– Somos Livres para as Nossas Escolhas ou Inevitavelmente Influenciáveis?

Leio numa edição da Revista Época (708, pg 65-69, por Marcela Buscato e Bruno Segadilha), uma interessantíssima matéria intitulada “O Cérebro no Banco dos Réus”. Nela, se questiona se realmente somos livres para decidir, ou seja, se somos responsáveis pelas nossas escolhas. O trabalho se baseia no livro do neurocientista Michel Gazzaniga, autor do livro Who’s in charge”?, onde ele diz que:

A responsabilidade pelos nossos atos não é propriedade do cérebro, mas um acordo estabelecido entre as pessoas”.

A idéia central é: nem sempre estamos no comando de nossos atos; muitas vezes estamos iludidos que comandamos a nós mesmos, pois em diversas oportunidades a sociedade é quem comanda as nossas ações. Assim, teríamos culpa por determinados erros com essa visão de responsabilidade pessoal dos nossos atos, se não somos culpados por algumas ações?

Papo-cabeça, mas inteligente e curioso.

O conceito de “Responsabilidade” surge mais ou menos no ano 1700 a.C., com a lei de Talião: Olho por olho, dente por dente! A punição a um crime seria com a mesma forma da infração.

Porém, o conceito começa a mudar com a Lei de Aquilia, Século III), onde surge o conceito de culpa e o direito romano. A preocupação é responsabilizar em respeito à necessidade de se restituir danos a um prejudicado.

Por volta do ano 400, Santo Agostinho defendeu a idéia que: Deus nos deu autonomia, e nós somos responsáveis pelos atos que nós tomamos. Temos livre arbítrio, e não podemos jogar a culpa em outras coisas / pessoas.

A novidade vem em 1843, com a Regra M’Naghten: insanos mentais não podiam receber responsabilidades, pois, afinal, são pessoas perturbadas.

Agora, o dr Gazzaniga diz que muitas vezes podemos ser também inocentes de erros cometidos, pois somos forçados a praticar coisas por força da sociedade.

O que você pensa sobre isso: tal argumento pode nos tornarmos livre de responsabilidades pessoais, ou é um grande exagero? Deixe seu comentário:

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– Deixar que Crianças se Sujem pode ser bom! A Vitamina S

Interessante essa matéria da Revista Veja, pg 122, no. 2143, por Nathália Butti, que fala da importância das crianças em tomarem Vitamina S, ou seja, “sujeira”. A ideia é de que as crianças que brincam e têm contato com sujeira ganham mais imunidade.

SUJINHA E SAUDÁVEL

Pesquisas confirmam que não se deve levar a extremos os cuidados com a higiene das crianças, sob pena de expô-las a alergias e infecções

Muitas mães de crianças pequenas levam as mãos à cabeça quando as veem atropelar as regras básicas de higiene. Comer a bala que caiu no chão, chapinhar em poças, esfregar as mãos na calçada – cenas como essas parecem representar um risco enorme de contrair doenças por meio de bactérias associadas à sujeira. Uma série de pesquisas feitas desde o fim dos anos 80, porém, leva os cientistas a acreditar que muitas vezes o inimigo está no excesso de higiene, e não na falta dela. Segundo esses estudos, o exagero no esforço de manter a criança afastada das bactérias com que ela depara no seu dia a dia pode minar as resistências do organismo e abrir caminho para as doenças que se quer evitar. A mais recente dessas pesquisas, desenvolvida pela Universidade da Califórnia e divulgada há três semanas, conclui que as moléculas do Staphylococcus epidermidis, uma bactéria já bem conhecida e inofensiva presente na superfície da pele humana, agem sobre as células da epiderme para bloquear os processos inflamatórios. Essa ação evita que pequenos ferimentos infeccionem. Ocorre que as bactérias Staphylococcus epidermidis são destruídas por desinfetantes, detergentes e sabões.

