– O gol anulado de Estudiantes 0x1 Atlético Paranaense.

Que lance chato na Argentina ontem, não? Afinal, Morel estava em impedimento ativo ou passivo?

São 3 situações a serem observadas para entrar em jogo ativo: tocar a bola, tirar proveito da sua posição ou atrapalhar um adversário, didaticamente falando.

Morel está em posição de impedimento passivo quando a bola é chutada por Lollo. Ele não a toca (portanto, não se tornou ativo). Também não há um rebote, um novo lance ou algo que o valha, pois foi um chute direto ao gol (continua em impedimento passivo). Entretanto, está bem próximo ao goleiro, mas não faz nenhum defensor mudar sua conduta ou posição para puxar a marcação (por esse motivo – o de trazer um marcador – não o tornou ativo).

A pergunta a ser feita é: ele atrapalhou o goleiro?

Nos anos 80, CERTAMENTE esse gol seria anulado. Nos anos 2000, TALVEZ esse gol seria anulado. Hoje, PODERIA ser anulado, dependendo da interpretação do árbitro, mas a tendência seria de que confirmar o tento..

Particularmente, eu entendo que Morel não atrapalhou o goleiro Bento (a não ser que apareça uma imagem mais clara que mostre isso), e, portanto, eu validaria o gol de Lollo. Mas se por algum instante o goleiro não conseguiu ver o chute por conta da visão obstruída, aí a anulação foi correta. Lembrando: o VAR Andrés Cunha e o árbitro Andrés Matonte (ambos uruguaios) são muito bons!

Lance difícil!

Confira como foi a transmissão da Jovem Pan do jogo entre Estudiantes e Athletico-PR | Jovem Pan

Imagem extraída de: https://jovempan.com.br/esportes/futebol/estudiantes-x-athletico-pr-assista-a-transmissao-da-jovem-pan-ao-vivo.html

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para São Paulo x Red Bull Bragantino, Rodada 22 do Brasileirão da Série A.

Para o confronto entre o Massa Bruta e o Tricolor do Morumbi a CBF escalou a seguinte equipe de arbitragem:

Árbitro: Paulo Cesar Zanovelli da Silva – MG
Bandeira 1: Guilherme Dias Camilo – MG / FIFA
Bandeira 2: Felipe Alan Costa de Oliveira – MG
4º árbitro: Fabiano Monteiro dos Santos – SP
Analista de Campo: Antonio Rogério Batista do Prado – SP
VAR: Vinícius Furlan – SP
AVAR: Fabrício Porfírio de Moura – SP
Observador de VAR: Giuliano Bozzano – MG

Paulo tem 32 anos, é de Juiz de Fora – MG, e está há pouco tempo no quadro de árbitros da CBF. É uma das apostas da CBF para renovação no quadro, especialmente em MG, onde não temos mais nomes tão importantes. Será somente seu quarto jogo no Brasileirão da Série A em 2022.

Em jogos do Red Bull Bragantino, atuou apenas em uma partida, como 4º árbitro no ano passado na vitória contra o Internacional, na última rodada do Brasileirão. Em jogos do SPFC, teve a oportunidade de apitar no Morumbi o empate contra o Ceará em 1×1, também em 2021.

O assistente 1 Guilherme Dias Camilo é bem experiente, está escalado para dar suporte ao jovem árbitro. Na mesma situação está o assistente 2, Felipe Alan Costa de Oliveira: buscando seu espaço, já que é tão jovem quanto o árbitro.

É importante lembrar: dos poucos confrontos do árbitro na serie A, o mais equilibrado e difícil para ele, sem dúvida, será o deste domingo.

Acompanhe conosco o jogo do São Paulo FC X Red Bull Bragantino pela Rádio Futebol Total, acessando:
YouTube: https://www.youtube.com/c/CANALDOLOREDO, ou
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ou ainda pelo site: http://radiofuteboltotal.com.
Narração de Sérgio Loredo, comentários de Sílvio Loredo, reportagens de Pietro Loredo e análise da arbitragem com Rafael Porcari. Domingo, 14/08, 16h00. Mas desde às 15h00 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– A pressão do presidente do Atlético às vésperas do jogo contra o Palmeiras.

Já abordamos sobre a pressão feita por Sérgio Coelho, presidente atleticano, na sua ida à Comissão de Árbitros da CBF (o texto sobre isso e suas possíveis consequências, em: https://professorrafaelporcari.com/2022/08/10/quando-o-presidente-do-time-vai-se-reunir-com-o-chefe-dos-arbitros-o-que-acontece/).

Aí, vem a sensação: depois da eliminação do Galo Mineiro, não parece uma ação estratégica de pressão premeditada, que todos fazem, para justificar a derrota vindoura?

Uma colocação, em: https://youtu.be/63EDyY9UdN4

– Quando o presidente do time vai se reunir com o chefe dos árbitros, o que acontece?

Leio que o presidente do Atlético Mineiro foi (de novo) à CBF para conversar com Wilson Luís Seneme, o chefe dos árbitros (a informação é do GloboEsporte, em: https://ge.globo.com/futebol/times/atletico-mg/noticia/2022/08/10/presidente-do-atletico-mg-se-reune-com-comissao-de-arbitragem-em-nova-visita-a-cbf-desabafei.ghtml). Detalhe: horas antes do decisivo confronto pela Libertadores da América. Estratégico, lógico.

Na primeira tentativa, no mês passado, Seneme estava reunido com os presidentes de comissões de arbitragens estaduais, e apesar de Sérgio Coelho (o presidente do CAM) ter dito que foi reclamar com ele, não houve conversa.

Nas semanas seguinte, a convite da CBF, os presidentes queixosos se reuniram com Seneme e Edinaldo Rodrigues, onde as reclamações foram feitas em “coletivo”.

Agora, o encontro foi particular, e o atleticano disse que desabafou e estava aliviado, pois Seneme ouviu tudo o que ele tinha a dizer.

– O que acontecerá agora?

  • Primeiro: todos os clubes reclamam que são prejudicados (todos MESMO). Ora bolas, se alguém é prejudicado, o adversário é beneficiado. E se TODOS são beneficiados, em algum momento, TODOS são beneficiados. E isso é ruim, pois não devem existir erros de compensação. Um pênalti não marcado no 1º minuto de jogo é um erro diferente do que um pênalti não marcado ao 89º minuto. Igualmente um atleta expulso no começo do jogo e outro ao final. Enfim: erros não se compensam pura e simplesmente e NEM DEVEM existir.
  • Segundo: Nas próximas rodadas, teremos os melhores árbitros nos jogos do Atlético, pois Seneme estará “precavido” de que não terá uma nova visita do dirigente.
  • Terceiro: Se o árbitro não estiver emocionalmente preparado, irá pensando: “Se eu errar contra o Galo Mineiro, vão ‘me encher o pacová’. Em dúvida, é melhor marcar ‘pra eles’ pois a queixa é menor”.
  • Quarto: Muitas vezes, se escolhe um “bode expiatório”, um árbitro para o sacrifício. Vide Palmeiras x Corinthians pelo Paulistão, onde inventaram Matheus Candançan, de 23 anos, para apitar antes de estar pronto. Simplesmente… sumiu!
  • Quinto: Sérgio Coelho e Leila Pereira infernizam com as reclamações de erros contrários (mas se calam com os erros a favor). Sendo assim, esperta do jeito que é, a Conmebol escalou um cara “rodado”, de fora, para descer do avião, apitar o jogo e ir embora: Wilmar Roldán. E se tiver queixa, que se virem no Brasil.

