– Corinthians 2×1 Coritiba: pênalti ou não pro Coringão?

Carlinhos (CFC) estava correndo atrás do lateral Edilson (SCCP), que fugira da marcação. O atleta coxa branca tenta fazer a falta no adversário, ameaça empurrá-lo/ deslocá-lo e nada faz. Por cima, não foi pênalti. Mas pela velocidade que estava, cai e consequentemente derruba o corinthiano (ambos dentro da área).

Pênalti ou não?

  • Sim, tiro penal.

Explico: quando você corre atrás de um adversário, tropeça, e sem intenção de fazer a falta acaba o derrubando, é pênalti por imprudência. No caso deste lance, o penal não é por empurrão, mas por “atropelão”. Em 1995, jogaram Portuguesa x Atlético Mineiro pela semifinal do Brasileirão (salvo engano, no Morumbi). Me recordo como se fosse hoje (pois o professor da Escola de Árbitros da FPF Gustavo Caetano Rogério ilustrou o lance que citarei por meia hora): um jogador do Galo corria atrás do atacante da Lusa (talvez o Rodrigo Fabri), tropeçou nas próprias pernas e derrubou o adversário. O juizão era Sidrack Marinho dos Santos, que marcou pênalti. Alguns interpretaram como CASUALIDADE, mas a Regra manda marcar INFRAÇÃO POR IMPRUDÊNCIA (correu mais do que aguentava e atingiu o adversário).

Sendo assim, neste lance (não assisti o jogo), a equipe de arbitragem acertou.

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– E se a FPF fosse rigorosa consigo própria em seus regulamentos?

Compartilho o excelente trabalho do jornalista Thiago Batista de Olim, profissional da TVE e editor do site “Esporte Jundiaí”.

Não é que ele fez uma pesquisa a fundo sobre capacidade de estádios, liberação dos mesmos e de outras informações pertinentes, a fim de expor a situação da pendenga da FPF em querer cumprir seu regulamento sobre praças esportivas?

Veja abaixo como a FPF se auto-desrespeita: (lembrando que o Juventus tem a prerrogativa de ser fundador da entidade e poder jogar em seu estádio):

Extraído de: http://www.esportejundiai.com/2015/11/se-fpf-seguisse-regulamento-4-clubes.html

SE FPF SEGUISSE REGULAMENTO, 4 TIMES SERIAM EXCLUÍDOS DA A-2

Nesta segunda-feira (9), às 15h, na sede da Federação Paulista de Futebol ocorre o Congresso Técnico da Série A2 do Campeonato Paulista – edição 2.016. No encontro, a grande discussão será a exclusão do Atibaia e a entrada do Barretos na competição, por conta da cidade de Atibaia não ter um estádio para no mínimo 8.000 torcedores. Segundo o site da Federação Paulista, o estádio Salvador Russani, único na cidade para jogos da Federação, tem capacidade de 3.171. Com isso, o Barretos, 5º colocado da Série A3 entraria no seu lugar. Mas se a Federação cumprisse o seu regulamento ao pé da letra, outros três clubes correriam risco de exclusão do torneio, pelas suas cidades não ofereceram estádios com mais de 8.000 torcedores, conforme exige o regulamento geral das competições da entidade. Santo André, Velo Clube e Votuporanguense, pelos documentos oficiais no site da FPF não poderiam jogar a Série A2 de 2.016.
Se a Federação cumprisse ao pé da letra o seu regulamento, na Série A1, além do Água Santa que corre risco, outros dois clubes seriam excluídos da sua competição, por não terem estádios com no mínimo 10.000 torcedores de capacidade: Rio Claro e Oeste. O estádio do Rio Claro, o Augusto Schimidt, atualmente somente podem entrar 6.284 torcedores. Curiosamente a cidade tem dois estádios que não servem nem para a A2, já que o estádio Benito Agnello tem capacidade um pouco, 7.059 torcedores, mas não serviria para a “Segundona Estadual”.
O estádio do Oeste não serve nem para jogos da 4ª divisão Estadual (chamada pela FPF de Segunda Divisão), cuja a capacidade mínima exigida é de 5.000 torcedores. A capacidade atual do estádio dos Amaros, em Itápolis, é quase igual à do centro esportivo Francisco Dal Santo, em Jundiaí, que recebe apenas jogos do futebol amador de Jundiaí de torneios da Liga Jundiaiense e da Prefeitura e jogos das categorias de base do Paulista: 964.

