– Erros de Todos no Água Santa x Palmeiras em 10 minutos.

Quatro momentos ruins de Água Santa x Palmeiras. Assisti entre 27 e 37 mintuos:

  1. Aos 27′, um jogador do Netuno calça de maneira temerária o adversário palmeirense. Claríssimo Cartão Amarelo, e a árbitra Edina Alves não deu.
  2. O comentarista de arbitragem da Record disse: “há momentos e momentos, ela acertou em ‘não gastar’ um cartão agora”. Discordo, a Regra é a mesma para 90 minutos.
  3. Aos 35′, um atleta do Água Santa foi atropelado por um palmeirense. A árbitra não deu amarelo. Errou de novo.
  4. Aos 37′, novo comentário: “entramos num momento crítico da partida, tem que dar cartão amarelo”.

Pirei e desisti.

– Os dois lances polêmicos de Flamengo 2×0 Fluminense.

O árbitro Wagner do Nascimento Magalhães (que até há alguns anos era conhecido por marcar poucas faltas e dar poucos cartões), mudou bastante seu estilo. Nas partidas que pude comentar dele no Brasileirão, me chamou a atenção em continuar a não marcar as “faltinhas forçadas”, mas distribuir um número maior de cartões (especialmente o Vermelho).

Dois lances contestados no Fla-Flu pela decisão do Cariocão 2023:

1- John Árias (FLU) está com a bola dominada em ataque, e Léo Pereira (FLA) tem como último recurso fazer a falta.
Não é “falta por trás para cartão vermelho” por jogo brusco grave (mas sim: ação temerária). Seria Amarelo, se estivesse no meio de campo. Porém, como ele está indo em direção ao gol tendo somente o goleiro à sua frente, vale a interpretação de “situação clara e manifesta de gol” (esqueça o termo último homem, isso não existe na regra). Dessa forma, o correto seria a aplicação de Vermelho.
Curiosidade: se fosse dentro da área, aí seria Amarelo (pois hoje a Regra fala do excesso de punição – Cartão Vermelho Direto e pênalti na disputa de bola, transformando-o em Amarelo).

2- Samuel Xavier (FLU), num primeiro momento, parece atingir com a chuteira a lateral do pé de Ayrton Lucas (FLA) e cometer uma falta temerária (que seria Cartão Amarelo). Mas repare: ele perde o tempo da bola e pisa no pé do seu adversário. Esse pisão é chamado de Jogo Brusco Grave (que significa Cartão Vermelho). Acertou a arbitragem.

Imagem extraída de OGol.com

– Análise Pré-Jogo para Água Santa x Palmeiras (jogo de ida da decisão do Paulistão 2023).

Deu a lógica: Edina Alves Batista e Raphael Claus nas decisões das finais. Era “bola cantada”, já que a FPF tem 3 árbitros do quadro da FIFA e 1 deles trabalhou na semifinal (Flávio Rodrigues de Souza).

A lógica manda que os dois mundialistas (Edina estará na Copa do Mundo Feminina 2023 e Claus esteve na Copa do Mundo masculina 2022) façam um bom trabalho dentro de campo. Sem nenhuma preocupação. Mas lamento a ausência do árbitro Vinícius Dias Gonçalves Araújo, lesionado recentemente, que junto com Claus foram os dois melhores árbitros do torneio até agora.

– A discussão sobre estrangeiros no futebol português.

Dias atrás falamos das discussões quentes em Portugal, pois para eles era inadmissível um treinador de fora do país assumir a Seleção Lusa. O pessoal da Pátria-Mãe não queria o espanhol Roberto Martínez, que substituiu Fernando Santos.

Vide essa matéria em: https://professorrafaelporcari.com/2023/01/12/174840/

Pois bem: agora, se deseja trazer árbitros estrangeiros, a fim de reduzir as reclamações de decisões equivocadas. Ironicamente, Duarte Gomes, na condição de ex-árbitro e de influente colunista local, disse: “se é para melhor o nível do futebol com ‘árbitros de fora’,  que tragam também jogadores, treinadores, dirigentes e torcedores estrangeiros”.

Curioso! Extraído de: https://amp-tribuna-expresso-pt.cdn.ampproject.org/c/s/amp.tribuna.expresso.pt/opiniao/2023-03-16-Arbitros-estrangeiros–Ja-agora-venham-craques-que-nao-mergulhem-para-a-relva-ludibriem-o-arbitro-ou-tramem-o-adversario-9407c5ee

ÁRBITROS ESTRANGEIROS?

Virem mais árbitros estrangeiros apitar jogos em Portugal seria um gigantesco atestado de incompetência a toda a classe, além de apenas uma medida paliativa, uma espécie de paracetamol para anestisiar a dor imediata: não irão resolver nada, porque toda a gente erra. E o “problema” da arbitragem em Portugal nunca se resolverá assim, garante Duarte Gomes.

Há uma corrente de opinião que apoia a ideia de trazer árbitros estrangeiros para atuar no nosso campeonato, tendo em conta o ambiente que por cá se respira por estes dias. Percebo a boa intenção da iniciativa (totalmente legítima), mas devo dizer, com sinceridade, que não concordo.

O “problema” da arbitragem portuguesa não é diferente do problema da arbitragem espanhola, senegalesa ou peruana. E não é diferente de problemas anteriores, comentados exaustivamente época após época, década após década.

Não há dúvida que a qualidade de algumas decisões dos árbitros não tem sido a que se deseja ao mais alto nível. Não tem sido a que se espera numa competição que conta agora com o apoio da vídeo tecnologia. Mas a forma de resolver esse “problema” não é, nem pode ser, a de mandar os árbitros portugueses para casa e contratar mão de obra estrangeira para fazer o seu trabalho.

Esse erro, o de resolver tudo com pensos rápidos sem atacar a raiz do “problema”, é recorrente por cá. Uma característica muito nossa que francamente não aprecio.

É verdade que a presença de juízes de outros países nos jogos mais calientes da nossa liga retiraria pressão aos nossos e poderia até protegê-los de situações menos simpáticas, em contexto excessivo. Mas, repito, isso não é resolver, é tapar o sol com a peneira. Um mero paracetamol para anestesiar a dor imediata.

A concretizar-se, a medida passaria um gigantesco atestado de incompetência a toda a classe (não apenas a quem arbitra), o que, face ao esforço e compromisso de muitos, seria francamente desmotivador. E a desmotivação nunca alavancou coisas boas.

Mas se queremos entrar por aí, se entendermos que importar talento internacional pode melhorar a qualidade do jogo, porque não equacionar também a contratação de jogadores, treinadores, dirigentes e adeptos? Quem não gostaria de trocar meia dúzia de craques do nosso campeonato por outros lá de fora, capazes de fazer um jogo inteiro sem mergulhar para a relva, ludibriar o árbitro ou tramar o adversário? Quem não gostaria de trocar uns quantos técnicos ou diretores da nossa praça, por outros com maior serenidade, calma e fairplay em momentos de pressão? E quem não gostaria de ter um estádio repleto de adeptos que não atiram petardos, não cantam insultos nem vaiam tudo e todas, a toda a hora?

Os paliativos podem ser necessários, mas em casos excecionais. De resto serão sempre temporários. E já agora convém não esquecer uma premissa importante: produto internacional nem sempre é sinónimo de qualidade. Nem sempre é melhor do que o nacional.

Lembrem-se, por exemplo, de algumas arbitragens do último Mundial e da célebre frase que tanto se ouviu por cá na altura: “Meus ricos árbitros portugueses”. Não vão mais longe. Vejam o pontapé de penálti assinalado a favor do Manchester City no jogo da 2.ª mão da Liga dos Campeões, com o Leipzig. Lembrem-se de outros jogos, de outras arbitragens, em jogos da nossa seleção e de equipas portuguesas.

