– Cadê o Beijoqueiro?

Se você faz tudo para alcançar sua auto-realização, pessoal ou profissional, cuidado… Veja esse exemplo:

Lembra do beijoqueiro (José Alves de Moura)? Um taxista português, radicado no Rio de Janeiro, que invadia eventos para beijar personalidades? O mesmo ganhou notoriedade quando beijou atores, atletas, e principalmente, seu maior desafio, o Papa João Paulo II. E como falamos nos últimos posts sobre sacrifícios para a realização de um sonho, esse português maníaco é um exemplo vivo disso. Recentemente, foi internado em um sanatório pois começou a transgredir socialmente (eufemismo para dizer que cometia insanidades), buscando beijar indiscriminadamente a todo e qualquer cidadão. De maneira lamentável, perdeu a noção das regras e da sociedade. Enlouqueceu-se na busca da sua realização: beijar personalidades!

É uma pena, pois de folclórico personagem passou a exemplo de má administração do seu marketing pessoal.

Abaixo, a história do Beijoqueiro retirada do site:

 http://prosaico20mg.blogspot.com/2006_02_01_archive.html

(…) Mas uma figura enigmática está esquecida no mundo da Internet: José Alves de Moura, o Beijoqueiro. Nascido em Portugal, ele foi para o Brasil com 17 anos para fugir do serviço militar e tentar a vida no Rio de Janeiro. Tentou a vida como taxista, como figurante e comerciante e tudo ia bem até, de acordo com seu irmão, ter sido golpeado na cabeça num assalto. A partir daí – e isso aconteceu em 1966 – sempre esteve em hospitais psiquiátricos por períodos variáveis. O Beijoqueiro começou a merecer a fama e o apelido em 1980, quando, desafiado por amigos, conseguiu ultrapassar a segurança pesada e beijar Frank Sinatra num show no Maracanã. Tenho muitas lembranças da década de 80, e o Beijoqueiro é com certeza uma das que ficaram. Em qualquer evento importante, por trás da poderosa barreira de segurança(ainda antes da febre terrorista), sempre aparecia o Beijoqueiro, quebrando o gelo das cerimônias e, às vezes, provocando risos nos “beijados”. José Alves de Moura teve frequentemente costelas quebradas e outros problemas em confrontos com policiais. Quando a Irmã Dulce morreu, apareceu no velório e beijou o caixão.
O ídolo dos anos 80 teve até um documentário baseado na sua “personagem”, denominado “O Beijoqueiro – Portrait of a Serial Kisser”, de Carlos Nader, feito em 1991. Umas das últimas notícias de José Alves de Moura são de 1999, quando foi visto na Avenida Presidente Vargas, no Rio de Janeiro, beijando o asfalto. No entanto, já foi visto depois disso no Rock in Rio 3, em 2001(foto). Dizem ainda que o Beijoqueiro, que deve ter 65 anos, está internado em Brasília, com problemas mentais.
Zico, Figueiredo, Roberto Carlos, o papa João Paulo II, Desmond Tutu, Nelson Mandela e Marta Suplicy, são algumas das mais de 20 mil personalidades já beijadas por ele. Aliás, Moura tinha uma birra com o ex-prefeito de São Paulo, Paulo Maluf. “Há cinco anos, quando ele era prefeito de São Paulo, fui até sua residência para dar um beijo nele. Ele fugiu de mim, e desde então espero que ele nunca mais vença nenhuma eleição”, declarou o Beijoqueiro em jeito de praga, em meados do ano 2000.
Seja como for, só fico triste em imaginar que, caso o Beijoqueiro “atacasse” hoje em dia, nessa época tão confusa em termos de segurança em que não sabemos quem é “mocinho” e quem é “vilão”, ele poderia estar preso em Guantanamo por intenções terroristas. E ele só queria aparecer. E beijar. Viva o Beijoqueiro.

– O Paraíso da Indústria Automobilística

Fechado o 1ºTrimestre, a indústria automobilísitca brasileira ri a toa. Enquanto no mundo a crise mundial ameaça fechar as portas de diversas montadoras, um recorde histórico é quebrado no Brasil: 670.000 veículos vendidos até 31 de março.

Na prática, isso quer dizer que a redução do IPI para os carros funcionou, que a economia girou, e que as montadoras brasileiras podem, quem sabe, estar até mesmo sustentando suas matrizes com o oásis que se tornou o mercado brasileiro.