Insisto: nenhum dirigente se reune para dizer que foi favorecido e isso não é correto. Todos só pensam no seu umbigo, e isso é mais uma prova de que montar uma Liga no Brasil é ilusão (ao menos, nos moldes da Europa).

Seneme era mais feliz no apito do que como cartola, sem sombra de dúvida… embora deva ser muito melhor remunerado agora do que antes (sem dúvida também).

Brasileiro teria pedido punição rigorosa a Messi | Placar - O futebol sem barreiras para você

Imagem extraída de: https://placar.abril.com.br/placar/brasileiro-teria-pedido-punicao-rigorosa-a-messi/, por Daniel Garcia/AFP.

– O mau momento da arbitragem brasileira na Libertadores da América (e em outros torneios internacionais).

Dias atrás, ouvi que “não temos tantos árbitros brasileiros na Libertadores pois temos muitos times disputando títulos”

Calma lá! É uma verdade parcial. Nos últimos tempos, como no Maracanã (estando em solo brasileiro), com dois brasileiros decidindo título (Palmeiras x Santos), a Conmebol precisava dar um caráter continental à competição (e tem sido assim em alguns jogos). Mas lembremo-nos de grandes clássicos brasileiros no torneio, onde brasileiros foram escalados normalmente e sem discussão (lembram de Corinthians x Palmeiras com Edilson Pereira de Carvalho, decidido nos pênaltis)?

A prova de que esse (o excesso de brasileiros) não é o grande problema, mas sim a qualidade técnica, é o seguinte número: de 1990 para cá (32 anos), tivemos apenas 3 arbitragens brasileiras em finais de Taça Libertadores da América. Ou seja, não foram 29 decisões com brasileiros versus estrangeiros na final (River x Boca, por exemplo, em 2018, tivemos no jogo de ida Roberto Tolbar-CHI e na volta Andrés Cunha-URU). Considere ainda o desastre pior: dessas 29 partidas, apenas 3 foram em formato de jogo único (ou seja, nas outras 26 edições, foram 52 jogos). Desconsiderando as que envolveram brasileiros, ainda assim o número é altíssimo.

Os últimos árbitros brasileiros escalados: José Roberto Wright em 1991 (Colo Colo-CHI vs Olímpia-PAR), Márcio Rezende de Freitas em 2001 (Cruz Azul-MEX vs Boca Jrs-ARG, com erros relevantes de arbitragem a favor dos argentinos da Conmebol e contrários aos mexicanos da Concacaf) e Sandro Meira Ricci em 2014 (San Lorenzo-ARG vs Nacional-URU).

E não devemos nos restringir a apenas isso: Na Copa dos Campeões Europa-América do Sul, organizada conjuntamente pela UEFA e Conmebol (chamada de “Finalíssima”), disputada por Itália vs Argentina em Wembley, onde o estádio era europeu e o árbitro sul-americano (olha a chance de um brasileiro ser escalado), apitou a final o chileno Piero Maza. Nem aí conseguimos aparecer!

Nos anos dourados (ou politicamente fortes) da arbitragem brasileira, tivemos Arnaldo e Romualdo apitando as decisões de Copas do Mundo de 1982 e 1986. Depois disso, Elizondo e Pitana da Argentina reinaram (abrindo e fechando o Mundial).

E na Copa do Mundo de Clubes da FIFA? Nas 18 edições (não tivemos brasileiros jogando a final em 18 delas…) apenas Sandro Meira Ricci teve a honra de representar o país numa final, em 2013, no Bayern x Raja Casablanca.

A questão é: a coisa lamentavelmente tá feia… o descrédito é grande!

O que fazer? Talvez repensar os conceitos e “cair na realidade”. Por exemplo: dizer a Anderson Daronco que não temos a melhor arbitragem do mundo, como ele disse que tínhamos na Rede Globo.

Imagem extraída de: http://blogalemdoapito.blogspot.com/2019/09/

– Árbitros de Flamengo x Corinthians e Palmeiras x Atlético pela Libertadores.

1. O uruguaio Esteban Ostojich Daniel Vegah, 40 anos de idade e há 6 temporadas na FIFA, apitará Flamengo x Corinthians pelo jogo de volta da Libertadores da América. Para refrescar a memória, Ostojich apitou a final da Copa América entre Brasil x Argentina em 2021, foi o árbitro da semifinal da Libertadores entre Palmeiras x River Plate, e atuou na final entre Bayern x Tigres pelo Mundial de Clubes da FIFA.

Esteban tem ótimo condicionamento físico, é muito bom disciplinarmente e tem desemprenho técnico razoável (digo isso pois vejo alguns erros evitáveis e muito suporte do VAR em seus jogos – menos do que temos no Brasileirão e mais do que é comum na Europa).

2. O colombiano Wilmar Roldan, experientíssimo (mas irregular) apitará Palmeiras x Atlético Mineiro. Lembro-me que em janeiro ele foi péssimo no Equador 1×1 Brasil (relembre aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2022/01/28/as-6-situacoes-discutiveis-da-arbitragem-de-wilmar-roldan-em-equador-1×1-brasil/). Mas em Agosto do ano passado, pela Libertadores, foi muito bem em Palmeiras x São Paulo. Entretanto… seu histórico não é lá essas coisas.

Para relembrar: Tigre x Palmeiras, em 2020: https://professorrafaelporcari.com/2020/03/05/os-dois-erros-de-arbitragem-nos-jogos-do-palmeiras-e-flamengo-na-libertadores-se-tivessemos-o-var/

A minha dúvida: Roldan é rigoroso disciplinarmente, e sendo assim, como será o comportamento de Abel Ferreira frente ao juiz?

Aguardemos.

Conmebol adianta 60% da premiação da Libertadores e Sul-Americana | Agência Brasil

Imagem: divulgação.

– O zagueiro ideal para árbitros brasileiros.

Não pude deixar de publicar… essa veio do Mauro Cezar Pereira, e é impossível discordar (leia o texto abaixo, sobre os pênaltis equivocados de mão na bola):

Mauro Cezar @maurocezar
Este é, agora, o zagueiro mais disputado do futebol brasileiro. Revelamos aqui uma imagem que mostra quem é esse reforço fundamental que deve ser disputado por todos os times do país.

– FENAF: É outra entidade, é paralela ou é substitutiva?

Estou lendo que houve uma assembleia extraordinária da ANAF (o sindicato nacional dos árbitros de futebol) neste último final de semana. E a entidade que passa por um momento de desavença com a CBF (que parou de enviar recursos a ela – segundo a ANAF, eram direitos de imagem, e segundo a CBF, eram ajudas de custo por indicar membro para o STJD, link aqui: https://www.apitonacional.com.br/noticias/CBF-corta-repasse-financeiro-da-ANAF-crise-gera-acusacoes-e-pode-terminar-em-greve-da-categoria.html), parece ter congregado um grande número de sindicalistas estaduais.

A ideia, pelo que vejo, é da criação de uma Federação Nacional dos Árbitros de Futebol. Mas seria uma outra entidade representativa, igual à ANAF, paralela à ela ou substitutiva?

Curioso. Sem dinheiro, como os sindicatos farão? Veja o SAFESP, instituição do estado mais rico do Brasil que está abandonado. Aliás, nas fotos publicadas nas Redes Sociais, vejo outrora adversários políticos (e alguns até mesmo com status de “inimigos”) se abraçando

O Futebol imita a Política no Brasil, não?

Blog do Gaciba » A “REGRA” DOS CARTÕES » Arquivo

Imagem extraída de: http://sportv.globo.com/platb/blog-do-gaciba/2011/10/25/a-regra-dos-cartoes-amarelos-e-vermelhos/

– O que é anormalmente maior?

