– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Palmeiras x São Paulo pela Libertadores da América.

O que esperar de Wilmar Roldán em Palmeiras x São Paulo, pela Libertadores, nesta 3a à noite?

Uma análise em: https://www.youtube.com/watch?v=XYHcj0f1EoM

– Árbitro e VAR em Chapecoense 1×1 América mostraram o retrato da tragédia…

Se fosse um Flamengo x Corinthians, um Gre-Nal ou algo dessa grandeza (de apelo Nacional), repercutiria muito mais; só que como tem apelo Regional, o jogo Chapecoense x América nesta segunda-feira passou “meio batido”, mas pode ter sido considerado o pior jogo do uso do VAR no Campeonato Brasileiro 2021.

Sobre as lambanças, compartilho aqui: https://www.espn.com.br/futebol/artigo/_/id/9067894/brasileirao-chapecoense-empata-com-o-america-mg-e-segue-sem-vencer-em-noite-de-arbitragem-conturbada?platform=amp

O que eu quero chamar a atenção é: nesta última semana, os árbitros passaram por imersões, treinamentos intensivos e concentrações TREINANDO o uso do VAR em Águas de Lindoia-SP, no espaço onde a CBF aluga para o “desenvolvimento do uso do árbitro de vídeo” (aliás, as fotos da confraternização dos términos do evento são muito bacanas). Também faz 15 dias que inaugurou-se o Centro de Excelência da Arbitragem, na sede da CBF.

Se tanto dinheiro está sendo gasto; se treinamento existe – mas os resultados não aparecemconclue-se que:

  • A mão de obra é ruim (os árbitros);
  • O dinheiro está sendo mal gasto;
  • Quem treina os árbitros, não sabe ensinar.

Já é hora de repensarmos o uso do VAR ou não no Brasil (o que é permitido pela FIFA), com a seguinte justificativa: está valendo a pena ou não?

Do jeito que está, é mais barato e mais justo esportivamente falando não usá-lo.

Acréscimo: sobre treinamento e custo do VAR, nos itens 4 e 5 deste link: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2021/08/03/var-vale-a-pena-repensa-lo-em-7-topicos/

– O que esperar de Wilmar Roldán para Palmeiras x São Paulo no jogo de volta da Libertadores?

Wilmar Roldán está escalado para apitar Palmeiras x São Paulo pela Libertadores da América na próxima 3a feira.

Quando Talleres x São Paulo foram jogar a Pré-Libertadores em 2019, falamos sobre o histórico de más atuações de Roldán contra o Tricolor e em outras disputas recentes. Leia atentamente na postagem em: https://professorrafaelporcari.com/2019/02/06/wilmar-roldan-no-talleres-x-sao-paulo-mas-ele-ainda-e-top/

O Verdão também já foi prejudicado por Roldán: lembram-se de Tigre x Palmeiras? Refrescando a memória: https://professorrafaelporcari.com/2020/03/05/os-dois-erros-de-arbitragem-nos-jogos-do-palmeiras-e-flamengo-na-libertadores-se-tivessemos-o-var/

Em tempo: ele foi tão criticado por desprezar o VAR, especialmente após ser dispensado da Copa do Mundo da Rússia (Tunísia x Inglaterra, onde ignorou completamente o vídeo), que começou a usá-lo até demais. Aliás, andou pedindo VAR até em partida que nem existia o recurso… veja só: https://professorrafaelporcari.com/2019/04/11/wilmar-roldan-pagando-micoem-bucaramanga-2×1-santa-fe/

Por fim: o “Castrilli colombiano”, como ficou conhecido (ele é confesso admirador do ex-árbitro argentino Javier Castrilli, de má memória à Portuguesa) tem muitíssima experiência, mas está numa má fase há algum tempo…

– O bandeira comemorou o gol anulado do Atlético? Não divulgue fake news… E se o árbitro fizer um adendo?

O árbitro assistente 1 Rodrigo Figueiredo Henrique Correa – FIFA/RJ (que errou no jogo Atlético Mineiro 2×0 Palmeiras) está sendo vítima de Fake News. Explico:

No ano passado, num jogo entre Santos x Atlético Mineiro, ele acertou num dificílimo lance ao marcar impedimento do ataque santista e anular o gol do Peixe contra o Galo. Porém, como o VAR tem que dar aval de que o lance estava irregular, e houve muita demora e expectativa da confirmação ou não, quando o vídeo mostrou que Rodrigo tinha acertado… ele discretamente vibrou com seu acerto! Não foi comemoração pelo gol anulado favorecendo o Atlético Mineiro, mas contentamento da sua competência.

Entretanto, irritados com o erro do bandeira na noite de sábado (ele ajudou o árbitro Bruno Arleu a expulsar pelo segundo cartão amarelo o atleta Patrick de Paula em Atlético Mineiro 2×0 Palmeiras), alguém associou uma manchete (vide abaixo ela) com a história de que ele era “atleticano”, dando a entender que favoreceu o Atlético por simpatia ao time mineiro.

Repito: errou o bandeira ao orientar equivocadamente o árbitro, entendendo ser jogada temerária (que mereceria cartão amarelo) e não lance imprudente (que dispensaria advertência). Mas isso não pode ser motivo para criarem tal narrativa falsa.

Importante: o VAR não pode revisar cartões amarelos, mas o bandeira tem o DEVER de ajudar o árbitro em lances que ele supostamente não tenha visto.

Falamos aqui deste lance (que realmente levou o Palmeiras ao prejuízo), em: https://professorrafaelporcari.com/2021/08/15/a-expulsao-de-patrick-de-paula-em-atletico-mineiro-2×0-palmeiras-erro-ou-acerto/

Em tempo: Abel Ferreira disse que o árbitro pediu desculpas aos jogadores. Respeitosamente, não creio que o fez, pois seria punido se o fizesse. Aliás, seria muita ingenuidade do árbitro… Parece mais discurso “para aliviar pena no julgamento” (a não ser que o árbitro confirme tudo isso em público).

Se o árbitro reconhecesse o erro (não necessariamente o de ontem, mas o de “não dar um cartão ou dar equivocadamente um cartão”), deveria ter a coragem de fazer um adendo a súmula, como fez certa vez Raphael Claus com Petros. Lembram-se disso?

Refrescando a memória, em: https://professorrafaelporcari.com/2014/08/12/adendos-a-sumulas-de-futebol-sobre-raphael-claus-e-o-corinthiano-petros-os-tipos-de-anotacoes-e-correcoes-2/

Se Bruno Arleu fizer um adendo, o cartão de Patrick de Paula pode ser anulado.

Uma coisa que me perturba: quando o erro é contra um time, treinador reclama e diretoria vai à Comissão de Árbitros reclamar. Quando é a favor, se fazem de mudos.

– A expulsão de Patrick de Paula em Atlético Mineiro 2×0 Palmeiras: erro ou acerto?

Assisti neste domingo de manhã o lance tão reclamado pelo Verdão contra o Galo: e há de se concordar com as queixas. Vamos lá:

Sobre o lance de Patrick de Paula sobre Jair: o camisa 8 foi atingido após um escorregão do palmeirense. A impressão que eu tenho é que, após a pressão dos atletas experientes atleticanos que foram para cima do árbitro Bruno Arleu, é que surgiu o segundo cartão amarelo e consequentemente o vermelho. Eles sabiam que o meia do Palmeiras estava pendurado e o “bololô” mostrou isso – levando o juizão a sucumbir (o que é inadmissível a quem está no quadro internacional).

Atenção: não era um lance permitido para a interferência do VAR, pois seu uso não contempla analisar a interpretação de um Cartão Amarelo ou não.

E acertou o árbitro ao punir com essa Advertência?

Não. Ele colocou na súmula que foi por ação temerária, sendo que foi por imprudência (o infrator escorregou). Numa linguagem popular da Regra:

1. Imprudêncianão queria fazer a falta, mas acabou fazendo. Não há cartão.
2. Ação temerária – foi disputar a bola e houve a intenção de cometer a infração. Cartão Amarelo.
3. Força excessiva – “passou do ponto” e cometeu o chamado jogo brusco grave. Cartão Vermelho.