O Água Santa pela lei fria da lei também não poderia jogar a “Segundona Estadual”, já que antes da reforma que está passando, o local tinha capacidade para apenas 4.738, segundo o documento publicado no site da Federação. O mesmo serviria para o Atibaia.

Pelo regulamento da FPF, Juventus e Independente teriam que jogar a Série A2 fora de suas casas, mas podendo jogar nas cidades-sede dos clubes. O Juventus não poderia mandar jogos na Rua Javari, cuja a capacidade é de apenas 4.211, mas poderia mandar suas partidas no Morumbi, Arena Corinthians, Allianz Parque, Canindé, Pacaembu e até mesmo no Nicolau Alayon, que tem capacidade para 10.723 e poderia receber jogos até da Série A1. Já o Independente poderia mandar seus jogos no estádio Major Levy Sobrinho, da rival Inter de Limeira, que pode receber até 18.000 torcedores.

Série A-1

Mínimo: 10.000 torcedores

Clube Estádio Capacidade
São Paulo Morumbi 67.052
Corinthians Arena Corinthians 47.605
Palmeiras Allianz Parque 43.713
Botafogo Santa Cruz 29.292
Mogi Mirim Romildo Ferreira 20.161
Red Bull Moisés Lucarelli 19.221
Ponte Preta Moisés Lucarelli 19.221
Ferroviária Arena da Fonte 19.000
XV Piracicaba Barão de Serra Negra 18.000
Ituano Novelli Junior 16.789
Capivariano Arena Capavari 15.604
Santos Vila Belmiro 14.675
Linense Gilberto Siqueira 13.818
São Bento Walter Ribeiro 13.772
São Bernardo Primeiro de Maio 13.440
Osasco Audax José Liberatti 12.787
Novorizontino Jorge Biasi 12.398
Rio Claro Augusto Schimidt 6.284 (Interd.)
Água Santa Inamar 4.738 (Em reforma)
Oeste Amaros 964

Série A-2

Mínimo: 8.000 torcedores

Clube Estádio Capacidade
Guarani Brinco de Ouro 20.033 (Interd.)
Bragantino Arena Nabi Chedid 15.010
Marília Breno de Abreu 15.010
Mirassol José de Campos Maia 15.000 *
Portuguesa Canindé 14.592
Paulista Jayme Cintra 13.905
Atlético Sorocaba Walter Ribeiro 13.772
Monte Azul Otacília Arroyo 13.100
Taubaté Joaquim de Moraes 11.349
Penapolense Tenente Carriço 10.000
São Caetano Anacleto Campanella 10.000
Rio Branco Décio Vitta 9.400
Batatais Osvaldo Scatena 9.252
União Barbarense Antônio Guimarães 8.246
Votuporanguense Plínio Marin 7.464 (em reformas)
Velo Clube Benito Agnello 7.059
Santo André Bruno Daniel 7.000
Juventus Rua Javari 4.211
Atibaia Salvador Russani 3.171 (Interd.)
Independente Agostinho Prada 3.067
Estádio onde clube manda suas partidas dentro da capacidade na série que disputará em 2.016
Estádio onde manda suas partidas fora da capacidade na série que disputará em 2.016, mas cidade-sede do clube tem estádio dentro da capacidade na série que o clube disputará em 2.016 e onde poderá indicar onde mandará seus jogos
Estádio onde clube manda suas partidas fora da capacidade na série que disputará em 2.016 e cidade não tem nenhum estádio dentro da capacidade mínima exigida pela série que o clube disputará em 2.016