Sejamos realistas. Eles também erram. Também se enganam. Também tomam más decisões, porque têm qualidade e competência distintas. Porque têm mais ou menos experiência, mais ou menos jeito para a função. É por isso que também eles são criticados ferozmente nas suas provas nacionais.

Meus amigos, não se iludam: o “problema” nunca se resolverá assim.

Qualificar mais e melhor, sim. Preparar mais e melhor, sim. Investir forte na base, do recrutamento à retenção, com o acompanhamento devido. Ter mais quantidade para garantir mais qualidade. Profissionalizar a sério. Treinar com consistência e compromisso diários, apostando numa comunicação ponderada como arma para a credibilização e transparência. Envolver todos. Ser inclusivo. Trabalhar e mostrar trabalho.

Para estas coisas não há soluções imediatas. Mesmo as que, como esta, o pareçam, raramente o são. Não faltam exemplos de ligas que importam árbitros regularmente e que continuam com os mesmos problemas: os da casa não evoluem e os de fora não resolvem.

É preciso tempo, paciência e compromisso. Ação no momento certo. Ou isso, ou que venha de lá a morfina. O futebol saberá o que é melhor para si.

– Qual o salário dos árbitros para a arbitragem da Final do Paulistão?

Não consegui os valores para 2023, mas aqui os do ano passado, para nos basearmos:

Sabe quais os valores das taxas de arbitragem para essa fase Final do Campeonato Paulista-2022?

Veja quantos profissionais estão escalados, multiplique os AVARs e Assistentes, some com os demais e… que custo!

Não tem gente demais na cabine?


(Imagem extraída de ApitoNacional.com)

Use esse exemplo de escala para seu exercício:

– O gol anulado em Marrocos 2×1 Brasil.

Que lance chato (mas maravilhoso para a discussão didática) no amistoso da Seleção Brasileira! Vamos falar sobre o gol anulado de Vinícius Jr (que deveria ser debatido em aulas para alunos da escola de árbitros).

1º- Vinícius Jr está em posição de impedimento (isso não se discute, é algo objetivo) e a bola é lançada a ele. Ele se tornará em “impedimento ativo por tocar uma bola em situação irregular” quando a receber de fato.

2º- Se ele a toca sem que ninguém a intercepte, é impedimento. Porém, se ela é interceptada por um adversário durante o trajeto, você precisa interpretar.

3º- Até o começo dos anos 2000, toque não tirava impedimento. Mas isso mudou: se o defensor tenta interceptar a bola, a toca, e mesmo assim ela sobra para o atacante, esse toque tirou o impedimento (pois foi uma ação deliberada do adversário em tentar evitar que a bola chegasse ao atacante). 

4º- Se essa bola é lançada e acidentalmente no trajeto a defesa o toca, esse toque não tirou o impedimento (pois não foi um ato deliberado).

5º- Quando um atleta defensor toca a bola para seu companheiro goleiro, e um jogador em impedimento a intercepta, não é impedimento (isso não mudou) pois foi uma bola atrasada pela defesa.

Para mim, a situação ocorrida no lance de Vinícius Jr é a 3ª. Ele está impedido, o zagueiro a toca em disputa, e isso o habilitou. E, se alguém questionar se ele interferiu contra o goleiro, lembre-se: ele não poderia ser sancionado por “estar impedido e interferir contra um adversário”, pois o toque no zagueiro o habilitou.

Claro, é um lance interpretativo, mas eu entendo que o zagueiro tentou disputar a bola (ou seja: não foi um cabeceio acidental). Sendo assim, considero gol mal anulado.

Marrocos x Brasil: onde assistir, horário do amistoso e escalações |  seleção brasileira | ge

Imagem: GE.com

– Fim da Central do Apito.

Há pouco, oficialmente, a Rede Globo confirmou a demissão de Sandro Meira Ricci, Fernanda Colombo e Janette Arcanjo. Também encerrou a Central do Apito e manteve Paulo César de Oliveira.

Está em: https://uol.page.link/VyGu1

Eu entendo que o comentarista de arbitragem é importante numa transmissão, mas que não pode ser um dos protagonistas. Ele deve ser como o árbitro em campo: discreto, pontual, e passar “batido”. Entra no ar para tirar as dúvidas relevantes.

Sim, sua função é relevante! Discordo daqueles que não o acham necessário / sem função ou com adjetivos pejorativos. Se assim fosse, muita gente ainda estaria discutindo lances que o torcedor comum não compreende.

Se você entende que o analista de arbitragem é ruim, entenda: pior sem ele!

Sandro Meira Ricci e Fernanda Colombo eram casados - Reprodução/Instagram

Do Uol, Imagem: Reprodução/Instagram

– O fanatismo do torcedor cega as decisões: sobre os lances de duas rodadas do Palmeiras.

Dois lances de jogos do Palmeiras nas últimas duas rodadas mostram que, muitas vezes, paixões exacerbadas e exageradas cegam (e muitas vezes, emburrecem). O cognitivo é carregado de vieses e a opinião deturpada pela influência clubística.

Me refiro aos torcedores fanáticos (o torcedor sensato está em outra categoria, mais intelectual). E vamos aos exemplos:

1- Na semana passada, em Palmeiras x São Bernardo, eu comentei que NÃO foi pênalti de Marcos Rocha. E… torcedores palmeirenses (desses, mais fanáticos), viralizaram o texto, me colocando no patamar de “melhor analista de arbitragem do mundo” (assim como fazem com todos os outros quando ouvem o que querem). Mas torcedores de outros times (igualmente radicais) detonaram a explicação pelas redes sociais: “você é palmeirense, seu f.d.p”, “safado, corporativista”, entre tantos “elogios”.

2- Ontem, em Palmeiras x Ituano, eu comentei que foi ILEGAL o lance de Gustavo Gómez que resulta no gol. E… os mesmos torcedores palmeirenses (do tipo já citado) me xingaram: “seu b., só quer f. o Palmeiras”, “seu corintiano do c.”. Em contrapartida, torcedores de outros times escreveram: “parabéns, não discuta com o especialista”, “concordo com você, vimos o mesmo lance”, “parabéns, não deu pq recebeu o ‘pix da tia Leila'”, e outras bobagens.

Críticas e elogios, dos fanáticos, não valem.

Críticas e elogios do torcedor ponderado, que muitas vezes entende mais de futebol do que nós mesmos, aí sim precisam ser respeitadas. O que não se pode é radicalizar o discurso e desrespeitar a opinião alheia, desde que tenha fundamento.

No lance do Marcos Rocha, já é uma questão pouco menos interpretativa e bem mais objetiva: ele não teve intenção. No lance de Gustavo Goméz, eu entendo ter ocorrido o apoio (e para entender sobre apoio / carga / tirar vantagem, vide o link abaixo). Logicamente, é bem mais interpretativa tal situação, e respeito quem pensa diferente (desde que tenha argumentos lógicos).

O gozado é: o torcedor mais radical vê o que quer, não importando se é racional ou não.

Sobre o lance de Palmeiras x São Bernardo, aqui: https://professorrafaelporcari.com/2023/03/12/o-problema-e-desconhecer-a-regra-sobre-o-penalti-de-marcos-rocha/

Sobre o lance de Palmeiras x Ituano, aqui: https://professorrafaelporcari.com/2023/03/19/a-polemica-da-jogada-que-antecedeu-o-gol-de-palmeiras-1×0-ituano-falta-ou-nao/

Uma observação: se eu vejo tanto haters em meu humilde blog (e sou bem resolvido quanto a isso, consigo administrar bem a situação, desprezando o que é lixo tóxico-mental e considerando o que é válido), imagine jornalistas esportivos respeitados de grande emissoras, que não fazem média ou que não tem compromisso com Agenda Positiva de Clube (adorei esse termo utilizado pelo Mauro Cezar Pereira, em referência ao chapa-branquismo observado em muitas situações, quando não se critica um time para mostrar que está “tudo bem”, omitindo propositalmente os fatos / informações).