Estamos vivendo dias difíceis com a arbitragem… um juiz da FIFA dar uma bobeada dessa é demais!

Em tempo1: os clubes, tão grandes que são, não orientam as Regras para os seus jogadores evitarem riscos de levar cartão? Ser “amarelado” no começo da partida faz o atleta jogar preocupado o restante do jogo, pensando: “tiro o pé para não receber o segundo amarelo ou corro o risco”? Defendo sempre ex-árbitros nos Departamentos de Futebol das equipes, montando “escolinhas” para as bases e dicas para os profissionais.

Em tempo 2: Bruno Arleu é bom árbitro, mas independente dele, pensemos: um FIFA significa estar apto para apitar qualquer jogo no mundo. Nossos FIFAs “aguentam” um Boca x River, Inter x Milan, Argentina x Uruguai?

– Poupar ou não?

Considere:

  • Os clubes de futebol gastam salários astronômicos para atletas estrelados: Daniel Alves, Hulk, Dudu, Diego Costa…
  • Os 3 pontos da Rodada 1, ou da Rodada 10, ou da Rodada 38, valem igualmente 3 pontos no Brasileirão.
  • Gasta-se muito com Categorias de Base, e se discute-se na hora de confiar oportunidades aos jovens se é possível escalá-los ou não.

Diante de tudo isso, sabendo que temos dois jogões neste sábado pelo Campeonato Brasileiro: Atlético Mineiro x Palmeiras (que poderia ser a final do Brasileirão) e São Paulo x Grêmio (que precisam fugir da luta do rebaixamento), vale questionar:

  • Poupa-se ou não o elenco para a rodada do meio-de-semana da Libertadores da América?

Se sim, desvaloriza-se o torneio. Se não, pode-se ser questionado lá pra frente qual a prioridade do clube.

O que você faria?

– Explicando porque, pela orientação da FIFA, Arrascaeta deveria ser expulso.

Pelo histórico, Arrascaeta não é um atleta maldoso ou violento (embora, a primeira coisa que eu recebo dos meus leitores ao escrever isso, é a consideração de que o lateral-esquerdo Leonardo também não era em 1994, referindo-se à cotovelada na Copa do Mundo contra o seu marcador da seleção norte-americana). Entretanto, precisamos fazer as considerações sobre o que aconteceu entre ele e Salazar, do Olímpia (que está internado com traumatismo craniano), na noite de ontem.

A Regra e a Orientação podem ser acessadas na postagem que fiz ontem (vide aqui, com o link para a modificação de 01/07/2020: https://professorrafaelporcari.com/2021/08/11/salazar-vs-arrascaeta-em-olimpia-x-flamengo-como-interpretar/).

Abaixo, gravei os motivos pelo qual o árbitro deveria avaliar o lance: mão firme / mão solta, ir de encontro / tirar o braço, casualidade / temeridade / agressão e outras coisas. Tudo isso para dizer: hoje, esse tipo de situação (que preocupa demais a FIFA pelo excesso de lances de braços e mão no rosto) é para expulsão.

Ops: respeito toda e qualquer opinião em contrário / interpretação diversa. 

Em: https://youtu.be/BfeaU6AFksI

 

– O #tbt do VAR. Tudo o que começa errado…

No mundo virtual, às 5as feiras, ocorre a brincadeira do #tbt (“throwback thursday”), que trocando um miúdos, na prática, é postar alguma recordação desse dia. E no campo esportivo, uma que me surgiu, de anos atrás: das promessas de implementação do VAR brasileiro!

O VAR, prometido para 2016, já nascia errado – e só entrou em campo no dia 28 de abril de 2019 no Brasileirão, oficialmente. Rememore na postagem desse mesmo blog:

MUDOU DE NOVO?

Em 08 de março de 2016, a CBF divulgou que usaria o árbitro de vídeo (VAR) no Campeonato Brasileiro daquele ano. Na oportunidade, de pronto, escrevemos que isso era impossível, tratando-se de um ato demagogo de quem sempre promete e nunca cumpre.

O motivo da entidade tergiversar? Logicamente, o de mudar o foco das críticas quanto a ausência de Marco Polo Del Nero de compromissos internacionais e de abafar as reclamações dos clubes no Campeonato Brasileiro. Além, claro, a falta de tempo para implantação e de não puder alterar a regra. Leia atentamente a crítica feita na oportunidade em: http://wp.me/p55Mu0-QM.

Em Abril de 2016, a CBF prometeu a implantação do árbitro de vídeo para no máximo em Maio do ano passado. Novamente, era clara a mentira e fizemos questão de registrar tal incredulidade aqui neste outro link: http://wp.me/p55Mu0-QM. E não é que depois a data mudou de novo, para Agosto de 2016, e ainda em OFF? Se recorde, pois está registrado aqui que nem em 2017 teríamos tal experiência, vide em: http://wp.me/p55Mu0-X5.

Pois bem, acabou o Brasileirão e em Dezembro de 2016 escrevemos sobre o fiasco de tudo isso na postagem VAR DA FIFA É REAL, VAR DA CBF É BALELA. O árbitro de vídeo brasileiro nunca foi visto atuando “prá valer” em um trabalho oficial no Campeonato Brasileiro. Comprove aqui nesta postagem: http://wp.me/p55Mu0-1eI.

Enfim, quando saiu a tabela do Brasileirão de 2017, eis que a CBF mudou de novo a data da implantação do vídeo para a arbitragem: 2018, por ser muito caro (justo a endinheirada entidade…). Também fizemos pertinentes observações aqui: http://wp.me/p55Mu0-1lG, em especial, a de que a CBF havia remanejado há tempos o comandante da arbitragem Sérgio Correa da Silva para um exclusivo departamento de Desenvolvimento de Árbitro de Vídeo. Só frutificaram duas experiências malsucedidas na final do Campeonato Pernambucano, reclamadas até hoje.

Agora, ao Programa Redação Sportv, a data mudou pela enésima vez: foi para 2019! O ousado projeto tupiniquim no qual se queria até mesmo pautar a FIFA (lembram-se da viagem de Manoel Serapião à entidade e o glamour do anúncio da CBF do pioneirismo em seu site?), parece mesmo ser diálogo flácido para acalentar bovino*.

O link do anúncio pode ser acessado aqui: http://sportv.globo.com/site/programas/redacao-sportv/noticia/2017/08/cbf-so-deve-aderir-ao-arbitro-de-video-no-campeonato-brasileiro-de-2019.html

Respeitosamente, para quem fez promessa no começo de 2016 e adiou tantas vezes, não acredito em data alguma. Um dia ocorrerá, mas não sei quando.

E você, acha que o árbitro de vídeo, lá em 2019, funcionará?

*conversa mole para boi dormir.

foto da experiência do vídeo árbitro em Pernambuco, extraída do blog do Diário de Pernambuco.

– Salazar vs Arrascaeta em Olímpia x Flamengo: como interpretar?

Que jogo cheio de “casos” no Paraguai, não? Como só vi o lance discutido de Arrascaeta x Salazar, vamos a ele: era para Cartão Amarelo ou Vermelho? Intencional ou não?

Quando Salazar se aproxima, ao invés de Arrascaeta tirar o braço para evitar o contato (há tempo para isso), ele vai de encontro ao rosto do paraguaio.

Se até 2020 discutiria-se agressão ou não, hoje, pela orientação, é Vermelho Direto. A FIFA quer evitar a todo custo lances de braços e mãos no rosto do adversário, fazendo com que tapas e braçadas, voluntárias e/ou imprudentes, sejam contidos (igualmente quando acabou com os carrinhos frontais e/ou por trás).

Aliás, compartilho neste link o item 10 (aqui: https://professorrafaelporcari.com/2020/07/15/fique-atento-as-mudancas-das-regras-do-futebol-e-as-orientacoes-aos-arbitros-para-o-campeonato-brasileiro-2020/) justificando a necessária expulsão que não ocorreu. Ou seja: se for um tapa / golpe / braço certeiro no rosto (com ou sem intenção, mas que era evitável por quem desferiu), deve-se mostrar Cartão Vermelho.

Sobre a confusão do Cartão Vermelho de Felipe retirado, se eu conseguir assistir, atualizo.