* Segundo o Laudo de Segurança no Site da FPF, o Mirassol colocaria apenas 5.000 ingressos a venda por jogo em 2015, lavrando uma declaração que no campeonato de 2015 (a Série A-2), o limite de ingresso será de no máximo 5.000

Se a FPF seguisse o seu próprio regulamento como ficariam às Séries A1 e A2 para a temporada 2.016

Série A-1 Coloc. em 2015 Capacidade do estádio Local
Santos 1º na A-1 14.675 Vila Belmiro
Palmeiras 2º na A-1 43.713 Allianz Parque
Corinthians 3º na A-1 47.605 Arena Corinthians
São Paulo 4º na A1 67.052 Morumbi
Ponte Preta 5º na A-1 19.221 Moisés Lucarelli
Red Bull 6º na A-1 19.221 Moisés Lucarelli
Botafogo 7º na A-1 29.292 Santa Cruz
XV Piracicaba 8º na A-1 18.000 Barão de Serra Negra
Osasco Audax 9º na A-1 12.787 José Liberatti
São Bento 10º na A-1 13.772 Walter Ribeiro
Mogi Mirim 11º na A-1 20.161 Romildo Ferreira
Ituano 12º na A-1 16.789 Novelli Junior
São Bernardo 13º na A-1 13.440 Primeiro de Maio
Capivariano 14º na A-1 15.604 Arena Capivari
Linense 16º na A-1 13.818 Gilberto Siqueira
Ferroviária 1º na A-2 19.000 Arena da Fonte
Novorizontino 2º na A-2 12.398 Jorge Biasi
Mirassol 5º na A-2 15.000 José Campos Maia
Independente ** 6º na A-2 ** 18.000 ** Major Sobrinho *
São Caetano 7º na A-2 10.000 Anaclatto Campanella

* Excluídos da Série A1, pela cidade não ter estádio para 10mil torcedores: Rio Claro – 15º na A1, Oeste – 3º na A2 e Água Santa – 4º na A2

** – Desde que jogue no estádio Major Levy Sobrinho, em Limeira, que tem capacidade de 18mil torcedores, contra os 3.067 do Agostinho Prada, da mesma Limeira

Série A-2 Coloc. em 2015 Capacidade do estádio Local
Penapolense 17º na A1 10.000 Tenente Carriço
Portuguesa 18º na A1 14.592 Canindé
Marília 19º na A1 15.010 Breno de Abreu
Bragantino 20º na A1 15.010 Arena Nabi Chedid
Guarani 8º na A2 20.033 Brinco de Ouro
União Barbarense 10º na A2 8.246 Antônio Guimarães
Paulista 11º na A2 13.905 Jayme Cintra
Rio Branco 12º na A2 9.400 Décio Vitta
Atlético Sorocaba 13º na A2 13.772 Walter Ribeiro
Batatais 15º na A2 9.252 Osvaldo Scatena
Monte Azul 16º na A2 13.100 Otacília Arroyo
Taubaté 1º na A3 11.349 Joaquim de Moraes
Juventus **** 3º na A3 10.723 **** Nicolau Alayon ****
Barretos 5º na A3 10.680 Fortaleza
Inter de Limeira 6º na A3 18.000 Major Sobrinho
Grêmio Osasco 8º na A3 12.787 José Liberatti
Nacional 9º na A3 10.723 Nicolay Alayon
São José 10º na A3 12.234 Martins Pereira
São José FC 11º na A3 12.234 Martins Pereira
Itapirense 14º na A3 10.509 Chico Vieira

* Excluídos da Série A2, pela cidade não ter estádio para 8mil torcedores, mesmo sendo “rebaixados” da Série A1 para A2: Rio Claro – 15º na A1, Oeste – 3º na A2 e Água Santa – 4º na A2

** Excluídos da Série A2, pela cidade não ter estádio para 8mil torcedores: Santo André – 9º na A2 e Velo Clube – 14º na A2

