– Análise da Arbitragem de Paulista 3×2 Amparo

Enquanto o jogo estava fácil, tecnicamente o árbitro Márcio Mattos foi bem. Soube aplicar a lei da vantagem quando ela permitiu e se posicionou corretamente em campo. Fisicamente, ele correu demais, impressionou quanto ao vigor físico. Disciplinarmente, deixou de aplicar dois cartões amarelos, a Mateus (AMP) e Kawan (PFC). Esses mesmos dois atletas receberam os únicos cartões amarelos do jogo posteriormente.

O problema é que o juizão conversou bastante em alguns momentos, mostrou um preciosismo exagerado com detalhes de indicação de laterais e outras coisas que chamavam a atenção desnecessariamente.

Porém, com o calor da partida, sentiu o “peso” do nervosismo. Por exemplo, um pênalti não marcado aos 52m, quando Gustavo (AMP) desloca Nenê (PFC) no ar quando ambos disputam uma bola cruzada dentro da área. Na sequência, acontece um lance idêntico no meio de campo entre Bruno (AMP) e Kawan (PFC), e a infração é marcada.

O grande pecado do árbitro se deu no segundo tempo: foram 6 atendimentos de jogadores supostamente lesionados da linha e 2 para o goleiro visitante. Tivemos uma paralisação entre os 22m e 26m por discussões. Muita cera e nenhum cartão amarelo por retardamento. Faltou se impor para que o jogo flui-se.

Os bandeiras Paulo Cesar Modesto e Ademilson Cipriano foram muito bem quando exigidos. E parabéns ao quarto árbitro Alef Pereira, por avisar o árbitro quando Maicon (AMP) agrediu Joaquim (PFC) fora do lance de bola.

Placar: 3×2
Cartões Amarelos: 1×1
Cartões Vermelhos: 0x1
Faltas: 13×23
Público: 1200 pagantes
Renda: R$ 15.510,00.

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– Entendendo a Nova Frugalidade

A Nova Frugalidade chegará ao nosso país, ou já está repercutindo, inconscientemente, em nossas vidas?

Nos EUA, um fenômeno econômico-social aconteceu: as pessoas deixaram de ir a shoppings, teatros ou de gastar em produtos não-essenciais, devido a crise econômica. O abandono de consumidores de certas áreas econômicas foi chamado de Nova Frugalidade, e como todo modismo global, em breve repercutirá no Brasil.

Entenda o que é essa tal de “Nova Frugalidade”, extraído de: http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0942/marketing/reverso-fortuna-466551.html

O REVERSO DA FORTUNA

por Daniel Hessel

Em apenas oito meses, a crise financeira americana provocou estragos sem paralelo na história recente dos Estados Unidos. Além de fulminar o mercado de crédito, o índice Dow Jones e a cidade de Detroit, os raios mortíferos provenientes da tempestade econômica atingiram também um dos pilares do american way of life: o consumismo desenfreado e livre de culpas que movimenta mais de dois terços da economia do país. Endividada, assustada pelo fantasma do desemprego e acusada de estar entre os culpados por boa parte da crise com sua gastança desmedida, a classe média americana virou as costas para shopping centers, lojas de grifes, restaurantes estrelados e até mesmo shows e peças de teatro. Hoje, em plena ressaca moral de décadas de consumismo, tornou-se popular a doutrina da nova frugalidade (new frugality), marcada por um estilo de vida austero, em que economizar cada dólar é a regra. O último relatório da divisão de análise econômica do Departamento de Comércio dos Estados Unidos, divulgado no dia 14 de abril, mostra o impacto dessa mudança. Entre março de 2008 e março de 2009, as vendas do varejo diminuíram 9,5%, a primeira queda em quase duas décadas. Ao mesmo tempo, os índices de poupança, que eram próximos de zero em agosto, estão em patamares equivalentes aos de dez anos atrás. Para os economistas, os dois índices combinados indicam que os americanos estão receosos do que vem pela frente. Pesquisas de opinião mostram que a tendência é uma redução nos gastos ainda mais aguda. Segundo um levantamento do instituto Lightspeed Research, do grupo britânico WPP, 70% dos americanos pretendem mudar seus hábitos de consumo nos próximos meses e apenas 45% dos entrevistados acreditam em uma rápida retomada econômica.