22h10: atualizando:

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Olimpia x Flamengo: prováveis times, desfalques, onde assistir e palpites

– O arrogante árbitro de Vasco x Vila Nova.

Assim como um jogador precisa ser preparado para grandes saltos na carreira, faça-se o mesmo ao juiz do futebol. Cuidados para que a sensação de “estrelato”, mesmo ainda não existindo ou que seja pseudo, suba à sua cabeça (crendo que já é um sucesso sem nunca ter sido) são importantes em qualquer seara profissional.

Digo isso pois Felipe Fernandes de Lima (MG), um jovem árbitro que está sendo testado (apitou Flamengo x São Paulo recentemente, que foi sua grande oportunidade dada por Leonardo Gaciba), foi flagrado pela Sportv durante Vasco 1×0 Vila Nova pelo Campeonato Brasileiro da Série B com fala prepotente à divisão que estava apitando.

Segundo a emissora:

A transmissão do Premiere registrou alguns desses momentos. Em um deles, o árbitro, ao falar com os jogadores, ironizou os colegas: ‘Eles estão acostumados com árbitro de Série B’. Em outro momento, Zeca pediu esclarecimento sobre uma marcação, Felipe respondeu: ‘Explicação eu dou para minha esposa’..

O Felipe “quem mesmo?” apitou quantos clássicos nacionais e internacionais para assim “se achar”? E mesmo que se fosse árbitro importante, o respeito e a educação são fundamentais na vida, não só no esporte.

Ele disse que “só dá explicação para a esposa dele”, mas acho que dará à CA-CBF de maneira bem mais humilde…

É por comportamento assim que tanto se vê com rancor a arbitragem de futebol. Ao invés de bons exemplos, só aparecem os ruins, infelizmente. O árbitro em si, que é visado por natureza, precisa ser mais respeitoso como elemento coadjuvante do futebol, não protagonista.

O lance em: https://ge.globo.com/google/amp/futebol/times/vasco/noticia/em-vasco-x-vila-nova-felipe-fernandes-de-lima-diz-a-jogadores-acostumados-com-arbitros-de-serie-b.ghtml

– Rosário Central 3×4 Red Bull Bragantino – e garfaram o Massa Bruta…

Assistiram o 2o gol do Rosário Central no jogo contra o Red Bull Bragantino? Foi de Marco Ruben.

Quando eu vi pela primeira vez, num celular de tela pequena, me pareceu falta. Perguntei a amigos que estavam na transmissão e confirmaram infração em Arthur. E ao ver com uma imagem nítida… Que VARgonha!

Ninguém viu o empurrão claro?

Assista:

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para o Choque-Rei da Libertadores: o que esperar do juizão.

Sobre Nestor Pitana (o árbitro) e Júlio Bascuñan (o VAR) de São Paulo x Palmeiras pelo jogo de ida da Libertadores, escrevemos aqui: https://wp.me/p4RTuC-wIo.

Em vídeo, compartilho no link em: https://youtu.be/lzX-cmDzFXs.

– O que esperar de Néstor Pitana no São Paulo x Palmeiras pela Libertadores?

O árbitro da final da Copa da Rússia 2018, Néstor Fabian Pitana, 46 anos (ARG), apitará o Choque-Rei de ida pela Libertadores da América 2021.

Pitana está no quadro da FIFA desde 2010, e é experientíssimoe isso pode pesar para a partida desta 3a feira ser MODORRENTA.

Explico: Pitana sabe usar muito bem o VAR (ou seja, somente quando necessário). Ele dá dinâmica às partidas (embora, nos últimos jogos, não tem tido bom desempenho técnico). Mas como consegue “ler bem” as contendas, quando as duas equipes “não querem jogar”, permite a cera, “pica o jogo com faltinhas” e colabora para um confronto amarrado e feio de se assistir. 

Se São Paulo x Palmeiras quiserem jogar bola e buscarem o gol, o jogo será bom. Mas se forem cautelosos e desejarem decidir tudo para o jogo da volta, aí Pitana “ajudará” para um empate…

Recentemente, ele esteve protagonizando uma grande discussão na Copa América na partida entre Brasil x Colômbia (com muitas queixas dos colombianos, relembre aqui: https://wp.me/p4RTuC-vHa). Também não foi muito bem, tempos atrás, no Flamengo 2×0 Emelec (aqui: https://wp.me/p4RTuC-nCS). E na pré-Libertadores desse ano, no Del Valle x Grêmio, foi muito mal (algumas observações em: https://wp.me/p4RTuC-ube). Já teve COVID e foi afastado da Sulamericana, onde apitaria Peñarol x Corinthians. Mas como tanto o Tricolor quanto o Verdão estão revoltados contra arbitragens em geral, e Wilson Seneme (que é brasileiro) chefia os árbitros da Conmebol, optou-se pelo “árbitro com nome” para apaziguar as queixas.

Julio Bascuñan (CHI), que como árbitro principal dentro de campo é apenas regular (vide algumas lambanças, incluindo em jogo do Palmeiras, aqui: https://wp.me/p4RTuC-ec8) – mas que tem feito um bom trabalho como árbitro de vídeo, será o VAR. Aliás, ele próprio foi VAR (com boa atuação) na partida entre River Plate 0x3 Palmeiras (rememore aqui: https://wp.me/p4RTuC-sTd). Creio que fará outra boa atuação – discreta e pontual.

– Gabigol e a expulsão: e quando o atleta será profissional?

Gostemos ou não das Regras do Jogo, temos que cumpri-la. Ironizar um árbitro com palmas é motivo para advertência com Cartão Amarelo.

Talvez um jogador iniciante não saiba disso. Um profissional, certamente sabe do risco de ser advertido (e se tiver o amarelo), expulso pelo segundo cartão.

Gabigol, em 2019 contra o Grêmio, estando amarelado, ironizou o árbitro Raphael Claus aplaudindo-o e acabou recebendo o Cartão Vermelho pela reincidência. Ontem, contra outro gaúcho (o Internacional), fez a mesma coisa com o árbitro Paulo Roberto Alves Júnior.

Não aprendeu?

Nessa situação, de desfalcar seu clube por indisciplina (algo evitável), o clube poderia multá-lo pela irresponsabilidade. Ou não?

Uma curiosidade: Gabigol reclamou que o “futebol brasileiro é uma várzea…”. Concorde-se ou discorde-se, mas não é onde ele próprio joga, já que não se firmou em clubes como Internazionale e Benfica, que dão toda boa estrutura de trabalho? Ou lá é igualmente “varzeano / varzino” como aqui…?

– Santos 0x0 Corinthians: Impedimento ou não?

Ao ver essa imagem do impedimento tão discutido no clássico (lance que envolveu Gustavo e Jô), fico pensando: como alguém pode dizer que houve “acerto” ou “erro” da arbitragem, de maneira taxativa?

Pra mim, sinceramente, inconclusivo. A última parte “jogável” (que se pode jogar) do penúltimo jogador santista é o pé do zagueiro ou o ombro dele? Por outro lado, a mesma pergunta sobre o atacante corintiano: a parte mais à frente é o pé ou a parte jogável do ombro?

Enfim: a linha está traçada corretamente nas partes jogáveis dos 2 atletas? A dúvida por milímetros (não importa para qual clube ou para defesa ou ataque) é um dos “calcares de Aquiles” do VAR.

Imagem: Print da TV

– Palmeiras 2×3 Fortaleza: assistindo “por cima”, mas dá para opinar…

Ontem eu tive um dia corrido na área acadêmica e na pessoal. Hoje, por conta do Dia dos Pais, as prioridades obviamente são outras!

Digo isso pois (sobre futebol do Brasileirão) vi apenas as expulsões de Palmeiras e Fortaleza. E, com todo respeito ao árbitro Wilton Pereira Sampaio, deu para perceber que ele cumpriu a nefasta função cobrada a NÃO se fazer nas Escolas de Árbitros: a de “administrador”, ou se preferir, “mediador”.

Cá entre nós: o rigor disciplinar à Felipe do Fortaleza (70 minutos) foi contestável. E repetiu isso com Victor Luís (90 minutos). Quero dizer: tentou compensar um erro de expulsão com outro. Ou teria sido coerente pelo “critério equivocado”?

