– Sem mecenas, até o Barcelona sofre com as dívidas…

Endinherados do Catar, dos EAU, dos EUA, da Tailândia… bilionários russos ou grupos chineses: são esses os patronos das principais equipes de futebol europeias do mundo.

Há muita gente que crê nisso como a prova de “lavagem de dinheiro”; há outros que justificam os gastos como impagáveis em clubes geridos com “pessoas normais”, mas possíveis com desinteressados em lucro. Por fim, há aqueles que entenderão que futebol, transparência e lucro podem ser possíveis dependendo da gestão.

Digo isso por conta da entrevista de Joan Laporta, do Barcelona, revelando a dívida de 8 bilhões de reais do clube catalão!

Por conta exclusiva da pandemia, de fato, não foi…

Abaixo, extraído de: https://jovempan.com.br/esportes/futebol/futebol-internacional/presidente-do-barcelona-revela-divida-bilionaria-e-cita-neymar-para-atacar-antecessor.html

PRESIDENTE DO BARCELONA REVELA DÍVIDA

Joan Laporta argumentou que a profunda crise financeira deve-se à política salarial que vinha sendo adotada e disse que o caso envolvendo o atacante brasileiro é uma das ‘mentiras’ de Josep Maria Bartomeu

Em meio a um momento complicado após a saída de Lionel Messi, o presidente do Barcelona, Joan Laporta, convocou uma entrevista coletiva, na manhã desta segunda-feira, 16, para escancarar os problemas financeiros do clube e rebater uma carta escrita por seu antecessor Josep Maria Bartomeu, que critica a atual gestão. Abrindo o jogo para a imprensa, o mandatário revelou que o Barça chegou a ter uma dívida de 1,35 bilhão de euros (aproximadamente R$ 8 bilhões). “Eles (gestão passada) apresentaram um orçamento com hipóteses difíceis de cumprir. Várias delas não foram cumpridas. E portanto o orçamento deu menos de 320 milhões de euros para a temporada 2020-2021. Provoca uma situação econômica e patrimonial preocupante e situação financeira dramática. Em 21 de março de 2021, a dívida era de 1,35 bilhão de euros.”

De acordo com Laporta, assim que ele assumiu a presidência, pediu um empréstimo de 80 milhões de euros a um grande banco para poder arcar com a folha de pagamento do clube. Além disso, ele afirma que interrompeu “pagamentos desproporcionais” a intermediários por transferências – citando que uma pessoa recebeu 8 milhões de euros para encontrar jogadores na América do Sul. O mandatário ainda argumentou que a profunda crise financeira deve-se à política salarial que vinha sendo adotada no Barcelona. “Também encontramos um contexto de uma política esportiva errônea que causa danos à entidade. É uma pirâmide invertida, na qual os veteranos têm contratos longos e os jovens têm contratos curtos. E é difícil renegociar contratos. Essas reduções salariais que os gestores anteriores se vangloriaram, uma redução de 68 milhões, mas na realidade não é redução porque a encontramos na forma de bônus de rescisão de contrato.”

Na entrevista, Laporta ainda citou o caso Neymar para atacar Bartomeu, dizendo que seu antecessor foi responsável por várias mentiras. Um dos pontos abordados foi o suposto “perdão financeiro” de 16,7 milhões de euros (R$ 103,3 milhões na cotação atual) ao brasileiro após briga judicial, que ele deixou claro não passar de uma inverdade. “Ele diz que perdoamos Neymar em 16,7 milhões de euros. Outra mentira. Não é verdade. Lembrava-lhe dos estragos que o caso Neymar fez à imagem e à economia. Foram muitas mentiras. A diretoria de Bartomeu fez uma pacto vergonhoso e interessado na acusação em que o Barça foi condenado pela primeira vez na história por dois crimes fiscais. Em troca, o Sr. Bartomeu e (Sandro) Rosell foram inocentados de responsabilidade criminal e o Barça pagou uma multa de 5,5 milhões de euros (R$ 34 milhões)”, contou Laporta. “Tivemos três ações trabalhistas judiciais com Neymar. Há uma quarta ação judicial que quando Neymar pede a indenização, o Barça impõe uma ação cível no valor de 10,2 milhões de euros (R$ 63,1 milhões) e Neymar ganha a declinação, e esta ação tem que ir para a jurisdição do trabalho onde foi prescrito por falta de ação de a direção de Bartomeu, pelo que estes 10,2 milhões não puderam ser reclamados. Não perdoamos a Neymar os 16 milhões de euros”, completou.

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