A verdade é que termos como: “Apito Amigo Corintiano”, “Esquema Parmalat”, “VARmengo”, só existem pelo fanatismo. Ou será que por má-fé em alguns casos?

Depende de quem os usa…

Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.

– A polêmica da jogada que antecedeu o gol de Palmeiras 1×0 Ituano: falta ou não?

Na semifinal deste domingo do Paulistão 2023, o gol do Palmeiras surgiu de uma jogada irregular. Explico:

Raphael Veiga cobra uma falta, a bola vem pelo alto e Gustavo Gomez (SEP) se apoia em Lucas Siqueira (ITU). Na sobra, Murilo faz o gol.

Acontece que qualquer apoio (em adversário e TAMBÉM em companheiro) é uma infração. Entenda: se você saltar apoiando em seu companheiro, usou de um artifício proibido para ganhar impulsão. Se o fizer apoiando em um adversário, é a chamada carga (e nesse caso, nem precisa derrubar seu oponente ou impedir que ele salte, somente o fato de se apoiar, já é falta).

O estranho é: o VAR viu, avisou o árbitro que tomou a decisão equivocada; o VAR não viu e nem o árbitro, ou o árbitro viu e chamou a responsabilidade para si, antes de qualquer aviso do VAR?

Com a divulgação do áudio nas próxima horas, saberemos.

Palmeiras x Ituano: veja onde assistir ao vivo, horário e escalações |  campeonato paulista | ge

Imagem extraída de G1.com.

– Substituição de Árbitro no Palmeiras x Ituano.

Havíamos falado que era ótima escala a de Vinícius Gonçalves Dias Araújo para Palmeiras x Ituano, e que me preocupava a questão física devido à maratona de jogos que estava realizando (o texto está aqui: https://wp.me/p4RTuC-L4J).

Pois bem: Vinícius acaba de ser substituído por sentir lesão. Apitará o jogo Flávio Rodrigues de Souza (que estaria provavelmente num dos jogos da final).

Torço para a pronta recuperação de Vinícius.

– Análise Pré-Jogo das Arbitragens para Palmeiras x Ituano e Água Santa x Red Bull Bragantino.

Para os confrontos entre o Verdão vs Galo Ituano e Netuno vs Toro Loko / Massa Bruta, arbitrarão:

PALMEIRAS x ITUANO, 19/03 – (Allianz Arena).

Árbitro: Vinicius Gonçalves Dias Araujo* (ATUALIZANDO: substituído por Flávio Souza, aqui: https://wp.me/p4RTuC-L5s).
Árbitro Assistente 1: Alex Ang Ribeiro
Árbitro Assistente 2: Mauro André de Freitas
Quarto Árbitro: Thiago Lourenço de Mattos
Quinto Árbitro: Daniel Luis Marques
VAR: Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral
AVAR1: Alberto Poletto Masseira
Observador VAR: Carlos Augusto Nogueira Junior
Quality Manager: Walter de Lima Coelho Junior
Analista de Vídeo: Carlos Donizeti Pianosqui
Técnico de Garantia FPF: Marcelo Branco
Operador de Replay: Gabriel Vianna
Técnico de Garantia Estádio: Rodrigo de Lima
Assistente de Área de Revisão: Lucas Wilson Rodrigo de Menezes

ÁGUA SANTA x RED BULL BRAGANTINO, 20/03 – (Santos).

Árbitro: Raphael Claus
Árbitro Assistente 1: Danilo Ricardo Simon Manis
Árbitro Assistente 2: Neuza Ines Back
Quarto Árbitro: Lucas Canetto Bellote
Quinto Árbitro: Italo Magno de Paula Andrade
VAR: Daiane Muniz dos Santos
AVAR1: Herman Brumel Vani
Observador VAR: Silvia Regina de Oliveira
Quality Manager: Débora Raiane Nunes
Analista de Vídeo: Marcio Verri Brandão
Técnico de Garantia FPF: Breno Raimundo
Operador de Replay: Paulo Pereira
Técnico de Garantia Estádio: Daniel Custódio
Assistente de Área de Revisao: Sérgio Augusto

As escalas da FPF estão seguindo a lógica: neste ano, os melhores juízes estão nos melhores jogos. E, de maneira conservadora, não se testou nenhum árbitro emergente em clássico.

Raphael Claus, Flávio Rodrigues de Souza, Edina Alves Batista (os 3 FIFAS) e Vinícius Gonçalves Dias Araújo foram os que tiveram melhor desempenho. Portanto, é razoável imaginar que os 4 estejam nos dois jogos semifinais e nas duas partidas finais.

Jogo no Allianz Arena – Vinícius Gonçalves Dias Araújo, o “Tito“, tem 44 anos e é de Guaratinguetá. Esteve escalado em 12 rodadas da A1 e 2 da A2, sendo, portanto, 100% dos finais de semana e meios de semana possíveis. Dos times envolvidos, apitou São Paulo 0x0 Ituano, Palmeiras 3×1 Santos, Palmeiras 2×1 Ferroviária e Ituano 3×0 Santos (repare que nem Palmeiras e nem Ituano perderam com ele apitando).
Vinícius é discreto, dificilmente vemos erros técnicos ou disciplinares nele em seus jogos. Com 19 anos de carreira, vive seu melhor momento na arbitragem (e dos muitos jogos que assisti dele, penso ser justo que, ao lado de Raphael Claus, possa ter sido o árbitro de melhor desempenho até agora).
O que me preocupa é a maratona de jogos: em 64 dias, contando os jogos da Copa do Brasil, será sua 17ª partida oficial (esteve na quarta-feira em Alagoas, no CRB 5×0 Operário). Embora, é notório seu ótimo condicionamento físico.

Jogo da Vila Belmiro – Raphael Claus, o “Ratão“, tem 43 anos e é de Santa Bárbara do Oeste. Completando 21 anos de carreira e com uma razoável participação na Copa do Catar 2022, tem se reencontrado no Paulistão com excelentes atuações. Igualmente a Vinícius, trabalhou 12 jogos da A1 (mas nenhum da A2 e nem um jogo por competições da CBF). Foi quem mais apitou clássicos nesse ano. Dos envolvidos, não trabalhou em nenhum jogo do Água Santa, e esteve em duas partidas do Red Bull Bragantino: na primeira rodada (vitória de 1×0 em Bragança contra o Corinthians) e na última (vitória de 3×0 em Sorocaba contra o São Bento.
Aliás, nessa derradeira partida mostrou como é respeitado: Bruno Aguiar cometeu pênalti, ameaçou reclamar, olhou para o Claus, respirou fundo e… foi pedir desculpas! Se o árbitro fosse um novato, o veterano zagueiro provavelmente teria “jantado” o apitador.

Atualizando a substituição do árbitro do jogo do Palmeiras: https://wp.me/p4RTuC-L5s

Desejo bons jogos e ótima arbitragem!

Acompanhe conosco o jogo do Água Santa vs Red Bull Bragantino pela Rádio Futebol Total, acessando:
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Narração de Sérgio Loredo, comentários de Lucas Salema e reportagens de Pietro Loredo, Análise da Arbitragem de Rafael Porcari. Segunda-feira, 20/03, 21h00. Mas desde às 20h00 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

Paulistão 2023: veja como ficaram os grupos e jogos da primeira fase | Placar - O futebol sem barreiras para você

Imagem: divulgação FPF.

