– Campeonato de Futebol do Taiti tem boas regras?

A Tahiti League Mana é desconhecida para nós. Totalmente. Mas é a 1a divisão de futebol do Taiti (país que se fez mais divulgado no esporte bretão em 2013, na Copa das Confederações do Brasil).

E por quê falamos desse torneio?

Porque lá, uma vitória vale 4 pontos, o empate vale 2 e a derrota vale 1. Nenhum resultado vale 0. E tudo aprovado pela FIFA.

Me recordei do falecido ex-presidente da FPF, Eduardo José Farah, que certa vez modificou a pontuação do Campeonato Paulista. Todo empate deveria ser decidido em cobranças de pênaltis. Se o empate fosse 0x0, o vencedor da disputa nos tiros penais levaria 1 ponto e o perdedor 0. Se fosse empate em gols, 2 pontos para o vencedor das cobranças e 1 ponto para o perdedor.

Em tempos em que se discute novidades no futebol, que tal se discutir a pontuação por vitória, também? A propósito, por que quem vence de 1×0 ganha 3 pontos igualmente como quem vence de 7×0? Lembro-me que a resistência foi grande quando se passou dar 3, e não 2 pontos para a vitória. 

Você mudaria alguma coisa?

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– Zagallo, o injustiçado

Vejo uma foto no site da CBF onde se mostra Zagallo recebendo uma camisa 13 (seu número da sorte, como costuma contar) do atual treinador Tite.

Se tivesse nascido em outro país, Zagallo teria uma estátua na entrada da CBF. Jogador, treinador, técnico e coordenador das Seleções Brasileiras que ganharam as 4 primeiras Copas do Mundo. Só não foi em 2002, mas vice em 98.

O problema é que o ar folclórico, o excesso de otimismo e algumas rusgas do “Velho Lobo” fazem as gerações mais novas o desrespeitarem. Lembram do: “Vocês vão ter que me engolir”, após vencer a Copa América, às vésperas da Copa da França?

Mário Jorge Lobo Zagallo: uma figura mítica (e por quê não: mística também) da Seleção Brasileira.

Eu o respeito demais, não só pelos seus cabelos brancos, mas pelo seu passado. Aliás, me choca um pouco vê-lo tão debilitado pela avançada idade.

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– Carille: ruim de diplomacia, ótimo em dinheiro no bolso.

Que papelão de Fábio Carille, na cara lavada, ao chamar a imprensa de mentirosa e depois se mandar para a Arábia Saudita!

Primeiro, negou que estava indo para o Al Hilal. Depois, aceitou a proposta do Al Wehda, um time tradicional da segundona árabe que subiu para a 1ª divisão. Tudo isso num prazo curtíssimo de tempo.

Entendo que muitos mentem em negociações. Mas fazer da forma que ele fez, com chilique, foi exagerado.

Aliás: como acertar tudo em dois dias, como dito, sendo que envolve uma Comissão Técnica inteira além dos familiares e pessoas que as rodeam?

Ninguém decide assinar um contrato de tempo tão logo e ir ao Oriente Médio do dia para a noite – mesmo com “dois caminhões de dinheiro”, como foi dito.

Enfim: será muita grana mesmo. Mas vai sumir do mercado, não tenha dúvida.

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– Acabaram os apelidos no Futebol?

Antes, tínhamos Pelé, Garrincha, Zico, Telefone, Índio, Vavá, Didi, Tostão, Biro-Biro e por aí vai.

Devido ao marketing, os jogadores ganharam nomes compostos: Marcos Assumpção, Flávio Conceição, etc. Mas algo que chama a atenção: tivemos há pouco tempo uma geração de Felipe Isso, Felipe Aquilo, Felipe Ciclano, Felipe Beltrano. Depois os Brunos; aí vieram os Lucas (Leiva, Moura, Silva, Santos, Fernandes). Daí os Thiagos e Tiagos. Agora: os Mateus A, Mateus B e Mateus C e os Matheus com “th”.

Se fosse na Década de 70, ou teriam apelidos ou seriam Mateus Segundo ou Mateus Terceiro, conforme o costume da época. Não dá um certo saudosismo?

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(Foto: autoria desconhecida. Quem souber sobre o autor, informar para crédito).

– Abandonaram o Guerrero?

O atacante Paolo Guerrero foi punido recentemente pela Wada. No julgamento que cancelaria ou não os seus 6 meses de gancho pela FIFA pelo dopping de cocaína, a pena foi aumentada para 14 e o deixou fora da Copa do Mundo.

Não há um questionamento curioso a fazer: por quê Flamengo e Seleção Peruana, a quem ele trabalha e serve, não o defenderam neste caso?

Questão moral não me parece ser. Estranho…

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– Escala da Arbitragem para Atlético Mogi x Paulista

 

Ricardo Bittencourt da Silva é o árbitro sorteado para o confronto do Galo nesta rodada 7. Com 27 anos, professor de Educação Física e bom porte físico, apitou em todas as rodadas da Segunda Divisão Sub23. Está em ascensão, após uma boa temporada na Série A3. Sua escala é da típica situação para manter o ritmo de jogo e dar experiência (quando um grandão – no caso o Paulista, que é líder – enfrenta um pequeno – no caso o Atlético, que é lanterna).

Os bandeiras serão Eduardo Vequi Marciano e Rafael Tadeu Alves de Souza (ambos experientes, provavelmente escalados para dar suporte ao juizão). O quarto-
árbitro será Márcio Mattos dos Santos.

Desejo boa sorte ao quarteto de arbitragem e grande jogo para as equipes.

Rumo à A3 em 2019? Parece que sim.

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– A Manipulação e Corrupção dos Árbitros na Copa do Mundo e na Máfia da Paraíba!

Antes mesmo do Mundial de Seleções começar, já se vê uma polêmica envolvendo a arbitragem: a SAFF (Federação de Futebol da Arábia Saudita) baniu perpetuamente das atividades esportivas o árbitro Fahad Al-Mirdasi, que está na lista dos árbitros da Copa do Mundo da Rússia 2018.

Segundo a Reuters, em reprodução no GloboEsporte.com:

O juiz admitiu ter feito uma oferta para interferir no resultado da final da Copa do Rei da Arábia no último sábado e está detido pela polícia local. Na noite de 11 de maio de 2018, Al-Mirdasi procurou por mensagem de texto um funcionário ligado a um dos finalistas e solicitou dinheiro corrupto em troca de ajuda na decisão. Al-Mirdasi está atualmente sob custódia da polícia, tendo confessado a solicitação pelo pagamento corrupto. A polícia apreendeu seu celular quando ele foi preso – disse a SAFF em um comunicado emitido nesta segunda-feira. Sob suspeita, ele já tinha sido afastado da decisão entre Al-Ittihad e Al-Faisaly“.

A questão é: a FIFA ainda não se pronunciou sobre a retirada do nome de Al-Mirdasi da lista de árbitros, tampouco se substituirá seu nome por outro.

Enquanto isso, no Brasil, impressiona-se pelo caso envolvendo a Máfia do Apito na Paraíba. Muitas pessoas ligadas a clubes, federação e comissão de arbitragem citados, aparecendo, de acordo com a reportagem do programa Fantástico, o nome do ex-árbitro FIFA Francisco Carlos do Nascimento, o “Chicão de Alagoas”. em suspeita gravação com dirigente do Campinense-PB, antes da partida contra o Botafogo-PB.

Segundo a reportagem (link com referências em: https://is.gd/dYSDOe), 

O nome do árbitro alagoano Francisco Carlos do Nascimento, o Chicão, apareceu nas investigações da Polícia Civil, que, liberou, inclusive, o áudio de uma conversa do juiz com o presidente do Campinense, William Simões, antes da primeira partida da final do Campeonato Paraibano“.

Diante de fatos tão graves em âmbito mundial e nacional, não desejemos honestidade plena em referência continental. Eis que leio sobre o árbitro venezuelano José Argote, que tem sido escalado com muita constância pela Conmebol em partidas pela Libertadores da América (incluindo jogos de brasileiros), que está sendo detido em seu país por conta da operação “Mãos de Papel”, que se refere a contrabando de moeda (a matéria está aqui: https://is.gd/ivtpyC).

Eu estou muito preocupado com a credibilidade do futebol, seja em referência aos árbitros, aos seus comandantes ou aos dirigentes das entidades. E você?

Nunca me esquecerei do respeitado jornalista italo-brasileiro Claudio Carsughi, que um dia disse:

Se Deus, na sua tão grande bondade, não poupou nem mesmo a Igreja de corrupção, por que o faria no futebol? E por que justamente a uma categoria específica: a dos árbitros?

Vale refletir…

Fahad Al-Mirdasi durante duelo entre  Portugal x México no ano passado (Foto: Getty Images)

Fahad Al-Mirdasi durante duelo entre Portugal x México no ano passado (Foto: Getty Images)

– A matemática é simples no Brasileirão-18, viu São Paulo FC?

Vejo que o SPFC está no meio da tabela do Brasileirão, sendo o único invicto e estando com 7 pontos no torneio. Tem 1 vitória e 4 empates até agora. Mas…

Pelos critérios de desempate, se o São Paulo tivesse os mesmos 7 pontos, tendo vencido dois jogos e empatando outro, mesmo com duas derrotas estaria mais à frente na tábua de classificação.

E isso mostra o quê?

Que atacar, sem dúvida, é um risco a se correr no torneio. Veja a importância de somar vitórias, em detrimento dos mesmos pontos em empates se vangloriando de não perder.

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– Com pena do Dani Alves. Mas não é o fim do mundo, né?

Sobre Daniel Alves e a sua ausência na Copa do Mundo da Rússia 2018 devido a uma contusão de última hora. O que dizer?

Como ser humano, a lamentar! Ficar de fora de um evento como esse, após o cara esperar ansiosamente, é frustrante.

Como esportista, idem. Por mais que se reclame do seu nível de desempenho na Seleção Brasileira não estar a altura do que jogava no Barcelona com Messi, ainda assim é o melhor Lateral Direito que temos.

Como cidadão, ao ouvir suas baboseiras em entrevistas polêmicas e comportamento duvidoso, já não é problema meu… 

Para a Seleção, a ser convocada hoje, é ruim sua ausência. Mas não será por ele que o Brasil ganhará ou perderá o Mundial.

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– Goleiro Santos usando celular no Atlético Paranaense x Atlético Mineiro?

E não é fake, montagem ou outra coisa qualquer deturpada? Seria mesmo real e com a bola rolando?

O goleiro Santos, do Atlético Paranaense em jogo contra o Atlético Mineiro, durante um determinado momento em que seu time estava no ataque, aproveitou e usou o celular. 

Isso não podenem com a bola rolando e nem com ela parada. A partir da Copa do Mundo de 2018, o que “voltará a poder” é a comunicação eletrônica entre treinadores e assistentes técnicos. Isso que o goleiro fez, não!

Claro que as brincadeiras já pipocam. Fernando Diniz, tão inovador que é, não foi o idealizador disso não.

Já pensaram se alguém chuta para o gol e o goleiro está lendo seus WhatsApps? Ai, ai, ai… Aliás, provavelmente será suspenso pelo STJD e punido pelo seu próprio clube por tal irresponsabilidade.

Para quem não viu, abaixo:

– Grenal: a eterna guerra escondeu a bola?

No clássico entre Grêmio 0x0 Internacional, muitas notícias e polêmicas. Mais do que “o jogo jogado”, falou-se em:

– A presença do jogador da NFL e marido da Gisele Bündchen, Tom Brady, na Arena;

– Homenagem (justa) ao falecido ex-presidente Fábio Koff;

Torcedor que apanhou por soltar um sinalizador no gramado;

– Renato Gaúcho dizendo que o Inter jogou como time pequeno;

Pênaltis reclamados contra a arbitragem de Wilton Sampaio, nosso VAR na Copa do Mundo da Rússia (um deles com razão absoluta, outro na dúvida);

D’Alessandro “pegando” na pancada Luan.

