que se anulara el gol – de hecho, hacerlo sería una fuerte violación del “espíritu” y la “intención” de la Ley, como se ha señalado anteriormente, es la principal guía para la aplicación de las Reglas de Juego.
 
La esencia de lo que escribí está contenida en la Ley 5 – El árbitro:
 
Esperamos que esto le aclare las cosas y estamos dispuestos a ayudar más si es necesario.
Estamos muy contentos de poder ayudarles a ustedes y a la CONMEBOL.
 
Nuestros mejores deseos para el resto de las 2 competiciones y para el futuro

David Elleray
Director Técnico, IFAB

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista X Grêmio Prudente.

Para o jogo decisivo do “Galo da Japi” contra o “Gavião Carcará do Oeste Paulista”, a FPF escalou arbitragem de série A1:

Árbitro: Salim Fende Chavez
Árbitro Assistente 1: Alex Alexandrino
Árbitro Assistente 2: Leandro Matos Feitosa
Quarto Árbitro: Rodrigo Pires de Oliveira
Analista de Campo: Marcelo Rogério.

Salim tem 37 anos de idade, há 16 temporadas na FPF (sendo 6 na A1) e é conhecido no Jayme Cintra. A primeira vez que aqui esteve (2016), realizou uma péssima, horrorosa e medonha arbitragem contra o Mirassol! Relembre-a aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2016/02/28/analise-da-arbitragem-de-paulista-1×1-mirassol/.
Depois dessa atuação, me recordo que apitou Paulista x Chapecoense pela Copa SP de Juniores (2017), com um desempenho um pouco menos ruim. Compartilho aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2017/01/17/analise-da-arbitragem-de-paulista-1×0-chapecoense/. Em 2018, melhorou bastante e fez uma boa arbitragem em Paulista x Primavera. Aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2018/08/26/analise-da-arbitragem-para-paulista-3×0-primavera/.

Hoje, Salim está no quadro da CBF e apitando importantes jogos. Evoluiu nitidamente, mas ainda comete alguns erros técnicos. Porém, é inegável que dos nomes escalados na Rodada, a FPF o escalou preocupada em manter a disciplina em campo, já que ultimamente, nos jogos em que eu assisti dele, tornou-se rigoroso. Espero que mantenha o mesmo nível da A1 na 2a divisão Sub 23.

O outro árbitro renomado na escala é Péricles Bassols, que se “desaposentou”, largou há 1 ano a TNT Sports e voltou a apitar. Estará em AA Flamengo x União Mogi.

Acompanhe Paulista x Grêmio Prudente pela Rádio Difusora AM 810 ou nos Apps, com a narração de Rafael Mainini, comentários de Robinson Berró Machado e Heitor Freddo, reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira, análise da arbitragem de Rafael Porcari. No comando: Adilson Freddo! O jogo começa às 15h neste sábado, mas desde as 14h30 o Time Forte do Esporte já estará no ar.

– A invasão de Deyverson era motivo para anular o gol palmeirense em Atlético Mineiro 1×1 Palmeiras?

Viralizou durante a madrugada, após o jogo entre Galo x Verdão: o Palmeiras fez o gol de empate (e que valeu a classificação à finalíssima da Libertadores) de maneira irregular?

Deyverson, na condição de reserva, está observando a jogada na qual sairia o tento. Descuidadamente, entra no campo de jogo com a bola ainda rolando, sem influenciar no lance (vide na imagem abaixo). Houve irregularidade ou não?

Uma situação tão incomum como essa ocorrida, sempre trará discussão. Me recordo de uma pendenga semelhante envolvendo São Paulo x Flamengo com Rodrigo Caio (relembre aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2012/07/31/e-quando-um-time-joga-com-12-atletas/ – repare que naquela época o reinício do jogo para “jogador extra” era por tiro livre indireto, e hoje é por tiro livre direto).