Não podemos nos acostumar (nem aceitar) o erro: para quem insiste em conceitos confusos sobre o que é ou não movimento antinatural, um recorte das Regras Oficiais 2022/2023:

“Tocar a bola com a mão/braço quando isso torna seu corpo anormalmente maior. Considera-se que um jogador tornou seu corpo anormalmente maior quando a posição de sua mão/braço não é consequência ou justificável pelo movimento do corpo do jogador para aquela situação específica. Ao colocar a mão/braço em tal posição, o jogador corre o risco de sua mão/braço ser atingido pela bola e ser penalizado”.

– O ridículo pênalti no 1º tempo em Palmeiras x Goiás.

Não adiantou nada os treinos da Inter-temporada dos árbitros?

QUE ABSURDO! E emendo: me envergonho em ouvir a explicação do PC de Oliveira (que é meu amigo e gosto muito) sobre o pênalti marcado para o Palmeiras contra o Goiás. É “forçar a regra” a fala dele na Globo, não tem nada disso de “ampliou o braço de costas mesmo sem ver”. Lamentável.

A regra é: 

  • Houve intenção ou não?
  • Houve movimento antinatural ou natural?

Não tem imprudência nesses lances, pois a Regra não prevê isso. Quem tiver dúvida sobre movimento antinatural, leia aqui: https://professorrafaelporcari.com/2019/08/09/o-que-mudou-ou-nao-na-regra-da-mao-na-bola/

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Penapolense x Paulista.

Arbitragem de 1a linha para o decisivo jogo do Galo: Thiago Scarascati, árbitro que já apitou final de Copa SP, está no quadro da A1 do Paulistão e frequenta regulamente jogos do Brasileirão, está escalado em Penápolis. Um bom árbitro, firme e seguro nas suas marcações – e que não gosta de reclamações.

Daniel Ziolli, que já foi aspirante à FIFA, será o assistente 1. Evandro Melo, da CBF, assistente 2. Creio que o Paulista não deva se preocupar com a arbitragem, pois esse trio será o mais gabaritado da rodada.

– As escalas dos árbitros para o Brasileirão depois da Inter-temporada.

Durante a semana, falamos da Inter-temporada dos árbitros, bandeiras e VARs na Barra da Tijuca (95 pessoas). E após a realização da semana de treinamento intensivo, a CBF divulgou sua escala de árbitros. Sem Daronco (provavelmente está fora para descansar sua imagem da maratona de jogos e de críticas) e sem Luiz Flávio de Oliveira (no PADA), predominou a escalação de FIFAs (incluindo a estreia de Edina Alves Batista, que não tinha apitado nenhum jogo da Série A do Brasileirão). Destaque para o catarinense Ramon Abatti, que tem feito bons jogos, é cotado para ser FIFA em 2023 e estará em São Paulo x Flamengo.

Há exatamente 1 ano, os problemas eram os mesmos, e recordo esse texto (abaixo) onde se vê: passado tanto tempo, nada mudou.

Com o treinamento feito, mudará? Tomara que sim!

As escalas, em: https://www.cbf.com.br/a-cbf/arbitragem/escala-campeonato-brasileiro-serie-a

Rememorando:

VAR: ESTÁ VALENDO A PENA?

VAR: Valeu A pena Rearranjar a arbitragem com essa ferramenta?

VAR: Veio Atrapalhar a Regra do jogo?

VAR: Viramos Atentos Reféns da decisão da cabine?

VAR: Vou Atentamente Repensar minha opinião sobre ele…

VAR: Vulnerabilidade Altíssima do Referee!

Esse jogral com as iniciais do Video Assistent Referee serve apenas para quebrar o clima sisudo desse texto. Mas dentro da brincadeira, coisas bem sérias:

1- O Árbitro Assistente de Vídeo não é mais um auxiliar da arbitragem, reportado ao Árbitro de Campo. Em nosso país virou Juiz de Cabine, determinando mudança nos procedimentos daquele que um dia (no Brasil) foi a autoridade máxima do jogo.

2- Diferente do resto do mundo (onde se fica preso aos protocolos e à ajuda ao árbitro aos lances capitais que podem prejudicar uma decisão, por culpa de erros grotescos), aqui se procura os equívocos e se faz uma varredura em detalhes que levam à equipe do árbitro de vídeo a re-apitarem jogos. Coisa única daqui, tupiniquim, jabuticaba pura.

3- A “farra das escalas” é algo que precisa ser rediscutido. Os custos do nosso VAR são onerosos, e o número de cartolas escalados para supervisionar o quarteto de arbitragem assustam. Na final da Copa do Brasil 2018, por exemplo, foi escalado um octodeceto de pessoas (sim, 18, um recorde), ao invés do quarteto.

4- Sérgio Correa da Silva, ex-presidente do Sindicato dos Árbitros de São Paulo, que também foi membro integrante da Comissão de Árbitros da FPF, e de lá para a CBF, passando pelas gestões de Ricardo Teixeira, José Maria Marin, Marco Polo Del Nero e Cel Nunes (em diversos cargos de arbitragem), está há décadas com funções relativas aos árbitros. Na gestão Rogério Caboclo, ele é o responsável pelo Desenvolvimento do Árbitro de Vídeo. Não só ele, mas tantos outros nomes que estão na entidade por tanto tempo, não deveriam entregar melhores resultados? Aliás, a Confederação Brasileira de Futebol, se uma empresa mais séria fosse, deveria rever todo o seu quadro, pois paga muito bem e cobra muito pouco aos funcionários (nenhuma ilação à honestidade ou não do cartola – pessoa honrada e correta – mas à questão do seu trabalho que não se frutifica aos olhos públicos, somente em narrativas e estatísticas divulgadas pela própria CBF).

5- O octeto de arbitragem (por conta do VAR) está caro (e em alguns jogos mais importantes, são mais numerosos). E está valendo a pena? Um árbitro da FIFA ganha R$ 5.250,00 (como Luiz Flávio de Oliveira no SPFC x SEP). Vuaden, que é Master, idem no SCCP x CRF). Um bandeira da FIFA ganha R$ 3.150,00 (temos dois em campo). Um quarto-árbitro: R$ 1.320,00. O VAR e o AVAR, R$ 3.150,00 e R$ 1.900,00 (alguns jogos temos 2 AVARs). Os analistas de campo da arbitragem custam R$ 740,00; e os inspetores de arbitragem R$ 1.050,00. Já os “gerentes de qualidade da arbitragem” (ou Quality Manager, como a CBF nomeia), R$ 630,00. Os observadores de VAR (Ednilson Corona no Morumbi e o próprio Sérgio Correa acima citado em Itaquera) custam R$ 1.420,00. SOME-SE, ainda, as estadias / diárias, que variam de onde o árbitro e seus dirigentes residem (claro, valores altos para os padrões do brasileiro comum, mas lembrando que alguns deles não tem carteira de trabalho assinada pela CBF). Não é curioso que o quarteto de arbitragem, com o VAR brasileiro, passou a ser inflado por tantos elementos “administrativos”?