Bola que é bom mesmo, pouco se discutiu. O certo é que o Tricolor Gaúcho, que joga o futebol mais bonito do Brasil, parou na eficaz defesa do Colorado (que tem seus méritos por isso).

Tá ficando chato falar de futebol no extra-campo…

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– Análise da Arbitragem de Paulista 3×0 São José

Que jogo chato para se apitar! Jogadores não colaboraram, reclamaram de tudo – embora, sejamos justos, apesar das chiadeiras (que não procedem) tivemos uma das melhores partidas da Série B.

O árbitro Douglas Marques Flores esteve muito bem fisicamente. É nítida a evolução de sua estreia precoce na A1 tanto técnica quanto disciplinarmente. Também seu posicionamento dentro de campo foi muito bom – a lamentar o tal de “ponto futuro” para as cobranças de faltas próximo à área penal, mas aqui é culpa da orientação que ele recebe (aceita correr o risco de não ver o batedor e até mesmo a barreira, robotizado na atenção da muvuca na grande área).

Uma bobeada da arbitragem ocorreu aos 14 minutos, quando o atleta Marcelinho 8 (SJO) sentiu uma contusão e caiu no campo. Jogadores do Paulista e São José disputavam a bola e o árbitro parou o jogo para atendimento do atleta caído. Só que os atletas não perceberam e começaram a discutir uma falta marcada ou não (não foi nada não, foi interrupção para o jogador caído no meio de campo). Só que para coibir o início do tumulto, árbitro e bandeira 2 foram separar os atletas e esqueceu-se o lesionado! Somente depois de um tempo, com a permissão do 4º árbitro, houve o atendimento médico.

Aos 40 minutos de jogo, o técnico Sérgio Caetano foi advertido pelo quarto-árbitro de maneira equivocada. Ao chamar atenção do treinador por reclamação comum, foi desnecessariamente com o dedo em riste. Mostrou falta de experiência, pois “quis crescer e mostrar serviço” num momento totalmente indevido do jogo. Bastava adverti-lo com firmeza, sem perder a compostura.

No segundo tempo, acerto do árbitro ao não marcar a bola na mão dentro da área como lance faltoso (o Paulista reclamou de pênalti que não foi). Na sequência, contra-ataque para o São José que foi “matado” pela falta de Papalégua, recebendo corretamente o cartão amarelo com 1 minuto da etapa final. Assim como foi também bem aplicado o Amarelo aos 9 minutos na falta de Dieguinho (SJO) em Rafael Senna (PFC). Vale apenas chamar a atenção de que se poderia ao menos dar advertência verbal a Bessa (SJO) por insistentes pedidos de faltas inexistente.

O placar em faltas no 1º tempo foi 7×7, sendo 3 cartões amarelos aplicados por indisciplina. No 2º tempo, 5×8, sendo mais 3 amarelos.

Os dois bandeiras participaram bastante do jogo, tanto em impedimentos quanto na marcação de faltas, mostrando que o trabalho em equipe foi bem realizado.

Enfim: a mim, uma surpresa agradável a arbitragem de Douglas, redimindo-se de más atuações em Jundiaí. Gostei do que vi e, afirmo, se continuar assim, poderá voltar a ser escalado em jogos de divisões mais importantes.

Árbitro: Douglas Marques Flores

Bd 1: Fabrício Porfírio de Moura

Bd 2: Diogo Correia dos Santos

4o Árb: Roque da Silva Pereira

Público: 1.020 torcedores

Renda Bruta: R$ 13070,00

Renda Líquida: R$ 9018,00

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– O texto original das mudanças da Regra de Jogo 2018 / 2019

Dias atrás, comentamos algumas mudanças relevantes nas Regras do Futebol (reveja aqui: https://wp.me/p55Mu0-1XG). Mas lembremo-nos que muitas vezes a tradução ao livro brasileiro não tem sido fiel aos originais da FIFA (e às vezes, demora-se a publicar).

Algumas coisas interessantes que podem ser encontradas nas alterações:

Morder um companheiro foi incluído na regra, a fim de melhora da redação do texto, tirando a dúvida (desnecessária) de que isso é falta para expulsão.

– É permitido revisar uma decisão disciplinar (de cartão amarelo ou vermelho) mesmo depois de reinício do jogo.

– A nomenclatura da Regra 6 mudou, devido ao incremento do VAR e do AVAR nos seus apontamentos;

– Não existe a possibilidade de cobrar um arremesso lateral sentado. Nunca houve, agora se resolve deixar ainda mais claro;

– As punições para jogadores que tumultuarem a observação do árbitro quando ele for à área do monitor e assistir o lance, provocado ou não pelo VAR, foram reguladas e vão do Amarelo ao Vermelho, de acordo com a sua natureza;

– O “tempo de refresco”, chamado de parada para a hidratação, NÃO PODE exceder em 1 minuto e deve ser considerado nos acréscimos da partida;

– Liberação para o uso de equipamentos eletrônicos por parte dos treinadores e seus assistentes;

– Permissão de monitores de desempenho físico, desde que tenham o selo FIFA de aprovação;

– Substituições de atletas ilimitadas em categorias amadoras;

– Permissão de 4ª substituição em prorrogações nas partidas profissionais;

– Orientação de que um goleiro substituto que venha participar da decisão por tiros penais (ele pode substituir um goleiro que se lesiona nesse momento) deverá cobrar o seu tiro penal somente quando todos os demais companheiros cobrarem (ou seja, ele “substitui na ordem” o goleiro que saiu).

– Dirimida a situação do “instante de milésimo de segundo de um lançamento de impedimento”: ou seja, se considera quando começa o toque na bola para lançar, não quando terminar.

Outras mudanças podem ser lidas no texto original, encontradas no anexo em: Laws of the Game_2018-19_Law Changes explained_ES

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– Os Áudios da Corrupção no Futebol

Se esses senhores citados nesta matéria fazem isso sem escrúpulos nas negociações, é de se duvidar que façam em outras áreas do futebol (como arbitragem, administração, pessoal, marketing e publicidade)?

Sobre a vergonhosa gravação de J Hawilla, envolvendo Kleber Leite, José Maria Marin e Marco Polo Del Nero (surgida hoje), abaixo,

Extraído de: http://interativos.globoesporte.globo.com/futebol/futebol-internacional/especial/grampos-revelam-como-funcionava-distribuicao-de-propina-no-caso-fifa

ÁUDIOS DA PROPINA

Grampos revelam como funcionava distribuição de propina no “Caso Fifa”. Áudios e documentos mostram que empresários subornaram dirigentes para obter contratos

10/05/2018 15h00 – Reportagem por Martín Fernandez,Desenvolvimento por Carlos Lemos

Na manhã de 9 de maio de 2013, o empresário brasileiro J. Hawilla acordou com o toque do telefone em sua suíte no hotel Mandarin, em Miami. No lobby do cinco estrelas, agentes do FBI, a polícia federal americana, o esperavam para prendê-lo por obstrução de justiça. No dia seguinte – exatamente cinco anos atrás – o dono da Traffic, então uma das maiores agências de marketing esportivo do mundo, começou a colaborar com as autoridades americanas nas investigações do “Caso Fifa”.

José Hawilla

Empresário, dono da Traffic. Foi preso pelo FBI em 2013, confessou vários crimes e virou um dos principais colaboradores da justiça nos EUA no “Caso Fifa”

Em troca de não ser processado por alguns crimes, Hawilla passou a gravar telefonemas e reuniões pessoais com dirigentes de futebol, funcionários de suas empresas, sócios e concorrentes. O empresário também forneceu documentos, contratos e relatou encontros dos quais participou. Sua colaboração foi decisiva para as investigações, em curso até hoje, que resultaram no indiciamento de dezenas de cartolas, entre eles os três últimos presidentes da CBF e os três últimos presidentes da Conmebol.

Os grampos de J. Hawilla e centenas de documentos relativos ao caso mostram o dono da Traffic e seus interlocutores discutindo abertamente o pagamento de propina para cartolas em troca dos direitos comerciais da Copa do Brasil e da Copa América, entre outras competições. O “Caso Fifa” atingiu diretamente os dois últimos presidentes da CBF: Marco Polo Del Nero foi banido de todas as atividades relacionadas a futebol e José Maria Marin foi preso. Parte das gravações feitas por Hawilla foi divulgada pela TV Record em dezembro de 2017.

O esquema funcionava assim, segundo a investigação: as agências subornavam os dirigentes para conseguir a preço baixo os contratos de campeonatos da CBF e da Conmebol. Os direitos comerciais das competições eram cedidos a esses intermediários sem que houvesse nenhum tipo de concorrência. Os direitos depois eram revendidos para emissoras de TV e patrocinadores por valores muito mais altos. Com parte do lucro da operação, as agências pagavam os subornos aos cartolas. O caso corre nos EUA porque os esquemas de corrupção usavam bancos e empresas americanas para movimentar dinheiro.

O GloboEsporte.com procurou todas as pessoas citadas nesta reportagem. Hawilla, que é acionista da TV Tem, afiliada da Rede Globo, não comentou. A defesa de Marco Polo Del Nero afirmou que não há provas de que o cartola tenha recebido suborno. Por meio de seu advogado, o ex-presidente da CBF Ricardo Teixeira afirmou que as gravações de Hawilla “não têm legitimidade nem verossimilhança” e por isso vai processar o empresário. Os advogados de José Maria Marin não quiseram comentar o caso. O empresário Kléber Leite, que foi grampeado por Hawilla, afirmou que não reconhece as gravações como idôneas. Sua nota completa está publicada ao fim deste texto.

– Há flagrante manipulação nos diálogos. Uma total desconexão entre o que se pergunta e o que se responde. Jamais nos diálogos reais, verdadeiros, mantidos por mim, com o delator e réu confesso José Hawilla, houve menção a nomes de pessoas, ao contrário do que ocorre nas gravações, quando os nomes são citados, exclusivamente, por ele.

Copa do Brasil: propina milionária

O diálogo reproduzido a seguir se deu no dia 2 de abril de 2014 entre os empresários José Hawilla e Kléber Leite, respectivamente donos das agências de marketing esportivo Traffic e Klefer, empresas que até hoje são donas de parte dos direitos da Copa do Brasil. Durante décadas, os dois empresários foram amigos e sócios. Romperam depois que o escândalo de corrupção se tornou público e ficou claro que Hawilla havia grampeado Leite.

J. HAWILLA — O Marin e o Marco Polo sabem que você está pagando mais para o Ricardo?

KLÉBER LEITE — Claro que sabem.

J. HAWILLA — Que você paga mais?

KLÉBER LEITE — Não. Não pago mais, Hawilla. É um e um.

J. HAWILLA — Mas esse um do Marin ele divide com o Marco Polo, não divide?

KLÉBER LEITE — Divide. Como eles fazem, não tenho a menor ideia.

Segundo o Departamento de Justiça dos EUA, os direitos da Copa do Brasil foram obtidos graças ao pagamento de propinas milionárias para os três últimos presidentes da CBF: Ricardo Teixeira (1989-2012), José Maria Marin (2012-2015) e Marco Polo Del Nero (2015-2018).

O “um” citado no diálogo é o valor do suborno. R$ 1 milhão por ano para Ricardo Teixeira e mais R$ 1 milhão por ano para ser dividido entre Marin e Del Nero. A conversa por telefone foi gravada por J. Hawilla, que atuava orientado por promotores de Nova York e agentes do FBI.

Marin foi condenado pela Justiça dos EUA e está preso enquanto aguarda a divulgação de sua sentença. Teixeira e Del Nero não ocupam mais cargos no futebol. Os dois estão no Brasil, país que não extradita seus cidadãos. Sempre que se pronunciaram sobre o assunto, Del Nero e Teixeira afirmaram ser inocentes.

Em entrevista à TV Globo no dia 27 de maio de 2015, Kléber Leite afirmou que nunca pagou propina a nenhum dirigente. De fato, não há nenhuma acusação contra o empresário, nem no Brasil nem nos EUA.

— Jamais usamos deste expediente para obtenção de qualquer contrato ao longo dos 32 anos de vida da Klefer.

