– O que se faz na América do Sul, não se faz no Brasil?

Em hipótese alguma se pode refutar a atuação dos 4 árbitros brasileiros nos 8 jogos que apitaram nas duas rodadas finais das Eliminatórias da Copa do Mundo. Excelentes! Souberam conduzir a partida a contento, foram firmes, corretos e deixaram o jogo fluir.

A questão é: por quê o rendimento é tão diferente no Brasileirão?

– Seria medo de veto dos clubes locais?

– Seria orientação equivocada da CA-CBF?

– Seria relaxamento, acomodação ou menosprezo?

Todas as anteriores são válidas?

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– Dia de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil e dos Árbitros de Futebol

Poucos sabem, mas na década de 90, em eleição entre os árbitros de futebol, Nossa Senhora da Conceição Aparecida foi escolhida como padroeira da categoria. Motivo: sendo que Maria é Mãe de Cristo, seria de bom grado a sua benção e invocação para os juízes de futebol (cujas mães são tão lembradas em campo). Assim, tornou-se também a Mãe dos Árbitros.

Há muito tempo, por indicação do Padre Ton Ferreira, o então bispo de Jundiaí, Dom Amaury Castanho (que se tornou conhecido nacionalmente por suas cartas à imprensa defendendo radicalmente os valores cristãos), aprovou e reconheceu oficialmente a Oração do Árbitro de Futebol, que não existia até então, direcionada ao Filho de Deus por invocação de Nossa Senhora Aparecida.

Abaixo, reconhecida pelo Vaticano, a oração aos árbitros de futebol devotos de Maria, neste dia onde ela é lembrada não só por ser padroeira do Brasil, mas também como patrona dos Árbitros de Futebol.

ORAÇÃO DO ÁRBITRO DE FUTEBOL

Senhor Jesus Cristo,

Tu, que conheces o íntimo de cada um de nós, tem piedade de todo o teu povo.

Pedimos tuas bênçãos para todas as pessoas que estão envolvidas na prática esportiva: árbitros e jogadores, torcedores e policiais, gandulas e jornalistas, fiscais e dirigentes das nossas federações.

Nós te amamos, mas sabemos de nossas fraquezas. Humildemente, te suplicamos a proteção, visando não as vitórias ou honrarias humanas, mas a um bom, honesto e seguro trabalho. Acima de tudo, que seja feita a tua santa e bendita vontade.

Tudo isso te pedimos por intercessão de Maria Santíssima, a quem carinhosamente temos por mãe, invocada como Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil e Patrona dos Árbitros de Futebol.

Amém.

COM APROVAÇÃO ECLESIÁSTICA DO SR BISPO DA DIOCESE DE JUNDIAÍ, DOM AMAURY CASTANHO, EM 04/12/2002

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– Como ajudar o árbitro a decidir o lance do gol não confirmado em Atlético Mineiro 1×0 São Paulo?

E o lance do gol que entrou ou não entrou” em CAM 1×0 SPFC? Resumidamente, 

1. Na Copa do Mundo, com a tecnologia do Chip na Bola, não se teria dúvida sobre esse lance. 

2. Na Champions League, com os AAA do lado direito do goleiro (e não do lado esquerdo como inventaram somente no Brasil), talvez a dúvida seria menor. 

3. E com o Árbitro de Vídeo, como seria?

Depende de quem gerasse a imagem e da qualidade do AAV

O certo é: questionaria-se, sem dúvida, a RAPIDEZ da decisão. É por isso que o elemento que trabalhará com a tecnologia deverá ser muito competente, pois sem bom desempenho do fator humano, de nada adiantará o componente tecnológico.

Sobre o lance, veja a imagem:

 

– A curiosa possível desclassificação das melhores seleções dos últimos 4 anos e a “classificação do árbitro de vídeo”.

Pense: o atual vice-campeão do mundo e atual terceiro colocado (Argentina e Holanda), o atual campeão da Europa (Portugal) e o atual campeão da América do Sul (Chile), podem estar fora da Copa do Mundo da Rússia, dependendo dos resultados da derradeira rodada das Eliminatórias. Alguns, é verdade, já jogam sem chances. Mas a questão é: o período entre 4 anos de um Mundial para o outro, faz com que uma geração inteira “descambe” ou não participe de uma Copa?

O que aconteceu com a Holanda nesse período, de quase-finalista à excluída? E o Chile? E a vice-campeã mundial de Messi e Cia?

O curioso é que o time que deu o maior vexame da Copa 2014, o Brasil (ou vai me dizer que tomar 7 em casa não é vexame?) foi uma das primeiras Seleções a garantir o passaporte para a Rússia.

Como entender o futebol, se não pela ciência e por um pouco de paixão?

Em tempo: a novidade maior da Copa seria o árbitro de vídeo. Leio muita coisa que deixa em dúvida a participação dos instrumentos tecnológicos em 2018. Talvez o VAR ainda esteja se classificando também… Motivo? Confiabilidade nos procedimentos!

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– É profissional ou é torcedor? Sobre Neymar, Jogadores e Árbitros:

Se um árbitro de futebol declarar o seu “time do coração”, por mais independente e honesto que ele seja, a carreira estará encerrada por motivos óbvios. Alguns, pós-carreira, declaram. Outros, como eu, ficam apenas com a paixão pelo seu time do Interior (a minha pelo glorioso, sofrido e querido Paulista de Jundiaí). Muitos (como eu, de novo faço questão de citar) perdem a paixão pelo time grande e passam a torcer pelos amigos que apitam ou pelos que jogam, mas sem comprometer com a lisura do seu trabalho. 

O jogador de futebol idem! Imaginaram se no começo da carreira, Sócrates se declarasse santista? Só o fez ao final do seu período profissional, e isso nada abalou o símbolo máximo da Democracia Corintiana que ele se tornou. 

Marcos Assunção comia a grama pelo Palmeiras, mesmo se declarando santista no seu último ano como atleta. E por aí existem outros exemplos. 

Mas agora temos um exemplo de jogador em atividade que assume seu time: Neymar confessou ser palmeirense. Faz isso na condição de ídolo global, jogando pelo PSG, sem estar envolvido com os clubes locais. Na atual conjuntura, ele “pode” fazer isso

A questão é: estando em pendenga financeira com o Santos FC, deveria declarar seu time neste momento?

É para pensar…

A propósito, o Uol.com montou a Seleção Brasileira com os times dos jogadores convocados. Teria acertado? Abaixo:

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– Gol de Juiz vale?

Pergunta que vem via internet por um leitor: “gol de juiz vale”?

Claro que vale. O Árbitro é elemento neutro na partida. Se bater nele ou nos bandeiras, segue o jogo. E é claro que sempre que se tem uma inevitável lembrança quando se ouve esse questionamento: o gol do Aragão!

Estando Palmeiras 1×2 Santos, Jorginho (SEP) chutou a bola que bateu no árbitro, desviou e entrou no gol. Gol legal.

Relembre: https://www.youtube.com/watch?v=buApKDeergU

– A inesperada e ousada Escala de Árbitros para a última rodada das Eliminatórias Sulamericanas.

Um fato inédito: na penúltima rodada da fase de classificação para a Copa do Mundo na Zona da Conmebol, dos 5 jogos, em 4 apitaram brasileiros (por motivos óbvios, apenas em Bolívia x Brasil tivemos um não brasileiro (Fernando Ratallini, ARG).

A ideia é de que, já que a Seleção Brasileira já estava classificada e como “embolou” a tabela, todos os países tinham interesse nos resultados das outras nações. Dessa forma, juízes brasileiros seriam neutros e/ou desinteressados.

Para a última rodada, os mesmos árbitros brasileiros que apitaram no meio de semana apitarão novamente. Vamos lá:

Equador x Argentina – Anderson Daronco, com Alessandro Rocha Matos e Fabrício Vilarinho.

Paraguai x Venezuela – Wilton Pereira Sampaio, com Kleber Lucio Gil e Bruno Boschilia.

Peru x Colômbia – Sandro Meira Ricci, com Emerson Augusto de Carvalho e Marcelo Van Gassen (este será o trio de arbitragem brasileiro para o Mundial da Rússia)

Uruguai x Bolívia – Ricardo Marques Ribeiro, com Rodrigo Corrêa e Guilherme Camilo.

Brasil x Chile – seguindo o mesmo critério de neutralidade da nacionalidade dos árbitros, apitará o equatoriano Roddy Zambrano (já que o Equador está eliminado e o Chile tem interesse no resultado).

A pergunta é: e se TODOS os países ainda estivessem lutando pela classificação? Teríamos alemão, italiano, francês, espanhol e português apitando. Ou quem sabe o saudoso Yuichi Nishimura poderia apitar no Allianz Arena, caso a Seleção precisasse.

Brincadeiras à parte, acho que o excesso de precaução é válido, já que sabidamente é nefasto o histórico da Conmebol.

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– As diferenças dos processos de desenvolvimento do projeto dos árbitros de vídeo no Mundo e no Brasil.

O VAR (video assistant referee), aportuguesado para AAV (árbitro assistente de vídeo) já é uma realidade nas principais ligas europeias e para as competições FIFA. Claro, é um projeto em teste e que tem tudo para dar certo, desde que seja bem trabalhado.

