– Ser Politicamentente Correto a todo instante

Trabalhamos na última segunda-feira com os alunos do sétimo semestre sobre “SER POLITICAMENTE CORRETO“, e após um texto-base paradidático, debatemos muito sobre o assunto. Questionados posteriormente sobre o tema, responderam (anonimamente) sobre a prática ou não dessas atitudes.

Muitas respostas curiosas: grande parte dos alunos se diz sabedor da falta de policiamento sobre essas ações, alegando consciência do erro mas certeza de que não provoca sequelas. Outros, tentam se conter, mas acabam usando expressões ditas “politicamente incorretas”. A parcela menor de alunos diz que acredita piamente ser correto em suas ações.

Os termos mais usados foram comentários jocosos sobre raça, credo e preferência sexual. Isso apenas retrata o que talvez a sociedade realmente faz: age preconceituosamente em muitas questões, embora muitos questionaram a releção de respeito X convicção: ou seja, posso não defender a prática homossexual, mas devo respeitá-la.

Um indeterminado aluno respondeu sabiamente: “Creio que todas as pessoas tem pré-conceitos sobre algo”, e, evidentemente, surgem os preconceitos pejorativos que tanto condenamos.

Entretanto, outro aluno lembrou muito bem que “esse mesmo preconceito depende de quem recebe a crítica, de qual forma ela abosrve e de como é sua reação“.  Ou seja, o que pode parecer politicamente correto para uns, pode não ser para outros e vice-versa.

Finalizando, um aluno resumiu que quando se esquecer de ser politicamente correto, “um pedido de desculpas e uma reflexão poderá fazer com que se atente mais“.

– Sucessão em Empresas Familiares: herda-se ou não a competência?

Trabalhamos com o segundo semestre sobre a Sucessão nas Empresas Familiares, e fomentamos o seguinte debate: Herda-de Competência?

O assunto rendeu… Dos 36 trabalhos entregues, 20 alegaram que competência não se herda, 10 afirmaram que se herda, e 6 ponderaram a resposta.

Independente das respostas, a idéia era criar a discussão. E desta podemos concluir que em empresas familiares, independente do herdeiro “puxar” o administrador-pai ou não, através de treinamento, prática da administração e esforço, pode sim ter uma sucessão planejada, eficiente e bem resolvida.

– Cervejas Especiais premiando Brasileiros

Compartilho material enviado pelo aluno Alex Branco, a respeito da premiação glamourosa da Cervejaria Schincariol e a conquista de novos consumidores em novo mercado, segundo reportagem da Gazeta Mercantil.

Primeiramente, vemos o esforço em cervejas “especiais” (que são diferentes das “premium”). Tal segmento vem ganhando destaque no mercado cervejeiro nos últimos tempos, e parece ser uma investida certeira das cervejarias nacionais, criando não só marcas, mas bares e possíveis franquias temáticas. A seguir, outras ações (abaixo):

Cervejas especiais elevam vendas da Schincariol

O crescimento do mercado de cervejas especiais já levou cervejarias a entrar no segmento. A Schincariol a adquirir, em 2008, três grandes nomes entre as especiais: Baden Baden, de Campos de Jordão (SP); Eisenbahn, de Santa Catarina, e Devassa, do Rio de Janeiro. E o motivo está nos números deste segmento. Enquanto o mercado de cervejas como um todo cresceu 5% no último ano, as bebidas especiais registram um percentual três vezes maior.

 No entanto, o diretor de marketing da Schincariol, Marcel Sacco, afirma que ainda há muita confusão sobre este segmento e aquelas tradicionais cervejas chamadas “premium” pela indústria tradicional. As especiais seguem outras regras de elaboração e escolha dos ingredientes, muito diferente da elaboração da cerveja em escala”, diz.

 Segundo o executivo, mesmo sendo um mercado bem menor, ele é muito promissor por causa das margens. Além disso, o executivo avalia que, sendo um mercado de nicho, não deve sofrer tanta oscilação, principalmente se a renda continuar se mantendo.

Para manter a pureza e a individualidade das empresas adquiridas, a Schincariol mantém as operações independentes. “O grupo contribui na ampliação da distribuição”, explica. As três marcas hoje já chegam a Belo Horizonte, Porto Alegre e outras grandes capitais do Nordeste.

 A manutenção do trabalho diferenciado das cervejarias, independente do Grupo Schincariol, deu bons resultados. Juntas, as três marcas já somam 12 medalhas no Australian International Beer Awards 2009, um dos grandes prêmios do setor de cervejaria, segundo a beer sommelier Cilene Saorin.

De acordo com Sacco, a empresa ganhou, individualmente, o mesmo número de medalhas que todas as cervejarias da América do Sul juntas, concorrendo em pé de igualdade, com grandes e tradicionais marcas do mundo inteiro. “Isso demonstra lá fora que o Brasil sabe fazer mais do que a ‘loura gelada do dia-a-dia’”

O executivo admite que esse reconhecimento, de alguma maneira, mostra que a empresa, conhecida inicialmente por fazer produtos populares, agora também oferece produtos premium. “Hoje detemos as três marcas líderes desse mercado de cervejas especiais e conquistamos o reconhecimento”, diz.

O trabalho diferenciado com as marcas chega até o varejo, onde o Grupo Schincariol mantém franquia de bares, sendo quatro lojas no aeroporto de Cumbica, em São Paulo, com as marcas Devassa e Eisenbahn; uma loja também da Devassa no bairro dos Jardins, também na capital paulista, e 15 lojas da marca carioca no Rio de Janeiro. “As franquias são canais excelentes, tanto em volume de vendas como em retorno de imagem”, explica Sacco.

Além disso, o grupo ainda registra um crescimento de 20% das vendas através do supermercados, o que antes não chegava a representar 14%. “Claro que o preço é diferenciado, mas estas não são cervejas para se tomar em quantidade e sim para degustação”, explica o diretor.

Novos negócios

Mesmo se definindo com uma cervejaria na essência, o Schincariol está trabalhando para entrar em novos segmentos. Atualmente, o mix de produtos é dividido entre 75% de cervejas e 25% não-alcóolicos. Os números vêm mudando nos últimos dois anos, quando a relação era de 82% para 18%. “As chamadas bebidas saudáveis ganham espaço em todo o mundo e no Brasil não será diferente. Por isso, queremos ter um portfólio completo e a estratégia é chegar até o final do ano com uma divisão de 70% para cerveja e 30% não alcóolicos”, acrescenta.

A Schincariol tem capacidade para produzir 4 bilhões de litros por ano e projeta um faturamento de R$ 5 bilhões para este ano.

Veículo: Gazeta Mercantil 22/04/2009