Em dezembro de 2011, três meses antes de deixar a presidência da CBF, Ricardo Teixeira vendeu os direitos das edições de 2015 a 2022 da Copa do Brasil para a Klefer, empresa de Kléber Leite. Por que 2015? Porque os direitos do torneio até 2014 já estavam vendidos para a Traffic, de J. Hawilla.

Valor do contrato com a Klefer: R$ 1.319.000,00 por ano em troca de todos os direitos da Copa do Brasil com “exceção de internet e transmissão por TV dos jogos da categoria masculina para território brasileiro e transmissões estrangeiras em língua portuguesa, cujos direitos a CBF cedeu à Rede Globo”.

Contrato de dezembro de 2011 em que a CBF vende os direitos da Copa do Brasil para a Klefer

Numa das conversas gravadas por Hawilla, em 26 de março de 2014, Kléber Leite dá a entender que, por este acordo entre 2015 e 2022, a Klefer pagava uma propina anual de R$ 2 milhões para Teixeira, Marin e Del Nero.

KLÉBER LEITE — Hawilla, eu tenho impressão, eu tenho impressão, que antes era um e meio. Eu tenho impressão que antes era um e meio. Esse um e meio reduziu para um, para ter mais um para os outros caras.

Os “outros caras” são José Maria Marin e Marco Polo Del Nero. Em 12 de março de 2012, acossado por denúncias de corrupção dentro e fora do Brasil, Ricardo Teixeira renunciou à presidência da CBF e aos cargos que ocupava na Fifa e na Conmebol.

Na CBF, Teixeira foi sucedido por Marin, na época o vice-presidente mais velho da entidade. Os postos nos Comitês Executivos da Conmebol e da Fifa foram ocupados por Del Nero. A dupla passou a mandar no futebol brasileiro. Del Nero e Marin, segundo a investigação americana, herdaram mais do que os cargos.

Em agosto de 2012, cinco meses depois da renúncia de Teixeira, Klefer e Traffic assinaram um acordo sobre a Copa do Brasil. Em vez de uma agência (Traffic) explorar comercialmente o torneio em 2013 e 2014 e a outra (Klefer) de 2015 até 2022, elas trabalhariam juntas por todo o período. Como a Klefer detinha originalmente um contrato mais longo, a Traffic concordou em pagar R$ 12 milhões como compensação.

Klefer e Traffic entram em acordo para explorar em conjunto a Copa do Brasil até 2022

Segundo os grampos e os documentos, o acordo também previa uma nova divisão do pagamento de propina. Teixeira, que recebia R$ 1,5 milhão sozinho, teve sua “cota” anual rebaixada para R$ 1 milhão. Marin e Del Nero, que acabavam de chegar ao comando da CBF, também recebiam R$ 1 milhão – valor que deveria ser dividido entre eles. Os detalhes foram discutidos numa conversa entre J. Hawilla e Kleber Leite gravada no dia 2 de maio de 2014.

KLÉBER LEITE —

Foi uma maneira que nós encontramos

de dar uma equilibrada. Porque você tem que atender um lado. Você… e ainda diminuímos o outro. Quer dizer…. Coloquei para um:

“Olha, tem que dar uma diminuída, porque não tem alternativa. Você vai ceder um lado e nós vamos acrescentar outros. Aí emparelha”. Aí tiramos 500 de cá e colocamos mais 500. Ficou um e um. Foi exatamente isso.

J. HAWILLA — Sim, mas o outro um tem que dividir por dois. É isso que estou te falando, pô. Tem que dividir por dois.

KLÉBER LEITE — Mas Hawilla, isso é problema deles, é um problema de ordem interna lá. Eu não tenho que me imiscuir nisso. É problema deles.

J. HAWILLA — Então não é um e um. É 500, 500 e um. Você entendeu?

KLÉBER LEITE — Hawilla, como eles fazem, eu não tenho a menor ideia. Eu não tenho a menor ideia. Para mim é passado e presente. Você tem que respeitar o passado que é lá que foi resolvido. Já foi acordado, o passado resolveu ceder. Cedeu. E a gente acertou aqui o presente e o futuro. Agora, o que que eles fazem, quando dividem, de que forma, não é problema meu. Não tenho nada a ver com isso, pô. Isso é problema deles.

Os mesmos números constam de emails trocados entre funcionários das duas empresas, e em documentos apreendidos por autoridades brasileiras (e enviados aos EUA) na sede da Kléfer, no Rio de Janeiro. O termo “passado” é usado para identificar Ricardo Teixeira, que à época já estava fora da CBF havia quase dois anos. Os termos “presente” e “futuro“ servem para designar a dupla formada por José Maria Marin e Marco Polo Del Nero.

E-mail de funcionário da Kléfer para funcionário da Traffic no qual estão detalhadas as propinas referentes ao contrato da Copa do Brasil

Os codinomes foram repetidos num SMS enviado por Kléber Leite para J. Hawilla no dia 31 de março de 2014.

SMS de Kleber Leite para J. Hawilla no qual estão detalhados os pagamentos para “passado” (Ricardo Teixeira) e para “presente e futuro” (José Maria Marin e Marco Polo Del Nero

Os valores e a forma de pagamento dos subornos foram discutidas várias vezes. Num telefonema gravado no dia 24 de março, o dono da Traffic se referiu às propinas como “o PF dos caras”. O dono da Klefer tentou alertar sobre o perigo de falar sobre o assunto ao telefone.

KLÉBER LEITE — [inaudível] Mas agora não sei se o pagamento… tenho impressão, talvez, que eles tenham feito o pagamento fora. Talvez por aí. Mas pessoalmente a gente conversa sobre isso.

J. HAWILLA – Sei. Mas já pagou uma parcela?

KLÉBER LEITE — Já pagamos. Com absoluta certeza.

J. HAWILLA – Pagou para o Ricardo, o Marco Polo e o Marin?

KLÉBER LEITE — Não… não sei. Hawilla, não vamos falar essas coisas por telefone, não, porque é muito perigoso, bicho. Já basta aquela última lá sobre aquele negócio daquele cara. Falar por essa porra aí é complicado. Pessoalmente a gente fala sobre isso. Eu não estou no Brasil, mas telefone é foda, telefone é uma merda.

J. Hawilla não gravou apenas conversas por telefone. No fim da tarde de 30 de abril de 2014, o empresário se reuniu pessoalmente com José Maria Marin, na época presidente da CBF, no hotel Aqualina, outro cinco estrelas de Miami. O dono da Traffic carregava um gravador escondido e provocou o cartola ao mencionar o pagamento anual de R$ 1 milhão para Ricardo Teixeira, que àquela altura já não era presidente da CBF havia dois anos.

J. HAWILLA —

Agora a Copa do Brasil…

Tem que dar R$ 1 milhão pro Ricardo? Fala para mim.

JOSÉ MARIA MARIN — Eu acho, presta bem atenção, presta bem atenção que, puxa, o que nós já fizemos e estamos fazendo… já era hora de chegar no nosso lado. Não é verdade?

J. HAWILLA — Lógico, lógico. O dinheiro tem que ir para vocês.

JOSÉ MARIA MARIN — É isso.

J. HAWILLA — Não é pra ele.

Em 27 de maio de 2015 Marin foi preso em Zurique. Uma tradução ao inglês desta conversa com J. Hawilla estava no indiciamento tornado público naquele dia pelo Departamento de Justiça dos EUA. O cartola foi extraditado para os EUA seis meses depois e cumpriu prisão domiciliar em seu apartamento na Trump Tower, em Manhattan, até finalmente ser julgado e condenado em dezembro de 2017.

Marco Polo Del Nero e Ricardo Teixeira seriam citados num segundo indiciamento, de dezembro de 2015, acusados dos mesmos crimes pelos quais Marin foi condenado. Os dois estavam (e continuam) no Brasil, país que não extradita seus cidadãos, motivo pelo qual nunca foram (nem serão) julgados nos EUA.

Teixeira não exerce desde 2012 nenhum cargo relacionado a futebol. O período de Marco Polo Del Nero como presidente da CBF terminou em 27 de abril de 2018, quando o Comitê de Ética da Fifa o baniu para sempre de todas as atividades relacionadas a futebol. O cartola vai recorrer da decisão da entidade que manda no futebol mundial.

Procurada, a CBF enviou uma nota na qual afirma que fará concorrências para definir os donos dos direitos de suas competições:

– Não existe nenhum contrato ou relação comercial entre a CBF e a empresa Traffic. Com relação à Klefer, existe um contrato firmado em 2011 e com vigência até 2022. A CBF tem buscado sempre que necessário propor renegociações que atendam aos interesses da entidade e dos clubes participantes. Quanto ao futuro, o compromisso da CBF é pela realização de concorrência para definição de detentores de direitos relativos a competições e Seleção Brasileira.

O empresário Kléber Leite enviou a seguinte nota à reportagem:

As gravações que já foram divulgadas há bastante tempo pela TV Record, não reconheço como idôneas. Há flagrante manipulação nos diálogos. Uma total desconexão entre o que se pergunta e o que se responde. Jamais, nos diálogos reais, verdadeiros, mantidos por mim, com o delator e réu confesso, José Hawilla, houve menção a nomes de pessoas, ao contrário do que ocorre nas gravações, quando os nomes são citados, exclusivamente, por ele.

Aliás, há um quadro no programa do Washington Rodrigues, na Rádio Tupi, que é exatamente o que aqui relato, quando o diálogo que vai ao ar sofre manipulação exatamente na fala de quem entrevista.

Diálogo original: “Ô fulano, você gosta de usar a camisa do Flamengo?” Resposta: “Adoro. Simplesmente me realizo. É o meu momento de glória.”

Diálogo que vai ao ar: “Ô fulano, você gosta de se vestir de baiana?” Resposta: “Adoro. Simplesmente me realizo. É o meu momento de glória.”

Nas gravações exibidas pela TV Record que, imagino serem as mesmas mencionadas por você, os meus advogados tentaram realizar perícia, porém, pela qualidade, os peritos contatados afirmaram ser impossível uma avaliação 100% precisa.

Enfim, respeito, mas lamento que este tema, já amplamente divulgado, retorne ao noticiário, como se já não tivesse causado enorme estrago na vida das pessoas.

Copa América: “Vamos todos presos”

Em 1991 começou a funcionar na América do Sul um esquema de corrupção no futebol que só seria interrompido mais de 20 anos depois pelo FBI e o Departamento de Justiça dos Estados Unidos. Naquele ano, sem fazer nenhum tipo de concorrência, a Conmebol vendeu para a Traffic os direitos comerciais de três edições da Copa América, a serem disputadas em 1993, 1995 e 1997.

A agência de J. Hawilla pagou US$ 6,6 milhões pelo contrato – US$ 2,2 milhões para cada edição do torneio. O então presidente da Conmebol, Nicolas Leoz, impôs uma condição: só assinaria aquele contrato se recebesse um suborno. J. Hawilla topou pagar.

– Eu não lembro precisamente, mas foi algo como US$ 500 mil. Paguei porque precisava do contrato – confessou o empresário brasileiro durante seu depoimento no julgamento do “Caso Fifa” no Tribunal Federal do Brooklyn em dezembro de 2017.

A Traffic conseguiu os contratos de todas as oito edições da Copa América disputadas até 2011 com o mesmo expediente, pagando propina a quem tomava as decisões na Conmebol. Além de Leoz, J. Hawilla declarou (sob julgamento) ter subornado por vários anos os ex-presidentes da CBF, Ricardo Teixeira, e da AFA (Associação de Futebol Argentino), Julio Grondona, morto em 2014.

Trechos do depoimento de Hawilla à Justiça dos EUA, no qual ele afirma ter subornado Leoz, Teixeira e Grondona

De acordo com várias testemunhas do “Caso Fifa”, o trio mandou no futebol sul-americano sem ser incomodado até 2010. Foi quando a cúpula da Conmebol teve que lidar com o que J. Hawilla chamou de “golpe de estado” dentro da confederação. Os presidentes das federações de Equador, Venezuela, Colômbia, Bolívia, Peru e Paraguai criaram um grupo político para reclamar do excesso de poder concentrado em Leoz, Teixeira e Grondona.