Na América do Sul, a Conmebol está treinando seus árbitros para as fases finais da Libertadores da América e da Copa Sul-americana. No Brasil, engatinha-se com os primeiros ensaios, capacitando às pressas (mesmo que isso seja negado) pela Comissão de Árbitros.

Na reunião em 5 de março de 2016, em Cardiff, quando o lobby feito por Gianni Infantino (que queria o árbitro de vídeo) obteve êxito, em reunião promovida pela Internacional Board, ficou decidido que, a priori, 4 situações seriam ideais para a intervenção da nova tecnologia:

1- Confirmar ou anular um gol discutível (por exemplo: se o atleta usou a mão na bola para fazer um gol e o árbitro possa ter sido enganado e acreditado que foi de cabeça, como o gol de Jô em Corinthians x Vasco).

2- Confirmar ou anular uma penalidade máxima (por exemplo: o árbitro crê que um atleta tenha sido tocado e na verdade ocorreu uma simulação claríssima de infração, como o “pênalti fantasma” de Lucas Lima em Santos x Avaí, BR-16);

3- Aplicar ou não um cartão vermelho de maneira justa ou injusta (por exemplo: se um árbitro expulsa um atleta por um carrinho violento e na verdade o jogador tenha ido única e exclusivamente na bola e nem punido deveria ser; ou seja, “desexpulsar um jogador”, como Egídio em Chapecoense x Palmeiras);

4- Identificar atletas de maneira correta quando for aplicar uma punição com cartão (por exemplo: um atleta agarra um adversário e deve receber o cartão amarelo, mas o juiz se confunde e não memoriza quem foi o infrator para dar a advertência e dá a outro, como Gabriel no jogo Palmeiras x Corinthians).

A proposta inicial foi a de que o árbitro de vídeo poderia interpelar o árbitro principal ou o árbitro principal procurar o árbitro de vídeo (via rádio). Porém, a decisão final continuaria (como continua sendo) do árbitro principal, aceitando ou não a informação do vídeo-árbitro.

Com o avanço das discussões e de jogos-testes, definiu-se a necessidade de um monitor à beira do gramado para o árbitro rever os lances e a possibilidade de uso do recurso em outras situações. Imagine um árbitro de vídeo dizendo que o árbitro central errou em determinado lance, e este não se convence totalmente? Para isso, antes de refutar ou acatar a dica do AAV, o juiz deve procurar a imagem de TV. Desta forma, não só o AAV teria a permissão do uso das imagens, mas também o árbitro central (a idéia, em si, é que a informação da cabine para o campo não fosse apenas pelo rádio).

Hoje, com Portugal, Itália, Alemanha e Bélgica usando o árbitro de vídeo (a França e a Inglaterra utilizam ainda apenas o sistema eletrônico da linha do gol), e a partir das experiências nos campeonatos amadores, Mundial de Clubes e Copa das Confederações (todos regidos pela FIFA), percebeu-se que alguns erros deveriam ser evitados (como a demora nas decisões e a vulgarização de qualquer chamada em lance comum) e a incrementação de outras situações contempladas além das 4 originais (como uma agressão fora do campo de visão do árbitro, um impedimento clamoroso não observado pelo bandeira ou qualquer participação que seja pertinente).

A priori, a CBF não queria essa “extensão” na tomada de decisões, ficando limitada às 4 situações citadas. Mas deverá se render para atender assim o protocolo oficial.

Portanto, em suma, o árbitro de vídeo desejado IDEAL para a FIFA, até o momento atual das experiências, deve:

Chamar o árbitro central se ver algum lance capital, claro e relevante que o árbitro e os bandeiras não tenham visto, independente do local do campo de jogo (não deve e nem pode interferir em situações interpretativas de infrações ou lances ajustados de impedimento ou não).

–  Estar pronto a atender o árbitro central caso ele tenha dúvida de alguma decisão e queira saber o que o AAV tenha visto.

A ideia, em si, é a interferência mínima e a máxima resolução nos problemas de uma partida de futebol. Claro, sempre com material humano competente para as decisões e independência da geração de imagens. E a isso temos alguns exemplos: a patética expulsão de Kaká na MLS por erro tanto do árbitro e do AAV na interpretação do lance mesmo com o uso do vídeo, e o desejo de aproveitamento da geração da transmissão da Rede Globo para a CBF.

Por fim: esqueçamos o AAV no Brasileirão neste ano, pois não há equipamento adequado, gente especializada para uso, treinamento paulatino e gradual aos árbitros (está sendo feito às pressas) e o fator relevante de que em campeonatos contínuos (não em fases eliminatórias) você só pode usar durante ele inteiro, não em apenas algumas rodadas.

Há certo burburinho de que o Cel Marinho, presidente da CA-CBF, desejaria a criação de um quadro de AAV especialistas, como já ocorre com o de bandeiras. Confesso achar que tal medida seria inédita no mundo, e a grosso modo, me parece interessante.

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– Por quê não praticar a Homofobia nas Arquibancadas? Por tais motivos:

Pela 4a vez, a torcida brasileira praticou gritos homofóbicos nas cobranças de tiro de meta do goleiro adversário em jogos da Seleção Brasileira.

Não é uma grande bobagem?

Veja essa postagem de dias atrás sobre esse assunto, que a revivo aqui (extraído do meu próprio blog):

PAREMOS COM GRITOS HOMOFÓBICOS: PELO HÁBITO, PELA FORÇA OU PELA MULTA

Tempos atrás, a FIFA se preocupou com os atos racistas que eram acompanhados de ações políticas em jogos na Europa, em especial nos países que formavam a Iugoslávia (Sérvia, Croácia, Montenegro, especificamente). Posteriormente, a “moda das ofensas” passou para a Itália (objetivamente: ofensas a negros e saudações fascistas). Mais recentemente, esse fenômeno racista migrou para a Espanha e alguns atos isolados na Argentina e Brasil.

Em todos eles, ocorreram algum tipo de punição: a Lazio (ITA) jogou com portões fechados, o Estrela Vermelha (SER) perdeu mando, o Villareal (ESP) foi multado e o Grêmio (BRA) eliminado na Copa do Brasil.

No conjunto de medidas contra a intolerância, a FIFA solicitou que os árbitros relatem em súmula (e parem o jogo, se for o caso) qualquer manifestação racial, religiosa, política e homofóbica.

Se a torcida jogar bananas em campo (como certa feita aconteceu com Daniel Alves, enquanto atleta do Barcelona), o jogo deve parar pois é racismo explícito. Se o jogador comemorar um gol tirando a camisa com os dizeres Jesus é o Rei ou Alá é Grande, o atleta deve receber cartão amarelo por desconfigurar o uniforme e ser citado para julgamento por apologia religiosa. Se o jogador, após um gol, saudar a torcida com o gesto de Hi Hitler imortalizado pelos nazistas, ele não recebe o cartão mas é citado por manifestação política. E, por fim, se os torcedores fazerem cânticos ou gritos homofóbicos, o árbitro deve relatar nos documentos da partida (se eles forem contínuos, o jogo pode até ser paralisado).

É nesse último item que chamo a atenção: no México, os torcedores gritavam PUTO (que é uma palavra similar a VIADO no coloquial espanhol) quando o goleiro cobrava o tiro de meta. Tal prática, ao mesmo tempo que começou a ser abolida aos poucos lá fora, passou a ser praticada no Brasil pela torcida do Corinthians, especificamente tendo nascida num jogo contra o São Paulo, a cada tiro de meta cobrado por Rogério Ceni (trocando-se o PUTO por BICHA, com um longo tempo no IIIIII até o chute do arqueiro). Palmeirenses, santistas e até os próprios são-paulinos, primeiras vítimas do ato, começaram a imitar.

Nesta cruzada contra a homofobia, a FIFA resolveu reforçar a orientação para que tal prática fosse extinta. Recentemente, a CBF foi punida por 20 mil francos suiços (65 mil dólares) por tais gritos na partida pelas Eliminatórias entre Brasil x Colômbia em Manaus, ocorrida em setembro. Neste mesmo “pacotão de punições” foram multadas equipes e seleções em Honduras, Albânia, Itália, México, Canadá, Argentina, Paraguai e Peru. O Chile, além da multa, perdeu um mando de jogo nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018.

Em parceira com a ONG Fare Network, a FIFA, depois destas punições, reforçou o pedido e o monitoramento (replicado pelas Federações / Confederações Nacionais e suas entidades filiadas), para que árbitros, clubes e federações sejam agentes denunciadores de tais situações, sejam essas personagens testemunhas ou vítimas. Ou seja: um árbitro deve relatar se presenciar os gritos, uma equipe pode denunciar se sentir atacada ou um goleiro pode até pedir a punição ao clube cuja torcida praticou a homofobia.

Porém, esses gritos de BICHA foram praticados novamente em jogo da Seleção Brasileira, dessa vez contra a Bolívia em Natal, também pelas Eliminatórias, com punição de  R$ 83 mil. Outros nove países também foram punidos por gritos homofóbicos, além do Irã, por cânticos religiosos do Islã.