*** Não poderiam subir da Série A3 para a Série A2 pelas suas cidades não terem estádios com capacidade para 8mil torcedores: Votuporanguense – 2º na A3, Atibaia – 4º na A3, Primavera – 7º na A3 (capacidade do Italo Limongi é de 6.914), Sertãozinho – 12º na A3 (capacidade do Frederico Dalmazo é de 6.948) e Flamengo de Guarulhos – 13º na A3 (capacidade do Antônio Soares de Oliveira é de 3.800)

**** Desde que jogue em outro local em São Paulo, que não seja a Rua Javari – exemplo: Nicolau Alayon, com capacidade de 10.723

Regulamento geral das competições da Federação Paulista

Art. 33 – Os Clubes, para participação e garantia do direito de acesso, deverão possuir no município de sua sede Estádio próprio, alugado ou por qualquer outra forma cedido com prioridade de uso, com a seguinte capacidade e nível, de acordo com critérios definidos no Manual de Infraestrutura de Estádios da FPF, anexo a este RGC:

a) Série A1 – acima de 10.000 (dez mil) lugares e Nível 3;

b) Série A2 – acima de 8.000 (oito mil) lugares e Nível 2;

c) Série A3 – acima de 6.000 (seis mil) lugares e Nível 2;

d) Segunda Divisão – acima de 5.000 (cinco mil) lugares e Nível 1

§ 1º – Nos níveis previstos no caput deste artigo serão de cumprimento obrigatório, a partir de 01.01.2016.

§ 2º – Não será permitida a instalação de arquibancadas provisórias, a partir de 01.01.2016.

§ 3º – Os Clubes deverão cumprir a obrigação prevista no caput e nas alíneas “a” a “d” deste artigo até a data de realização do Conselho Técnico.

§ 4º – A violação da norma prevista no parágrafo anterior sujeitará o infrator às sanções do § 15º deste artigo, inclusive no que diz respeito à impossibilidade de utilização do estádio.

Thiago Batista – Esporte Jundiaí
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– WhatsApp, Viber ou Messenger do Facebook?

Na era dos App de comunicação instantânea, apesar do Facebook querer popularizar (e forçar o uso do Messenger), o WhatsApp (cujo proprietário é o próprio Facebook) continua remando a distância.

O Viber corre por fora como alternativa; mas como poucos o tem, acaba “micando” para muitos. Estou nas 3 redes, mas confesso: sou avesso aos grupos!

O WhatsApp, particularmente, é um instrumento de trabalho que irrita. Deixo no silencioso e não aguento os alertas com publicações que me roubam o tempo (é um defeito meu, eu sei…). Mas é inegável suas qualidades quando bem usado – e a facilidade em utilizá-lo!

Coisas que me impressionam: minha filha de 6 anos está ensinando meu pai de 65 a utilizar o App!

Tempos de alfabetização tecnológica… precoce ou da 3a idade.

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– Figueirense 0x1 Atlético Mineiro e a nova desexpulsão no Brasileirão!

De novo um atleta é expulso e depois “desexpulso” em um jogo do Campeonato Brasileiro?

Novamente em Santa Catarina?

Com auxílio dos bandeiras?

Claro que a entonação é “prato cheio” para os adeptos das teorias conspiratórias alegarem que a CBF não quis acabar tão cedo o torneio e outras bobagens. Mas uma coisa é inegável: dá para questionar se tudo não ocorreu supostamente pela enésima vez com o auxílio de informação externa, pelo tempo da demora.

Creio que não (é minha opinião particular). Confio na categoria e experiência do ótimo bandeira Emerson Carvalho. Mas o certo é que o bom árbitro Marcelo Aparecido Ribeiro equivocou-se e entendeu que a bola que bateu no estômago de Leonardo Silva tinha sido mão intencional. Não foi. Sorte que o erro foi corrigido (espero, de maneira legal).

Insisto: de novo em Santa Catarina? O que acontece por lá?

Recorde outros casos, clique em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2015/10/05/sobre-chapecoense-5×1-palmeiras-e-as-corretas-e-injustas-mudancas-nas-decisoes-dos-arbitros-no-campeonato-brasileiro/

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