– A dificuldade em se mensurar craque e talento

Há dias, Bruna Marin, do Blog “Imprensa Marrom & Cia” (clique aqui para o link), escreveu sobre, de repente, um jogador ídolo de um time se tornar maior que a própria equipe. Baseado nisso, despertou o interesse em tentar descobrir qual “ídolo” poderia ser ídolo maior de sua equipe, em todos os tempos.

Para se ter idéia, faça um simples exercício: quem foi o maior jogador de todos os tempos do seu time? ESPERE: você assistiu a todos jogarem, desde que ele foi fundado? Soube das batalhas da década de 30, os sufocos da década de 50 ou outras histórias de um passado talvez longíquo?

Vou dar um exemplo: conversei aqui em uma das minhas searas com um garoto de 15 anos, e perguntei qual seu time: – Corinthians, disse ele. E perguntei qual o grande ídolo de todos os tempos: – Ronaldo, é claro.

15 anos não vale, é muito novo para entender essas coisas, e não teria experiência suficiente para falar do assunto. Mas é justamente esse ponto: dá para eleger o craque de um time de todos os tempos?

Pegando o mesmo Corinthians: Os que beiram 80 anos, dirão que Cláudio Cristovão de Pinho e Luizinho Pequeno Polegar foram excepcionais; àqueles que tem 50 a 60 anos, Sócrates e Rivelino são indiscutíveis. Os de 30 anos, lembrarão de Neto e Marcelinho Carioca. Os mais novos, como esse garotinho, dirão Teves ou Ronaldo.

E já que o assunto é dificuldade em escolher “o melhor de um time”, o que se pode dizer em escolher, pela ordem de importância, os 100 melhores do Brasil de todos os tempos

A ESPN está elegendo, através da Internet, uma pesquisa onde pretende elencar os 100 maiores jogadores brasileiros da história. E a relação é ótima, pois cita o jogador e seu “apelido” conquistado pela fama. Lá se encontram Ademir de Menezes, Didi, Jair da Rosa Pinto, Lêonidas da Silva (você assistiu eles jogarem?), entre outros. É claro que todos nós achamos que Pelé encabecerá a lista, mas para sua informação, com uma semana de votação, hoje, domingo, 12:23h, a lista dos 10 mais é de:

1. Garrincha

2. Zico

3. Júnior

4. Leônidas

5. Carlos Alberto Torres

6. Romário

7. Paulo César Caju

8. Pelé

9. Ronaldo

10. Gérson

Surpreendente, não? É claro que a Internet prega essas peças. Mas mesmo assim vale visitar a relação (e votar!).

O link da lista dos candidatos está em:

http://espnbrasil1.terra.com.br/100maiores//default.asp

– Repensando a Administração de Empresas

Com a crise mundial, muitas empresas estão repensando as Teorias da Administração. O que os gurus pregam está correto? Cursos com famosos paletsrantes, pagos à peso de ouro, tem validade em meio a crise?

Em uma interesante matéria publicada neste domingo, na Folha de São Paulo, por Denise Godoy, especialistas dizem que os modismos da Administração de Empresas e gurus nunca foram tão criticados como antes. Cuidado: o que você aprendeu ou aprende na faculdade está atualizado com o mundo real da Administração?

Extraído da Folha de São Paulo, Caderno Dinheiro, pg B9, 26/04/2009:

Crise põe em xeque teoria popular da administração

Conte-se mais uma baixa entre as tantas que a crise econômica mundial nascida no ano passado já provocou. Ainda não morreu, porém está gravemente ferida uma das principais correntes contemporâneas da administração de negócios.
Essa filosofia é representada pela figura do “executivo-estrela”, aquele presidente de empresa com jeito meio de popstar, meio de super-herói, cujas atitudes ninguém questionava -até a crise vir à tona.
Pois os enormes rombos nos bancos de diversos países, a displicência com que o crédito habitacional era gerido pelas financeiras dos Estados Unidos e a surpreendente fragilidade que as grandes montadoras de veículos mostraram nos últimos meses colocaram irremediavelmente em xeque a celebrada sapiência dos líderes corporativos.
A partir de agora, segundo especialistas, a austeridade vai dar o tom.
“O executivo não deve administrar pelos seus valores morais, como se fosse seu único guardião, mas para esses valores, ou seja, cultivando a cada dia a ética e a honestidade”, afirma James Hoopes, professor da universidade norte-americana Babson College e autor do livro “Hail to the CEO – The Failure of George W. Bush and the Cult of Moral Leadership” (Salve, Presidente de Empresa – O Fracasso de George W. Bush e o Culto à Liderança Moral, em tradução livre).
Consequentemente, tendem a diminuir as altas remunerações no topo da hierarquia empresarial.
“A revolta com os bônus pagos aos gestores se deve à distância entre esses valores e os que o funcionário médio recebe. Não há nada que justifique o fato de o presidente da companhia ganhar dez ou 20 mil vezes mais que um técnico”, afirma Hoopes.
Benefícios
Também a política de ampla concessão de benefícios começa a ser revista.
O ideal, na opinião dos especialistas, é aprimorar a medição dos retornos proporcionados por tais benesses -importantes na atração e na retenção dos talentos- e eliminar exageros, como os programas de auxílio à redução de peso do empregado, tidos como uma intromissão indevida.
Ademais, está sendo observada uma notável migração do poder das áreas de marketing, inovação e estratégia para o núcleo de controle, finanças e operações.
“Dessa forma, parece surgir um olhar mais crítico sobre as chamadas modas e modismos gerenciais”, afirma Thomaz Wood Junior, professor da FGV (Fundação Getulio Vargas).
“Um exemplo é a indústria de prêmios e certificações. Esse tipo de iniciativa deve perder espaço, pelo menos por algum tempo. O que deve, ou deveria, ganhar espaço é o alinhamento estratégico e o controle gerencial, especialmente sobre os custos. É importante que cada um na empresa saiba o seu papel e como contribuir para a geração de valor. Isso dá muito mais sentido para o trabalho do que qualquer show de motivação”, diz Wood.

– A Reestruturação da Empresa Familiar

Já debatemos em sala de aula como o termo “Empresa Familiar” é erroneamente tratado de maneira pejorativa no Brasil. Vemos agora, segundo a Revista Exame (citação abaixo), como a Schincariol, exemplo de Administração Familiar, após uma conturbada saída de Adriano Schincariol e um processo de “desfamiliarização” da empresa, volta ao princípio anterior (o que pode ser positivo), através de uma reestruturação no quadro executivo.

Extraído de: http://portalexame.abril.com.br/negocios/cinco-diretores-deixaram-schincariol-neste-ano-451690.html

Cinco diretores deixaram a Schincariol neste ano

Em quatro meses, a fabricante de bebidas praticamente desfez o quadro de diretores que levou dois anos para montar com a ajuda de headhunters

 

Por Cristiane Mano

A saída do executivo Fernando Terni da presidência da fabricante de bebidas Schincariol, substituído em dezembro pelo seu antecessor Adriano Schincariol, mostrou-se apenas o primeiro movimento de uma reação em cadeia. Neste ano, outros cinco diretores deixaram a empresa.

A baixa mais recente é a de Marcos Cominato, ex-diretor de recursos humanos da Schincariol, que assumiu nesta semana o mesmo posto na fabricante de eletrônicos LG para a América Latina. Os demais são Álvaro Mello, ex-diretor de tecnologia, Alexandre Romualdo, ex-diretor financeiro, Rudinei Kalil, ex-diretor de vendas para a região Norte, e Fernando Salazar, ex-diretor de vendas para a região sul.

O resultado é que, entre janeiro e abril deste ano, a Schincariol praticamente desfez o quadro de diretores que levou dois anos para montar com a ajuda da empresa de headhunting Egon Zehnder. Nesse período, a companhia contratou pelo menos oito diretores de companhias como Unilever e Telefônica. Hoje restam na função apenas três dos novos contratados – o diretor de marketing Marcel Sacco, ex-Cadbury, o diretor de estratégia Johnny Wei, ex-Nestlé, e o diretor jurídico Robin Castelo.

Gino Di Domenico, diretor de operações, tornou-se subordinado de Gilberto Schincariol, vice-presidente de operações da empresa. Assim como o primo Adriano Schincariol, Gilberto retornou ao cargo que ocupava antes da contratação de executivos de mercado para posições-chave na companhia. Em quase todos os casos, os executivos que saíram foram substituídos com promoções internas.