O “Grupo dos 6” – que logo passaria a ter a presença do Chile e viraria “dos 7” – exigia o fim dos contratos com a Traffic. Eles queriam que os direitos da Copa América fossem vendidos para a empresa argentina Full Play, dos empresários Hugo Jinkis e Mariano Jinkis, pai e filho.

Também por meio do pagamento de subornos, os Jinkis já haviam estabelecido relações com dirigentes desses países. A pressão deu certo. No dia 8 de junho de 2010, uma reunião em Johanesburgo decretou a derrota da Traffic e a vitória da Full Play. A Conmebol assinou um contrato que dava à empresa argentina todos os direitos da Copa América a partir de 2015.

Problema: a Conmebol já havia vendido os mesmos direitos para a Traffic, como prova um documento assinado por Nicolas Leoz, então presidente da entidade, em fevereiro de 2004.

Contratos assinados pela Conmebol vendendo os mesmos direitos da Copa América de 2015 para duas empresas

J. Hawilla não aceitou apanhar calado. Em novembro de 2011, a Traffic foi para a guerra: entrou com uma ação na Justiça da Flórida, nos EUA, contra a Conmebol, seu presidente Nicolas Leoz, todas as dez federações de futebol da América do Sul e mais a Full Play.

O contra-ataque de Hawilla funcionou. O processo se arrastou por um ano e drenou centenas de milhares de dólares dos cartolas para o pagamento de advogados americanos. Os Jinkis e a Conmebol propuseram a Hawilla uma trégua, um acordo. E ele aceitou.

O dono da Traffic topou encerrar a ação na Justiça dos EUA. Em troca, sua agência de marketing esportivo foi incluída num consórcio, formado por três empresas, que compraria da Conmebol todos os direitos da Copa América dali por diante.

No dia 21 de maio de 2013 formalizou-se a criação da Datisa, uma fusão da brasileira Traffic com as argentinas Full Play, de Hugo e Mariano Jinkis, e Torneos (que neste caso usava o nome “Productora”), controlada pelo empresário Alejandro Burzaco, também já com anos de experiência no pagamento de propina para dirigentes da América do Sul.

No dia 25 de maio, só quatro dias depois de criada, a Datisa comprou da Conmebol as quatro edições seguintes da Copa América: 2015, 2016, 2019 e 2023. De novo, não houve nenhum tipo de concorrência pelos direitos. Só pela assinatura deste contrato, a Datisa distribuiria US$ 20 milhões em subornos para 11 dirigentes da Conmebol.

Esse contrato já previa os valores pelos quais a Datisa compraria cada edição da Copa América: US$ 75 milhões por 2015, US$ 80 milhões por 2019 e US$ 85 milhões por 2023. A edição de 2016, que incluía a participação de times da Concacaf, seria discutida à parte.

O que não estava escrito, mas era sabido por todos os que faziam parte desse acordo: a cada nova edição do torneio, a empresa voltaria a distribuir dezenas de milhões de dólares em propina para os dirigentes do continente.

A criação da Datisa foi formalizada no dia 21 de maio de 2013; quatro dias depois, a empresa já comprava os direitos comerciais da Copa América

Os novos sócios de J. Hawilla não sabiam que ele havia sido preso pelo FBI e estava colaborando com as autoridades americanas que investigavam um grande esquema de corrupção no futebol mundial. Orientado por promotores americanos, o brasileiro gravou reuniões com Burzaco e os Jinkis no hotel Aqualina, em Miami, no dia 30 de abril de 2014. Provocados por Hawilla, os três empresários falam abertamente sobre o pagamento de propina para dirigentes da Conmebol. Quem detalha a divisão do dinheiro é Alejandro Burzaco.

ALEJANDRO BURZACO —

Jota, nossa conta é muito fácil.

Nós damos três ao Brasil, três para a Argentina e três para o presidente. Três ao presidente. E mais: ele substituiu a Nicolas [Leoz] e já nos fez saber no primeiro dia.

Ele, no caso, é Eugenio Figueredo, que sucedeu Nicolas Leoz na presidência da Conmebol em 2013. Figueredo, que confessou ter cometido crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, está em prisão domiciliar no Uruguai. Ele seria substituído em 2014 no cargo pelo paraguaio Juan Angel Napout, que a exemplo de José Maria Marin foi condenado e está preso nos EUA. Na continuação da conversa gravada por Hawilla, Burzaco explica quanto pagava de propina para cada dirigente.

ALEJANDRO BURZACO — ao secretário-geral. E um milhão e meio para sete presidentes.

J. HAWILLA — Para os sete?

ALEJANDRO BURZACO — Sete presidentes, um milhão e meio [de dólares]. Porque há um país a quem não temos que dar nada

J. HAWILLA — Por que?

ALEJANDRO BURZACO — Porque é honesto. E agora acabam de expulsá-lo.

MARIANO JINKIS — Acabam de expulsá-lo porque é o único…

ALEJANDRO BURZACO — Então nunca demos nada a ele. E economizamos esse dinheiro.

O “honesto” citado por Burzaco é Sebastian Bauzá, ex-presidente da Associação Uruguaia de Futebol (AUF), que se recusou a assinar o contrato com a Datisa. Procurado pelo GloboEsporte.com, Bauzá afirmou que não dá entrevistas para veículos de outros países.

Os contratos e os grampos mostram que o esquema de corrupção se tornou mais abrangente ao longo do tempo. Os presidentes da Conmebol e das federações de Brasil e Argentina ainda eram os mais caros na prateleira dos cartolas, mas os outros também tinham que ser comprados.

Numa conversa gravada por J. Hawilla, o argentino Mariano Jinkis, dono da Full Play e 31 anos mais jovem que seu interlocutor, explica ao empresário brasileiro que houve uma mudança geracional na cartolagem e que por isso seria preciso pagar mais dinheiro a eles.

MARIANO JINKIS —

Jota. Hoje os presidentes

sabem que vamos ganhar US$ 100 milhões [de lucro]. Os presidentes têm internet. Não são Nicolas Leoz. Têm internet. Eles se falam por Facebook. Falam com os clientes em cada país.

Em outra gravação do dia 30 de abril de 2014, em Miami, os empresários contam detalhes do pagamento de propina para dirigentes da Conmebol e da Concacaf em troca desses contratos. Instigados por Hawilla, que atuava como um agente dos investigadores americanos, Burzaco e Hugo Jinkis comentam as possíveis consequências de seus atos.

J. HAWILLA —

Quem pode ser prejudicado

com esta coisa?

ALEJANDRO BURZACO — O que você quer dizer? Com este contrato? Com este assunto? Todos. Se vem a…

J. HAWILLA — Prejudicado. Quem pode ser prejudicado com isso? Alguém? Conmebol pode sofrer algum prejuízo com isso?

ALEJANDRO BURZACO — Todos podemos sair prejudicados com isso. Todos. Amanhã vem a agência de lavagem de dinheiro de Buenos Aires, para citar uma. Ou a do Brasil, ou o DEA, ou qualquer uma. E dizem: “O que são todos esses pagamentos? Isso não tem consistência”. E começam a rastrear. […] Vamos todos presos. Todos, todos, ele, você…

HUGO JINKIS — É o risco do nosso negócio.

Burzaco estava quase certo. Todos os participantes desta reunião tiveram algum tipo de problema com a Justiça, mas em graus bem diferentes. J. Hawilla, que havia sido preso um ano antes, continua até hoje colaborando com as autoridades americanas. Ele está no Brasil, com autorização do Departamento de Justiça dos EUA, e tem que voltar a Nova York para ouvir sua sentença, prevista para ser divulgada em outubro de 2018.

Os outros três empresários foram indiciados pelo Departamento de Justiça dos EUA em 27 de maio de 2015, mas tomaram atitudes diferentes: Burzaco se entregou dias depois na Itália, foi extraditado para os EUA e virou um dos maiores delatores do “Caso Fifa”. Procurado, seu advogado não quis comentar as gravações feitas por J. Hawilla.

Hugo e Mariano Jinkis chegaram a ser detidos na Argentina, mas o país se recusou a extraditá-los para os EUA. Os dois hoje estão em liberdade. O advogado que os defende na Argentina afirmou ao GloboEsporte.com que eles não falam com a imprensa sobre o caso.

A Conmebol implodiu depois que o “Caso Fifa” se tornou público. Seus três últimos presidentes – Nicolas Leoz, Eugenio Figueredo e Juan Angel Napout – são acusados de corrupção. Vários ex-integrantes do Comitê Executivo confessaram ter recebido subornos e se tornaram colaboradores da Justiça dos EUA.

A atual direção da entidade contratou uma auditoria externa, que fez uma devassa nas contas e constatou um rombo de US$ 129 milhões. O resultado da auditoria foi entregue ao Ministério Público do Paraguai, que abriu uma investigação contra os três ex-presidentes.

O resultado dessa auditoria e outras provas colhidas pelas autoridades americanas no Paraguai foram encaminhadas ao Ministério Público Federal no Brasil. A procuradoria afirma estar investigando as conexões brasileiras do escândalo, mas não dá informações porque o caso está sob sigilo.

O contrato entre Conmebol e Datisa continua válido.

 

– Christian Cueva: Cartão Vermelho fruto de indisciplina ou do emocional?

Apitando futebol, já vi de tudo quanto a cartões amarelos e vermelhos aplicados e “pedidos”: desde jogadores que querem ser advertidos para não viajar para longe na rodada seguinte, até expulsão para complicar o seu dirigente.

Edmundo perdia a cabeça e agredia os adversários. Fácil aplicar Vermelho a ele por tal brutalidade.

Luís Fabiano era nervosinho e tomava muitos cartões evitáveis por desinteligência.

Valdívia, o mago chileno, cansava de levar amarelos e vermelhos por nítido descomprometimento com o seu clube.

Na quarta-feira, vimos Cueva, do São Paulo, ser expulso com absoluta justiça contra o Rosario-ARG. Mas a questão é: o jogador forçou a barra para poder se apresentar à Seleção Peruana com antecedência (ou seja, por também estar brigado no SPFC foi propositalmente indisciplinado) ou está com a cabeça ruim pois psicologicamente está abatido pela gravidez da esposa (como declarado por Raí)?

O histórico do jogador não o ajuda a demover da primeira hipótese…

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista FC x São José EC, Rodada 06

Para o confronto do Vice Campeão Paulista de 2004 (sendo seu treinador o ex-goleiro campeoníssimo Zetti) versus o Vice Campeão Paulista de 1989 (sendo o seu treinador o igualmente vencedor Leão), teremos como quarteto de arbitragem:

Árbitro: Douglas Marques Flores
Árbitro Assistente 1: Fabrício Porfírio de Moura
Árbitro Assistente 2: Diogo Correia dos Santos
Quarto-Árbitro: Gilberto Roque da Silva Pereira

Douglas já esteve em evidência. Lançado de maneira forçada na primeira divisão de profissionais em 2015, o funcionário público de 32 anos de idade, natural de Rancharia, tendo 12 anos de carreira, está apitando a Série D do Brasileirão (trabalhou no último sábado em Náutico 2×4 Confiança), já que tem na pessoa do Coronel Marcos Marinho (chefe dos árbitros da CBF) um grande admirador. Em São Paulo, pela FPF, apitou apenas jogos de A2, A3 e 2ª divisão Sub 23 nos últimos anos.

Aliás, só trabalhou na série A1 do Paulistão na própria gestão do Cel Marinho, sendo que no mesmo ano de estreia (Corinthians 3×0 Marília em Itaquera), apitou pela A2 Paulista 0x2 Santo André (vide em: https://wp.me/p55Mu0-mE) e no ano seguinte, pela Copa Paulista, Paulista 0x3 Bragantino (relembre em: https://wp.me/p55Mu0-13Q) – com más atuações!

Seu defeito, mostrado em alguns trabalhos, foi a irregular interpretação das faltas e excesso de rigor nos cartões, aos poucos sendo corrigido.