Não assisti ao jogo (pode até o árbitro ter sido ótimo em todos os outros lances), mas nesses dois específicos, pisou na bola.

– Os Árbitros e a Orientação para Cuidados com Jornalistas!

Há exatos 6 anos…

Está na coluna Painel da Folha de São Paulo (08/08/15, por Marcel Rizzo):

Espiões na Rede – Árbitros receberam recomendações da CBF, por meio de documento da FIFA, de como se portar em redes sociais. Entre os pedidos para tomar cuidado com postagens pessoais, principalmente fotos, há uma orientação inusitada: tomar cuidado com os ‘amigos’ que aceita, já que podem ser JORNALISTAS.

É sabido que os comandantes da arbitragem nacional (e os da estadual também) detestam qualquer manifestação de árbitro, orientando informalmente que não se dê entrevista e que fuja de microfone, câmera ou computador. Mas a impressão é que eles querem transformar jornalistas em vilões para com os árbitros.

Uma pena pensar assim…

– ABC 0x1 Flamengo: erra-se com e sem VAR.

Dois lances polêmicos em Natal/RN pela Copa do Brasil. Vamos discuti-los?

1- Em uma cobrança de falta, Léo Pereira (CRF) é puxado por Vinícius Leandro (ABC) dentro da área. Pênalti ou não?

Repare que pelo posicionamento, o árbitro ficou encoberto. É função do VAR (de acordo com o protocolo) alertá-lo de uma possível penalidade máxima que fugiu do seu campo de visão. A bola saiu pela linha de fundo e havia tempo hábil, mas nenhuma manifestação ocorreu nesse ínterim.

O equipamento ou o VAR que falhou? Ou foi o próprio juiz? Ou ambos falharam?

Importante: o Árbitro de Vídeo não pode marcar pênalti nem interpretar o lance, ele sugere que o árbitro principal verifique se o agarrão teve força suficiente para desequilibrar ou impedir o oponente de jogar.

2- Gol anulado de Michel (CRF)prevaleceu a decisão de campo do árbitro assistente 2. Entretanto, o atacante dispara em condição legal após o lançamento do seu companheiro. O problema foi: por uma falha operacional de calibração das câmeras, o equipamento eletrônico não mostrou as linhas imaginárias de impedimento na tela. Só que aqui nós temos um “porém”: a imagem clara dispensa esse “tira-teima”! Se há possibilidade de discernir a dúvida sem a necessidade dessas linhas (e para mim, há nesse lance específico), por que não se tomou a decisão correta?

Precisamos questionar: como garantir o uso do VAR nas séries B, C e D do Brasileirão, como prometido pela CBF, se o elemento humano (a “pessoa árbitro” que trabalhará no vídeo) não tem treinamento adequado (e nem pessoas com competência para treiná-lo, pelo que temos observado) e nem tecnologia de boa qualidade?

Imagine nas praças de menor infraestrutura como será o VAR… triste ver essa situação precária.

– Precisa de VAR, juizão?

Ao ver que o árbitro precisou de ajuda do vídeo para expulsar Léo Jabá na entrada em Reinaldo (Vasco x São Paulo), penso: ficou-se refém do VAR?

Lamentável… não precisa de árbitro de vídeo para isso. Há de se ter competência!

Imagem: Print da tela da transmissão da TV Globo.

– A Premier League muda a grossura da Linha do Impedimento. E aí, VAR?

Há algum tempo, surgiu a questão: para ajudar o VAR e beneficiar os atacantes, a Premier League queria engrossar as linhas imaginárias do impedimento (já que elas não são regulamentadas em largura pela Regra do Jogo, diferente das linhas que traçam a marcação do gramado). E agora, confirma-se a mudança.

Sendo assim, imagine: o que teria ocorrido em São Paulo x Palmeiras, no último sábado, se a linha fosse mais grossa?

Algo que passou despercebido naquela ocasião: e o Árbitro Assistente 1 (o bandeira que corre por aquele lado)? Ele é o especialista do campo em dizer se houve impedimento ativo ou passivo de Miranda, e com a bola rolando, deixou o jogo seguir.

Do jeito que vai, acabaremos com a função dos bandeiras no Brasil… viva a Premier League, que os deixa decidir.

IMPORTANTE: é óbvio que na próxima reunião, a Internacional Board, no ano que vem, deve propor uma medida padrão para as linhas computadorizadas para o impedimento…

Abaixo, a postagem da época:

VAI MUDAR?

Parece irrisória a mudança, mas na prática pode mudar muito placar: a Premier League vai ENGROSSAR as linhas utilizadas para o VAR avaliar o impedimento, a fim de permitir o benefício da dúvida para os atacantes.

A questão é: a busca pela exatidão foi tão neurótica para alguns, que se deseja um pouco menos dela? Será uma decisão progressista, retrógrada ou simplesmente inovadora?

Extraído de: https://veja.abril.com.br/placar/premier-league-vai-engrossar-linhas-do-var-para-ter-margem-de-erro/

PREMIER LEAGUE VAI ENGROSSAR LINHAS DO VAR PARA TER MARGEM DE ERRO

Segundo reportagem de diário britânico The Times, ideia é aumentar o “benefício da dúvida” a favor do atacante em lances de impedimentos milimétricos

A Premier League, a primeira divisão do Campeonato Inglês, decidiu introduzir “linhas mais grossas” para os impedimentos avaliados pelo árbitro assistente de vídeo (VAR, na sigla em inglês), informou nesta quinta-feira, 10, o diário britânico The Times. A mudança foi aprovada pelas 20 equipes participantes e é esperada para a próxima temporada.

De acordo com a reportagem, esta é uma tentativa de lidar com decisões “extremamente impopulares”. As linhas mais grossas darão uma “margem de erro” maior aos impedimentos e visam devolver o “benefício da dúvida” ao atacante, ou seja, validar gols que antes constariam como impedimentos milimétricos.

Os clubes e chefes de árbitros da Premier League acreditam que a mudança terá um grande impacto no jogo, em lances em que a ponta do pé ou mesmo as axilas do jogador de ataque apareceriam em impedimento.

O sistema já é utilizado em outras competições como o Campeonato holandês e tem como desvantagem o fato de não aparecer imediatamente na transmissão de TV, mostrando todo o processo de análise, mas apenas o resultado final. A novidade divide opiniões e, apesar de ampliar a margem de erro, não acabaria com a ocorrência de lances milimétricos.

– VAR: Vale A pena Repensá-lo? Em 7 tópicos:

VAR: Valeu A pena Rearranjar a arbitragem com essa ferramenta?

VAR: Veio Atrapalhar a Regra do jogo?

VAR: Viramos Atentos Reféns da decisão da cabine?

VAR: Vou Atentamente Repensar minha opinião sobre ele…

VAR: Vulnerabilidade Altíssima do Referee!

Esse jogral com as iniciais do Video Assistent Referee serve apenas para quebrar o clima sisudo desse texto. Mas dentro da brincadeira, coisas bem sérias:

1- O Árbitro Assistente de Vídeo não é mais um auxiliar da arbitragem, reportado ao Árbitro de Campo. Em nosso país virou Juiz de Cabine, determinando mudança nos procedimentos daquele que um dia (no Brasil) foi a autoridade máxima do jogo.

2- Diferente do resto do mundo (onde se fica preso aos protocolos e à ajuda ao árbitro aos lances capitais que podem prejudicar uma decisão, por culpa de erros grotescos), aqui se procura os equívocos e se faz uma varredura em detalhes que levam à equipe do árbitro de vídeo a re-apitarem jogos. Coisa única daqui, tupiniquim, jabuticaba pura.

3- A “farra das escalas” é algo que precisa ser rediscutido. Os custos do nosso VAR são onerosos, e o número de cartolas escalados para supervisionar o quarteto de arbitragem assustam. Na final da Copa do Brasil 2018, por exemplo, foi escalado um octodeceto de pessoas (sim, 18, um recorde), ao invés do quarteto.

