– Wilmar Roldán no Talleres x São Paulo. Mas ele ainda é Top?

Eu me lembro que em 2012, quando o árbitro colombiano Wilmar Roldán aparecia bem no cenário internacional e era chamado de “novo Oscar Ruiz” (e se dizia admirador de Javier Castrilli), ele se envolveu numa confusão danada com Richarlysson (que tentou lhe agredir após receber injustamente um cartão vermelho) no jogo da Copa Sulamericana entre Libertad x São Paulo. Na oportunidade, foi acusado pelo lateral esquerdo Juan de racismo (e nunca nada foi comprovado).

No ano seguinte, quando jogaram São Paulo x Arsenal de Sarandí pela Libertadores, outra lambança de Roldán: brigou com o Tricolor para a troca de uniforme antes do começo do jogo (sendo mandante) e marcou um absurdo pênalti aos hermanos, fruto de uma bola que bateu despretensiosamente na mão de Cortês. No mesmo jogo, expulsou Luís Fabiano por reclamação.

Em 2015, no Morumbi, jogaram São Paulo x San Lorenzo com outra má atuação de Roldán, anulando um gol legítimo de Centurión, comprovando que, quando um árbitro não “dá química com um time”, não vale a pena insistir. Isso vale para grandes clubes ou para times pequenos, pois a maior parte deles tem um “juiz asa negra”. E os árbitros também: tem time que você DETESTA apitar pois sempre dá alguma “zica”.

Sua última participação em jogos do São Paulo foi em 2016, quando o Tricolor foi eliminado da Libertadores pelo Atlético Mineiro, sem influência da arbitragem.

No ano de 2017, na semifinal entre Lanus x River Plate, Roldán foi tão mal que desagradou as duas equipes. Mas prestigiado, apitou ainda a final da Copa Sulamericana naquele ano, entre Flamengo x Independiente, fazendo algo inédito: após marcar um pênalti inexistente de Cuellar, expulsou o flamenguista no pódio quando recebia a medalha de vice-campeão, por reclamar da atuação dele! Caso único no esporte mundial.

Para comprovar a má fase de Wilmar Roldán, é só lembrar que ele foi sacado da Copa do Mundo 2018 após errar demais na partida entre Inglaterra x Tunísia desprezando totalmente o VAR. Um mês depois, escalado na Libertadores para Colo-Colo x Corinthians, prejudicou o Timão numa outra péssima atuação.

Enfim: abra o olho, São Paulo. Roldán já apitou final de Libertadores da América, Copa do Mundo, mas… apesar de ser rodado e experiente, como “bom macaco velho”, sabe dar “um migué” quando precisa e tem padrinho muito forte (Quem? Não sei. Mas vide as escalas…). Tecnicamente, Wilmar Roldán corre bastante em campo graças ao seu bom porte físico, tem posicionamento regular no gramado (às vezes, percebo que não se coloca bem para visualizar as jogadas), tem bom discernimento técnico de faltas ou disputas mais viris e é bastante rigoroso disciplinarmente. Quando quer, apita muito bem – embora, sejamos justos, a irregularidade e alternância de boas e ruins atuações tem sido frequentes (especialmente entre jogos de clubes brasileiros).

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