– Análise da Arbitragem de Portuguesa x Red Bull Bragantino.

Jogo fácil para apitar. Vinícius Gonçalves Dias Araújo apitou o be-a-bá, pois não tivemos lances polêmicos. Cumpriu bem a regra, distribuiu os Amarelos corretamente e se posicionou adequadamente.

Um único lance a relatar, com acerto do árbitro: aos 20m do 2º tempo, Natan (RBB) vai segurando a camisa de Paraizo (APD) desde o meio campo, e o atacante ainda assim consegue o domínio de bola, até perde-la de frente ao gol, com a falta consumada. Correta a expulsão do zagueiro.

Curiosidade: o Red Bull Bragantino continua sendo menos faltoso que os adversários, tomando inclusive menos Cartões Amarelos, mas pelo segundo jogo consecutivo tem jogadores expulsos.

Portuguesa x Bragantino: onde assistir ao vivo, desfalques e arbitragem

Imagem extraída de Blasting News

– Falta coragem para os árbitros adiarem jogos por campos ruins.

Eu sei que é difícil tomar tais decisões, mas… vamos lá:

  • Franca, Interior Paulista: na Copa SP, o estádio Lancha Filho estava um verdadeiro pasto! Foi flagrado um “zelador” pintando de verde o gramado, a fim de que parecesse ter grama…
  • Santo André, estádio Bruno José Daniel: o acende-apaga dos refletores foi uma vergonha! Um jogo de garotos pela Copinha começou na quinta-feira e terminou na madrugada de sexta-feira. Não dá…
  • Araraquara, na 1ª divisão: Ferroviária x São Paulo jogaram numa piscina, com chuva e drenagem com dificuldade, a bola andou parando por alguns momentos. Pra quê insistir no jogo como “polo aquático”?

Tudo isso é dito para abordar: eu sei que o calendário brasileiro é cruel e que a FPF quer que se realize as partidas a qualquer custo. Nada de adiar, tem que apitar na marra! E o restante… que se dane!

  • Cadê o respeito ao torcedor que foi assistir Santos x Fortaleza na Copa SP, e teve que sair no meio da partida pois não poderia madrugar, a fim de trabalhar no outro dia?
  • Que espetáculo as crianças viram em Franca, com algo parecido sendo chamado de futebol?
  • Já imaginaram as lesões que poderiam ocorrer aos jogadores profissionais por conta do aguaceiro na Fonte Luminosa?

Enfim: não temos saco-roxo dos juízes em adiar as partidas ou suspendê-las, por falta de coragem e, em alguns casos, pelo assédio moral. 

Pobre dito “futebol profissional“…

Um exemplo: Internacional/RS 2×0 Rosário/SE em Barueri/SP, Copa São Paulo 2023 (Foto: Jota Finkler/Internacional/Divulgação)

– Não dá pra jogar assim…

Rapaz… assistindo Ferroviária x São Paulo na Fonte Luminosa e constatando: falta bom senso para o árbitro Flávio Rodrigues de Souza!

Não pode colocar os atletas ao risco de lesão com uma piscina como a que virou o gramado. Suspenda o jogo, espere a drenagem trabalhar, e reinicie. Simples.

Por quê não faz?

– Escalas para a Rodada 3 do Paulistão.

A FPF divulgou as escalas para a Rodada 3 do Paulistão, evitando colocar novatos em jogos dos times grandes. Porém, nem sempre ser experiente é ter qualidade…

Vamos lá: para o Choque-Rei, teremos uma equipe feminina, com Edina Alves Batista, que após a intertemporada do Brasileirão, no ano passado, voltou a ser escalada e ter boa atuação. No Campeonato Paulista, está prestigiada com boas escalas, além de ter a confirmação de que irá para a Copa do Mundo Feminina em 2023 (Neuza Back, sua assistente e amiga, lembrando, foi inclusive na Copa Masculina). Imagino uma boa arbitragem (quando a “equipe do apito” está segura, tudo flui tranquilamente).

No outro jogo envolvendo um grande, Salim Fende Chavez apitará São Bernardo x Santos. Ele já é uma realidade há algum tempo, alternando bons e ruins trabalhos, mas hoje tem se firmado bem. Atenção na zaga “parruda” com os paredões do Bernô, frente à leveza dos garotos do Peixe.

Em Limeira… Internacional x Corinthians com Douglas Marques das Flores, que tem enésimas oportunidades e sempre faz algo complicado… Já fizemos um compilado dele num pré-jogo do ano passado (vide em: https://wp.me/p55Mu0-32t). Neste meio de semana, deu um pênalti inexistente em Ituano x Portuguesa, foi lá conferir no VAR e… confirmou o erro. Aqui, possíveis fortes emoções.

No Canindé, para Portuguesa x Red Bull Bragantino, teremos o “Tito Dias“, árbitro bem experiente, discreto, que sempre faz bons trabalhos. Dificilmente vemos más arbitragens dele, mantendo boa regularidade. Sempre me questiono que, se mais jovem, ele não teria tido mais oportunidades.

Aliás, a ficha completa para o jogo da Lusa contra o Massa Bruta (que está repleto de oficiais experientes e competentes – bom para o espetáculo), abaixo:

Árbitro: Vinicius Gonçalves Dias Araujo
Árbitro Assistente 1: Mauro André de Freitas
Árbitro Assistente 2: Anderson Jose de Moraes Coelho
Quarto Árbitro: Gustavo Holanda Souza
VAR: Márcio Henrique de Gois
AVAR1: Alberto Poletto Masseira
Observador VAR: Renato de Carlos
Quality Manager: Paulo Ricardo Alves de Oliveira
Analista de Vídeo: Osny Antonio Silveira

Desejo boa sorte à equipe de arbitragem e uma ótima partida de futebol!

Acompanhe conosco o jogo do Portuguesa X Red Bull Bragantino pela Rádio Futebol Total, acessando o App na sua Play Store / App Store, ou:
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Narração de Sérgio Loredo, comentários de Lucas Salema, reportagens de Pietro Loredo, análise da arbitragem com Rafael Porcari. Sábado, 21/06, 15h30. Mas desde às 14h30 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você, torcedor!

– E nas discussões da International Board, resolveu-se que…

nada de novo ocorrerá no futebol!

Sobre as perdas de tempo e preocupação de aumento de bola rolando (falamos ontem em http://wp.me/p4RTuC-JF2), decidiu-se que os árbitros irão recuperar todo tempo-extra necessário. Ou seja: acrescentar os minutos necessários aos moldes da primeira fase da Copa do Mundo 2022.

Na mesma oportunidade, discutiu-se (mas não se aprovou) a proposta das substituições temporárias: a ideia de que, quando um jogador lesionasse sua cabeça, fosse retirado de campo e um substituto jogaria em seu lugar até ele ter condições ou não de voltar a campo.

Gostou das decisões? Deixe seu comentário:

– Análise da Arbitragem de São Bernardo 1×1 Red Bull Bragantino.

Eu esperava mais do árbitro João Vitor Gobi (que elogiei bastante em outras divisões). Em um jogo fácil para apitar (vide o número baixo de faltas, abaixo), conversou demais com os atletas, e isso pode fazer com que a autoridade fique fragilizada. Tecnicamente foi bem; fisicamente idem; mas disciplinarmente, vide nas anotações que se seguem (especialmente à expulsão de Raul):

13m: Pênalti cometido por Natan, que se atrapalha ao perder abola e acaba atingindo com a perna direita seu adversário. Correta a marcação, sem a necessidade de aplicar o cartão amarelo.

