– Um campeonato que deveria premiar a regularidade, mas que não premia!

Que loucura os dois turnos do Brasileirão, não?

O Corinthians acumulou gordura no 1o turno. Com isso, teve sobra para queimar no 2o e foi campeão. E se olharmos para o 2o turno, a Chapecoense foi campeã dessa fase, com o Vasco sendo o vice. O campeão Corinthians somente o 12o colocado.

Enfim: qual time foi regular ao longo dos 9 meses de Brasileirão? NENHUM!

Agora, o fato dos 3 paulistas (Corinthians, Palmeiras e Santos) serem os 3 primeiros colocados, não quer dizer que estejam jogando HOJE o “fino da bola”. Tal posição reflete o que fizeram nesse tempo todo (e, cá entre nós, ficaram devendo futebol, apesar da colocação).

Nível técnico baixo do campeonato, embora muito bom na emoção.

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– Uma premiação à incompetência na arbitragem

É cansativo fazer tantas críticas à Comissão de Arbitragem da CBF, mas ela se supera rodada a rodada.

Qual o critério do sorteio de árbitros?

Se me disser que na derradeira rodada só estarão os árbitros da FIFA por conta de muitos jogos serem decisivos (e por isso não dá para escolher a dedo cada juiz pois, afinal, é sorteio e não se pode correr o risco de escalar qualquer um), é mentira.

Se me disser que os 10 árbitros que apitarão são os que foram mais regulares no ano, mentira também.

Se me disser ainda que são os melhores, mentira idem!

Depois do absurdo erro de Anderson Daronco e seu assistente adicional de linha de fundo Eleno Todeschini no jogo entre Coritiba 1×2 São Paulo (vide aqui: https://wp.me/p55Mu0-1Q9), eis que AMBOS foram premiados com a escalação, juntos, para Atlético Goianiense x Fluminense (em tese, um jogo fácil para se apitar, que poderia ser colocado um árbitro jovem para ganhar experiência).

Respeitosamente, mas o sexteto gaúcho de arbitragem que estará trabalhando no Estádio Olímpico de Goiânia vai ganhar uma boa taxa “na molezinha”… (em referência a ser um jogo não-difícil para se trabalhar).

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– O acerto do 4o Árbitro, a vacilada do Adicional e a mancada do Vídeo-Árbitro

Nesta semana, vimos alguns destaques negativos da rodada, como, por exemplo, a “cáca” do bate papo entre Anderson Daronco e o Árbitro Assistente Adicional Eleno Todeschini. Situações como essa que fazem desacreditar no trabalho das Comissões de Arbitragem em orientar e treinar seus oficiais – e logicamente, revisar o plano de trabalho do sexteto de arbitragem combinado e determinado no vestiário (falamos sobre esse erro em: https://wp.me/p55Mu0-1Q9).

Também tivemos a reclamação do Grêmio/RS na final contra o Lanús, a respeito do pênalti não marcado contra Jael, “o cruel”. Vide aqui: https://wp.me/p55Mu0-1Q4.  Mas o que me marcou negativamente ontem, foi assistir o “Bem Amigos” e saber de Galvão Bueno e Arnaldo César Coelho a revelação que o árbitro de vídeo não tinha imagem de vídeo do lance mais importante do jogo! Dá para acreditar? Que várzea a Conmebol, lamentável (e lembremo-nos que ela disse ter gasto mais de R$ 500.000,00 por jogo com o Vídeo Árbitro, relembre aqui: https://wp.me/p55Mu0-1Ox). O VAR saiu do seu contânier e foi procurar o caminhão da TV Globo. Leia aqui, direto do GloboEsporte.com, em: https://is.gd/I6x2OZ.

Por fim, o destaque positivo desses últimos dias foi o Quarto Árbitro mineiro Felipe Alan Costa de Oliveira, que sem ajuda de árbitro de vídeo e sem ajuda externa estava atento e observou as “dedadas” de Rodrigo em Trellez. Não é fácil tal decisão na casa de quem comete a infração, na situação em que foi e como os times estavam na tabela. Foi corajoso Felipe Alan! Sobre esse jogo (e o relatório com o relato curioso da expulsão) acesse: https://wp.me/p55Mu0-1Qb.

Algo que preciso dissertar: Rodrigo representou bem a figura do malandro – que felizmente se deu mal, apesar de prejudicar sua equipe. As “dedadas” eram para desestabilizar o adversário e cavar uma agressão e/ou tentativa de. Foi justamente ao contrário: Trellez manteve o equilíbrio emocional e não revidou. É importante que os “espertalhões” percam em suas atitudes unfair-play para que a honestidade do esporte sobreviva.

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– Existe efeito suspensivo para jogador antes do julgamento de um Cartão Vermelho?

Não assisti a última rodada do Campeonato Amador de Jundiaí. Entretanto, ouvi falar que um atleta expulso na rodada das quartas-de-final jogou a primeira partida da semi-final.

Como não tenho certeza, não cito nomes e espero que nada disso tenha acontecido. Mas para fins didáticos: e se isso tivesse acontecido?

Se aconteceu, é algo gravíssimo. Logo no início da administração de Joseph Blatter, começou a discussão sobre julgamentos de atletas que eram expulsos e jogavam a rodada seguinte por conseguirem absolvição. No Brasil, isso culminou com um jogo entre Palmeiras x Vasco, quando um julgamento foi adiantado pelo Eurico Miranda para que um atleta expulso (salvo engano Edmundo) pudesse jogar.

Há mais de uma década, a FIFA determinou que OBRIGATORIAMENTE um atleta que receba o Cartão Vermelho cumpra um jogo de suspensão, justamente para evitar tal ocorrência. Isso acontece até mesmo se for numa final de Copa do Mundo (o atleta em questão está automaticamente suspenso para o primeiro jogo de Eliminatórias da Copa seguinte).

Como exemplo, imagine a seguinte situação: um jogador dá um soco no adversário e recebe o Cartão Vermelho. O atleta não poderá jogar a partida seguinte e está liberado para as demais até ser julgado. Se for condenado a 5 jogos de gancho, por ter cumprido 1, cumprirá os outros 4 quando for comunicado pelo Tribunal. NESSA OCASIÃO (após o julgamento e a pena determinada), o departamento jurídico do clube pode pedir o efeito suspensivo (ou seja, que ele não cumpra a pena, possa jogar as demais partidas até novo julgamento). O risco de se pedir um efeito suspensivo é que o atleta pode ser absolvido, ter a pena reduzida, mantida ou até mesmo aumentada!

Mas imagine a situação 2: um atleta dá um carrinho em disputa de bola e atinge o adversário, sendo expulso por jogo brusco grave. Acontecerá a mesma coisa: cumprirá 1 jogo de suspensão e será julgado. Entretanto, pela natureza da falta, normalmente se cumpre apenas uma partida (ou seja, a suspensão automática). Só que se porventura o julgamento dele for antecipado e se decidir que há a absolvição, DEVE cumprir a suspensão automática determinada pelas Regras mesmo assim.

Em suma: recebeu Cartão Vermelho, absolvido ou não, é obrigado cumprir a automática. O EFEITO SUSPENSIVO SÓ EXISTE APÓS A JUSTIÇA DESPORTIVA JULGAR. Mais ainda: conseguir o efeito suspensivo não livra do cumprimento da suspensão de um jogo, e só pode ser concedido pelo Tribunal, nunca por uma junta emergencial ou por presidente de entidade.

Já imaginaram se tivéssemos uma partida final do Brasileirão entre Corinthians x Flamengo, sendo que Jô e Felipe Vizeu estivessem suspensos por terem sido expulsos na última rodada, e o STJD decide antecipar o julgamento para absolvê-los? Nem assim poderiam jogar. Muito menos se Marco Polo Del Nero desse uma canetada e “criasse um efeito suspensivo” – inexistente pelas Regras da forma que se deseja – a fim de permitir que ambos atletas joguem e abrilhantem o espetáculo!

Creio que não foi cometida a irregularidade jurídica de se inventar um efeito suspensivo por parte do Executivo da Liga Jundiaiense (pois tal instrumento inexiste, só é aplicado pela Justiça Desportiva), sempre respeitando a Regra do Jogo de que, um atleta que recebe o Cartão Vermelho, com efeito ou não, absolvido ou condenado, DEVE estar suspenso automaticamente no jogo seguinte. Isso é irrevogável.

A única situação que se cancela o Vermelho é aquela em que há o claro dolo sofrido pelo time que prova o erro de confusão com o atleta expulso (como o caso de Gabriel no Corinthians x Palmeiras apitado por Thiago Duarte Peixoto no Paulistão), mas isso se faz pelo Departamento Técnico, é levado ao Tribunal em condição excepcional e permitida pelas leis, e, logicamente, com o uso de claras imagens provando o equívoco ou depoimento do árbitro reconhecendo o erro (isso acontece desde a Copa de 90). Testemunho de boca é claro que não vale.

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– O ridículo ato de Rodrigo e o vandalismo na partida entre Ponte Preta 2×3 Vitória

OBS: Antes do texto, aqui vai o relato da expulsão do atleta Rodrigo: Expulsei com cartão vermelho direto, aos 19 minutos do primeiro tempo, o atleta n. 03, sr. rodrigo da costa, da equipe da a.a. ponte preta, após ser informado pelo quarto árbitro sr. felipe alan costa de oliveira, que o referido atleta havia introduzido, por duas vezes, seu dedo médio entre as nádegas de seu adversário de número 22, sr, santiago trellez vivero, isto, quando a bola se encontrava fora de jogo. informo ainda que o atleta expulso resistiu em deixar o campo de jogo, só o fazendo após convencido pelos próprios companheiros de equipe.

Estando 2×0 a favor da Ponte Preta no Moisés Lucarelli contra o Vitória da Bahia, num dos mais importantes jogos visando a fuga do rebaixamento para a série B, eis que o zagueiro Rodrigo (ex-Vasco) comete uma sandice e é expulso. Para azar dele (e da torcida da Macaca), o bem armado time de Vagner Mancini se aproveita da Ponte ficar com um homem a menos e vira o placar, marcando três gols nesse período.

O lance lembrou muito a situação constrangedora envolvendo o chileno Gonzalo Jara quando colocou o seu dedo no meio no meio do bumbum do uruguaio Cavani na Copa América Centenária, em 2015. Desta feita, Rodrigo por duas vezes fez o mesmo em seu adversário Trellez. Flagrado pelo 4o árbitro que avisou o juiz Ricardo Marques Ribeiro, houve a expulsão incontestável.

