– Resultados da Enquete sobre “Qual a sua opção de voto para Prefeito de Jundiaí?”

Desde sábado, está disponível neste blog uma enquete sobre os 11 pré-candidatos a Prefeito de Jundiaí. Nada partidária, tampouco comercial. Apenas um exercício democrático e cidadão, especulando-se como se encontra a simpatia dos eleitores jundiaienses nesse momento. A veja em: http://wp.me/p4RTuC-cJh

Fechados na manhã desta segunda-feira os resultados. Lembrando sempre que não era uma pesquisa com metodologia científica (isso é para o Datafolha ou Ibope), apenas uma sondagem entre os amigos das Redes Sociais. Claro, o resultado reflete a realidade deste instante aos internautas que se envolveram com o questionamento.

É importante lembrar o seguinte: não temos ainda os nomes definidos oficialmente ao pleito, nem planos de governo propostos.

Gostaria de pedir desculpas públicas a 2 supostos pré-candidatos que não constaram na lista dos 11 citados: o Dr Pacheco (PSB), além do Prof Paulo Taffarelo (PSOL), que por pura ignorância minha não sabia que eram supostamente pleiteantes à Prefeitura. Àqueles que escreveram sobre eles, pedi que no campo “Outros” da relação divulgada redigissem esses nomes, já que ali seriam computados na totalização final. Sendo assim, com esse acréscimo, ficaram conhecidos 13 nomes.

Divulgo aqui dois relatórios totalizadores: um das primeiras 24 horas e o outro, derradeiro, do total das 48 horas da enquete aberta.

Explico o “porquê 2”: foram 1153 votos, sendo um total de 2.122 visitas ao link específico e 2.420 ao blog. Dos que acessaram, 1298 pelo Facebook, 25 pelo Google Plus, 18 pelo Twitter e os demais por outros meios.

Porém, gostaria de fazer um registro muito relevante: por duas horas no domingo (e esse o motivo da apresentação de dois relatórios) houve um tráfego de acesso excepcional, representando nesse período quase a metade dos votos do dia anterior. Evidentemente, pela enquete ser aberta em redes sociais (embora tivesse sido possível apenas um voto por IP, que é a identidade do computador), esse é um viés possível de acontecer e deturpar os números finais, caso tenham ocorrido com intenção de maquiagem. Mas esse aumento de tráfego pode acontecer por muitos motivos: desde uma ação combinada de votação amarrada até simplesmente um pico desproposital de votos de determinados simpatizantes de um candidato qualquer; portanto, sem má fé alguma. Não faço aqui o julgamento por saber ser possível tal erro da sondagem, mas acho importante comunicar o ocorrido.

A seguir, o 1o relatório, da metade da votação: 

Parcial da Votação

Aqui, o 2o relatório, com a relação dos não-listados citados:

Relatório Final da Enquete

A ideia, em si, foi simplesmente discutir o processo sucessório de maneira cidadã, democrática e inclusiva. Acho que foi conseguido.

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– Discutindo a arbitragem da 15A Rodada do Brasileirão

São 4 jogos do Campeonato Brasileiro, de 4 horários diferentes, que gostaria de discutir pois merecem ser citados. Vamos a eles?

1- SÁB, 19H30 – GRÊMIO 1X1 SPORT

O carioca Péricles Bassols apitou “um jogo louco”: imaginaram uma partida do Tricolor Gaúcho sem um cartão amarelo sequer? Fato raro, coisa inimaginável. Mas sua atuação não passou batido: o treinador gaúcho Roger foi expulso, segundo ele na súmula, por manifestação acintosa de desaprovação (…), ele se movimentou, abaixou e com as duas mãos e o punho cerrado falou palavras que não foram identificadas, mas que considerei ofensivas à arbitragem.

Pirei. Com a clareza desse relato, qual a punição que Roger terá? Que excesso do árbitro!

2- DOM, 11H00 – CHAPECOENSE 2X1 FLUMINENSE

Muita confusão em dois lances pontuais: aos 37m do 1o tempo, a bola é cruzada na área da Chapecoense, Fred em condição legal não a toca e ela sobra para Marco Júnior que vem de trás, cabeceia e faz o gol. Tudo ok, assistente e árbitro fazem o gesto que sinaliza gol legal (correr ao meio de campo no caso do bandeira, apontar o meio de campo no caso do árbitro). Entretanto, após reclamações da equipe catarinense, o assistente núnero 2 Daniel Ziolli chama o juiz Raphael Claus e comunica algo que faz o gol ser anulado. Como tudo foi feito antes do reinício da partida, então o procedimento foi legal. O problema é: o que foi comunicado?