28m: Alerrando dá um passe de letra a Sorriso (RBB) que faz o gol. O lance foi rápido, mas não ajustado, e o bandeira 2 Evandro de Melo Lima marca o impedimento. Felizmente, o VAR Rodrigo Guarizzo corrige o erro e o gol foi confirmado.

30m: Rodrigo Souza (SBE) dá uma entrada forte em Arthur (RBB) e foi corretamente advertido com o Cartão Amarelo.

Aos 46m, um erro bobo da bandeira Fabrini Bevilaqua (que foi bem na partida), por titubear e inverter um lateral que era para o São Bernardo (mas considere: ela estava encoberta pelo corpo do atleta do Bragantino).

45m + 3: o lance mais polêmico: João Vitor Gobi aplicou Cartão Vermelho para Raul (RBB) ao dividir com Leo Jabá (SBE). O atacante não estava numa situação clara e manifesta de gol pois estaria disputando a posse de bola, e o defensor tenta intercepta-la e atinge seu oponente. Eu entendi como ação temerária (Cartão Amarelo), mas ele optou por Jogo Brusco Grave (Cartão Vermelho). Talvez ele tenha sido levado à essa interpretação pela imagem impactante do lance. Para mim, foi rigoroso e errou.

Aos 49m, Salustiano (SBE) comete falta em Alerrando (RBB) e o árbitro não marca. Jogadores discutem e o árbitro adverte verbalmente (mas em vão, pois a discussão continuou). Ali, foi uma conversa exagerada, deveria dar uma bronca e mandar o jogo seguir, pois perde a autoridade (o correto, lógico, teria sido a marcação da falta).

Aos 59m: Vitinho (SBE) “pegou” Raul (RBB) no meio-campo, e recebeu corretamente o Cartão Amarelo.

63m: Por retardar o reinício da partida no tiro de meta, o goleiro Cleiton (RBB) recebeu Cartão Amarelo. Correto, já havia sido advertido.

Aos 80m: Cartão Amarelo para Salustiano (SEB) por falta em Arthur.

Ao todo, São Bernardo x Red Bull Bragantino:
Em faltas: 11×7
Em Cartões Amarelos: 3×1
Em Cartões Vermelhos: 0x1.

São Bernardo x Bragantino: veja onde assistir, escalações, desfalques e arbitragem da partida | campeonato paulista | ge

Imagem extraída de GE.com

– A importante reunião da FIFA sobre “tempo de bola rolando”.

A International Board estará reunida nesta 4a feira para uma discussão importante, perturbada que foi pela Premiere League: o tempo de rola rolando!

Na Inglaterra, despencou o tempo de “jogo jogado”, e a PL quer respostas do IFAB para solucionar o problema. São 3 ideias para ter maior tempo efetivo de jogo:

  • O cumprimento mais rigoroso das regras já existentes (6 segundos de tempo máximo de posse de bola do goleiro com as mãos e advertência com cartões por retardamento); ou
  • Acréscimos mais criteriosos, como visto na 1ª fase da Copa do Mundo; ou ainda;
  • Paralisação do cronômetro nas pausas da partida.

Howard Webb (ex-árbitro da FIFA e que apitou a final da Copa de 2010), atual chefe de arbitragem na Premier League, defende que as regras já existem, e que se fossem cumpridas com um pedido mais forte das entidades que administram o futebol, nada disso seria discutido.

Para você, qual a solução?

Deixe seu comentário:

Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para São Bernardo x Red Bull Bragantino.

Um árbitro de 27 anos, promissor, apitará São Bernardo x Red Bull Bragantino:

Árbitro: João Vitor Gobi
Árbitro Assistente 1: Fabrini Bevilaqua Costa
Árbitro Assistente 2: Evandro de Melo Lima
Quarto Árbitro: Thiago Lourenço de Mattos
VAR: Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral
AVAR1: Fabio Rogerio Baesteiro
Observador VAR: Luiz Vanderlei Martinucho
Quality Manager: Mário Nogueira da Cruz
Analista de Vídeo: Carlos Donizeti Pianosqui

Gobi é um menino que em 2019 estreou na 4a divisão paulista, e engatou uma boa sequência de jogos. A primeira vez que comentei jogos dele, foi numa partida no Estádio Jayme Cintra, e me chamou a atenção suas qualidades (escrevi aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/04/13/analise-da-arbitragem-de-paulista-3×1-manthiqueira/).

Neste mesmo ano, fez uma excelente arbitragem em Amparo, que me fez até “cobrar” uma oportunidade melhor: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/06/16/amparo-2×0-paulista-otima-arbitragem-de-gobi-vale-a-pena-dar-oportunidade-ao-rapaz/).

No ano seguinte (2020), estreou na A1 em Mirassol x Guarani, com razoável atuação. E no mesmo ano, não foi bem na A2 no São Caetano x São Bernardo, sentindo a ascensão muito rápida (aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2020/08/20/sao-caetano-4×3-sao-bernardo-o-correto-e-o-equivocado/).

Desde então, ficou transitando entre A2 e A3, e duas temporadas depois, volta a ter uma chance na série A1. Se ele estiver bem preparado, fará uma boa arbitragem (ele permite que o jogo flua, tem um estilo de arbitragem que permite que a equipe que busque o gol possa jogar, coibindo cera e cobrando tempo de bola rolando).

Aguardemos uma boa atuação!

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Narração de Sérgio Loredo, comentários e reportagens de Pietro Loredo, Análise da Arbitragem de Rafael Porcari. Quarta-feira, 18/01, 19h00. Mas desde às 18h00 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– Análise da Arbitragem de Red Bull Bragantino 1×0 Corinthians.

Muito boa arbitragem de Raphael Claus no jogo Red Bull Bragantino 1×0 Corinthians.

Embora econômico no primeiro tempo devido aos cartões (foram muitas faltinhas em rodízio do Corinthians), no segundo tempo cumpriu à risca a regra.

Tivemos Amarelos para Fagner (SCCP) por ação temerária em Juninho Capixaba, para Gil (SCCP) por reclamação e para o próprio Juninho Capixaba (RBB) por uma falta mais forte – todos os cartões foram corretamente aplicados.

O jogo só teve um lance mais discutível: a roubada de bola de Capixaba (legal) na disputa com Cantillo. Dessa bola há o toque para Hurtado que faz o cruzamento para Arthur acertar o gol. O Timão pediu falta, mas Claus estava em cima da jogada, viu o lance e mandou seguir. Acertou.

A propósito, o senso de posicionamento em campo do Raphael Claus foi excelente, esteve sempre próximo dos lances e com um invejável condicionamento físico nesta tarde tão quente em Bragança Paulista.

O único “porém”: se ele deu 7 minutos de acréscimos no 1º tempo, onde só tivemos parada para hidratação e nada mais, não há coerência em dar 8 minutos de acréscimos no 2º tempo, quando ocorreu atendimento de atletas por choque de cabeça dentro de campo (perdeu-se muito tempo ali), a paralisação por conta dos sinalizadores (mais tempo gasto) e de todas as paralisações para as substituições.