A cervejaria não confirma oficialmente, mas as saídas se devem em boa parte a uma medida de corte de custos. De acordo com o balanço publicado ontem, 23 de abril, a Schincariol registrou prejuízo de 132 milhões de reais em 2008 – embora as vendas tenham crescido 7,4% e chegado a cerca de 5 bilhões de reais e a participação de mercado de cervejas tenha passado de 11% para 13,2% no período.

Na época do afastamento de Terni, após dois anos no cargo, Adriano Schincariol enviou um comunicado dizendo: “A economia e o mercado enfrentam um momento de grande volatilidade. Por isso resolvemos estar mais próximos do dia-a-dia do negócio.”

– A Irresponsabilidade de quem está na Mídia

Quando há certos descuidos no gerenciamento da carreira de um atleta, e outras “permissões” e “banalizações”, pode-se perder o controle do que seria educação e bom senso. Grandes atletas e demais jogadores na mídia são exemplos para as crianças. Vide os campinhos de várzea: os meninos são todos Kakás, Ronaldinhos, Ronaldo e outros craques globais.

Qualquer jogo às 16:00h pela Globo é Ibope alto na certa. Assim, o zêlo pela imagem é fundamental. Digo isso pois leio alguns comentários de que o gesto mal-educado do bom atleta Christian (que fora dos campos é uma boa pessoa, já tive a oportunidade de apitá-lo algumas vezes), com o dedo em riste e braços cruzados,  é algo “permitido” dentro da cultura futebolística.

Ora, se nesse horário as famílias estão reunidas para se entreterem ou torcerem com o futebol, não haveria crianças também ávidas em assistir seus craques? Não é um mau exemplo? Jogadores de grandes equipes não tem a noção de que são artistas e modelos para milhões de ilustres anônimos que sonham com o seu sucesso?

Longe de qualquer julgamento ao jogador, mas explorando a questão educacional, compartilho o depoimento do ex-jogador do Palmeiras e Paulista de Jundiaí, hoje treinador de futebol (inclusive com passagem pela Europa e outras equipes nacionais), Wilsinho Ferreira, enviado para mim neste domingo:

Rafael, sábado passado dando treino para meninos de 11 anos, um com a camisa do Corintinhas, marcou um gol e saiu com o DEDO do meio comemorando o GOL. Parei o treino e disse pra ele que nao podia e que ele nao iria mais treinar de continuasse fazendo estes gestos. Terminando o treino chamei o Pai dele e disse o ocorrido. o PAI o repreendeu e disse pra ele o Jogador do Corintinhas vai ser punido pelos gestos quando fez o GOL contra o SP e que o seu filho nao mais iria fazer isto.
São os exemplos desses jogadores que estão hoje no mercado com os exemplos que dao para as crianças.
infelizmente é o que esta acontecendo.
Mas estamos ainda tentando mudar isto .
Outro exemplo negativo é o Adriano, fazer o que?
abraços
Wilsinho

Há algo para discordar desse depoimento? A cada atitude positiva nos gramados, enchemos a cabecinha das crianças de sonhos; a cada ação negativa (e pior: por muitos defendida), estamos contaminando a inocência e a falta de malícia delas, que são o futuro do Brasil.

– Quanto ganha um Congressista Brasileiro

Oficialmente, o salário de um deputado federal e de um senador é de R$ 16.512,00.

Com os benefícios da atividade, o salário de um deputado dispara para R$ 62.000,00.

Já um senador, acredite se quiser, recebe até R$ 119.700,00.

Mas como ocorre a multiplicação dos reais? Através de benefícios e ajudas de custos, todos às custas de nós, indefesos eleitores. Sim, utilizei “indefesos” pois corroboro com a frase batida de Pelé nos anos 80: “O brasileiro não sabe votar“. Se quiser ser perfeito na afirmação, diria que “a maioria dos brasileiros não sabe votar“, já que esses senhores estão lá pelo voto popular.

Abaixo, olha que desrespeito ao dinheiro público e as regalias: (obs: você sabia que um senador não tem limite para gastos telefônicos? Essa brecha é perigosa na mão desses ilustres políticos…)

Em: http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2009/04/26/beneficios-dados-congressistas-vao-de-cafezinho-jatinho-180502.asp

Benefícios dados a congressistas vão de cafezinho a jatinho

Ganhos de cada senador chegam a R$ 119,7 mil por mês; os de deputados federais somam R$ 62 mil . Salário dos parlamentares (R$ 16.512) é apenas uma parte de tudo aquilo a que os 594 congressistas têm direito em seus mandatos

De Fernando Rodrigues, Ranier Bragon e Adriano Ceolin:

Quem anda pelo Congresso já ouviu a velha reclamação: um deputado ou senador não poderia ganhar “só” R$ 16.512,09 por mês tendo em vista a responsabilidade demandada pelo cargo. “Um executivo de uma grande empresa ganha muito mais do que isso”, argumenta o ministro das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro (PTB-PE), ele próprio deputado federal licenciado.