A secretária gaúcha Andréia Garcia acredita que as mães de hoje são excessivamente preocupadas com a higiene das crianças. Seu filho Guilherme, de 4 anos, adora andar descalço e brincar na terra até ficar encardido, mas nunca leva bronca. “Acho que um pouco de vitamina S, de sujeira, reforça as defesas do organismo”, ela diz. A pesquisa americana confirma a teoria batizada pelos cientistas de hipótese da higiene. Segundo ela, até os 5 anos de idade, quando o sistema imunológico da criança está em fase de amadurecimento, o contato com bactérias traz dois benefícios: prepara o corpo contra alergias e previne doenças autoimunes. A expressão hipótese da higiene foi cunhada em 1989, quando o epidemiologista inglês David Strachan apresentou os resultados de sua pesquisa com um grupo de 17 400 recém-nascidos que haviam sido acompanhados até os 23 anos. Ele observou que as crianças com um ou mais irmãos mais velhos tinham menor incidência de alergias ao crescer. Isso porque a convivência constante com outras crianças fizera com que elas se expusessem a mais infecções. Na ação dos linfócitos do sistema imunológico humano, os processos infecciosos fazem diminuir a incidência de processos alérgicos.

Os defensores da hipótese da higiene acreditam que a limpeza corporal em excesso pode facilitar o desenvolvimento de doenças autoimunes. Um sistema imunológico sem o costume de combater bactérias pode atacar células do corpo. “Nosso organismo precisa treinar a tolerância aos agentes externos”, diz o imunologista Victor Nudelman, do Hospital Albert Einstein, de São Paulo. A técnica em radiologia Marilia Mercer, de Londrina, atribui a saúde dos filhos Mateus, de 10 anos, e Gabriel, de 2, à liberdade que têm para brincar, mesmo que isso signifique se sujar na terra. “Deixo as crianças livres. Se elas caem ou ingerem algo que não devem, não me desespero”, ela diz. A alergista pediátrica Renata Cocco, da Universidade Federal de São Paulo, resume a questão da higiene infantil: “Sem machucados nem doenças de pele que facilitem a absorção de bactérias pela corrente sanguínea, as crianças podem se sujar sem receio nas brincadeiras”.

– Dia de “Santa Cabeça”

Uma das devoções mais curiosas que conheci – e talvez uma das mais significativas a mim – foi a da Virgem Maria invocada como Nossa Senhora da Santa Cabeça.

Conta-se que uma cabeça de Nossa Senhora foi encontrada no Rio Tietê e passada de mão em mão por algumas pessoas, até encontrar uma senhora piedosa que a adornou de anjos e recebia peregrinos para venerá-la e pedir graças.

Dali surgiu uma capelinha que passou a ser local de testemunhos de pessoas que conseguiam milagres através da sua intercessão a Deus. Normalmente, relacionadas a males do cérebro, como doenças mentais, dores de cabeça, ansiedade, descontrole emocional e depressão, entre outros relatos. Hoje, tornou-se um Santuário da Diocese de Lorena, no município de Cachoeira Paulista – SP (tive a oportunidade de visitá-lo).

Sua oração se baseia no equilíbrio da mente, na lucidez e sabedoria do pensamento, além da proteção de outras situações da cabeça.

Compartilho abaixo e sugiro: reze com fervor tal bela prece, abaixo:

ORAÇÃO PARA NOSSA SENHORA NA DEVOÇÃO DE SUA “SANTA CABEÇA”

Eis-me aqui, diante da vossa imagem,
ó mãe do céu e Senhora Nossa!

Alcançai-me a graça de manter meu pensamento
sempre voltado para o divino Pai eterno,
o seu filho Jesus Cristo e o Espírito Santo.

Alcançai-me a graça da lucidez;
a inteligência para compreender a vontade de Deus;
a sabedoria para escolher o bem e evitar o mal,
amar a verdade e detestar a mentira.

Orientai meus pensamentos
para o que é reto e justo,
e para que jamais eu me desvie
do caminho de Deus.

Concedei-me a saúde dos olhos,
dos ouvidos, do olfato e da boca.
Livrai-me das dores de cabeça,
enxaquecas, esquecimentos,
e doenças mentais.

Não permitais que minha cabeça
seja atormentada por tentações
e maus pensamentos.

Senhora de Santa Cabeça, humildemente vos peço…
(apresente a graça que deseja alcançar)
Isso vos peço pelos merecimentos
do vosso divino filho, Jesus Cristo, Senhor Nosso.

Nossa Senhora de Santa Cabeça,
Rogai por nós que recorremos a vós.
Amém!

(Com aprovação eclesiástica)

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foto retirada de: http://santacabeca.com.br