Tomara que, tendo sido “rebaixado” para outros campeonatos, tenha obtido a experiência necessária para boas atuações. Não é culpa dele ser “queimado na A1”, é culpa de quem o escalou em jogos tão importantes na época, sem a rodagem adequada.

Acompanhe a transmissão de Paulista FC x São José EC pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Marcelo Tadeu; comentários de Heitor Freddo e Robinson “Berró” Machado; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Na técnica externa Antonio Carlos Caparroz. Sábado, às 15h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 14h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

– As Mudanças da Regra para a Temporada 2018/2019

A FIFA divulgou e a CBF colocou em seu site: as novas orientações e recomendações das Regras do Futebol, válidas para as competições do 2o semestre e a partir da Copa do Mundo da Rússia. Um resumo abaixo:

1- O que todo mundo sabia, é oficial: pode-se ter árbitro de vídeo (é facultativo à competição). E sobre o VAR, algumas considerações:

  • O jogador que correr junto com o árbitro no momento que ele for ao monitor (tipicamente, a mesma situação daquela pressão ou daquele bolinho de jogador que se vê quando um árbitro vai conversar com o bandeira) deve levar o cartão amarelo. Se esse mesmo jogador quiser ir até a cabine do árbitro de vídeo dar uma “olhadela” no monitor, deve ser expulso. E isso é ótimo, pois se evitará pressão.
  • O árbitro pode rever suas decisões disciplinares através do VAR mesmo após o reinício de jogo (ou seja, pode dar cartões amarelos ou vermelhos ocorridos em lances anteriores). Mas não pode mudar a questão/ marcação técnica. Ou seja: se um jogador simulou um pênalti, o árbitro entendeu ter sido pênalti mesmo e o VAR confirma que foi pênalti, daí ele é cobrado e convertido em gol – mas só depois de ter reiniciado o jogo percebe-se o equívoco, o atleta que simulou o pênalti pode receber o Amarelo com atraso, mas não se desmarca o pênalti e nem muda-se o placar.

2- Quanto ao tempo para hidratação (tão comum no Brasil e incomum na Europa), determina-se que não pode extrapolar 1 minuto.

3- Aceita-se, oficialmente, uma quarta substituição para partidas que sejam decididas em prorrogação (quando esse tempo extra ocorrer).

4- O jogador que volta a campo após arrumar um equipamento do uniforme (uma chuteira, por exemplo) sem autorização do árbitro, e que antes era punido com tiro livre indireto (falta em dois toques), agora será punido com tiro livre direto (e se dentro da área, será pênalti).

5- Depois de proibido em outros anos, o uso de equipamentos eletrônicos (tablets, por exemplo) e instrumentos de monitoramento estão permitidos aos treinadores. Ou seja, agora podemos ter de volta aquela situação de um assistente técnico na arquibancada passando informações ao treinador dentro de campo.

6- Incorporou-se no texto da Regra que mordida é falta de tiro livre direto. Não precisava disso, pois entendia-se que era uma agressão (uma frescura da redação aqui).

7 – Duas dúvidas dirimidas: a primeira (que não era dúvida, mas uma melhoria redacional) de que jogador expulso do jogo não pode ficar em campo e jogador substituído pode ficar no banco de reservas. A segunda, alerta que em impedimentos, quando se avalia o momento de quando a bola é lançada a um jogador impedido, deve-se observar QUANDO COMEÇA O TOQUE para o lançamento, e não quando a bola parte definitivamente desse pé. Na prática, isso não dá nem 1 segundo de diferença, mas… imagine a situação: Kelson, aquele atleta que jogou no Cruzeiro e quando jovem era chamado “foquinha” por driblar com toques de cabeça, recebe uma bola e a equilibra sobre a testa. Um companheiro está em posição de impedimento e volta para buscar jogo, e após ultrapassar o último homem, recebe a bola de Kelson. Ora, quando Kelson dominou a bola (ou seja, a tocou primeiramente) o companheiro estava irregular, mas quando a bola é solta (sai efetivamente da sua cabeça), não estava mais. Valerá, portanto, o momento em que a bola “começou a ser ajeitada em sua cabeça”, pois ela permaneceu sobre ela e o toque terminou posteriormente (na teoria, muito difícil de tal situação acontecer, especialmente com os pés).

Outros detalhes foram citados, mas aqui constam os mais interessantes.

O que você achou de tudo isso? Deixe seu comentário:

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– Pagou-se a dívida do Palmeiras ou transferiu-se?

Mauricio Galliotte, presidente do Palmeiras, saldou a dívida contraída à Paulo Nobre. O ex-presidente palmeirense, empreendedor muito rico que é, emprestou 140 milhões ao Verdão, com o compromisso de pagamento em 10 anos a juros mais baixo do que o mercado financeiro cobra. Em 3 anos, o clube conseguiu a liquidação.

Só que…

O Palmeiras possui uma dívida de 120 milhões com a Crefisa, seu patrocinador-master e investidor. E isso significa que, enquanto a financeira de propriedade da entusiasta palmeirense Leila Pereira estiver de bem com o grupo situacionista, não haverá cobrança efetiva. Mas e se o clube mudar para um grupo oposicionista, o que fazer?

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– Os pênaltis reclamados em Corinthians 1×1 Ceará

De fato, muita polêmica nos lances de pênalti pedidos pelo Corinthians na sua Arena em Itaquera (ambos lances em Pedrinho), contra o Ceará. Justas queixas ou não?

No 1o tempo, após bate-rebate na área, Rafael Carioca (CEA) tenta tocar a bola que está em posse de Pedrinho (SCCP), que está na área. Pedrinho já está desequilibrado, tentando manter a posse de bola, e ao sentir o “toque por dentro” (repare que o zagueiro encosta na parte de dentro do pé do atacante), aproveita e desaba de vez. Não fez esforço algum para manter o equilíbrio após sentir o contato (não relevante para a sua queda). Acertou o árbitro.

No 2o tempo, quando entra na área estando no ataque, Pedrinho é tocado no pé direito por Richardson, que não atingiu a bola e derrubou o corintiano. Deveria ser marcado pênalti e aplicado o cartão amarelo. Errou o juiz ao entender simulação, e errou duplamente por aplicar o cartão amarelo ao atacante por isso.

Para quem não sabe, o juiz Sávio Pereira Sampaio é irmão do árbitro da FIFA Wilton pereira Sampaio, que irá à Copa do Mundo da Rússia-18 como um dos 13 VARs escolhidos pela entidade.

Confesso que nunca o vi atuando (seria a estreia dele na 1a divisão da CBF?). Perceptivelmente, vibra mais dentro de campo do que o irmão (isso não quer dizer que seja melhor ou pior do que ele). A única questão é: tomara que não tenha chegado à essa escala por ser irmão de árbitro, mas por meritocracia.

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– Análise da Arbitragem de Paulista Futebol Clube 2×0 Associação Atlética Flamengo

Parece-me que tivemos dois árbitros no Jayme Cintra nessa manhã de domingo: um excelente Danilo da Silva no 1º tempo e um regular / ruim Danilo da Silva no 2º tempo. Vamos aos lances?

Logo aos 50 segundos, bem atento, permitiu uma cobrança rápida de falta quando o atacante abriu mão da distância regulamentar. Correto. Assim como foi bem correto tecnicamente em todas as marcações e/ou não marcações de faltas nesse período. Corretíssimo também (aí nos dois tempos disciplinarmente) com os cartões amarelos a Zulu (PFC), Wallace (PFC) e Brendo (AAF). Arbitragem irrepreensível nos primeiros 45 minutos.

No segundo tempo, a qualidade técnica do árbitro caiu bastante. Talvez até pelo nível da partida no tempo final. Por exemplo:

1. Jonathan (PFC) sofreu a falta aos 49m de Andrey (AAF), lado cego do árbitro mas o bandeira inverteu.

2. Errou na interpretação de Bola na mão e Mão na bola aos 50 minutos, a favor do Paulista; e aos 63 minutos a favor do Flamengo.

3. Aos 70 minutos, Ian (AAF) toca no calcanhar de Quadrado (PFC), que sofre o pênalti mas Danilo não marca.

4. Correta vantagem ao AAF após Carlinhos (PFC) cometer falta dura em Bruno Santos. Mas faltou o cartão amarelo ao jogador do time jundiaiense após a saída da bola.

Independente desses dois tempos bem distintos, não gostei do posicionamento do árbitro nas cobranças de falta. Muito próximo aos atletas, querendo ver demais a área e deixando as zonas periféricas para os demais integrantes da arbitragem. Sei que é uma orientação, mas difícil de ser bem aplicada. Aos 37m, por exemplo, em uma falta para o Flamengo, ficou entre o batedor e seu companheiro próximo que poderia receber a bola. Um equívoco total (aí não é questão da má orientação, é erro de noção do espaço mesmo).

Os dois bandeiras (Osvaldo Apipe e Risser Jarussi) trabalharam bastante, tanto em impedimentos quanto em cobranças de faltas. Luciano Zacharias corroborou para o trabalho em equipe do quarteto ser muito bom.

No placar de faltas, PFC  26 x 14 AAF , mas com a curiosidade: 18 delas por parte do Paulista foram cometidas por jogadores de frente: Wallace (5), Rafael Sena (4), Quadrado (5) e o substituto Jonathan Brito (4).

Público pagante: 529 torcedores, para uma renda bruta de R$ 7.240,00, sobrando líquido R$ 4.257,00.

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– Copa América 2019 no Brasil. Sabe quem faz parte do COL?

Gente de bem deve tomar cuidado com quem anda.

Dito isso, lembro: o Comitê Organizador Local da Copa América-19, a ser realizada no Brasil e que não terá EUA e México (que estão na América), mas contará com os asiáticos Catar e Japão, é composto por:

  • Coronel Nunes,
  • Fernando Sarney,
  • Rogério Caboclo,
  • Os ex-laterais da Seleção Brasileira Branco e Cafu.

Acho que deu para entender, não?

A propósito, nem pensar que Marco Polo Del Nero, banido recentemente pela FIFA, terá qualquer influência na CBF e no COL…

Abra o olho, Cafu! Continue usando seu carisma para ajudar no maravilhoso trabalho que você faz no paupérrimo Jardim Ângela.

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– Simon, Obina, Sálvio, Godoi, Belluzzo… quem tem razão?

Por falta de tempo, não escrevi sobre esse fato, e o faço agora: no começo da semana, bombou o assunto “Simon e Obina” nas Redes Sociais.

O motivo?

A admissão de Carlos Eugênio Simon de que errou ao anular o gol de Obina, naquele polêmico Fluminense x Palmeiras em 2009. Isso aconteceu na Fox Sports, emissora onde o ex-árbitro trabalha, durante o novo programa de Benjamin Back, com Obina presente.

Simon não disse que errou de má fé, mas admitiu que percebeu ter errado ao assinalar um escanteio ao Palmeiras ao invés de tiro de meta ao Fluminense. Durante a cobrança, pelo que deu a entender em sua explicação, “consertou o erro” com a marcação da falta, “auto-pressionado” pelo erro.

E o gol?

Ora, não nos esqueçamos que o jogo já estava parado. Mas independente disso, muito se reclamou por parte dos palmeirenses. Um deles em especial: o Professor Luiz Gonzaga Belluzzo, presidente do Palmeiras na época e que “pegou pesado” com ofensas pessoais, foi processado pelo árbitro gaúcho e condenado a pagar indenização.

Muitos reclamam que aquele jogo decidiu a “derrocada do Verdão no Campeonato”. Ora, havia mais jogos e o lance surgira de jogada irregular.

Particularmente, entendo o que Simon fez e o que quis dizer. Assumiu um erro, mas não pode ser condenado “por pecado capital”. Talvez, para quem conhece o Catecismo da Igreja Católica, como “pecado venial” (leve, perdoável).

Belluzzo, agora, disse que pedirá ressarcimento dos R$ 60 mil que teve que pagar na Justiça.

E agora?

