– Ô, Bolsonaro… obedeça os caras técnicos!

Caramba, que populismo barato. Jair Bolsonaro está lembrando cada vez mais um “Lula de Direita”, cativando os seus admiradores e dando de ombros a todo o resto do Brasil.

O discurso do presidente da OMS foi usado por ele há pouco, trabalhando com um jogo de palavras, a fim de referendar suas ideias de não fazer resguardo. Ele teve a cara-de-pau em repetir a fala de Tedros Ghebreyesus, omitindo as partes onde ele fala as coisas erradas que Bolsonaro tem feito!

Enquanto isso: Mandetta, Sérgio Moro e até Paulo Guedes repetiram o discurso da ciência: é melhor ficar em casa (contrário ao do Presidente da República).

Parece criança birrenta, mimada, que quer se vingar. Pra quê? Confrontar quem está certo nunca é prudente.

Se hoje já explodiu para um número assustador (200 mortes em tão poucos dias no Brasil), imagine se as pessoas estivessem relaxadas?

Discutir entre Saúde e Economia, como se tem feito equivocadamente, é ruim. Mas sem saúde, não há vida. Sem vida, não tem Economia – e esse caminho é menos nocivo.

Uma pena que o discurso político e vaidoso do presidente Jair Bolsonaro seja esse. Insisto: vai ficar marcado como Lula em questões de fanatismo dos seus seguidores: uma parcela que, estando certo ou errado, é eleitor cativo.

URGENTE: “OMS se associa a Jair Bolsonaro”, diz presidente (veja o ...

 

– Não mais do que um abraço!

O que você quer hoje? Agora? Neste exato momento?

Com toda essa pressão emocional, com pessoas repensando a carreira profissional, as relações conjugais e até mesmo o próprio sentido da vida, vemo-nos presos em nossas próprias casas. Quem tem pânico ou depressão, deve estar sofrendo demais, precisando reencontrar urgente o controle emocional. Àqueles que têm empatia para com os que sofrem, ainda conseguem entender a necessidade do momento.

Mas e quem está na rua passeando, alegre, saltitante e vacilante? Não se deu conta do risco que está correndo? Ou é uma forma de debochar do perigo ou disfarçar ou medo? Ou, ainda, de simplesmente ignorar o que está acontecendo?

Enfim: nesses tempos de gente pilhada aos nervos pela quarentena e caixões pilhados nos necrotérios pelo Covid-19, procurar a doçura dos gestos (como a simplicidade dos atos ou os sorrisos mais sinceros) é a vitamina revigorante para o bem-estar. Pode estar faltando dinheiro, mas não pode deixar de faltar a paixão. Ou melhor: compaixão! É o que o mundo precisa.

O que eu estou precisando agora? Sinceramente não sei. Acho que apenas desejoso que tudo volte ao normal. Mas se for pedir algo, quero um abraço bem gostoso, inocente, amoroso e puro – como a da minha filha Maria Estela na nossa cachorrinha Pepita.

Em tempo: um abraço dela mesmo, da minha caçula. Ou da filha mais velha. Ou ainda da Esposa Querida.

Quer saber? Das 3 juntas. Ou 4 (pode vir a cachorra também).

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– Chegou a hora de rediscutir o futebol? Façamos o mesmo com a Profissionalização dos Árbitros.

Jogadores de futebol da Europa, dos grandes clubes, estão rediscutindo contratos e salários. Ligas repensando formatos. Tudo pela nova realidade que o esporte deve viver em tempos Pós-Covid.

Pense: aqui no Brasil, onde tudo está parado também, os árbitros estão sem apitar e sem receber. E aí há duas correntes:

  1. Aqueles que defendem ajuda da CBF, já que se não tem jogo, não tem renda (crendo que os árbitros vivem com o “salário” irregular que lhes é pago no futebol.
  2. Aqueles que não entendem como necessária tal ação, já que a maioria dos juízes tem outros empregos.

Diante disso, leio nas Redes Sociais, onde debati com alguns amigos, que a ANAF conseguiu um adiantamento para os árbitros. Isso é bom?

Em termos… Adiantamento não é reforço financeiro, é empréstimo, diferente do “Coronavaucher” instituído pelo Governo. Mas pensemos:

  • Será que todos os árbitros serão contemplados? Precisariam? Como criterizar?
  • A medida é correta? Não é apenas uma ação demagógica da CBF (por não ser uma ajuda sem volta, mas um adiantamento?).

Vale discutir o cerne: não há como deixar de defender a PROFISSIONALIZAÇÃO REAL da arbitragem de futebol brasileira. O esporte é caro, e a coisa precisa ser levada à sério. A milionária CBF (vejam os balanços) deveria bancar um grupo de elite para os jogos da Série A do Brasileirão, registrando-os em carteira / contrato com tempo mínimo de temporaradas, FGTS, INSS, Plano de Saúde e benefícios. Foi bem, renova. Foi mal, encerra o contrato.

