– Rei do Futebol e Rei do Apito na América

O jornal uruguaio El País premiou Neymar como “Rei da América”, na tradicional eleição de melhor jogador do continente que o periódico faz anualmente.

Na eleição, foram computados 438 votos de jornalistas – sendo 297 sulamericanos e os demais da imprensa européia.

O resultado final mostrou que os 3 melhores foram:

  • Neymar – Santos FC (Brasil): 199 votos;
  • Guerrero – SC Corinthians Paulista (Brasil): 50 votos;
  • Lucas – São Paulo FC (Brasil): 21 votos.

Assim como na Europa o “Bola de Ouro” possuía 3 atletas que jogavam no Campeonato Espanhol, na América do Sul os 3 melhores jogam no Campeonato Brasileiro.

E aí: os 3 atletas relacionados são realmente os melhores e com uma justa diferença de votos? Quem você escolheria?

Aproveitando: pena que não há o prêmio equivalente à arbitragem, um prêmio “Rei do Apito”. No Brasil, o árbitro Wilton Sampaio foi eleito o melhor do país (para mim, injustamente – Seneme, Paulo César, Vuaden, Marcelo de Lima Henrique, Heber, entre tantos outros, foram melhores do que ele).

E quem foi o melhor árbitro da América? Meu voto vai para Juan Soto, árbitro venezuelano que foi muito bem nos jogos internacionais que tive oportunidade de assistir (apesar de uma má atuação na partida Equador X Bolívia, pelas Eliminatórias – aparentemente uma exceção). Firme disciplinarmente, com boa postura e ótimo condicionamento físico, além de excelente condição técnica. Se manter o ritmo dessa temporada, arriscaria dizer que é um ótimo nome para a final da Copa do Mundo de 2014 (já que, cá entre nós, dificilmente a Venezuela estará na final – o que o impediria de apitar a decisão).

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– Sarney: o Democrata!

Vejam que loucura: José Sarney diz que ex-presidentes da República não deveriam se candidatar a cargos públicos!

Ué, por que ele mesmo não cumpre o que diz desejar? Desde que saiu da presidência, há quantos anos ininterruptos ele exerce a função política, eleito pelos maranhenses e amapaenses???

Tal declaração parece ser uma provocação à inteligência do eleitor…

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– Paciência: a Grande Virtude Cristã

A paciência é uma virtude cristã. Sendo assim, compartilho uma linda oração àqueles que carecem ter paciência, de Santa Teresa D’Ávila, e que nos dias atribulados e de correria em que vivemos, se faz necessária:

Nada te perturbe. Nada te espante. Tudo passa. A paciência tudo alcança.

Nada me perturbe. Nada me amedronte. A quem tem Deus nada falta. Só Deus basta.

Simples e belo, não?

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– Motivos para não estar no Facebook

Muita gente não quer estar no Facebook. Embora a Rede Social esteja na moda e cada vez mais e mais pessoas tenham ânimo em entrar nela, há outras que se preocupam em fugir da mesma por motivos próprios.

Compartilho o interessante texto de Eugênio Bucci (jornalista, professor da ESPM e da ECA-USP), escrito para a Revista Época dessa semana (Ed 11/06/2012), sobre a importância e explicações para se estar fora do Facebook.

PORQUE NUNCA ENTREI NO FACEBOOK

– Não, não estou no Facebook

“Quando a gente diz isso numa roda, num jantar ou num ponto de ônibus, a conversa silencia. Olhares incrédulos saltam sobre nossa figura tímida, como luzes de otorrinolaringologistas do futuro, tentando investigar nossas limitações ocultas. Analfabetismo digital? Conservadorismo? Alguém arrisca um”em que planeta você vive?”. Outro sente pena e tenta ser simpático:”Até minha avó está no Face, é tão friendly”. Aí, vem aquela voz categórica, que procura dar o sinal definitivo dos tempos: “Minha filha já nem usa mais e-mail. Com ela, é tudo pelo Facebook”. É assim que os 46,3 milhões de brasileiros que mantêm um perfil pessoal na maior rede social do planeta tratam os outros, os que estão de fora. Fazem ar de espanto. Fazem chiste, Bullying, assédio moral.

E não obstante:

– Não, não estou no Facebook.

E acho que tenho razão. Errados estão os 845 milhões de viventes que, em todas as línguas, em todos os países, puseram lá suas fotografias (tem gente sem camisa!) ao lado de seus depoimentos confessionais. Viventes e morrentes, é bom saber. Há poucas semanas, o escritor Humberto Werneck, em sua coluna dominical no jornal O Estado de S. Paulo, registrou um dado um tanto mórbido. Quando um sujeito morre – isso acontece, o perfil do defunto fica lá, intacto. O perfil do morto não entra em putrefação, nem vai para debaixo da tela. Os outros usuários, estes vivos, mas desavisados, podem “curtir” até cansar. O perfil não se mexe nem sai de cena. Não há coveiros digitais no tempo real. De todo modo, como não frequento isso que Werneck chamou de “cemitério virtual”, não posso saber como é. Apenas presumo que deva ser aflitivo. Também por isso, ali não entro nem morto.

A fonte da minha resistência, contudo, não está nessa situação terrível, não da morte em vida, mas da vida em morte a que a grande rede pode nos sentenciar. Também não está nas fotos de gente sem camisa. A evasão de intimidades em que estamos submersos é a regra totalitária. Até mesmo a fé – algo ainda mais íntimo que o sexo – ganhou estatuto de espetáculo nas telas eletrônicas, e a transcendência do espírito se converteu em explicitude obscena. Entre o lúbrico e o religioso, não é o festival abrasivo nauseante de intimidades que me mantém distante. Não é também a frivolidade.