No campo oposto estão os que defendem que as mudanças vieram para ficar. O principal argumento desse grupo é que nunca antes houve um aperto no crédito como o provocado pela atual crise e que o estrangulamento nas finanças domésticas das famílias foi tamanho que deixará sequelas na maneira como os americanos encaram o consumo. “Nossas pesquisas apontam que os consumidores buscam mais segurança. E, para eles, gastar menos e manter dinheiro no banco é uma forma de alcançar essa segurança perdida”, diz Michael Silverstein, especialista em tendências de consumo do Boston Consulting Group.

Seja temporária, seja definitiva, a nova frugalidade tem assumido diversas facetas – algumas quase caricatas de tão radicais. De maneira geral, a redução de gastos com combustíveis e bens duráveis, como móveis e eletroeletrônicos, foi prioridade no processo de reajuste (veja quadro acima). Em menor escala, os americanos cortaram as despesas com roupas, acessórios, brinquedos, livros, CDs e DVDs. Ao mesmo tempo, as vendas de alimentos, bebidas e produtos de higiene pessoal e beleza aumentaram. Em meio à frieza generalizante das estatísticas há nuances curiosas, como o crescimento abrupto do mercado para produtos do tipo faça-você-mesmo (do it yourself, ou DIY). Tome-se o exemplo das tinturas para cabelo para uso doméstico, cujas vendas cresceram 27% desde o início da crise – um sinal de que as americanas trocaram os salões de cabeleireiro pela pia do banheiro. Da mesma forma, as famílias estão deixando de pagar por serviços como limpeza doméstica e manutenção de jardins e casas – o que tem sustentado a boa performance dos fabricantes de produtos de limpeza e de varejistas especializados em bricolagem, como a rede Home Depot. O outro lado da moeda é que o setor de serviços domésticos, que sustenta cerca de 18 milhões de americanos, se prepara para tempos ainda mais difíceis.

Num cenário de aperto financeiro, há empresas que são naturalmente favorecidas. É o caso do Wal-Mart, do McDonald’s e da loja online Amazon, reconhecidos por estratégias agressivas de descontos e preços competitivos. Da mesma forma, grandes fabricantes de produtos de consumo para higiene e beleza, como Procter&Gamble e Johnson&Johnson, têm se beneficiado da tendência de o consumidor se permitir pequenas indulgências – um dos raros luxos admitidos pela nova frugalidade. Outras têm se demonstrado irremediavelmente comprometidas com o antigo modelo de consumo supérfluo e precisam de reparos urgentes na estratégia de marketing. Enquadram-se nessa categoria a rede de cafés Starbucks, as grifes internacionais de artigos de luxo e as lojas de departamentos. No caso das marcas de luxo, os especialistas em tendências já deram até um nome ao tipo de reação que elas passaram a despertar no americano médio. Trata-se do populismo vingativo (vengeful populism), em que as marcas são identificadas com o estilo de vida arrogante e perdulário de banqueiros de investimento e altos executivos, acusados de levar o país à ruína. “Essas marcas precisarão resolver esse conflito sob o risco de estar definitivamente associadas a um estilo de vida que as pessoas passaram a desprezar”, diz Thomas O’Guinn, professor de marketing da Universidade de Wisconsin-Madison.

Para sobreviver em meio à crise, os marqueteiros das empresas têm buscado inspiração nos remotos anos 30, período da Grande Depressão americana. A rede de lojas de departamentos Sears ressuscitou um modelo de vendas dirigido a clientes endividados e sem crédito na praça. Trata-se do layaway, sistema em que o cliente escolhe um produto, faz um pequeno depósito e a loja reserva a mercadoria por determinado período (em média 90 dias). A ideia é que o cliente vá pagando o produto em parcelas, conforme for recebendo o dinheiro. Vencido o prazo, ele quita o saldo remanescente. “As redes que não mantiverem uma forte política de descontos e promoções ou não apostarem em soluções criativas como o layaway não conseguirão atrair os consumidores”, diz Kathy Grannis, porta-voz da Federação Nacional do Varejo nos Estados Unidos. Quem não se adaptar à nova frugalidade, seja ela duradoura ou efêmera, corre o risco de ter o mesmo fim dos dinossauros.

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– 8 Tópicos para uma Feliz Evangelização!

O jornal O Verbo da Diocese de Jundiaí, em editorial, numa edição passada, trouxe uma interessante matéria chamada: Receita Prática para Evangelizar”.