Em tempo, sobre a torcida do Corinthians acendendo sinalizadores: eles foram revistados na chegada da cidade, no bolsão criado pela Polícia no Lago do Taboão, depois na entrada do estádio também. Como entraram com os artefatos? Aliás, na Europa não se paralisa o jogo por conta deles (a não ser que atrapalhem o jogo).

Imagem extraída de Gazeta Esportiva.com

– Que escanteio é esse?

Um pouco de humor vai bem: repare na cobrança desse escanteio

Coisas do futebol por aí!

– Acompanhe Bragantino x Corinthians pela Futebol Total na Web

Nossa participação sobre o que esperar da arbitragem de Red Bull Bragantino x Corinthians pela Rádio Futebol Total.

No link em: https://youtu.be/Co1xzVi7QyY

 

– Arbitragem para Red Bull Bragantino x Corinthians e a recomendação dos acréscimos.

Na abertura do Campeonato Paulista, a FPF optou por escalar o que tem de melhor: árbitros FIFA, ex-FIFA e aspirantes à FIFA para os times grandes. Nenhum teste, afinal, muitas vezes a “primeira impressão é a que fica”.

E como o principal jogo da rodada será Red Bull Bragantino x Corinthians, o “supra-sumo” da arbitragem paulista foi escalado. Direto da Copa do Mundo (e em número de Copa…), 6 árbitros, 3 analistas e 3 operadores / garantidores:

Árbitro: Raphael Claus
Árbitro Assistente 1: Alex Ang Ribeiro
Árbitro Assistente 2: Amanda Pinto Matias
Quarto Árbitro: Marcio Mattos dos Santos
VAR: Thiago Duarte Peixoto
AVAR1: Vitor Carmona Metestaine
Observador VAR: Silvia Regina de Oliveira
Quality Manager: Debora Raiane Nunes
Analista de Vídeo: Marcio Luiz Augusto
Técnico de Garantia FPF: Rodolfo Martins
Operador de Replay: Gabriel Vianna
Técnico de Garantia Estádio: Gustavo Xavier
Sabemos que uma das preocupações do Paulistão será o TEMPO de bola rolando. Porém, não gostei da fala da chefe dos árbitros, Ana Paula Oliveira, que declarou:
“Dar o acréscimo justo é favorecer o espetáculo. A estimativa é que a gente tenha três, quatro cinco, até seis minutos no primeiro tempo. E no segundo tempo um pouco mais, a partir de quatro. É quando você costuma ter as lesões dos jogadores, mais substituições, são cinco por equipe. Então aumenta mesmo. Deve ficar entre quatro e oito minutos (no segundo tempo). Temos de colocar também as intervenções do VAR – disse Ana Paula de Oliveira, presidente da Comissão de Árbitros da Federação Paulista de Futebol.”
Ôpa! É “padrão”? Depende muito do andamento do jogo, não acho correto estipular de 3 a 6 minutos no 1º tempo e de 4 a 8 minutos no 2º tempo. “Tempo pré-determinado” não pode ser regra, além de que a fala é perigosa, pois se você der 1 minuto de acréscimo no 1º tempo, vão chiar…
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Narração de Sérgio Loredo, com a jornada esportiva a partir das 15h neste domingo!

– Afinal, o que é a Uniformização de Critérios da Arbitragem e qual a dificuldade em implantá-la?

O que é a uniformização de critérios para cada um dos personagens do mundo do futebol?

A) Para o torcedor comum, pelo fato de existirem Regras no Futebol,
1- o simples cumprimento delas durante o jogo já melhoraria o nível da arbitragem de futebol.

B) Para o jornalista esportivo e demais entendidos,
1- o cumprimento delas deve ser indiscutível e
2- devem ter um critério uniforme de interpretação.

C) Para as comissões de arbitragem,
1- é importante deixar os árbitros atualizados com as regras de futebol,
2- determinar os critérios de interpretação e
3- garantir que eles não sofram pressão de cartolas dos times grandes.

D) Para os árbitros de futebol,
1- há a necessidade de cumprir as regras,
2- ter uma uniformização de critérios,
3- existir a garantia de que seus chefes não sucumbirão aos vetos dos dirigentes esportivos e
4- saber o que a “Comissão de Árbitros quer” quando os orienta.

Tudo isso pode ser observado num campeonato de futebol, fazendo alguns questionamentos, como: O árbitro está “afinado” com as regras? Ele apita de maneira independente, sem tendenciar a favor de time grande? Está bem orientado pela Comissão de Arbitragem, que claramente buscou orientar aos seus juízes um critério único, indiscutível, que todos tenham ciência?

Lamentavelmente, vemos árbitros tomando decisões diferentes em partidas de um mesmo torneio, em lances idênticos. Não é simplesmente “questão de interpretação”, mas a falta de uma objetiva orientação por parte dos Cartolas do Apito.

Quer um exemplo disso?

Simulação de atletas! Tem árbitro que manda o jogador levantar, outros advertem verbalmente, alguns dão Cartão Amarelo ou outros ignoram a simulação e simplesmente deixam o jogo seguir.

Me recordo nos anos 90, na última Cartilha de Uniformização de Critérios que li, produzida pelo prof Gustavo Caetano Rogério. Lá, por exemplo, era claro: se o jogador simular e reclamar, deve dar o Cartão Amarelo. Se o jogador cair por força do lance (sem ser simulação) e reclamar, adverte verbalmente. E por aí iam os detalhes para que os árbitros não tivessem a desculpa de que “tudo fosse interpretação”.

Mas reside ainda outro problema: a qualidade dos nossos dirigentes de arbitragem e instrutores. Poucos na América do Sul demonstram seriedade e competência. No Brasil, há (e defendo faz tempo) a necessidade de abandonar a paixão que se tem por Ubaldo Aquino, Jorge Larrionda e outros que praticamente vivem no país orientando os árbitros. Temos que trazer europeus de primeiro nível para melhorar a instrução ao quadro.

Tenho a memória bem fresca e com anotações em meus cadernos da época (sempre fui caxias em registros): o Prof Gustavo que citei acima, na FPF, cobrava dos árbitros para que não fossem ADMINISTRADORES de partidas, pois essa não era a função do juiz de futebol. O árbitro deveria ser cumpridor das leis do jogo, pois se resolvesse administrar a partida (que significa: picar o jogo com faltas, segurar os lances, soltar a contenda, por exemplo), ele acabaria se tornando “fazedor de media”. A pré-temporada começava 10 dias do início do Paulistão e os árbitros saíam dela direto para os jogostreinados, atualizados e bem condicionados fisicamente. Me recordo, inclusive, que nos anos 2000 ficamos 10 dias hospedados e fomos direto da concentração para Limeira a fim de trabalhar na abertura do Paulistão: Internacional x Palmeiras, com Seneme no apito, Ana Paula na bandeira 1, Aline Lamber na bandeira 2 e eu como quarto-árbitro.

Neste ano, veremos essa uniformização?

Imagem: reprodução CBF

– Manipulação de Resultados na Copinha: uma chaga muito grande!

Vira e mexe, falamos sobre os perigos de uma estrutura frágil do futebol, com clubes falidos e jogadores suscetíveis às propostas indecorosas.