O que mais me afasta desse tipo de rede social é o comércio. Nada contra as feiras livres, que, em qualquer lugar, em qualquer tempo, concentram as mais autênticas vibrações da cultura (a melhor porta de entrada para o viajante que quer conhecer uma cidade é a feira livre). Agora, o comercio no Facebook é outra história. Ele é ainda mais funéreo que a presença dos clientes mortos que não pagam nem arredam pé. Ali, a mercadoria é o freguês, o que vai ficando cada dia mais evidente, com denúncias crescentes sobre o uso de informações pessoais mercadejadas pelos administradores do site. Ali dentro, as mais exibicionistas intimidades adquirem um sinistro valor de troca para as mais intrincadas estratégias mercadológicas.

Já no tempo do Orkut – no qual também nunca pus os pés, ou os dedos, ou os dígitos – esse fantasma existia. Hoje, no Facebook, o velho fantasma é corpóreo, material, indisfarçável em seu jogo desigual. O usuário alimenta o usurário – com seu próprio trabalho, não remunerado. Clicando “curti” para lá e para cá, o freguês fabrica alegremente o “database marketing” que o vende sem que ele saiba. Estou fora. Muito obrigado.

Desconfio que esse padrão de relacionamento não é leal e não vai tão longe quanto promete. Não se mantiver o mesmo modelo. Mesmo como negócio, o Face dá sinais de ter batido no teto. A empresa menos de um mês e, desde então, as ações despencam. Já perderam mais de 24% de seu valor. Nesse período, o fundador e presidente executivo, Mark Zuckerberg, ficou USS 4,7 bilhões mais pobre. O Facebook precisa mudare, por enquanto, mudará sem minha ajuda, sem meu trabalho gratuito. Seguirei com meu cômodo bordão:

– Não, não tenho Facebook.

Dá para viver sem. Se me acusarem de dinossauro lamuriento, posso me defender. Tenho celular e sei operar controle remoto de televisão. Uso o Google, mas com um pé ressabiado bem atrás. Sabia fazer download de planilha Excel, mas esqueci. A tecnologia nos engolfa, eu bem sei, e não há como ficar de fora. Mas uma coisinha ou outra a gente ainda pode escolher. Um “não” ou outro, a gente ainda pode dizer.

– Não, não estou no Facebook.

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– Entidades Sociais Na Posse do Novo Prefeito de Jundiaí

por Reinaldo Oliveira

Entidades sociais de Jundiaí que desenvolvem trabalho de conscientização para algumas ações, solicitando do poder público, investimentos e equipamentos públicos em benefício da população, estarão presentes na solenidade de posse do prefeito eleito de Jundiaí, Pedro Bigardi.

Ciclistas do Pedala Jundiaí, movimento que nos últimos três anos, realizou eventos reunindo ciclistas todo ultimo sábado de cada mês em um passeio por diversos locais da cidade, com o objetivo de incentivar o uso da bicicleta como meio de transporte urbano, estarão presentes com seus equipamentos marcando presença e mostrando vontade de dialogar com a nova administração, apresentando idéias colaborativas para a instalação de ciclo-rotas e outros equipamentos que estimulem o uso da bicicleta no meio urbano.

Também os ativistas que defendem bons cuidados com os animais domésticos e de rua, marcam presença como forma de pressionar por mais espaço e atendimento, bem como lembrar algumas promessas de campanha feitas pelos candidatos, direcionadas em favor dos animais.

VOTO CONSCIENTE. Com o objetivo de chamar a população a cobrar as propostas de campanha, o Movimento Voto Consciente Jundiaí, lançou a campanha #Bigardi Prometeu.  Ela está sendo feita pelas redes sociais e pede a participação como forma de controle social e de pressão para o cumprimento das promessas feitas durante a campanha eleitoral.

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– Metas para 2013

Como é difícil traçar metas para o ano seguinte… Mais difícil, claro, são os objetivos a longo prazo.

Resolvi listar algumas coisas (às vezes, repetidas). Não sei se vou conseguir realizá-las, mas vamos lá (não estão em ordem prioritária):

1) Emagrecer! Afinal, mesmo treinando diariamente após o encerramento da carreira como árbitro, o peso aumentou. Está controlado, mas gostaria de voltar a ter o peso do auge da minha forma física: 72 kg!

2) Aceitar novos convites para colunas e comentários de arbitragem. Eles surgiram, mas meu período sabático (quebrado várias vezes) me impediu. Agora, acho que entrarei de cabeça, oficialmente.

3) Arranjar mais tempo para a família. Já tenho feito isso, mas preciso de ainda mais!

4) Pagar as minhas dívidas e reduzir minhas despesas (snif snif). Dói ver o meu saldo sempre no Vermelhê!

5) Ajudar mais nas pastorais da Igreja Católica. Sempre fui um leigo engajado, mas nos últimos anos os diversos compromissos me impediram de continuar em alguns. Tenho que voltar a frutificar os talentos e dons que Deus nos dá!

6) Aceitar outros convites para lecionar em outras Universidades. Não que vou sair da atual, mas quero arranjar mais tempo para a docência (que contraditório, acabei de reclamar de falta de tempo para a família!)

7) Escrever (ou melhor, continuar a escrever) o livro: “Por trás do homem de preto: aventuras e desventuras do apito”, sobre casos e “causos” do futebol que vivi.

Mas, não posso também deixar de agradecer a Deus por 2012. Pelos meus empregos, pelas minhas experiências, pelos meus desafios e também pelos meus problemas. E, sem dúvida, agradecer a Ele pela minha família.

“Quero te dar graças, Senhor, de todo o coração, proclamar todas as tuas maravilhas, alegrar-me e exultar em ti, cantar salmos ao teu nome ó Altíssimo”. (l 9 [9A], 2-4)

Ótimo 2013 a todos nós!

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