– Lambanças e boataria da Arbitragem

Ruim final de semana para os árbitros no Brasileirão. Vamos destacar alguns erros?

  1. SÃO PAULO 3×1 CORITIBA: No Morumbi, o árbitro Alisson Furtado, do Tocantins, foi muito mal. Encerrou indevidamente a partida na hora do chute de Luís Fabiano, cara-a-cara no gol. Isso não pode, há certas condições para que o árbitro encerre um jogo e na hora de se marcar um tento não se deve dar o apito final. (Explico com detalhes a “Regra 7 – Duração da Partida”, em: http://wp.me/p55Mu0-ts). Pior do que o árbitro, foi o bandeira Gilvan Medrado, estreante na série A e que errou quase tudo: confirmou o 1o gol do São Paulo em condição de impedimento; anulou o que seria o 2o gol em que estava em condição legal alegando impedimento; confirmou o 2o gol válido de Pato em lance duvidoso (revejam o lance: quando Lucão lança a bola, Pato está a frente do seu marcador, mas há um atleta do Coritiba sobre o círculo central dando ou não condição; pela linha do corte da grama, talvez estivesse em mesma linha; mas se você tentar parar a imagem, a dúvida persiste – e aí não se pode culpar o bandeira).
  2. FLAMENGO 0x3 CORINTHIANS: Tudo bem que estava com o placar quase definido, mas erro grotesco do bandeira Rafael Alves (Aspirante a FIFA/RS) ao anular o gol legítimo de Jonas alegando impedimento. Faltou atenção…
  3. ATLÉTICO PARANAENSE 1×2 FLUMINENSE: No 1o gol do Fluminense, um atleta tricolor empurra com os braços e derruba o lateral esquerdo do Atlético Paranaense. Anderson Daronco (FIFA/RS e que fez uma ótima partida, exceto errando esse lance) não marcou a falta. Para azar do árbitro e do time do Paraná, a bola sobra para Gustavo Scarpa, em condição legal, marcar o gol. Gol legal que nasceu de jogada irregular.
  4. JOINVILLE 0X2 INTERNACIONAL: Francisco Carlos Nascimento, o popular Chicão (ex-FIFA/AL e hoje apitando como árbitro especial), foi infeliz na marcação do pênalti a favor do Colorado. Rafael Donato (JEC) trava a bola limpamente e Taiberson (SCI) cai. Chicão marca pênalti. Errou duas vezes: foi carrinho legal e fora da área. O Joinville reclama e com razão…

Mais uma vez, o trabalho da Comissão de Árbitros da CBF tem sido fraco. Com a política de dar espaço a árbitros de estados “mais fracos futebolisticamente” no Brasil (como Tocantins, Alagoas, Pará), sob a desculpa de integração nacional, o prejuízo em campo é visível. Sou contra tal ideologia, sou a favor da meritocracia, apitando sempre os melhores.

Curiosamente, em meio a essa má gestão da arbitragem brasileira, saem duas notícias na imprensa:

1) a de que o Santos FC lidera um movimento para que o Cel Marcos Marinho, chefe dos árbitros da Federação Paulista de Futebol, assuma o lugar de Sérgio Correa da Silva, atual chefe dos árbitros da CBF – tal fato foi divulgado pelo Blog do jornalista Ricardo Perrone do UOL, que conseguiu a declaração pública de Modesto Roma Jr, presidente santista, sobre esse desejo (vide nossa opinião sobre isso em: http://wp.me/p55Mu0-tn);

2) a de que Sérgio Correa da Silva seria o nome forte para assumir a Comissão de Árbitros da Conmebol, no lugar de Carlos Alarcon, envolvido no escândalo do caso Amarilla, divulgada pelo site Apitonacional.com .

Particularmente, penso que seria uma demonstração política de força caso Marco Polo Del Nero colocasse Sérgio Correa na Conmebol, já que aparentemente a CBF parece estar muito fraca nos bastidores sulamericanos. E dessa forma, traria o Cel Marinho para a CBF, agradando alguns clubes que não gostam do Sérgio Correa. Embora, a minha impressão é que ventilar o nome de Sérgio Correa da Silva na Conmebol seja puro “lero-lero”, “forçação de barra” e brincadeira de mau gosto (e digo isso sem desacreditar quem noticiou o fato, o Apitonacional.com, entendendo que a CBF tenta realocar o Sérgio caso ele caia).