Nos últimos anos, a 4ª divisão paulista foi vítima desses apostadores que manipulam resultados. Citamos vários exemplos de atletas que foram ou tentaram ser cooptados: Batatais, Olímpia, América de Rio Preto, Paulista de Jundiaí e, pela divisão de juniores, um caso escandaloso de tentativa de “gol contra de calcanhar” com um garoto do Andradina. Vide em: https://professorrafaelporcari.com/2022/06/10/manipulacao-de-resultados-na-4a-divisao-paulista-de-novo/

A preocupação ocorre até com as Ligas mais importantes: vide o recente caso envolvendo o Arsenal-ING, nessa semana, aqui: https://professorrafaelporcari.com/2023/01/11/as-apostas-influenciaram-um-cartao-combinado-no-jogo-do-arsenal/

Quanto mais inusitado, mais valerá a aposta e o ganhador “quebrará a banca”. Mas muitas vezes as apostas mais “certeiras” para quem quer ludibriar, são em lances combinados, como “número de escanteios”. E foi essa a proposta de um apostador para um zagueiro do Zumbi-AL, que avisou o presidente do seu clube, que comunicou à FPF e à Polícia Civil.

Repare na conversa (prints abaixo) do aliciador identificado como “Diego Rodrigues” com o garoto: ele oferece R$ 3.000,00 para o atleta ceder 11 escanteios, sendo 6 no primeiro tempo e 5 no segundo tempo.

Observação: o time se chama ZUMBI, em homenagem a um libertador da escravidão, mas não paga salários e nem dá ajuda de custos aos seus próprios atletas… Quantas vezes (não digo que é o caso da equipe alagoana) nós ouvimos falar de clubes que vendem vagas para atletas se mostrarem numa vitrine como a Copinha…

A matéria em: https://ge.globo.com/sp/ribeirao-preto-e-regiao/futebol/copa-sp-de-futebol-junior/noticia/2023/01/12/policia-civil-investiga-tentativa-de-manipulacao-de-resultado-na-copa-sp-veja-proposta-de-apostador.ghtml

Cada vez mais, precisamos ficar atentos em clubes, jogadores e árbitros – a fim de que estejam blindados de tudo isso.

– A Pré-Temporada dos Árbitros da FPF 2023.

De 2 a 14 de janeiro, divididos em duas turmas, os árbitros estão se preparando para o Paulistão em Águas de Lindóia.

Tomara que tenham visto na Copa do Mundo que estavam usando equivocadamente o VAR no Brasil, assim como estavam marcando qualquer bola na mão como Movimento Antinatural

A matéria dps trabalhos está aqui: https://www.futebolpaulista.com.br/Noticias/Detalhe.aspx?Noticia=22777

Porém, me chama a atenção: Jorge Larrionda está orientando os árbitros, e na foto se vê Sérgio Corrêa da Silva. Ambos foram responsáveis, respectivamente, pela orientação equivocada da mão na bola e do uso do VAR na CBF. Agora fazem o mesmo trabalho (imagino que remunerado) na FPF?

Para que não paire dúvida, vale essa postagem que explica onde nasceu a confusão dos pênaltis de queimada e do VAR intrometido/protagonista, em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/08/09/o-que-mudou-ou-nao-na-regra-da-mao-na-bola/

– Há 7 anos, se discutia o Cartão Branco no futebol.

Aconteceu em 2016, mas é uma ideia perene: a aplicação de suspensão temporária para jogadores indisciplinados (de 5 a 10 minutos).

O que você pensa sobre isso?

Republico, deste mesmo blog, sobre o assunto naquela oportunidade:

O CARTÃO BRANCO 

Está acontecendo um  Congresso Mundial de Futebol em Portugal, o “Conversas de Futebol” (ou “Football Talks).

Dentre os muitos assuntos, a Arbitragem foi discutida. E Pierluigi Colina, ex-árbitro e agora dirigente da UEFA, sugeriu uma novidade: o Cartão Branco!

A idéia seria de que as faltas por indisciplina (simulação de infrações, chutar a bola para longe após o apito e reclamações contra o árbitro) sejam punidas, ao invés do Cartão Amarelo, com o Cartão Branco. O infrator ficaria de 5 a 10 minutos fora do jogo (tempo exato a definir em outros debates), servindo de exemplo para indisciplinados. Os Cartões Amarelo e Vermelho continuariam para as outras situações de jogo.

Particularmente, acho desnecessária tal medida. O Amarelo já é suficiente para os indisciplinados, sendo que a reincidência leva à expulsão.

Daqui a pouco, com o excesso de preocupação “politicamente correta“, teremos o Cartão Verde para atitudes de Fair Play (chutar a bola para a lateral para atender um adversário lesionado), o Cartão Lilás contra a homofobia, o Cartão Preto contra o Racismo, o Cartão Laranja para a Xenofobia, e por aí vai.

No Brasil, já testamos o Cartão Azul no antigo Campeonato Paulista de Aspirantes, uma espécie de intermediário entre o Amarelo e o Vermelho.

Não gosto de um suposto teste com o Cartão Branco por tal motivo: a indisciplina, por quais sejam os motivos como citados acima, já tem seus instrumentos de punição estabelecidos na Regra do Jogo.

A UEFA, a Conmebol ou a FIFA deveriam se preocupar mais em capacitar seus árbitros do que criarem tais invencionices.  

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

Há um cartão branco que está dar a que falar: árbitro elogia atitude de jovem jogador, pai fala em humilhação

Imagem extraída de: https://desporto.sapo.pt/futebol/artigos/ha-um-cartao-branco-que-esta-dar-a-que-falar-arbitro-elogia-atitude-de-jovem-jogador-pai-fala-em-humilhacao

– A Copa São Paulo é para revelar ou não?

O texto é de 5 anos, mas se faz atual para 2023: o CRAQUE precisa da Copinha para ser revelado? E o árbitro? 

Em tempo: o Santana, do Amapá, que está na chave do palmeiras, desistiu dois dias antes do torneio…

Abaixo, deste mesmo blog:

Começará a Copa São Paulo de Futebol Júnior 2018. A competição é apaixonante para quem gosta de esportes, e abre o calendário futebolístico do Brasil.

Porém, a “Copinha”, como é conhecida carinhosamente a competição, há tempos deixou de ter o propósito inicial: apresentar os craques do futuro e revelar atletas.

No começo, craques surgiam em grandes jogos de equipes de ponta. Clubes de expressão conseguiam mostrar o trabalho realizado nas categorias de base, enfrentando co-irmãos da mesma grandeza.

Hoje, equipes de todo o país, até mesmo as que não se sustentam durante o ano, disputam a Copa SP. Esquadrões formados às pressas, seleções regionais e combinados de atletas de empresários influentes acabam se envolvendo com clubes grandes. E como no futebol nem sempre o melhor vence, pode ocorrer de um grupo qualquer, por ser jogo único, eliminar um time sério que trabalha o ano inteiro. E isso não é bom para o futebol… Já tivemos o Roma de Barueri (de onde veio e para onde foi?) vencendo o torneio em cima do São Paulo FC.

Quem continua fazendo trabalho sério no esporte: o Roma ou o SPFC? O primeiro vende (ou vendia) atletas como mercadoria bruta, o outro forma jogadores (incluindo trabalho escolar e social). E, com frequência, esses mesmos combinados que por acaso vencem a competição, passam vexame: ou alguém não se lembra de times do Tocantins e Roraima levando goleadas com placares de mais de 10 X 0?