4- Sérgio Correa da Silva, ex-presidente do Sindicato dos Árbitros de São Paulo, que também foi membro integrante da Comissão de Árbitros da FPF, e de lá para a CBF, passando pelas gestões de Ricardo Teixeira, José Maria Marin, Marco Polo Del Nero e Cel Nunes (em diversos cargos de arbitragem), está há décadas com funções relativas aos árbitros. Na gestão Rogério Caboclo, ele é o responsável pelo Desenvolvimento do Árbitro de Vídeo. Não só ele, mas tantos outros nomes que estão na entidade por tanto tempo, não deveriam entregar melhores resultados? Aliás, a Confederação Brasileira de Futebol, se uma empresa mais séria fosse, deveria rever todo o seu quadro, pois paga muito bem e cobra muito pouco aos funcionários (nenhuma ilação à honestidade ou não do cartola – pessoa honrada e correta – mas à questão do seu trabalho que não se frutifica aos olhos públicos, somente em narrativas e estatísticas divulgadas pela própria CBF).

5- O octeto de arbitragem (por conta do VAR) está caro (e em alguns jogos mais importantes, são mais numerosos). E está valendo a pena? Um árbitro da FIFA ganha R$ 5.250,00 (como Luiz Flávio de Oliveira no SPFC x SEP). Vuaden, que é Master, idem no SCCP x CRF). Um bandeira da FIFA ganha R$ 3.150,00 (temos dois em campo). Um quarto-árbitro: R$ 1.320,00. O VAR e o AVAR, R$ 3.150,00 e R$ 1.900,00 (alguns jogos temos 2 AVARs). Os analistas de campo da arbitragem custam R$ 740,00; e os inspetores de arbitragem R$ 1.050,00. Já os “gerentes de qualidade da arbitragem” (ou Quality Manager, como a CBF nomeia), R$ 630,00. Os observadores de VAR (Ednilson Corona no Morumbi e o próprio Sérgio Correa acima citado em Itaquera) custam R$ 1.420,00. SOME-SE, ainda, as estadias / diárias, que variam de onde o árbitro e seus dirigentes residem (claro, valores altos para os padrões do brasileiro comum, mas lembrando que alguns deles não tem carteira de trabalho assinada pela CBF). Não é curioso que o quarteto de arbitragem, com o VAR brasileiro, passou a ser inflado por tantos elementos “administrativos”?

6- A CBF anunciou que haverá VAR em todo o 2º turno da Série B e nas fases finais da C e da D (230 partidas), custeando a iniciativa a fim de que os clubes não tenham “mais um” gasto alto. A Associação Nacional dos Clubes comemorou, e a dos Árbitros… chiou! Segundo Marcel Rizzo no UOL (vide aqui: https://www.uol.com.br/esporte/futebol/colunas/marcel-rizzo/2021/07/26/arbitros-criticam-cbf-e-temem-erros-do-var-nas-divisoes-inferiores.htm), a ANAF (que deveria festejar maior oportunidade de emprego) não gostou da ideia pois, segundo ela: “Não está em discussão a importância do VAR, mas o seu uso eficiente. O anúncio da expansão do ‘árbitro de vídeo’ para o returno da Série B e para as retas finais das Séries C e D nos trouxe preocupação e nos fez refletir e questionar: por que aplicar o VAR sem a devida preparação dos árbitros e assistentes que atuam nestas divisões? Podemos chamar isso de ‘planejamento’?”. Aqui, há uma discussão de bastidores pois existem mais árbitros habilitados na Região Sul e Sudeste do que nas demais, e a ANAF defende mais escalas de árbitros das outras regiões (não tem tantos VARs treinados no Nordeste e no Norte – de onde é a maioria dos filiados da ANAF. Ou seja: um “pingo de ciúme” entre árbitros)…

7- Na FPF, houve a discussão se, para a Copa Paulista (o torneio realizado para deixar em atividade as equipes profissionais que estão sem calendário), dever-se-ia usar um “VAR light”: ou seja, um membro da arbitragem que se utilizaria das imagens de TVs locais do Interior do Estado (que ajudam a transmitir os jogos com uma única câmera para o aplicativo da FPF e seus parceiros) para ser uma ferramenta mais econômica. Não creio que essa ideia vingará… e torço para que não vingue, pois muito árbitro de vídeo, dependendo da decisão e da qualidade da imagem, ficará retido na sua cabine…

Diante de tudo isso, insisto: está valendo a pena o VAR no Brasil?

Na paralisação dos campeonatos por conta da pandemia, onde se treinou, de nada adiantou? Ou os treinadores de árbitros é que precisam ser treinados?

A ferramenta, insisto, é ótima. Mas (digo com pesar, pois defendo o uso moderado e pontual da tecnologia) não está dando certo no nosso país.

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– São Paulo 0x0 Palmeiras: o gol contra foi irregular ou não por conta de Miranda?

Até que apareça uma imagem diferente da TV, por enquanto, entendo ter sido gol legal do São Paulo contra o Palmeiras (pelo que se pode ver até agora) no final da partida desse sábado.

Entenda a Regra: estar em impedimento não é uma infração, pois você pode estar ativo ou passivo. Miranda está em impedimento passivo, e aqui vale alguns questionamentos para entender se ele ficou ativo ou não:

  • Ele disputa a bola (se sim, jogando-se contra ela ou a tocando, passou para ativo)?
  • Ele interfere na jogada contra um adversário (por exemplo: sua ação provocou uma reação determinante de Patrick de Paula, seu marcador mais próximo)?
  • Ele tira proveito de uma situação (um rebote que sobra para ele, por exemplo)?

Repito: pelas imagens que vi até agora, nenhuma dessas situações se concretizou. Não consigo enxergar Patrick de Paula sendo prejudicado na sua decisão de jogo por conta da ação do Miranda ter tentado disputar a bola – e isso independe do palmeirense tocar ou não na bola (até porque o gol-contra foi de outro atleta, e precisamos ver a ação de quem ataca, no caso Miranda, e não de quem defende, no caso Patrick, nessa situação específica). Mas atenção: isso é interpretação (o interferir ou não contra um adversário)!

Péricles Bassols, o ex-árbitro da FIFA que se desaposentou e saiu do RJ para vir trabalhar em SP, chamou Luiz Flávio de Oliveira por conta do protocolo (todo gol deve ser revisado, segundo a Regra). Portanto, a responsabilidade é dupla nesse caso (de acerto ou de erro).

Seria indiscutível o lance caso Miranda tivesse feito Patrick de Paula ter claramente mudado seu posicionamento disputando a bola – e por conta disso não ter ocorrido, surge o benefício da dúvida (e respeito todas as opiniões em contrário). E aqui, pela 3a vez, repito (pelas imagens que rodaram pela Web até agora), eu validaria o gol.

IMPORTANTE –

1- Como a CBF está “sem comando” neste momento por decisão judicial, quem poderia mudar Leonardo Gaciba do comando da arbitragem nacional?

2- Que venham os estrangeiros para os dois tensos Choque-Reis da Libertadores.

Em vídeo, aqui: https://youtu.be/aLh7L63Y1LM

A súmula:

Imagem

– Medina, Portela, Arbitragem e Espírito Olímpico.

Eu não entendo nada de Regras de outros esportes que não seja Futebol (e olhe lá), como Skate, Judô ou Surf (onde estão comentando as medalhas, vitórias e derrotas nos últimos dias). É normal que surjam “especialistas dessas modalidades na Internet” em meio ao torneio olímpico; afinal, isso é fruto de euforia ou frustração do torcedor.

Porém, vejo a questão dos comportamentos:

1. Gabriel Medina, surfista, foi eliminado por um japonês e reclamou bastante. Nas Redes Sociais, “árbitros informais” detonavam os juízes do surf (e comentaristas de TV, mais racionais, mostraram detalhes do erro cometido pelo brasileiro).

2. Maria Portela, judoca, foi eliminada e chorou copiosamente, comovendo a todos, em decisão polêmica da arbitragem. Entretanto, em nenhum momento questionou os árbitros, falou em “melhorar seu desempenho”!

