– O Volátil torcedor de futebol. Volátil mesmo?

Veja que interessante, ao longo da história, algumas discussões insistentes:

Copa de 50: “goleiro negro não serve, olha o que fez Barbosa na final contra o Uruguai”. Aí tivemos Dida e outros tantos calando os críticos. Mas a discussão, a quem ainda tem preconceito, resumiu-se a: “quando um goleiro negro ganhou algo importante na Seleção Brasileira?”

Seleção de 82: “jogou bonito, mas não ganhou nada. O que vale é o resultado final”. Então surge Carlos Alberto Parreira ganhando invicto o Mundial dos EUA com o futebol pragmático, confortando os defensores do futebol resultadista. Hoje, com o Palmeiras sendo o atual campeão brasileiro e o Corinthians o atual campeão paulista, volta-se à baila: vale a pena jogar feio e ser campeão, ou se prefere assistir a jogos de equipes ofensivas e que jogam bonito, como o time santista de Sampaoli, eliminado das competições mas aplaudido pela torcida?

Messi da 4ª feira passada: “Monstro”, “Pelé do século XXI”, “Extraterrestre”, “Decisivo”. Mas o Messi de ontem, 3ª feira, pós-derrota para o Liverpool: “Pipoqueiro”, “sem alma”, “não decide quando mais se precisa”, e até, acreditem, “Nunca foi tudo isso”.

Fernando Diniz, na metade do primeiro tempo em Porto Alegre, quando estava Grêmio 3×0 Fluminense: “vai ser demitido”, “enganador”, “fraco”, “sem consistência e irregular”. O mesmo Diniz, alguns minutos depois, estando Grêmio 4×5 Fluminense: “Genial”, “Corajoso”, “Modelo a ser seguido”.

Esses 4 exemplos foram provocativos para mostrar que, muitas vezes, não é o torcedor de futebol que muda tão fácil de opinião, mas sim a parcela de torcedores que defende as situações. Os admiradores de Messi estavam eufóricos no 600º gol do craque argentino, louvando-o nas redes sociais e, automaticamente, obrigando os críticos a se calarem. Esses apaixonados, hoje, continuam admirando Messi. Mas a parcela de torcedores antipáticos a Messi perde a timidez e detona o jogador após uma atuação apagada dele (e de todo o Barcelona) como a vista na Inglaterra.

Dessa forma, a volatilidade da torcida não é algo tão frequente nos dias atuais. Quem defende uma ideia, vai com ela até o fim (com exceções, lógico). O que muda é a força das postagens em redes sociais e comentários contra ou a favor de um time, jogador ou situação, por parte das parcelas.

Quem sempre gostou do futebol bem jogado, dificilmente criticará treinadores como Sampaoli, Telê Santana, Guardiola ou Klopp depois de uma derrota. Os críticos a eles serão os que defendem e sempre defenderam o “ganhar jogando feio”. E o contrário é verdade também.

Essa postagem, claro, foi motivada pelo incrível jogo entre Liverpool 4×0 Barcelona, revertendo o Barcelona 3×0 Liverpool. Por isso que o futebol é tão apaixonante, discutido, amado e odiado!

Viva o futebol ofensivo! Aliás, é tão difícil aceitar que uma equipe genial, mesmo com um elenco “um pouco inferior a outro”, pode vencê-la em uma disputa de mata-matas?

Por fim: meus “meia-dúzia” de favoritos ao título (e os de muita gente) eram, no começo da Champions League: Manchester City, Real Madrid, Barcelona, Liverpool, Juventus e PSG. Só um segue na briga…

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