No final da partida, vandalismo total com a tentativa de invasão da Ponte Preta, sendo que parte do alambrado foi arrancado, muita gente entrou e não houve mais condição de segurança para o término do jogo. Provavelmente a CBF confirmará o placar a favor do Vitória, pois não dá para discutir.

Até as 08h30, não havia sido divulgada a súmula do jogo. Fico curioso como estará relatada a expulsão no documento, já que o árbitro deve colocar claramente os fatos acontecidos. Seria:

“Expulso por agredir seu adversário número ‘tal’ com uma dedada em seu ânus”.

E você acha que estou brincando? É assim mesmo que deve ser o relato!

Por fim: muita gozação entre os torcedores rivais da Ponte Preta. A eles isso é permitido (imagino que em especial aos do Guarani, seu rival principal). Mas fico me perguntando: aqui em Jundiaí, o que meus amigos torcedores do Paulista FC podem dizer?

Há claramente muitos memes criados contra o rival campineiro por parte da torcida do Galo e a gozação (natural que acontecesse) traz um pouco de alegria à sofrida torcida. Mas compare: a Ponte Preta estará na série B nacional e na 1a divisão estadual. Seu estádio (velho como o do Paulista) está livre da Justiça e os débitos trabalhistas regularizados. Já o igualmente centenário time jundiaiense leva vantagem por ter um titulo nacional (a Copa do Brasil 2005), sendo que a Macaca nada tem. Mas o Galo há tempos não tem índice técnico para disputar divisão alguma do Campeonato Brasileiro, jogará a 4a e última divisão do Campeonato Paulista, ficou sem calendário no segundo semestre (nem disputou a fraquinha Copa Paulista), está cheio de dívidas devendo a Deus e ao mundo, o Estádio Jayme Cintra foi a leilão pela segunda vez e resta-lhe como patrimônio fiel a sua torcida.

O futebol permite dessas coisas: tripudiar de quem hoje, mesmo na dor, está ainda melhor do que você. Não condeno o deleite do torcedor (claro, muitos estão felizes e fazem as brincadeiras nas Redes Sociais). Mas à luz da razão…

Aliás, recebi de um internauta campineiro a súmula do que teria sido o primeiro jogo entre Ponte Preta x Paulista. Não sei se é correta (datada de 1942), mas o amigo Ivan Gotardo, historiador do Galo, pode confirmar ou não.

Enfim: 2018 melhor para o Galo e para a Macaca, que em breve se encontrem em situação mais feliz nos torneios.

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– A péssima comunicação no pênalti de Coritiba 1×2 São Paulo

Um equívoco grande da arbitragem de Coritiba 1×2 São Paulo, no Couto Pereira em Curitiba. Vamos a ele?

Ainda no primeiro tempo (40m), estando o time paranaense no ataque, uma bola é cruzada e disputada pelo alto entre o são-paulino Edmar e o coxa-branca Thiago Real dentro da grande área. O atleta do Coritiba coloca intencionalmente a mão na bola (portanto, falta dentro da área a favor do São Paulo). O árbitro Anderson Daronco apita e simplesmente não aponta nada, mas caminha calmamente em direção ao árbitro assistente adicional Eleno Todeschini, que diz ter sido pênalti.

As câmeras da Rede Globo flagraram a conversa entre Juiz e AAA, onde na leitura labial Daronco diz: “pra mim foi pênalti”, e o Adicional confirma a mão do são-paulino (que não foi) indicando a marca do ponto penal.

É claro que o Árbitro Adicional, de frente para o lance, foi quem mais errou. Mas Anderson Daronco, sendo FIFA e com tanta experiência, não pode vacilar desse jeito. Se marcou, tem que ter convicção. O AAA tem papel consultivo, cabendo o árbitro aceitar ou não sua opinião. E aqui respeitosamente reitero o que tenho dito há tempos: Daronco é bom árbitro, mas não excepcional. O comparo pertinentemente com Pierluigi Colina, juiz da final da Copa de 2002: ambos eram tecnicamente comuns, mas ambos respeitadíssimos pelos atletas. Colina pela sua postura de liderança, midiática e, até certo ponto, chamativa pela sua careca (fruto de uma doença da juventude). Daronco pelo seu porte físico e excesso de exposição na mídia

Ser comum não quer dizer “ser ruim“; ser comum é ser igual a muitos que se tem por aí. Erros de Anderson Daronco têm acontecido, mas estão sendo minimizados pelo nome que construiu.

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– Grêmio 1×0 Lanus: não basta ter tecnologia, há de se ter competência

Incompetência, arrogância ou temeridade: qual o verdadeiro defeito demonstrado pelo árbitro chileno Julio Bascuñán para desprezar a utilização do auxílio de vídeo no primeiro jogo da final da Libertadores da América?

INCOMPETÊNCIA em não estar preparado para um jogo desse porte e não saber solicitar o vídeo no momento adequado? Faltou ao treinamento?

ARROGÂNCIA por não achar que precisaria da ajuda do vídeo e desprezar o equipamento, confiando excessivamente em si próprio?

TEMERIDADE em usar o equipamento e ter que mudar sua decisão inicial e ser criticado, alegando que só se socorreu ao vídeo por pressão do time da casa?

Enfim, faltou sensibilidade para não utilizar todos os equipamentos eletrônicos disponíveis. Mas pense: e por quê o árbitro de vídeo não interpelou o árbitro nos dois lances de pênalti reclamados (o 1o duvidoso, eu não marcaria pois entendi tranco viril, mas legal; o 2o, em Jael, indiscutível que houve a infração)?

– Teria o equipamento não funcionado corretamente e o VAR ter se constrangido?

– Estariam alojados inadequadamente e a comunicação falhou (lembre-se que no Monumental de Nuñes, ao invés de uma cabine, o árbitro de vídeo, o bandeira de vídeo e o operador ficaram em um container)?

– Quis passar despercebido e não se comprometer?

Lembrando: toda a equipe de arbitragem foi composta pelo árbitro Júlio Bascuñán-CHI, pelo bandeira 1 Carlos Astroza-CHI, pelo bandeira 2 Christian Schiemann-CHI, pelo quarto árbitro Diego Haro-PER, pelo árbitro de vídeo Jesus Valenzuela-VEN, pelo assistente do árbitro de vídeo Roddy Zambrano-ECU e pelo bandeira de vídeo  Christian Lescano-ECU. Foram 7 árbitros de 4 nacionalidades.

FICA A OBSERVAÇÃO: no jogo entre Lanús x River Plate, péssima e decisiva atuação do septeto de arbitragem, usando (ou não usando) adequadamente os recursos eletrônicos. Agora, um desprezo total da ajuda externa permitida. Dessa forma, deixo a questão para a reflexão: de que adiantam as câmeras se quem as opera e assiste é incompetente?

Me parece que o recurso mais desejado é aquele utilizado diversas vezes no Brasileirão e visto claramente: o de “alguém soprar o lance após ver a imagem na Globo para o 4o árbitro”…

Importante: Bascuñán foi o árbitro de vídeo em Porto Alegre na semifinal jogada pelo Grêmio contra o Barcelona-ECU. Naquela oportunidade, ficou em um container no estacionamento do Estádio Olímpico. E isso me irrita! Todos deveriam estar em uma cabine com comunicação ABERTA ao público, como se faz no Rugbi.

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– O uso de Drone fere a Regra de Jogo?

Causou muito burburinho a história investigada e comprovada pela ESPN Brasil de que o Grêmio-RS utiliza de um drone para assistir aos treinos dos seus adversários.

E isso pode?

Se fosse durante uma partida de futebol, não é permitido, pois seria comunicação externa para a equipe, e isso já foi proibido pela FIFA (inclui-se na mesma situação de celulares, notebooks e OUTROS equipamentos eletrônicos de comunicação – neste caso, por imagem).

E sendo no treino?

já não é mais problema da Regra do Jogo. Poder-se-ia dizer ilegal? Não. Talvez: imoral.

Particularmente, penso que um drone sobrevoando o treino de um adversário tem a mesma relação de um olheiro-espião observando com binóculo, do alto de um prédio vizinho, a equipe referida se preparando. A diferença é que esse mesmo olheiro ganhou asas e trocou o binóculo por câmeras.

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– As não expulsões de flamenguistas no Flamengo 3×0 Corinthians.

Pouca gente sabe, mas a Regra do Jogo, quando se trata de agressão, dá o mesmo peso à punição de uma conduta violenta se o agredido for um adversário ou companheiro. Dessa forma, na briga entre Felipe Vizeu e Rodolpho, ambos deveriam ter recebido o cartão vermelho (e o árbitro mato-grossense da FIFA Wagner Reway não puniu). No julgamento, seria o STJD que determinaria quem teve a atitude mais grave (ou seja: se ambos devem receber a mesma pena ou não, já que um deve ter começado e o outro reagido). A questão é: tinha que expulsar os dois jogadores.

Ficará a dúvida:

  • O árbitro não viu,
  • Interpretou que “não foi nada” ou
  • “Tremeu as pernas” por ter que expulsar dois flamenguistas ainda no 1o tempo e na Arena Luso Brasileira?

O certo é que a Regra não foi cumprida. E naquele lance, Marcos Mateus Pereira, o AAA1 (que está locado no Mato Grosso do Sul, mas apitou em São Paulo na gestão do Cel Marinho na FPF), estava bem de frente ao acontecido e poderia comunicar o árbitro, caso ele não tenha visto. Portanto, erro em conjunto.

Talvez mais errado do que isso foi o fato de Felipe Vizeu comemorar o 3o gol com o dedo do meio em riste e NINGUÉM do sexteto de arbitragem ver. Era mais uma oportunidade para se aplicar a regra e que de novo não foi cumprida.

Eu me lembro de Romário e Andrei num São Paulo x Fluminense agindo da mesma forma; de um jogo do Palmeiras com a pendenga entre Marcelo Ramos e Obina. Mas nesses jogos citados os clubes estavam muito mal na tabela, brigando para não cair. No RJ, foi diferente: o Flamengo está no alto da tabela!

Uma observação final: atletas que jogam em um time tão grande como o Mengão, em rede nacional, tomarem tais atitudes com extremo desequilíbrio emocional, não incomoda aos envolvidos do clube?

Ops: em tempo – não há o que discutir o pênalti cometido sobre Geovânio, ali foi infelicidade do zagueiro corintiano em lance infantil. Tiro penal bem marcado.