Entenda: a Regra do Jogo é acompanhada pelo Espírito da Regra. Ou seja: Texto da Lei + Entendimento do Jogo Prático. Quando surgiu a redação de “jogador extra”, se referia a: “o que fazer quando um time joga com 12 atletas”.

Ao longo do tempo, ela foi sendo acrescentada de detalhes, com situações que iriam desde a jogadores que voltam ao campo de jogo após substituição (querendo ludibriar a arbitragem ou não) ou até por invasão deliberada.

Na frieza do texto atual, ao pé da letra e sem interpretação, Deyverson é um infrator e o gol deveria ser anulado por ter invadido o campo de jogo com a bola rolando, sendo que a partida se reiniciaria com tiro livre direto onde ele se encontrava. Ao olhar pelo prisma do Espírito da Regra, se vê que a invasão dele não foi um ato deliberado e sim por descuido, não interferindo em nada com o jogo.

Compare com a famosa “segunda bola em campo”: se uma outra bola for arremessada para o campo de jogo, e ela não atrapalhar a jogada, o lance não deverá ser anulado. Ou ainda: sair e voltar de campo pela lateral ou linha de fundo por força de um drible: idem!

Por fim, repito: pela Regra fria, com o “caderninho embaixo do braço”, gol irregular. Mas pelo Espírito da Regra, eu não anularia.

Lógico, o futebol permite essa interpretação e várias discussões (respeito todas as outras opiniões, desde que tenham embasamento e sejam argumentadas com racionalidade).

Imagem: Reprodução SBT.

– Falando de ética…

Com muita alegria, a convite do amigo, grande jornalista e professor Flávio Prado, hoje estarei falando aos alunos da Cásper Líbero (Pós-Graduação em Jornalismo) sobre a Ética na Arbitragem de Futebol.

Durante a semana, faço a postagem em meu blog dos conteúdos!

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Grêmio Prudente x Paulista, rodada 11 (ida das Oitavas de Final)

Pietro Dimitrof Stefanelli, 31 anos de idade, 9 temporadas na FPF, administrador de empresas, apitará a estreia do Galo em Presidente Prudente.

O árbitro já apitou alguns jogos do Paulista. No ano passado, pela Copa SP, a derrota por 5×1 contra o Athletico Paranaense (onde ele foi muito bem, apesar do placar). Relembre aqui: https://wp.me/p55Mu0-2ra.

Nos jogos profissionais, ele apitou em 2019 a estreia do Galo contra o São José (0x0) e a vitória contra o Manthiqueira (4×0), ambas no Vale do Paraíba – e também atuou bem.

No ano de 2017, Pietro apitava Sub 11. Em 2018, conseguiu trabalhar em duas partidas profissionais. Em 2019, 2020 e 2021, se firmou bem na A3. É uma aposta da FPF para 2022 na A2. Aguardemos!

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Mauaense (Rodada 10 da 2a div Sub23):

E já temos a escala para a última rodada da 1a fase da Segunda Divisão Sub23. Abaixo:

Árbitro: Diego Augusto Fagundes
Árbitro Assistente 1: João Petrucio Marimônio de Jesus dos Santos
Árbitro Assistente 2: Wellington Bragantim Caetano
Quarto Árbitro: Thiago Filipe Machado Chagas
Analista de Vídeo: Elton de Andrade Santos

Diego tem 29 anos de idade, 9 temporadas como árbitro e nesse ano teve sua primeira oportunidade na série A2. Tem sido frequente na A3.

Em jogos do Paulista, apitou em Jayme Cintra o confronto contra o União de Mogi em 2019 (vitória do Galo por 4×0), numa partida sem exigência. Em 2020, pela Copa SP de Futebol Jr, apitou em Jundiaí o 0x0 contra o Rio Claro (com muitos erros relatados aqui: https://wp.me/p55Mu0-2qN), além de Batatais 2×0 Paulista pela A3.

