– Diante dos nomes envolvidos nos escândalos do futebol, há omissão ou cumplicidade? Só além do campo ou dentro das 4 linhas?

Inicio esse texto com duas perguntas:
 
1. Por que os presidentes dos clubes de futebol do Brasil, bem como as Federações Estaduais, estão caladas diante dos escândalos que envolvem a CBF, Ricardo Teixeira, Marco Polo Del Nero e José Maria Marin na corrupção do futebol mundial?
2. Todos os crimes envolviam direitos de transmissão, venda de amistosos, escolhas de países-sedes, manutenção de poder, mas… nenhum “resultadozinho” de jogo qualquer?
Vamos lá: bem didaticamente para que essas duas questões acima ressoem durante a sua leitura abaixo. Seguem importantes considerações:

Se você tem acompanhado o desenrolar do FIFAgate, sabe que os novos colaboradores da Justiça dos EUA (Marin, Blatter e J Hawilla) estão abrindo a “caixa preta” da corrupção no esporte

Mais do que isso: Alejandro Buzarco, o argentino CEO da TyC (Torneos y Competencias), denunciou “quase todo o ‘mundo do futebol’” de propina! Sobrou até para a Globo, passando por seu ex-executivo Marcelo Campos Pinto (que tive o desprazer de conhecer certa feita em um Congresso em SP – digo isso pela empáfia e arrogância gratuita que distribuiu) e jogadores importantes (na 5a feira, o delator Buzarco afirmou que pagou a Messi e a outros jogadores da Seleção Argentina o valor de 200 mil dólares para que disputassem amistosos). 

Depois da morte de Julio Grondona, segundo informações do jornalista Wanderley Nogueira (que deve ser a pessoa que tem informações mais precisas sendo reportadas aos interessados), o ex-presidente da Conmebol Juan Angel Napo e o atual presidente da CBF Marco Polo Del Nero o substituiram na função de “distribuidores oficiais das propinas” a TODOS os países membros filiados da América do Sul

Diante de todo esse enredo malévolo e sem pudor (chegando ao ponto do suicídio de Jorge Delhon, advogado de Cristina Kirchner e citado como corrupto, tendo se jogado na frente um trem em Lanús após ter conhecimento da denúncia), como crer que os interesses de lucro da CBF e da Rede Globo (digo isso pois foram citados) passariam apenas fora dos gramados e não implicariam em negociatas, resultados dentro de campo e títulos a comparsas?

Seria altamente leviano acusar, mas se comprovado tudo isso que se lê nas manchetes (repito: de gente com credibilidade), custa-me crer que nas entidades que esses homens comandam não estejam encaixados subordinados de sua confiança. Ou crê-se infantilmente que um larápio tenha em peças-chaves da sua organização somente homens de honestidade comprovada?

Não se pode condenar nem acusar ninguém. Mas ser ingênuo em acreditar que os negócios do gramado passam ao largo dos de fora, aí é burrice demais

Juro que não entendo: Marco Polo Del Nero não é interpelado por NINGUÉM da cartolagem brasileira. Estariam os dirigentes dos clubes comprometidos com ele?

mala-de-dinheiro

 

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Um comentário sobre “– Diante dos nomes envolvidos nos escândalos do futebol, há omissão ou cumplicidade? Só além do campo ou dentro das 4 linhas?

  1. Bom dia

    Desde meus tempos nos bancos da escola de árbitros da FPF apelidaram-me de louco por ter combatido e continuar combatendo os desmandos dos dirigentes, como também, a subserviência da maioria dos árbitros, vez que, nenhum deles, poderia e pode alegar desconhecer estas maracutaias. Todavia, visando escalas e outras benesses, esquecendo que antes de árbitros devem se comportar como cidadãos ficaram e ficam mudos, surdos e cegos

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