Aqui no Brasil, os grandes clubes da Capital têm pedido, através do sistema de som, que os torcedores não pratiquem tal ato. Infelizmente, há aqueles que ainda não sabem das medidas recomendadas e as punições que podem receber.

Então, seja na Copa São Paulo de Futebol Jr ou em Copa do Mundo, os clubes e Seleções podem ser severamente multados ou até perderem o mando caso os torcedores gritem BICHA na arquibancada.

IMPORTANTE – sabemos que na cultura do futebol algumas situações são discutíveis (eu, que fui árbitro de futebol por tanto tempo, sei bem disso). Xingar o juiz de ladrão ou outros impropérios é algo “aceitável e comum” (não levando em conta o politicamente correto e nem que se ofende a pessoa, mas sim uma personagem). Mas se existe um novo momento no futebol, uma mudança de cultura, seja ela forçada por multas e punições ou por clamor social, que cumpra-se!

Torcedor, diante de tudo isso: seja prudente!

EM TEMPO – a FIFA colocou em seu game, o FIFA 17, a opção de “vestir o atleta nas cores do arco-íris”, em alusão à campanha contra homofobia (Stonewall’s Rainbow Laces). E aqui acrescento: não confunda a opção sexual, particular de cada um, com APOLOGIA (sempre condenável).

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– Os 3 lances discutíveis em Cruzeiro 1×1 Corinthians

Já falei diversas vezes sobre as más atuações do árbitro Rodolpho Toski, que precocemente virou FIFA e vem sendo bem sorteado pela Comissão de Árbitros da CBF. Recentemente, ele foi pivô do pênalti marcado equivocadamente em Guilherme Arana (cuja falta foi fora da área) no jogo do Corinthians contra o Botafogo. Mas em outras partidas foi mal também (a relação aqui: https://t.co/Uia2lV47wO. Só que neste domingo, Toski não foi um desastre, apitou uma partida de maneira regular/boa, sendo prejudicado pelo assistente 2.

Pois bem: no Mineirão, 3 lances polêmicos envolvendo o Timão neste domingo contra a Raposa. Vamos lá:

  1. Gol anulado de Kazim: boa marcação do bandeira 1 Bruno Boschila, pois o atacante está ligeiramente a frente quando a bola lhe é lançada. Acertou ao anular o gol.
  2. Gol anulado de Balbuena: lance difícil para o bandeira 2 Victor Hugo Imazu dos Santos, onde o zagueiro do Corinthians, estando no ataque, tem condição de jogo pois o pé do zagueiro cruzeirense Léo lhe dá condições. Ouvi uma justificativa pelas redes sociais de que “o tronco do corintiano estava à frente”. NÃO SE ENGANE, o parâmetro para a linha de impedimento são as partes jogáveis (não são partes jogáveis os braços e as mãos dos atletas, exceto as dos goleiros dentro da área), e embora o tronco dos atletas possa não estar em mesma linha, o pé do zagueiro cruzeirense, ao esticar para trás, permitia o ataque. Portanto, gol legal mal anulado, errou o bandeira.
  3. Pênalti a favor do Corinthians: o braço do atleta Murilo do Cruzeiro faz o movimento intencional para tocar a bola. Você poderia falar em movimento antinatural dos braços (pois ele também pula de maneira diferente, com o braço mais elevado do que o movimento natural, deixando entender que desejava o contato). Mas pelas câmeras da TV Globo, para mim, ficou claro a INTENÇÃO do toque em primeiro lugar. Correta a marcação do árbitro.

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– A boa arbitragem de Luiz Flávio na final de Cruzeiro x Flamengo e o pênalti em dois toques

Muita discussão pré-jogo (relevante) pela escala do Septeto de Arbitragem capitaneado por Luiz Flávio de Oliveira. O juiz paulista apitou muito pouco nesse ano, se lesionou, teve problemas em alguns jogos e na última rodada do Brasileirão foi mal. Entretanto, mostrou-se “senhor do jogo” na partida entre a Raposa x Mengão, correndo bastante, estando bem disciplina e tecnicamente.

A partida, em si, foi ruim por parte das equipes. Ô finalzinha chata para se assistir, com os times deixando a desejar na ousadia.

Na decisão do jogo por tiros penais, discutiu-se um suposto “bi-toque” na cobrança do decisivo pênalti chutado pelo Thiago Neves. Não foi uma situação de “dois toques”, pois a bola não bate na outra perna dele quando acontece a escorregada.

IMPORTANTE – Se a bola bate na perna e se caracteriza dois toques DURANTE O TEMPO DE JOGO, deve-se marcar tiro livre indireto para o adversário. Se isso ocorre durante a decisão do resultado por tiros penais, considera-se o chute irregular e o tiro perdido (NÃO SE REPETE A COBRANÇA).

Outros jogos que ocorreram o “bi-toque”:

São Paulo x Vitória (escorregão de Juan em 2013), em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2013/10/06/o-penalti-em-dois-toques-de-sao-paulo-x-vitoria/

Em Belarus, com a bola rolando, a la Cruyff, aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2015/08/29/o-penalti-de-dois-toques-em-belarus/

Atlético de Madrid x Real Madrid (semifinal da Champions League 2016/2017, cobrado por Griezmann), em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2017/05/10/o-penalti-de-2-toques-de-griezmann-ja-aconteceu-no-morumbi/

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– Treinador de Futebol pratica Fair Play “a la Rodrigo Caio” e é demitido!

Que bom que Rodrigo Caio demonstrou um ótimo exemplo no mundo do futebol ao evitar um equivocado cartão amarelo para o seu adversário Jô, meses atrás. Depois desse tão falado lance de Fair Play, outros atletas tiveram a oportunidade de fazer o mesmo e não fizeram.

Mas uma sementinha plantada pode brotar! E assim foi feito no Campeonato Amador de Jundiaí da 1a divisão. Vejam que interessante:

Fordinho, ex-treinador de ótima campanha no Palmeiras do Medeiros, estava enfrentando dificuldades em seu novo clube, o Cruzeiro da Vila Maringá. Eis que jogavam Cruzeiro x Resenha, e o árbitro aplicou o segundo cartão amarelo a um atleta da equipe adversária (resultando na expulsão). O técnico Fordinho interferiu no jogo, dizendo que houve equívoco (o cartão era para outro jogador) e influenciando os atletas do seu time a contarem a verdade. O árbitro “desexpulsou” o adversário e o jogo continuou.

Aguinelo Oliveira, o presidente do time do Cruzeiro, demitiu Fordinho, alegando que no futebol a gente “precisa matar um ao outro, mas no bom sentido. O competente treinador, agora desempregado, alegou que: “Devemos ter humildade e respeito um pelo outro no futebol amador. Respeito de ser honesto e digno. Não adianta ser malandro”.

Parabéns ao Fordinho pelo excelente exemplo de Fair Play (e que lhe custou o emprego)! Merece todos os cumprimentos da comunidade jundiaiense (e porque não, do mundo do futebol em geral). Que tenha sua atitude exaltada e divulgada, pois precisamos de mais Fordinhos, Rodrigos Caios e outros assim no futebol e na sociedade em geral. O esporte deve ser exemplo de honestidade, não um espaço de picaretagens.

A reportagem completa desse caso está no site esportivo “Esporte Jundiaí”, por Thiago Batista de Olim: http://www.esportejundiai.com/2017/09/serie-de-jundiai-fordinho-sai-do.html

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– Não adianta vídeo se não tiver competência – O circo de Sport x Vasco!

Que coisa horrível nesta segunda-feira à noite em Pernambuco, não?

Sandro Meira Ricci marcou um pênalti inexistente a favor do Sport de uma bola que supostamente foi interceptada pela mão de um jogador Vascaíno. NADA DISSO: a bola bate despretensiosamente no ombro/peito do defensor, e mesmo que batesse na mão, deveria seguir o jogo, pois seria involuntário o toque.

Fiquei assustado pela marcação. E sob muito protesto do time do Vasco, mais assustado com o Árbitro Assistente Adicional Rodrigo Guarizzo Ferreira do Amaral, que estava na linha de fundo e confirmou ao árbitro central que houve um giro intencional. Quase que na hora de cobrar o pênalti, o bandeira Marcelo Van Gassen chamou a responsabilidade para si e avisou o arbitro que não ocorreu nenhuma infração.

O detalhe: a jogada aconteceu do LADO CEGO de Van Gassen. Se ele está na lateral, como poderia ter visto o lance que ocorreu voltado para a sua lateral oposta???

Marcelo Van Gassen é um dos melhores árbitros assistentes que eu já trabalhei e um dos melhores do quadro atual. Ele salvou o lance, mas não dá para deixar de imaginar que houve interferência externa!

Será que depois de transformar a Regra 12 (onde se fala da mão na bola) em Regra 12B (bateu, marcou), a CBF que não tem um árbitro de vídeo resolveu criar um Video-árbitro Ghost, informal e às escuras?

