– São Paulo 0x0 Palmeiras: o gol contra foi irregular ou não por conta de Miranda?

Até que apareça uma imagem diferente da TV, por enquanto, entendo ter sido gol legal do São Paulo contra o Palmeiras (pelo que se pode ver até agora) no final da partida desse sábado.

Entenda a Regra: estar em impedimento não é uma infração, pois você pode estar ativo ou passivo. Miranda está em impedimento passivo, e aqui vale alguns questionamentos para entender se ele ficou ativo ou não:

  • Ele disputa a bola (se sim, jogando-se contra ela ou a tocando, passou para ativo)?
  • Ele interfere na jogada contra um adversário (por exemplo: sua ação provocou uma reação determinante de Patrick de Paula, seu marcador mais próximo)?
  • Ele tira proveito de uma situação (um rebote que sobra para ele, por exemplo)?

Repito: pelas imagens que vi até agora, nenhuma dessas situações se concretizou. Não consigo enxergar Patrick de Paula sendo prejudicado na sua decisão de jogo por conta da ação do Miranda ter tentado disputar a bola – e isso independe do palmeirense tocar ou não na bola (até porque o gol-contra foi de outro atleta, e precisamos ver a ação de quem ataca, no caso Miranda, e não de quem defende, no caso Patrick, nessa situação específica). Mas atenção: isso é interpretação (o interferir ou não contra um adversário)!

Péricles Bassols, o ex-árbitro da FIFA que se desaposentou e saiu do RJ para vir trabalhar em SP, chamou Luiz Flávio de Oliveira por conta do protocolo (todo gol deve ser revisado, segundo a Regra). Portanto, a responsabilidade é dupla nesse caso (de acerto ou de erro).

Seria indiscutível o lance caso Miranda tivesse feito Patrick de Paula ter claramente mudado seu posicionamento disputando a bola – e por conta disso não ter ocorrido, surge o benefício da dúvida (e respeito todas as opiniões em contrário). E aqui, pela 3a vez, repito (pelas imagens que rodaram pela Web até agora), eu validaria o gol.

IMPORTANTE –

1- Como a CBF está “sem comando” neste momento por decisão judicial, quem poderia mudar Leonardo Gaciba do comando da arbitragem nacional?

2- Que venham os estrangeiros para os dois tensos Choque-Reis da Libertadores.

Em vídeo, aqui: https://youtu.be/aLh7L63Y1LM

A súmula:

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– Snoopy à Moda Antiga.

Viajando na blogosfera, encontrei esse artigo (original da Folha de São Paulo) com uma entrevista da viúva do criador do Snoopy, Charles Schulz, a respeito do desenhista do cãozinho famoso ser avesso à tecnologia.

Para quem gosta de quadrinhos como eu, compartilho:

Extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u588379.shtml

PAI DO SNOOPY FAZIA TUDO À MODA ANTIGA

Snoopy, Charlie Brown e companhia passaram por uma longa jornada juntos e hoje, aos 60 anos de idade, têm suas histórias à venda até no iTunes. Caminho inimaginável para seu criador, o americano Charles Schulz (1922-2000).

Estreou em outubro de 1950 as tirinhas “Peanuts” em sete jornais. Hoje, elas são publicadas em 75 países, lidas por 330 milhões de leitores e ganham de aniversário uma exposição e um musical.

“Um mundo em que você pode ter Charlie Brown dançando no seu celular seria incompreensível para ele, que não teve nem computador”, diz a viúva de Schulz, Jeannie, 70, em entrevista à Folha.

Essa realidade fica ainda mais distante quando se pensa que era um homem que “fazia tudo à moda antiga”, completa Jeannie. Todos os dias, ia para o estúdio das 9h às 16h e trabalhava no mesmo lugar.

Lá, traçava à mão cada linha –ele próprio desenhou as tiras até morrer de complicações de um câncer de cólon, um dia antes de sua última tira dominical ser publicada.