– Análise da Arbitragem de Ypiranga 3×1 Red Bull Bragantino.

Um jogo muito feio no Colosso da Lagoa, em Erechim-RS, onde as equipes jogaram mal e deram trabalho ao experiente Wagner do Nascimento Magalhães.

Nos primeiros 40 minutos, tivemos 21 faltas com 7 cartões amarelos (todos corretos, exceto ao de Lucas Cunha, onde o árbitro foi muito rigoroso). No 2º tempo, PK (YPI) xingou o juizão ao tentar cavar uma falta e foi bem expulso (ao todo, 34 faltas).

O único lance técnico polêmico: aos 77m: um chute de Natan (RBB) para o gol, que bateu no braço de Bruno Baio (YPI), que estava grudado no próprio corpo. Nada marcou, acertou.

Detalhe: foi perceptível o cansaço do árbitro, que apitou na 2ª feira no Maracanã e nesta 4ª no Interior Gaúcho. Falta bom senso a quem escala… (mas sejamos justos: ele foi bem na partida).

Ypiranga-RS x Bragantino: onde assistir ao vivo, horário e escalações |  copa do brasil | ge

Imagem extraída de: GE.com

– O erro da bandeira em Ituano x Ceará.

Que dó!!! Aos 42m do 2º tempo, a bandeira Luiza Naujorks Reis anulou um gol legítimo do Ituano (seria 2×1 contra o Ceará). Não estava impedido.
O Galo de Itu irá decidir nos pênaltis contra o Vozão a sua passagem à 3ª fase da Copa do Brasil.

– O tempo de bola rolando no Paulistão 2023: uma falácia?

O tempo de bola rolando no Campeonato Paulista é algo para se discutir. Veja só: se deseja que tenhamos ao menos 60 minutos de jogo efetivo nas partidas (pois uma das propostas da FIFA de mudança de regra é de 2 tempos de 30 minutos com cronômetro parando a cada saída de bola).

Mas afinal… quem fica cronometrando? Você já viu um “cronometrista em campo”? De fato, pela dinâmica do jogo, não é possível nem ao árbitro, nem ao 4º árbitro. É verdadeiramente “chute”!

Peguei alguns jogos das últimas 4 rodadas da Primeira Fase (rodadas 9, 10, 11 e 12) e a rodada das quartas-de-final + Troféu Independência (rodada 13). E veja cada número “redondo”, coincidente, e em muitos momentos, improváveis que são anotados na súmula (na lista abaixo, marcando tempo total de jogo, e entre parênteses, o 1º tempo + 2º tempo):

60’ (29 + 31) Corinthians x Santo André (Rodada 12)
60’ (30 + 30) Corinthians x Ituano (Rodada 13)
60’ (30 + 30) Santos x Corinthians (Rodada 11)

61’ (31 + 30) Água Santa x Red Bull Bragantino (Rodada 9)
61’ (31 + 30) Red Bull Bragantino x Ituano (Rodada 11)
61’ (31 + 30) Ituano x Santo André (Rodada 10)
61’ (31 + 30) Ituano x Santos (Rodada 12)
61’ (31 + 30) Palmerias x Ferroviaria (Rodada 11)
61’ (32 + 29) Guarani x Portuguesa (Rodada 13)

62’ (31 + 31) São Paulo x São Bernardo (Rodada 11)
62’ (32 + 30) Santo André x Inter Limeira (Rodada 13)
62’ (33 + 29) Internacional x Água Santa (Rodada 10)

63’ (32 + 31) Santo André x Mirassol (Rodada 11)
63’ (33 + 30) São Bento x Bragantino (Rodada 12)
63’ (33 + 30) São Paulo x Água Santa (Rodada 13)

64’ (33 + 31) Santos x Portuguesa (Rodada 10)
64’ (33 + 31) Guarani x Palmeiras (Rodada 12)
64’ (34 + 30) Palmeiras x Bragantino (Rodada 10)
64’ (34 + 30) Ferroviária x Internacional (Rodada 12)

65’ (33 + 32) Corinthians x Palmeiras (Rodada 9)
65’ (34 + 31) Corinthians x Mirassol (Rodada 10)

67’ (35 + 32) Palmeiras x São Bernardo (Rodada 13)

69’ (35 + 34) Portuguesa x São Bento (Rodada 11)
69’ (36 + 33) Botafogo x São Paulo (Rodada 12)

72’ (37 + 35) São Paulo x Internacional (Rodada 9)

Oiti Cipriani, ex-analista de arbitragem da CBF / FPF e atualmente comentarista de arbitragem no site 3VV (coluna Osservatorio Arbitrale), chamou a atenção para esses números que pareciam não corresponder com a sensação vista em campo. E na partida Palmeiras x São Bernardo, dedicou-se a fazer a cronometragem. Repare: o total de tempo dessa partida foi de 67 minutos, sendo 35’00 no 1º tempo e 32’00” no 2º tempo, segundo a súmula. No trabalho dele de cronometragem, o total (pasmem) foi de 52 minutos e 31 segundos, sendo 23’22” no 1º tempo e 29’08” no 2º tempo. Quase 15 minutos de diferença!

A reportagem dele está em: https://3vv.com.br/novo/paulista-23-sep-1×0-sbc-analise-da-arbitragem/?fbclid=IwAR1p1NezGX3-ASKckrzTBLCxgm__-Q3i3nLoeJOVtKSowSl_LhtfI0HGMYM

A pergunta é: no final do torneio, quando se fechar os números da arbitragem, exaltar-se-á a “excelência do tempo de bola rolando” do Paulistão 2023 com números irreais?

Convido a qualquer amigo à seguinte tarefa: no próximo jogo, cronometre-se o tempo de bola rolando, e posteriormente confira o que estiver na súmula (provavelmente, em números redondos acima de 60 minutos).

– Parabéns ao seu Euclydes! E que reabilite-se o SAFESP!

Seu Euclydes Zamperetti Fiori, ex-árbitro de futebol e articulista da “Coluna do Fiori”, merece os aplausos daqueles que pensam na “Arbitragem de Futebol” como categoria. É um dos poucos que há tempos está defendendo a reabertura do Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo, sem interesse pessoal ou alguma benesse. O faz pelo coletivo!

Dias atrás, ele deu em primeira mão as articulações de interessados em reabrir o SAFESP. E nessa semana, trouxe novidades desse processo. Acesse aqui: https://blogdopaulinho.com.br/2023/03/13/coluna-do-fiori-edicao-extraordinaria-6/

Num lugar sério, o Sindicato deveria ter uma placa homenageando o seu Euclydes – e aqui lembrando: homenagem deve ser feita em vida, pois depois que nos deixa, não adianta mais. Afinal, cite nomes que estão defendendo a volta do Safesp (para os árbitros, e não para grupo comercial) sem ser ele?

Não tem um só!

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Ypiranga-RS vs Red Bull Bragantino-SP:

Para Ypiranga de Erechim-RS vs Red Bull Bragantino pela Copa do Brasil, apitará:

Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhaes – RJ (FIFA)
Árbitro Assistente 1: Michael Correia – RJ
Árbitro Assistente 2: Diego Luiz Couto Barcelos – RJ
Quarto Árbitro: Anderson da Silveira Farias – RS
Analista de Campo: Elio Nepomuceno de Andrade Junior – RS

Wagner apitou recentemente pelo Brasileirão: Internacional 0x0 Red Bull Bragantino e América-MG 0x3 RBB. Nas duas partidas, deixou o jogo fluir, marcou poucas faltas e economizou nos cartões.