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– Escala para Cruzeiro x Flamengo, final da Copa do Brasil

Viram o lance do pênalti decisivo equivocadamente marcado em Bahia 1×0 Grêmio no último minuto? Edilson nem tocou em Allione, mas o árbitro Luiz Flávio de Oliveira marcou pênalti.

Luiz é ótimo árbitro, mas o ano dele está ruim (lembremo-nos que o lance polêmico entre Jô, Rodrigo Caio e o goleiro Renan foi apitado erroneamente por ele, sendo ajudado pela sinceridade do são-paulino).

Pois é: Luiz Flávio, um dia depois do erro contra o Grêmio, está escalado para apitar a final da Copa do Brasil no Mineirão entre a Raposa e o Mengo.

Nada contra o Luiz, ele é gente boa, bom árbitro, mas… depois de um erro capital, parece premiação!

Lembro-nos também que após o erro de arbitragem de Corinthians x Vasco (o gol de mão de Jô), o Coronel Marcos Marinho, chefe da CEAF, prometeu não punir ninguém. Repetiu a atitude agora.

Prêmio para quem erra? Eu gosto da meritocracia para quem acerta.

Aliás, como não teremos árbitro de vídeo, escalou-se um SEPTETO de Arbitragem para quarta-feira: um árbitro, dois bandeiras, dois árbitros adicionais na linha de fundo, quarto-árbitro e quinto-árbitro!

Tá bom o trabalho da CBF, não?

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– Análise da Arbitragem de São Paulo 1×1 Corinthians

Uma pena a arbitragem de Wagner do Nascimento Magalhães. Quando ele entrou para o quadro da FIFA, discordei da sua indicação. Porém, estava apitando bem o Brasileirão 2017 (entretanto não foi testado em jogos de rivalidade como São Paulo x Corinthians, que talvez tenha extrapolado a de Corinthians x Palmeiras). Sentiu a pressão de um jogo importante e apitou com medo. Assim como errou contra o SPFC, poderia ter errado contra o SCCP. 

Dois erros da sua arbitragem, lembrando que considero acerto não marcar o lance de suposto recuo de Pablo (não foi) nem a suposta falta de Rodriguinho (também não foi). Os pecados foram:

  • O mau critério disciplinar: lances idênticos para aplicação de cartão amarelo tiveram avaliação diferente do juiz.
  • O mal anulado gol do São Paulo: é Cássio quem sai e tromba em Pratto, não Pratto que impede a defesa de Cássio. O árbitro estava totalmente encoberto e poderia ser ajudado pelo AAA, que nada fez.

A lamentar:

  • A pedrada / paulada no ônibus do Corinthians na chegada ao Morumbi.
  • As declarações pós-jogo dos atletas são-paulinos.
  • A nojenta comemoração de Gabriel.

Me recordo de uma comemoração semelhante em Rio Claro, num jogo da A3 do Campeonato Paulista, entre Rio Claro x Primavera. Eu havia dado 3 minutos de acréscimos e no derradeiro lance o time de Indaiatuba fez o gol da vitória. O centroavante que fez o gol foi em direção ao banco da sua equipe comemorar e aproveitou para fazer o mesmo gesto que Gabriel fez. O estádio veio abaixo! Imediatamente apliquei o cartão vermelho, ele foi embora do jogo antes da delegação pois torcedores cercaram o vestiário, e julgado pegou 4 jogos.

A questão é: existe um sexteto de arbitragem, vários “delegados” da FPF, observadores e até um sujeito que adora tirar foto de jornalistas para intimidá-los. Ninguém viu?

Leio muita gente falando de favorecimento. Nada disso, é incompetência mesmo.

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– A mudança de pensamento da CBF há 3 anos sobre tecnologia

As voltas que o mundo dá: há quase 3 anos, o atual Diretor de Desenvolvimento de Árbitro de Vídeo da CBF, Sérgio Correa da Silva, dava entrevista refutando a tecnologia alegando que tornaria o “futebol muito chato“.

Ué, o que o fez mudar de opinião em 3 anos?

Extraído de: https://professorrafaelporcari.com/2014/09/28/profissionalismo-e-tecnologia-repudiados-pelo-chefe-de-arbitros-da-cbf/

PROFISSIONALISMO E TECNOLOGIA REPUDIADOS PELO CHEFE DOS ÁRBITROS DA CBF

É de se lamentar a declaração do Presidente da Comissão de Arbitragem da CBF Sérgio Correa da Silva à Sportv durante a semana, depois do infeliz episódio sobre a orientação equivocada de bola na mão, cuja “orelha foi puxada” pela FIFA.

Em tom de desabafo (e até mesmo de arrogância), falando sobre as condições dos árbitros do Brasil, criticou a Profissionalização, reclamando que se fossem profissionais,

Não poderia mandar o sujeito que errar embora”.

Cômodo, não? Vejam alguns árbitros que há ANOS fazem lambanças folclóricas e ainda assim continuam nas escalas (e não são profissionais). Um árbitro profissional, que a grosso modo seria um membro FIFA, de elite e de excelência, caso errasse em um jogo importante, teria demissão sumária? Claro que não. Há alguns que apitam muito bem e nunca chegam a elite, sumindo aos poucos do quadro de árbitros. E há outros que começam a apitar no Maracanã e nunca se firmam, mas a bolinha é incansavelmente sorteada.

Pior é o discurso para a não utilização dos sistemas tecnológicos no futebol. Declarou Sérgio que:

“Vai acabar com a discussão e o futebol vai ficar muito chato. Vai tornar o futebol mais justo, mas vai perder a graça.”

Meu Deus! Se falamos cada vez mais em legitimar os resultados dentro de campo, e a tecnologia de ponta nos permite isso, por que rumar contra a maré?

Isso é um verdadeiro 7×1 do apito no futebol…

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– Quanto ganha um juiz de futebol no Brasil e no Mundo? E um Diretor de Árbitros?

A ESPN Brasil (em: https://is.gd/J0xlNF) fez um levantamento sobre as taxas de arbitragem das principais ligas de futebol do mundo, afim de comparar com a condição brasileira.

Dos campeonatos nacionais, somente o Brasil possui sexteto de arbitragem. E as taxas são as seguintes:

Árbitro Fifa: R$ 4.000,00 / jogo

Árbitro CBF: R$ 2.900,00 / jogo

Árbitros Assistentes: 60% da taxa do árbitro / jogo

Árbitros Assistentes Adicionais (AAA): R$ 800,00 / jogo

Quartos Árbitros: R$ 550,00 / jogo.

Nesses valores, inclua-se o pagamento do deslocamento e estadias, conforme a praça da partida.

Na Alemanha e na Itália, existe o recurso do árbitro de vídeo. A Inglaterra conta com o recurso tecnológico da Linha do Gol (como o da Copa do Mundo). Seus salários são fixos mais um valor por jogo apitado, e a remuneração (considerando os árbitros FIFA) são os seguintes (levando em conta a 1a divisão de cada país):

França: € 40,000.00 / ano + € 3,000.00 / jogo.

Inglaterra: € 48,000.00 / ano + € 1,300.00 / jogo.

Alemanha: € 75,000.00 / ano + € 3,800.00 / jogo.

Itália: € 80,000.00 / ano + € 3,800.00 / jogo.

Espanha: € 134,000.00 / ano + € 3,700.00 / jogo.

Se você acha que o abismo financeiro é apenas entre os jogadores, saiba que também é entre os árbitros. E embora não sejam divulgados publicamente aqui no Brasil, os valores dos Diretores de Arbitragem são fixos, mensais, registrados em CTPS (não são prestadores de serviços autônomos, sem o vínculo empregatício como os árbitros são) e recebem um valor MAIOR do que os árbitros brasileiros do quadro da FIFA (mesmo que alguns nunca tenham apitado nenhum jogo).

Não é hora de se repensar os gastos do futebol brasileiro (para cima ou para baixo)?

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– O sentimento do torcedor brasileiro para com a CBF!

Depois de exaustivamente a CBF dar datas para a implantação do árbitro de vídeo (que sempre contestamos),

Depois de se auto-proclamar pioneira na sugestão do árbitro de vídeo junto à FIFA em 2015 (o que era balela),

Depois de criar um departamento caríssimo de desenvolvimento de árbitro de vídeo nomeando Sergio Correa da Silva (que não foi demitido da Comissão de Árbitros, mas remanejado),

Depois de trazer o Coronel Marinho e adiar o árbitro de vídeo para 2019 (mostrando a total falta de planejamento),

Depois de Marco Polo Del Nero anunciar o árbitro de vídeo para a rodada seguinte do Campeonato Brasileiro (por pressão de Eurico Miranda que se sentiu prejudicado),

Depois de saber que não poderia usar o árbitro de vídeo por falta de planejamento, por precisar uma geração independente da transmissão do jogo, por falta de treinamento dos árbitros, por não poder colocar em alguns jogos mas sim na totalidade, por estar impedida de usar o VAR no meio de um torneio não-eliminatório em andamento (apesar de ter imposto no regulamento do Brasileirão que poderia, mas não pode),

A farsa se comprovou: sem árbitro de vídeo para a próxima rodada do Campeonato Brasileiro, apesar da insistência há 2 anos da CBF e seus pares. Não teremos a promessa cumprida, mais uma vez.