Teria sido domínio com a mão de Marco Júnior na hora do gol? Talvez. Mas repare nas imagens: para mim, o gol foi de cabeça, e a ilusão de ótica pode acontecer pois ele pula com os braços abertos, se jogando na bola. Aparentemente tudo legal. E se por ventura batesse no antebraço do jogador, também seria legal pois não me pareceu que tentou dominá-la propositalmente com as mãos. Sim, amigos, gol de mão involuntária vale e é um detalhe da regra. Se uma “bola na mão” (e não uma “mão na bola”) resultar num gol, este deverá ser válido.

A segunda confusão também foi de participação decisiva do bandeira Daniel Ziolli. Antonio Carlos (FLU) e Bruno Rangel (CHA) vão disputar a bola. Antonio Carlos chega atrasado, atropela o adversário com um pé atingindo a bola e com o outro atingindo o atacante. Isso é infração. Claus entendeu que foi dentro da área (para mim, em cima da linha, e isso é pênalti, portanto acertou) e confirmou o tiro penal. Mas o bandeira chamou o árbitro e ficou posicionado indicando que foi fora da área. Claus não aceitou a informação do bandeira e reiterou a marcação.

Em suma: Claus errou ao anular o gol do Fluminense por informação equivocada do bandeira e acertou na marcação do tiro penal à Chapecoense mesmo com informação também equivocada do mesmo bandeira.

3- DOM, 16H00 – SÃO PAULO 1X0 CRUZEIRO

Carlinhos ou Pato? Legal ou Irregular? Como foi o gol são-paulino?

Tiago Mendes rouba a bola limpamente do adversário cruzeirense, que cai e pede falta. Não foi nada. A bola é lançada para Carlinhos (em posição legal) e a cruza para Pato (em posição duvidosa), que supostamente toca de cabeça e faz o gol.

Se a bola entrou direto, após o chute de Carlinhos, o gol é legal (mesmo se Pato estivesse em posição de impedimento e não tocasse na bola). Porém, se Pato estivesse em impedimento e a tocasse, gol irregular. Posteriormente, surgiu uma imagem de uma câmera da Sportv que mostra Pato em mesma linha do penúltimo adversário (que é o último zagueiro). Assim, se o atacante tocou ou não na bola é irrelevante para afirmar que o gol foi legal.

O detalhe foram as poucas faltas no jogo. Fácil para a arbitragem de Marcelo de Lima Henrique, que poderia até ter dado um ou dois cartões amarelos a mais por jogadas temerárias, mas que talvez, pelo ritmo sonolento da partida, passaram batidos.

Houve um esboço de reclamação de uma suposta bola que bateu na mão do zagueiro Manoel (CRU). Como o próprio relato diz: bola que bateu na mão, e não mão que quis bater na bola. Nada a chiar!

4- DOM, 18H30 – VASCO 1X4 PALMEIRAS

Em São Januário, um lance que não gerou reclamação mas que vale muita discussão: o segundo gol do Palmeiras, de Dudu, surgiu por falha do Goleiro Martin Silva ou por um erro cometido por infração não marcada?

Aos 17m, Egídio cruza para a área vascaína e o goleiro do Vasco, ao dividir uma bola com um atacante do Palmeiras, a reboteia dentro da área, caindo nos pés de Dudu que chuta para o gol.

Vendo e revendo o lance, perceba: o goleiro é deslocado pelo adversário quando vai na bola, e isso é falta. Importante saber que o goleiro é intocável na área quando está realizando uma defesa com as mãos (ou em vias de). Entenda: você pode dar um tranco legal no goleiro (ombro a ombro, sem força desproporcional) em qualquer momento da partida. Mas quando ele está praticando uma defesa (agarrando-a ou a espalmando), não pode ser trancado. É o mesmo princípio de quando ele quica uma bola ao chão para fazer a reposição do jogo. No referido lance, ele nem é trancado legalmente, mas obstruído com o corpo do palmeirense. E ficará a dúvida: a suposta falha é realmente fruto de uma defesa errada ou de uma carga sofrida e não observada pela arbitragem? Nas imagens, o gaúcho Anderson Daronco está longe e sua visão encoberta pelo próprio corpo deste atacante que obstrui o goleiro. Quem poderia auxiliá-lo é o bandeira número 2, que teria visão lateral privilegiada da jogada, mas nada faz. Gol ilegal.

Será que o Vasco nem reclamou, devido ao clima de desânimo e má futebol apresentado? Em outros tempos, Eurico Miranda invadia o gramado e parava a partida!

Se com 15 rodadas a pressão sobre os árbitros já está grande (e em muitos casos, com razão), imagine nas rodadas derradeiras.

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– O convertido Berlusconi?

O ex-premier italiano Sílvio Berlusconi, acusado de corrupção, fraudes fiscais, orgias sexuais e tantos outros podres, declarou nesta semana:

Estou perto da santidade. Não cometo mais pecados nem em pensamento.”

Caramba! Alguém levou a sério sua conversão?

Mamma mia…