6- A CBF anunciou que haverá VAR em todo o 2º turno da Série B e nas fases finais da C e da D (230 partidas), custeando a iniciativa a fim de que os clubes não tenham “mais um” gasto alto. A Associação Nacional dos Clubes comemorou, e a dos Árbitros… chiou! Segundo Marcel Rizzo no UOL (vide aqui: https://www.uol.com.br/esporte/futebol/colunas/marcel-rizzo/2021/07/26/arbitros-criticam-cbf-e-temem-erros-do-var-nas-divisoes-inferiores.htm), a ANAF (que deveria festejar maior oportunidade de emprego) não gostou da ideia pois, segundo ela: “Não está em discussão a importância do VAR, mas o seu uso eficiente. O anúncio da expansão do ‘árbitro de vídeo’ para o returno da Série B e para as retas finais das Séries C e D nos trouxe preocupação e nos fez refletir e questionar: por que aplicar o VAR sem a devida preparação dos árbitros e assistentes que atuam nestas divisões? Podemos chamar isso de ‘planejamento’?”. Aqui, há uma discussão de bastidores pois existem mais árbitros habilitados na Região Sul e Sudeste do que nas demais, e a ANAF defende mais escalas de árbitros das outras regiões (não tem tantos VARs treinados no Nordeste e no Norte – de onde é a maioria dos filiados da ANAF. Ou seja: um “pingo de ciúme” entre árbitros)…

7- Na FPF, houve a discussão se, para a Copa Paulista (o torneio realizado para deixar em atividade as equipes profissionais que estão sem calendário), dever-se-ia usar um “VAR light”: ou seja, um membro da arbitragem que se utilizaria das imagens de TVs locais do Interior do Estado (que ajudam a transmitir os jogos com uma única câmera para o aplicativo da FPF e seus parceiros) para ser uma ferramenta mais econômica. Não creio que essa ideia vingará… e torço para que não vingue, pois muito árbitro de vídeo, dependendo da decisão e da qualidade da imagem, ficará retido na sua cabine…

Diante de tudo isso, insisto: está valendo a pena o VAR no Brasil?

Na paralisação dos campeonatos por conta da pandemia, onde se treinou, de nada adiantou? Ou os treinadores de árbitros é que precisam ser treinados?

A ferramenta, insisto, é ótima. Mas (digo com pesar, pois defendo o uso moderado e pontual da tecnologia) não está dando certo no nosso país.

memes copa russia 2018 var - Suricato Digital

Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.

– Que pênalti foi esse, juizão? Sobre Athletico x Estudiantes.

Ainda bem que o VAR salvou o lance reclamado. Em vídeo, explico: https://youtu.be/Lwa0M0FwRfM.

– A CBF na Cimeira com o Papa!

Haverá no final de setembro (dias 29 e 30) um evento importante organizado pelo Vaticano, onde o Papa Francisco quer falar aos dirigentes esportivos o quanto o Esporte pode ser uma eficiente ferramenta de inclusão social a todos (inclusive, sugiro a mensagem de São João Paulo II, de 1982, como tema: “O esporte deve servir para inspirar os valores éticos e cristãos”).

Será a Cimeira Internacional “Esporte para Todos”, e o Brasil, pela sua importância no futebol, recebeu o convite para que a CBF participe do encontro. O presidente Ednaldo Rodrigues irá ao evento (segundo ele próprio, o primeiro descendente indígena a assumir o cargo de chefia da CBF, e ao mesmo tempo, o primeiro negro).

De acordo com Lucas Vettorazzo na Revista Veja dessa semana:

“A gestão de Rodrigues pretende ser reconhecida pelo incentivo à diversidade e respeito às minorias. Ele dará de presente ao papa uma camisa da seleção brasileira autografada por todos os jogadores. A camisa terá o número 10 e o nome Francisco escrito. (..) Rodrigues tem também ascendência indígena. A sua cidade de origem, Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia, abriga três das primeiras etnias indígenas reconhecidas no Brasil, os Mongoyó, os Ymboré e os Pataxó. O cartola levará um cocar de um desses grupos para presentear o pontífice.”

E para você: a gestão de Ednaldo Rodrigues realmente está cumprindo o papel de diversidade e respeito às minorias, como dito pela CBF, e atingirá o propósito sugerido pelo Papa, de ser uma ferramenta de inclusão social? Deixe seu comentário:

O presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, é o primeiro negro a comandar a entidade e também tem ascendência indígena. Recentemente, ele recebeu um cocar de um desses grupos que levará ao Vaticano para presentear o papo

Imagem: Divulgação da CBF, extraído do seu site, reproduzida em: https://veja.abril.com.br/coluna/radar/chefe-da-cbf-participara-de-evento-sobre-inclusao-no-vaticano/

– Tomara que o treinamento dos árbitros dê certo.

Cerca de 95 árbitros estão participando de uma intertemporada da arbitragem da CBF. São árbitros de campo, bandeiras e VARs, com toda espécie de treinamento.

O investimento, como se vê nesta matéria do GE.com, é alto. Valerá a pena?

Tomara que sim. Poderemos conferir a partir da próxima rodada se deu certo ou não. 

Em: https://ge.globo.com/futebol/noticia/2022/08/02/para-estancar-crise-do-apito-cbf-leva-arbitros-para-treinar-no-campo.ghtml

O árbitro Paulo Vollkopf checa o VAR sob o olhar de Wilson Seneme — Foto: Martín Fernandez

O árbitro Paulo Vollkopf checa o VAR sob o olhar de Wilson Seneme — Foto: Martín Fernandez

– A “regra que sempre muda” apareceu em Corinthians 0x2 Flamengo.

E se a bola bater no braço em jogada de gol, vale o gol?

Essa regra mudou 3 vezes recentemente. Antes, se uma bola batesse acidentalmente na mão e fosse para o gol, seria “gol válido de mão”. Depois ocorreram as mudanças! Foram as seguintes alterações para se marcar falta de ataque em lance de “mão na bola INVOLUNTÁRIO”:

Qualquer mão no ataque seria falta (intencional, antinatural ou casual) (2019/2020),

Somente em jogada resultante em gol, qualquer mão seria falta (2020/2021);

– Agora: lance imediato que resulte em gol da mão ou braço do finalizador (2021/2022)!

Como não foi toque no braço de quem finalizou, o gol do Flamengo foi válido. E somente não seria se o toque de braço fosse de movimento antinatural ou intencional.

Parabéns à boa arbitragem Argentina.

Imagem: print de tela.

– A sugestão para a CBF, em referência à arbitragem.

Neste meio de semana, teremos importantes clássicos brasileiros pelas competições internacionais. E a Conmebol, para fazer com que a “festa do futebol” seja continental, escalou árbitros estrangeiros para essas partidas (aqui, o problema maior não é a qualidade dos árbitros brasileiros, mas a preocupação de não deixar “brasileiro demais” os eventos). É natural que assim seja.

Mediante isso, fica a sugestão para a CBF:

1. Nas próximas rodadas do Campeonato Brasileiro, contrate equipes de arbitragem europeias. Em cada rodada, 5 “times de árbitro + VAR”: inglês, alemão, francês, italiano e holandês (não sugeri espanhol pois lá há algumas queixas).

2. Observemos o desempenho do árbitro e de seus bandeiras, bem como o do VAR. Assim, saberemos se o problema é com nossos árbitros ou com o equipamento em si (afinal, nos países desenvolvidos europeus, tudo tem funcionado).

3. Percebamos o comportamento dos treinadores das equipes brasileiras: as queixas, os gritos e gestos teatrais à beira do campo continuarão, ou se portarão diferente frente a árbitros mais renomados internacionalmente?

4. Verifiquemos a conduta dos jogadores em campo: a cada contato físico, haverá a encenação de que foram “atropelados por uma Caterpillar”, ou permanecerão em pé, disputando a bola até o final?

São perguntas que só poderemos responder quando esses estrangeiros de primeira linha estiverem no Brasil. Grana para a CBF não falta.