Cada um que fique com sua opinião. Sou contra a lei da compensação, mas entendo não ter sido uma “sacanagem de caso pensado”, e sim uma necessidade de consertar um erro (de maneira errada, lógico). Eu não faria. Li que Oscar Roberto Godoi afirmou já ter feito algo parecido. Sálvio Spínola, na ESPN, recriminou.

1. Todos tem lá sua razão.

2. Todos foram grandes árbitros.

3. Todos os árbitros citados aqui são pessoas honestas, respeitáveis, foram grandes apitadores e têm uma visão específica do assunto. E os admiro como comentaristas / jornalistas que hoje são.

4. A questão é: as bobagens quanto a índole de Simon, ditas por Belluzzo (foram grosserias pesadas) são válidas, agora, por tal confissão de erro?

– Para mim, ainda não.

Seriam, se Simon dissesse que estava vendido, que foi cooptado ou algo assim. Parece-me uma justificativa tardia de explicar como se perdeu aquele campeonato, por parte dos ex-dirigentes. Entendo, também, que a expressãoperigo de gol, dita por Simon literalmente e tão pejorativa no futebol, foi motivo de revoltas para muito.

Em tempo:

Puxando pela memória, me recordo: Toninho Cecílio, ex-diretor de futebol do Palmeiras, rasgou elogios ao Simon no microfone da Rádio Jovem Pan, ao repórter Luiz Carlos Quartarollo, minutos antes da partida. E, não nos esqueçamos: um importante dirigente da arbitragem, na oportunidade, disse que para este jogo, a equipe paulista queria um árbitro da FIFA, com experiência de Copa do Mundo, preparado para competições internacionais. Simon era o único a atender tal desejo da cartolagem e coincidentemente foi sorteado.

Não sejamos hipócritas, né? Erros acontecem (não podem acontecer), mas superdimensioná-los é perigoso.

Aliás, convido os amigos a lerem o texto da época no Blog do jornalista Fernando Sampaio: por diversas vezes ele relatou tal situação (assim como tantos outros jornalistas): o jogo estava parado quando sai o gol (então, não foi um gol anulado) e nem escanteio tinha sido. Dessa forma, nada de querer validar um gol irregular (que nem aconteceu), 9 anos depois.

Respeito todas as opiniões em contrário, claro, desde que sejam educadas e com pensamento concatenado.

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Flamengo

Para o confronto entre o Galo da Japi e o Urubu de Guarulhos, teremos um árbitro com bom desempenho atualmente e bandeiras bem experientes em tempo de Federação e nos jogos trabalhados. Abaixo:

Árbitro: Danilo da Silva
Árbitro Assist 1: Osvaldo Apipe de Medeiros Filho
Árbitro Assist 2: Risser Jarussi Corrêa
Quarto Arbitro: Luciano Rodrigo Zacharias

Danilo esteve no Jayme Cintra em 2017 na derrota do Paulista por 2×0 contra a Matonense e teve ótimo arbitragem (relembre aqui: https://wp.me/p55Mu0-1lK). Na oportunidade, foi muito bem técnica e disciplinarmente, estando muito centrado no jogo. Neste ano, atuou em bastantes partidas da Série A3 e luta para estar na A2 em 2019.

Osvaldo já trabalhou em diversos jogos do Galo, é experiente e sempre realizou trabalhos regulares.

Risser, o assistente 2, já esteve em Jundiaí na abertura do campeonato (Paulista 0x0 Amparo), tendo boa atuação, além de participar de outras partidas do Tricolor Jundiaiense na A3 e A2.

Torço para uma boa arbitragem e uma excelente partida de futebol.

Acompanhe a transmissão de Paulista x Flamengo pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Marcelo Tadeu; comentários de Heitor Freddo e Robinson “Berró” Machado; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Na técnica externa Antonio Carlos Caparroz. Domingo, às 10h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 09h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

– Sorte do Carrillo, Azar do Carille. Sobre Corinthians 1×2 Independiente

No jogo de ida pela 1a fase da Libertadores, o Independiente reclamou da derrota por um gol irregular contra o Corinthians em seus domínios. Nessa quarta-feira, como visitante, jogou muita bola no primeiro tempo e depois só se garantiu no segundo em Itaquera. Contou com a má sorte do adversário (até gol contra de Romero, o matador de Fábio Carille), e a boa atuação da arbitragem peruana de Victor Carrillo.

Três “lances do apito a serem destacados”:

1- A anulação do gol argentino de Franco, que seria o 3o do Independiente: Figal, fora do lance da bola, cometeu infração leve em Rodriguinho na frente do árbitro, corretamente marcada. Foi uma falta comum, boba e desnecessária (um empurrão para provocar desequilíbrio). Tal bobagem foi determinante para anular o tento (mesmo a infração não tendo importância alguma na conclusão da jogada).

2 – Os acréscimos reclamados pelo Corinthians no 1o tempo: todo tempo extra deve ser acrescido por atendimento médico, retirada de jogadores lesionados e substituições de atletas. Cera, por exemplo, deve ser punida em campo com advertência (seja verbal no início do jogo ou com Cartão Amarelo na persistência). Nada a justificar longo tempo de acréscimo

3 – A Expulsão de Emerson Sheik: corretíssima! O jogador veterano, tão importante na conquista da Libertadores e que usou de muita malícia contra os argentinos do Boca Júniors na finalíssima anos atrás (até mordeu o dedo do adversário), nesta noite bobeou: infantilmente chutou Sanchez Miño (desnecessariamente e bem pilhado) na frente da arbitragem. A “milonga brasileira” prejudicou o Timão.

Enfim: vitória merecida para o Independiente e preocupante atuação do Corinthians. Aliás, nessa Libertadores, está difícil encontrar um time que possa fazer frente a Liverpool ou Real Madrid, finalistas da UEFA Champions League.

 

– A Expulsão no vestiário de Léo Citadini em Nacional 1×0 Santos.

Há alguns anos, a Regra 5 (o árbitro) ganhou um complemento em seu texto que alegava que os poderes do árbitro se iniciavam antes e terminavam depois da partida. Trocando em miúdos: ele tem autoridade antes do apito inicial e depois do apito final, podendo punir disciplinarmente atletas (claro que não pode fazer nada tecnicamente, pois o jogo está encerrado).

Prova disso é o que aconteceu no Uruguai, pela Libertadores, na noite passada. Wilmar Roldán, experiente árbitro colombiano, bobeou e deu o segundo cartão amarelo ao jogador santista Léo Citadini, não percebendo que tinha que expulsá-lo. Simplesmente esqueceu que já houvera dado um amarelo a ele.

Após a partida, alertado de seu equívoco (por conferência própria ou por um dos seus auxiliares), foi ao vestiário do time brasileiro e comunicou a expulsão.

Ele pode fazer isso?

Sim, devido ao texto citado acima. Percebendo que errou disciplinarmente, pode corrigir isso até depois da partida encerrada. Lembrando novamente: tecnicamente, depois do jogo, “Inês é morta”.

Em tempo: o que apanhou Rodrygo, não? Fizeram um duro rodízio de faltas que culminou na lesão após a entrada de Fucile. Um árbitro de Copa do Mundo como Roldán não poderia ter permitido isso…

Resultado de imagem para Nacional x Santos

– 4 Brasileiros na Arbitragem da Copa da Rússia: valores e curiosidades

Para a Copa do Mundo da Rússia, Sandro Meira Ricci apitará o torneio, representando o Brasil. Os bandeiras brazucas serão Emerson Carvalho e Marcelo Van Gassen. Cada um deles receberá, independente do número de partidas apitadas ou da importância do jogo, US$ 50 mil (valor fechado).

A novidade é que o goiano Wilton Sampaio será um dos 13 árbitros de vídeo do Mundial (9 serão europeus).

A lista dos vídeo-árbitros, aqui:

Abdulrahman Ao Jassim (Catar).

Wilton Sampaio (Brasil).

Gery Vargas (Bolívia).

Mauro Vigliano (Argentina).

Bastian Dankert (Alemanha).

Artur Dias Soares (Portugal).

Pawel Gil (Polônia).

Massimiliano Irrati (Itália).

Tiago Bruno Lopes Martins (Portugal).

Danny Makkelie (Holanda).

Daniele Orsato (Itália).

Paolo Valeri (Itália).

Felix Zwayer (Alemanha).

Repararam que só teremos um asiático e nenhum africano?

Wilton Pereira Sampaio faz parte do quadro da Fifa desde 2013 (Foto: Wesley Santos / Agência Press Digital)

– Muitos erros na Arbitragem Brasileira do final de semana! Três coisas para melhorar a qualidade:

Têm erros para todos os gostos na Rodada do Campeonato Brasileiro deste último final de semana. E serei sincero: está difícil ver todos!

Houve impedimento “de mesma linha” (Palmeiras x Chapecoense); teve mão na bola interpretada como bola na mão (Atlético Mineiro x Corinthians) e outras reclamações.

Mas pense: o que fazer?

Marco Polo Del Nero, presidente suspenso da CBF, colocou como presidente “de status” o Coronel Nunes do Pará (mesmo estado de Dawson Freitas, o árbitro FIFA paraense). 

Alguma ligação?

Os FIFAs são os 10 melhores do Brasil. Wagner Reway, do MT (da lambança de Vitória x Flamengo), está nessa lista também.

Promoção sem meritocracia adequada?

Algumas coisas são justificáveis: o Chefe dos Árbitros é um Coronel da PM (Marcos Marinho), inventado por Del Nero (ironicamente procurado pela Interpool, a Polícia Internacional). O que Marinho já apitou? Jogou em que time? Dirigiu o quê? Ele era comandante do Policiamento contra torcidas organizadas e foi “criado” após o escândalo Edilson Pereira de Carvalho.

Pense em outra situação: a CBF gasta uma fortuna com o projeto do VAR (questione o salário do Diretor do departamento de Árbitro de Vídeo), mas não tem vídeo-árbitro no Brasileirão! Como explicar? Ops: o Diretor do Departamento é Sérgio Correa da Silva, que outrora havia sido demitido da Comissão de Árbitros, mas na verdade foi remanejado para a nova função.

Não dá mais. Três coisas são necessárias para melhorar a arbitragem em nosso país:

  1. Gente do ramo (ex-árbitros e/ou estudiosos do assunto);
  2. Gente competente (não adianta estar lá apenas por histórico);
  3. Gente merecedora (chega de cargos promovidos por política, deve existir o mérito).

Sem tudo isso, é bobagem ficar toda a rodada falando sobre erros da arbitragem. A gente fica escrevendo demais, cansando muito e a rotina se repete!

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– Os 11 filhos do lateral esquerdo Roberto Carlos e as suas mamães!

O ex-jogador do União São João de Araras, Palmeiras, Internazionale de Milão, Real Madrid, Corinthians e Anzhi da Rússia, o craque da Seleção Brasileira Roberto Carlos, casou muitas vezes e teve 11 filhos.

Ok, é problema dele a questão de pensões pagas em dia ou não. Mas um ídolo do futebol não pode deixar que o noticiário não destaque o pós-carreira dele em situação futebolística confortável, ao invés de dar motivos para as queixas das ex-esposas quanto à sua função de pai!

Abaixo, extraído de: https://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2018/04/19/ex-mulheres-negam-que-r-carlos-sinta-saudade-dos-filhos-e-falam-em-descaso.htm

EX-MULHERES REBATEM SAUDADE DE ROBERTO CARLOS DOS FILHOS E FALAM EM DESCASO

Roberto Carlos declarou à Rádio Bandeirantes, em 1º de abril, que sofre por não ver alguns de seus 11 filhos. Mas a versão é contestada por ex-mulheres do atual embaixador do Real Madrid. Ao UOL Esporte, três mulheres – uma brasileira, uma húngara e uma mexicana – acusaram Roberto de cortar relação com as crianças, ignorando pedidos feitos pelos menores.

Roberto Carlos, por meio de sua assessoria jurídica, negou as acusações (conferir no rodapé do texto).