A impressão que eu tive do árbitro é que tecnicamente, nas últimas atuações, ficou a desejar, além de ter um vício muito ruim: ao invés de advertir com firmeza os infratores e/ou mostrar cartão, ficou no “chega”, gesticulando com os braços. Seu posicionamento dentro de campo também não foi bom.

Espero que tenha conseguido melhorar sua performance em outros jogos, corrigido os erros e que faça uma boa partida neste domingo no Jayme Cintra!

Curioso: o mesmo bandeira que sábado passado que esteve no Jayme Cintra, voltará nesse domingo: João Petrucio Marimônio de Jesus dos Santos (que não foi exigido contra o Barcelona Esportivo).

Acompanhe Paulista x Mauaense pela Rádio Difusora AM 810 ou nos Apps, com a narração de Rafael Mainini, comentários de Robinson Berró Machado e Heitor Freddo, reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira, análise da arbitragem de Rafael Porcari. No comando: Adilson Freddo! O jogo começa às 15h, mas desde as 14h30 o Tome Forte do Esporte já estará no ar.

Mauaense sai na frente, mas Paulista busca o empate em duelo pela Segundona  | paulista segunda divisão | ge

Foto: Ge.com (jogo de ida em Mauá).

– Jogar em casa fez diferença nesta semana, ou não?

Considere:

Flamengo 2×0 Barcelona-ECU (aproximadamente 20.000 torcedores no Maracanã),
Red Bull Bragantino 2×0 Libertad-PAR (aprox 2.000 torcedores no Nabizão),
Palmeiras 0x0 Atlético Mineiro (sem torcida na Allianz Arena), e
São Paulo 0x0 América-MG (idem no Morumbi).

Os jogos pela Libertadores e Copa Sul-americana com presença de público tiveram resultados positivos aos mandantes, enquanto os com estádios vazios, resultados sem gols em jogo “xôxo”.

A questão é: mesmo com carga baixa de torcedores, faz diferença dentro de campo aos jogadores e no resultado final de uma partida a presença de público?

Eu, particularmente, confesso: talvez a grande influência fosse casa cheia, abarrotada. Com pouca gente, não creio.

E você, o que pensa sobre isso? Mera coincidência ou não?

– 10 mulheres na Arbitragem de Corinthians x Palmeiras na Arena NeoQuímica.

A CBF escalou Edna Alves Batista, da FIFA, para apitar o Derby FEMININO no final de semana.

Ao todo, com 5a árbitra, VAR, AVAR e demais integrantes, teremos 10 mulheres formando a equipe de arbitragem. E a pergunta óbvia: poderiam ser escaladas no Derby MASCULINO de sábado? Afinal, competentes elas são.

A propósito: esse jogo entre mulheres será no domingo às 21h. Não poderia ser rodada dupla, já que o jogo entre os homens é no sábado, no mesmo local?

A escala abaixo: 

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Guarulhos x Paulista, Rodada 9 do Paulistão 2a divisão Sub23.

Para AD Guarulhos vs Paulista FC, uma surpresa: o 4o árbitro do jogo passado (contra o Barcelona Esportivo), Gabriel Petrini Rodrigues Cruz, será o juizão em Guarulhos pela 9a rodada do Paulistão Sub 23 (quarta-feira).

Será apenas seu segundo jogo profissional na carreira. Jovem, 26 anos, terá a oportunidade de mostrar suas qualidades nesta próxima rodada, já que tem atuado nas categorias amadoras.

Marco Andrade de Motta Junior, experientíssimo em jogos da A1, e Alexandre Basílio Vasconcelos (ambos com 42 anos) serão os assistentes. Gustavo Henrique da Silva será o 4o árbitro.

Desejo um grande jogo e uma ótima arbitragem.

Acompanhe Guarulhos x Paulista pela Rádio Difusora AM 810 ou nos Apps, com a narração de Rafael Mainini, comentários de Robinson Berró Machado, reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira, análise da arbitragem de Rafael Porcari. No comando: Adilson Freddo! O jogo começa às 15h, mas desde as 14h30 o Tome Forte do Esporte já estará no ar.