Baseados na vida de Madre Teresa de Calcutá, a empreendedora hindu Ruma Bose e o executivo americano Lou Faust sintetizaram 8 tópicos para uma evangelização bem sucedida. Veja se não servem para o dia-a-dia também:

1) Sonhe simples, fale com força

2) Para chegar aos anjos, lide com o demônio

3) Espere! E então eleja seu momento

4) Acolha o poder da dúvida

5) Descubra a alegria da disciplina

6) Comunique-se em uma língua que as pessoas entendam

7) Preste atenção no faxineiro

8) Use o poder do silêncio

Alguém duvida que tal caminho ajuda a fazer o mundo um lugar melhor?

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– A Mutação Genética TP53 e a Síndrome de Li-Fraumeni

Um dos ramos de pesquisa médica que mais evoluiu nos últimos anos é a oncogenética. E há algum tempo conseguiu-se provar a existência de alguns tipos de tumores hereditários (coisa que se desconfiava, mas não se provava).

Abaixo, uma interessante matéria da BBC sobre um dos causadores de câncer dessa característica: o TP53, uma mutação genética rara, que, se descoberta, permite a prevenção de diversos males. O texto ainda fala sobre conviver com a chance real de ter câncer, o desafio dos pais em ter filhos (já que podem ou não passar a mutação às crianças) e o transtorno / desconforto de muitas vezes, a cada médico que se passa em consulta, explicar que é portador do TP53, já que nem todos conhecem detalhes da mutação.

Extraído de: https://www.bbc.com/portuguese/amp/brasil-43791027

COMO UM TROPEIRO DO SÉCULO 18 ESPALHOU MUTAÇÃO GENÉTICA RARA QUE CAUSA CÂNCER NO BRASIL

Maria Isabel Achatz ainda estava na faculdade de Medicina, em São Paulo, no final dos anos 1990, quando encontrou a paciente que mudaria sua carreira e sua vida para sempre. Era uma mulher que havia tido câncer seis vezes – em todas elas, tumores primários, ou seja, independentes um do outro.

Naquela época ainda não podíamos consultar a internet, então fui na biblioteca da universidade, comprei um artigo científico e tive que esperar um mês para que ele chegasse“, relembra.

Falei com meus orientadores que achava que era um caso de Síndrome de Li-Fraumeni, e eles me disseram: ‘Isabel, só tem 200 casos dessa doença no mundo. Você acha realmente que viu um deles aqui?‘. E eu respondi: ‘Acho, sim’.”

O mistério da paciente não foi resolvido, porque a estudante deixou de atendê-la. Mas, por causa da suspeita, ela descobriu, anos depois, uma mutação genética que tornou a doença, considerada rara, mais comum no Sul e no Sudeste do Brasil do que em qualquer lugar do mundo.

No meu primeiro ano trabalhando do A.C. Camargo Cancer Center (Hospital do Câncer em São Paulo) eu vi 35 pacientes que diagnostiquei com a síndrome. As pessoas diziam que eu estava louca, mas percebi que havia algo de diferente ali.

A descoberta também uniu famílias de diversas cidades em torno de um surpreendente ancestral comum: um tropeiro do século 18.

Guardião do genoma

A Síndrome de Li-Fraumeni é uma série de tipos de câncer causados pela mutação no TP53, considerado um “guardião do genoma”.

Quando as células se dividem e ocorre um erro, o organismo tem que corrigir esse erro para que a célula não fique alterada ou provocar a morte desta célula. O câncer ocorre quando o organismo não consegue fazer nenhuma das duas coisas, e as células danificadas se proliferam desordenadamente“, explica a oncogeneticista Maria Nirvana Formiga, atual líder do departamento de oncogenética do A.C. Camargo.

O TP53 executa várias funções no ciclo celular e tenta impedir justamente que as células que têm erros se proliferem, dando origem a tumores. Uma mutação nele compromete essa característica. E basta que um dos pais tenha a mudança para que ela seja passada adiante.

Uma pessoa com Li-Fraumeni basicamente tem uma chance bem superior de desenvolver câncer em determinadas partes do corpo, mais do que a população em geral“, diz Formiga.

Um portador ou portadora da mutação genética pode ter somente um tumor, diversos tumores independentes, como a primeira paciente de Maria Isabel Achatz, ou mesmo nunca desenvolver a doença. Mas, em geral, é comum que tenham um histórico de diversos familiares que morreram de câncer.

