– Falta árbitro no Brasil… A prova? Vejam Flávio e Traci.

Em 20 dias, não é fácil apitar bem 6 jogos (e nem estou cobrando alto nível).

Nessas escalas, a logística foi de um duro trajeto: do RS para o RJ, de lá para AL, e aí desceu para o PR; de lá subiu para a BA e em seguida voltou para o RS. Foi a maratona do árbitro Flávio Rodrigues de Souza, que mora em Ubatuba-SP.

O motivo da publicação é: na sexta, 21h, ele terminou a arbitragem de Bahia x Náutico pela série B, e domingo às 16h começará seu trabalho em Internacional x Atlético Mineiro pela Série A.

Imagine que ele saiu da Fonte Nova por volta das 23h (preencheu súmula, tomou banho e realizou outras situações pós-jogo). Chegou no hotel ou no aeroporto no sábado de madrugada. Viajou de Salvador para Porto Alegre e já tem que estar pronto para entrar em campo.

As perguntas pertinentes são:

  • Quando fez seu treino recuperativo?
  • Quando assistiu sua partida apitada, para verificar possíveis erros e corrigi-los para o próximo jogo?
  • Quando descansou?
  • Quando treinou?
  • Quando esteve com a sua família?
  • Quando se concentrou para a próxima partida?

No mundo ideal, você apitaria um jogo por semana, a fim de ter condição técnica, física e emocional adequadas. Destaco o emocional, devido a maluquice que virou o mundo da arbitragem. E se Flávio for mal e um clube vetá-lo (já que é nítido que a atual CA-CBF recebe com muita atenção os cartolas de clubes)?

A “sorte” (entre aspas mesmo) é que a Conmebol não aproveita Flávio com frequência em suas competições internacionais, usando Daronco, Wilton e Claus. Caso contrário, sua agenda estaria ainda mais apertada.

Não dá para dizer que isso é futebol profissional. Falta gente gabaritada para apitar. O quadro de árbitros é grande, mas poucos têm nome para serem escalados e suportar (ou tentar suportar) a pressão.

Quer prova disso? Lembram do afastamento de Rafael Traci, após a lambança como VAR em Internacional 2×3 Botafogo? Pois bem: durante os 30 dias de suspensão, ele trabalhou em competições da Conmebol. Nos últimos 11 dias, já foi escalado 4 vezes pela CBF (corre as imagens do absurdo gol anulado em Sport x Guarani, na sua indevida intervenção na última 5a feira), incluindo no próximo domingo, onde trabalhará em Athletico x São Paulo.

Será que a CBF o re-suspenderá, ou por falta de nomes, dirá ao Traci “é melhor ficar quietinho na cabine, deixe o experiente Marcelo de Lima Henrique apitar sossegado”?

Pobre futebol brasileiro….

Abaixo, as sequências turbinadas de escalas de Flávio e Traci:

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