Noto que o tratamento da CBF para o Massa Bruta é de time grande: árbitros FIFA escalados nos principais jogos de clubes importantes. Mostra que a equipe se faz respeitada!

Acompanhe conosco o jogo do Ypiranga X Red Bull Bragantino pela Rádio Futebol Total, acessando:
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Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema, análise da arbitragem com Rafael Porcari. Quarta-feira, 15/03, 21h30. Mas desde às 20h30 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– A Origem dos lances mal marcados de bola na mão.

Por várias vezes escrevi aqui que uma orientação equivocada de Jorge Larrionda aos árbitros brasileiros causou a celeuma dos “pênaltis de queimada”, onde qualquer lance que bata na mão, equivocadamente, vire pênalti (enquanto no resto do mundo isso não exista).

O link desse dia de orientação está aqui, no Globoesporte.com em:  http://globoesporte.globo.com/futebol/noticia/2014/10/larrionda-explica-jogadas-de-bola-na-mao-e-fala-em-azar-nos-lances.html

Trocando em miúdos: nas palavras de Larrionda, se a bola bater no braço do jogador, ele pode ter tido “mala suerte“.

Da própria matéria acima citada:

“O ex-árbitro uruguaio falou muito em azar, ou “mala suerte” em espanhol. Por vezes questionou: de quem é o azar? Referia-se a azar de quem tentou cruzar e foi interceptado ou de quem bloqueou uma ação ofensiva do adversário. Disse que ampliar o espaço do corpo abrindo os braços, desgrudando-os do corpo, pode ser considerada ação deliberada. Falou muito em ação antinatural.”.

Trocando em miúdos: se a bola bater no braço de um jogador, AZAR O DELE! E é por isso que vemos tantos pênaltis mal marcados…

Cá entre nós, o anti-natural é o contrário: ninguém corre com os braços grudados!

Foto: Miguel Riopa / AFP

– O problema é: desconhecer a Regra! Sobre o “pênalti” de Marcos Rocha.

No primeiro jogo eliminatório da segunda fase do Campeonato Paulista, há um lance simples de bola que bate casualmente no braço de um atleta, e que o jogo deve seguir sem problema algum. Me refiro a Marcos Rocha, defensor do Palmeiras, contra o São Bernardo (já falamos desse ocorrido aqui: https://wp.me/p55Mu0-3dd).

O problema é: a existência dos “mitos” do futebol, o desconhecimento da Regra e a natural pressão que ocorre no calor de uma partida, fazendo com que um lance que deveria ser ignorado, faça parte das mesas de discussão.

Ditos como: “Prensada é da defesa”, “na dúvida é para o ataque”, ou ainda (essa dói): “mudou a trajetória da bola”, não existem na Regra do Futebol. São invenciones populares, da várzea, sem compromisso com a realidade.

Me pesa ver um debate esportivo na TV (não importa quem ou em qual emissora), onde o comentarista disse que: “O São Bernardo foi prejudicado, pois ‘independente do Marcos Rocha não querer colocar a mão na bola’, ele impede que o adversário a domine”.

Putz. Doeu. Deu “de canela” no comentário. “Impedir o domínio” não quer dizer absolutamente NADA (neste caso).

Resumidamente, a Regra diz: “Primeiro, avalie a intenção: quis ou não tocar a mão na bola? Depois, veja: ele disfarçadamente deixa o braço para a bola bater nele, ou age com um movimento físico não-natural“?

Detalhadamente, se desejar, a Regra aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2016/09/30/interpretando-corretamente-os-casos-de-mao-na-bola-e-bola-na-mao/

Acontece que já explicamos a dificuldade (e a teimosia que foi) de discernir o termo movimento anti-natural para os árbitros brasileiros. Jorge Larrionda, instrutor da Fifa, fez uma lambança ao ensinar aos nossos juízes. A CBF comprou a ideia e insistia que estava certa (e o resto do mundo errado). Me recordo (tenho até hoje o recorte do jornal) que o Massimo Bussaca, responsável pela arbitragem da FIFA, deu uma entrevista ao Estadão (Jamil Chade ainda estava lá e foi o jornalista que fez a ótima pergunta) sobre tais lances:

Um jogador precisa de sua mão e de seu braço para correr, se equilibrar e saltar. Não se pode jogar sem a mão. O árbitro precisa fazer a leitura correta do lance. Não se pode dar falta a qualquer toque na mão. Isso é um absurdo. O árbitro deve ver se a mão estava no local de forma natural ou não-natural. Tem que ser avaliado se o toque (da mão na bola) foi intencional ou não. Quando um jogador tenta fazer seu corpo maior usando a mão, isso deve ser punido. O juiz não pode só pensar como juiz e aplicar o que está escrito. Precisa se colocar no lugar do jogador para entender o movimento”. (extraído de: https://wp.me/p4RTuC-p).

Enfim: insisto na tese de que, árbitros mais jovens, com medo de punição, marcam pênalti a qualquer toque já que, muitas vezes, isso é aceito pelo “costume errado”. Árbitros FIFA, na TV, aplicam a Regra correta (a que é vista na Copa do Mundo) pois têm mais condição de justificar a correção de sua decisão. O que não pode é gente importante na TV polemizar algo que não tem polêmica.

Se alguém tiver dúvida, é semelhante ao lance de Léo Pereira em Corinthians 0x0 Flamengo (que não foi pênalti, aqui: https://wp.me/p4RTuC-H5U) ou de Fábio Santos em Corinthians 2×2 Palmeiras (idem, aqui: https://wp.me/p55Mu0-3cf). Repare que nos 3 jogos aqui discutidos, foram decisões de árbitros FIFA.

Ops: circulam pela Internet algumas imagens congeladas do lance. Aí não vale, né? Tem que ser com a bola rolando, no tempo de jogo.

Edina Alves foi cercada pelos jogadores do São Bernardo após não marcar pênalti de Marcos Rocha

Imagem extraída de: https://esportes.r7.com/futebol/campeonato-paulista/torcedores-ficam-na-bronca-com-edina-alves-e-var-apos-vitoria-do-palmeiras-sobre-o-sao-bernardo-12032023

– Palmeiras 1×0 São Bernardo: não foi pênalti de Marcos Rocha.

A arbitragem acertou ao não marcar pênalti na Allianz Arena:

– não foi movimento antinatural (mas natural),

– não foi intencional.

– bateu de “supetão”,

O problema é: estamos tão acostumados a ver “pênalti equivocado”, que qualquer bola que bata na mão, já pedem infração…

– Sobre os árbitros das 4ªs de final do Paulistão:

Foram bem escalados os árbitros para os 4 jogos dessa rodada, ou não?

Dissertando, em: https://youtu.be/r6yQRc3sLVU

 

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Red Bull Bragantino x Botafogo de Ribeirão Preto.

Para o confronto entre Massa Bruta vs Pantera da Mogiana, arbitrará:

Árbitro: Flávio Rodrigues de Souza
Árbitro Assistente 1: Alex Ang Ribeiro
Árbitro Assistente 2: Gustavo Rodrigues de Oliveira
Quarto Árbitro: Matheus Delgado Candançan
VAR: Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral
AVAR1: Alberto Poletto Masseira
Observador VAR: Carlos Augusto Nogueira Junior
Quality Manager: Bernardo Campos Martins
Analista de Vídeo: Renan Santos Ferreira
Técnico de Garantia FPF: Breno Raimundo
Operador de Replay: Paulo Pereira
Técnico de Garantia Estádio: Gustavo Xavier
Assistente de Área de Revisão: Gustavo Gama Fiel da Silva

Para os quatro jogos dessa fase, os 4 melhores árbitros paulistas da atualidade, de acordo com o ranking da FPF, foram escalados: Raphael Claus no Corinthians x Ituano, Edina Alves Batista no Palmeiras x São Bernardo, Vinícius Gonçalves Dias no São Paulo x Água Santa e Flávio de Souza em Bragança Paulista. Em tese, estão gabaritados e a arbitragem será tranquila, exceto (pela pressão que vem recebendo), Edina Alves Batista, que em Santos x Corinthians e Botafogo x SPFC foi pressionada e os erros que cometeu em algumas decisões foram corrigidos pelo VAR.