A turma de Charlie Brown teve início um pouco antes de 1950, quando o cartunista, conhecido como Sparky, tentava emplacar sua carreira com as tiras dos Coleguinhas (“Li’l Folks”, em inglês). Foi quando vendeu a tira para a United Feature Syndicate, que a rebatizou para “Peanuts”, um título de que ele nunca gostou muito.

Schulz raramente refazia uma linha. Desenhava primeiro um rascunho leve que mal se via (às vezes, nem tinha de ser apagado depois).”Parecia que as ideias saíam de sua cabeça, passavam pelo braço e chegavam à mão e ao lápis. Para desenhar uma emoção, precisava senti-la. Então, esperava sentir a tristeza de Linus quando perdia seu cobertor, por exemplo”, conta.

A velocidade com que o cartunista desenhava era outra característica que impressionava Jeannie, casada com o artista desde 1973. “Ficou mais rápido conforme os personagens evoluíam. As tiras dos anos 50 eram mais detalhadas do que as dos anos 90. Acho que os personagens passaram a significar algo por si e não precisavam mais do cenário.”

Exposição no Brasil

Não raro, Schulz se valia de seus personagens para expressar suas emoções e fatos de sua vida. O próprio Snoopy foi inspirado num cão que teve quando criança.

“Acho que era um tanto exaustivo emocionalmente, mas era o que as fazia autobiográficas. Cada personagem era um pedaço seu.”

Hoje, Jeannie trabalha no Museu Charles M. Schulz, em Santa Rosa, Califórnia, que como parte das comemorações dos 60 anos, enviará ao Brasil cópias de tiras históricas que serão expostas em lugares ainda não definidos (provavelmente em shoppings).

“Preparamos uma aula de história para falar das origens das tiras, da importância das HQs e de como Schulz era um artesão que sabia deixar interessante uma tira em que, na verdade, não acontecia nada.”

– Em Preto e Branco, a bola rolará!

Esse clarão tão forte no horizonte é do Estádio Nabi Abi Chedid, onde daqui a pouco jogarão Red Bull Bragantino x Grêmio FPA.

Penso que será um jogaço! Valeria o ingresso, se pudesse ter público!

Detalhe 1: no banco, Maldonado x Felipão (já que Barbieri está suspenso).

Detalhe 2: da sacada de casa, o clique em P&B ficou bacana!

🥅 📸 ⚽️ #FOTOGRAFIAéNOSSOhobby

– A Melhor Idade para o Equilíbrio Emocional

Um estudo da Universidade de Berkeley chegou a conclusão que aos 60 anos de idade as pessoas podem controlar mais as suas emoções, pois, de fato, estão em plena atividade quanto à “inteligência emocional”.

De certo, a experiência de vida pode ajudar as pessoas; tem sua lógica, é claro. De tanto calejar a pessoa aprende. Mas eu, particularmente, cada dia que envelheço fico mais sem paciência (embora, com discernimento cada vez mais apurado) … e dizem a mim: “é a idade”.

Brincadeiras à parte, tal resultado é questionável por um simples motivo: o respeito à individualidade às pessoas.

E você, o que pensa sobre isso: quanto mais velhas, as pessoas estão emocionalmente melhores? Deixe seu comentário:

– Doar é muito bom. Doe sangue, Doe Plaquetas, Doe Vida!

Repost de exatamente 2 anos: minha última das várias doações de sangue. Infelizmente, com a pandemia e com alguns contratempos de saúde, estou “suspenso” de doar… Mas incentive o próximo a ser doador de sangue e de plaquetas:

Hoje é dia de colaborar com a tradicional doação voluntária de hemoderivados que faço. E isso é ótimo!

Você faz bem a alguém que nem conhece e deixa a sua alma satisfeita pela ação solidária. Então… ajude! Os bancos de sangue agradecem.

– A beleza da natureza é fundamental para relaxar!

Sim, uma postagem bem amena e alegre para o sábado, finalizando a semana sem stress e curtindo jardinagem, e, em especial, o debute da nossa roseira lilás (não é de hoje esse clique, ok?)! O primeiro de muitos botões, clicada sem filtros.

Inspira a mente ou não?