Na realidade, esse valor do salário é apenas uma parte pequena de tudo aquilo a que os 594 congressistas têm direito para exercer seus mandatos.

Em resumo, pode-se afirmar que o Congresso banca desde o cafezinho ao aluguel do jatinho do parlamentar.

O valor dos vencimentos praticamente dobra apenas com a chamada verba indenizatória, de R$ 15 mil por mês, para gastos de gasolina, aluguel de escritório, alimentação, consultorias, entre outros. Há também dinheiro carimbado para telefone, motorista, envio de cartas, assinatura de jornais e revistas, passagens, auxílio-moradia etc., além de dezenas de servidores à disposição.

Quando se somam todos os benefícios em dinheiro à disposição dos deputados, chega-se a um valor mensal de R$ 48 mil a R$ 62 mil para cada um -recebem ainda 15 salários ao ano.

Aí não estão incluídos toda a infraestrutura oferecida (cerca de 5.000 funcionários e dezenas de órgãos técnicos), os extras a que deputados da cúpula têm direito em suas verbas e os gastos com os assessores para o gabinete em Brasília e o escritório no Estado -até 25 pessoas a custo de até R$ 60 mil.

Outro valor imensurável é o da assistência médica. Os deputados podem se tratar nas clínicas da Câmara, ou usar serviços externos, em caso de emergência ou quando a Casa não os oferecer. Depois, basta pedir o reembolso integral, sem limite.

No caso dos senadores, o valor total dos benefícios é ainda maior. Fica-se entre R$ 74,7 mil e R$ 119,7 mil -para representantes de São Paulo.

Essa variação ocorre, sobretudo, por causa dos gastos postais. Enquanto um senador amapaense (Estado com a menor população) está autorizado a apresentar até R$ 4.000 por mês em despesas postais, um colega de São Paulo tem direito de consumir R$ 60 mil -por vir do Estado mais populoso.

– Sobre Caborés e Francileudos

Cada vez mais me impressiono com a capacidade produtiva do futebol brasileiro e o potencial de exportação do seu principal produto: o jovem atleta.
O atual homem-gol da Europa vem da Croácia, joga na Inglaterra e se chama Eduardo da Silva. Croata chamado “Da Silva”? Sim, o jovem Da Silva foi “importado” pelos croatas após ser observado durante o 1º Campeonato Brasileiro de Futebol de Favelas, quando tinha 16 anos. De um morro carioca para a artilharia da Premier League, pelo londrino Arsenal.
Mas não é um caso isolado. O centroavante titular absoluto da Tunísia é o maranhense Francileudo. No alemão Sttutgar, temos o carioca Kevin Kurany, que também é centroavante da Alemanha. Tivemos a pouco tempo, pela Seleção Japonesa, o centroavante Wagner Santos. Ou o camisa 10 belga Oliveira, que nasceu em São Luís-MA mas se notabilizou com o nome de Oliverrá. Ou o volante Marcos Senna, pela Fúria Espanhola. E paremos por aqui, pois a lista é grande e o tempo curto.
Nossos craques vão cedo ao exterior. Fazem bem, pois pode ser uma oportunidade ímpar para tentarem a estabilidade financeira. Mas se para o pobre boleiro a situação é sensacional, para os clubes isso pode ser terrível. E para a seleção? Na próxima Copa, teremos quase um time de brasileiros espalhados por outras nações com a condição de naturalizados.
Se a FIFA não tomar providências, logo veremos a mesma situação do Futsal no Futebol, onde a seleção espanhola e a seleção italiana não falam suas línguas nativas, mas jogam sobre a fala do português com sotaque brasileiro.
Por fim, não falei do Caboré. O jovem atleta nascido na Rondônia foi naturalizado coreano e é o artilheiro da K-League, e pode ser transferido por US$ 3 mi para o Japão! Já imaginaram? Descendente indígena coreano Caboré marcando gols contra a seleção canarinho?