– Qual o futuro dos bandeiras? Sobre São Paulo x Atlético Goianiense.

É o enésimo jogo que assisto do simpático Atlético Goianiense, no qual vejo discussões de lances “pró ou contra” envolvendo impedimentos passivos. Não tenho a estatística, mas acontecem aos montes com o Dragão.

No Morumbi, domingo, nos dois primeiros gols vimos lances de gols com jogadores em impedimento passivo (contra). Na semana passada, a favor (contra o Corinthians).

Em todas as situações, os bandeiras foram figurantes. Não é que eles deram a condição de jogo, eles simplesmente se omitiram e deixaram a responsabilidade ao VAR.

Será que no futuro só teremos marcação de laterais como responsabilidade deles? Ou com linhas sensoriais nem isso?

O tal do VAR é necessário (embora, o uso excessivo e equivocado, torna-se chato).

Em tempo: o São Paulo jogou ontem com 5 estrangeiros, no final do jogo. A base não consegue formar jogadores com as características dos gringos, foram oportunidades de mercado e/ou peças insubstituíveis?

– Vamos falar de Ética na Arbitragem de Futebol?

Finalizei um trabalho que me agrada muitíssimo: a preparação de uma aula sobre Ética na Arbitragem de Futebol, fruto de um convite para lecionar numa turma do curso de Pós-Graduação em Jornalismo da Faculdade Cásper Líbero.

A honra irrecusável foi me concedida pelo amigo Flávio Prado, que é o professor desses pós-graduandos. Agradeço demais a lembrança, e, por ser um assunto que me agrada muito, a preparação de um tema com tal afinidade é por demais prazerosa…

Um pitaco:

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Os highlights estão bem legais e atuais:

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– Que mico, Globo… sobre Vasco 1×1 Cruzeiro. Cadê o “Padrão Globo de Qualidade”?

Transmitir do estúdio, economizar equipe, fazer uma Central do Apito à distância acompanhando vários jogos… deu no que deu!

Vasco x Cruzeiro terminou 1×1, pois o gol do Vascão no final do jogo foi anulado e a transmissão não percebeu. Conclusão: no RJ, narrador se perde e tenta explicar que está achando que é 2×1 e pede desculpas; em SP, narrador conta uma história de que depois do jogo o VAR anulou…

Cadê o Padrão Globo de Qualidade?

Cabeças vão rolar.

– Chapecoense 0x2 Palmeiras: mais um jogo “pitoresco”…

Chape x Verdão? Algo vai acontecer no jogo… que sina!

Lembram de expulsão e da “desexpulsão” de Egídio, em um jogo onde a Chapecoense ganhou do Palmeiras por 5×1? Um circo… relembre aqui: https://professorrafaelporcari.com/2015/10/05/sobre-chapecoense-5×1-palmeiras-e-as-corretas-e-injustas-mudancas-nas-decisoes-dos-arbitros-no-campeonato-brasileiro/.

No último sábado, o árbitro Paulo Roberto Alves Jr esqueceu os… cartões! Como pode? Ele tem que entrar com cartões e apito, mais nada. E esquece o básico?

Para completar, houve até carrinho de jogador no bandeira! Gustavo Gómez (SEP) deu um carrinho que atingiu o árbitro assistente Ivan Carlos Bohn (que por ironia do destino, era o mesmo do “5×1” citado acima)!

E para a segunda ironia, o árbitro que esqueceu o cartão, Paulo Roberto, também era velho conhecido do Palmeiras: ele foi o pivô do pedido de anulação de jogo de Botafogo x Palmeiras. Lembram daquela confusão? Aqui: https://professorrafaelporcari.com/2019/05/27/motivo-principal-para-nao-existir-a-anulacao-de-botafogo-0x1-palmeiras-por-suposto-erro-de-direito/

No próximo Chapecoense x Palmeiras, há do juizão se proteger antes de entrar em campo…