Dinheiro? Não falta. Veja o balanço da entidade e o que ela gasta com mensalinho aos presidentes de federações estaduais como ajuda de custo.

Para as demais divisões, vale o esquema tradicional – afinal, a cereja do bolo é a série A. E que nenhum árbitro profissional “de ponta” desça de divisão, já que dever-se-ia ter um grupo fechado para tocar de cabo-a-rabo as séries B e C. 

Um atacante do Flamengo que ganha mais de R$ 1 milhão por mês vai dividir a bola com um zagueiro do Palmeiras que ganha R$ 800 mil, e quem decidirá se foi ou não pênalti, não é um profissional de verdade (pois trabalha durante a semana e apita às 4as e domingos)! Chega a ser hilário.

Aí você terá quem diga que na verdade, todos eles da Série A vivem de arbitragem. Mas que risco! Não sabem quando vão estar escalados e treinam com suas próprias disponibilidades.

Também existirá a questão de “compensar ou não sair do seu emprego” para ser árbitro profissional.  Por isso a proposta deve ser atrativa – pois você terá um funcionário à sua disposição. Ou com os jogadores profissionais não é assim?

Nós temos muitos, muitos árbitros de futebol no Brasil. As escolas de árbitros, com suas diversas turmas anuais e salas lotadas, são minas de ouro com grandes receitas financeiras e despesas diminutas. Não há onde colocar tanta gente para apitar e dar ritmo de jogo. Esse é outro problema: garimpar talentos!

Enfim, um detalhe importante: Leonardo Gaciba até agora não conseguiu oxigenar a pasta que lhe é confiada (e talvez nem possa fazer isso). Quantos senhores estão há muitas DÉCADAS na CBF (ora na Comissão de Árbitros, ora como instrutor, ora em algum cargo específico criado) e, concomitantemente, trabalhando como “benemérito dos árbitros”? E desde o tempo de Ricardo Teixeira, José Maria Marin, Marco Polo Del Nero… sempre se garantido!

Nunca teremos uma visão liberta e independente da arbitragem do Brasil desse jeito e com esses intermináveis senhores. E insisto: não veremos gente defendendo esse modelo de profissionalização (como é na Inglaterra) DE VERDADE (pois alguns o farão da boca para fora).

Até quando? Essa é a pergunta.

Resultados da Busca - Gazeta Press

– As 3 reduções acumuladas dos Combustíveis

Desde que começou a crise entre Rússia e Arábia Saudita no mercado internacional de petróleo, existiram várias reduções de preço da Gasolina e do Diesel, totalizando, respectivamente, 43% e 30% de queda.

Mas por quê essa diferença não aconteceu na totalidade nas bombas?

Simples: da refinaria até o tanque do seu carro, quantos intermediários existem? Os Governos Federal e Estadual aceitam perder tal importante receita de impostos?

Que os combustíveis tiveram redução de preço, realmente tiveram. Mas o problema é: quando chegará na integralidade?

Sobre o conflito citado acima, clique em: https://professorrafaelporcari.com/2020/03/10/por-que-as-bolsas-despencaram-e-o-dolar-disparou/

Petrobras anuncia redução de preços da gasolina em 12% e do diesel ...

 

– Somos todos Desonestos ou Não?

A Revista Época, em uma edição antiga, trouxe uma interessantíssima matéria, intitulada Somos todos um pouco trapaceiros, por Daniel Venticinque. Nela, se discute o livro “A mais pura verdade sobre a desonestidade”, do psicólogo israelense Dan Ariely.

O livro recém lançado fala sobre o fato de todas as pessoas terem uma queda, em certo momento da vida, para a desonestidade. E a culpa vem das situações cotidianas, que trazem naturalmente à tona esse defeito humano. Seriam 5 fatores para a desonestidade e outros 5 para a honestidade. Abaixo:

5 FATORES QUE NOS FAZEM TRAPACEAR DEMAIS

1- CAIR NA PIRATARIA: as pessoas que usam produtos falsificados tendem a ser mais desonetas em outros aspectos da vida. O sucesso desse pequeno deslize nos torna propenso a arriscar deslizes maiores.

2- SER MALTRATADO: para quem sente que não foi respeitado, a desonestidade pode ser uma revanche. Quem não é bem tratado por um vendedor raramente devolve o dinheiro se ele errar o troco para mais.

3- DAR ASAS À CRIATIVIDADE: além de ter uma tendência a questionar regras, as pessoas cujas profissões exigem criatividade são melhores para inventar desculpas e para bolar maneiras de desobedecer às leis.

4- FAZER O BEM PARA OUTROS: quando o desonesto beneficia outros além do trapaceiro, trapacear fica ainda mais fácil. O mal-estar da trapaça é compensado pela sensação de fazer o bem.

5- LIDAR COM VALORES VIRTUAIS: ver alguém cometer um ato desonesto aumenta muito as chances de fazermos o mesmo naquela situação. É a regra do “todo mundo faz”, que já entrou para o folclore da política brasileira.