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– Alguém entendeu o Heber em Goiás 0x2 Internacional?

Estando 0x0 no Serra Dourada, pela série B, em uma jogada parecendo duvidosa de impedimento, um atacante da equipe esmeraldina é lançado (em posição legal), avança e toca para a área. O bandeira 2 Thiaggo Americano Labes diz que o lance é legal e sai o gol do Goiás. Mas…

De maneira curiosa, Heber Roberto Lopes chama a responsabilidade do lance e anula o gol. Em um primeiro momento, ele dá a impressão de que chamou a responsabilidade do impedimento para ele (não deveria). Entretanto, ele marca bola ao chão (se fosse impedimento, deveria ser tiro livre indireto aos gaúchos).

Até agora ninguém sabe o que foi marcado. Na súmula, nada alegado. Hélio dos Anjos, treinador do Goiás, reclama que esse gol anulado “desmontou” sua equipe e por isso o Internacional mudou o jogo.

A única coisa certa é que Heber Roberto Lopes, em má fase há tempos, quis aparecer e errou feio, sem muito o que justificar.

Lance estranho. Veja, em: https://www.youtube.com/watch?v=F52y3FokqNA

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– Diante dos nomes envolvidos nos escândalos do futebol, há omissão ou cumplicidade? Só além do campo ou dentro das 4 linhas?

Inicio esse texto com duas perguntas:
 
1. Por que os presidentes dos clubes de futebol do Brasil, bem como as Federações Estaduais, estão caladas diante dos escândalos que envolvem a CBF, Ricardo Teixeira, Marco Polo Del Nero e José Maria Marin na corrupção do futebol mundial?
2. Todos os crimes envolviam direitos de transmissão, venda de amistosos, escolhas de países-sedes, manutenção de poder, mas… nenhum “resultadozinho” de jogo qualquer?
Vamos lá: bem didaticamente para que essas duas questões acima ressoem durante a sua leitura abaixo. Seguem importantes considerações:

Se você tem acompanhado o desenrolar do FIFAgate, sabe que os novos colaboradores da Justiça dos EUA (Marin, Blatter e J Hawilla) estão abrindo a “caixa preta” da corrupção no esporte

Mais do que isso: Alejandro Buzarco, o argentino CEO da TyC (Torneos y Competencias), denunciou “quase todo o ‘mundo do futebol’” de propina! Sobrou até para a Globo, passando por seu ex-executivo Marcelo Campos Pinto (que tive o desprazer de conhecer certa feita em um Congresso em SP – digo isso pela empáfia e arrogância gratuita que distribuiu) e jogadores importantes (na 5a feira, o delator Buzarco afirmou que pagou a Messi e a outros jogadores da Seleção Argentina o valor de 200 mil dólares para que disputassem amistosos). 

Depois da morte de Julio Grondona, segundo informações do jornalista Wanderley Nogueira (que deve ser a pessoa que tem informações mais precisas sendo reportadas aos interessados), o ex-presidente da Conmebol Juan Angel Napo e o atual presidente da CBF Marco Polo Del Nero o substituiram na função de “distribuidores oficiais das propinas” a TODOS os países membros filiados da América do Sul

Diante de todo esse enredo malévolo e sem pudor (chegando ao ponto do suicídio de Jorge Delhon, advogado de Cristina Kirchner e citado como corrupto, tendo se jogado na frente um trem em Lanús após ter conhecimento da denúncia), como crer que os interesses de lucro da CBF e da Rede Globo (digo isso pois foram citados) passariam apenas fora dos gramados e não implicariam em negociatas, resultados dentro de campo e títulos a comparsas?

Seria altamente leviano acusar, mas se comprovado tudo isso que se lê nas manchetes (repito: de gente com credibilidade), custa-me crer que nas entidades que esses homens comandam não estejam encaixados subordinados de sua confiança. Ou crê-se infantilmente que um larápio tenha em peças-chaves da sua organização somente homens de honestidade comprovada?

Não se pode condenar nem acusar ninguém. Mas ser ingênuo em acreditar que os negócios do gramado passam ao largo dos de fora, aí é burrice demais

Juro que não entendo: Marco Polo Del Nero não é interpelado por NINGUÉM da cartolagem brasileira. Estariam os dirigentes dos clubes comprometidos com ele?

mala-de-dinheiro

 

– O avesso do apito e da bola na última rodada do Brasileirão

Coisas que me impressionaram na última rodada:

1. A camisa sagrada de Zico no Flamengo, com a braçadeira de capitão, foi usada por… Pará! Fim dos tempos ?

2. Deyverson foi o artilheiro como centroavante do Palmeiras. Está honrando a contento a posição de Evair?

3. Kazim decidiu para o Corinthians fazendo o gol contra o Avaí. Quando ele é o melhor em campo, significa que o nível do futebol… ó…

4. Rodrigo Caio e Aderllan foram os zagueiros do São Paulo ao final da partida contra o Vasco, onde um dia jogaram Oscar e Dario Pereira. Nada a comentar (muito menos a comparar).

5. A Portuguesa, namoradinha do Brasil e tricampeã da outrora importante “Fita Azul” foi eliminada da nada significativa  (ao menos para os grandes) Copa Paulista, caindo para o Grená da Ferroviária. A Lusa existirá (escrevo com pesar) até quando?

6. E o Internacional demitindo Guto Ferreira, na parte de cima da tabela e quase voltando para a série A, há 3 rodadas para acabar a série B? Belo planejamento…

7. Já que falamos de um gaúcho, falamos do outro também: o Grêmio está dando a vida para a Libertadores, ou foi uma certa ‘pipocada’ ao empatar com o Vitória? Parece que quis “não briga” com o Corinthians em busca do título de Campeão Brasileiro o ano inteiro.

8. Assistiram a Cruzeiro x Fluminense? Ô arbitragem fraquinha e confusa de André Luiz de Freitas Castro…

9. Por fim, pela enésima vez, tenho que afirmar: o árbitro Leandro Pedro Vuaden não é nem sombra do juiz que foi um dia. Acabou o “estilo argentino/europeu” que o consagrou. Hoje, encostou, é falta. Ele “picou” demais o jogo em São Januário, marcando até o que não era. Acertou na expulsão do Militão (embora até ele se auto-expulsaria após o pé no peito do adversário). Mas Sérgio Corrêa e Cel Marinho gostam desse estilo… vide as escalas abundantes do árbitro gaúcho nas últimas gestões da Comissão de Arbitragem.

10. Aliás, que Brasileirão 2017 fraco em termos de qualidade da arbitragem (além das bravatas de Marco Polo sobre o VAR), ruim na qualidade dos jogos dentro de campo e de partidas questionáveis; afinal, 338 pagantes no Atlético Goianiense x Sport é público pequeno até para campeonato de júniores!

O Brasileirão é a mostra que o #GER7x1BRA continua vivo na gestão da CBF e dos clubes.

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– Pitaco do Árbitro de Vídeo de Japão 1×3 Brasil

Sem delongas: o árbitro de vídeo achou um agarrão na área e avisou o árbitro de campo, que atravessou o gramado, assistiu ao replay e marcou o pênalti para a Seleção Brasileira.

Corretíssimo, mas um detalhe: os árbitros assistentes adicionais (AAA) que vemos no Brasileirão, têm essa mesma responsabilidade. Em casos como esses (de agarrão na área) se hoje não fazem sua obrigação no campo avisando o juiz da penalidade, o farão da cabine?

Uma observação importante: a experiência não dará certo se imaginarmos que se vai usar na dúvida se foi “cartão amarelo” ou “não se precisa de cartão” para determinada jogada, aí não dá… o jogo vai parar demais.

Enfim: jogamos, respeitosamente, conntra um time muito fraco. Eu diria: inocente. Vejamos contra o English Team!

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– Os 3 lances polêmicos em Atlético Paranaense 0x1 Corinthians

Má arbitragem do carioca Wagner do Nascimento Magalhães. Ele teve um começo de ano com ótimas arbitragens, mas não foi bem na Arena da Baixada nesta 4a feira.

Vamos aos lances:

  1. O pênalti por mão na bola de Fágner: aos 31m, quando Nikão vai cruzar a bola para a área, Fágner está a sua frente com os braços semi-abertos. Não é um movimento antinatural de aproveitar / aumentar o espaço, mas sim o movimento natural de quem corre e se aproxima (não vamos falar que ele tinha que estar com os braços para trás, pois fisiologicamente é “forçar a barra” quando se diz isso). Quando Nikão chuta, ele tenta tirar o braço para trás, mas pela velocidade do chute e pela pequena distância entre os atletas, não há tempo de evitar o contato. Foi “bola que bate na mão/braço”, não foi “mão/braço que bate e/ou quer bater na bola”. Errou o árbitro.
  2. O pisão de Pablo: aos 39 minutos, Lucas Fernandes está dominado a bola em contra-ataque, dribla Balbuena que faz uma falta para cartão amarelo. Na queda, propositalmente, Pablo pisa no peito do jogador que está caído. Isso se chama Conduta Violenta (mais até do que a de Jô, que pegou gancho de 1 jogo, em Rodrigo contra a Ponte Preta). Era para cartão vermelho e o juiz não viu e nem foi ajudado pelo Árbitro Adicional Assistente. Errou o juiz pela 2a vez.
  3. Carrinho de Thiago Heleno: aos 45 minutos, Romero sofre um covarde carrinho por trás com as duas pernas, que o levantam sem atingir a bola. Sem discussão alguma, é Cartão Vermelho. Não houve a expulsão, errou o árbitro pela 3a vez.

Enfim, esse é mais um dos 10 árbitros FIFAs brasileiros confirmados para 2018. Todos os atuais estão aprovados segundo a CBF para mais um ano no quadro internacional.

Caso não tenha lido nossa postagem da semana passada sobre os “novos-velhos FIFAs, clique aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2017/11/03/nenhum-arbitro-fifa-brasileiro-saira-do-quadro-em-2018/

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– O STJD não fala nada sobre a agressão ao árbitro no Clássico do Nordeste e nem da confusão do Clássico Paulista?