Das três mulheres ouvidas pela reportagem, duas delas movem processo contra o ex-jogador. Barbara Thurler acionou Roberto Carlos na Justiça do Rio de Janeiro requerendo pensão alimentícia para os dois filhos, além de ter entrado com representação por abandono material. Segundo Barbara, a pensão é de R$ 10 mil (R$ 5 mil para cada filho), mas a defesa do ex-jogador não confirma os valores do processo corre em segredo de Justiça.

A húngara Alexandra Fedra tem duas ações contra Roberto, uma por pensão (que corre em segredo de Justiça) e outra na esfera cível.

Já a mexicana Dora Robles não move processo, mas diz que não recebe corretamente os valores da pensão. Robles afirma que tenta resolver o assunto sem envolver a Justiça.

No ano passado, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro deu ordem de prisão ao ex-lateral por dívida em pensão alimentícia em processo movido por Barbara Thurler. Roberto Carlos regularizou as pendências com Barbara, evitando ordem de prisão, e atualmente paga em dia.

“O Roberto Carlos nunca deu atenção aos meus filhos e me espantou ele dizer que sofre muito por não estar perto deles. Mentira. Ele é um ‘ator’. Só pagou pensão porque foi cobrado [judicialmente]. O meu filho Bernardo mandou mensagem pelo celular pedindo para o pai dar parabéns pelos 7 anos. Mas o Roberto Carlos bloqueou, sem dar uma palavra”, acusa Barbara.

Nascida na Hungria, mas residindo na Espanha, Alexandra Fedra acusa Roberto de não dar atenção ao filho Cristofer. Segundo ela, o ex-lateral paga “de vez em quando” a pensão e já teria ficado quatro anos sem pagar pensão.

Alexandra conta que mora com o filho de 11 anos próximo ao CT do Real Madrid, mas que mesmo assim não foi possível uma aproximação.

“O Cristofer adora jogar, mas nunca teve o apoio do pai. Nunca. Meu filho fez curso de futebol, teve contato com o Marcelo [lateral do Real]. Tudo com o meu dinheiro. Ele [Roberto Carlos] indica outras pessoas para o Real, mas o filho dele nunca”.

Atualmente, Roberto Carlos mora em Madri com sua atual esposa e com os dois filhos do casal.

Para a reportagem, Alexandra enviou, via celular, o seguinte texto:

“É verdade que temos uma série de processos na Justiça, que duram muitos anos, por isso seja difícil mudar ou melhorar a relação, mas nossa família tentou fazer com que Cristofer amasse, honrasse e respeitasse o seu pai. E isso permanece. Apesar do que aconteceu, ‘RC’ é o pai de ‘Cristo’ [Cristofer]. A relação piorou, creio, quando RC conheceu sua atual esposa. É triste que sempre fomos nós quem buscamos; ele jamais buscou a ‘Cristo’. ‘Cristo’ sofre também por RC ter muita cobertura midiática, como as redes sociais, por exemplo, e nunca tenha mostrado ‘Cristo’ como seu filho para nenhum dos amigos. Nós nos mudamos para a Espanha, logo para Madri, para melhorar a relação pai e filho. RC poderia ajudá-lo na aprendizagem do esporte, seja mental ou profissional, e também nos estudos, mas RC não quer”, comunicou Alexandra.

Dora Robles mora com a filha Rebecca, de 14 anos, no México. Ela diz ter ido à Espanha com a filha, no início do ano, para reencontrar o pai.

Dora acusa Roberto de ter combinado o encontro com a filha dentro do estádio Santiago Bernabéu, em Madri, em fevereiro, mas que o ex-lateral acabou desmarcando o contato. “O pior é ver a minha filha chorando por não ver o pai dentro do estádio, algo que ela tanto desejava”, relata Dora.

Segundo Dora, o ex-jogador não tem contato com a filha há dois anos.

“Eu namorei com ele por 3 anos quando engravidei da Rebecca. Ou seja: não foi uma relação rápida. Nos últimos cinco anos, ele encontrou a filha apenas duas vezes por 10 minutos. Não quero dinheiro, só quero que fique claro que ele não sofre pela filha”, disse Dora Robles.

ROBERTO CARLOS NEGA AS ACUSAÇÕES

Sobre as acusações feitas pelas ex-mulheres, o jurídico de Roberto Carlos reforçou ao UOL Esporte o comentário que o ex-jogador havia feito à Rádio Bandeirantes. O ex-lateral afirma sentir muita falta dos filhos, e que o distanciamento se deu em virtude de residirem em países diferentes, além da incompatibilidade com as mães das crianças.

O jurídico comunica que no ano passado Roberto esteve no Brasil por apenas uma semana, onde cumpriu algumas programações e esteve com familiares.

A defesa do embaixador do Real Madrid enfatiza que Roberto está em dia com seus compromissos referentes a pensões.

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– Marco Polo Del Nero banido do Futebol! Mas…

A FIFA baniu por corrupção e por diversos outros motivos, segundo o seu comunicado, o presidente da CBF Marco Polo Del Nero.

É para se aplaudir, mas…

Quem disse que ele será preso?

Quem disse que ele pagará a multa que está sendo imposta a ele?

Na “maciota”, na surdina ou na sombra, continuará mandando no futebol brasileiro, pois, afinal, os omissos clubes de futebol assim permitem. Ou acham que Rogério Cabloco, eleito presidente da entidade a pedido do próprio Marco Polo, é o cara quem dará as cartas?

E ainda, há bem pouco tempo, existia gente puxando o saco dele, tirando foto, lambendo o **** do mandatário. Ridículo! 

Indefensável. Pena que a cartolagem nada fará.

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– Castrilli se manifesta sobre o Corinthians 2×2 Portuguesa

Quem não se lembra daquele jogo marcante do Campeonato Paulista, na época em que o presidente da FPF Eduardo José Farah trazia árbitros estrangeiros como atração do torneio, em que o argentino Javier Castrilli marcou mão na bola do zagueiro César (POR), quando ela bateu em seu peito, e tal erro virou um importante pênalti a favor do Corinthians?

Na época, a Portuguesa era muito mais representativa do que hoje e montava times maravilhosos. Muito se contestou o erro (absurdo, quando visto pela TV).

Eis que recentemente o jornalista Júlio Gomes, torcedor da Lusa, rememorou tal fato e escreveu em seu blog uma “carta ao Castrilli”, em tom de desabafo, mas sem propósito algum a não ser o de contestar aquela situação.

Veja que legal: CASTRILLI RESPONDEU!

Extraído de: https://blogdojuliogomes.blogosfera.uol.com.br/2018/04/26/javier-castrilli-me-acordou-hoje-e-acho-que-acredito-nele/?

JAVIER CASTRILLI ME ACORDOU HOJE. E ACHO QUE ACREDITO NELE…

por Júlio Gomes

Eram 7h29 da manhã quando meu celular apitou. Tomei um susto. Caramba, 7h29! Minha filha vai atrasar para a escola. Ela sempre acorda tão mais cedo do que isso, nem coloco alarme. Dei um beijo na minha mulher, feliz aniversário, meu amor. Agora vou ver quem está me escrevendo a esta hora.

Javier. Castrilli.

Uau. Sim, vocês podem não acreditar. Mas a carta ao senhor Castrilli
(https://blogdojuliogomes.blogosfera.uol.com.br/2018/04/26/la-se-foram-20-anos-eeu-te-odeio-senhor-castrilli/), que publiquei no meu blog durante a madrugada, havia, sim, sido mandada por mim para ele em espanhol.

Eu não imaginei que ele fosse responder. Queria apenas que lesse o que eu tinha a falar para ele 20 anos após a destruição de um sonho adolescente.

Ele não só leu, como respondeu. Creio que seria injusto traduzir este texto. O espanhol escrito e falado por argentinos é maravilhoso. Então deixo aqui o original.

Não pedi autorização a ele, mas não vi nada que impedisse tal resposta de ser publicada. Quem tiver dificuldades, pode colocar no Google Translator. Ao final da resposta de Castrilli, farei algumas ponderações:

‘Siento mucho Julio todas y cada unas de tus palabras. Te contesto con el mismo respeto que siento por todos los hinchas que se sintieron dolidos por mis fallos.
Seguramente fueron muchos más de lo que pueda imaginar. Siempre luché y seguiré luchando por la justicia. En mi país, como en otros, a juzgar por opiniones en las redes sociales, fui y seré considerado por tratar a todos los clubes de la misma forma. Jamás me tembló la mano para tomar una decisión contra un club grande. Para su conocimiento Julio, fui yo quien una noche de 1996 expulsó a Maradona jugando para Boca Juniors (el club más poderoso de Argentina; el actual presidente de mi país era en ese entonces quien presidía el club) frente a Vélez Sarsfield, que no por haber ganado tantos títulos en esa década pudo nunca tener uña parcialidad numerosa. Siempre Vélez fue un club pequeño de barrio. Por indisciplina expulsé a otros tres jugadores de Boca. El partido iba 1 – 0 a favor de Boca cuando su arquero sacó sobre la línea el balón y mi asistente vio gol. Las imágenes dicen lo contrario. A partir de allí sobrevino el desastre. El partido finalizó 5 – 1 a favor de Vélez y fue el día que el arquero Chilavert convirtió dos goles (uno de tiro libre y otro de PENAL) Mucho sufrí por ese, como por otros partidos. En el año 1992, en el propio estadio de River Plate, se jugaron la final del torneo el local frente Newells de Rosario (equipo del interior del país que siempre se sintieron perjudicados frente a los poderosos de Buenos Aires). River es el otro club más poderoso. También por insultos expulsé a tres jugadores de River a los 20 minutos del primer tiempo. Al finalizar el primer tiempo (el partido seguía 0 – 0) expulsé a su técnico Daniel Pasarella por insultarme. Al comenzar el segundo tiempo expulsé al padre de Gonzalo Higuaín y River quedó con 7 jugadores. El partido finalizó 0 – 5 a favor de Newells que salió campeón. Viví en Buenos Aires en esos años soportando mucho sufrimiento. Mis hijos eran adolescentes (13 y 15 años). De más está detallarle todo lo padecido porque, sin lugar a dudas, usted ha demostrado ser una persona tan respetuosa como inteligente para imaginarlo. Luego del mundial de Francia 98 me designaron para dirigir la final de la Copa Libertadores de América en Guayaquil (Ecuador). Frente a toda la presión del país Vasco da Gama terminó venciendo con lo justo para salir campeón. A mi regreso al país me enteré que el entonces presidente del Colegio de Árbitros de Argentina y amigo personal del presidente de la AFA, el ya fallecido Julio Grondona, había tenido una reunión con árbitros del ascenso donde, entre otras cosas, les dijo: “…antes de sancionar tienen que mirar el color de camiseta de los equipos…”. Lo denuncié. Grondona dijo que yo estaba loco. Llamó a una reunión y a todos los árbitros (incluido los que me habían contado los hechos) les hizo firmar una nota para desacreditarme ante la opinión pública. Los árbitros accedieron y firmaron. Al día siguiente renuncié después de 22 años como árbitro teniendo 41 años y la promesa de un nuevo mundial en Japón-Corea porque acababa de ser nombrado por quinto año consecutivo como mejor árbitro del país por el Círculo de Periodistas Deportivos de Argentina. Estuve tres semanas sin salir de mi departamento. Logré darme cuenta de la centralidad que ocupaba el fútbol en mi vida y decidí reaccionar para buscar la vida en otro espacio. Mi vida no podía quedar reducida al universo fútbol. No por eso mermó mi dolor ante esa pérdida. Créame Julio no tengo otro capital que mi historia personal. Siempre viví aferrado a mi sistema de principios y valores, agradeciendo a mis padres de habérmelos brindado. Créame Julio… cada vez que viajé a Brasil para dirigir un partido lo hice siguiendo los mismos ideales y muchas fueron las veces que ni siquiera sabía qué clubes participaban del partido. Como en esa oportunidad. Ni siquiera sabía que era un cuarto de final. Me enteré cuando arribé a San Pablo. Lamento su dolor como el todos los torcedores de Portuguesa. 