Me recordo da ex-atleta da Ginástica brasileira Daiane dos Santos. Após perder a medalha da prova que disputava nos Jogos Olímpicos no ano que disputou, a repórter da TV Globo perguntou: “Daiane, você foi prejudicada pelas notas dos árbitros? Você acha que eles te prejudicaram”. E a garota-prodígio respondeu: “Não, eu não consegui um bom salto”. A repórter insistiu: “Mas e o seu joelho? Foi ele que atrapalhou seu desempenho?” Resposta: “Não, meu joelho não afetou em nada”. Por fim, ainda interpelou a jornalista: “Mas você não acha injusto a sua não premiação?”. E, mais uma vez, com um tremendo espírito esportivo, respondeu a atleta: “Não. No esporte se ganha e se perde, e eu não fui bem, além de que elas foram ótimas.”

Taí. Sei falar de “saber perder” e “saber ganhar”, como fez a Daiane. Mas não ouso detonar árbitros de um esporte que desconheço as regras.

– Seneme não caiu. Mas quem “pediu sua cabeça”?

Na semana em que tivemos muitas queixas contra a arbitragem sul-americana, o jornal Olé noticiou que o chefe dos árbitros da Conmebol, o brasileiro Wilson Luís Seneme, houvera sido demitido.

Muita gente deu como certa a queda (que não ocorreu) e outros corrigiram a infirmação. Mas o que aconteceu?

Seneme não caiu, embora a pressão era (e é) grande. Afinal, veja o número de equipes brasileiras e de argentinas classificadas para a próxima fase da Libertadores da América. No futebol, federações e clubes nunca fazem “mea culpa” e procuram sempre um bode expiatório para justificar sua incompetência.

Mas considere:

1- Erros e acertos acontecem aos montes na arbitragem. E se destaque as queixas de Boca Juniors e Cerro Porteño contra Atlético Mineiro e Fluminense. Mas quantos outros equívocos (tão ou mais cabeludos) já ocorreram no torneio ao longo dos anos e não tiveram a mesma repercussão? Dependendo da “vítima”, o volume de reclamações aumenta mais.

2- Por ser brasileiro, Seneme conta com a antipatia dos países de língua espanhola (uma situação histórica no futebol do continente: Brasil vs Demais). E a costumeira pressão da AFA sobre a Conmebol sempre fez efeito. Não dá para deixar de lembrar das peripécias de Nicolas Leoz e Carlos Alarcon… o aceite de pedidos é fato público, onde vira-e-mexe a história nos mostra picaretagens.

3- O nível da arbitragem sul-americana é baixo atualmente. Os melhores estavam na Copa América, e por conta do calendário apertado, foram escalados nos jogos (que foram polêmicos), a “segunda linha” dos juízes do quadro internacional.

4- A grande questão para a manutenção de Seneme é: a CREDIBILIDADE! Ele, diferente dos demais gestores que ali passaram, tem a fama de honesto. E os clubes sabem de tudo isso (que Seneme faz o que pode, que não aceita pedidos e que não existe um bom nome à disposição). Portanto: por enquanto (pois a pressão realmente é enorme) Seneme não cai. Se cairá num futuro próximo, não creio. A médio e longo prazo, pelos antecedentes da Conmebol (veja o número de ex-presidentes envolvidos no FIFAgate), não duvido.

A verdade é: ter alguém que não diz “Amém” aos argentinos é irritante para a cartolagem hermana.

– Hoje é Dia Nacional do Futebol. Qual o seu jogo inesquecível?

Hoje é Dia do Futebol, uma data escolhida pela CBF em 1976 para homenagear a atividade que tanto amamos (o motivo foi pela fundação do Sport Clube Rio Grande-RS, time mais antigo do Brasil oficialmente registrado, que ocorreu em 19 de julho de 1900).

Ah, o Futebol… um esporte tão popular, democrático e, muitas vezes, injusto (não é um paradoxo)?

Diante de todas as suas características, que vão do ludismo aos negócios, é inegável que nós nos apaixonamos por ele. Ao menos, pra quem gosta…

Qual o seu jogo “número 1”? Aquele que te fez se sentir atraído pelo dito esporte bretão?

O meu: Paulista de Jundiaí x Palmeiras de São João da Boa Vista, pela Divisão Especial de SP, em 1984, com gol do centroavante Ricardo Diabo Loiro nos acréscimos! E o seu?

– Relembrando a 1a Promessa Não Cumprida de Marco Polo Del Nero

Há exatamente 7 anos, publicávamos uma entrevista do então recém empossado presidente Marco Polo Del Nero, em que louvava Ricardo Teixeira e prometia como “1o ato” profissionalizar a arbitragem!

Extraído de: http://wp.me/p4RTuC-6Kn , de (07/2014).

O 1o ATO DE MARCO POLO

Passou batido devido à Copa do Mundo. Mas foi de extrema cara-de-pau a entrevista do Presidente da FPF e já eleito mandatário da CBF, Marco Polo Del Nero, à Revista Isto É (ed 2325 de 18/06/2014, pg 6-12 à Rodrigo Cardoso e Yan Boechat).

Nela, louvou a administração Ricardo Teixeira e defendeu sua honestidade; disse não precisar de auditoria numa entidade tão (acreditem) transparente como a CBF!

Questionado sobre qual será o seu primeiro ato como Presidente, disse:

Melhorar a arbitragem nacional. Temos de preparar os árbitros à altura. Profissionalizar os árbitros. Fizemos uma experiência na Federação Paulista de Futebol com 20 árbitros. Pagamos salários a eles por um determinado tempo e a qualidade da arbitragem não melhorou. O que fizemos aqui foi dar assistência psicológica e técnica para prepará-los. Penso em trios de arbitragens fixos. (…) E o segundo ato é fomentar o futebol da melhor maneira possível“.

Ora, ele quer profissionalizar mas alega que a tentativa da FPF não melhorou a qualidade da arbitragem! Incoerente…

O problema é: qual o conceito de profissionalização de Marco Polo? Na Federação Paulista, pagou R$ 1.300,00 a “10 árbitros ouro” e R$ 800,00 a “10 árbitros prata” por mês. Em troca, os árbitros deveriam ter disponibilidade para reuniões e treinamentos quando solicitados.

Ora, R$ 1.300,00 mensalmente é salário digno de árbitro profissional de elite? Qual médico, advogado, professor ou administrador largará mão de sua atividade por esse valor, arcando com as viagens a SP, despesas diversas e falta de registro na carteira de trabalho (sem direito a Férias, INSS e 13o)?

Profissionalizar é dedicação plena à atividade, com salário equivalente ao esforço e a responsabilidade da função, com encargos trabalhistas sendo pagos pelo empregador. Só com tal empenho poderá se cobrar o árbitro de verdade.

Para mim, discurso demagógico de Del Nero. E para você?

Aliás, por fim, confesso: como assinante da Revista Isto É, fiquei frustrado por não ter uma pergunta incisiva, dura, firme sobre polêmicas que norteiam a CBF, tampouco contra-argumentos às respostas. A publicação ficou a dever…

Abaixo, fotos dos árbitros profissionais europeus:

– Parcial da enquete sobre “Melhor Comentarista de Arbitragem na TV”.

Amigos, nesta semana postamos uma enquete sobre “melhor comentarista de arbitragem na TV”, além de considerações (link em https://professorrafaelporcari.com/2021/07/12/a-des-importancia-de-um-comentarista-de-arbitragem-durante-a-partida/)
A PARCIAL até sábado (145 votos), na imagem abaixo:

– Como discernir infração ou não (em referência a bola que bate inesperadamente no corpo e na mão), como o ocorrido em Universidad Católica x Palmeiras.

Ontem, falamos sobre o erro na marcação do pênalti a favor do Palmeiras no Chile contra a Universidad Católica (Raphael Veiga marcou de pênalti, em lance oriundo de polêmica: a bola bateu acidentalmente na mão de Lanaro, desviada na própria perna, após cruzamento de Deyerson).

A explicação da regra com a circular 22/2021 da CBF traduzida, onde se define o que é “movimento antinatural”, em: https://professorrafaelporcari.com/2021/07/14/nao-foi-penalti-para-o-palmeiras-contra-a-catolica/.

Um lance muito parecido (de bola que vem inesperada, toca no corpo do próprio jogador e sem intenção alguma bate na mão) ocorreu em Palmeiras x Internacional. Abordamos aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2020/09/03/o-penalti-de-palmeiras-1×1-internacional/.