Vai que dá certo… E vai que se descobre que precisamos não só de árbitros estrangeiros, mas instrutores de arbitragem da Europa Ocidental!

Em tempo: um árbitro europeu vem aqui, apita a Regra do Jogo sem se preocupar com quem está pendurado ou com veto para a próxima partida, faz as malas e embarca para casa tranquilo, sem assédio moral ou contando com a escala da rodada seguinte.

Imagem extraída de: http://refereetip.blogspot.com/2011/04/conheca-historia-do-homem-que.html

– Não há bom senso…

Funciona assim:

1 – Sala do VAR quando a CBF manda olhar tudo:

2- Sala do VAR quando a CBF manda maneirar:

É 8 ou 80…

– O “PADA” vai lotar! Sobre Maranhão e Marinho no Flamengo 4×1 Atlético Goianiense.

Tem situações no futebol que, mesmo tentando entender o erro (ou o “porquê errou”), são inexplicáveis… por exemplo: o lance de Maranhão em Marinho!

O jogador do Dragão dá um pontapé que “vira de ponta-cabeça” o flamenguista. E o jogo seguiu sem punição adequada.

O Árbitro não viu?

O VAR e seus “trocentos aspones” não viram?

Nem um dos bandeiras em campo ajudou o árbitro?

Penso que na 2ª feira, quando Seneme perguntar por telefone o que aconteceu, do outro lado da linha haverá silêncio…

O “PADA”, programa de aperfeiçoamento de desempenho da arbitragem, criado recentemente, terá uma sala lotada!

Imagem: print de tela.

– A “Lei da Compensação” em Ceará 1×2 Palmeiras foi o “3º e pior” dos erros!

Vi somente durante a madrugada e não tenho dúvida em escrever: ao perceber que não marcou um pênalti de Gustavo Goméz em Mendoza, o árbitro Anderson Daronco “torceu inconscientemente” para algo semelhante acontecer e marcou um pênalti inexistente de Danilo em Viña. E “torcer” significa “esperar um lance parecido, a fim de corrigir um erro”, sem ser má fé, mas sucumbido pela pressão.

Dessa forma, foram dois erros de interpretação: não marcar o que foi e marcar o que não foi. E aí criou-se um 3º erro: o da compensação, da falta de personalidade, de fazer média…

Não interessa se foi ver no VAR ou não foi. Interessa que eram lances que dá para o árbitro avaliar tudo isso dentro de campo. Ou se desaprendeu a apitar sem o recurso do vídeo?

Mas aqui uma ressalva importante: o diretor do Palmeiras, Anderson Barros, reclamou bastante depois do jogo. Entretanto, as queixas palmeirenses não se referem à melhora da arbitragem em geral, pois as manifestações só acontecem com os erros contrários.

Repare: quando o erro é a favor, como o de Gustavo Gómez, Abel Ferreira se cala. Quando é erro contrário, como o de Danilo, ele se manifesta dizendo que é “contra tudo e contra todos”. Aí também não pode.

Ceará x Palmeiras: onde assistir, horário e escalação das equipes

Imagem extraída de: https://esportes.estadao.com.br/blogs/bate-pronto/ceara-x-palmeiras-onde-assistir-horario-e-escalacao-das-equipes-2/

– Análise da Arbitragem de Paulista 0x0 Manthiqueira.

Neste sábado, 697 pagantes assistiram um jogo feio, de inúmeros e absurdos passes errados das duas equipes, numa arbitragem aceitável de Rodrigo Pires de Oliveira (com algumas virtudes e alguns defeitos).

Como previsto, foram muitas faltas: 39 . No primeiro tempo, 21 (PFC 7×14 ADM). No 2º tempo, 18 (PFC 10 x 8 ADM). Total de Cartões Amarelos: PFC 3×2 ADM. Amarildo, que foi advertido, o mais faltoso: 5 faltas cometidas.

AS VIRTUDES DO JUIZ:

O árbitro correu muito e se posicionou corretamente. Muito bom nesse aspecto! Tecnicamente, foram pedidos dois pênaltis ao Paulista por mão na bola, e nenhum foi. Esteve atento a esses lances. Perdeu uma vantagem aos 43m do 1o tempo, mas pela preocupação em ver se ela se concretizava ou não. Acertou em um lance idêntico, aos 44m do 2o tempo.
Disciplinarmente, acertou em todos os cartões aplicados, mas deixou de dar ao zagueiro João (ADM) numa ação temerária e outro ao atacante Fabrício (ADM), no final da partida. Incluo, aqui, que esteve atento para evitar indisciplina (como reincidência ou provocação entre atletas).

OS DEFEITOS DO JUIZ:

Marca muitas faltas, pois esse é o seu estilo de jogo. Há a necessidade de fluidez, e nos lances normais de contato físico, onde há dúvida se foi ou não, ele não vacila: marca mesmo. Aí os jogadores percebem e buscam o contato físico.
E o maior problema: o excesso de conversa. Fala demais com os jogadores, dá muita satisfação do que marcou e fica batendo papo com eles. Em um desses diálogos, o atleta Lucas (ADM) ficou reclamando com o dedo apontado para ele, e ele ficou respondendo. Não pode, perde a autoridadedeveria falar menos e, nesse caso, ter aplicado o Amarelo.

Os bandeiras foram muito bem, marcando os vários impedimentos ocorridos, bem como o 4º árbitro, que foi discreto e eficaz quando exigido.

– Falta árbitro no Brasil… A prova? Vejam Flávio e Traci.

Em 20 dias, não é fácil apitar bem 6 jogos (e nem estou cobrando alto nível).

Nessas escalas, a logística foi de um duro trajeto: do RS para o RJ, de lá para AL, e aí desceu para o PR; de lá subiu para a BA e em seguida voltou para o RS. Foi a maratona do árbitro Flávio Rodrigues de Souza, que mora em Ubatuba-SP.

O motivo da publicação é: na sexta, 21h, ele terminou a arbitragem de Bahia x Náutico pela série B, e domingo às 16h começará seu trabalho em Internacional x Atlético Mineiro pela Série A.

Imagine que ele saiu da Fonte Nova por volta das 23h (preencheu súmula, tomou banho e realizou outras situações pós-jogo). Chegou no hotel ou no aeroporto no sábado de madrugada. Viajou de Salvador para Porto Alegre e já tem que estar pronto para entrar em campo.

As perguntas pertinentes são:

  • Quando fez seu treino recuperativo?
  • Quando assistiu sua partida apitada, para verificar possíveis erros e corrigi-los para o próximo jogo?
  • Quando descansou?
  • Quando treinou?
  • Quando esteve com a sua família?
  • Quando se concentrou para a próxima partida?

No mundo ideal, você apitaria um jogo por semana, a fim de ter condição técnica, física e emocional adequadas. Destaco o emocional, devido a maluquice que virou o mundo da arbitragem. E se Flávio for mal e um clube vetá-lo (já que é nítido que a atual CA-CBF recebe com muita atenção os cartolas de clubes)?

A “sorte” (entre aspas mesmo) é que a Conmebol não aproveita Flávio com frequência em suas competições internacionais, usando Daronco, Wilton e Claus. Caso contrário, sua agenda estaria ainda mais apertada.

Não dá para dizer que isso é futebol profissional. Falta gente gabaritada para apitar. O quadro de árbitros é grande, mas poucos têm nome para serem escalados e suportar (ou tentar suportar) a pressão.

