– A Inter de Limeira virará clube-empresa? A experiência do Paulista FC

Nos anos 2000, minha dissertação de mestrado (“O Novo Processo Administrativo do Futebol Brasileiro Frente a Profissionalização do Gerenciamento dos Clubes”) abordava os vários tipos / modelos de gestão dos clubes de futebol.

Destacavam-se, na época, como exemplo maior a co-gestão Palmeiras/Parmalat (onde eram sócios que tocavam o time com cada um tendo sua área bem definida). Havia também a HMTF no Corinthians (aqui, uma terceirização do futebol por parte de um clube e um fundo de investimentos, com Kia Joorabchian à frente). No interior, alguns casos de terceirização do futebol se tornaram mais comuns (como acontece hoje em Jundiaí com a Kah Sports, através da Fut Talentos, que vem tendo sucesso desde que asusmiu).

Pois bem: nesta época em que se fala de fusões de equipes (Red Bull Bragantino), na abertura de “filiais” (veja o que o Citi Group vem fazendo: o Manchester City sendo a matriz e o NY Citi, Girona-ESP, Yokohama-JAP e tantos outros sendo clubes filiais / satélites) ou ainda a aquisição de grandes empresas comprando conglomerados esportivos (os chineses que compraram a Inter de Milão – que era da Pirelli, o Milan que era do magnata Sílvio Berlusconi), ainda resistem clubes associativos: (Barcelona, Real Madrid) ou os de resistência a novos donos (como a Juventus, que é historicamente da família Agneli, da FIAT).

E nesse “resistir”, muita coisa acontece! Para os grandes poderosos estrangeiros, o dinheiro entra. Para os pequenos do Brasil, haja criatividade e competência. Um desses casos tem sido a Internacional de Limeira (Campeã Paulista de 86), que ressurgiu da 4a divisão para a 1a regional (falando, em especulação, de contar com Adriano Imperador em breve).

Enrico Ambrogini será o CEO da Inter, tendo como missão profissionalizar os processos administrativos do clube e torná-lo um clube-empresa.

Mas que modelo?

Aqui em Jundiaí, ainda existe o Paulista Futebol Clube Ltda, onde a parte “empresarial” está devendo muito e isso afasta qualquer membro associativo de querer a presidência sem pensar milhares de vezes (Rogério Levada está de parabéns por assumir a responsabilidade). Na prática, quem preside a Ltda assume a co-responsabilidade das ações e pode ser processado. Um pouco diferente de S/A, onde se pulverizam ações societárias e você tem um presidente nomeado / contratado pelos acionistas (mas que também tem responsabilidades na gestão financeira).

Se os clubes-empresas forem bem administrados, não há o que temer! Tornam-se ainda mais valorizados. O problema é que quando tudo isso dá errado, pois uma empresa pode falir! Taí o motivo de muitos clubes NÃO DESEJAREM “SER EMPRESA”, pois o receio de faltar competência é grande.

A experiência do Paulista FC, enquanto empresa parceira da Lousano Fios e Cabos ou como Etti Jundiaí (da associação com a Parmalat) foram excepcionais. Andando com as próprias pernas como Ltda no período de 2000 – 2005, muito bom. O problema foi a associação com o Campus Pelé / Banco Fator, um tremendo desastre com efeitos até hoje…

O modelo bacana de time empresa hoje é o da Ferroviária de Araraquara, como Ferroviária Futebol S.A., com empresários locais sendo “partes de dono” da equipe.

CLUBE-SA

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