– Tecnologia no Futebol: Ela já está presente entre nós! Isso é bom ou ruim?

Disfarçadamente, à paisana, discreta e atuante. Eis que a tecnologia para o uso dos árbitros nas partidas de futebol se fez presente na última semana, na série B do Campeonato Brasileiro!

É claro que ninguém vai assumir que a usou, pois, afinal, ela é proibida pelas Regras do Jogo. Mas a tecnologia audio-visual salvou dois erros graves na semana passada. Sua utilização foi notória, embora oficialmente foi negada. Vamos aos lances?

Jogo 1 – Na 3ª feira, Francisco Carlos Nascimento apitou Atlético Paranaense X Joinvile. Infração fora da área, mas o árbitro se equivoca e marca pênalti. Reclamações pela marcação, mas que de nada adiantaram. Atleta posicionado, bandeirinha no local apropriado para a cobrança de pênalti e… eis que o 4º árbitro cochicha algo no ouvido da assistente, que não permite a cobrança e avisa o árbitro. Num lampejo, o pênalti é desmarcado e se remarca a infração como falta fora da área. Será que o quarto-árbitro, de onde costuma se posicionar, teve olhos de lince e salvou o lance?

Jogo 2 – Na 6ª feira, Rodrigo Nunes de Sá apitou Criciúma X Bragantino. No final do jogo, após cobrança de escanteio, a equipe catarinense chuta para o gol e fica a dúvida: a bola entrou ou não? O bandeira não dá o tento, o árbitro fica observando e deixa o jogo seguir. De repente, no meio de campo e com o jogo correndo, tudo muda! O árbitro aponta o centro do gramado e dá gol, bem atrasado. Se pela comunicação visual, na hora do lance, fica nítido que árbitro e bandeira nada marcaram, como é que passado algum tempo se muda de opinião? O cérebro demorou para raciocinar ou houve comunicação extra-campo? Importante: a validação com atraso é válida pois o jogo não houvera sido reiniciado com qualquer outra marcação nesse ínterim.

Santa tecnologia… Para fins de validação das partidas, é dito que não houve auxílio de imagem da TV. Mas e se tivesse existido? Dois erros crassos foram evitados pela tecnologia, salvando o futebol de injustiças maiores.

Reitero: a regra não permite tais recursos. Mas nesse caso, deveria aceitar o uso da tecnologia! Não são todos os lances em que o futebol poderia se beneficiar dela, pela dinâmica do jogo, devido a complexidade de situações e pelas próprias Regras se readaptarem. Mas nas possíveis, não vejo mal algum, pois só traz benefícios.

Eu sou a favor da introdução de recursos de tecnologia de ponta no futebol, de forma moderada. E você?

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