Desejo um bom jogo e uma ótima arbitragem!

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Domingo, 12/03, 19h30. Mas desde às 18h30 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– Retrô quer anular jogo da Copa do Brasil e vai à Polícia.

Laércio Guerra, presidente do Retrô-BA, literalmente vai à guerra tentando anular o jogo que perdeu pela Copa do Brasil, além de outras medidas fortes que tomará.

Sobre o erro absurdo do árbitro (que marcou um pênalti inexistente ao Tombense, a partir da trombada de dois adversários entre eles) assista em: https://wp.me/p4RTuC-KQL.

Em nota, disse que:

“(…) O Retrô agradece a todos do futebol brasileiro pelas palavras de apoio. Acreditamos na evolução do futebol nacional e que pessoas como essa [árbitro Paulo Roberto Alves Jr] devem ser afastadas do meio. É um erro de Direito e que vamos buscar a anulação da partida. Também agradecemos a CBF pelo comunicado de afastamento do árbitro. A partir de agora nós vamos lutar e pleitear pelo cancelamento do jogo, incluindo inquérito policial para tentar entender o motivo daquela decisão e para outras instâncias para que a gente possa, de alguma forma, sanar todas as dúvidas sobre a licitude do jogo por parte do árbitro, excluindo do processo a CBF, que tem nos apoiado nessa causa”.

Porém, existem algumas situações: não é um Erro de Direito (que significa aplicar algo diferente do que a Regra prevê, por não conhecê-la / errar no entendimento / descumpri-la). É Erro de Fato, que significa interpretar errado (ou seja: ele sabe que trombada entre companheiros não é pênalti, mas bobeou e achou que havia algum jogador do adversário que sofreu infração).

A verdade é: com tantos jogos sendo denunciados por manipulação de resultados, é entendível que alguém questione tal erro grosseiro. A questão é: provar!

Em tempo: O Retrô FC Brasil é um clube-empresa de propriedade do próprio Laércio Guerra, que tem uma estrutura invejável (vide aqui: https://is.gd/rOqm0A). Já o Tombense, é arrendado pelo empresário Eduardo Uram, e tinha, tempos atrás, o maior número de jogadores empresados do Brasil (vide aqui: https://is.gd/gtAGnj).

Jogadores do Tombense se esbarram e árbitro marca pênalti contra o Retrô — Foto: Reprodução

Foto extraída de: G1.com/ Reprodução TV.

 

– Errar é humano. Ótimo ter se corrigido, Sandro Meira Ricci. Sobre o caso de racismo “equivocado” a Hélio dos Anjos por parte da torcida do Vasco da Gama:

Durante a transmissão de Brasil de Pelotas/RS vs Ponte Preta de Campinas/SP pela Copa do Brasil, uma bobeada do comentarista de arbitragem Sandro Meira Ricci: ele citou um caso envolvendo prática de racismo da torcida do Vasco da Gama (que não houve) contra o treinador Hélio dos Anjos

Assista:

Porém… corretamente, Sandro se retratou e explicou que não eram gritos de racismo, mas de “Pitbull” a um jogador que tinha esse apelido. Uma confusão! Ainda bem que houve o humilde reparo, pois a torcida vascaína ficou chateada, levando o nome de Sandro aos Trend Topics no Twitter.

Aqui: 

– Todos os mandantes passarão de fase no Paulistão?

Em jogo eliminatório único, de sábado à segunda-feira, as 8 equipes classificadas no Paulistão 2023 definirão as semifinais do torneio.

Para mim, todos os mandantes passarão de fase. Ou não, teremos alguma surpresa?

Deixe seu comentário:

Imagem extraída de: https://www.ocuriosodofutebol.com.br/2023/03/definidos-os-confrontos-das-quartas-do.html

– Análise da Arbitragem de São Bento 0x3 Red Bull Bragantino.

Boa arbitragem em Sorocaba! Raphael Claus foi respeitadíssimo pelos atletas e mostrou suas qualidades.

Cartões para ambas equipes bem aplicados. Tecnicamente, irrepreensível. Apenas faltou um cartão amarelo para Léo Silva, no lance do gol anulado do São Bento, onde foi marcado impedimento e Claus estava encoberto, não vendo a falta cometida pelo atleta (ação temerária) em cima do goleiro Cleiton.

Aos 22m, Bruno Aguiar pula com os dois braços abertos numa cobrança de lateral e comete um dos pênaltis mais infantis do Paulistão 2023 (o clássico movimento anti-natural). Na imagem, o jogador não reclama e demonstra concordar com a marcação. Tudo se aprontando para a cobrança e, inexplicavelmente, o seu companheiro 13 Victor Pereira (do nada) começa a reclamar efusivamente com Claus. Jogadores tentam acalmar o rapaz, que leva o Amarelo. Aí parou… estranhíssimo. Na sequência, foi substituído.

No final do primeiro tempo, um lance dificílimo para o bandeira, que anulou o 2º gol do Massa Bruta, mas o VAR validou. E viva o árbitro de vídeo, pois foram 3 situações duvidosas no mesmo lance: na hora que Artur lança a bola, quando ela passa por Bruninho num segundo lance e quando há a conclusão. Matheus Candançan, na cabine, foi muito bem.

No segundo tempo, cá entre nós, o jogo caiu demais e virou um bumba-meu-boi.

Acréscimo – três detalhes do pós-jogo:

1- a tristeza do São Bento pelo rebaixamento,

2- a lúcida entrevista do goleiro Zé Carlos, pontuando os erros e explicando a queda merecida, e

3- o choro do jovem Gustavinho (RBB) por ter sido eleito o melhor do jogo, emocionado por ter renovado seu contrato profissional.

São Bento x Bragantino: onde assistir ao vivo, horário e escalações | campeonato paulista | ge

Imagem extraída de GloboEsporte.com

– Edina apitará Botafogo x São Paulo, e diretor “pega pesado” antes do jogo.

Paulo Pelaipe é veterano cartola e sabe pressionar como ninguém. E imitou Andrés Rueda, presidente do Santos FC, ao saber que Edina Alves Batista apitará o jogo do Botafogo de Ribeirão Preto (onde ele está trabalhando como diretor de futebol) contra o São Paulo.