Em suma: perdeu-se o espírito esportivo e privilegiou-se o mérito financeiro. A Copinha deveria ser um torneio com os 12 grandes do Brasil (os 4 paulistas, os 4 cariocas, os 2 gaúchos e os 2 mineiros), somando os convites a um ou outro do Centro-Oeste e Nordeste (simplesmente privilegiando o mérito técnico), além dos tradicionais times paulistas que são reconhecidamente fortes nas categorias de base (incluo aqui os campineiros Guarani e Ponte Preta, a Lusa do Canindé, o Nacional da Capital, e, claro, o sempre forte Paulista de Jundiaí, de ótimas campanhas no Sub 19/Sub20). 

Além disso, não poderia deixar de tocar no assunto: e para a arbitragem, a Copinha vale o quê?

Vale muito! Para o árbitro iniciante, é a oportunidade de grandes jogos (para a sua carreira até aquele momento) e com casa cheia. É um debute em competição de importância. Serve para ele aspirar às séries mais altas no Estadual, como A3 e A2, além de ganhar ritmo de jogo para a temporada.

Há um problema nesse ponto: antes, a Copa SP era arbitrada por jovens árbitros durante todo o torneio, e quem se destacasse mais, chegaria à final. Hoje mudou: árbitros conhecidos nacionalmente apitam alguns jogos a fim de se prepararem ao Paulistão, tirando a oportunidade de revelar jovens talentos do apito. Na década de 90, quem apitava a final da Copinha conseguia chegar a série A1! Nos últimos anos, até FIFA atuou na Copa SP.

Fica a preocupação: qual o mote principal da Copinha aos árbitros, pela visão da Comissão de Árbitros da FPF: revelar gente nova ou treinar juiz da primeira divisão?

Quanto ao mote dos clubes, aqui a Federação Paulista não deixa dúvidas: é o de fazer negócios! Claro, quais talentos das últimas edições da Copa SP disputaram o Campeonato Brasileiro?

O craque, hoje, não precisa de Copinha para se revelar. Lembre que Neymar era reserva na edição em que disputou…

FPF divulga os grupos da próxima Copa São Paulo de Futebol Júnior; confira as 32 chaves com 128 times | LANCE!

Foto: Divulgação FPF.

– Os melhores e os piores árbitros do Brasileirão 2022.

Há certas pesquisas curiosas: o UOL entrevistou os jogadores do Brasileirão que responderam anonimamente quem eram os melhores e piores árbitros do Brasileirão.

Vejam os resultados:

Melhores:

1- Anderson Daronco,

2- Raphael Claus,

3- Wilton Pereira Sampaio.

Piores:

1- Anderson Daronco,

2- Raphael Claus,

3- Flávio Rodrigues de Souza.

Isso mostra o quanto é subjetiva a avaliação de um juiz de futebol dentro de campo

A pesquisa toda em: https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/2022/12/29/pesquisao-2022-jogadores-elegem-daronco-como-melhor-e-pior-juiz-do-brasil.htm

Anderson Daronco apitou 27 partidas do Brasileirão neste ano - Miguel Schincariol/Getty Images

Imagem crédito de Miguel Schincariol / Getty Imagens

– O Comentarista de Arbitragem e a sua função.

Um repost desse artigo, que já tem algum tempo, mas é atual: comentarista de arbitragem não pode ser protagonista em uma transmissão de futebol; entretanto, não é alguém irrelevante – especialmente quando ocorrem situações inusitadas.

A receita certa é: definir os momentos-chaves da sua participação, não comentar o que é óbvio e respeitar a opinião alheia, mesmo divergente.

Abaixo, desse mesmo blog, em: professorrafaelporcari.com/2021/07/12/a-des-importancia-de-um-comentarista-de-arbitragem-durante-a-partida/

A (DES) IMPORTÂNCIA DE UM COMENTARISTA DE ARBITRAGEM

Se dentro de campo a cultura apaixonada do torcedor é xingar o juizão, e quando ele sai dos gramados e vai para a TV?

Não muda muito, dependendo do comentário. O mais fanático dirá: “O ‘Arnaldo’ [César Coelho] falou na Globo que foi pênalti mesmo, vai lá na televisão brigar com o cara. Ele apitou final de Copa do Mundo e você quer discutir com ele?” (se for a favor do seu clube). Ou: “O ‘Paulo César’ [Oliveira] não apitava nada dentro de campo e na televisão continua ruim” (se o comentário for desfavorável ao seu interesse).

A verdade é: o torcedor lúcido, que gosta do esporte em si, ou o jornalista estudioso de futebol, sabe quando o cara é bom ou não é. Ex-árbitro “de nome” tem mais credibilidade quando vai para a telinha pois é mais conhecido; se ele trabalhar bem a imagem, ganha carisma e a simpatia do público o torna mais “humanizado”.

Porém, quando o cara troca o apito pelo microfone e quer manter o tom autoritário da análise, com a fala firme em voz professoral-ditatorial, aí a antipatia só aumentará. Pior: e quando faz uma análise de lance duvidoso e não permite ao torcedor ter a dúvida, cravando sua opinião e desmerecendo a do outro?

“Nem ao Céu e nem ao Inferno”, diria o sensato. Se você comenta futebol na TV ou no rádio, mesmo que você saiba muito da teoria (não precisa ter sido um árbitro da FIFA), se faz imprescindível usar um vocabulário mais didático, humilde, acessível às pessoas. E dentro da sua análise, permitir o respeito à opinião de outras pessoas (que não apitaram futebol, mas podem entender de outras nuances mais do que você).

O grande problema dos comentaristas de arbitragem (não estou me isentando, faço sempre o mea culpa e procuro entender o ponto de vista contrário, sem ferir o direito do outro pensar diferente): achar que é a autoridade máxima FORA de campo…

Resumindo com um exemplo: “brigar com a imagem”, onde você sustenta um erro mesmo o torcedor vendo que não era bem aquilo. Pô, voltar atrás é demonstrar inteligência e humildade, não há problema. É ser honesto! Diferente de, a cada ângulo, você não ter competência e dizer: “foi pênalti, pegou a perna do Fulano” e, depois do árbitro em campo mudar a decisão, você se “solidarizar com ele” pois o VAR nada mostrou e criar longas histórias para dizer que não estava errado inicialmente…

A verdade é: precisa-se de comentarista de arbitragem numa transmissão?

SIM, se for para enriquecer a transmissão. Para participar a todo instante, sem ser em momentos de irreverência para cativar o telespectador num jogo meia-boca ou nos lances capitais, não precisa. Para falar que “foi lateral” ou “acertou no impedimento claríssimo”, não acrescenta em nada.

Boa parte das minhas atividades em comentários, quando estou na Rádio Difusora AM 810, por exemplo, é na cabine e sem VT. Aqui, uma confidência: se você ficar nas Redes Sociais durante a transmissão, “dançou”. O jogo é rápido, você poderá errar e ludibriar o torcedoro que não é correto. Me policio demais para tentar não ser “o dono da verdade”, opinar com correção e entender a interpretação diferente da minha, que pode me fazer enxergar o jogo diferente.

Enfim, pensemos: o comentarista de arbitragem não pode ser o PROTAGONISTA do jogo; ele tem certa relevância na transmissão, mas não deve ser “o cara”, respeitando as opiniões em contrário (mesmo que não concorde com elas). Talvez mais importante seja destinado ao ex-árbitro à função de “orientador de equipes”, tendo cargo nas Comissões Técnicas dos clubes, dando aulas de Regras do Jogo às categorias de base e orientando os atletas profissionais a não serem punidos e tirarem proveito dos detalhes da Regra.