Créame Julio lo siento mucho. Pero créame Julio que si esa jugada fatal hubiera sido en el área contraria hubiera sancionado lo mismo. Gracias por su mensaje tan dolido como respetuoso. Connota haber sido escrito por alguien con inteligencia y sentimientos profundos. Estaré siempre a su disposición Julio. No pido que me disculpe sólo que me crea. Fuerte abrazo

*****

Esta mensagem tem muita força, eu admito isso. Javier Castrilli não precisava ter me respondido. E o fez com muita classe e educação.

Ele quer dizer aqui que a história de sua vida prova que ele nunca protegeu poderosos, e não seria o caso naquele Corinthians 2 x 2 Portuguesa de 26 de abril de 1998. Se ele errou, errou sem má fé. Eu acho até que acredito nele. Talvez amanhã não acredite mais. Sei lá.

Sua história de vida como árbitro mostra também uma certa vontade de ser mais realista que o rei. E talvez este afã pelo protagonismo tenha levado este senhor a marcar aquele pênalti absurdo, que destruiu os sonhos da pequena torcida da Portuguesa.

Sinto-me feliz. Talvez tenham sido necessários 20 anos para eu que pudesse falar algo decente a Castrilli. Talvez tenham sido necessários 20 anos para que eu tivesse maturidade suficiente para sentir até empatia por sua resposta.

A Lusa está acabando. E isso nada tem a ver com Castrilli. Há muitas páginas que simplesmente não foram viradas no clube, especialmente a de 2013.

A minha, com Castrilli, está virada a partir de hoje.

– A entrega do pedido de impugnação: é válido o Palmeiras tentar anular o jogo contra o Corinthians?

O departamento jurídico do Palmeiras entregou ontem, quarta-feira, um documento de 100 páginas pedindo a anulação do jogo entre Palmeiras 0x1 Corinthians, na final do Campeonato Paulista, já cansativamente debatido.

O inquérito do Tribunal de Justiça Desportiva arquivou o processo pois não achou provas convincentes. Mediante isso, os advogados palmeirenses acharam por bem protocolar no TJD a impugnação, que é um outro processo, só que vai direto ao presidente da entidade sem passar por comissões / turmas.

É claro que a imagem de um diretor da FPF com um celular na mão na hora da confusão não necessariamente significa que ele interferiu na decisão do árbitro, embora, sejamos honestos, é mais crível por tudo o que aconteceu e da forma que foi, que realmente alguém esperou a opinião do comentarista da Rede Globo para “soprar à arbitragem”.

Algumas coisas são muito importantes para se considerar:

– Se existisse o VAR, ele não poderia chamar o árbitro pois é um lance interpretativo. As orientações permitidas ao VAR são pontuais e não se referem a lances de interpretação. Porém, o árbitro poderia solicitar a repetição da imagem no monitor à beira do gramado, caso estivesse em dúvida, a fim de dirimi-las.

– O quarto árbitro se contradisse várias vezes em seu depoimento, mas isso não foi levado em conta. Como diria o “Zé Boca de Bagre”, amigo do estimado professor Reinaldo Basile, se apertar ele entrega. Assim, imagine se alguém do quarteto (no caso, Adriano de Assis Miranda, cujo depoimento foi o mais confuso) resolvesse hipoteticamente dizer que realmente alguém contou o que a imagem de TV mostrou?

Dionísio R Domingos, o diretor de arbitragem, disse achar que o Márcio Verri Brandão era um segurança. Ora, ele é ex-bandeira da CBF e da FPF, ajuda o próprio Dionísio trabalhando na Escola de Árbitros e como observador. Aliás, por ser um “rosto marcante” – seu porte físico é magro e alto – dificilmente seria confundido. Aliás, por quê o Dionísio, o Márcio, além do representante Agnaldo Vieira, estavam todos no gramado? No depoimento, disse-se que também o José Henrique de Carvalho estava nas dependências do estádio. Dirigente do apito tem que estar na arquibancada, não no vestiário e muito menos no campo de jogo – e ainda mais nessa quantidade!

Claro que o máximo que acontecerá é a “geladeira” ou multa para um ou outro. É claro também que o Palmeiras não anulará o jogo pela obviedade da indisposição das entidades envolvidas. E mais claro ainda que os corintianos se alegram e criam memes a cada manchete dessa.

Resta ao presidente Galiotte afirmar que não é o título do “Paulistinha” (como ele mesmo ironizou) que ele quer, mas uma cruzada moral pela legalidade dos procedimentos na arbitragem de futebol.

Para ser correto, o presidente do Palmeiras deveria citar a cada queixa dos erros também a favor do seu time, e os contrários a outros adversários, numa luta pela melhora do nível dos árbitros – mas principalmente dos dirigentes da arbitragem!

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– Arbitragem para AD Guarulhos x Paulista FC

Para o jogo do Galo contra o Guarulhos no domingo às 10h, apitará Thiago Lourenço de Mattos, de 32 anos (tem trabalhado na A3 e na Segunda Divisão). Seus assistentes serão o experiente Marco Antonio de Andrade Motta Junior (já esteve na A1, tem 39 anos), e Domingos da Silva Chagas (uma aposta da FPF: trabalhou 20 jogos seguidos nas 20 rodadas da A3 e com esse jogo de domingo fará sua 4ª participação nas 4 rodadas da série B, tem 33 anos). O 4º árbitro será Erick Renan Francelino da Silva (só trabalhou em 1 partida da Copa São Paulo em 2018, como 4º árbitro).

Pelas dimensões do campo (gramado de comprimento curto), penso que teremos um jogo com muitas faltas devido ao excesso de contato físico, dando trabalho ao árbitro. A propósito, o Estádio Antonio Soares de Oliveira, de Guarulhos, é sabidamente um local onde a FPF manda observadores de árbitros estudarem o potencial dos juízes; sendo assim, boa sorte ao quarteto de arbitragem.

– O gol anulado do Mengão em Santa Fé 0x0 Flamengo

Eu não tinha assistido o lance do gol flamenguista no último minuto de jogo contra o colombiano Santa Fé. E, ao ver o lance, fica claro que o árbitro acaba a partida (indevidamente) na roubada de bola do Flamengo.

O gol saiu, mas de um chute raivoso quando o goleiro já havia desistido da jogada, pois o término da partida já tinha acontecido. Resta saber: se estivesse valendo, o chute seria o mesmo e a reação do goleiro também?

Independente de tudo isso: não se pode, moralmente, encerrar o jogo assim. A Regra do Jogo permite que você termine a partida no minuto de acréscimos dado. O Espírito da Regra impede que você acabe o jogo numa situação de ataque como a ocorrida. Sendo 50 minutos de jogo, tendo dado 5 de acréscimos, significa que você não pode acabar antes do 50’00” nem passar do 50’59”.

Ficou claro para mim que ao ver o defensor perder a bola, o árbitro uruguaio Daniel Fedorczuk (o mesmo de Independiente 0x1 Corinthiams, do lance ignorado do gol irregular que deu a vitória ao visitante), não quis a continuidade do ataque para “não se comprometer”.

Particularmente, achei erro premeditado (dificilmente você lê em minhas anotações tal expressão). Não foi equívoco de competência técnica ou de não saber interpretar que surgiria o ataque, ele VIU que surgiu o ataque e terminou o jogo. E por ser árbitro do quadro da FIFA, tem a consciência de que fez errado.

No meu rol de “assaltos assistidos no futebol”, tenho 3 partidas que não duvido de que houve má fé real: a atuação de Clive Thomas, árbitro do País de Gales (Brasil 1×1 Suécia anulando o gol da Seleção Brasileira no último minuto, alegando que encerrou o jogo durante a cobrança do escanteio), a do uruguaio Ubaldo Aquino no Boca x Palmeiras (pênalti inexistente para o Boca e não marcado ao Palmeiras – Ubaldo trabalha na Comissão de Árbitros da Conmebol atualmente) e a do paraguaio Carlos Amarilla no Corinthians x Boca (pelo conjunto da obra). Com esse lance de ontem, 4 jogos que afirmo: não foram erros “por acaso”.

O lance abaixo:

– O mais glorioso perdedor da história do esporte. Quem é ele?

Algumas pesquisas são interessantes e nos ajudam a trazer boas reflexões, como essa que publico abaixo como “repostaqem”.

Nós não costumamos valorizar as equipes ou atletas que não vencem. Uma frase famosa atribuída a Nelson Piquet fez sucesso, e dizia: “O segundo colocado é o primeiro perdedor”. Pois bem: há algum tempo o “The Guardian” fez uma pesquisa sobre os perdedores mais merecedores de vitória.

Veja o resultado, extraído de: http://esportes.terra.com.br/interna/0,,OI3255552-EI1958,00-Jornal+elege+Selecao+de+como+melhor+perdedora.html

JORNAL ELEGE SELEÇÃO DE 82 COMO MELHOR PERDEDORA DA HISTÓRIA

Em seu blog de esportes, o jornal britânico The Guardian elege os seis maiores derrotados da história. A idéia foi prestar um “tributo para aqueles que voltaram para a casa de mãos vazias, mas deixaram suas marcas na memória”.

A Seleção que disputou a Copa de 1982 aparece na primeira colocação do ranking. A publicação relembra lances protagonizados pela equipe e cita jogadores como Sócrates, Zico e Falcão. Segundo o Guardian, se o time de Telê Santana não tivesse caído diante da Itália e fosse campeão, seria lembrado como “superior ao Brasil de 1970”.

Para o jornal britânico, o segundo melhor perdedor da história do esporte é o jogador de sinuca Jimmy White, derrotado em cinco das seis finais que chegou no Campeonato Mundial. Entre 1990 e 1994, ele foi vice-campeão de forma consecutiva. Em 1992, chegou a liderar por 14 a 8, mas acabou perdendo por 18 a 14 diante do carrasco Stephen Hendry.

Em seguida, o Guardian fala do Kent County Cricket Club. O clube perdeu três finais de Copa nos anos 1980, mas o jornal inglês seleciona o período compreendido entre 1992 e 1997 como o mais dramático da equipe. Nesse período, nem mesmo um time recheado de atletas da seleção foi suficiente para evitar sucessivas decepções nas decisões.

Na seqüência, está o time de rúgbi da Nova Zelândia. A equipe venceu o Mundial pela última vez em 1987. Nas últimas edições, entrou sempre como favorita, mas não conseguiu repetir o título. Em 1991, ficou em terceiro. Quatro anos depois, foi vice. Em 1999, ficou no quarto lugar e em 2003, no terceiro.

Depois de colocar a Seleção Brasileira de 1982 no topo do ranking, o Guardian volta a fazer referência ao futebol ao escolher o quinto colocado da lista. A publicação cita o Liverpool comandado pelo técnico Roy Evans na segunda metade da década de 1990 e diz que o treinador deveria ser mais respeitado, apesar da falta de títulos.

No último lugar do ranking dos melhores perdedores do esporte elaborado pelo jornal inglês está a seleção de críquete da África do Sul. Na Copa do Mundo de 1999, disputada na Inglaterra, a equipe era apontada como uma das maiores candidatas ao título, mas foi eliminada precocemente do torneio.

 

– Tite e a Caixinha de Surpresas no Futebol

Na Revista Isto É desta semana (edição 2522), o treinador da Seleção Brasileira Tite deu uma interessante entrevista à jornalista Eliane Lobato.

Questionado sobre a validade ou não do clichê de que “o futebol é uma caixinha de surpresas, mesmo com toda a tecnologia e recursos atuais”, respondeu:

Hoje é uma caixinha de surpresas, mas com muito menos incidências do que anos atrás. Não acredito muito em sorte, surpresas. Acredito em esforço, treino, dedicação. O que tem no esporte de enfretamento é de que o adversário pode diminuir as tuas possibilidades, te neutralizar. Por isso, o futebol é intenso e talvez seja uma caixinha de surpresa – mas hoje, não tanto assim, não.”

E para você: o futebol é ainda uma “caixinha de surpresas” ou tal expressão é bobagem?

Em tempo: segundo “O Guia dos Curiosos” de Marcelo Duarte, essa popular expressão “foi criada pelo comentarista Benjamim Wright, pai do ex-árbitro José Roberto Wright”.

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