Disse ao site do clube (https://botafogofutebolsa.com.br/departamento-de-futebol-do-botafogo-sa-demonstra-preocupacao-com-a-arbitragem-na-ultima-rodada-do-paulistao/ ):

“Faltou sensibilidade ao departamento de arbitragem da FPF na escolha destes profissionais. Como todos assistiram, a Edna Alves Batista teve uma péssima arbitragem no jogo entre Santos x Corinthians, realizado no último domingo. Todos assistiram à pressão da Diretoria Santista antes do clássico e a árbitra sentiu este condicionamento, foi público e notório. E agora colocaram a Edna para apitar num jogo que o Santos está diretamente envolvido. O responsável indicado para chefiar o VAR do jogo Botafogo x São Paulo contribuiu decisivamente na derrota do Botafogo para o São Bernardo no último dia 26. Em lance normal de jogo e que aconteceu várias vezes durante os 90 minutos, o José Cláudio da Rocha Filho induziu o árbitro Thiago Luís Scarascati, que estava a menos de um metro da jogada, na marcação de um pênalti inexistente aos 49 minutos do segundo tempo. E agora pasmem. Uma rodada depois, este mesmo árbitro é escalado para comandar o VAR em outro jogo decisivo do Botafogo. Isso é falta de respeito. Onde está a sensibilidade do departamento de arbitragem da Federação Paulista de Futebol??? A torcida botafoguense pode ter a certeza que estamos vigilantes, estamos atentos e vamos fiscalizar os dois jogos, Botafogo x São Paulo e Ituano x Santos, pois na marra não vão tirar a classificação do Botafogo”.

Não é mais fácil fazer seu time jogar bola do que cometer baixarias como essas? Se fosse na Premiere League, onde se multa profissional por elogiar árbitro (pois se entende isso como assédio moral), imagine com essas palavras!

Edina Alves Batista - Arquivo Pessoal

Imagem: Arquivo Pesosal, extraído de UOL.

– A agressão contra Bráulio: o presidente do Sergipe se “arrependeu”?

Já falamos bastante sobre a vergonhosa agressão do presidente do Sergipe contra a arbitragem no jogo contra o Botafogo. A sua atitude rodou o país e foi mostrada sempre com muita reprovação. 

Sobre o jogo e os supostos erros, abordamos aqui: https://professorrafaelporcari.com/2023/03/03/as-queixas-contra-a-arbitragem-em-sergipe-1×1-botafogo/ (inclusive, um acréscimo: contabilizou-se o tempo parado durante os 8 minutos de acréscimo, que resultaram-se… 3’43″jogados).

No entanto, à Sportv (print da própria página da emissora, abaixo), se vê uma declaração do agressor Ernan Sena se culpando pelo erro e pedindo desculpas. Lógico, o faz também para amenizar a pena que deverá ser pesada no STJD.

Leia:

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para São Bento x Red Bull Bragantino.

Para o jogo envolvendo o Bentão vs Massa Bruta, apitará:

Árbitro: Raphael Claus
Árbitro Assistente 1: Daniel Paulo Ziolli
Árbitro Assistente 2: Anderson José de Moraes Coelho
Quarto Árbitro: Gabriel Henrique Meira Bispo
VAR: Matheus Delgado Candançan
AVAR1: Amanda Pinto Matias
Observador VAR: Luiz Vanderlei Martinucho
Quality Manager: Walter de Lima Coelho Junior
Analista de Vídeo: Celso Barbosa de Oliveira
Operador de Replay: Raul Holanda
Técnico de Garantia Estádio: Guilherme das Dores
Assistente de Area de Revisão: Lucas Wilson Rodrigo de Menezes

Claus dispensa apresentações, é árbitro de Copa do Mundo (embora, esperávamos melhores atuações dele no Catar 2022). Apitou muito bem o Red Bull Bragantino no primeiro jogo dessa fase, contra o Corinthians. Nesse último jogo da mesma fase, volta a apitar o Toro Loko / Massa Bruta em Sorocaba. O único porém é: em jogos de clubes mais humildes / escondidos, às vezes desconcentra-se um pouco.

Nessa rodada derradeira, nas partidas que valem classificação ou rebaixamento, os melhores estão escalados. Para os demais jogos, árbitros mais jovens querendo oportunidade. Correto o critério.

Torço para um bom jogo e uma grande arbitragem!

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Narração de Sérgio Loredo, comentários de Lucas Salema e reportagens de Pietro Loredo, Análise da Arbitragem de Rafael Porcari. Domingo, 05/03, 16h00. Mas desde às 15h00 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– As queixas contra a arbitragem em Sergipe 1×1 Botafogo.

Que bagunça pela Copa do Brasil lá em Sergipe, não? Pós-jogo, o árbitro Bráulio da Silva Machado foi agredido (e na confusão generalizada, é difícil saber quem mais bateu e quem apanhou). O time da casa reclama que estava classificado até os 54’30” do segundo tempo, quando saiu o gol de empate do Fogão (que classificou o visitante, pelo regulamento da competição).Duas situações:

A reclamação do Botafogo sobre pênalti não marcado do goleiro Dida (SER) em Gabriel Pires (BFR): confere! O defensor vai socar a bola, erra o tempo e acerta o botafoguense. Realmente, foi pênalti não marcado.

A reclamação do Sergipe sobre os acréscimos: o árbitro deu 8 minutos – portanto, até os 53 minutos (nenhum absurdo, está dentro da orientação). Ocorreram várias paralisações na partida, houve um choque entre atletas e o jogo ficou parado por mais de 2 minutos! Porém, no tempo extra, houve substituição, sumiço de bola e atendimento ao goleiro lesionado. Assim, Bráulio acrescentou mais 1 minuto – indicando até os 54 minutos. Tudo em ordem…

Sobre o gol ter saído aos 54’30”: o tempo indicado é o MÍNIMO para se encerrar a partida. Ou seja: você indica que o jogo irá até a casa dos 54 minutos, podendo encerrar do 54’00 até os 54’59”.

Nada justifica violência… nem os 900 mil reais de premiação que uma equipe recebe por passar dessa fase na Copa do Brasil. O procedimento do árbitro está dentro da Regra (os acréscimos são obrigatórios, não uma opção) e do Espírito do Jogo (o entendimento de até quando deve ir a disputa). Lembrando: se o tempo ultrapasse a casa dos 54’, entrando no minuto 55, aí sim seria erro (e a curiosidade: isso é permitido apenas para a cobrança de um pênalti).

Imagem extraída de GE.com

– As mudanças das Regras para a Temporada 2023/2024:

A International Board se reunirá neste final de semana, em Londres, para referendar as modificações das Regras do Futebol discutidas em Janeiro deste ano (válidas para 2023/2024), além de estudar modificações para a temporada 2024/2025. Vamos lá:

  • Válido para a temporada europeia (a partir de 01 de junho) e provavelmente desde a Rodada 1 do Brasileirão 2023 (devido ao nosso calendário diferenciado, antecipa-se a Regra, com a concordância da FIFA):
  1. Goleiros não poderão “catimbar” o batedor de pênaltis durante a cobrança. Lógico, a repercussão de Emiliano Martínez, goleiro da Argentina, perturbando os batedores franceses na Copa do Mundo, além de um próprio pedido formal da Federação Francesa para essa mudança, contribuíram para a alteração. Agora, os goleiros terão que estar sobre a linha do gol, mais comportados (aguardemos o que virá textualmente nessa orientação, dizendo “o que pode” e o que “não pode”).
  2. O árbitro deverá acrescentar ao final do jogo, além do tempo perdido em substituições, atendimento de jogadores lesionados e outras paralisações diversas, o tempo de comemoração de gols! A FIFA se manifestou que há a necessidade de se recuperar o tempo de jogo dispensado entre o gol e o reinício da partida.
  3. A reafirmação, já entendida pelo Espírito da Regra do Jogo e agora formalmente escrita, de que se um gol for marcado e a equipe do atacante estiver com um reserva acidentalmente em campo (sem que ele atrapalhe o lance), o gol deve ser validado. Isso aconteceu na Final da Copa do Catar, quando a Argentina marcou um gol e havia um reserva que tinha pisado dentro do campo (no calor da partida). No Brasil, lembremos recentemente de Atlético x Palmeiras pela Libertadores, envolvendo Deyverson.
  4. A formalização de que o quarto árbitro pode ajudar o árbitro, assim como um bandeira faz, assistindo-o e o avisando durante a partida. Isso já acontece na prática, é mera afirmação, a fim de que eles não se omitam e sejam mais participativos.
  • A se discutir, visando implantar em 2024/2025:
  1. O impedimento deixaria de ser marcado observando a mesma linha das partes do corpo jogáveis dos atletas, passando a ser QUALQUER parte do corpo. Isso parece pouco, mas seria uma mudança considerável na prática. Muitos gols que foram anulados, seriam validados! Imagine na corrida de um zagueiro e de um atacante: se “o pé mais à frente” do defensor estiver na mesma linha “do pé mais atrás” de um defensor, isso dará quase 1 metro de diferença de permissão! Ótimo para o futebol.
  2. A paralisação do cronômetro nas saídas de bola: no ano passado, Infantino queria 100 minutos de jogo (2 tempos de 50 minutos), e não foi aprovado. Agora, 60 minutos (2 tempos de 30) com o cronômetro parando a cada saída de bola.