Thiago Duarte Peixoto, árbitro paulista que se equivocou em um recente Corinthians x Palmeiras expulsando erroneamente Gabriel, tem moral na Comissão de Árbitros da CBF. Mesmo com vários erros e polêmicas em jogos diversos (vide aqui: https://wp.me/p4RTuC-i9B), esteve escalado em um importante clássico da Série B e foi covardemente agredido. Em resumo, aconteceu o seguinte: estando Santa Cruz 2×2 Náutico, Thiago marcou um pênalti duvidoso a favor do Náutico (lance interpretativo), aos 45 minutos do 2o tempo (e cobrado somente aos 49’, fazendo o 3o gol). Aos 51 minutos, o Santa Cruz foi ao ataque tentando o empate e Augusto sofreu pênalti (esse, não duvidoso; porém, não marcado). O árbitro mandou seguir o jogo e encerrou a partida segundos depois. Final: a Cobra Coral perdeu em casa para o Timbu, em dois lances polêmicos.

Aí… o “pau comeu”. O atleta Derley deu uma cabeçada no árbitro após ser expulso, vários (sim, vários) integrantes da Comissão Técnica do Santa Cruz foram relatados por agressões verbais, pedra arremessada em campo e porta do vestiário arrombada. No site da CBF, uma loooonga súmula.

Por pior que seja uma atuação de qualquer juiz de futebol, a pancadaria é sempre um ato covarde.

Tomara que Thiago seja defendido (independente da qualidade da sua atuação) e os agressores punidos, pois até agora o STJD não se manifestou (bem como na confusão nos vestiários de Itaquera entre Felipe Melo e Clayson).

Nessa mesma hora em que acontecia o lamentável episódio, ocorria no Hotel Panamby, em São Paulo, um curso de formação de instrutores de árbitros com os convidados palestrantes Coronel Marinho, Arthurzinho do SAFESP (falando de profissionalização dos árbitros, mesmo ele não querendo que a CBF ou a FPF sejam os patrões) e Sérgio Correa da Silva falando sobre ética do árbitro.

Poderiam colaborar e levar esse curso como evento de conscientização aos dirigentes também (apesar de eu não gostar de pessoas que se perpetuam em seus cargos, pois isso me leva a contestar a meritocracia). Ademais, você viu na grande imprensa esses senhores defendendo o árbitro agredido?

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– Que pena, Paulista FC. Outro leilão?

Mais uma vez, o Estádio Jayme Cintra irá a leilão para pagar dívidas trabalhistas. Por ter mudado de juiz, decidiu-se uma segunda tentativa de vender a área. Agora, em outro leiloeiro e por metade do valor inicial do 1o leilão (prática de acordo com a lei). Assim, no dia 24 de Novembro, quem tiver disponível R$ 17,5 mi, levará um imóvel bem localizado em Jundiaí, sendo que a Praça Salim Gebram poderá ainda dar um visual bacana para quem quiser erguer um condomínio (infelizmente para os torcedores do Galo; felizmente para as construtoras; e “UFA” para quem trabalhou e quer receber).

O curioso é que a data coincidirá próximo ao 3o ano do lançamento do projeto “Novo Paulista”, uma tentativa das forças vivas da cidade para salvar o clube juntamente com a população, mas que não deu certo.

Para relembrar o projeto, pensado como no PSV da Holanda,

acesse: https://professorrafaelporcari.com/2014/11/14/novo-paulista-e-a-inspiracao-no-psv/

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– Lançamento de Munheca, Cusparada e Montagem: Pós-Derby em tempos de Fake News.

Cada vez mais sou agnóstico em tempos de Internet. “Mais duvido” do que acredito no que se lê. Procuro fontes confiáveis que, cada vez mais, se rareiam.

Vimos o episódio de Felipe Melo contra Claysson na Arena Corinthians no domingo, em imagens amplamente divulgadas. Posteriormente, surgiu um outro vídeo de que Claysson houvera provocado o adversário com uma cusparada; daí tal reação.

Mais tarde, um “print” de tela do WhatsApp de Moisés, jogador do Palmeiras, falando de uma suposta montagem para livrar a cara do companheiro (abaixo).

Sinceramente?

Cansou. Os jogadores precisam ter mais caráter, sejam eles quem forem. Ganham muito dinheiro para ficar com palhaçada pós-jogo. Devem mostrar muito mais profissionalismo e se conscientizaram da imagem que passam aos torcedores e, principalmente, as crianças.

E aí: mais um fake news ou não? Surgiu como reprodução compartilhada pelo Chico Lang.

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– Análise da Arbitragem de Corinthians 3×2 Palmeiras

Um Derby muito difícil para se apitar, onde Anderson Daronco – FIFA/RS foi sorteado com precisão pela Comissão e Arbitragem da CBF (e reforço as manchetes de dias atrás: diretores de Corinthians e Palmeiras ELOGIARAM a escolha, digo, o sorteio do árbitro).

Será que os outros 9 árbitros FIFAs se sairiam melhores ou piores do que o gaúcho, que fez uma atuação com erros e acertos relevantes? Para mim fisicamente perfeita, disciplinarmente contestável e tecnicamente comum.

Vamos aos 7 lances / situações da partida, na qual tivemos nos cartões amarelos: SCCP 6×5 SEP, em vermelhos: SCCP 0x1 SEP. Abaixo:

1. O gol de Romero: em um lance rápido, a bola é cruzada ao atacante paraguaio do Corinthians que faz o gol. Se você congelar a imagem do momento em que a bola sai do pé do atleta que lança a bola, verá que parte do tronco e a cabeça estão a frente da linha da bola; portanto impedimento não marcado e gol irregular. Mas um detalhe que passou despercebido por muitos: o bandeira 2 Elio Nepomuceno de Andrade Junior está com a visão encoberta por diversos atletas em linha à sua frente, sendo que está “cego” para verificar em qual momento a bola parte do cruzamento, além de estar do lado contrário da linha que ele corre. Para tal lance, só seria possível um bandeira correndo do lado invertido para marcar com precisão. Houve o erro, mas é de grande dificuldade justamente pelos motivos citados.

2. Pênalti de Edu Dracena em Jô: é claro que você verá a discussão de que é um lance interpretativo. Se o árbitro não marcasse, a polêmica seria a mesma. Na imagem de longe da TV, eu não marcaria e entenderia que o Jô cavou, especialmente pela forma que ele cai, lançando-se à frente. Porém, vendo pelo replay, entendo que Edu Dracena se enrosca fora da área, e só consegue se desvencilhar de Jô logo que adentra nela. O leve desequilíbrio (causado de maneira ingênua por um atleta tão experiente) é suficiente para se considerar uma infração. Sendo dentro da área, é pênalti. E explicando uma dúvida comum a muitos: é o princípio da “falta continuada”, marcando-se onde se consome a irregularidade. Ou seja, começou fora e terminou dentro, é tiro penal. Acertou Daronco (e imagino ter tido ajuda do AAA2 Eleno Gonzales Todeschini, pela troca de olhares entre os dois e posteriormente a comunicação via rádio).

3. Um lance relatado por jornalistas (e que parece não ter ocorrido apenas uma vez): Borja supostamente provocava a torcida do Corinthians a cada “ofensa maciça” das arquibancadas. As câmeras da TV não flagraram, mas se isso realmente ocorreu (e não há por quê duvidar, ouvi isso em duas emissoras), é cartão amarelo ao atacante palmeirense se visto pelo árbitro. Mesmo com um sexteto de árbitros em campo e o inspetor da CBF Sérgio Correa da Silva presente ali na Arena Corinthians (inclusive, aparecendo bastante nas imagens da TV Globo), ninguém desse septeto viu.

4. A confusão dos vestiários no intervalo de jogo: Felipe Melo agrediu seu adversário Clayson arremessando um objeto contra ele logo na saída do intervalo, na entrada do túnel, onde policiais, jogadores e demais pessoas envolvidas na partida se encontravam. Se o árbitro tivesse visto ou sido informado por alguém da sua equipe, teria que expulsar (lembre-se que os poderes do árbitro se constituem desde a chegada ao campo, incluindo o intervalo e o pós-jogo até a sua saída – Evra que o diga no jogo do Olimpique de Marselha nessa semana). Aqui um erro a ser considerado: se Daronco não viu (e portanto não poderia ter feito nada), ao menos deveria relatar em súmula que existiram reclamações de uma confusão nesse momento e que nada poderia fazer pelo fato de nenhum dos oficiais da arbitragem ter presenciado. É uma praxe que foi ignorada.

5. Sobre a entrada de Gabriel após o atendimento médico sem autorização do árbitro: aqui um lance bem confuso, mas explicável: Quando o atleta do Corinthians sai de campo para ser atendido, ele só pode voltar com a autorização do árbitro (não existe autorização do bandeira pela Regra do Jogo, o que o bandeira faz é dizer ao atleta: “Vai, ele mandou entrar). Acontece que Cássio está demorando para cobrar o tiro de meta, e Daronco faz o tradicional gesto com o braço levantado de “JOGA” para que se acelere a cobrança (ele fez isso por diversas vezes na partida, é comum isso em todos os jogos). Só que pelas imagens, o bandeira 2 se confunde (provavelmente foi isso que aconteceu) e manda Gabriel entrar. Na sequência, os jogadores palmeirenses reclamam de que ele entrou sem autorização do árbitro (e aí era para se mandar o jogador sair de campo, marcar o tiro livre indireto, ordenar que retornasse  ao gramado e aplicar o Amarelo; e como já tinha Amarelo, o Vermelho). Mas aqui se prova que o erro foi do bandeira pelo motivo de que: se Daronco tivesse autorizado, por qual motivo ele procuraria o assistente Elio Nepomuceno? Era só o juizão dizer aos atletas: “entrou autorizado por mim, segue o jogo”. É claro que o bandeira se equivocou com o gesto e iludiu sem querer Gabriel. E como um atleta não pode ser punido por um erro da equipe de arbitragem sendo possível corrigi-lo a tempo, o corintiano não pode receber o Cartão. Repetindo: não houve prejuízo ao jogo por tal ocorrência, já que Gabriel não pode receber o Amarelo nessa situação a qual não tem culpa.

6. Deyverson vai disputar a bola que vem pelo alto com Felipe Bastos, e abre o braço para ampliar o espaço correndo o risco de atingir o adversário. Como atinge, deve ser punido. Entretanto, Daronco relatou que foi uma conduta violenta com cotovelada fora da disputa de bola. Respeito a interpretação, daria o Vermelho mas não citaria que foi cotovelada, mas uma braçada para ter uma vantagem desleal (que faria a punição ao atleta ser menor). Em todo caso, é interpretativo tecnicamente mas indiscutível disciplinarmente tal lance. Acertou na expulsão.

7. Dudu jogou a bola no peito do adversário na cobrança de um lateral, visivelmente pilhado. Pela atitude “xarope”, não tem como não dar o Amarelo. Correto.

