Já falamos que a CBF sofreria em querer implantar as novas regras do futebol em 2026, devido a mudança do calendário atípico que temos. Afinal, enquanto o mundo começa suas competições no segundo semestre, nós começamos em Janeiro (quando começávamos em abril, já se sabia quais eram as regras novas em março e tínhamos autorização da International Board para antecipar).
A “bola foi cantada”: houve a paralisação da Copa do Mundo, todos viram as novas regras e ninguém tomou nenhuma providência. Voltou-se o Brasileirão e só agora, nessa segunda-feira, a CBF se reuniu com os clubes para implantá-las.
E pode?
Não. Campeonato de pontos corridos, deve valer a mesma regra da Rodada 1 até a 38. Imagine que na Rodada 19 um time perdeu com o adversário fazendo cera, goleiro caindo e outras polêmicas; no jogo do segundo turno, se o adversário tentar imitar a estratégia, a regra é outra e muito mais punitiva.
O que ocorre: a CBF dirá à FIFA que houve comum acordo entre todos os clubes e que querem fazer as mudanças…
Porém, leio algumas bizarrices! Divulgou-se como novidade que o goleiro não pode reter a bola sem colocá-la em jogo por 8 segundos, sofrendo como punição, caso o faça, um escanteio ao adversário! ISSO já existe desde o ano passado aqui, essa regra entrou em vigor no mundo na temporada passada e já ocorreram algumas punições. Que bobagem é essa de “novidade”?
Novidade aqui são as demais regras: tempo para cobrar tiro de meta e arremesso lateral (5s), tempo para substituição de atletas e jogador fora por um minuto, se cair em capo e pedir atendimento médico (exceto se sofrer uma falta e o oponente receber cartão amarelo). Aos goleiros, lembremos, se acontecer isso, um atleta de linha deve ficar de fora por 1 minuto (não vimos na prática isso ocorrer na Copa).
O detalhe que não encontro respostas: a CBF divulgou que a nova medida em que o VAR pode corrigir um escanteio marcado equivocadamente desde que não se perca tempo, foi deixada para… 2027!
Ué, a mais fácil de se praticar, sem justificativa, ficou para depois?