Quer prova disso? Lembram do afastamento de Rafael Traci, após a lambança como VAR em Internacional 2×3 Botafogo? Pois bem: durante os 30 dias de suspensão, ele trabalhou em competições da Conmebol. Nos últimos 11 dias, já foi escalado 4 vezes pela CBF (corre as imagens do absurdo gol anulado em Sport x Guarani, na sua indevida intervenção na última 5a feira), incluindo no próximo domingo, onde trabalhará em Athletico x São Paulo.

Será que a CBF o re-suspenderá, ou por falta de nomes, dirá ao Traci “é melhor ficar quietinho na cabine, deixe o experiente Marcelo de Lima Henrique apitar sossegado”?

Pobre futebol brasileiro….

Abaixo, as sequências turbinadas de escalas de Flávio e Traci:

– Hoje é dia de Galo da Japi!

Hoje tem jogo do Galo!

O Paulista de Jundiaí precisa vencer o AD Manthiqueira de Guaratinguetá, a fim de fugir do inferno que é a 4a divisão. Acompanhe conosco na Rádio Difusora AM 810 ou pelos App, a partir das 15h.

Narração de Rafael Mainini, comentários do Berró e eu analiso a arbitragem. Reportagens do Cobrinha e no comando Adilson Freddo!

Sobre o jogo, aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2022/07/29/analise-pre-jogo-da-arbitragem-para-paulista-x-manthiqueira/

Imagem

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Manthiqueira.

Com muita demora da FPF, escala divulgada:

Árbitro: Rodrigo Pires de Oliveira
Árbitro Assistente 1: Marco Antonio de Andrade Motta Junior
Árbitro Assistente 2: Fernando Afonso Gonçalves de Melo
Quarto Árbitro: Humberto José Junior
Analista de Vídeo: Osny Antonio Silveira

O árbitro é bem experiente em A3, com alguns jogos na A2. Possui 38 anos e está há 18 anos no quadro da FPF. Rodrigo já esteve no Jayme Cintra, apitando a vitória do Galo por 2×1 contra o Tupã, em 2019. Na oportunidade, apesar de correr bem e fazer uma boa arbitragem tecnicamente, pecou disciplinarmente. Depois disso, apitou Assisense x Paulista, onde não comprometeu.

Creio que teremos uma boa arbitragem, entretanto seu estilo de apitar muitas faltas não me agrada, espero que tenha melhorado nisso. Mas é um bom nome, suficiente para o jogo.

Os bandeiras, Marco Antonio e Fernando Afonso, são veteranos e com bastante experiência nas outras divisões. Boas escalas quanto a isso.

Desejo uma tranquila arbitragem e um ótimo jogo!

Acompanhe a transmissão de Paulista vs Manthiqueira pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Rafael Mainini; comentários de Robinson “Berró” Machado; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Sábado, às 15h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 14h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

– Os 3 importantes detalhes dos áudios do VAR entre Flamengo 0x0 Atheltico Paranaense.

Os áudios do VAR do polêmico jogo de 4a feira foram divulgados. Já falamos sobre os erros de arbitragem da partida neste link: https://wp.me/p4RTuC-Fp4. Nas falas entre VAR e árbitro, 3 observações importantes (se você não as ouviu, há o link com o relato aqui: https://ge.globo.com/rj/futebol/copa-do-brasil/noticia/2022/07/28/flamengo-x-athletico-pr-cbf-divulga-audios-do-var.ghtml).

1- A conversa no meio de uma “feira livre”: AVAR fala com o VAR com o áudio do rádio do jogo no último volume, e eles conversam em meio a gritos e a um vocabulário “pouco boleirês”. Não é palavreado de árbitro também, é o uso de expressões inventadas, às vezes incompreensíveis. Custa o árbitro focar na fala do VAR (e a relação inversa também), pedindo para os jogadores se afastarem? No mundo inteiro o árbitro conversa com o VAR sem a gritaria dos atletas em seu ouvido. Por que aqui é diferente? Como alguém, no calor do jogo, em meio a um diálogo confuso e com barulho, pode decidir tranquilamente? A decisão será falha mesmo.

2- O diálogo sobre a não-expulsão de Arrascaeta: o VAR e o AVAR estão checando, e eles narram a Regra do Cartão Vermelho nesse momento (entrou pelo alto / carrinho por trás / força média-alta / muita intensidade / pega o adversário saltando sobre ele). E na sequência vem o Amarelo com o “boa decisão, Luiz Flávio”. REVOLTANTE. Aqui é o pior dos erros: eles sabem que todo esse linguajar é a explicação de uma expulsão, e sai apenas a advertência!

3- Percebam o seguinte: nos lances de possível expulsão, o árbitro NÃO FOI ao monitor. Ele transferiu a decisão para a cabine? Estranho. A autoridade máxima é do juiz de campo, o VAR apenas sugere uma revisão, não uma decisão (ele é assistente, igual ao bandeira, mas com uma tela na frente). No chute de Gabigol e no carrinho de Arrascaeta, a cabine não pode decidir qual a decisão, o árbitro tem que ir rever o lance para confirmar a sugestão do cartão. Ao abrir mão de ir ver as imagens, parece que a equipe de arbitragem se contentava em não expulsar.

Sobre as punições: criou-se algo chamado PADA (Programa de Assistência ao Desempenho do Árbitro), onde Wagner Reway ouvirá orientações do gerente do VAR da CBF, Péricles Bassols, e Luiz Flávio ouvirá uma palestra para melhora do seu desemprenho com um dos membros da CA-CBF, por exemplo, Ricardo Marques Ribeiro. E vida que segue.

Meu amigo Zé Boca de Bagre me disse: Veja com outros olhos, ao menos o espetáculo do jogo de volta não ficará estragado, vai ter Fernandinho, Arrascaeta, Gabigol…. O Flamengo estava triste com o sorteio na CBF por não decidir em casa e reclamou, mas pelo menos terá suas duas principais estrelas…” 

Não concordo, Zé!

Supercopa: Flamengo e Athletico-PR disputam primeira taça do ano; veja escalações, onde assistir, arbitragem e mais

Arte extraída de: Divulgação/ GettyImages, em: https://sportbuzz.uol.com.br/noticias/futebol/supercopa-flamengo-e-athletico-pr-disputam-primeira-taca-do-ano-veja-escalacoes-onde-assistir-arbitragem-e-mais.phtml

– Os 4 lances polêmicos de Flamengo 0x0 Athlético Paranaense.

O Zé Boca de Bagre, amigo do querido Professor Reynaldo Basile e que não tem papas na língua, me disse: “Ô Porcari, o juizão do ‘Framengo’ tentou apitar uma pelada sem expulsar ninguém e quase conseguiu, hein?”.

E com tristeza, foi mais ou menos essa a leitura do jogo: a preservação de atletas para não desfalcar por cartões as equipes na partida de volta (claro, de maneira inconsciente, sentindo a pressão). Ao menos, foi a impressão do que aconteceu. Ou foi falta de qualidade técnica da arbitragem?

Vamos aos lances:

Aos 39m: repare que após Gabigol (CRF) tocar a bola em um contra-ataque, Fernandinho (CAP) faz uma obstrução contra ele evitando que continuasse a corrida para possivelmente ele tentar receber a bola mais à frente. Como a “posse de bola” estava com o Flamengo e o ataque continuou, o árbitro Luiz Flávio de Oliveira aplicou a vantagem (se não existisse a continuidade do ataque, tem que parar o lance, dar cartão amarelo ao jogador do Athético Paranaense e marcar a falta, pois posse de bola não significa necessariamente vantagem; mas, se existir vantagem concreta, NÃO precisa aplicar o Cartão Amarelo pela obstrução quando a jogada terminar, pois esse tipo de infração não é de ação temerária, mas tática – daquelas que Felipão adora implantar no seu sistema de jogo, para “matar as jogadas”).
Porém… irritado por ser obstruído, Gabigol (sem bola) reage com um pontapé. E o que manda a Regra do Jogo?
Luiz Flávio, que tudo viu, deveria dar cartão amarelo ao Fernandinho (como corretamente deu) e dar cartão vermelho a Gabigol (por dar um pontapé sem bola no adversário). Erraram: o árbitro (por dar amarelo ao flamenguista), o jogador (por uma reação desproporcional à uma falta sofrida) e o VAR Wagner Reway (por não sugerir a revisão à expulsão).