5 ATITUDES QUE NOS TORMAM MAIS HONESTOS

1- DAR SUA PALAVRA: É antiquado, mas funciona. Assinar um temo de responsabilidade ou se comprometer a seguir um código de ética é um bom lembrete mental para evitar a tentação da trapaça.

2- TER FÉ: discursos e símbolos religiosos nos tornam menos propensos à trapaça, por estar associados à boa conduta. Não é por acaso que a música gospel é pouco atingida pela pirataria.

3- CRIAR UMA CULTURA DE HONESTIDADE: quando a desonestidade é malvista e há poucos maus exemplos maus exemplos a seguir, trapacear fica mais difícil. Isso explica por que a trapaça é mais difundida em alguns países.

4- MANTER A TRANQUILIDADE: como a trapaça é uma tendência natural, ser honesto exige esforço. Evitar o cansaço mental ajuda a manter a compostura diante de uma oportunidade de trapacear.

5- CONTRATAR FISCAIS DESINTERESSADOS: Trapaceamos menos quando somos fiscalizados. Mas os fiscais precisam ser isentos. Quanto maior o contato deles com quem fiscalizam, maiores as chances de que todos caiam na trapaça.

E aí: concorda com eles ou não? Deixe seu comentário:

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– A irresponsabilidade de “falar o que não deve” no Futebol

Não repercutiu muito, mas serve de exemplo para que dirigentes de futebol tomem cuidado na hora de falar (ou até mesmo debochar) de alguém.

No mês passado, o polêmico Paulo Carneiro (dirigente do Vitória, que um dia chamou Felipe, então goleiro do Corinthians e que hoje está na Hungria, de “macaco”), falou que aquela famosa dedada de Rodrigo (da Ponte Preta) em Trellez (que jogava no Vitória) e que foi preponderante para o rebaixamento da Macaca Campineira e para a salvação do Leão, havia sido combinada com o atleta e o treinador Vagner Mancini.

É claro que tanto Rodrigo quanto Mancini reclamaram. E como isso acabou? Na Justiça, obviamente.

E se a AAPP também reclamar que foi “combinado” para que ela caísse?

Viram como as palavras precisam ser usadas com cuidado?

Relembrando, extraído de: https://atarde.uol.com.br/esportes/vitoria/noticias/2119706-entrevista-de-paulo-carneiro-sobre-mancini-e-rodrigo-gera-polemica

A POLÊMICA ENTRE PAULO CARNEIRO, RODRIGO E TRELLEZ

O presidente do Vitória, Paulo Carneiro, em entrevista à Rádio Itapoan FM, na última segunda-feira, 17, tratou sobre uma suposta combinação entre o ex-técnico rubro-negro, Vagner Mancini, e o zagueiro Rodrigo, da Ponte Preta, que deu uma ‘dedada’ no atacante do Leão, Tréllez, no duelo entre as equipes e acabou ‘salvando’ o time baiano do rebaixamento à Série B em 2017.

Ainda nesta terça, 18, o próprio mandatário ‘desmentiu’ o que falou e explicou outra versão. “Não teve armação nenhuma. Eu não sou louco de dizer uma coisa dessas. Eu brinquei falando de que acabou sendo uma combinação”, ressaltou PC.

No entanto, a repercussão nada boa sobre o caso, fez com que João Henrique Chiminazzo, advogado de Vagner Mancini e de Rodrigo, emitisse uma nota e prometesse que vai acionar o dirigente na Justiça.

“Venho a público manifestar o sentimento de repúdio de ambos diante das acusações caluniosas e difamatórias proferidas pelo presidente do Esporte Clube Vitória, Sr. Paulo Carneiro”, apontou.

“Postura deselegante que, desprovida de provas, ofende a honra de dois profissionais”, disse trecho da nota divulgada pela assessoria do treinador Mancini.

Para prolongar ainda mais a situação, a Ponte Preta, rebaixada à segunda divisão na época, estuda acionar o STJD e o MP pra uma investigação do caso. Pelo visto este tema ainda vai render muito ‘pano pra manga’.

Entenda por que 'dedada' de Rodrigo volta a causar polêmica 2 anos ...

– O Fracasso dos Patinetes Motorizados

No começo, foram uma febre (especialmente na Capital Paulista e Litoral), mas depois… os patinetes elétricos foram abandonados pelas empresas que os alugavam pelos prejuízos constantes.

Abaixo, entenda o que aconteceu, extraído de: https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/bbc/2020/02/22/o-que-explica-a-incrivel-ascensao-e-o-vertiginoso-declinio-dos-patinetes-no-brasil.htm

O QUE EXPLICA A INCRÍVEL ASCENSÃO E O VERTIGINOSO DECLÍNIO DOS PATINETES NO BRASIL

Os patinetes elétricos chegaram a várias cidades do país prometendo ser uma alternativa moderna e sustentável de transporte; mas, em pouco tempo, as principais empresas do mercado anunciaram que estavam indo embora ou reduzindo drasticamente sua operação. O que houve?

Eles chegaram com estardalhaço. Da noite para o dia, milhares de patinetes elétricos apareceram pelas ruas. Muita gente, empolgada com a novidade, aderiu por diversão ou como uma alternativa moderna de transporte. Coisa “de primeiro mundo”. Era o futuro, agora.

Mas logo vieram os problemas. Os patinetes ficavam amontoados nas calçadas. Circulavam sobre elas. Foram roubados e depredados. O zigue-zague no meio ao trânsito provocou acidentes. Houve até morte. O poder público correu atrás para arrumar a bagunça. Fez apreensões e criou regras. Parecia que ia melhorar.

Então, em questão de meses, a Lime e a Grow, as duas principais empresas que ofereciam esse tipo de serviço em cidades brasileiras, anunciaram que estavam indo embora do país ou reduzindo drasticamente suas operações.

Assim como surgiram, de uma hora para a outra, os patinetes praticamente sumiram em muitos lugares. Mas o que houve?

Procuradas pela BBC News Brasil, a Lime e a Grow informaram que não dariam entrevistas sobre o assunto.

Por sua vez, especialistas apontam como razão desse vertiginoso declínio o fato de o serviço ser elitizado e não ter conseguido se firmar como uma opção de transporte, além de falhas do poder público e problemas enfrentados por esse tipo de negócio.

“O objetivo dessas empresas nunca foi oferecer uma solução de mobilidade. O patinete, como e onde é ofertado e por ser inseguro para o usuário, não cumpre a função de ser uma alternativa de deslocamento”, diz Daniel Guth, pesquisador e consultor em políticas de mobilidade urbana e coordenador de projetos da Aliança Bike, associação que reúne empresas de bicicleta.

O patinete fez sucesso por ser prático: o usuário só precisa de um celular para se registrar, achar um por perto, destravá-lo e sair pilotando. Ao terminar, basta encerrar a viagem e deixá-lo na rua para a próxima pessoa usar.

Mas Guth destaca que eles só são encontrados nas regiões centrais e mais nobres das cidades e não são baratos: custam R$ 3 para serem desbloqueados e, depois, mais R$ 0,50 por cada minuto de uso.

“Só para destravar, é quase o preço de uma passagem de ônibus. Isso afugenta os usuários de baixa renda. Acabam atendendo só pessoas de classe A e B que circulam onde eles estão disponíveis. É algo para poucos”, afirma o pesquisador.

Altos custos e prejuízo de milhões de dólares

A esse público restrito se soma o alto investimento para manter os patinetes em circulação. As empresas precisam ter equipes para recarregar baterias e colocá-los de volta nas ruas. E também para coletá-los e redistribuí-los pela cidade e garantir que estejam disponíveis onde as pessoas mais precisam, o que é fundamental para aderirem ao serviço.

As empresas também reclamam que os impostos aplicados no Brasil sobre os patinetes, importados em sua grande maioria da China, chegam a duplicar seu custo.

Além disso, elas usam modelos de patinetes criados originalmente para uso individual e que não foram pensados para resistir a dezenas ou mesmo centenas de viagens todos os dias. Por isso, eles precisam ser consertados ou substituídos em questão de semanas.

A americana Lime deixou claro que a conta não fechava no Brasil quando anunciou o fim do seu serviço no Rio de Janeiro e em São Paulo, as duas cidades em que atuava no país, e também em outras sete cidades na América Latina.

“A independência financeira é nossa meta para 2020, e estamos confiantes de que seremos a primeira empresa de mobilidade de próxima geração a alcançar lucratividade”, afirmou a empresa em um comunicado na época. Os mercados da América Latina eram um obstáculo para a Lime atingir esse objetivo.

A operação do sistema também se provou complexa para a Grow, resultado de uma fusão realizada em meados do ano passado entre a mexicana Grin e a brasileira Yellow no Brasil. Ambas lançaram seus serviços no Brasil no segundo semestre de 2018.

Em janeiro, a Grow divulgou ter parado de atuar em 14 cidades brasileiras. Permanece agora apenas em São Paulo, Rio e Curitiba.

A mudança é um ajuste operacional que faz parte de um processo de reestruturação da empresa para continuar prestando serviços de forma estável, eficiente e segura e consolidar sua atuação na América Latina, afirma a companhia.

O que vem acontecendo por aqui não é uma exclusividade do Brasil. Empresas de aluguel de patinetes também saíram de cidades da Europa e dos Estados Unidos, diz Rachel Binder, da consultoria de negócios CB Insights, baseada em Nova York.

“O lado operacional se provou um desafio para essas empresas. Elas ainda estão registrando prejuízo ao redor do mundo e perdendo milhões de dólares por ano. Agora, estão mais focadas em sua lucratividade do que em crescimento e se mantendo apenas nas cidades mais rentáveis”, afirma Binder.

Falta de planejamento e pró-atividade do poder público

Esse tipo de serviço faz parte de uma tendência mundial conhecida como micromobilidade, baseada em veículos pequenos e leves, vinculados a novas tecnologias, que não usam combustíveis fósseis e são usados para percorrer pequenas distâncias.

Por isso, os sistemas de aluguel de patinetes são úteis e promissores para as cidades, diz o consultor de mobilidade urbana Thiago Benicchio. Mas, para serem de fato uma boa alternativa ao carro ou ônibus, deveriam ter sido melhor planejados antes de serem lançados, opina ele.

“O imposto de importação não apareceu agora. A depredação e o desgaste dos patinetes também não são imprevistos, porque há a experiência de outros mercados. Da forma como foi feita, parece que foi uma aposta às cegas e se gastou dinheiro para testar uma coisa”, diz Benicchio.

Também é preciso incluir a micromobilidade em uma política pública mais ampla, o que não aconteceu com os patinetes no Brasil. Eles primeiro chegaram às ruas para somente depois as prefeituras elaboraram regras de oferta e uso.

Benicchio afirma que faltou proatividade do poder público para estabelecer previamente para quem e onde os patinetes poderiam ser mais úteis e como eles se integrariam a outros meios de transporte, antes de colocar milhares nas ruas de uma vez só.

“Uma operação experimental precisa ser feita em uma proporção mais adequada. Seria muito mais interessante ter ocorrido como em Londres ou Nova York, onde o poder público se adiantou e barrou a entrada das empresas até conseguir elaborar como tudo ia funcionar”, afirma o consultor.

“Se não há um debate antes, fica a impressão de que é um produto que, em vez de gerar um benefício coletivo, serve só para gerar lucro para as empresas, principalmente por meio da coleta de dados dos usuários, porque só a tarifa não cobre os custos da operação.”

Neste sentido, Guth dá como exemplo um estudo da própria Yellow, que apontou que 58% dos usuários trocaram viagens a pé pelo patinete.

“Não é estratégico, do ponto de vista do interesse público, que cidades invistam em sistemas assim. Não queremos que as pessoas caminhem menos, queremos criar condições para que caminhem mais”, afirma o pesquisador.

“Os patinetes sempre foram um modismo e, como tal, a tendência é que seja passageiro”, opina.

‘Os patinetes vieram para ficar’, diz pesquisador

Mas ainda é cedo para decretar o fim dos patinetes. A Grow continua a atuar no país, e outra empresa, a Scoo, segue oferecendo o serviço em São Paulo, em menor escala e a um preço menor. Paga-se R$ 4,40 pelos primeiros 15 minutos e R$ 0,45 por minuto a partir daí.

A Uber também se prepara para lançar o serviço na capital paulista, depois de estrear em dezembro em Santos, onde o desbloqueio custa R$ 1,50 e o minuto de uso, R$ 0,75.

“As empresas também estão buscando criar e fabricar seus próprios modelos para que os patinetes sejam mais duráveis e seguros e tenham maior autonomia, para reduzir seus custos”, diz Rachel Binder.

Outra opção que vem sendo cogitada, afirma a analista, é passar a usar estações, onde os patinetes ficariam estacionados à espera do cliente. “Embora seja menos conveniente para o usuário, essa infraestrutura é menos caótica e pode ajudar a resolver alguns problemas causados pela falta de estações”, diz Binder.

Os próprios sistemas de compartilhamento de bicicletas passaram por um processo semelhante, diz Victor Andrade, diretor do Laboratório de Mobilidade Sustentável da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Eles foram se transformando ao longo de algumas décadas, desde os primeiros testes na Holanda, nos anos 1960, até virarem uma realidade ao redor do mundo.

“Os patinetes são uma alternativa importante de transporte nas cidades modernas. Mas são muito recentes, e tudo está mudando muito rápido. Ainda estamos no olho do furacão. Não dá para falar que deu errado ou que foi uma bolha.”

Após uma forte expansão das empresas de aluguel de patinetes, afirma Andrade, elas agora estão fazendo ajustes nos seus modelos de negócios.

“Acredito que é um momento de reflexão e de reposicionamento e que, depois, as empresas vão voltar a crescer e se consolidar, de forma mais sustentável. O patinete veio para ficar.”

Serviços de aluguel compartilhado de patinete elétrico chegam a ...

– Bom dia, 3a feira!

Olá amigos, todo mundo bem? Em quatro poses mobgráficas, despertando o novo dia:

Clique 1Em versão “colorè”, equipamentos prontos para correr. Vamos suar?

Clique 2 – Aproveitando a corrida para conversar com Deus: “Não desista de nós e nos socorra, ó Jesus!

Clique 3 – Relaxar em um bom alongamento depois do cooper, junto da brancura das pétalas:

Clique 4 – Pronto para encarar o dia, admirando esse gigantesco sol que surgiu lá fora. Vejam que amanhecer:

Ótima terça-feira para todos nós.