Nestes casos, para facilitar a compreensão se é infração ou não, lembre-se:

1- A regra da mão na bola só fala de intenção e movimento antinatural. Lances de imprudência e movimento natural NÃO SÃO INFRAÇÕES nesse caso.

2- Mãos de apoio do corpo, mão de proteção para não atingir rosto / partes íntimas e mão acidental, não são infrações.

3- O braço aberto ou fechado não significa absolutamente nada, caso a bola bata ali acidentalmente por ser um lance desviado e rápido (o atleta chileno tinha como evitar o contato, após a bola bater em sua perna)?

Por fim: André Matonte, árbitro uruguaio, está no quadro da FIFA pela disponibilidade da vaga no país dele, não pelo mérito. Sabidamente, não tem experiência suficiente em jogos internacionais… aliás, como os nomes principais da arbitragem sul-americana estão descansando devido a Copa América, os “2ªs linhas” entraram em campo.

Com as mudanças constantes (e pouco explicadas) nas Regras, precisamos de atualizações constantes…

– #tbt 2: O Vereador e as Regras do Futebol

Repost deste mesmo blog, de 13/07/2011

José Tarcísio Furtado é um revolucionário. Ele é vereador pelo PTC de Juiz de Fora, e sem noção alguma do exercício das suas funções e da inconstitucionalidade da sua proposta, está tentando legislar em cima da Regra de Jogo de Futebol!

Querendo passar por cima da Internacional Board e FIFA (que são as únicas que podem mudar as regras de jogo), ele quer mudar a questão das expulsões de jogadores, pois entende que o consumidor paga para assistir uma partida com 22 jogadores!

Além do argumento esdrúxulo, declarou que:

Muitas vezes o árbitro é injusto. O jogo começa com 22 jogadores [11 em cada time] e acaba com 19. Uma falta grave tudo bem, o jogador deve ser expulso, mas um segundo cartão amarelo bobo deveria fazer o jogador ser substituído (…) Os árbitros sempre arranjam um jeito de favorecer o Cruzeiro ou o Atlético-MG contra o Tupi. Toda partida inventam de expulsar um jogador. Fica difícil.” (declaração à Folha de São Paulo – citação em: http://is.gd/eOl1Ij)

Entrando no espírito folclórico do vereador, por que ele não propõe a proibição de que atletas machuquem seus adversários para que eles não saiam de campo; número ilimitado de substituições; proibição de atleta se cansarem em campo... Assim, sempre teremos 22 jogadores ao término dos jogos.

Com salário acima de R$ 10.000,00 por mês para jornada de 5 horas semanais, talvez o nobre vereador deva ser mais produtivo… Já ganhou seus minutinhos de notoriedade!

E você, o que pensa sobre isso? O vereador tem boa intenção com a proposta ou é uma grande brincadeira de mau gosto para com os seus eleitores e a população em geral? Deixe seu comentário:

– Não foi pênalti para o Palmeiras contra a Católica.

Um absurdo pênalti marcado a favor do Palmeiras na Libertadores. A Regra orienta que bolas acidentais que batam na mão em movimento natural não sejam pênaltis. Por exemplo: bater na perna de um jogador e na sequência na mão.

Aliás, a Regra do Jogo, desde 1º de Julho, procurou esclarecer o que é o movimento antinatural. Abaixo: 

“No que tange aos critérios de a mão/braço tornar o corpo de um jogador “ampliado antinaturalmente”, foi confirmado que os árbitros devem continuar a empregar o seu julgamento para decidir sobre a validade da posição da mão/do braço, com relação ao movimento do jogador, em cada situação específica.

Feito esse esclarecimento, será considerada uma infração de toque da bola na mão/braço, se um jogador:

  • Tocar a bola com sua mão/braço deliberadamente. Por exemplo, deslocando a mão/braço em direção à bola;
  • Tocar a bola com sua mão/braço, quando sua mão/braço ampliar seu corpo de forma antinatural. Considera-se que um jogador amplia seu corpo de forma antinatural, quando a posição de sua mão/braço não é consequência do movimento ou quando a posição da mão/braço não pode ser justificada pelo movimento do corpo do jogador para aquela situação específica. Ao colocar a sua mão/braço em tal posição, o jogador assume o risco de sua mão/braço ser tocado pela bola e, portanto, de ser punido; ou
  • Marcar um gol na equipe adversária:
  •     o diretamente do toque da bola em sua mão/braço, mesmo que acidentalmente, inclusive o goleiro; ou
  •     o imediatamente após a bola tocar em sua mão/braço, mesmo que acidentalmente.

Um toque acidental da bola na mão/braço, em que seja marcado um gol por um companheiro de equipe do jogador em quem a bola tocou na mão/braço, assim como a criação de uma oportunidade de gol não constituem mais infração.”

Portanto, errou a arbitrage, já que não teve qualquer intenção em tirar proveito a bola que bateu no braço, nem correu risco algum por ser movimento natural.

– Que lambança o VAR fez no Paraguai em Cerro Porteño x Fluminense!

Que loucura! No Paraguai, o VAR traçou as linhas do impedimento e esqueceu do zagueiro do Fluminense, que dava condições ao Cerro Porteño, pela Libertadores da América.

Não teve como a Conmebol não admitir o erro… incrível a lambança. Abaixo:

Extraído de: https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/2021/07/14/conmebol-admite-erro-do-var-em-gol-anulado-do-cerro-porteno.htm

CONMEBOL ADMITE ERRO DO VAR EM CERRO X FLUMINENSE

A Conmebol admitiu erro por parte do VAR no gol anulado do Cerro Porteño contra o Fluminense na Libertadores. A entidade divulgou vídeo com o áudio da cabine do VAR no momento da análise e reconheceu o equívoco dos árbitros ao marcarem o impedimento.

“O VAR checou a jogada com um ângulo muito fechado, deixando de levar em conta um defensor que está na parte inferior da tela para a colocação de linhas virtuais. Esse defensor habilitaria todos os atacantes, caracterizando um erro na decisão final”, confirma o vídeo da Conmebol.

Após o jogo, o técnico do Cerro Porteño ainda questionou por que o assistente levantou a bandeira enquanto o lance acontecia e não esperou o fim da jogada, como recomenda o protocolo. Apesar de admitir o erro, a Conmebol garante que a divulgação dos áudios tem objetivo didático e não muda o resultado do jogo.

Fluminense e Cerro Porteño se enfrentaram pelo primeiro jogo das oitavas de final da Libertadores. Os cariocas saíram do Paraguai com a vitória por 2 a 0, com gols de Nenê e Egídio. O time comandado por Roger Machado chega com vantagem no jogo de volta, que acontece na próxima terça-feira (13) no Maracanã.

– E qual árbitro brasileiro irá para a Copa do Catar?

Depois da Copa América e da Eurocopa, tanto Conmebol e UEFA fazem suas avaliações sobre o trabalho dos árbitros.

Na América do Sul, notou-se a dificuldade de coibir a indisciplina dos atletas locais (que é uma questão cultural). Partidas razoavelmente apitadas, com “aceite” de milonga. Destaque positivo para Raphael Claus, que imagino: poderia ter sido escalado à final caso a Seleção Brasileira fosse eliminada em fases anteriores.

Na Europa, jogos com comportamento melhor dos jogadores e árbitros usando muito melhor o ferramental tecnológico à disposição: ou seja, o uso correto do VAR como auxílio – e não substituição de decisor – à arbitragem. Destaque para as ótimas atuações do alemão Félix Brych (do pênalti dificílimo – mas correto – de Inglaterra x Dinamarca) e Björn Kuipers, o holandês da decisão.

Pós competições continentais, o objetivo é único: escolher definitivamente os árbitros para a Copa do Mundo do Catar em 2022.

No Brasil, o goiano Wilton Sampaio e o paulista Raphael Claus estavam sendo trabalhados há algum tempo – ora se falando que o goiano Sampaio poderia ir como VAR (embora tenha sido criada uma lista de “árbitros especialistas em VAR” internacional), ora como árbitro principal. Até pelas atuações e escalas, parecia-me que Claus seria “bola cantada”, já que estava em melhor fase e sendo melhor preparado.