O que acha dessas modificações? Deixe seu comentário:

Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Bahia de Feira x Red Bull Bragantino.

Para Bahia de Feira de Santana x Red Bull Bragantino, arbitrará a seguinte equipe:

Árbitro: Bruno Arleu de Araújo – RJ (FIFA)
Árbitro Assistente 1: Thiago Henrique Neto Correa Farinha – RJ
Árbitro Assistente 2: Thiago Rosa de Oliveira – RJ
Quarto Árbitro: Wágner Francisco Silva Souza – BA
Analista de Campo: Cláudio Antonio Dias Aragão – BA

Nas competições da CBF, o presidente da Comissão de Arbitragem Wilson Luís Seneme já determinou: quer rigor máximo dos árbitros, principalmente com indisciplinas de atletas e treinadores. Portanto, vale a atenção para excessos. E Bruno Arleu, que é da FIFA e terá mais oportunidades na carreira internacional em 2023, está querendo mostrar serviço.

Desejo uma boa arbitragem e um grande jogo!

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Quarta-Feira, 01/03, 19h00. Mas desde às 18h00 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– Parabéns, Adriano, pela ótima atuação em Santos 2×2 Corinthians.

Quando apitava, não consegui ver boas atuações do árbitro Adriano de Assis Miranda. Mas como VAR, foi o principal parceiro da árbitra Edina Alves Batista, que foi pressionada do começo ao fim na Vila Belmiro. Aliás, já escrevemos sobre isso: a pressão começou antes do jogo!

Sobre os lances:

1- O primeiro gol do Corinthians, anulado: o corintiano estava em posição de impedimento (portanto, passivo) e tromba com seu marcador. Ali, ele passou para impedimento ativo não por fazer falta ou pela trombada por si só, mas pelo fato do santista ser atrapalhado tendo possibilidade de disputar a bola com o adversário que faria o cruzamento para o gol. Se aquela trombada tivesse ocorrida a uma distância mais longe do domínio de bola corintiano, o gol não deveria ser anulado. Mas como o zagueiro teria condições de disputa, acertou o VAR.

Edina, nesse lance, foi salva pelo VAR Adriano de Assis Miranda.

2- O segundo gol do Corinthians (primeiro validado): não havia impedimento, e o bandeira Miguel Cataneo errou. Na conferência do VAR, corrigiu-se o erro. Novo acerto de Adriano de Assis Miranda.

A pergunta é: como não ter o VAR no futebol? Ele é cada vez mais fundamental para correção de situações específicas e necessárias.

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– Entenda: como foi a escala de Edina Alves Batista para Santos x Corinthians.

A culpa da confusão da escalação de Edina no clássico da Vila Belmiro é da CEAF-SP e do Santos.

A primeira pela falta de bom senso. Não quer arriscar nome novo em jogo entre times grandes e coloca FIFA independente de qualquer histórico. Deveria se recordar dos últimos jogos, já falamos aqui: https://wp.me/p4RTuC-Kzy

O segundo, por não contestar na audiência pública. Aliás: não tem mais sorteio, e o clube interessado PODE questionar NAQUELE MOMENTO e até trocar o árbitro. Mas o Peixe não o fez.

Por quê ninguém se manifesta nas audiências públicas? Medo da FPF? Ali é hora de se manifestar, mas os clubes não mandam ninguém. Depois de sacramentada a escala, não vai mais mudar.

Explico no vídeo em 2 minutos: https://youtu.be/txNabU0vHm

– A pressão do Santos é perigosa contra a árbitra Edina.

No ano passado, a árbitra Edina Alves Batista passava por problemas pessoais e dificuldades técnicas profissionais na carreira. Equivocadamente, a CEAF-SP a escalou para apitar Santos x São Paulo, e ela foi mal.

Sobre aquela atuação, clique aqui: https://professorrafaelporcari.com/2022/02/21/os-dois-penaltis-reclamados-em-santos-0x3-sao-paulo/

Quando ela estava voltando do “descanso”, continuou a ir mal, dessa vez num lance decisivo na segunda divisão, entre Portuguesa x Primavera de Indaiatuba. Aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2022/03/28/cuidem-da-edina-para-que-outros-nao-sejam-prejudicados-como-o-primavera-de-indaiatuba/

Porém, pelo Brasileirão, Wilson Seneme passou a escalar Edina com frequência, e ela foi muito bem. Recuperou a boa forma e foi indicada como árbitra para a Copa do Mundo Feminina.

No Paulistão 2023, Edina trabalhou em vários jogos, até que foi escalada para Santos x Água Santa. Essa é a típica escala para tentar “tirar veto do árbitro” de determinado clube; ou seja, um grandão contra um time pequeno, com provável vitória do time da casa. Mas o Água Santa engrossou e Edina foi razoável na partida.

Para o clássico contra o Corinthians, o Peixe está fazendo a chamada “reclamação preventiva”, a fim de pressionar a árbitra num jogo de grande rival, ao emitir uma nota pública contra a sua escalação. Porém, essa pressão demasiada pode trazer até violência pela exaltação dos ânimos dos torcedores.

Eu também não escalaria a Edina para esse jogo específico nesse momento. Ou não tem outros árbitros? A guardaria para outro jogo, nas condições citadas acima (pois dirigente é sempre melindroso). Mas já que irá apitar o clássico, que se dê condições à ela.

Depois de tudo o que foi feito, se algo acontecer à integridade física dela (o que não é difícil, pela imbecilidade de fanáticos), já sabemos quem pode ser responsabilizado. Tal nota deveria ser destinada à FPF, não externada publicamente.

A nota está em: https://www.santosfc.com.br/nota-sobre-a-escala-da-arbitra-edina-alves-batista/

Imagem extraída de: IstoÉ. com, em: https://istoe.com.br/arbitra-edina-alves-batista-e-a-convidada-na-volta-do-grande-circulo-ao-estudio/

– A suspensão “pero no mucho” do árbitro de Palmeiras 2×0 Red Bull Bragantino.

Douglas Marques das Flores, que apitou muito mal o confronto entre Verdão 2×0 Massa Bruta, supostamente foi suspenso e irá para a reciclagem pelos seus erros.

Foram 3 situações:

Quer dizer que ele não apitará e vai para reciclagem?

Não é bem assim… coincidentemente, a suspensão dele por parte da FPF se dará quando está escalado pela CBF na Copa do Brasil, na partida Asa-AL x Goiás-GO, em Arapiraca! Ou seja: depois da lambança de quarta-feira, estará nessa competição nacional 7 dias depois.

Em suma: não perderá escala nem dinheiro, e vai apenas ouvir um bate-papo de 10 minutos sobre “dar Amarelo ou dar Vermelho”.