O cronograma do fiasco e outros detalhes aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2017/09/20/cade-o-arbitro-de-video-a-ser-implantado-imediatamente

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– Corinthians, Santos e Flamengo na noite de 4a feira

RAC x SCCP  – Em que pese as reclamações do Corinthians contra a arbitragem no jogo do Racing (sim, uma certa tendência caseira de Leodan González (um novato uruguaio do quadro da FIFA) ao não ser tão rigoroso disciplinarmente com os argentinos na mesma proporção que foi com os brasileiros (vide o indevido 1o cartão amarelo de Jô), não se pode reclamar do lance de Rodriguinho, que entrou em campo e deu uma verdadeira “patada” no adversário. Muito bem expulso!

SFC x BAR – O experientíssimo peruano Victor Carrillo pecou bastante em permitir que o jogo fosse levado com diversas paralisações, não sendo justo nos acréscimos da partida. Mas ao ver a cusparada de Bruno Henrique, não posso deixar de aplaudir o árbitro pelo cartão vermelho. Cuspir em alguém deve ser punido com muito rigor.

CRF x ACF – Não assisti o jogo, mas recebi alguns questionamentos sobre um certo lance de desvio em zagueiro (se tiraria ou não impedimento). Saiba: há pouco tempo a regra mudou, e o entendimento atual é de que: se você lançar a bola para um companheiro em impedimento, e um zagueiro tentar disputar a bola e tocá-la, o lance deve ser permitido (não tem mais impedimento). Entretanto, se a bola foi lançada e ela raspa/desvia num adversário que não tentou disputa-la, continua valendo o impedimento.

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– De novo a CBF promete usar o árbitro de vídeo em breve? Eu duvido!

O presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Cel Marcos Marinho, falou que não vai punir o árbitro adicional Eduardo Tomás de Aquino Valadão pelo erro em Corinthians 1×0 Vasco (veja aqui sobre o lance: https://is.gd/9fTZ2N) pois “ele estava concentrado em ver se a bola entrou ou não” (segundo relato do UOL, em: https://is.gd/WPThUw). Por tal motivo, segundo o Coronel, ele não conseguiu ver o momento da finalização do Jô.

Que infelicidade na fala! Chega a ser patético, pois se são coisas simultâneas (entrou ou não com o braço ou não), como dissociá-las? Certamente deve ter falado sem pensar por conta da pressão que deve estar sofrendo de Marco Polo Del Nero. Aliás, o presidente Del Nero recebeu nesta segunda-feira a visita de Eurico Miranda, o presidente do Vasco, e devido as reclamações vascaínas resolveu determinar a instalação do VAR no Brasileirão imediatamente, de acordo com a ESPN Brasil (aqui: https://is.gd/EIxFJh).

Quer dizer que depois de diversos adiamentos e enrolações (veja o cronograma em: https://is.gd/PfZVwG), o Cel Marinho, que havia prometido que em 2019 o VAR estaria implantado, deverá adiantar em 15 meses o tempo por ordem de quem verdadeiramente manda, o Marco Polo?

O EQUÍVOCO – como é que numa etapa do torneio, um determinado time X perde para o time Y por erro de arbitragem, mas no jogo do outro turno ele hipoteticamente poderia estar ganhando do mesmo time Y (também por erro de arbitragem), só que a existência do recurso tecnológico faz com que ele não se beneficie?

Não é defender a injustiça, mas as mesmas condições e variáveis do jogo ao longo do mesmo campeonato são indiscutíveis. Em campeonatos de fase mata-mata / eliminatória, se pode implantar algumas mudanças. Mas em pontos corridos, a regra deve ser a mesma no torneio todo.

Um registro pessoal: é mais um anúncio de Marco Polo que não se pode crer, já que é useiro de tais engodos. Eu acho que ele deveria ir pessoalmente a Europa para ver como os europeus trabalham a arbitragem. Aliás, por quê ele não viaja, não?

Curioso…

Sabe o que está parecendo? Aquele patrocínio da Crefisa na camisa dos árbitros (proibido pelas normas da FIFA, já que um árbitro não pode ser patrocinado por empresa de interesse / negócio em outro clube). Tentou-se fazer vista grossa, mas a regra teve que ser cumprida.

Alguém acredita que a FIFA vai deixar utilizar OFICIALMENTE a tecnologia, no meio de um campeonato profissional em andamento?

Eu duvido (e modestamente tenho acertado em duvidar, desde 2015…).

Em tempo: fazer o uso das imagens da emissora que transmite os jogos da TV aberta é indevido! Dá a possibilidade de que se crie a idéia de que os times de maior audiência possam ser favorecidos. Pior ainda é ventilar a questão de implantar em apenas alguns jogos da rodada – e na reta final, todos são importantes. Não vale dizer que o regulamento permite, pois seria, comparando abruptamente, “inconstitucional”.

RESUMINDO: não deve usar as imagens da TV Comercial (tem que ser independente), tem que estar em todos os estádios (não vale ter em determinado estádio e em outros não) e deve ser em TODO O CAMPEONATO (não só em algumas rodadas, deve contemplar o início e o fim). Qualquer coisa que se especule sem essas condições, sugiro que os clubes denunciem à FIFA!

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– A polêmica do Gol de Jô em Corinthians 1×0 Vasco e pitacos de Vitória 1×2 São Paulo

Muitas reclamações contra a arbitragem (novamente) no Campeonato Brasileiro. Vamos a dois jogos com “chiadeira maior”?

EM ITAQUERA…

Na Arena Corinthians, o Timão enfrentou o Vasco e venceu por 1×0. Bastante polêmica sobre um pênalti que o árbitro Elmo Resende, de Goiás (militar, com 42 anos, de tantos outros erros na carreira, mas prestigiado) não marcou sobre Jô. Porém, a maior reclamação foi quanto ao gol do próprio Jô, que decidiu a partida. Hora de discuti-lo?

Eu assisti o lance por 3 imagens:

  • A primeira, no momento da transmissão e que saiu o gol, pareceu-me que o gol foi de cabeça e a bola sem intenção bateu no braço de Jô e entrou. Se realmente fosse isso, o gol era legal (afinal, é movimento natural dos braços, pois ninguém pula com as mãos grudadas ao corpo). Claro que é curioso, mas seria um gol legal de mão (involuntária, é lógico).
  • A segunda, da linha de fundo, onde se vê que o AAA1 Eduardo Tomaz de Aquino Valadão está atento e não se manifesta. Repare que ele está com a trave encobrindo sua visão, mas falha ao se comportar roboticamente, como um cone, sem dar uma “mexidinha no pescoço” para se posicionar melhor. O bandeira 1 Fabrício Vilarinho da Silva nada podia fazer, pois tinha a distância lhe atrapalhando e o próprio AAA1 na frente dele, impedindo a visão. Se o árbitro estivesse melhor posicionado, salvaria o lance. Obs: Sou a favor da utilização do Árbitro Assistente Adicional do modelo europeu, com árbitros mais competentes, atuantes e do outro lado da linha de meta. É burrice mantê-los na mesma reta dos bandeiras, eles tem que estar do lado oposto, como é feito na Europa.
  • A terceira, fundamental para reconhecer que o gol foi ilegal mostrada da esquerda do ataque do Corinthians, mostrada pela Sportv, onde claramente se vê que após Jô furar o cabeceio ele ajeita deliberadamente a bola com o antebraço (e a Regra 12, Infrações e Indisciplinas, que fala do uso indevido das mãos na bola, considera MÃO as mãos, braços e antebraços). A minha dúvida é: aquela bola foi tocada propositalmente sem ter ultrapassado totalmente a linha de meta? Não vi nenhum “tira-teima” nessa linha reta, embora me pareceu que a bola não tinha entrado no gol. Errou a arbitragem em lance decisivo.

NO BARRADÃO…

O árbitro paranaense Rodolpho Toski Marques, que já é da FIFA mesmo sem ter apitado grandes partidas com ótimas atuações, mostrou dois estilos: no 1o tempo, amarrou a partida, picou o jogo. Encostou, ele dava falta. E os jogadores, espertamente, cavavam “faltinhas” ao menor contato físico ao perceber a “mensagem dada pelo juizão”, de que “tocou, apitou“. Só que no segundo tempo, provavelmente alertado por alguém da má conduta da partida, desandou a deixar o jogo correr! É 8 ou 80? O que é isso?

O detalhe que me surpreendeu é que no segundo tempo, numa dividida de Júnior Tavares, ele não atinge significativamente seu adversário que pula para cabecear a bola. Há o leve contato físico, mas não faltoso. Eis que na Globo o ex-árbitro Paulo César de Oliveira, meu colega que tanto trabalhamos e respeito muito, disse ter sido pênalti. Cléber Machado, visivelmente estranhando, ainda pondera: “mas como foi pênalti se ele ainda sobe e cabeceia a bola?”… Aqui vai um conselho ao PC: em jogos que se comenta com TV, faça como o Gaciba: espere a repetição do lance para comentar com mais precisão, sem precisar teimar com a imagem. Afoito em responder, pode se complicar. Eu, que comento na Rádio Difusora, ou o Godoi na Rádio Transamérica, sabemos como o quão é importante acertar na avaliação; mas na TV, é muito mais fácil.