Os tipos de câncer mais característicos da síndrome são o câncer de mama antes dos 35 anos, os chamados sarcomas ósseos ou de partes moles (que podem aparecer em diversos tecidos do corpo, como os músculos) antes dos 45 anos, leucemias, tumores nas glândulas adrenais (que ficam acima dos rins) e no sistema nervoso central.

Quando há um familiar com um desses tumores e outro familiar com outro, já consideramos que pode haver Li-Fraumeni naquela família“, explica a oncogeneticista.

Ancestral tropeiro

No início dos anos 2000, a pesquisa de Maria Isabel Achatz chamou a atenção de um pesquisador francês, que a encorajou a descobrir o porquê da “situação única” que ela havia observado em seus pacientes no Brasil. Além de sua pesquisa em São Paulo, cientistas no Paraná e no Rio Grande do Sul já faziam questionamentos semelhantes sobre a frequência com que se deparavam com a síndrome.

Ela começou pela análise do gene TP53 nas pessoas que suspeitava que sofressem de Li-Fraumeni, para encontrar a mutação que causava a doença – mutações diferentes no mesmo gene podem levar à síndrome.

Um gene é composto de cinco partes e, na época, a maioria das pessoas analisava apenas a parte central, que faz a ligação com o DNA. Mas nos meus pacientes eu não encontrava nada. Fiquei arrasada, achei que estava diagnosticando errado“, relembra.

Mas a geneticista descobriu que a mutação de seus pacientes estava em outra parte do gene TP53, o que tornava o Li-Fraumeni brasileiro único no mundo.

Com a descoberta, ela voltou ao país e começou a pedir que alguns de seus pacientes perguntassem aos familiares se eles também não teriam interesse em saber se, por acaso, teriam a doença.

Foi assim que a família da nutricionista Regina Romano, de 33 anos, descobriu por que perdia tantos membros para o câncer.

Uma sobrinha da minha avó se tratava com a doutora Maria Isabel Achatz. E aí ela começou a pesquisa e veio atrás da família no interior de São Paulo“, disse à BBC Brasil.

Na primeira reunião com a família, a médica se viu, pela primeira vez, explicando simultaneamente a quase 30 pessoas, na cozinha da matriarca, do que se tratava a síndrome e por que ela precisaria coletar o sangue de todos eles – ou, pelo menos, de todos os que quisessem se submeter a um teste genético.

Quando voltei para São Paulo eles me ligaram de novo e disseram que toda a família decidiu testar. Mas eu não sabia que viriam dois ônibus de turismo, porque um deles era prefeito da cidade vizinha e organizou a viagem“, conta.

A matriarca da família, segundo os resultados, tinha o gene defeituoso, apesar de nunca ter desenvolvido a doença. Pelo menos três de seus quatro filhos também tinham, e passaram a alguns de seus netos.

Ela disse para mim: ‘Isso é coisa do meu avô tropeiro. Ele sumia uns seis meses e voltava. Acho que deixava umas famílias aí pelo caminho’. E aquilo me chamou a atenção”, relembra a médica.

Durante o século 18, os tropeiros eram homens que conduziam tropas de cavalos por estradas regiões Sudeste e Sul do Brasil fazendo o comércio de mercadorias.

Na época, eu comprei um livro sobre os tropeiros onde estava um mapa da rota mais comum que eles seguiam. Em seguida, marquei em outro mapa as cidades de onde vieram os pacientes que eu tinha diagnosticado. Sobrepus os dois mapas e eram idênticos.

Mas se diversos tropeiros faziam a mesma rota, como saber se apenas um foi o responsável pela transmissão da síndrome de Li-Fraumeni para diversas famílias?

Com o material genético dos pacientes, os pesquisadores fizeram também uma comparação de polimorfismos intragênicos – marcas específicas nos genes que só pessoas da mesma família apresentam e que funciona como uma espécie de teste de paternidade.

Encontramos em todas as nove famílias grandes que testamos o mesmo painel, e a probabilidade de encontrar isso na população é quase impossível. Ficou claro que eles têm uma origem comum. Aí fizemos uma hipótese histórica“, afirma Achatz.

O dilema de ‘passar o gene adiante’

A própria Regina Romano demorou cerca de três anos para descobrir que também carregava o “gene tropeiro” da família. Ela não estava na cozinha da avó no dia em que Maria Isabel Achatz, acompanhada de seu orientador francês, esteve lá.

Meu pai fez o teste genético, o irmão dele e mais alguns primos, mas ele não contou para mim. Só fiquei sabendo quando a médica pediu que eles refizessem o exame, porque alguns resultados se perderam“, diz.

Em 2014, já com o diagnóstico da síndrome, Regina descobriu um câncer de mama. “Eu já fazia acompanhamento, mas a gente nunca acha que vai ter. Então foi difícil. Eu ia casar dali a um ano, queria engravidar e dar de mamar“, relembra, emocionada.

A Síndrome de Li-Fraumeni não pula gerações. Isso quer dizer que a probabilidade de filhos herdarem a mutação genética dos pais é alta, mesmo que eles nunca tenham tido um câncer.

Ao pensar em engravidar, Regina foi confrontada pela primeira vez com a possibilidade de que sua filha também tivesse a condição. Crianças precisam ser acompanhadas com frequência – devem fazer exames a cada quatro meses pelo menos até os cinco anos de idade – por causa do alto risco de tumores nas glândulas adrenais nesse período.

Alguns pacientes, segundo médicos e psicólogos do hospital A.C. Camargo, optam por procedimentos como vasectomia e histerectomia, para evitar passar a síndrome adiante.

Os especialistas também aconselham os casais sobre a possibilidade de fazer a fertilização in vitro e pré-selecionar embriões que não tenham a mutação. Regina, no entanto, decidiu enfrentar a loteria da genética.

Pra mim não fazia sentido fazer essa pré-seleção porque seria como se minha mãe tivesse dito: ‘Não quero você aqui, Regina’. Meu marido e eu combinamos que aceitaríamos o que viesse, fosse com síndrome ou sem síndrome”, afirma.

“Mas quando eu engravidei é que veio toda a preocupação. Com um mês e meio fui tirar o sangue dela para o teste genético e acho que nunca chorei tanto.”

A filha de Regina não herdou a mutação da família. Mas uma sobrinha, sim. “Penso em ter outro bebê, mas é muito difícil considerar isso agora.”

Diferenças brasileiras

Por ser em um local diferente do gene TP53, a mutação brasileira faz com que a síndrome de Li-Fraumeni tenha características distintas aqui quando comparada com outros lugares do mundo.

Uma delas é a probabilidade de desenvolver tumores. Em geral, portadores da síndrome, homens e mulheres, têm cerca de 90% a 100% mais chances de terem câncer do que a população em geral. No Brasil, mulheres têm cerca de 78% de probabilidade e, em homens, ela é menor do que 50%.

No resto do mundo, mutações genéticas no TP53 também costumam causar câncer mais cedo – em 50% dos casos, antes dos 30 anos. No caso brasileiro, esse índice é de 30%.

“Por isso, os brasileiros com a síndrome vivem mais tempo sem tumores e, por isso, têm mais probabilidade de ter filhos e de passar o gene adiante”, diz a geneticista Maria Isabel Achatz.

Isso pode ajudar a explicar, diz ela, por que a prevalência da doença do Sul e no Sudeste do Brasil é tão maior do que no resto do mundo. Estudos nas populações de Porto Alegre (RS) e de Curitiba (PR) demonstraram que uma em cada 300 pessoas tem a síndrome – estima-se que, atualmente cerca de 300 mil indivíduos sejam afetados no Brasil.

Em outros lugares, há dados diferentes sobre prevalência da mutação, que vão de uma a cada 5 mil pessoas até uma a cada 20 mil, o que faz com que a síndrome seja considerada rara.

Maria Isabel Achatz, hoje no Hospital Sírio-Libanês, ainda pesquisa a hipótese de que os portadores Li-Fraumeni no Brasil vivam mais.

“Conversando com os pacientes, percebi que alguns deles tinham mais de 70 anos e eram extremamente ativos, praticavam esportes, andavam de bicicleta. Eu não encontrava casos de Mal de Alzheimer, Mal de Parkinson, nem sinais de envelhecimento precoce, pelo contrário“, relata.

Se comprovada, a longevidade destes brasileiros também pode ajudar a explicar por que aqui a mutação genética se multiplicou mais rapidamente.

Outro estudo em desenvolvimento, segundo a geneticista, mostra que a amamentação durante pelo menos sete meses protege mulheres com Li-Fraumeni do câncer de mama.

Grande família

A necessidade de acompanhamento constante pelos médicos e a origem comum da doença fez com que pacientes e especialistas decidissem organizar encontros com as famílias brasileiras com Li-Fraumeni.

Em geral, eles ocorrem em hospitais, mas também podem ser eventos lúdicos, como caminhadas. E já há pelo menos um grupo de Facebook para trocar informações e marcar encontros entre familiares distantes ou entre primos que sequer se conheciam.

“O hospital em São Paulo é minha segunda casa. Encontro minha família de Minas lá. Tentamos marcar os exames na mesma data para nos encontrarmos”, diz a bancária Vânia Nascimento, de 41 anos, que tem Li-Fraumeni.

Seu avô teve dez filhos, dos quais oito morreram de câncer. Em toda a família, de mais de 50 pessoas, pelo menos 20 manifestaram a doença. Ela foi a primeira da família que conseguiu sobreviver a um tumor.

“Cada vez que alguém morria, nos perguntávamos quem seria o próximo. Não entendíamos o porquê de tantos casos. E até hoje, em alguns lugares, vou fazer exames e tenho que explicar aos médicos o que é a síndrome. Muitos não conhecem.”

O encontro com outros pacientes, segundo ela, é também uma maneira de entender o que o avanço das pesquisas sobre o tema e, principalmente de esclarecer as dúvidas dos novos membros da família que descobrem a herança genética.

“O pessoal mais jovem quer saber com o que está lidando e encara numa boa, mas dos mais velhos, muitos não fazem os testes. Alguns não querem nem falar a respeito”, conta.

Para Regina Romano, conhecer a “família estendida” da síndrome ajudou a fortalecer sua disposição de encarar a doença com otimismo.

“A gente vê algumas pessoas que, com qualquer coisa, já pensam: ‘Eu vou morrer’. E surtam mesmo. Mas conversamos muito, e os médicos nos explicam que a cura não existe, mas as nossas chances são muito maiores se encontrarmos o tumor no comecinho.”

“Também conheci alguns primos de outra cidade nessas reuniões, parentes do meu pai. Nós brincamos dizendo: ‘Esse maldito tropeiro saiu por aí fazendo filhos e agora estamos aqui”, ri.

Família de Vânia Nascimento

 

Avós de Vânia Nascimento (centro da foto) tiveram dez filhos, mas perderam oito para o câncer

– Valei-me, São José, no seu Dia de Santo Operário!

Hoje é dia de São José Operáriopadroeiro dos trabalhadores. Outra data comemorativa de São José é dia 19 de março, no qual é venerado sob o título de “Patrono das famílias”, pois foi esposo da Virgem Maria e padrasto de Jesus.

Abaixo, história de São José:

SÃO JOSÉ

O nome “José” significa “Deus acrescenta um filho” ou “Deus cumula de bens”, em hebraico. É um nome muito conhecido. Existem muitos santos com o nome de José: José de Anchieta, José Benedito Cottolengo, José Cafasso, José de Calasanz, José de Copertino, José Marello, José Moscati, José Oriol e outros.

Celebramos a festa daquele José que serviu de modelo para todos os outros: José, o carpinteiro, patrono da Igreja Católica. Ele recebeu de Deus uma missão sem igual: foi escolhido para ser o esposo de Maria e o pai adotivo de Jesus. (Mt 1,18-25). Por ter sido educador de Jesus quando menino, adolescente e jovem, José teve grande importância na história da salvação. São José é visto como o homem do silêncio, escondimento e humilde. É também o homem do trabalho para sustentar sua família; é o homem justo, isto é, reto, obediente, de fé profunda, totalmente disponível à vontade de Deus.

José tinha a profissão de carpinteiro. Era um artesão simples e modesto. E foi esta profissão que ele ensinou a Jesus.

Não sabemos quando José morreu. Provavelmente foi pouco antes de Jesus começar sua pregação pública.

O Papa Pio IX declarou São José como protetor de toda a Igreja Católica e o Papa Pio XII o propôs como modelo para os trabalhadores.

Muitos santos foram devotos de São José: São Francisco de Sales, Santa Terezinha do Menino Jesus, São Tomás de Aquino; São José Marello e muitos outros…

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– Relax and Flowers!

Como hoje é feriado, vale a pena curtir assuntos mais leves. E dois hobbies que tenho me ajudam a estar mais low profile: mobgrafia e jardinagem!

Essas pétalas de cores vibrantes são prova disso: um clique bem trabalhado numa flor bonita, a fim de relaxamento

Viva a beleza gratuita da natureza!

#FOTOGRAFIAéNOSSOhobby