– Estudar a Regra, o Jogo, a Tática, a Evolução Física… tudo balela?

Existem muitos preconceitos sem sentidos no futebol. Um deles é: “estudar demais faz mal ao esportista e tira seu dom natural de mostrar a capacidade de improvisação e surpresa. Ao atleta, elimina o drible. Ao treinador, só quer saber da tática. Ao árbitro, só apita com o livro na mão”.

Você é um dos que crê nisso?

Eu, claro que não. Sou defensor da Ciência no Futebol para aperfeiçoar ainda mais a prática esportiva. Teorizar, investigar, testar e executar (logicamente sem fazer nada bionicamente, pois existe humanidade no esporte).

Mas apesar dessas considerações humildes e breves que fiz na introdução, convido aos amigos a assistirem o vídeo do Professor “Rincón Baiano”, que divide opiniões de muitos apaixonados pelo esporte bretão na Internet. Abaixo (depois dele, está a minha opinião pessoal desta gravação):

Dói quando quem pesquisa e defende a ciência é obrigado a ouvir um discurso demagógico como esse. Estudar a tática, aplicar novos conceitos e fazer o jogo evoluir NÃO É retrocesso.

Quem disse que o drible é proibido? Aliás, acho que o Messi, melhor do mundo várias vezes, daria risada se assistisse essa pérola do “professô”. Ou o Guardiola, que, pela lógica do Rincón Baiano, como se intitula, deve ser um treinador cabeça-de-bagre, mais um dos “Professores Pardais” da vida.

Enfim, o rapaz do vídeo confundiu os conceitos: defender o futebol-arte é uma coisa; respeitar a tática para dela tirar vantagem da técnica é outra; e jogador jovem não sendo mais revelado na várzea é outra coisa ainda a ser discutida (aí é assunto para outra postagem: do rapadão ao society; do campinho de rua à quadra do condomínio; das peneiras com olheiros aos empresários influentes).

Finalizando: quando vemos o simpático (e bocudo, por que não?) Professor Rincón Baiano falando com sua ingênua propriedade de conhecimento sobre como resolver os problemas do futebol brasileiro, percebe-se a autossuficiência do boleiro em não reconhecer que estamos cada vez mais nos distanciando dos centros avançados do futebol. Estagnamos, enquanto outros evoluíram. Não tem nada a ver em “brotar talentos” ou falar de “drible e ginga”. Tem a ver com modernizar o futebol como um todo, dentro e fora de campo.

Que se fez confusão de “alhos com bugalhos”, não há dúvida. Mas chega a ser engraçado, sejamos sinceros, se não fosse triste realidade se estudarmos a sério.

Atualizando: Resposta da respeitadíssima Universidade do Futebol:

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