CONSIDERAÇÕES FINAIS:

A Meritocracia e a Gestão da Arbitragem são ruins. Desde que Marco Polo Del Nero trouxe seu homem de confiança, o Cel Marcos Marinho, não se viu nenhuma mudança na administração da arbitragem. Aliás, lembremos-nos: Sérgio Correa da Silva, o ex-chefe da arbitragem e que virou Diretor de Desenvolvimento do Árbitro de Vídeo da CBF, disse em 08 de março de 2016 que o VAR (video arbitro referee) estaria no Brasileirão daquele ano, adiando por diversas vezes o projeto com N desculpas. Na oportunidade, dissemos nesse espaço que era “diálogo flácido para acalentar bovino” (conversa mole para boi dormir), pois era apenas uma demagogia criada para tirar o foco dos problemas da CBF. Eis que de em todas as datas propostas parta a implantação, não se fez nada.

Importante – MAS NÃO ADIANTARÁ A TECNOLOGIA DO ÁRBITRO DE VÍDEO SE NÃO EXISTIR A COMPETÊNCIA NECESSÁRIA PARA JUÍZES E CARTOLAS, QUE A COMANDARÁ!

Se desejar o histórico dos adiamentos, clique aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2017/02/18/comprovada-a-mentira-do-var-que-ha-1-ano-a-cbf-disseminou/

Enfim, ouço muitas críticas de que Jô, beneficiado pelo Fair Play de Rodrigo Caio, deveria fazer o mesmo quando fosse possível. Mas em quantos lances ele já não teve oportunidade de “devolver a gentileza” e não fez? O do jogo de ontem só repercutiu tanto pois foi erro decisivo da arbitragem.

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– A Polêmica Regra da Comunicação em Campo

Sobre comunicação extra-campo com atletas, em questionamento ao amigo Edson via email, respondo com uma republicação do meu blog. Abaixo:

Tudo começou com Vanderlei Luxemburgo, então treinador do Corinthians, na final do Campeonato Paulista de 2001: Corinthians x Santos jogaram e descobriu-se que Luxemburgo orientava o meia Ricardinho através de um ponto eletrônico escondido em seu ouvido. Era permitido ou proibido?

Ninguém sabia, pois a Regra nada dizia. Dias depois, em uma reunião da International Board (o Organismo que é “dono” das Regras do Futebol) determinou-se que seria proibida a comunicação eletrônica entre treinador e jogadores durante a partida.

Recentemente, passou a ser fato comum a comunicação via celular entre treinadores e seus assistentes via celular. O próprio Luxemburgo, certa feita, assistia o 1o tempo das partidas nas arquibancadas, conversava com seu assistente via rádio e depois dirigia a equipe no 2o tempo no banco de reservas.

Após os estudos de uma equipe de força-tarefa da FIFA em 2011 (grupo formado por ex-atletas e estudiosos do futebol, que visa trazer sugestões), reforçou-se textualmente com a redação da orientação na Regra 4 (Equipamento dos Jogadores):

Os árbitros proibirão o uso de radiocomunicação entre jogadores e o corpo técnico”.

Mas aí veio uma nova modificação. Para 2013/2014, houve alteração do mesmo texto:

Os árbitros proibirão o uso de sistemas eletrônicos de comunicação entre os jogadores e/ou o corpo técnico”.

Aqui a alteração é mais profunda: a comunicação eletrônica por celulares ou rádios era proibida (portanto, a comunicação FALADA), mas nada impedia que a comunicação fosse REDIGIDA através de outro equipamento eletrônico “não sonoro” exceto os citados, como, por exemplo, via tablets ou notebooks. Onde estaria a proibição de que um treinador não poderia se comunicar com os atletas mostrando imagens e informações em um iPad com estatísticas em tempo real? Ou com informações de fora via email?

Agora, a proibição é EXTENSIVA A QUALQUER SISTEMA ELETRÔNICO DE COMUNICAÇÃO e não mais somente entre jogadores e treinadores, mas AMPLIADA ENTRE OS PRÓPRIOS INTEGRANTES DA COMISSÃO TÉCNICA. E um grande exemplo disso: José Mourinho costuma receber informações estatísticas on-line das partidas de seu assistente técnico via tablet, e as repassava através de bilhetinhos escritos a mão a seus jogadores. Isso (informação de fora), agora, não pode! Mas se o treinador quiser passar suas instruções por escrito em uma tecnologia rudimentar, como papel, somente com suas impressões pessoais, PODE!

Na sua última circular antes do início do Paulistão 2014, a FPF reforçou esse lembrete no capítulo 20 das suas orientações:

É PROIBIDO o uso de sistemas eletrônicos de comunicação entre jogadores e/ou comissão técnica. Exemplo: treinador para assistente fora do campo, conforme alt Regra 4, pg 29 do Livro de Regras.” [Lembro que não é só fora do campo, mas dentro também].

EXEMPLOS PRÁTICOS NO BRASIL

A primeira proibição (sem expulsão do integrante da Comissão Técnica), ocorreu por parte do árbitro gaúcho Jean Pierre Gonçalves na série B, no jogo entre América/MG x Paraná Clube (segundo semestre de 2013). Os treinadores Paulo Comelli e Dado Cavalcante, flagrados antes do jogo com rádios para conversarem com seus assistentes que estavam na arquibancada, tiveram que se desfazer dos aparelhos. Reclamaram, mas acataram.

Já o primeiro caso de expulsão valendo a nova orientação aqui no Brasil ocorreu no dia 28 de agosto de 2013, no jogo em que o Atlético Paranaense eliminou o Palmeiras da Copa do Brasil: o árbitro Ricardo Marques Ribeiro foi avisado pelo 4o árbitro Fábio Filipus de que o assistente técnico de Gilson Kleina, Fabiano Mazolla, usava um rádio comunicador no banco de reservas. Em um primeiro momento o quarto árbitro avisou da proibição e o assistente não obedeceu as ordens. Na sequência, o árbitro o expulsou. Na súmula, Ricardo Marques explicou que ele foi “expulso por uso de comunicação eletrônica após aviso da proibição”.

Outro caso ocorreu neste ano: Regis Angeli, assistente técnico do treinador Vágner Mancini, foi expulso pelo árbitro Flávio Guerra após aviso do 4o árbitro, ao perceber que este fazia uso do celular na partida entre Atlético Mineiro x Botafogo na rodada 19 pelo Brasileirão e que recebia informações da partida, repassando para o técnico.

Eu, particularmente, acho um retrocesso proibir a comunicação externa. Se o clube tem uma equipe técnica profissional e que se atenta a detalhes do jogo para ajudar o treinador, isso deveria ser uma evolução bem vinda ao futebol. Porém, entendo também o que os legisladores da Regra pretendem: se um árbitro não tem um celular para ligar a alguém com imagens e perguntar se foi pênalti ou não, seria desproporcional que treinadores tivessem essa informação privilegiada.

Resta aos mais espertos utilizarem alternativas. Imaginaram bolinhas de papel voando das arquibancadas com informação ao banco? E nas arenas européias, onde torcedores e comissões técnicas estão próximas: que tal a comunicação boca-a-boca, onde um torcedor assiste o jogo em tempo real via Web em som alto e “sem querer” o treinador escuta?

Alternativas criativas devem surgir! Ou você acha que não?

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– Na rodada com erros da arbitragem, a CBF analisou só os acertos. Pode, Sálvio?

Eu gostaria de ter escrito o texto que leio do ex-árbitro e atual comentarista Sálvio Spínola Fagundes, a respeito dos lances analisados pela Comissão de Árbitros da CBF e publicados em seu site. Foi perfeito em sua observação!

As decisões erradas dos árbitros da rodada não foram discutidas, só se fez perfumaria com os lances corretos!

Leia até o fim, vale a pena!

Imagine como a torcida do Palmeiras deve estar feliz com esses Comandantes do Futebol…

Abaixo, extraído de: http://espn.uol.com.br/post/726686_para-cbf-arbitragem-da-rodada-foi-perfeita-so-faltou-analisar-o-que-deu-errado?utm_content=buffer26226&utm_medium=social&utm_source=twitter.com&utm_campaign=buffer

PARA CBF, ARBITRAGEM DA RODADA FOI ‘PERFEITA’; SÓ FALTOU ANALISAR O QUE DEU ERRADO

Por Sálvio Spínola

Há algum tempo, sugeri neste blog que a CBF passasse a adotar o procedimento da Federação Mexicana, com análise de lances polêmicos no pós-rodada. Isso dá mais transparência e credibilidade para a comunidade do futebol e traz aprendizado com ilustrações didáticas. É assim no México.

Neste Campeonato Brasileiro, a CBF passou a adotar essa medida. Em seu site, ao término de cada rodada, divulga lances polêmicos com análise de profissionais técnicos.

Nesta rodada 23, a CBF fez análise em três jogos, considerando acertos dos árbitros, veja aqui.