Aos 67m: a bola está no ataque do Flamengo, e quando vai chegar a Léo Pereira (CRF), Fernandinho (CAP) puxa a camisa do seu adversário. Aqui, um detalhe importante da regra: desde 2020, a FIFA pediu atenção especial para que se avalie agarrões e puxões, pois eles devem realmente impedir que o jogador continue a jogada levando ao desequilíbrio ou evitando a projeção. Se um jogador tiver a camisa puxada, não é necessariamente infração (isso surgiu para evitar lances onde uma camisa é agarrada e o atleta abdica de jogar pedindo falta, pois a FIFA entende que ele deveria continuar ou tentar a jogada para se avaliar a infração).
No caso de ontem, para mim, há um desequilíbrio leve – mas é um lance de interpretação. Eu marcaria, mas entendo que alguns possam entender que não foi (pela dificuldade de imagens mais claras). Nessa situação, o árbitro, que é a autoridade máxima da partida, deve se socorrer a imagem do VAR para que avalie isso. Confiar na impressão de quem está na cabine é abrir mão da sua autoridade em campo e dividir responsabilidade (lembrando: se marcasse o pênalti, teria que dar o segundo cartão amarelo ao Fernandinho e expulsá-lo).

Aos 93m: Erick (CAP) está no campo de ataque e Arrascaeta (CRF) tenta roubar a bola, mas acaba aplicando um carrinho certeiro por trás. É o be-a-bá da expulsão, quando nos anos 90 a International Board mudou a regra, a fim de acabar com os carrinhos: violento ou não, imprudente ou intencional, esse lance é Vermelho. Entendi que o erro do Luiz Flávio aconteceu pois, como a continuidade da jogada resultou num ataque promissor ao clube paranaense, ele permitiu a vantagem e a situação ficou “esfriando”. Se existisse a recuperação de bola do Flamengo e a falta tivesse que ser marcada (ou seja, não tivesse vantagem), talvez naquele calor houvesse a expulsão. De novo, o VAR foi mal (aliás, como a dosagem do árbitro de vídeo em participar dos lances é confusa: ou se intromete onde não deve, ou se omite).

Aos 96m: A expulsão de David Luiz: não tem o que discutir, na súmula, há o relato de que recebeu o cartão vermelho “por fazer um movimento de tapa no ar com a palma da mão aberta, em minha direção, proferindo as seguintes palavras: ‘vai tomar no cú’!”.

Em tempo: 

1- Luiz Flávio registrou na súmula sinalizadores acesos e briga entre torcedores da equipe do Flamengo.

2- Felipão, depois de “levar a Copa do Brasil” com o Criciúma 31 anos atrás, é sério candidato ao título?

3- O Paulista de Jundiaí permanece como único campeão da Copa do Brasil que venceu a competição enfrentando somente equipes da serie A do Brasileirão, ao contrário do que um comentarista registrou na Televisão (perdoe-me não guardar o nome de quem disse).

Flamengo vai enfrentar Athletico-PR nas quartas de final da Copa do Brasil

Imagem extraída de: https://www.torcedores.com/noticias/2022/07/flamengo-enfrenta-athletico-pr-quartas-de-final-copa-do-brasil

– Expulsões ou não no empate do Mengão contra o Furacão pela Copa do Brasil?

Em vídeo, 4 lances didaticamente explicados: https://youtu.be/naZrFG6bUUI

(Ou em texto: https://professorrafaelporcari.com/2022/07/28/os-4-lances-polemicos-de-flamengo-0x0-athletico-paranaense/).

– A reunião de Seneme com Leila Pereira.

Na 2ª feira retrasada, Wilson Luís Seneme, chefe da arbitragem na CBF, reuniu todos os árbitros, bandeiras, VARs e afins para “chamar a atenção e dar um puxão de orelha”. Disse que erros não seriam mais tolerados e lamentou muito pois “a imprensa deveria falar dos acertos na mesma proporção que os erros”.

E quais são os acertos?

Aqueles costumeiros de decisões que impactam as estatísticas. Marcou lateral correto? Decisão acertada, vai para a conta… Nesses power-points divulgados para os presidentes de clubes, procurando justificar o trabalho, vale tudo.

Nesta 3a feira (ontem), me chamou a atenção a entrevista coletiva que a presidente do Palmeiras, Leila Pereira, deu após uma reunião particular com Seneme. Segundo ela, ele pediu desculpas pelos erros contra a sua equipe. Mas falou muito mais!  Vi o vídeo e o texto eu transcrevi da ESPN.com, abaixo:

“Que isso [erro grave e determinante] não volte a acontecer. Retiraram o direito do Palmeiras de participar de um campeonato extremamente importante, um prejuízo milionário, um prejuízo esportivo [em referência à Copa do Brasil] (…) Como investidora, fico muito preocupada. O que o investidor procura? Credibilidade. Sem credibilidade, você não tem investidor. Não podemos banalizar o erro. Não pode errar. O erro tem que ser exceção. Pelo que eu vejo, as pessoas tratam com muita banalidade. Não pode ser assim, o árbitro não pode errar. E se errar, tem que ser punido. Tudo bem, alguns erros merecem reciclagem, treinamento profissional. Outros erros, não, merecem ser punido (…). O Seneme fez uma apresentação muito bonita de Power Point. Mas quando eu administro o Palmeiras, quando tenho que pagar as contas, não é com Power Point, é com atitude. No Power Point, tudo é possível. Agora eu quero ver. O futuro nos dirá se tudo o que foi apresentado aqui, na prática, vai funcionar. Sem punição, as coisas não acontecem (…) Qual a punição? Tem que ser desligado, tem que ser demitido. Não queremos a profissionalização do futebol? O que acontecer em qualquer empresa? Dependendo do erro, é demitido”.

Concordo com tudo que ela disse, PORÉM, acho muito pertinente que não se reclame apenas quando é prejudicado, mas também quando for favorecido. Está se pedindo melhora VERDADEIRA na arbitragem? Pois bem, queixe-se: “A bola bateu no braço de Calleri involuntariamente, que tentou tirá-lo, e não foi movimento antinatural. Vuaden marcou um pênalti inexistente ao nosso favor, fomos beneficiados com esse erro de arbitragem. Tem que melhorar”.

Cartolas só se preocupam com a melhora da arbitragem quando são prejudicados. Quando são favorecidos, alegam que “não vi o lance, preciso estudar melhor, é interpretativo” e mudam de assunto.

Leila Pereira falou bem em reunião da CBF? - MONDO VERDE

Imagem extraída de: https://www.mondopalmeiras.net/2022/07/leila-pereira-falou-bem-em-reuniao-da-cbf/

– Está valendo a pena ter VAR no futebol brasileiro?

Está valendo a pena utilizar o árbitro de vídeo no futebol brasileiro, além de AVAR, gerente de qualidade, observador de protocolo e outros tantos integrantes?