Enfim, mais acertos do que erros, mas reafirmo: Daronco tem um porte físico invejável, corre e se posiciona muito bem no jogo, disciplinarmente poderia ser melhor (vide a atuação em São Paulo X Santos na semana passada) e tecnicamente é comum (comum não é pejorativo, é dentro da média). O que lhe ajuda muito é a respeitabilidade que alcançou. Imagine essa partida apitada pelos árbitros que vimos em outras rodadas aspirantes à FIFA ou novatos da FIFA… O jogo não acabava!

Acréscimo: Não se pode entrar em campo com equipamentos de comunicação, mesmo que não o utilize. Há anos foi proibida a comunicação eletrônica entre treinadores e jogadores ou atletas entre si. O fato de utilizar um smartphone para Selfie na comemoração de gol do Romero, embora pareça “coisa boba”, não pode.

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– Conmebol gastou R$ 3,2 milhões para 6 jogos com árbitro de vídeo

Tenho sempre o “pé atrás” com números que possam ser divulgados pela Conmebol. Segundo a agência RBS, contabilizando treinamento, equipamentos e viagens, cada partida da Libertadores da América custou (e custará até a final) R$ 500.000,00.

Não está um pouco, digamos, superfaturado?

Claro, pela lógica, com gente já treinada, o custo cairá.

Será???

Extraído de: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/diori-vasconcelos/noticia/2017/11/saiba-o-custo-de-implementacao-do-arbitro-de-video-na-libertadores-cj9iwpb7z058a01ogp9ukg622.html

SAIBA O CUSTO DE IMPLEMENTAÇÃO DO ÁRBITRO DE VÍDEO NA LIBERTADORES

Por Lauro Alves

Investimento da Conmebol leva em conta a capacitação da arbitragem e a utilização do recurso eletrônico nos últimos seis jogos da competição

A Conmebol precisou abrir os cofres para colocar em prática o uso do árbitro assistente de vídeo (AV). O custo de implementação do projeto para na Libertadores 2017 totaliza 850 mil euros, ou seja, mais de R$ 3,2 milhões.

O investimento da entidade leva em conta os gastos dos cursos de capacitação para 32 árbitros do continente sul-americano, bem como a viabilização do recurso eletrônico para as semifinais e as finais da competição, que serão disputadas entre Grêmio e Lanús nos dias 22 e 29 de novembro.

Se dividirmos o valor total pelo número de jogos com a utilização da tecnologia, chegaremos a um montante superior a R$ 500 mil para cada uma das seis partidas. Entretanto, essa conta não é tão simples, pois essa quantia financeira teve grande parcela aplicada no treinamento da arbitragem durante o período de aproximadamente um mês.

Essa etapa do curso preparatório já está vencida e não precisará ser realizada novamente. Isso indica a tendência de que o valor gasto será menor em futuras utilizações do árbitro assistente de vídeo. De qualquer modo, é um alto custo.

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– E por onde anda o Árbitro Laleska?

Há 6 anos, reproduzíamos uma matéria da Folha de São Paulo sobre o dia-a-dia do travesti Laleska, que era árbitro de futebol e estava fazendo certo barulho no Ceará.

Eu pensei que ganharia notoriedade nacional em jogos de eventos, mas nunca mais ouvi falar sobre ela. Alguém sabe se continuou a carreira?

Reproduzindo o texto da época, abaixo:

PRECONCEITO & FUTEBOL: ÁRBITRO TRAVESTI É SUCESSO NO CEARÁ

O homossexualismo no futebol é um grande tabu. E, talvez, por muito tempo ainda será. Mas uma matéria da Folha de São Paulo do último sábado (FSP, 22/01/2011, pg D6, por Adriano Fernandes) me chamou a atenção: um árbitro de futebol do Ceará, Valério Gama, além de exercer o ofício do apito, se transforma á noite como travesti Laleska. E faz sucesso dentro e fora de campo!

O árbitro-travesti, assumido e bem resolvido, diz que nunca sofreu preconceito (curioso, já que o nosso país – e o futebol em particular – é taxado de machista e preconceituoso). Antigamente, tínhamos o assumido Jorge Emiliano (imortalizado como Margarida) e seus trejeitos (aliás, recentemente apareceu um Margarida 2, catarinense, que é casado e pai de 3 filhos). Hoje, fico curioso o que aconteceria se na FPF ou CBF um árbitro de ponta se declarasse homossexual.

E você, o que pensa sobre o assunto: quanto a homossexualidade no futebol – existe ou não preconceito? Deixe seu comentário.

Abaixo, a história do árbitro Valério Gama, ou, se preferir, da travesti Laleska:

AUTORIDADE – árbitro cearense que se traveste à noite já apitou mais de cem partidas

Por Adriano Fernandes

Eu descobri que era gay aos dez anos. Fui percebendo que não gostava de mulher. Brincava com meninos e sentia interesse por eles. Nunca contei para a minha família. Minha mãe já percebeu, meu pai até hoje é contra.

Comecei a me interessar por futebol assistindo aos jogos da Copa de 1994, nos EUA. Eu tinha 15 anos. Entrei no futebol pra ser goleiro. Eu era o terceiro goleiro de um time aqui da minha cidade.

Na época, faltou juiz e o meu treinador pediu pra eu apitar. Eu apitei e gostei. Não sabia as regras, aprendi dentro do futebol, na marra. Não sou formado [em arbitragem], mas já marquei o curso com o Dacildo Mourão, um juiz daqui. Ele me chamou.

Já apitei mais de cem jogos: campeonatos e amistosos entre times locais. Mas não estou no quadro de árbitros da federação cearense.

SEM PRECONCEITO

Toda a equipe de árbitro só tem homem, e eu sou o único homossexual. Nunca me envolvi com eles, eles nunca me cantaram, me respeitam como se eu fosse uma mulher mesmo. Porque o que eles sabem fazer eu também sei.

Eu bandeiro e tudo. Gosto mais de apitar, mas eu bandeiro quando é feito sorteio.
No futebol, eu não sofro preconceito, nunca sofri.

Quando eu chego ao campo, as pessoas acham que eu sou mulher. Vêm conversar comigo e perguntam: “E aí, mulher?”. Eu digo: “Gente, eu não sou o que vocês estão pensando. Eu ainda não sou mulher. Sou homem”.

Aí, quando descobrem, ficam passados, caem pra trás, se assustam. Mas nunca fizeram nada que me ofendesse. Pelo contrário, sou um dos mais chamados para apitar os jogos, todo sábado e domingo eu apito uma partida.

Eles chamam os héteros de veado, de baitola, mas a mim só chamam de ladrão, dizem que estou roubando. De veado ninguém chama porque todos já me conhecem.

O time do Ferroviário [clube cearense] me reconheceu uma vez. Eu fui pra praça de vestido, de salto, de bolsa.

Eles me olharam e falaram: “Olha a juíza!”. Só que eles não sabiam que eu era homem. Uma amiga deles conversou [com eles] e contou. Aí eles me chamaram e disseram: “Você me desculpa por eu chamar você de moça no campo”.

No campo, achavam que eu era mulher. Quando eu falava [durante o jogo], eles estranhavam por causa da voz, mas não descobriram. Se os jogadores acham que sou mulher, são mais educados.

Nós conversamos. Eles disseram que me viram de biquíni na praia, mas não acreditavam que eu era homem.

Eu falei que me transformava à noite em mulher. Eles gostaram, disseram que era muita coragem minha apitar um jogo profissional. Me deram parabéns. Fiquei feliz.

Vou te contar uma coisa que vai te deixar de queixo caído. Você está sentado?
Na minha casa somos oito irmãos e quatro homossexuais, dois em forma de homem e dois travestis.

Meus amigos travestis dizem que eu quero ser homem por gostar de futebol. Eles me chamam de “bicha-homem”. Dizem: “Olha essa bicha que quer ser homem”, “Essa bicha fala de futebol como se fosse homem”. Eles não entendem nada de futebol. Eu sou totalmente diferente deles. Eles ficam passados.

Tem muito homossexual no futebol, mas são incubados, não se assumem. Eu não. Eu rasguei logo. De que adianta eu viver a vida dos outros? Tenho que viver a minha, não vou mostrar para as pessoas uma coisa que não sou. Se perguntam, assumo.

“O” ERRO, “O” JOGO

O maior erro da minha carreira foi uma falta fora da área que eu marquei pênalti.
Logo depois, eu percebi que tinha sido fora, mas não dava para voltar atrás. Os jogadores puxaram meu cabelo. Já levei tapas, empurrão.

Meu jogo mais importante foi Ferroviário contra a seleção de Beberibe [no último dia 8]. O Ferroviário joga a primeira divisão daqui. Me chamaram e fiquei empolgado. Encarei da forma que encaro qualquer briga na vida.

Quando entrei no jogo, parece que incorporou um espírito na minha pessoa, um espírito de homem. Eu não tenho aqueles trejeitos do [ex-árbitro] Margarida, por exemplo. Faço os gestos todos direitinho, mas, depois que eu saio de campo, ninguém mais me segura.

RESUMO
Valério Fernandes Gama tem 32 anos e é juiz de futebol desde os 23.

Homossexual, à noite vira Laleska. Como travesti, sai para as boates de Beberibe, sua cidade natal, no interior do Ceará. Nunca sofreu preconceito nos gramados. Seus amigos travestis estranham seu interesse por futebol. Dizem que Valério é um gay “que quer ser homem”. 

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– A Paixão pela Arbitragem e os Sacrifícios à Toa! Quando você…

Quando você deixa o futebol entrar na sua vida, é difícil tirá-lo!

Quando você é jovem e se torna jogador, jornalista ou juiz de futebol, seus sonhos extravasam e você crê em quase tudo. Às vezes, faz vista grossa a algumas situações (como a ausência do lar, o custo financeiro da sua formação e o esforço para a conquista).

Quando você amadurece na idade e na profissão, começa a observar que algumas situações de superação foram valorosas e valiosas; outras, em vão e a esmo. Começa a distinguir interesses escusos e a separar o joio do trigo.

Quando você vai parar a sua atividade, fica pensando em nunca se separar daquilo que fazia anteriormente. Quer continuar inserido no mundo da bola, em outra função e com mais tempo para a vida privada.

Quando você não consegue se encaixar e se dá conta que está fora, bate o desespero. Talvez a falta de planejamento pós-carreira é o “algo implicador”. Nos EUA, no basquete universitário, você já tem coachings preparatórios para o futuro do ex-profissional. E aqui, não tendo, nasce o risco…

Quando você vê uma oportunidade para a reinserção, enlouquece com o desejo e, se não tiver uma sólida estrutura familiar e uma educação firme, abandona a sua experiência e deixa a paixão da juventude tomar conta de você. E volta a se cegar das coisas as quais não se pode fechar os olhos.

Quando eu pendurei o apito, as oportunidades nasceram naturalmente (por sorte, acaso ou coincidência – não pela minha competência). Fui um felizardo, uma exceção à regra. Me auto-declaro “Regra 18” na linguagem futebolística. Consegui diminuir o ritmo das atividades esportivas e conciliar com minhas atividades acadêmicas e comerciais. Aproveitei muito mais minha família, acabaram-se as enfadonhas reuniões de dirigentes que nada sabiam e ainda queriam ensinar coisas que inventavam justamente por desconhecimento.

Quando eu vejo ex-colegas árbitros felizes, nas redes sociais sem medo da punição de “otoridades / cartolas do apito”, sorrindo com seus filhos e filhas, apaixonados com suas esposas e curtindo tranquilamente o final de semana, me sinto feliz por eles!

Quando eu vejo ex-colegas árbitros trabalhando ainda no futebol, em atividades honestas e virtuosas, realizando-se em novas etapas sem perder a qualidade de vida familiar, comungo-me com eles.

Quando eu vejo ex-colegas árbitros mendigando espaço em Federações e Confederações para trabalharem em outra atividade, aceitando passivamente ordens de pessoas que há décadas se apropriaram da arbitragem de futebol e fizeram daquilo uma propriedade do seu ganha-pão, tenho pena. Sim, dó mesmo ao ver pessoas de bem se misturarem com aquelas que não ouso qualificar (mas tenho em mente minha opinião) e topam ganhar migalhas financeiras para continuarem no campo de jogo, permitindo se iludir pelos dirigentes. Não consegue largar o tenro e a gravata? Quer ficar tirando fotos com tablets à beira do gramado?

Quando eu me pergunto: “Por quê o cara encerra a carreira e aceita receber ordens de gente malquista pelo dinheiro de um almoço?”, abdicando da família como fez na juventude (pois financeiramente não compensa), só resta concluir: o futebol tomou conta por inteiro dele e o fanatismo o maculou; ou proibiu que a maturidade e o discernimento o fizesse ter o pé no chão.

Quando nós vemos pessoas dizendo que “devotaram uma vida inteira ao futebol”, perpetuando-se no poder ininterruptamente ou pulando de galho em galho nos cargos diversos, desconfie. Por quê Ricardo Teixeira não saia da CBF de jeito algum? Por quê um senhor como Marco Polo Del Nero não abdica do seu trono e vai curtir tranquilamente suas namoradas com o dinheiro que tem? Por quê dirigentes de vários setores do futebol (não estou citando nomes agora, mas que transitam entre clubes e sindicatos) nunca largam o osso?

Quando nós vemos tudo isso e questionamos: “É amor ao esporte? É um abnegado? É um sonhador? É um fanático?”, no fundo sabemos que é uma sede de poder e de vaidade.

Quando nós vemos tantos “ex” agindo como maus empresários de futebol, maus diretores, maus representantes de classe, maus “novos cargos” no esporte, imediatamente pensamos: “corrompeu-se por algum motivo“.

Quando todos sabem que algo que teoricamente é sacrificante e dia prejuízo, mas o sujeito quer insistir, é burrice ou picaretagem.

Quando alguém lhe diz: “Passarinho, de tanto andar com morcego, dirão que você dormiu em pé como morcego – MESMO QUE NÃO DURMA”, é hora de você mudar de companhias. As pessoas que você se relaciona no futebol são apresentáveis, ilibadas e reconhecidamente corretas?

Percebam que foram 16 “quandos” (1 por ano da minha carreira de árbitro), e sempre ouvi que havia “vida fora da arbitragem”. E é claro que há. Comecei o texto com os “eu“, passei para o “nós“, fui para o “todos” e parei no “alguém“, propositalmente, apenas para dizer: SOMOS autênticos? Unidos? Honestos conosco mesmo?

Lamento ver gente decente dando moral àqueles que já deviam estar fora da condução do futebol jogado, falado e apitado, abrindo mão do convívio familiar e do descanso merecido do trabalho semanal, engordando cofres de associações e “pagando pau” para cartolas.

Agora sou eu que digo: Há vida fora da arbitragem. Os amigos que leram essa postagem e sabem o que digo, devem-se repensar o pós-futebol e caírem fora do relacionamento com gente dúbia. Há “professores” que nada podem lhe ensinar ou agregar, tendo contestações na vida e conturbações diversas. Aprenderá o quê?

Compartilho essa reflexão que mostra o quanto nossas ações e convívios nos fazem ser o que realmente somos. Aqui: https://wp.me/p4RTuC-5e8 . Ande com gente de bem, e será do bem. Mas se fizer o contrário…

Não deixe o cartola te usar. Seja inteligente e prudente.

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– Nenhum árbitro FIFA brasileiro sairá do quadro em 2018.

Com pesar, já faz algum tempo que penso que o Brasil não tem mais condições de ter o número máximo de árbitros internacionais de elite permitidos pela FIFA (10 juízes FIFA é o limite por país).

Várias nações (a maioria) tem menos de 10, por um motivo claro: não ter a competência exigida para fazer parte desse seleto grupo.

A CBF não mudará nenhum nome dos árbitros FIFA atuais para 2018. São eles:

  1. Anderson Daronco / RS (2015)
  2. Dewson Freitas / PA (2015)
  3. Luiz Flávio de Oliveira / SP (2015)
  4. Raphael Claus / SP (2015)
  5. Ricardo Marques Ribeiro / MG (2009)
  6. Rodolpho Toski Marques / PR (2017)
  7. Sandro Meira Ricci / SC (2011)
  8. Wagner Magalhães / RJ (2017)
  9. Wagner Reway / MT (2017)
  10. Wilton Pereira Sampaio / GO (2013).

Um árbitro FIFA é aquele que apita qualquer jogo em qualquer lugar do mundo (em tese, pois percebemos que em qualquer parte do planeta teremos, infelizmente, o apadrinhamento superando a  meritocracia). Sendo esse o critério (estar na elite e  ter competência para apitar qualquer jogo), responda:

Dos 10 nomes do quadro brasileiro na FIFA, quais poderiam apitar Corinthians x Palmeiras, Fla-Flu, Grenal, Barcelona x Real Madrid, Glascow Rangers x Celtic, Milan x Internazionale, Boca Jrs x River Plate, sem terem sua competência discutida (afinal, são da FIFA)?

Particularmente, pelo rendimento e pela experiência, penso que temos apenas Daronco, Claus, Ricci e talvez Wilton Sampaio. Os outros, ainda não. Alguns, nem na série A poderiam estar. Mas deixe sua resposta:

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– No sorteio de Corinthians X Palmeiras deu a lógica: Daronco apita o Derby. E eu me lembrei do Prósperi…

Quando comemorei 1 ano que aposentei o “apito”, fui convidado para participar do Programa “No Pique da Pan”, apresentado por Wanderley Nogueira na Rádio Jovem Pan. Naquela semana, jogariam no Pacaembu Corinthians x Palmeiras pela semifinal do Paulistão-2011. De um lado, Tite. Do outro, Felipão.

Na 4a feira que antecedia o jogo, Luiz Antonio Próspori publicou no extinto e saudoso Jornal da Tarde que Paulo César de Oliveira seria sorteado para apitar aquele Derby, a pedido de ambas equipes. E de fato foi! A presidência da FPF, na pessoa de Marco Polo Del Nero, negou qualquer pedido. A Comissão de Árbitros da FPF, através do Coronel Marinho, alegou coincidência. Nunca se provou nada.

Por ser um assunto efervescente, fui questionado pelo Wanderley naquela entrevista sobre tal escala, e disse mais ou menos assim: “Como o Palmeiras não gosta do PC, o Corinthians o pediu para apitar o jogo só para enervar o adversário. E o Palmeiras deve ter pedido o PC por crer que, com tantos jogos reclamados contra ele, ‘pagaria a dívida’ e na dúvida erraria a favor dele”. Lembro que nos bastidores eu disse que conhecendo o Paulo César, entraria em campo “mordido”, atento, vibrante. E que na primeira reclamação de qualquer treinador, ele expulsaria não importanto quem fosse. Não me esqueci que alguém (talvez o próprio Wanderley Nogueira) disse: “se acontecer isso mesmo, na segunda-feira o programa [Esporte em Discussão] vai ser uma fumaça”!

E o que aconteceu? Aos 26 minutos do 1o tempo Felipão foi expulso por reclamação e Tite o ironizou com o “Fala Muito, gesticulando com as mãos. Relembre em: https://wp.me/p4RTuC-2DQ.

Mas não é que coincidências realmente acontecem periodicamente?

Escrevemos logo após o jogo São Paulo 2×1 Santos que, por passar despercebido, Anderson Daronco, pela lógica da CBF (olha a coincidência aí de novo: tendo Marco Polo Del Nero na Presidência e Coronel Marinho na Chefia dos Árbitros repetindo a dobradinha de 2011), teria grande chance de que os astros conjurassem entre si e o universo conspirasse a seu favor. E deu no que deu: Nessa 3a feira, o gaúcho fortão foi sorteado para o Derby, agradando os cartolas palmeirenses e corintianos.

IMPORTANTE: não estou menosprezando ou duvidando do sorteio, que é público e transmitido pela TV CBF (confesso não saber se é ao vivo). Acredito na lisura das pessoas que lá trabalham e apenas contei essa “histórinha” por ser repleta de coincidências – e claro, isso é extremamente curioso.

Boa sorte ao Daronco e seus companheiros, tenho certeza que será uma partida menos difícil de se arbitrar do que aquela de 2011, pois ao invés dos rodados Tite e Felipão estarão comandando as equipes os jovens e educados Fábio Carile e Alberto Valentim.

Em tempo: lembram-se que o “Fala Muito” virou até camiseta?

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– E se Atlético Nacional x São Paulo fosse como Lanus x River Plate? A diferença de duas semifinais em 1 ano!

Meus amigos que são são-paulinos se recordarão, sem sombra de dúvida: nesta mesma altura da Taça Libertadores da América, no ano passado (semi final), o São Paulo de Edgard Bauza tentava chegar à finalíssima e parou no bom time do Atlético Nacional (o campeão do torneio) e na péssima arbitragem de Patrício Polic, um chileno com histórico negativo em torneios nacionais e pouco aproveitado pela Conmebol. Relembre aqui: https://wp.me/p55Mu0-ZR

E se existisse o vídeo-árbitro naquela semifinal, como existiu na semifinal deste ano no emocionante Lanús x River Plate?

Nesta oportunidade, não tivemos um inexperiente, mas o rodadíssimo Wilmar Roldán, além do VAR presente. Duas polêmicas ontem: uma sobre um pênalti não marcado ao River Plate (teria sido perguntado ao árbitro de vídeo, sem interromper o jogo, se foi ou não?) e outra em um pênalti a favor do Lanus marcado com o auxílio do mesmo VAR.

Enfim: digo isso pois gostemos ou não a tecnologia chegou. Placares podem ser outros graças à correção com o auxílio da tecnologia. Ou não corrigidos, graças a erros de operadores: os elementos humanos.

Está gostando do uso do árbitro de vídeo nos torneios que você assiste?

Deixe sua opinião:

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– Os dois lances reclamados em Palmeiras 2×2 Cruzeiro

Heber Roberto Lopes apitou o empate entre o Porco e a Raposa, um importante e difícil clássico brasileiro, de interesse muito grande para a classificação na ponta da tabela. E dois lances foram reclamados:

1.Diogo Barbosa e o pênalti em Keno: você deve avaliar se a força do puxão da camisa seria suficiente ou não para que o atleta continue a jogada. Se “não”, não há porque marcar a falta já que isso se torna tentativa de cavar a infração (já que abdica da continuidade do lance). Entretanto, se há um desequilíbrio real, não importando se foi um puxão fraco ou forte, aí não pode deixar seguir o lance, pois o jogador não tem como continuar a jogada. E foi justamente isso o que aconteceu: um leve (mas existente) desequilíbrio. Fora da área é falta; dentro é pênalti (equivocadamente não marcado, mas difícil de se perceber imediatamente e fazer a correta avaliação da intensidade do puxão).

2.Gol de cabeça de Borja: Manoel vai dividir com o atacante palmeirense. Não existe tranco nem dividida de jogo. Borja se antecipa e pula, a queda do zagueiro não se dá por um puxão por força excessiva (embora exista o braço no adversário), mas por consequência de ter perdido a disputa de bola. Ao sentir o contato físico, se joga! Portanto, o árbitro errou na interpretação do lance, já que Manoel força a queda que não aconteceria se ele disputasse a bola e erroneamente o juiz anula o gol. Detalhe: ele sinaliza de imediato um empurrão, o que não acontece na jogada (será que o árbitro de vídeo “sopraria” algo diferente no ouvido de Heber, neste momento, se ele existisse?).

Respeito a dificuldade dos lances e entendo perfeitamente quem interpretasse diferentemente as duas decisões. Mas discordo do comentarista da Rede Globo, Arnaldo César Coelho, que disse ter sido “uma das melhores arbitragens do Campeonato Brasileiro.

Alguém questionará: “cadê o critério: num lance deixa seguir, no outro não deixa mais”? Aí já não é questão de estilo de jogo ou critério, mas lances pontuais.

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– Jô e a não expulsão, além da pressão psicológica a Corinthians e Palmeiras.

Parece que a coisa desandou para o atacante Jô do Corinthians. Após algumas entrevistas mostrando que de fato mudou sua vida pessoal (marcada por farras que acabavam o prejudicando dentro de campo), ajustou a relação familiar e se destacou com gols importantes na temporada.

Entretanto, após o lance do Fair Play de Rodrigo Caio, houve muita cobrança se Jô, que havia cavado pênaltis, caso tivesse alguma oportunidade retribuísse a gentileza para outro atleta.

Não só isso não ocorreu como Jô fez até gol de mão contra o Vasco; e ontem, contra a Ponte Preta, após tentar simular um pênalti no final do jogo, deu uma solada certeira na canela do defensor Rodrigo. O árbitro não viu para sorte do corintiano, pois ele deveria ser expulso e desfalcaria assim o Timão contra o Palmeiras no próximo final de semana por ter que cumprir a suspensão automática.

A questão agora é: com o campeonato novamente aberto, quem sofrerá mais com a cobrança psicológica: o Corinthians pela sequência de derrotas ou o Palmeiras que se sente obrigado a ganhar?

Aqui vale um pouco de atenção: qual Departamento de Psicologia terá mais trabalho pré-clássico?

Aguardemos.

Em tempo: teremos Anderson Daronco ou Raphael Claus no próximo Derby? Se manter a lógica, apitará o gaúcho.

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– Luxemburgo é o Rivaldo dos Treinadores?

Rivaldo foi um cracaço de bola. Mais do que Ronaldo Nazário em 2002! Foi o pacato jogador natural de Paulista-PE que encantou os amantes do futebol. Surgiu e sumiu no Mogi-Mirim, quando veio do Santa Cruz para o Interior Paulista. Do carrossel caipira de Vadão foi para o Corinthians, depois ao Palmeiras e de lá para o continente europeu. No Barcelona, reconheceu-se sua genialidade (e sua introspecção também). Mas foi se apagando, até parar no Uzbequistão para “resolver a vida”, já que o dono do time era o dono do país. Voltou para o Brasil e seu último time expressivo foi o São Paulo.

Vanderlei Luxemburgo, nos anos 90, foi genial. O “estrategista” costumava “botar a banca” para cima dos seus comandados. Gozava de respeito, ganhava títulos e dinheiro. Foi para a Seleção Brasileira e lá começou a ser questionado. Mas depois de estar fazendo ótimo trabalho no Santos chegou ao Real Madrid, com um espanhol parecido com o inglês de Joel Natalino. Naufragou por lá, até, tal qual como Rivaldo ter ido para a Ásia ganhar dinheiro, Luxemburgo fez a mesma coisa na 2a divisão chinesa. Voltou para o Brasil e seu último time expressivo foi o Sport (demitido nessa semana).

Rivaldo e Luxemburgo foram gênios em seus tempos áureos. Mas o jogador depende do seu físico para continuar a carreira, enquanto que o treinador depende da sua atualização (pois se a mente não se renovar, atrofia). Infelizmente Vanderlei Luxemburgo perdeu o foco nos últimos tempos?

Talvez. Aquela equivocada entrevista onde minimizou Pep Guardiola foi uma dessas demonstrações.

Aliás, sobre a desastrada fala, clique aqui: https://professorrafaelporcari.com/2016/10/09/a-bola-fora-de-luxemburgo-sobre-guardiola/

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– Como a ANAF impedirá as transmissões da Globo?

Há 2 anos, a ANAF fazia protestos nos jogos do Brasileirão pedindo direito de imagem. Aconteceu algo depois? Relembre, abaixo:

A ANAF (Associação Nacional dos Árbitros de Futebol) insiste em querer 0,5% de direito de imagem, e critica o veto da presidente Dilma.

Pedir, pode. Levar, é outra história (aliás, foi pedido inicialmente 5%).

Tudo é muito confuso: o chefe da ANAF, Marco Antonio Martins, trabalha para a CBF como observador. É sindicalista a serviço do patrão durante os jogos, o que, particularmente, é incompatibilidade dos cargos (e aqui não julgo sua honestidade, mas a função exercida).

Defender que a milionária CBF profissionalize os árbitros remunerando-os e pagando 13o, FGTS, INSS e Férias, neca de pitibiriba. Brigar contra as geladeiras e a péssima gestão de Sérgio Correa da Silva, idem (a propósito, é Sérgio quem escolhe os observadores… aí fica difícil!).

Agora, a entidade quer proibir na Justiça que a Rede Globo mostre a imagem dos árbitros, já que nada recebe da emissora. Conseguirá? Como ficariam as transmissões?

Tudo isso se resume em: “diálogo flácido para acalentar bovino”! Ou, se preferir: “conversa mole para boi dormir”.

Você acredita que a Globo apagará virtualmente a imagem dos árbitros durante as partidas ou se está desviando o foco de outros problemas na CBF?

Deixe sua opinião:

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– A estreia em Container do Árbitro de Vídeo Sulamericano

Sandro Meira Ricci se tornou o primeiro árbitro do mundo a usar num torneio FIFA de importante magnitude o equipamento de “Gol-não Gol” na Copa do Mundo do Brasil, no jogo da França em Porto Alegre (o famoso chip na bola para saber se ela ultrapassou totalmente a linha de meta). Na Copa das Confederações Russia 2017 foi pioneiro no torneio como árbitro de vídeo. E agora, o juiz brasileiro que esteve na Copa de Seleções 2014, que está confirmado na Copa de Clubes 2017 e que certamente irá novamente para a Rússia 2018, foi o primeiro vídeo-árbitro da Libertadores da América, na partida entre River 1×0 Lanús (onde não se necessitou de sua ajuda durante os 90 minutos).

Juntamente com seu bandeira de vídeo e assistente de vídeo-árbitro, ficaram instalados confortavelmente no estacionamento do estádio trabalhando nessa nova função do futebol dentro deste… container!

Uma simples curiosidade: teria ao lado um banheiro químico? Pois imagino que as condições de trabalho ali, digamos, estejam meio que adaptadas.

Se no Brasileirão for da mesma forma (se é que será, já que as promessas demagógicas nunca foram cumpridas), talvez teremos depois de alguma decisão polêmica a turma dos descontentes que tentará virar o container! Aliás, a recepção do áudio, dali, é adequada?

Para Barcelona x Grêmio, também haverá um container. Seria ele blindado?

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– Pênalti ou não em Jô, no Botafogo 2×1 Corinthians?

Que lance “danado” no Engenhão nesta 2a feira, não?

Ao ver o suposto pênalti sofrido pelo atacante Jô pelas imagens disponibilizadas, não consigo ter uma conclusão objetiva instantânea. Se eu estivesse apitando, talvez também não marcaria. Entretanto, há de se ver o ângulo e o campo de visão do árbitro para sabermos se ele acertou ao não marcar ou errou ao interpretar. 

Do sofá, vendo pelo vídeo com calma e com tempo, minha decisão seria de MARCAR O PÊNALTI (lembrando que o juiz não tem tempo nem câmeras para auxilia-lo). O desequilíbrio de Jô que pode parecer forçado realmente ocorre (apesar da chamada “valorizada”, que certamente fez o árbitro se enganar).

 E como julgar a situação para assinalar ou não o tiro penal?

 Você tem subsídios para os mais fanáticos a favor e contra o Corinthians, baseando-se em teorias conspiratórias.

 4 ÍTENS A FAVOR DO CORINTHIANS (àqueles que entenderam que o Timão foi prejudicado):

  • Há um contato físico claro que desequilibra o atacante. Juizão não deu porque não quis.
  • pagou o preço pelos pênaltis cavados e pelo gol de mão contra o Vasco. Por causa dessa fama, o árbitro, em dúvida, mesmo sendo pênalti preferiu não marcar.
  • Precisa dar emoção final ao campeonato, pois se acabar logo o Brasileirão, a Globo perde a audiência.
  • Rodrigo Raposo é árbitro caseiro. Aliás, veja a lambança que ele fez quando apitou (mesmo sem ter história no Futebol Nacional e levado a aspirante da FIFA sabe lá Deus como) o jogo entre Internacional x Santos. Aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2016/09/09/os-por-ques-de-rodrigo-batista-raposo-em-internacional-2×1-santos/

 4 ÍTENS CONTRA O CORINTHIANS (àqueles que entenderam que o Timão não foi prejudicado):

  • É nítido de que o leve contato físico sofrido não seria capaz de derrubar Jô e ele cai fazendo um grande teatro. 
  • Por ser final de jogo e não tendo como vencer o seu marcador, o atacante corintiano vê como último recurso se jogar.
  • Havia árbitro e AAA (árbitro assistente de linha). Ambos estavam atentos e não errariam de onde estavam. 
  • Em dúvida e não querendo beneficiar o Corinthians com um erro, o árbitro Rodrigo Raposo lembrou-se do pênalti equivocado em Guilherme Arana que deu a vitória ao Timão no 1o turno curiosamente contra o mesmo Botafogo. Em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2017/07/02/o-equivocado-penalti-em-arana-no-corinthians-x-botafogo/

Enfim: tal lance é difícil até mesmo para uma rápida decisão do Árbitro de Vídeo, pois as imagens não são claras. Reforço: eu marcaria tiro penal por entender ter existido (leve, mas existido) o contato que é suficiente para desequilibrar o jogador. Mas sem radicalismos, pois é sim uma interpretação difícil pelo calor e clima da partida, pelo local da infração e pelo tempo da partida. A decisão, portanto, é perfeitamente discutível.

– Grêmio 1×3 Palmeiras, São Paulo 2×0 Flamengo e os dois lances discutíveis.

Vejo muita reclamação nas Redes Sociais sobre dois lances da rodada – um na Arena de Porto Alegre e outro no Pacaembu.

Vamos a eles:

GFPA x SEP, Pênalti em Keno – aos 7 minutos do segundo tempo, dentro da área, Kaio chuta Keno e o árbitro ignora. Não resta dúvida do equívoco do árbitro Ricardo Marques Ribeiro ao não marcar pênalti, e talvez a explicação seja simples: desconcentração! Existe um problema com os árbitros em geral que pouco se comenta, que é o de “não se acostumar com a virada do campo”. Sua mente está se adaptando ao novo esquema de “falta aqui é para o azul, se for lá agora é do verde”. Nos minutos iniciais da virada de 1o para 2o tempo (como ocorrido em Porto Alegre), isso pode acontecer (e é o que deve ter acontecido). Convido a quem gosta do assunto a fazer um levantamento de decisões importantes dos árbitros em lances polêmicos (quando eles ocorrem) entre o 1o e 10o minuto em campo do segundo tempo. Discutimos esse assunto em um módulo de Doutorado da USP na disciplina “História Sociocultural do Futebol” com os profs Honório e Flávio, e que foi de muita valia para o debate de percepções temporais no campo de jogo.

SPFC x CRF, Gol de Lucas Pratto – aqui, embora comparado, foi uma situação diferente do atacante Jô do Corinthians na polêmica contra o Vasco (que suscitou até mesmo o blablablá de Del Nero dizendo que implantaria o árbitro de vídeo na rodada seguinte, apenas para ganhar Eurico Miranda no papo). Relembre o lance aqui: http://wp.me/p55Mu0-1Gi. No Pacaembu, quando o atacante argentino vai receber a bola, há um desvio do defensor flamenguista, próximo a ele. Em um primeiro momento, achei que houvera batido no ombro, mas com a “lupa” da TV se vê que foi no ante-braço. Nesse caso, tanto faz onde pegou, já que seria muito difícil fazer o braço / ante-braço / ombro / peito ou seja lá o que for desaparecer, devido à proximidade do desvio do adversário e rapidez da bola. Repare ainda outro subsídio para validar o gol: ele não deixa o braço ir à bola em movimento antinatural, ela simplesmente bate nele. Portanto, acerto do árbitro e não se pode dizer que foi mão intencional.

Enfim, a cada rodada que se aproxima do final do campeonato, os erros (os menores que possam ser) ganharão muito destaque pela luta pelo título ou fuga do rebaixamento.

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– Libertadores terá septeto de arbitragem

No Hotel Bourbon da cidade de Luque (PAR), as equipes semifinalistas da Libertadores da América (Grêmio, Barcelona, River Plate e Lanús) conheceram como será a iniciativa do Vídeo Árbitro (VAR) a ser utilizada nas fases finais, segundo a Conmebol em seu site. O presidente da Comissão de Árbitros da entidade Wilson Luís Seneme, além do gerente de operações da MediaPro Nuno Pereira (a empresa que fornecerá a tecnologia) puderam tirar todas as dúvidas dos representantes dos times (acontecido na semana passada, dia 13).

E as escalas?

Teremos um septeto de árbitros + dupla de dirigentes da arbitragem para Lanús x River Plate, a primeira partida com o novo sistema, no dia 24:

Wilton Sampaio (BRA) apitará; Bruno Boschilia e Kleber Lúcio Gil (BRA) serão os bandeiras; Anderson Daronco (BRA) será o 4o árbitro; Sandro Meira Ricci (BRA) será o árbitro de vídeo principal; Roddy Zambrano (ECU) será o assistente de árbitro de vídeo e Christian Lescano (ECU) será o bandeira de vídeo. Martin Vasquez (URU) será o observador e Wilson Seneme (BRA) representará a Comissão de Árbitros da Conmebol.

Para Barcelona x Grêmio, a escala é composta pela seguinte novena de oficiais (hepteto+dupla=novena!):

Nestor Pitana (ARG) apitará; Hernan Maidana e Juan Pablo Belatti (ARG) serão os bandeiras; Diego Haro (PER) será o 4o árbitro; Mauro Vigliano (ARG) será o árbitro de vídeo principal; Patrício Loustau (ARG) será o assistente de árbitro de vídeo e Jonny Bossio (PER) será o bandeira de vídeo. Carlos Torres (PAR) será o observador e Jorge Larrionda (URU) representará a Comissão de Árbitros da Conmebol.

Torço para uma boa arbitragem de todos e jogos com muito Fair Play!

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– Parabéns, Heber!

Ótima arbitragem de Heber Roberto Lopes no difícil e complicado Corinthians x Grêmio (nas postagens anteriores o relato da pressão pré-jogo).

No meu tempo de “Rafaelzinho”, o melhor jogador em campo ganhava um Motorádio. E por merecimento, no fraco jogo de futebol quem levou o prêmio foi Heber, que ganhou não um Motorádio, mas um Motorola da Rádio Jovem Pan, que promove tal evento.

Ops: em tempo – eu disse que o jogo seria 0x0 no meu palpite. Ganho o quê? (claro que estou brincando, amigos… mas que acertei, acertei!).

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Foto: Jovem Pan

– A gelada em que o árbitro está! Sobre Corinthians x Grêmio:

A questão é simples: depois das infelizes declarações contra o árbitro Heber Roberto Lopes por parte de Romildo Bolzan (já falamos sobre isso e o histórico de jogos do juiz; vide aqui: http://wp.me/p55Mu0-1Ju), tudo é muito simples:

  1. Se Heber errar contra o Grêmio, os mais fanáticos dirão que foi “por birra”.
  2. Se Heber errar contra o Corinthians, os mais fanáticos dirão que ele sentiu a pressão.

Que fria, hein? É por isso que o meu palpite é para um jogo feio, amarrado, picado, e no empate em 0x0.

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– Você trocaria o árbitro Heber Roberto Lopes de Corinthians x Grêmio, após o questionamento de Bolzan?

Que polêmica criada!

Romildo Bolzan, presidente do Grêmio, ao saber que Heber Roberto Lopes apitaria o jogo do seu time contra o Timão na Arena de Itaquera, fez aquela chiadeira “preventiva”: reclamou da escala, falou sobre erros e “chorou um pouco”. Acontece que desta vez ele abusou! Sabendo que seu time será pressionado dentro e fora de campo (pela tabela do campeonato e também por mais fanáticos que não gostaram da afirmação (correta) de Renato Gaúcho sobre o Corinthians ainda tropeçar em alguns jogos (O que ocorreu realmente), desandou a chamar o juizão de “careca vagabundo paranaense” e que já “arrumaram um jeitinho” para o adversário (em entrevista à ESPN Brasil).

Segundo o Uol, Heber irá se reunir com o seu advogado para processar ou não o presidente gremista.

Diante de tudo isso, vale a pena manter Heber na escala do jogo?

O árbitro já teve seus bons momentos anos atrás. Hoje, sem apitar grandes clássicos e nitidamente deixado de lado pelos “novos FIFA” que caíram no gosto do Cel Marinho (apesar de não estarem fazendo jus ao escudo, como Rodolpho Toski, entre outros), Heber parece ter mais nome do que qualidade. Sinto que, depois da péssima atuação na final da Copa América Centenária (onde espalhafatosamente apitou o jogo e até advertiu Messi) desmotivou-se.

De fato, Bolzan tem razão sobre os placares caseiros (vide essa postagem de 2016, em: http://wp.me/p55Mu0-16L), mas esquece-se que por 4 anos o Corinthians jogou como mandante com Heber no apito e, contraditoriamente, não ganhou nenhum dos 10 jogos.

Veja abaixo no quadro da ESPN:

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Enfim: você manteria a escala de Heber Roberto Lopes ou valeria a pena trocá-lo, até para que o preserve?

Em tempo: o quarteto será formado pelo experiente Heber (hoje apitando por SC), e pelos bandeiras Helton Nunes e Thiaggo Americano, sendo o 4o árbitro Johnny Barros (todos bem menos experientes em jogos importantes).