Entretanto…

A iniciativa da FIFA em criar um “evento inclusivo” mudou tudo: desejando mostrar a diversidade, a meritocracia e até mesmo a força feminina num país machista, escalou a paranaense Edina Alves Batista para o Mundial de Clubes no Catar. E deu certo! Ela, que já estava apitando muito bem no Campeonato Brasileiro, deu conta do recado e foi aclamada por torcedores, jogadores, árbitros e imprensa. Atuou corretamente e atingiu todos os índices físicos exigidos.

Para muitos, a “inclusão” foi uma jogada de marketing. Que seja! A meritocracia valeu mesmo assim. Só que voltando ao Brasil, Edina teve uma superexposição e desencadeou ciúmes e discriminação por sexismo. Muitos homens que deixavam de ser escalados usaram o argumento mesquinho de que “só porquê é mulher”… E a torcida para que ela errasse em campo, por muitos, aconteceu. Vide o episódio complicado envolvendo Internacional x Red Bull Bragantino (para não nos alongarmos, aqui neste link: https://wp.me/p55Mu0-2OK).

Apesar do árbitro Leandro (citado na matéria acima) ser punido e Edina voltado a apitar, ela foi escalada como primeira mulher a apitar na Libertadores da América Masculina, além de ter sido confirmada nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Mas suas escalas no Brasil, contraditoriamente, “minguaram”.

No Paulistão, Claus trabalhou nas finais da A1, e Edina na A2. No Brasileirão, escalas normais para Claus antes da ida à Copa América. Para Edina, nenhum clássico nacional, mas jogos “menos apelativos”. Sua última partida foi Cuiabá 2×2 Ceará, onde ela expulsou Pepê (jogador do time mandante) pelo 2o cartão amarelo ainda no 1o tempo CORRETAMENTE. 

A questão é:

  • Se Edina continua com o rendimento físico dentro do exigido, está bem tecnicamente (comprove assistindo os jogos dela) e disciplinarmente está cumprindo a regra sem fazer média, por que está em jogos “tão escondidos”?

Uma impressão particular que tenho: Raphael Claus irá para a Copa do Mundo, representando o Brasil. E Edina Alves irá também, como árbitra convidada pela FIFA – e o que aparecerá de dirigente de arbitragem dizendo que o mérito dela é fruto da “confiança da Comissão de Arbitragem” não tenha dúvida disso.

– Será que era para voltar o pênalti?

Reapareceu na minha timeline: que lance curioso na cobrança de pênalti… Quantas infrações forma cometidas? Abaixo:

Futebol amador sempre nos reserva boas gargalhadas…

Vejam só esse lance do Campeonato de Várzea Paulista/SP: invasão dupla na cobrança de pênalti, tirou a camisa na comemoração do gol, pulou o alambrado e foi se aplaudir no meio da torcida!

Caprichou o artilheiro, hein?

Vídeo: Fala Boleiro

– A (des) importância de um comentarista de arbitragem durante a partida.

Se dentro de campo a cultura apaixonada do torcedor é xingar o juizão, e quando ele sai dos gramados e vai para a TV?

Não muda muito, dependendo do comentário. O mais fanático dirá: “O ‘Arnaldo’ [César Coelho] falou na Globo que foi pênalti mesmo, vai lá na televisão brigar com o cara. Ele apitou final de Copa do Mundo e você quer discutir com ele?” (se for a favor do seu clube). Ou: “O ‘Paulo César’ [Oliveira] não apitava nada dentro de campo e na televisão continua ruim” (se o comentário for desfavorável ao seu interesse).

A verdade é: o torcedor lúcido, que gosta do esporte em si, ou o jornalista estudioso de futebol, sabe quando o cara é bom ou não é. Ex-árbitro “de nome” tem mais credibilidade quando vai para a telinha pois é mais conhecido; se ele trabalhar bem a imagem, ganha carisma e a simpatia do público o torna mais “humanizado”.

Porém, quando o cara troca o apito pelo microfone e quer manter o tom autoritário da análise, com a fala firme em voz professoral-ditatorial, aí a antipatia só aumentará. Pior: e quando faz uma análise de lance duvidoso e não permite ao torcedor ter a dúvida, cravando sua opinião e desmerecendo a do outro?

“Nem ao Céu e nem ao Inferno”, diria o sensato. Se você comenta futebol na TV ou no rádio, mesmo que você saiba muito da teoria (não precisa ter sido um árbitro da FIFA), se faz imprescindível usar um vocabulário mais didático, humilde, acessível às pessoas. E dentro da sua análise, permitir o respeito à opinião de outras pessoas (que não apitaram futebol, mas podem entender de outras nuances mais do que você).

O grande problema dos comentaristas de arbitragem (não estou me isentando, faço sempre o mea culpa e procuro entender o ponto de vista contrário, sem ferir o direito do outro pensar diferente): achar que é a autoridade máxima FORA de campo…

Resumindo com um exemplo: “brigar com a imagem”, onde você sustenta um erro mesmo o torcedor vendo que não era bem aquilo. Pô, voltar atrás é demonstrar inteligência e humildade, não há problema. É ser honesto! Diferente de, a cada ângulo, você não ter competência e dizer: “foi pênalti, pegou a perna do Fulano” e, depois do árbitro em campo mudar a decisão, você se “solidarizar com ele” pois o VAR nada mostrou e criar longas histórias para dizer que não estava errado inicialmente…

A verdade é: precisa-se de comentarista de arbitragem numa transmissão?

SIM, se for para enriquecer a transmissão. Para participar a todo instante, sem ser em momentos de irreverência para cativar o telespectador num jogo meia-boca ou nos lances capitais, não precisa. Para falar que “foi lateral” ou “acertou no impedimento claríssimo”, não acrescenta em nada.

Boa parte das minhas atividades em comentários, quando estou na Rádio Difusora AM 810, por exemplo, é na cabine e sem VT. Aqui, uma confidência: se você ficar nas Redes Sociais durante a transmissão, “dançou”. O jogo é rápido, você poderá errar e ludibriar o torcedoro que não é correto. Me policio demais para tentar não ser “o dono da verdade”, opinar com correção e entender a interpretação diferente da minha, que pode me fazer enxergar o jogo diferente.

Enfim, pensemos: o comentarista de arbitragem não pode ser o PROTAGONISTA do jogo; ele tem certa relevância na transmissão, mas não deve ser “o cara”, respeitando as opiniões em contrário (mesmo que não concorde com elas). Talvez mais importante seja destinado ao ex-árbitro à função de “orientador de equipes”, tendo cargo nas Comissões Técnicas dos clubes, dando aulas de Regras do Jogo às categorias de base e orientando os atletas profissionais a não serem punidos e tirarem proveito dos detalhes da Regra.

E você: o que pensa sobre os comentaristas de arbitragem na televisão ou no rádio?

APROVEITE E VOTE NA ENQUETE ABAIXO (ela contabiliza simultaneamente com a publicada no blog “Pergunte ao Árbitro”, cujo endereço é https://pergunteaoarbitro.wordpress.com, na postagem com o link: https://wp.me/p55Mu0-2SB)

– Sobre Björn Kuipers, o árbitro de Itália x Inglaterra, a final da Eurocopa.

O holandês Björn Kuipers (com duas Copas do Mundo no seu currículo) é veteraníssimo, e penso que fechará sua carreira com chave de ouro: será o árbitro da final da Eurocopa 2020, entre Itália x Inglaterra.

Dos jogos que assisti dele, apitou (muito bem) a final da Copa das Confederações entre Brasil x Espanha e razoavelmente a final da Liga dos Campeões envolvendo Real Madrid x Atletico Madrid. Em 2013, deve ter sido o melhor árbitro do mundo, já que não tem uma entidade que avalia globalmente a arbitragem (especulou-se aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2013/12/30/quem-foi-o-melhor-arbitro-do-mundo-em-2013/).

Hoje, Kuipers é uma espécie de Pierluigi Colina, nos últimos jogos que trabalhou: apita bem (não é um fenômeno), mas sua maior virtude é o respeito adquirido: e isso é ótimo, pois seus erros passam despercebidos.

Em tempo: ele tem 48 anos, é formado em Administração de Empresas e é muito rico, sendo sócio de uma rede de mercados. Ficou conhecido como “Rei dos Supermercados” na Holanda.