Lógico que muitos lances estão na esfera interpretativa e muitas vezes os próprios instrutores de arbitragem não chegam ao consenso sobre determinado lance, como no possível pênalti no Atletiba, onde os profissionais da CBF consideraram que Rildo ocupou o espaço, indo de encontro ao adversário e não caracterizando a falta/pênalti.

No mundo da arbitragem não há consenso sobre este lance – na minha interpretação foi pênalti, o atacante do Coritiba tem a bola para ser jogada e é chutado.

Mas o que não dá para aceitar é a análise em três jogos, quatro lances, e todos com acerto.

E o jogo Atlético-MG x Palmeiras, não mereceria uma análise das grande decisões tomadas?

Sálvio analisa lance de expulsão de Luan: ‘Foi o grande absurdo da arbitragem do Vuaden’

E o pênalti marcado no Atletiba, não vale explicar?

E o pênalti com cartão vermelho para Jucilei, não poderia ter uma análise mais técnica?

Sálvio concorda com pênalti a favor da Ponte e também com a expulsão de Jucilei: ‘Faz o bloqueio e evita o gol’

Para a CBF, nenhum desses lances são importantes, melhor explicar a linha do impedimento no gol do Santos.

A iniciativa perde o objetivo principal: a transparência.

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O árbitro Leandro Pedro Vuaden foi pivô de polêmica no jogo Atlético-MG x Palmeiras

– E se a Catalunha se separar, onde o Barcelona jogará?

A Espanha está repleta de grupos separatistas. Seja na região de San Sebastian, na dos Países Bascos ou na Catalunha. E é justamente a Catalunha, cuja capital é Barcelona, que vez ou outra acontecem referendos para a separação do território.

Claro que o Governo não reconhecerá o novo país, mas a Real Federação Espanhola se adiantou: em se separando, Barcelona e Espanyol, os dois times catalães, não jogarão mais o Campeonato Espanhol (diferente de Mônaco, cuja equipe homônima joga no Campeonato Francês e dos times de Malta e San Marino, que jogam no Campeonato Italiano).

E sabem onde devem jogar?

Supostamente, o Barcelona já estaria conversando com a Liga Francesa, já que a Catalunha tem grande afinidade com o povo francês (a língua catalã é uma mistura de espanhol, português e francês). A questão é: depois das rusgas entre Barça e PSG, poderia se concretizar tal mudança de praça (caso exista um reconhecimento do novo país)?

Só o futuro dirá.

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– Parabéns ao Árbitro de Futebol

… e também ao de vôlei, basquete, críquete, pólo-aquático… É dia do Árbitro Esportivo!

Orgulho-me de estar incluído nesta lista. Afinal, uma vez árbitro, sempre árbitro!

Feliz 11 de setembro, nosso dia! Que tenhamos o que comemorar e que nessa data nossas mamães sejam poupadas.

– Pitacos das arbitragens envolvendo os 5 paulistas na última rodada do Brasileirão 2017

Comecemos pelo clássico Santos 2×0 Corinthians: muito boa arbitragem de Raphael Claus, cada vez mais maduro e experiente em seus jogos. Aliás, felizmente a bolinha caiu a favor da boa escala, e sobre isso escrevemos pré-jogo aqui: http://wp.me/p55Mu0-1FY . Mas nesta partida, se existisse ainda o prêmio do antigo Motorádio ao melhor em campo (curiosamente a Rádio Jovem Pan premia com um Motorola), ele iria para a assistente 2 Tatiane Saliciotti Camargo. A moça acertou o dificílimo lance da anulação do gol do Santos FC (embora criticada pela demora em levantar a bandeira, mas fez o correto: esperou definir se outro jogador não alcançaria a bola, atendendo as novas recomendações da regra), além de validar o rápido e complicado lance do 2o gol do Peixe no final do clássico. E aqui relembro dois lances, do céu ao inferno, em que falamos bastante sobre a querida Tati: um outro acerto espetacular na Vila Belmiro (vide aqui: http://wp.me/p4RTuC-9P), e um erro grosseiro cometido há 100 dias (vide aqui: http://wp.me/p55Mu0-1tw), mostrando que a falha da bandeira foi uma exceção ao seu costumeiro bom trabalho.

Vamos a São Paulo 2×2 Ponte Preta: nessa partida escrevemos uma postagem própria, exaltando os acertos do veterano árbitro Marcelo de Lima Henrique, em 2 lances importantes. Para os amigos que não leram, cliquem aqui: http://wp.me/p55Mu0-1Fz

Não assisti na totalidade o jogo Atlético Mineiro 1×1 Palmeiras, mas vi um lance para expulsão de Valdívia (que não recebeu cartão vermelho) e muita reclamação do Palmeiras. A verdade é que o gaúcho Vuaden, que apitou a partida, após suas lesões, retornos e “sumiço” em competições internacionais, parece que retrocedeu na carreira (infelizmente). Quero crer que é somente uma má fase, pois sabe apitar mas vem fazendo uma péssima temporada.

Gostaria de citar 3 nomes: Anderson Daronco, o tão badalado árbitro que respeito muito (olha o tamanho do cara!), mas sempre o comparei ao Pierluigi Colina, e explico: Colina era educado, respeitado e querido; embora, sejamos honestos, tecnicamente um árbitro comum (e pelo seu carisma e carinho dos jogadores para com ele, apitou a final da Copa do Mundo de 2002). Daronco é bom árbitro, sabe tirar proveito da sua força física, mas tecnicamente também é comum (vide a ruim atuação no Atletiba de ontem).

Dois árbitros que estavam fazendo um excelente campeonato e que eu particularmente os chamei de destaques da temporada: Flávio Rodrigues de Souza e Igor Benevenuto (vide outras postagens desse blog sobre eles) me parecem mal aproveitados nesse momento do Brasileirão. O que estaria acontecendo?

Em tempo: há dias a CBF está promovendo vários cursos de aperfeiçoamento de árbitros em Águas de Lindoia, com relativo custo, trazendo Jorge Larrionda (aquele mesmo da confusão de mão na bola / bola na mão, ocorrida logo que houve a alteração da Regra do Jogo). Além de falar aos árbitros, está formando instrutores… De uma lista que vi, há alguns que foram até mesmo punidos recentemente como árbitros. Vá se entender…

MERITOCRACIA: é a palavra-chave necessária em qualquer atividade!

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– Sobre a escala do árbitro Claus para Santos x Corinthians

O bom árbitro Raphael Claus apitará o jogão entre Peixe x Timão. Mas um detalhe curioso: até agora a Comissão de Árbitros da CBF insistiu em, na quase totalidade dos clássicos, escalar árbitros de outros estados em confrontos regionais.

Depois de muita reclamação das diretorias de Santos e Corinthians junto à CBF (por conta de erros de arbitragens em seus jogos), o critério parece ter mudado e a bolinha, por conspiração dos astros do Universo, felicitou a sorte (após um longo tempo)  de sair no sorteio um árbitro paulista para clássico paulista.

O que será que mudou na cabeça dos cartolas, não?

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– A expulsão correta de Mané!

Viram que jogaço do Manchester City contra o Liverpool? Cinco a zero para os Citizens contra os Reds, com mais uma grande atuação do menino Gabriel Jesus.

Mas o lance do jogo foi a jogada na qual o goleiro brasileiro Ederson (MCity) vai defender a bola e o adversário Sadio Mané (Liv) tenta roubá-la. A sola do atacante atinge o rosto do arqueiro que precisa ser levado ao hospital. Mané recebeu cartão vermelho, e o seu treinador, o alemão Jurgüen Klopp, reclamou que foi um lance “somente” imprudente.

Nada disso, ali foi força excessiva, sendo merecedor de cartão vermelho. A altura que ele levanta a perna e como ele atinge certeiramente o rosto com as travas da chuteira não permitem dizer que “foi sem querer”. Expulsão corretíssima!

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– Os dois lances reclamados em São Paulo 2×2 Ponte Preta

Boa arbitragem do árbitro carioca Marcelo de Lima Henrique, com duas situações polêmicas, e por que não, didáticas. Vamos a eles?

1 – O gol de Bruno Alves

Estando no ataque, o zagueiro Bruno Alves (SPFC) aguarda uma bola que vem pelo alto para cabecear. O goleiro Aranha (AAPP) sai do gol para tentar espalmá-la e não chega a tempo, permitindo que o são paulino faça o gol de cabeça. Na sequência, Aranha reclama de falta pois estava fazendo a defesa.

Houve falta ou não?

Não! O que existe é que quando o goleiro salta numa bola e está na iminência de agarrá-la, não pode sofrer uma dividida/ tranco de algum adversário que tente disputá-la. Ali foi o contrário, é Bruno Alves que está tentando cabecear e Aranha quem bobeia, saindo atrasado.

2 – A expulsão de Jucilei

Esse é um lance que alguns amigos me perguntaram se, com as novas orientações das Regras do Futebol, não seria Cartão Amarelo ao invés de Vermelho.