E você: o que pensa sobre os comentaristas de arbitragem na televisão ou no rádio?

Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.

– Ah, Neymar…

Eu iria escrever sobre a ridícula simulação de Neymar, mas Tutty Vasques já fez por mim (abaixo).

Será que o “comprometimento” pré-Copa era temporário?

– Zidane na Seleção Brasileira: outra especulação…

Aberta a temporada de chutes e “falta de notícias”: falou-se do italiano Carlo Ancelotti como treinador da Seleção Brasileira, depois do português José Mourinho e agora do francês Zinedine Zidane.

Na semana que vem, podemos “chutar” um espanhol e na outra um alemão. Ou quem sabe um holandês!

Falando sério: essa época, para o mundo do futebol, é muito chata…

Imagem extraída de “O Globo”, credito na mesma.

– A corte real do futebol, numa capa mexicana.

Que capa desse jornal do México, está perfeita!

O Rei Pelé e os dois príncipes, Maradona e Messi (aliás, aqui são chamados de “três reis):

– Acabou a Copa. Obrigado pela incrível experiência, Jovem Pan.

Eu só posso agradecer aos amigos da Rádio Jovem Pan pela experiência que ganhei nesse mês de Copa do Mundo. Seja nos estúdios do “Alto da Avenida Paulista” ou pelas diversas formas de interação on-line, ao vivo ou gravado; nos boletins em vídeos, áudios ou nos textos enviados; falando ou escrevendo sobre a arbitragem… pude fazer amigos e me tornar ainda mais fã dos brilhantes jornalistas que conheci e interagi – e que os ouvia e ouço.

Obrigado àqueles que me ajudaram a crescer e aprender um pouco mais, me permitindo dividir a companhia, seja presencial ou à distância: Nilson César, Fausto Favara, José Manuel de Barros e Gabriel Dias; Wanderley Nogueira, Diogo Mesquita, Márcio Reis, Kaíque Lima e Gabriel Sá; Flávio Prado, Bruno Prado, Mauro Betting, Mauro César Pereira, Fábio Piperno e Vampeta; Daniel Lian, Giovanni Chacon, Caíque Silva, Guilherme Silva, Pedro Marques, Tiago Asmar, Livian Weber, Raul Oliveira e a todos os outros que minha memória me furta e eu possa ter esquecido.

Foi MUITO BOM!!! Até a próxima (tomara), se Deus quiser! E se Ele permitir, em 2023 voltaremos para o futebol nacional, com o Time Forte do Esporte de Adilson Freddo na Rádio Difusora, comentando a arbitragem dos jogos do Paulista FC na sua luta para se reerguer, concomitantemente com a Rádio Futebol Total na companhia dos queridos Sérgio, Sílvio e Pietro Loredo, acompanhando as partidas do Red Bull Bragantino no Campeonato Paulista, Brasileiro e Sul-americano.

Na imagem acima, algumas fotos das nossas jornadas esportivas.

Abaixo, alguns comentários de jogos trabalhados (e separei 3 que me foram bem marcantes):

A – https://youtu.be/5jZEE0measg

B – https://youtu.be/JBjpDlk6uvU

C – https://youtu.be/ROpTNHHLQ4I

 

– Dia de Decisão do Mundial de Futebol Catar 2022!

Hoje é dia da final da Copa do Mundo de 2022!

Tudo sobre a arbitragem da decisão entre Argentina x França, no vídeo em: https://youtu.be/0D_syJFZNeo

Ou no texto em: https://professorrafaelporcari.com/2022/12/16/tudo-sobre-a-escolha-da-arbitragem-de-szymon-marciniak-para-argentina-x-franca-final-da-copa-do-mundo-2022/

– Qual o seu momento marcante da Copa do Mundo do Catar 2022?

Assisti muito futebol no último mês. E, confesso, nada foi mais gratificante do que ter tido a experiência de ter trabalhado comentando alguns jogos pela Rádio Jovem Pan. Mais tarde faço meu necessário agradecimento.

Mas eu tive 3 momentos que não esquecerei, que compartilho nos áudios abaixo (3’28”, 0’44″e 0’28″segundos respectivamente.

Compartilho, justamente pelo carinho recebido. E obrigado a todos que torceram por mim!

A – https://youtu.be/5jZEE0measg

B – https://youtu.be/JBjpDlk6uvU

C – https://youtu.be/ROpTNHHLQ4I

 

– Juizão do Catar em Croácia 2×1 Marrocos foi o destaque negativo.

O árbitro Abdulrahman Al-Jassim (Catar), “protegido do príncipe catari”, foi unanimidade em Croácia 2×1 Marrocos, desagradando as duas equipes.

Faltas não marcadas, pênalti ignorado, VAR omisso… tudo errado.

É isso que dá quando se faz média, e não se opta pela meritocracia.

– Um árbitro estuda as equipes?

Sim! Por mais que ele diga que não sabe nada sobre os times, a fim de não se influenciar, estudar uma partida é importantíssimo.

Por exemplo:

A) Comportamento dos atletas: se eu tenho um lance onde há dúvida se foi pênalti ou não, e os envolvidos são Gamarra e Marcelinho Carioca, o árbitro experiente vai saber: Gamarra dificilmente faz falta, e Marcelinho costumeiramente simula. Portanto, saber o histórico dos jogadores é importante.

B) Esquema de Jogo: “como atuam as equipes” hoje é um fator a mais para a arbitragem: por exemplo: em jogos de toque de bola e muita posse (como o “Dinizismo”), o juiz não se deve prender à diagonal tradicional, mas se preparar para ter uma distância segura e procurar mais espaços para não atrapalhar o andamento da partida, bem como estar pronto para situações como “bola perdida na saída do goleiro” e outras nuances.

C) Jogadas Ensaiadas: Em 2005, o São Paulo cansava de utilizar Aloísio Chulapa como pivô (deitando-se no zagueiro), a fim de conseguir uma falta e Rogério Ceni fazer um gol de bola parada. Saber o que um time faz é deveras útil para o árbitro não ser ludibriado ou para se preparar para uma situação.

Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.

– #REPOST: As previsões sobre Neymar se concretizaram ou não?

Há algum tempo…

Quando apareceu à grande mídia, ainda criança, o garotinho Neymar era uma promessa de sucesso. Na juventude, assombrou o Brasil com sua categoria indiscutível. E as previsões eram que: seria o número 1 do mundo; camisa 10 da Seleção Brasileira; quando maduro não cavaria tantas faltas nem simularia como estava fazendo até então; e, por fim, se tornaria um pop star.

Para os olhos dos árbitros, Neymar piorou em alguns momentos (na questão das faltas), melhorou em outros, mas na Copa de 2018 virou meme da Internet.

E nos outros quesitos?

Poderá vir a ser número 1 do mundo ainda (bola ele tem!); camisa 10 da Seleção ele já é; idem a celebridade e, cá entre nós, falta reconquistar a simpatia que muitos perderam para com ele.

Veja, abaixo, essa capa da Revista Placar, às vésperas de Barcelona x Santos no Japão, prevendo que Neymar rivalizaria com Messi sobre o reinado de melhor do mundo.

Em tempo: há uma matéria de que os príncipes catarianos do PSG estariam de olho na Arena Corinthians, ou como citado na matéria, Itaquerão (o nome mais popular).

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– Tudo sobre a escolha da arbitragem de Szymon Marciniak para Argentina x França (Final da Copa do Mundo 2022).