E você, o que está achando da arbitragem brasileira a essa altura do Brasileirão? Fico preocupado nas rodadas decisivas sobre como estará o nível da atuação dos árbitros…

bomba.jpg

– Como justificar alguns aumentos na Economia?

Então é o seguinte: plano de saúde aumenta 28% no ano; energia elétrica 71,46% (fora a taxa das bandeiras de consumo); a água aumentará 16%; o pedágio aumentou; a Cebola está R$ 10,00 o quilo; Tomate, quase R$ 12,00 (dependendo do mercado)…

E querem me convencer que a inflação oficial é de 6,41% ao ano?

O pior é que ninguém consegue explicar o cálculo desses aumentos ou justificá-los devidamente.
bomba.jpg

– O Término Indevido do Jogo São Paulo 3×1 Coritiba

Em seu 3o jogo na carreira em Campeonato Brasileiro da série A (apenas 6 anos de formação da Escola de Árbitros de Tocantins), Alisson Furtado (CBF-TO) decepcionou, bem como seu conterrâneo Gilvan Medrado (15 anos de carreira e que hoje estreou na Série A), o bandeira 2 do jogo entre São Paulo 3×1 Coritiba.

Eis que no final da partida do Morumbi (foi concedido o acréscimo de 4 minutos), a bola é lançada para Luís Fabiano, que entra na grande área do time paranaense, se arma para chutar – e nesse instante o árbitro apita o final da partida, mesmo com o chute do jogador do São Paulo e o goleiro não o defendendo por ter ouvido o apito final.

Errou. Embora a Regra do Jogo permita essa situação, o chamado “espírito do jogo” não permite!

Entenda: a Regra 7 – “Duração da Partida”, diz que todo tempo perdido em algumas situações elencadas nela deve ser acrescido. E a partir do momento que você indica os minutos de acréscimo, você só pode prolongá-los, nunca reduzí-los.

Vamos entendê-la?

Se o árbitro concedeu 4 minutos de acréscimo, deve terminar o jogo entre 49’00” e 49’59”, em qualquer situação de bola rolando ou bola parada, exceto numa cobrança de pênalti. Ou seja, se há uma falta, um tiro de meta ou um escanteio a ser cobrado nesse período, o árbitro pode apitar o final de jogo. Porém, se o árbitro considerar que houve perda significativa de tempo nesse interim, pode acrescentar mais tempo sobre o acréscimo já concedido, indicando novamente ao quarto-árbitro o(s) minuto(s) de mais acréscimo(s).

Entretanto, o Espírito da Regra, que reza o futebol como um jogo limpo em busca do gol, inspira a entender que o árbitro não deve encerrar o jogo em situações iminentes de gol, e um exemplo claro é o gol do Luís Fabiano (além das orientações das Comissões de Árbitros mundo afora, de que não se encerre o jogo em ataque promissor). Nas imagens, impressiona que o árbitro corre, permite o contra-ataque, NÃO OLHA para o relógio e encerra a partida quando o são-paulino está na área penal sozinho! Ora, então encerrasse o jogo no meio-de-campo, nunca permitindo o contra-ataque e acompanhado a jogada.

Já o bandeira Gilvan Medrado errou na maioria dos lances, mas nesse caso há uma justificativa: são as situações em que a CBF os chama de “ajustados”, aqueles que você tem que estar milimetricamente na mesma linha do que o penúltimo defensor para saber se o atacante estava impedido ou não. Nesse jogo, foram vários lances assim. Dessa forma, Gilvan teve azar e concedeu um gol irregular ao São Paulo e anulou um regular ao mesmo time, além de outros erros às duas equipes.

Vide o lance do encerramento do jogo no final desse vídeo: http://is.gd/uVnIMP
bomba.jpg