Fotografia, Jardinagem e Esportes: hobbies mais do que bacanas…

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#FOTOGRAFIAéNOSSOhobby

– Dia de Santo Inácio de Loyola

Hoje a Igreja celebra Santo Inácio de Loyola, precursor dos Jesuítas (e aqui, lembrando como membros ilustres dessa ordem José de Anchieta e o Papa Francisco) – é dele a frase: “Em tudo, Amar e Servir! Este deve ser o propósito

Conheça sua história, em: http://is.gd/YHLPrn

HISTÓRIA DE SANTO INÁCIO DE LOYOLA

Íñigo (Inácio) López nasceu na localidade de Loyola, atual município de Azpeitia, próximo a San Sebastian, no País Basco, na Espanha, em 1491. De família rica, o caçula de treze irmãos, decidiu dedicar-se à espiritualidade aos 26 anos, quando abandonou a carreira militar, voltando a estudar para melhor abraçar a vocação descoberta de evangelizador. De 1522 a 1523 escreveu os Exercícios Espirituais, baseados em sua experiência de encontro com Deus, através de reflexões que levam em conta sua própria humanidade. Os Exercícios Espirituais se tornaram, mais tarde, um reconhecido método de evangelização para os católicos.

Em 1534, com mais seis companheiros, entre eles Francisco Xavier, funda a Companhia de Jesus, que recebe a aprovação do Papa Paulo III em 1540, quando Inácio é escolhido para o cargo de superior-geral da ordem.

Os jesuítas se espalharam pelo mundo. No Brasil, tiveram importante papel na conversão e proteção de indígenas durante a época colonial, além de contribuírem decisivamente para o ensino com colégios em diversos pontos do território nacional que hoje integram a Rede Jesuíta de Educação.

Santo Inácio morreu em Roma, em 31 de julho de 1556, aos 65 anos. Em 1922, o Papa Pio XI declarou Santo Inácio padroeiro de Retiros Espirituais.

– Frutas sempre nos dão energia!

🇺🇸Time for the delicious Fruit Salad of the day!
We have: plum, peach, strawberry, grape, guava and fig.
Health always comes first!

🇧🇷 Hora da deliciosa Salada de Frutas do dia!
Temos: ameixa, pêssego, morango, uva, goiaba e figo.
A saúde sempre vem em primeiro lugar!

– E se tivesse torcida em Corinthians x Flamengo, como seria a recepção a Renato Gaúcho?

Semanas atrás, quando Vagner Mancini foi demitido do Corinthians, Renato Gaúcho foi procurado pelo Timão e preferiu não aceitar o cargo de treinador, alegando que precisava de férias. Sylvinho assumiu após outro não-aceite, o de Diego Aguirre.

Mas quando sobrou a vaga para o Flamengo… término das férias de Renato.

Pelo histórico de causos e casos do futebol, imagino que se tivéssemos a presença de público neste jogo, provavelmente algo folclórico aconteceria.

Sobre a arbitragem: Vuaden, o melhor e mais experiente árbitro brasileiro atuando no momento, é quem apita. Jogo grande não se brinca com as escalas… com um detalhe: “Milésimo jogo do VAR”, sendo a partida inaugural da Central do Árbitro de Vídeo na sede da CBF.

Aliás, sem comando como a CBF está (Landim ou Carneiro Bastos aceitarão o ofício de interventores?), Leonardo Gaciba está mais do que seguro no cargo neste momento, não?

– Não tenha medo de correr no frio.

Eu amo praticar esportes! E a corrida me faz bem (já disse algumas vezes aqui: https://professorrafaelporcari.com/2021/05/28/por-que-eu-corro-3/).

Com esse frio, há de se ter disposição para ir suar. Mas nada que um bom agasalho (com aquecimento adequado) não possa resolver…

Pratique esportes também. Pratique VIDA!

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– Bom dia, sábado (Parte 4, final).

🌅 06h55 – Desperte, Bragança Paulista, em meio ao horizonte colorido roseo-alaranjado!
Que o Sábado possa valer a pena.