Para o confronto entre a Albiceleste vs Les Blues, arbitrará o seguinte “time de 11 árbitros”:

Árbitro Central: Szymon Marciniak (Polônia)
Bandeira 1: Pawel Sokolnicki (Polônia)
Bandeira 2: Tomasz Listkiewicz (Polônia)
4º árbitro: Ismail Elfath (EUA)
5º árbitro: Kathryn Nesbitt (EUA)
VAR (árbitro de vídeo): Tomasz Kwiatkowski (Polônia)
AVAR 1 (assistente do árbitro de vídeo): Juan Soto (Venezuela)
AVAR 2 / OVAR (bandeira para impedimento no vídeo): Kyle Atkins (EUA)
AVAR 3 / SVAR (suporte do VAR): Fernando Guerrero (México)
AVAR 4 / SBAVAR (substituto do AVAR): Corey Parker (EUA)
AVAR 5 / SBVAR (substituto do VAR): Bastian Dankert (Alemanha)

Marciniak (41 anos, 1,80 de altura, natural da cidade de Plock) e dedica-se exclusivamente à arbitragem. Trabalhou na Copa da Rússia 2018, apitando Argentina x Islândia e Alemanha x Suécia. Ele tem 20 anos de carreira, sendo 11 no quadro da FIFA. Destaque para a atuação positiva dele em Barcelona 3×3 Internazionale, pela UCL.

No Catar 2022, apitou França 2×1 Dinamarca e Argentina 2×1 Austrália, ambos jogos sem problemas. Por conhecer as duas equipes e ter sido bem discreto (além de competente), foi premiado com a final.

  • Curiosidade 1) Em entrevista ao site português RefereeTip, Marciniak confessou que se tornou árbitro pois era jogador do Wisla Plock, e que ao ser expulso, discutiu com o juiz que o desafiou:

“Não concordei com a decisão do árbitro e disse-lhe com palavras irreproduzíveis… Disse-lhe que era um dos piores árbitros que já tinha visto na minha vida. E ele respondeu: ‘Tudo bem. Se acha que é um trabalho fácil, então tente fazê-lo”, explicou Marciniak, que… aceitou o desafio e entrou na Escola de Arbitragem duas semanas depois.”

  • Curiosidade 2) O bandeira 2 é filho de Michał Listkiewicz, que foi bandeira 2 na final da Copa de 1990, entre Alemanha 1×0 Argentina, na Itália.

Foto extraída da Federação Polonesa de Futebol: https://www.pzpn.pl/federacja/aktualnosci/2022-12-15/szymon-marciniak-poprowadzi-final-mistrzostw-swiata

– Szymon Marciniak apitará a Final da Copa do Catar 2022.

ACERTAMOS!

Conforme falamos no começo da semana, analisando rendimento e política, o polonês Szymon Marciniak apitará a final da Copa!

Tá escrito aqui desde o começo da semana, e como 1a opção: https://professorrafaelporcari.com/2022/12/13/e-o-arbitro-da-final-da-copa-do-mundo-sera-e-as-selecoes/

Deveria ter apostado… rsrs

Amanhã escrevemos um pouco mais sobre ele.

Imagem extraída de: https://twitter.com/realmadrid/status/1462858427223396355?lang=th

– A soberba do torcedor brasileiro tem reflexo na Seleção?

Claro que depois de uma eliminação de Copa do Mundo, existe uma (contestável) “Caça às Bruxas”. Partindo do torcedor popular, de alguns jornalistas e até mesmo da cartolagem, um “culpado” tem que ser encontrado.

Mas cá entre nós: isso não acontece por quê, de maneira iludida, os brasileiros mais aficcionados acham que a Seleção Brasileira tem obrigação de ganhar cada Mundial que disputa?

Que soberba! Uma só equipe vence a Copa, e há outros bons jogadores, bons treinadores e bons conjuntos (e muitas vezes, os jogadores do nosso selecionado não se dão conta disso). Seja por um time “que encaixa” por um mês ou por um trabalho de longo prazo, alguém vencerá e todos os demais irão mais cedo para casa.

A Seleção Brasileira de Futebol Masculino NÃO É a Seleção Norte-Americana de Basquetebol (o famoso Dream Team), mas muitos pensam que é. O mais perfeito “Escrete Canarinho” (adoro usar esse termo) foi o de 1970, que tinha Pelé, Tostão, Rivelino, Gerson, Carlos Alberto… mas que foi vaiado em 1969 no Maracanã!

Precisamos entender que há outros ótimos adversários. A Argentina tem uma seleção de muitos atletas bons e alguns comuns, mas tem MESSI, que é alguém fora do normal. Não adianta cobrar que Neymar tenha a qualidade de futebol e o mesmo comportamento do argentino. Aliás, Lionel Messi faz a diferença em campo, assim como o treinador Lionel Scaloni fez fora das quatro linhas: sem ser “paparicado”, houve a humildade do técnico hermano em treinar esquemas alternativos e estudar a fundo o rival, mudando seu jeito de jogar conforme o adversário. É difícil para nós, brasileiros, reconhecermos tudo isso?

Quer outra soberba? A história de que somos o país do futebol. Compare:

O Brasil tem 214 milhões de habitantes, e 5 títulos mundiais. A Alemanha tem 83 milhões e 4 títulos. A Itália tem 59 mi e 4 títulos. O Uruguai tem 3,5 milhões e 2 Copas vencidas!

É claro que “quantidade de gente” não significa “quantidade de títulos”, caso contrário, a China e a Índia estariam entre os finalistas por sua população bilionária. Mas para os países com “cultura de futebol”, isso é relevante. Em proporção, nossos rivais fizeram mais do que a gente.

Outro dado enganoso: o de termos participado de todas as Copas (como se fosse mérito e diferencial para ganhar Copa)! Em 1950, muitos países abriram mão da Copa devido à 2ª Guerra, outros acharam que era longe demais e algumas equipes nem se interessaram. Aliás, lembremos que os primeiros mundiais eram por convites. E não nos esqueçamos: em 1962 tivemos o “passito” de Nilton Santos contra a Espanha, na não marcação de um pênalti, além da polêmica da escalação de Garrincha na final (ele houvera sido expulso na semi…). Em 2002, se tivéssemos VAR, o pênalti de Luizão contra a Turquia seria falta fora da área e o gol da Bélgica validado. Mas há quem não tenha a humildade de entender tudo isso.

Na história do futebol, a Hungria de Puskas revolucionou e quebrou a hegemonia inglesa de não perder por décadas em Wembley por inventar o… aquecimento! E por muitos anos aquele time encantou, mas nada ganhou. Em 74 e 78, a maravilhosa Holanda de Cruyff fez outra revolução, e nada ganhou também. Quem vem se destacando, queiramos ou não, é a França, que se juntou aos “grandões históricos”. Tudo isso para dizer: o futebol vai mudando, e as potências são cíclicas. Especialmente com o advento da Globalização! Os grandes clubes europeus, ricos e bem estruturados, MATARAM boa parte dos clubes sulamericanos, que se transformaram de “rivais” para meros “fornecedores de pé-de-obra”. E com isso se tornaram empresas multinacionais, com jogadores de toda parte do mundo, compartilhando conhecimento pelo intercâmbio e disseminando futebol. Isso explica a evolução de equipes outrora subestimadas, e permite resultados “surpreendentes”: o Japão evoluindo, o Marrocos chegando bem mais à frente do que de costume, a Croácia alcançando uma 3ª semifinal em pouco tempo…

Por fim: menos passionalidade! Se o jogo Brasil x Croácia acabasse aos 114m (1×0), ninguém estaria tripudiando Tite e os jogadores como agora (não que estivesse tudo perfeito, mas o superdimensionamento passional assusta). Um gol sofrido mudou tudo. Comentários em cima de placar ou de… trabalho?