Não é. O que mudou é o seguinte: quando um jogador evita uma situação clara e iminente de gol EM DISPUTA DE BOLA DENTRO DA ÁREA (ou seja: tentando roubar do adversário, dando um carrinho que atinge o oponente ao invés da bola por errar a jogada, ou ainda um lance imprudente), não é mais Vermelho, mas sim Amarelo a ser aplicado e tiro penal a ser marcado. Nas situações em que não há disputa de bola (Agressão, Uso indevido das Mãos na Bola, e outras situações diversas), mantém-se a orientação antiga: Cartão Vermelho Direto e Tiro Penal.

Um detalhe bacana: apesar da idade acima da média dos árbitros do Brasileirão (talvez o mais velho do quadro), Marcelo de Lima Henrique correu bastante e usou da sua experiência para ter uma ótima atuação. Parabéns a ele!

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– Flamengo 1×1 Cruzeiro e o gol em impedimento. Não dá para crucificar…

O que foi mais relevante para o placar acabar em 1×1 no primeiro jogo da final da Copa do Brasil 2017: o erro do goleiro flamenguista ou o erro do bandeira no gol impedido contra o Cruzeiro?

Difícil avaliar. O goleiro falhou, é fato. A arbitragem também, mas aqui cabem algumas considerações:

O árbitro Marcelo Aparecido Ribeiro não poderia chamar a ele o lance de impedimento do jogador flamenguista, pois não tinha ângulo. Já o bandeira Bruno Rizzo Salgado estava totalmente encoberto por um jogador do Cruzeiro e não viu o toque que deixou o marcador do gol em impedimento.

Sabe quem ajudaria a arbitragem a salvar o lance e marcar corretamente o impedimento? O árbitro de vídeo (VAR)! Esqueça o assistente adicional da linha de fundo (AAA), ele não teria a percepção rápida do lance e estão pessimamente treinados.

Errou a arbitragem, mas aqui se pode dizer: um erro de lance muito difícil…

Ops: Alguém perguntou sobre “Goleiro tirar ou não impedimento”. Sobre isso, explico aqui, em um texto de outro jogo que mas que vale a situação, em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2015/08/30/rebote-de-goleiro-tira-impedimento-o-gol-de-ganso-em-spfc-3×0-ponte-preta-foi-legal-ou-ilegal/

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– A Manipulação de Resultados anula Jogo das Eliminatórias da Copa do Mundo

Deveria repercutir muito mais do que foi, pois é grave: em 12 de novembro de 2016 (há menos de 1 ano), jogaram África do Sul 2×1 Senegal, apitado pelo árbitro ganês Joseph Lamptey. Mas na partida, o árbitro assinalou um pênalti inexistente para os sul-africanos, em jogada que a bola bate nas pernas do zagueiro senegalês mas o juizão alega mão.

Diante de protestos de Senegal, a FIFA achou muito estranho o erro e investigou, descobrindo que o árbitro de Gana estava vendido! Sim, ele manipulou o resultado, foi banido do futebol e a partida anulada. Se jogará novamente em uma das datas-FIFA reservadas para amistosos entre Seleções.

Acontece que Cabo Verde e Burkina Faso estavam disputando a vaga com Senegal e a África do Sul, que são penúltimo e último colocados na chave. Dessa forma, as duas primeiras seleções africanas que “quase comemoravam” a classificação à Copa da Rússia 2018, devem adiar a festa, já que Senegal volta a ter chances (pois havia perdido da lanterninha seleção sul-africana por influência do árbitro).

Para tirar 10, a FIFA deveria esclarecer: quem “comprou o árbitro”, por quanto e o que aconteceu / acontecerá ao picareta.

O medo é: quantos erros de arbitragem suspeitos podem estar acontecendo mundo afora, em campeonatos sem tanta visibilidade?

Assista o vídeo do erro grosseiro (que foi proposital) em: https://www.youtube.com/watch?v=VPrjWrMhbSI

– A vantagem aplicada no pênalti sofrido por Gabriel Jesus em Brasil 2×0 Equador

Apesar da Seleção Brasileira não ter brilhado como nas outras apresentações (e da vontade excessiva de Neymar em querer mostrar serviço e às vezes ser “fominha”), tudo deu certo para o Escrete Canarinho e até mesmo para a arbitragem!

Mario Díaz de Vivar, o árbitro paraguaio que coincidentemente apitou Brasil 2×2 Equador (pelo Sulamericano Sub 20, há 8 meses), não marcou a penalidade em Gabriel Jesus e na sequência do lance resultou em um gol.

Sorte ou acerto?

Contrariando um mito popular de que não existe vantagem em pênalti, ela existe sim! É que, por ser um lance dentro da área e muitas vezes a marcação do pênalti ser a vantagem verdadeira (pela possiblidade de se marcar um gol), muitos árbitros abrem mão da sequência da jogada e marcam o pênalti (nem sempre POSSE DE BOLA é vantagem, pois para times com bons cobradores de falta, em um lance fora da área a real vantagem pode ser a marcação da falta).

Assim, o juizão não marcou o lance em que o zagueiro equatoriano vai no corpo de Gabriel Jesus após o cabeceio (não foi consequência da disputa de bola, foi falta mesmo e para cartão amarelo). Na sequência, a bola sobrou para Philippe Coutinho marcar o gol.

Resta saber: o árbitro fez uma perfeita leitura da jogada e assim aplicou a difícil e correta lei da vantagem em um lance de tiro penal, ou ele não viu nada e por sorte resultou em gol?

Se um lance desse ocorresse aos 48 minutos do segundo tempo no jogo Uruguai x Argentina e não resultasse em gol, o árbitro estaria no campo até agora cercado pelos atletas…

Veja o lance relatado abaixo:

– Sou mais o Coutinho do Santos FC do que o Coutinho do Liverpool, como árbitro e como torcedor!

Quem gosta de futebol conhece um dos craques históricos do futebol brasileiro: Coutinho, companheiro de Pelé no mítico time do Peixe dos anos 60.

Poucos sabem que ele foi técnico do time Sub 20 do Santos, no começo dos anos 2000. E eu me recordo de um jogo em que apitei no Parque São Jorge (o gramado da Fazendinha estava impecável), entre Corinthians 1×1 Santos, onde pude conhecer um pouco da sinceridade de Coutinho, o ex-jogador, ali como técnico.

Em um determinado lance da partida, o Paulo Almeida (que viraria capitão do time profissional comandado por Leão, com Robinho e Diego), deu uma entrada forte no adversário. Eu dei o Cartão Amarelo a ele, na dúvida se deveria dar Vermelho. E como o tempo de decisão de um árbitro de futebol é o mesmo de um piscar de olhos, vacilei e reconheço que errei. Ouvi, para a minha surpresa, Coutinho gritar para Paulo Almeida: “Moleque, cê tem que agradecer ao juiz, se você der outro pontapé eu tiro você do time. Futebol de time meu não tem pancada”.

Gravei essa frase na minha cabeça, pois o treinador foi sincero “até demais”! Não teve nenhuma complicação na partida, exceto esse lance que nem foi tão reclamado na hora. Posteriormente, vi Coutinho outras vezes em entrevistas recordando o time em que jogou, e sempre percebi certa mágoa com Pelé. Mas nunca sem deixar de ser autêntico, sincero ao extremo.

Escrevo isso por ver um outro Coutinho, o do Liverpool, que nessa fase da globalização e da comunicação on-line se tornou ídolo mundial. Bom jogador, isso é inegável. Mas sua atitude em dizer-se lesionado no time inglês (em meio as negociações com o Barcelona) e se apresentar perfeitamente saudável no treino da Seleção Brasileira, numa supostamente fantástica e rápida recuperação, contrastam com a sinceridade do Coutinho mais antigo (e talvez hoje menos famoso, mas certamente mais craque).

O Coutinho mais jovem pisou na bola. Ou o médico é milagreiro? Disse alguém sabiamente: “Ele deve ter ido no ‘Pai Vavá’ do maravilhoso filme Boleiros!”

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– VAR em ação!

Eu sou a favor da tecnologia para ajudar o futebol, mas com moderação e competência!

Muita gente na Europa anda reclamando do Vídeo Árbitro Assistente (VAR, sua sigla em inglês). Aqui no Brasil, ele só ficou na demagogia e nas promessas não cumpridas (não vamos repetir todas as outras postagens com as datas propostas).

Eis que recebo tal même emblemático e engraçado: abaixo, o motivo de tanta “cáca dos árbitros de vídeo! Vejam o que eles assistem durante os jogos:

Na Itália, houve até um vídeo bem divertido sobre ele. Assista aqui: https://mobile.twitter.com/popibonnici/status/901092392270405632/video/1

– Os polêmicos acréscimos de Bournemouth 1×2 Manchester City

Muita discussão na Premier Ligue, na partida entre Bournemouth 1 x 2 Manchester City. A partida estava empatada, o árbitro deu 5 minutos de acréscimos e, aos 52 minutos, Sterling deu a vitoria aos Citizens.

Mas pode jogar além dos acréscimos?

Poder, pode, desde que o árbitro avise. Aos 50 minutos, depois dos 5 avisados, o árbitro deve avisar os minutos a mais. Os cinco de acréscimos significam que o jogo deve ir dos 45’01” até os 50’00”. Além do que isso, se indique o “acréscimo dos acréscimos”.

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