🍃🙌🏻 #sky #photo #nature #morning #alvorada #natureza #clouds #fotografia #pictureoftheday #paisagem #inspiração #amanhecer #mobgraphy

 

#FOTOGRAFIAéNOSSOhobby

– Bom dia, sábado (Parte 3).

🌺 Fim de #cooper!
Suado, cansado e feliz, alongando e curtindo a beleza da #natureza. Hoje, com nossa flor “cor-de-rosa”. (clicada dias atrás).

🏁 🙆‍♂️ #corrida #treino #flor #flower #flowers #pétalas #pétala #jardim #jardinagem #flores #garden #flora #run #running #esporte #alongamento

 

– Bom dia, sábado (Parte 2).

🙏🏻 Correndo e Meditando durante a atividade física matinal:
Ó Nossa Senhora Aparecida, rogai por nós que recorremos a vós. Socorrei-nos e guardai-nos hoje e sempre! Amém.”

⛪😇 #Fé #Santidade #Catolicismo #Jesus #Cristo #MãeDeDeus #Maria #NossaSenhora #Guarda #PorUmMundoDePaz #Peace #Tolerância #Fraternidade #Conceição #Padroeira #Mãe

– Bom dia, sábado (Parte 1).

👊🏻 Olá amigos!
Acordar cedo faz muito bem para a #saúde. Anima o #corpo, ajuda a #mente e nos dá tempo para as #tarefas.
Vamos correr (apesar do frio absurdo aqui no inverno brasileiro) a fim de dar um “start” nos #hormônios?

🏃🏻👟 #Fui #RunningForHealth #run #cooper #training #corrida #sport #esporte #running #asics #kalenji

– Insônia e frio? Ninguém merece…

Entrando “quase no sábado”, cansado, sem sono e com frio. O que fazer?

Essa tal de insônia que vem atrapalhar a noite /madrugada… de onde veio e por que me atormenta?

Para ajudar: o frio que não gosto!

Fico pensando: se no calor de nossas casas (ao lado da família e cheios de cobertores) ainda lamentamos a baixa temperatura, o que dizer dos pobres moradores de rua, não?

Complicado.

– Reféns do relógio e do tempo.

Olhe só que crônica bacana e real: a respeito da necessidade de termos paciência em tempos que somos sufocados pela falta de tempo.

Não tem hora em que tudo parece que vai explodir?

DINAMITE

O relógio rápido se vai todo em minutos.
Ano virando mês… Por que o tempo está com pressa?
Rotinas maiores, porém períodos cada vez mais diminutos.
Prédios de estresse, cidade que por ninguém mais se interessa.

E quando alguém fala que devemos relaxar,
que vemos que isso nem cabe mais na agenda.
Uma dica que já vira motivo para se estressar.
A lei que define um dia de 24 horas precisa de urgente emenda.

Mas antes que a nossa falta de paciência exploda feito dinamite,
de fato temos que aprender a enxugar a vida e tirar o excesso.
Com mais organização, não haverá mais o que tanto te irrite,
porque sem paciência e calma não há nenhum progresso.

– Quando nos cansamos das reuniões virtuais de trabalho…

Um tema bem pertinente: em tempos de plataformas virtuais para as reuniões de trabalho, alguns estresses são muito grandes. 

E como evitá-los?

Vale a pena a leitura, extraída de: https://epocanegocios.globo.com/Carreira/noticia/2021/06/como-gestores-devem-lidar-com-fadiga-do-zoom.html

COMO GESTORES DEVEM LIDAR COM A FADIGA DO ZOOM

Reuniões virtuais agilizam o trabalho, mas também podem ser estressantes. Veja como sobreviver a elas

A pandemia consagrou o trabalho remoto e fez com que reuniões, aulas e palestras migrassem das salas de conferência para as videochamadas. Foi preciso aprender a trabalhar de forma colaborativa, discutir projetos em grupo e enfrentar horas de exposição em plataformas digitais como Zoom, Meet e Teams. Isso cansa e provoca efeitos colaterais, como dores de cabeça ou nos olhos, sensação de esgotamento após as reuniões online e, em alguns casos, depressão e crises de ansiedade. O assunto exige atenção de coordenadores de equipes em geral e de responsáveis por gestão de pessoas e saúde na organização.

