Um lance polêmico no Rio Grande do Sul: Diego Souza (GRE) parte para o ataque, vai em direção ao gol e ao driblar o goleiro Cássio (COR), sofre a falta fora da área. Há dois corintianos defensores à frente do atacante gremista, além de um terceiro defensor ao lado.
Avalie: se Diego não fosse derrubado após o drible (Cássio não visou a bola, visou o corpo numa ação temerária),
1- era “certeza” que sairia o gol?
Se sim, ao cometer a falta, o goleiro era merecedor de cartão vermelho por impedir uma situação clara de gol.
2- era “possível” que algum dos 3 adversários pudesse evitar o gol ou ainda lhe roubar a bola antes do chute?
Se sim, ao cometer a falta, o goleiro merecedor de cartão amarelo por ação temerária.
Aí vem outro detalhe da regra: contestar insistentemente a marcação de um árbitro com gestos (desde que não sejam ofensivos) é para cartão amarelo. Arrancar sua ferramenta de trabalho (como Diego Souza fez com Ricardo Marques Ribeiro ao “roubar-lhe” o Amarelo) já ultrapassa o tolerável. Não é uma agressão ao trabalho do juizão? Sendo assim, teria que expulsar o gremista.
Confesso: a falta de meritocracia nas escalas de arbitragem é algo assustador…