#FOTOGRAFIAéNOSSOhobby

– Se até no Sírio-Libanês houve contágio… pobres médicos e infelizes inconsequentes!

A coisa é séria, embora muitas pessoas não tem se dado conta: o Hospital Sírio Libanês, de altíssimo padrão e excelência, afastou 104 funcionários de diversas áreas por testarem positivo para Covid-19, nesta 2a feira.

Se com toda a estrutura e protocolos de segurança que há naquela reconhecida instituição acontece isso, imagine o que acontecerá aos que estão expostos os corajosos médicos brasileiros em outras unidades de saúde menos aparelhadas!

Pense: a Disneylândia está fechada, o Vaticano idem, as Corridas de Fórmula 1 adiadas, o Futebol parou, Os Jogos Olímpicos remarcados, mas… aqui no Brasil, o Novo Coronavírus “não é tão importante assim” como alguns mais confiantes dizem, né?

Em que cidade se situa o Sírio Libanês mesmo? O principal estádio de futebol municipal, o Pacaembu, se tornou  um hospital de campanha. Mas, segundo incrédulos, é exagero da mídia… Culpa da Globo? As pessoas que morreram são de mentirinha, não?

Esqueça a história de que o H1N1 foi mais grave ou outras balelas. Querem comparar números de uma epidemia inteira ocorrida com as poucas (e terríveis semanas) do Novo Coronavírus. Não sejamos imprudentes e saibamos separar as coisas.

Ironias a parte, lamento pelo que vi hoje: após dias sem sair de casa, fui levar alguns remédios de rotina para meus sogros em sua chácara na região do Bairro do Paiol Velho (onde o Delivery não chega). No caminho, na Estrada de Santa Clara, passei por comércios movimentadíssimos, muitos grupos de ciclistas passeando tranquilamente para a Serra do Japi e até alguns cavalos e charretes!

Juro (e não costumo jurar): se eu não soubesse que é uma 2a feira e que estamos mundialmente em resguardo, imaginaria que seria um sábado ou um feriado.

O quanto antes nos preservarmos em casa, mais rápido será a volta ao normal. Mas com a inconsequência de quem está curtindo “mini-férias”, aí não vai dar.

ATENDIMENTO DOMICILIAR NO DIAGNÓSTICO DE CORONAVÍRUS | Sérgio Franco

– Viver como a Rapunzel: é o melhor para quem está de Quarentena!

Nestes dias tão conturbados, onde o isolamento das pessoas leva muita gente a pirar, alternativas para se adaptar a rotina são necessárias.

Recebi esse vídeo, que de tão bobinho, é ao mesmo tempo muito sábio! E sabe o que ele recomenda? A ouvir a letra da música da Rapunzel (Enrolados, filme da Disney) para colocá-la em prática.

Em: https://www.youtube.com/watch?v=A7WfHKmU9tE&feature=youtu.be

– O filtro do Twitter às postagens contrárias de dicas da Ciência quanto ao Covid-19

O Twitter começou a apagar tuítes de contestações às recomendações da comunidade científica a respeito do Novo Coronavírus, além de postagens que levem ao risco de contágio. 

Vivemos em um mundo de liberdade de expressão e de necessidade de luta pelo bem comum. Imagino que tal medida da Rede Social, para muitos, será aplaudida em nome do convívio saudável da sociedade. Outros, ao contrário, alegarão que é censura. 

Difícil agradar a todos… evidentemente, se questionará até onde uma postagem será má fé, simplesmente ignorância ou debate sendo levantando de maneira inteligente. 

Enfim, já imaginaram a loucura que será se outras Redes Sociais agirem da mesma forma (como Facebook, Instagram ou WhatsApp)?

Particularmente, acho interessante que o desserviço de uma influência nociva não seja publicada.

Twitter now let's anyone enjoy 'Celebrity' status with verified ...

– Executivas que Sofrem Pela sua Vaidade

Há alguns percalços interessantes na carreira de Administrador. Para as mulheres, alguns outros limites e paradigmas a serem quebrados.

Costumeiramente, elas se questionavam: Carreira ou Família?

Hoje, segundo a historiadora Mary Del Priore, as mulheres fracassam no mundo da administração por um outro motivo: a Vaidade!

Certamente, se fosse uma declaração dada por homem, seria rotulada de machista. Mas uma própria mulher falando sobre a preocupação das executivas em relação a beleza, é algo a se levar em conta.

Ela ainda diz que:

“As brasileiras são apáticas, machistas e escravas da ditadura da beleza“.

Eu discordo. E você?