As mulheres são as que mais sofrem com essa superexposição, segundo um estudo qualitativo com mais de 10 mil pessoas, realizado por especialistas das universidades Stanford, nos Estados Unidos, e de Gotemburgo, na Suécia, que classificou a “fadiga do Zoom” nas dimensões física, social, emocional, visual e motivacional. Uma entre sete mulheres consultadas relatou se sentir “muito” ou “extremamente” cansada após as videochamadas, enquanto a proporção de homens que se declararam afetados foi de um para 20. Olhar para o próprio rosto leva as mulheres a refletirem mais sobre sua aparência e associá-la a emoções e pensamentos negativos, mostra o estudo.

Para o fundador do Laboratório Virtual de Interação Humana da Universidade Stanford (VHIL), Jeremy Bailenson, a experiência perceptiva de ter constantemente os olhos das pessoas em seu campo de visão traz um estado prolongado de hiperexcitação e ansiedade. O especialista observa que a permanência no campo de visão da câmera por muito tempo inibe os gestos espontâneos do corpo, o que compromete tanto a postura física quanto o desempenho intelectual.

Empresas dispostas a evitar esses problemas devem difundir as recomendações de Bailenson. São iniciativas simples, como intercalar essas reuniões virtuais com telefonemas e mensagens por e-mail e estimular a execução de tarefas em documentos compartilhados. É importante incluir pausas regulares entre as videochamadas e dar descanso aos olhos. Para avaliar o seu nível de “fadiga Zoom”, faça o teste desenvolvido pelos pesquisadores de Stanford.

O que fazer quando…

… o contato visual é excessivo 
Nas videochamadas, todos olham para todos o tempo todo, e os ouvintes se tornam oradores, mesmo que calados. A sensação é de que todos estão encarando seu rosto, o que o cérebro interpreta como uma situação de conflito.
Solução: Reduza a imagem dos interlocutores e da tela.

… você se cansa de ver a própria imagem
As plataformas de videochamada são como um espelho. Enxergar o próprio reflexo eleva o nível de autocrítica, o que é um problema.
Solução: Oculte a própria imagem e evite o modo galeria. Deixe na tela apenas a imagem de quem estiver com a palavra e desligue a câmera periodicamente.

… está há tempo demais na mesma posição
Na videoconferência, a pessoa fica no mesmo lugar para manter a cabeça emoldurada no centro do vídeo, o que é cansativo.
Solução: Use câmera externa para ter maior flexibilidade. E faça intervalos para alongar o corpo e descansar os olhos.

…tiver de gesticular para alguém à sua volta
Como os movimentos não são naturais nas videochamadas, gestos como um olhar de soslaio para o filho ou para evitar que o gato suba no teclado podem ser mal interpretados.
Solução: Desligue a câmera e mantenha só o áudio quando precisar fazer algum aceno que possa causar confusão.

– Bandido Pobre e Bandido Rico, Criação e Educação.

O que difere um bandido pobre de um rico, se ambos cometem crimes?

Talvez, apenas a sua condição econômica.

Dias atrás, ouvi uma autoridade policial (na Rádio Bandeirantes, mas não consegui ouvir seu nome e patente) falando sobre os menores delinquentes, provindos de periferia. Sobre eles, ponderou que:

Há uma geração de adolescentes e jovens criados com valores de bandidos. Eram crianças que se acostumaram a frequentar cadeia, vendo os parentes detidos lá e que viam no ato do banditismo um caminho a ser herói. Ser ladrão se tornou sonho para alguns! Onde estariam os valores morais que deveriam ser ensinados em casa?

Pois é: muitas vezes, quem deveria ensinar os bons valores talvez não esteja por lá, sendo que se torna preocupante o futuro dos filhos de pais e mães bandidos.