Aceitemos: os “bobos do futebol” diminuíram bastante, e se tornará bobo quem não acompanhar a evolução e entender esse fenômeno global.

Foto de 2014, extraída de Extra.com.br, por Marcelo Theobald (Não aprendemos nada com o 7×1?)

– E o árbitro da Final da Copa do Mundo será… (e as Seleções)?

Sem especulações, usando a razão: tirando os árbitros das semifinais e seus 4º árbitros (que por motivos óbvios não apitarão a final), sobraram em terra catari apenas 6 árbitros para a final da Copa do Mundo (aqui, não vale contar os 4ºs árbitros, pois eles não apitarão a decisão.

A lista dos árbitros para a final, excluindo os dispensados, é de:

  • Abdulrahman Al-Jassim (Catar)
  • Anthony Taylor (Inglaterra)
  • Danny Makkelie (Holanda)
  • Ismail Elfath (EUA)
  • Szymon Marciniak (Polonia)
  • Wilton Pereira Sampaio (Brasil)

Repare: 3 da UEFA, 1 da Conmebol, 1 da Concacaf e 1 da Ásia. Os europeus realmente foram muito bem no Mundial; mas a FIFA precisa fazer o trâmite político e deixar um da América do Sul na lista (Wilton foi o melhor do continente) e um da América do Norte/Central. Por fim, o catari já “está em casa”.

Qual deles será o escolhido? Depende da proposta da FIFA em agradar alguma confederação. Lembremo-nos quem 2014, o sueco apitaria a final e a AFA conseguiu vetá-lo e em seu lugar entrou o italiano Rossetti.

Por escolha técnica, eu apostaria (em primeiro lugar) no polonês, depois no inglês e no holandês. Se for fazer uma média com os americanos (já que a FIFA andou morrendo de medo deles depois do FIFAgate), apitará Ismail Elfath (desde que o Marrocos não esteja na final, pois ele é marroquino naturalizado americano). Sampaio ou Al-Jassim dependeriam do aceite dos finalistas (o brasileiro, pela sua atuação derradeira; o catari, pela inexperiência, embora tenha sido o árbitro de Flamengo x Liverpool em 2019).

Raphael Claus, que permanece no Catar, poderá ser utilizado como 4º árbitro da decisão de 3º e 4º lugares ou até na final. Apitar, não mais (ficará com os dois jogos da primeira fase no Curriculum, o que já é ótimo).

Quanto às seleções finalistas: eu gostaria demais de ver o Messi como Campeão de uma Copa do Mundo! Mas, confesso, não gostaria de ver os argentinos levantarem a taça… o unfair-play dos mesmos contra a Holanda foi um insulto ao futebol. 

Será que teremos a repetição da final de 2018, com França x Croácia? Ou o jogo dos sonhos da FIFA: Argentina x França? A zebra seria Croácia x Marrocos…

Aguardemos!

Em tempo: no final as contas, as mulheres do apito, infelizmente, foram meras figurantesmuito pouco escalar em apenas 1 jogo a francesa, e não aproveitar a japonesa e a africana como árbitras centrais.

– O que vi na arbitragem da Copa até agora?

Não fale dos árbitros brasileiros para os ingleses!

Depois de Raphael Claus apitar Inglaterra 6×2 Irã (foi o jogo onde ele deu nos dois tempos 24 minutos de acréscimos, e em uma partida fácil para se arbitrar, foi questionado pelo English Team por não marcar um pênalti no começo do jogo), os ingleses viram Wilton Pereira Sampaio apitar Inglaterra 1×2 França, com queixas (em: https://wp.me/p55Mu0-39W).

Mas essa foi a toada da Copa, de arbitragens contestadas?

Não! Tivemos até agora um Mundial de bons jogos arbitrados, de um ou outro lance discutível, de poucos erros (e quando eles surgiram, de árbitros onde os países não têm campeonato forte – como os erros dos VARs do Canadá ou da Argélia). Dos países com campeonatos fortes, muito boa arbitragem de Daniel Siebert (ALE), Clemente Turpin (FRA), Daniele Orsato (ITA), Antônio Mateu (ESP), Michael Oliver (ING), além de outros nomes como Szymon Marciniak (POL) e Dany Makellie (HOL). Wilton Sampaio, esquecendo sábado, estava entre esses bons nomes.

Repare que tivemos pouquíssimas expulsões por lances de jogo brusco grave na Copa (os atletas estão colaborando e a arbitragem preventiva funcionando). Depois de um exagero nos tempos de acréscimos, a coisa está voltando à normalidade (a FIFA quer tempo de bola rolando ao máximo). Além disso, reparemos na atenção máxima dos árbitros nos lances de choque de cabeça.

O ponto principal: não vemos o uso desregrado do VAR, nem sua função protagonista, casos comuns no Brasil; tampouco os lances de bola de “queimada” virarem pênaltis. Inúmeros lances de mão involuntária que aqui viram equivocadamente pênalti por movimento antinatural, lá não são marcados. Com um detalhe: comentaristas de arbitragem que concordavam no Brasileirão com os pênaltis errados, mudaram seu discurso também

Especificamente, sobre o Wilton Sampaio: ele vivia com atuações irregulares no Campeonato Brasileiro, e sua convocação para a Copa do Mundo o fez ter confiança! É isso que o fez ir tão bem nos 3 primeiros jogos: transmitia segurança aos atletas (sobre esse novo Wilton, abordamos aqui: https://wp.me/p55Mu0-31M). Entretanto, há 35 dias, não nos esqueçamos do lance relevante de Ituano x Vasco da Gama… (em https://wp.me/p55Mu0-37A). Essa mesma irregularidade foi o que complicou a arbitragem do brasileiro, no último jogo: a demonstração de vacilo no lance de Harry Kane.

Enfim: vida que segue para a arbitragem. Lamento apenas que 3 árbitras (a francesa, a africana e a japonesa) tenham ido à Copa e somente Sthepanie Frappart tenha apitado um único jogo. Todas as outras escaladas foram como coadjuvantes…

Não sei de quem é a autoria dessa foto do jogador inglês fazendo uma careta de susto para o Wilton Pereira Sampaio, mas não foi para tudo isso também:

– O atento bandeira!

Ligue o áudio do vídeo abaixo (pela narração didática) e assista: apenas 20 segundos de inteligência de quem estudou a Regra (e de um pouco de malandragem também).

O árbitro assistente estava esperto:

(enviado pelo ex-árbitro e comentarista de arbitragem Euclydes Zamperetti Fiori)

– Que pena, Wilton.

A Inglaterra reclamará do lance contra a França: pela primeira câmera, falta fora da área. Pela segunda, me parece dentro.

O certo é: lance para cartão amarelo e algo a se marcar. E o Wilton Pereira Sampaio nada deu…

Na ânsia de não ser o Wilton da CBF e manter-se o Wilton da FIFA, deixou de marcar até o que foi! Errou o árbitro.