Extraído de: ISTO É (clique acima para citação)

O ESPELHO É A NOVA SUBMISSÃO FEMININA

por Cláudia Jordão

(…) uma grande parcela da população feminina foi absorvida pelo mercado de trabalho, conquistou liberdade sexual e hoje, cada vez mais, se destaca na iniciativa privada, na política e nas artes – mesmo que a total igualdade de direitos entre os sexos ainda seja um sonho distante. Mas, para a historiadora Mary Del Priore, uma das maiores especialistas em questões femininas, apesar de todas as inegáveis conquistas, as mulheres não se saíram vitoriosas. Autora de 25 livros, inclusive “História das Mulheres no Brasil”. Mary, 57 anos, diz que a revolução feminista do século XX também trouxe armadilhas.

Istoé – Neste 8 de março, há motivos para festejar?

Mary Del Priore – Não tenho nenhuma vontade. O diagnóstico das revoluções femininas do século XX é ambíguo. Ele aponta para conquistas, mas também para armadilhas. No campo da aparência, da sexualidade, do trabalho e da família houve benefícios, mas também frustrações. A tirania da perfeição física empurrou a mulher não para a busca de uma identidade, mas de uma identificação. Ela precisa se identificar com o que vê na mídia. A revolução sexual eclipsou-se diante dos riscos da Aids. A profissionalização, se trouxe independência, também acarretou stress, fadiga e exaustão. A desestruturação familiar onerou os dependentes mais indefesos, os filhos.

Istoé- Por que é tão difícil sobreviver a essas conquistas?

Mary Del Priore – Ocupando cada vez mais postos de trabalho, a mulher se vê na obrigação de buscar o equilíbrio entre o público e o privado. A tarefa não é fácil. O modelo que lhe foi oferecido era o masculino. Mas a executiva de saias não deu certo. São inúmeros os sacrifícios e as dificuldades da mulher quando ela concilia seus papéis familiares e profissionais. Ela é obrigada a utilizar estratégias complicadas para dar conta do que os sociólogos chamam de “dobradinha infernal”. A carga mental, o trabalho doméstico e a educação dos filhos são mais pesados para ela do que para ele. Ao investir na carreira, ela hipoteca sua vida familiar ou sacrifica seu tempo livre para o prazer. Depressão e isolamento se combinam num coquetel regado a botox.