Entretanto, como justificar o aumento de criminosos na classe média? Alguns, erroneamente creditam a criminalidade a um fator econômico ao invés de educacional. Porém, vê-se em destaque as chamadas “gangues de playboys”: adolescentes e jovens que cresceram com boas condições financeiras, e que enveredam para o crime a fim de se sustentarem com prazeres e vaidades: dinheiro para ostentação de carros, participação em baladas e consumo de drogas.

Estes mais abastados financeiramente caíram em desgraça por qual motivo?

Fica nítido que o problema é educacional. Não adianta caros colégios se a primeira educação, a básica, formadora e influenciadora – a do lar – possui falhas gravíssimas ou inexiste. E que tantos batedores de carteira, playboys ou políticos corruptos cometem o mesmo crime: o de desrespeitar a dignidade humana.

Do mesmo jeito que um criminoso atira gratuitamente simplesmente pelo medo de reação da vítima, criminosos do colarinho branco sugam as verbas de hospitais carentes e já capengas. A estes, a vida do cidadão de bem nada vale.

– Simone Biles, saúde mental e… nós! Na vida pessoal e profissional.

Não tive tempo para escrever no dia oportuno, mas quero muito fazê-lo agora: a ginasta mais condecorada dos EUA (25 medalhas em diversos torneios, sendo 19 de ouro), Simone Biles, desistiu de participar dos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020 em nome da saúde mental.

Ora, se uma esportista tão vencedora passa por essa necessidade (a de ter melhor equilíbrio da mente), é porque a pressão foi extrema – e isso não quer dizer que vencedores, perdedores, famosos ou anônimos estejam blindados dos males da mente, pois a questão emocional independe de riqueza, pobreza, profissão, etnia ou gênero.

Antes de uma abordagem para a nossa realidade, gostaria de pontuar: é triste ver pessoas dizendo que, em meio a pressão, a americana “pipocou”. Ora, com apenas 24 anos, tendo conquistado todas as honrarias citadas acima, possuindo em casa uma mãe dependente química, tendo sido abusada sexualmente na infância por um médico, e em uma das provas vencido com uma crise de pedras nos ruins, como alguém pode dizer que Simone é “fraca mentalmente” ou que “afinou” na competição?

Casos de desequilíbrio mental no esporte (como Adriano Imperador ou Nilmar) são conhecidos no esporte. A pressão diária, os rumos que a vida toma e os percalços particulares podem tirar a pessoa do eixo, por melhor que ela seja ou esteja.

No nosso cotidiano, passamos por situações delicadas também! No trabalho, em casa ou no convívio social,  temos nossos dias ruins e, a nossa diferença quanto aos citados acima, é que não se repercute na mídia tais crises (por motivos óbvios). E nesses momentos, ter uma família estruturada, procurar auxílio na medicina, encontrar-se espiritualmente e procurar arejar a mente com coisas boas, se faz fundamental. Muitas vezes, precisamos até nos ausentarmos do emprego ou de participações em eventos públicos, pois o reequilíbrio emocional não é “do dia para a noite”.

Estudantes, profissionais gabaritados, cidadãos desconhecidos… qualquer um de nós pode sofrer com crises de ansiedade, depressão, pânico ou outros males mentais. Cuidar da saúde nesse aspecto é tão importante quanto qualquer outra enfermidade do corpo. Porém, quando se vê pessoas de sucesso sofrendo disso, se espanta pois as crendices populares taxam os astros e estrelas como “super-humanos”, invioláveis e insofríveis.

Há pouco, a Seleção Feminina de Futebol foi eliminada das Olimpíadas. Meninas guerreiras que vencem diariamente o preconceito e, sem apoio que mereciam, fazem bonito contra tudo e contra todos. Certamente haverá o pobre de espírito que chamará Marta e seus companheiras, infelizmente, de pipoqueiras (como se fosse obrigação no esporte a vitória).

E é isso que o mundo me assusta (especialmente nas redes sociais): a obrigação da vitória! No esporte (e na vida), ganhar ou perder é algo constante e natural. O anormal é ganhar sempre.

Boa sorte a todos que passam por desequilíbrios mentais e estão se reinventando.