– Análise da Arbitragem para São Paulo 1×1 Corinthians

Até os 48 minutos do segundo tempo, no meu rascunho dessa matéria havia a expressão “sem polêmica alguma”. Tive que refazê-lo…

Antes de falarmos sobre os lances do árbitro, quero dar os parabéns ao bandeira 2 Alex Ang. Muitos lances de impedimento no começo da partida, e em especial um gol corretamente anulado em jogada difícil. A bola foi cruzada por Carlinhos aos 10m e não havia ninguém em impedimento. Centurion cabeceia para o gol, e neste momento Ganso entra em posição de impedimento passivo, já que não participa do lance, permanecendo a frente da linha do penúltimo jogador sem tocar na bola (aí nasceu uma nova jogada). A bola bate no poste e sobra para Ganso, que passa de passivo para ativo, marcando o gol.

Importante: rebote de trave não tira o impedimento nem cria nova jogada. Nem vale argumentar a nova situação prevista nas diretrizes da Regra do Jogo de que um jogador que esteja a frente da linha da bola e fora da jogada, ao recebê-la despretensiosamente, não deve ser sancionado de impedimento, já que Ganso está envolto à situação e a espera com pretensão de fazer o gol.

Vuaden foi muito bem fisicamente (esteve otimamente posicionado na sua diagonal e correu o campo todo), disciplinarmente também foi bem (creio que faltou um cartão amarelo ao Luís Fabiano, aos 17m, após ludibriar a arbitragem dominando a bola com o braço no ataque). Tecnicamente, atento, deixou o jogo correr.

Algumas considerações específicas:

1- Sobre o Cartão Amarelo para Carlinhos por ação temerária (reclamado excessivamente), perfeito! Só não entendo o por quê de tanta chiadeira do reserva Wesley, ele não tinha que reclamar.

2 – Importante lembrar da “desinteligência” entre Felipe e Luís Eduardo, punida com cartão amarelo para ambos. Ótimo.

3- Houve uma disputa de bola entre Gil e Tolói, onde o corinthiano pula mais alto do que o sãopaulino e seu cotovelo atinge involuntariamente o rosto do adversário, não sendo falta mas sim causalidade de jogo.

4- A expulsão por segundo amarelo de Felipe não há o que contestar. Corretíssima, é o be-a-bá do apito.

5- Aos 48m, Wesley chuta para o gol e a bola desvia no braço de Uendel. Para mim, lance involuntário e difícil (corrigindo: dificílimo para a arbitragem). Vendo e revendo várias, eu não marcaria pênalti, já que o chute é rápido, não havendo tempo do jogador fazer o braço “sumir” (mas aceito quem discorde). Esqueça a história de “bola que ía para gol” ou outros mitos, já que mão na bola deve ser por ato deliberado (se tiver dúvidas, clique aqui: http://wp.me/p55Mu0-re ).

Ressalto a administração incrível, no limite e acertada na relação entre Luís Fabiano e Vuaden, onde não se precisou “gastar” um cartão desnecessário por reclamações (REFORÇO: por reclamações, correto. Mas faltou o já citado cartão do domínio da mão na bola).

Repito: gostei muito do trabalho de Vuaden, mostrando que não se deve vulgarizar cartões ou ser espalhafatoso.

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2 comentários sobre “– Análise da Arbitragem para São Paulo 1×1 Corinthians

  1. Prezado Rafael,
    Tudo bem com você? Espero que sim com a graça de Deus. Grande abraço, sou profundo admirador de seus blogs e da sua pessoal é claro.Permita me discordar. O gol do Ganso foi mal anulado. O gol foi legal.
    Explico porque, ou se eu estiver errado, me corrija.
    Quando a bola é alçada o Ganso não está impedido, mas quando o Centurion cabeceia o Ganso fica em impedimento. Porém neste momento ele não participa da jogada. Até aí tudo certo. Mas o Cássio dá início em uma outra jogada quando rebate a bola (toca na bola e manda-a contra a trave). Ele a repõem em jogo da linha do gol para frente. Aí não há mais impedimento. Pois é uma nova jogada. Se desprezarmos a resvalada do Cássio, temos que desprezar a resvalada co Centurión também.

    Estou errado????

    Rebatida do goleiro não tira o impedimento?

    sds e parabéns pelos seus comentários.

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  2. Grande Zotte, saudade do amigo. Pois é: rebote do goleiro não tira o impedimento, pois não é um domínio com reposição de bola. É diferente da situação de atacante, pois ao contrário do adversário, o resvalão determina uma nova jogada.
    Ou seja: Centurion não precisa dominar a bola para que seja uma nova jogada: Cássio, sim.
    É a Regra…

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