Istoé – A mulher também gasta muita energia em cuidados com a aparência. Por que tanta neurose?Mary Del Priore – No decorrer deste século, a brasileira se despiu. O nu, na tevê, nas revistas e nas praias incentivou o corpo a se desvelar em público. A solução foi cobri-lo de creme, colágeno e silicone. O corpo se tornou fonte inesgotável de ansiedade e frustração. Diferentemente de nossas avós, não nos preocupamos mais em salvar nossas almas, mas em salvar nossos corpos da rejeição social. Nosso tormento não é o fogo do inferno, mas a balança e o espelho. É uma nova forma de submissão feminina. Não em relação aos pais, irmãos, maridos ou chefes, mas à mídia. Não vemos mulheres liberadas se submeterem a regimes drásticos para caber no tamanho 38? Não as vemos se desfigurar com as sucessivas cirurgias plásticas, se negando a envelhecer com serenidade? Se as mulheres orientais ficam trancadas em haréns, as ocidentais têm outra prisão: a imagem.
Istoé – Na Inglaterra, mulheres se engajam em movimentos que condenam a ditadura do rosa em roupas e brinquedos de meninas. Por que isso não ocorre aqui?Mary Del Priore – Sem dúvida, elas estão à frente de nós. Esse tipo de preocupação está enraizado na cultura inglesa. Mas aproveito o mote para falar mal da Barbie. Trata-se de impor um estilo de vida cor-de-rosa a uma geração de meninas. Seus saltos altos martelam a necessidade de opulência, de despesas desnecessárias, sugerindo a exclusão feminina do trabalho produtivo e a dependência financeira do homem. Falo mal da Barbie para lembrar mães, educadoras e psicólogas que somos responsáveis pela construção da subjetividade de nossas meninas.
Istoé – O que a sra. pensa das brasileiras na política?Mary Del Priore – Elas roubam igual, gastam cartão corporativo igual, mentem igual, fingem igual. Enfim, são tão cínicas quanto nossos políticos. Mensalões, mensalinhos, dossiês de todo tipo, falcatruas de todos os tamanhos, elas estão em todos!
Istoé – Temos duas candidatas à Presidência. A sra. acredita que, se eleitas, ajudarão na melhoria das questões relativas à mulher no Brasil?Mary Del Priore – Pois é, este ano teremos Marina Silva e Dilma Rousseff. Seria a realização do sonho das feministas dos anos 70 e 80. Porém, passados 30 anos, Brasília se transformou num imenso esgoto. Por isso, se uma delas for eleita, saberemos menos sobre “o que é ter uma mulher na Presidência” e mais sobre “como se fazem presidentes”: com aparelhamento e uso da máquina do Estado, acordos e propinas.
Istoé – Pesquisa Datafolha divulgada no dia 28 de fevereiro apontou que a ministra Dilma é mais aceita pelos homens (32%) do que pelas mulheres (24%). Qual sua avaliação?Mary Del Priore – Estamos vivendo um ciclo virtuoso para a economia brasileira. Milhares saíram da pobreza, a classe média se robusteceu, o comércio está aquecido e o consumo de bens e serviços cresce. Sabe-se que esse processo teve início no governo FHC. Para desespero dos radicais, o governo Lula persistiu numa agenda liberal de sucesso. Os eleitores do sexo masculino não estarão votando numa mulher, numa feminista ou numa plataforma em que os valores femininos estejam em alta, mas na permanência de um programa econômico. Neste jogo, ser ou não ser Dilma dá no mesmo. No Brasil, o voto não tem razões ideológicas, mas práticas.
Istoé – Ou seja, o sexo do candidato não faz a menor diferença?Mary Del Priore – O governo criou um ministério das mulheres (a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres) que não disse a que veio. A primeira-dama (Marisa Letícia), hábil em fazer malas e sorrir para o marido e para as câmaras, se limita a guardar as portas do escritório do presidente, sem estimular nenhum exemplo. O papel de primeira-dama é mais importante do que parece. É bom lembrar que, embora elas não tenham status particular, representam um país. Daí poderem desenvolver um papel à altura de seus projetos pessoais e sua personalidade. A francesa Danielle Mitterrand, que apoiou movimentos de esquerda em todo o mundo e nunca escondeu suas opiniões políticas, ou Hillary Clinton, pioneira em ter uma sala na Casa Branca, comportando-se como embaixatriz dos EUA, são exemplos de mulheres que foram além da “cara de paisagem”.
Istoé – Por que as políticas brasileiras não têm agenda voltada para as mulheres?Mary Del Priore – Acho que tem a ver com a falta de educação da mulher brasileira de gerações atrás e isso se reflete até hoje. Tem um pouco a ver com o fato de o feminismo também não ter pego no Brasil.
Istoé – Por que o feminismo não pegou no Brasil?Mary Del Priore – Apesar das conquistas na vida pública e privada, as mulheres continuam marcadas por formas arcaicas de pensar. E é em casa que elas alimentam o machismo, quando as mães protegem os filhos que agridem mulheres e não os deixam lavar a louça ou arrumar o quarto. Há mulheres, ainda, que cultivam o mito da virilidade. Gostam de se mostrar frágeis e serem chamadas de chuchuzinho ou gostosona, tudo o que seja convite a comer. Há uma desvalorização grosseira das conquistas das mulheres, por elas mesmas. Esse comportamento contribui para um grande fosso entre os sexos, mostrando que o machismo está enraizado. E que é provavelmente em casa que jovens como os alunos da Uniban aprenderam a “jogar a primeira pedra” (na aluna Geisy Arruda).
Istoé – O que nos torna tão desconectadas?Mary Del Priore – As mulheres brasileiras estão adormecidas. Falta-lhes uma agenda que as arranque da apatia. O problema é que a vida está cada vez mais difícil. Trabalha-se muito, ganha-se pouco, peleja-se contra os cabelos brancos e as rugas, enfrentam-se problemas com filhos ou com netos. Esgrima-se contra a solidão, a depressão, as dores físicas e espirituais. A guerreira de outrora hoje vive uma luta miúda e cansativa: a da sobrevivência. Vai longe o tempo em que as mulheres desciam às ruas. Hoje, chega a doer imaginar que a maior parte de nós passa o tempo lutando contra a balança, nas academias.
Istoé – Há saída para a condição da mulher de hoje?
Mary Del Priore – Em países onde tais questões foram discutidas, a resposta veio como proposta para o século XXI: uma nova ética para a mulher, baseada em valores absolutamente femininos. De Mary Wollstonecraft, no século XVIII, a Simone de Beau­voir, nos anos 50, o objetivo do feminismo foi provar que as mulheres são como homens e devem se beneficiar de direitos iguais. Todavia, no final deste milênio, inúmeras vozes se levantaram para denunciar o conteúdo abstrato e falso dessas ideias, que nunca levaram em conta as diferenças concretas entre os sexos. Para lutar contra a subordinação feminina, essa nova ética considera que não se devem adotar os valores masculinos para se parecer com os homens. Mas que, ao contrário, deve-se repensar e valorizar os interesses e as virtudes feminina s. Equilibrar o público e o privado, a liberdade individual, controlar o hedonismo e os desejos, contornar o vazio da pós-modernidade, evitar o cinismo e a ironia diante da vida política. Enfim, as mulheres têm uma agenda complexa. Mas, se não for cumprida, seguiremos apenas modernas. Sem, de fato, entrar na modernidade.
Istoé – O que as mulheres do século XXI devem almejar?

Mary Del Priore – O de sempre: a felicidade. Só com educação e consciência seremos capazes de nos compreender e de definir nossa identidade.

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MULHERES NA POLÍTICA
“Elas roubam igual, mentem igual, fingem igual. São tão cínicas quanto nossos políticos”, diz