A polêmica nos jogos aumentou com sua implantação. Temos vistos barbaridades em nosso país, como:

– VAR descalibrado em Bragança Paulista (lembram das linhas tortas de impedimento, contra o Botafogo?).
– VAR inexistente em linhas, em Palmeiras x São Paulo.
– VAR com apagão em Volta Redonda (Fluminense x Red Bull Bragantino).
– VAR intrometido, a cada rodada do Brasileirão, procurando detalhes que não lhe caberia aparecer.
– VAR protagonista, em toda escala, querendo REAPITAR jogos com narrações ilusórias de lances (lembram de Gustavo Gomez e Calleri?).

VALERÁ A PENA TER VAR, se em mesmas condições, em 2023?

Lembrando que seu uso é optativo a um campeonato inteiro (o que não pode é em apenas alguns jogos de um mesmo torneio).

VAR do VAR: os lances mais polêmicos – e as dúvidas permanecem | Placar - O futebol sem barreiras para você

Imagem extraída de: https://placar.abril.com.br/placar/var-do-var-os-lances-mais-polemicos-e-as-duvidas-permanecem/

– Sobre o gol anulado equivocadamente em Palmeiras 2×1 Internacional.

E você pode ampliar à vontade essa imagem: não é conclusiva, não é um lance óbvio e claro, e precisa estar dentro do 3º parágrafo do item 3 desta recomendação no link em: https://wp.me/p4RTuC-of8. Não dá para afirmar que Murilo estava ou não impedido.

Sendo assim, deveria prevalecer a decisão de campo. Errou a arbitragem.

A questão é: por quê não se cumpre o protocolo?

Falamos sábado na matéria em: https://wp.me/p4RTuC-Fj3.

Em tempo: quando falamos que há equívoco, não é porque está “claramente em condição”, mas sim que o Protocolo exige a manutenção da decisão de campo. Se o bandeira deu gol e a imagem é inconclusiva, com a dificuldade citada no primeiro link dessa postagem, o equívoco é tomar a decisão pelo VAR.

– Que cáca, juizão! Sobre o gol anulado do Avaí contra o Flamengo.

Acabo de ver o gol anulado do Avaí por falta no goleiro Santos.

Falta?

Ali há um contato natural de jogo. Aliás, pelas imagens, me parece que o goleiro sai atabalhoado e colide com seu adversário. Ao menos que apareça uma imagem diferente, erro absurdo de “perigo de gol”.

Já inventamos a Regra 12B de mão na bola jabuticaba e o VAR protagonista. Teremos agora “contato corpóreo antinatural”?

Lamentável…

– Análise da Arbitragem de São-Carlense x Paulista.

Leia esse relato (até os 40 minutos do segundo tempo). E depois se surpreenda:

Um primeiro tempo tranquilo para a arbitragem de Alceu Lopes Jr. Com a colaboração dos jogadores, a partida foi disputada sem violência (eu temia os nervos à flor da pele, devido ao final do jogo da semana passada entre ambos). Correu bem, porém, no final do período, cansou. Vi algo que não gosto: pedir água para os times. Lógico que o árbitro deve se hidratar, mas tome a sua água e não demonstre cansaço. E o segundo tempo estava indo no mesmo sentido, sem lances polêmicos.

Mas…

Aos 40 minutos do segundo tempo, uma cáca, que tirou o árbitro do seu equilíbrio emocional (e os atletas do Paulista, também).

Nesse momento, Moreira sofreu um pênalti claro, fácil de se marcar. Lance sem discussão, o zagueiro comete a chamada “ação temerária” (falta com cartão amarelo). Na sequência, um atleta do Paulista deu um pontapé e não foi expulso. Aí houve uma confusão generalizada, onde o árbitro distribuiu cartões amarelos e só teve peito para expulsar membros do banco. Por fim, Koiote, nervoso, deu uma cotovelada em seu adversário e levou Vermelho.

O Paulista perdeu pela incompetência emocional dele próprio, e também pela incompetência do árbitro (que estava indo bem até essa lambança que ele cometeu – depois disso, ficou “perdidinho”). Uma pena.

– Análise da Arbitragem de Fluminense 2×1 Red Bull Bragantino (e o VAR sem energia elétrica, “vai-e-volta”).

Arbitragem ruim em Volta Redonda. No primeiro tempo, o árbitro André Luís de Freitas Castro deixou de marcar “uma ou outra falta real”, e marcou “uma ou outra cavada”, não comprometendo pois o jogo estava tranquilo. No segundo tempo, teve dificuldade em controlar os ânimos dos atletas.

Sua virtude foi se posicionar muito bem em campo. Em jogos de times de Fernando Diniz (pela forma que os times que ele dirige jogam), é difícil se posicionar.

Seus defeitos foram dois (e relevantes):

1- A falta de visão periférica: em duas tabelas do Red Bull Bragantino, o atleta que iria receber a bola sofreu a infração e ele nada marcou pois estava vendo apenas a bola. Na segunda, em Aderlan, Maurício Barbieri reclamou e foi advertido pelo quarto-árbitro.

2- A dificuldade em se impor e acalmar os nervos, especialmente com Felipe Melo, que tumultuou a partida quando entrou. Conseguiu desagradar os dois times.

Os Bandeiras: impedimentos bem marcados pelos bandeiras na primeira etapa, mas uma participação negativa do assistente 2 Fábio Pereira: o árbitro mandou seguir um lance de ataque onde a bola bateu na barriga de Raul, no final do 1o tempo, e o bandeira invalidou o ataque do Massa Bruta insistindo que foi mão (inexistente).

Curiosidade: jogou-se boa parte do 2o tempo sem energia elétrica. A partida acabou no escuro e tivemos quase 40 minutos sem VAR. É nesse período que surgiu o gol de Arias, duvidoso, pois não teve linha do VAR nem replay na transmissão quanto ao posicionamento ajustado. Também um carrinho lateral muito forte de Felipe Melo, que poderia ser revisado de Amarelo para Vermelho e não foi. Quando voltou o VAR, Marrony foi corretamente expulso por falta fora do lance.

  • E se tivéssemos VAR o jogo inteiro?

Para mim, quando os atletas mais experientes perceberam que não tinha VAR, abusaram dos unfair-plays e tomaram conta da arbitragem (infelizmente).

Detalhe: segundo o Protocolo do VAR, se algo acontecer durante o jogo:

“Uma partida não pode ser invalidada devido a Defeito(s) na tecnologia do VAR (inclusive na tecnologia da linha de gol – GLT)”.

A questão é: os equipamentos do VAR têm bateria, que aguentam um certo período, insuficiente para um “tempo inteiro mais acréscimos”, necessitando de geradores. Não deveriam ter condição de aguentar mais?

Esse tem VAR, sem VAR, volta VAR é ridículo. São duas regras num jogo só.

Imagem extraída de: http://www.sveletrica.com/blog/queima-constante-lampadas-que-fazer/

– Fazendo o que gosto no futebol:

Olá amigos, hoje estaremos em duas frentes, comentando a arbitragem:

Em São Carlense x Paulista, pela 4a divisão paulista: – Análise Pré-Jogo da Arbitragem para SãoCarlense x Paulista.

Em Fluminense x Red Bull Bragantino, pela série A do Brasileirão: – Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Fluminense x Red Bull Bragantino.

Agradecemos a audiência!

– Minha participação na JP falando sobre VAR:

Olá amigos! Estive na Rádio Jovem Pan e falei um pouco sobre os problemas do VAR brasileiro.

Abaixo, para quem queira acompanhar a matéria e entender “o que está dando errado” e “como melhorar o sistema”, em: