– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Fluminense x Red Bull Bragantino.

Para o confronto entre o Tricolor Carioca e o Massa Bruta, a CBF escalou:

Árbitro: André Luís de Freitas Castro – GO
Árbitro Assistente 1: Cristhian Passos Sorence – GO
Árbitro Assistente 2: Fábio Pereira – TO
Quarto Árbitro: Philip Georg Benett – RJ
Analista de Campo: Marcelo Silva Nascimento – RJ
VAR: Igor Benevenuto – MG (FIFA)
AVAR: Celso Luís da Silva – MG
Observador de VAR: Giuliano Bozzano – MG

André é professor de Educação Física, já tem 48 anos de idade e é da categoria “Master” na classificação da CBF. Na “gestão Seneme”, tem sido mais aproveitado na série B do que na A.

No apito, é discreto. Não costuma dar muitos cartões e nem se envolve muito em polêmicas. A única preocupação é: a questão física. Afinal, o jogo rápido, corrido e intenso que promovem tanto Fluminense quanto Red Bull Bragantino pedem que o condicionamento físico esteja em alta.

Torço para um bom jogo e uma ótima arbitragem.

Acompanhe conosco o jogo do América-MG X Red Bull Bragantino pela Rádio Futebol Total, acessando:
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Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários e análise da arbitragem com Rafael Porcari. Domingo, 24/07, 16h00. Mas desde às 15h00 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para SãoCarlense x Paulista.

Para São-Carlense x Paulista, foi escalada a seguinte equipe de arbitragem:

Árbitro: Alceu Lopes Junior
Árbitro Assistente 1: Miguel Cataneo Ribeiro da Costa
Árbitro Assistente 2: Felipe Camargo Moraes
Quarto Árbitro: Renan Pantoja de Quequi
Analista de Vídeo: Marcio Luiz Augusto

Alceu tem 40 anos, é professor de Educação Física e apitou 1 jogo da A3 em 2022, além de algumas partidas no Campeonato Sub23, tendo sido escalado Quarto Árbitro na Copa Paulista. Tem 18 anos de FPF, e curiosamente, apesar de tanto tempo, costuma trabalhar em partidas júniores ou na própria Bzinha.

Só trabalhou um único jogo em partidas do Paulista: como quarto árbitro em 2015, contra o São Bento. E por tudo isso, confesso: esperava um árbitro mais experiente para esse jogo, devido principalmente ao clima criado ao final da partida entre os atletas.

Miguel Cataneo, de jogos mais importantes, será o bandeira 1. Felipe Camargo, jovem e com jogos na A3, o bandeira 2. Renan Pantoja, que apitou Paulista 2X1 Rio Branco, será o 4o árbitro.

Desejo um grande jogo e uma ótima arbitragem.

Acompanhe a transmissão de São-Carlense x Paulista pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Rafael Mainini; comentários de Robinson Berró Machado; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Domingo, às 10h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 109h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

– O custo da arbitragem para Palmeiras x São Paulo.

Sabe quanto custou para o mandante a arbitragem de Palmeiras x São Paulo?

Cerca de R$ 44.000,00, mais R$ 1.500,00 de impostos.

Olhe só o boletim financeiro:

– Na Jovem Pan!

Hoje estive na Rádio Jovem Pan, gravando com a Livian Weber para o Programa Camisa 10 (irá ao ar no sábado).

Assunto: Arbitragem e VAR (e deu assunto…).

Muitíssimo legal!!!👍🏻 ⚽️ 🔴🟡 🥅

Valeu a pena! Coloco o podcast do programa assim que ficar pronto. Mas garanto: exploramos os problemas do VAR.

– Brigando com a imagem: a nota da CBF sobre SEP x SPFC e o jogo que não acaba.

É impressionante a nota da Comissão de Arbitragem da CBF, divulgada ontem, dizendo que houve correção no pênalti marcado pela dupla Vuaden e Emerson Ferreira. Agrada o Palmeiras (por condenar o impedimento) e encobre o problema (o pênalti inexistente).

Árbitro e VAR “brigam com a imagem”, falando sobre uma infração inexistente. Não corresponde em nada com o que aconteceu (abordamos em: https://wp.me/p4RTuC-F8A).

Qual a credibilidade da avaliação?

Já falamos sobre o erro crasso não ter sido esse impedimento polêmico que não foi marcado (vide aqui: https://wp.me/p4RTuC-FaU), mas sim o pênalti assinalado. E ressalto: não há, na voz oficial da CBF, a avaliação do outro pênalti inexistente: a mão na bola de Carelli, no tiro penal desperdiçado por Raphael Veiga (esqueceu-se desse episódio?).

Quando a questão fica resumida no lance de Gustavo Goméz e do impedimento questionado (desprezando que não foi infração e não colocando em xeque o outro lance contra o São Paulo) percebe-se: é a forma de justificar o afastamento do VAR e do AVAR, além da preservação de Vuaden (que já foi escalado em Ceará x Corinthians).

Tem que ser “artista” para dizer que Carelli sofreu o pênalti… parece que o problema da troca de Gaciba por Seneme nada resolveu. Importemos cartolas para a arbitragem, urgente.

Imagem extraída de G1.com

– Não vejo polêmica em Botafogo x Atlético: o árbitro errou ao não marcar o pênalti, simplesmente.

Não tem muito o que discutir no lance derradeiro que surgiu o gol de Keno: a falta é cobrada, a bola bate na trave e em condição legal sobra para Ademir. Ademir sofre o pênalti (ali: para tudo e marca pênalti). A continuidade da jogada (gol de Keno) não vale mais nada a partir desse momento.

Entretanto, Claus errou e não marcou pênalti. Por isso, ele considerou que a jogada seguiu e Keno, que faz o gol, está realmente impedido.

Se Ademir não tivesse sofrido o pênalti, seria impedimento corretamente marcado. Mas, mesmo com VAR, desconsiderou a infração sofrida prejudicando o time.

Ops: John Textor, dessa vez, não reclamou da arbitragem. A favor, pode?

Botafogo x Atlético-MG: veja onde assistir, escalações, desfalques e arbitragem | brasileirão série a | geImagem extraída de Ge.com

– Análise da Arbitragem de América 0x3 Red Bull Bragantino.

Boa arbitragem de Wagner Magalhães no Estádio Independência! Jogo pouco faltoso, sem lances polêmicos, com os atletas colaborando. E algo maravilhoso: não teve polêmica com VAR!

O árbitro de vídeo só foi acionado uma vez, e manteve-se (com correção) a decisão de campo.

Ah se todo jogo de futebol fosse assim…

Grande vitória do Massa Bruta em cima do Coelho fora de casa. Aliás, 7 gols marcados e nenhum sofrido nos últimos dois jogos.

– Porque o VAR não poderia ter marcado o impedimento a favor do Palmeiras:

Respeito todas as opiniões contrárias às minhas, converso com muita gente que entende mais de “regra do jogo” e de “futebol jogado” do que eu, mas ao ouvir os áudios (enfim liberados pela CBF), dá para humildemente esclarecer o ocorrido no polêmico lance que resultou no gol para o São Paulo (sobre os 3 lances polêmicos, já abordamos aqui: https://wp.me/p4RTuC-F8A, para quem queira acompanhar):

  • Ninguém fez as linhas de impedimento pois não era um lance crasso, era lance de campo. Entendo também que o VAR e o AVAR, na preocupação de “caçar uma infração” entre ataque e defesa de Calleri e Gustavo Gómez, nem bola deu para isso.
  • O árbitro de vídeo vai procurar um impedimento QUANDO SAI UM GOL, não um ato infracional (é sua atribuição). Ele não pode fazer isso aleatoriamente, a não ser se for um erro crasso (repare que percebeu-se o impedimento bem depois do ocorrido, pois naquele momento – por ser um lance rápido – não havia a percepção).
  • É lance para o bandeira (e se ele errar, é o erro tolerável, que acontece nas partidas comumente).
  • Se o bandeira tivesse dúvida, ele deveria falar pelo rádio que é um lance duvidoso e deixar o jogo seguir (é recomendação oficial). Afinal, se ele levantar seu instrumento, pode matar uma jogada de gol legal, já que tem uma incerteza. Portanto, deve permitir a continuidade da jogada, e saindo o gol, o VAR fazer a verificação. Se não sair o gol, aquele impedimento fica não marcado (já que não ocorreu um gol ilegal e a jogada prosseguiu).
  • Lembre: em lances ajustados deve prevalecer a marcação de campo (por isso a insistência em “lance do bandeira”). Só serão vistos se o bandeira manifestar que está deixando seguir em dúvida. Serão verificados pelo VAR, por iniciativa dele próprio, se forem lances CLAROS e ÓBVIOS.

Portanto, o impedimento (que houve) não é um erro crasso de marcação, mas corriqueiro pela dificuldade (os troncos estão em mesma linha, é ajustada a questão das partes não-jogáveis e jogáveis), que deveria ter sido acertado pelo bandeira e não obrigatoriamente traçado pelo VAR. O erro foi: o pênalti inexistente marcado.

O pepino é esse, a palavra oficial da CBF: “CBF diz que é lance ajustado e precisa ser checado”.

AO CONTRÁRIO!

Lance ajustado é do bandeira, deve prevalecer a decisão de campo. Quem falou em nome da CBF errou, e levou as pessoas a crerem ao contrário!

Em: https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/2022/07/16/palmeiras-x-spfc-cbf-admite-que-var-nao-checou-impedimento-de-calleri.htm?utm_source=twitter&utm_medium=social-media&utm_campaign=esporte&utm_content=geral

Em tempo 1: com a tecnologia do impedimento semi-automático por inteligência artificial, essa discussão deve acabar (essa tecnologia foi aprovada para a Copa do Mundo, com sensores espalhados e chip na bola). Vide em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2021/11/25/na-copa-arabe-o-teste-do-impedimento-automatico-por-ia-enfim-ocorrera-dara-certo/

Em tempo 2: a citação “clara e óbvia” está no protocolo oficial, em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2022/07/07/o-grande-erro-do-uso-do-var-no-brasil-a-partir-do-livro-de-regras/

Em tempo 3: sobre decisão do bandeira ou lance do VAR (lances ajustados), no 3o item do 3o parágrafo, aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/11/05/o-que-a-ifab-pede-ao-var-e-o-que-o-brasil-faz-com-ele/

Imagem extraída do print de GE.com

– Análise da Arbitragem de Paulista 0x1 São-Carlense.

Para 1023 pagantes no Estádio Jayme Cintra, vimos um jogo com arbitragem fraca e desentrosamento entre árbitro e bandeira 1.

Aos 4m: o assistente Claudenir Donizeti inverteu um lateral bisonho… O próprio jogador do Paulista (Amarildo) se lamentou pelo toque a mais, e o bandeira deu a saída de bola do seu adversário (foi o chamado “branco”, pois foi um lateral muito claro). Com 8 minutos, precisou da ajuda do árbitro Flávio Mineiro Ribeiro para definir o lado. Aos 28m, árbitro e bandeira ficaram “namorando” (um linguajar da arbitragem para situações de indecisão) e nada foi marcado, e nesse momento, quem gritou, ganhou o lateral (momento demorado e vexatório… ) Aos 48m, outro lance bizarro: árbitro insistindo para um lado e bandeira insistindo para outro. (o estádio não xingava, mas ria!).
Também tivemos problemas do outro lado: aos 19m, o bandeira Ricardo Buzzi ficou indeciso numa dividida que era a favor do São-Carlense e “ficou esperando o árbitro, que ficou esperando o bandeira… que ficaram olhando um para o outro”, e … inverteram. A mesma coisa aconteceu aos 21m.
Aqui, uma observação: elogiei o plano de trabalho do árbitro Danilo Silva com seus assistentes no jogo contra o Manthiqueira. Hoje, contra o São-Carlense, é justamente o inverso. Não conversaram entre si?

Tecnicamente:
Somente aos 11m aconteceu a primeira falta do jogo. Jogadores “queriam jogo”, ótimo. Mas aí o árbitro gostou da situação e não marcou faltas reais. Por exemplo: aos 14minutos, uma falta de Zé Vitor em João Vitor, onde o juizão não marcou. A partida estava fácil até esse momento, entretanto, houve a impressão (especialmente nesse lance) que o juizão queria aplicar o “Estilo Vuaden”, sem saber fazer isso.
Aos 20m, nova falta não marcada ao Paulista. De novo, a impressão de que levaria o jogo sem querer marcar faltas. Vaidade do árbitro? Talvez. Nesse momento, tínhamos : 1 falta e 2 bolas ao chão apitadas.
Aos 21m: uma falta forte no jogador do Paulista (apenas a 2ª que o árbitro apitou) e um bololô se formou. Nesse momento, comentei na transmissão: ou o árbitro leva a sério a partida, ou ele vai transformar um jogo fácil de se apitar, com jogadores que estavam preocupados apenas com a partida , em uma confusão.”
Aos 28m: Kennedy deu um pontapé no Carlos Eduardo, deveria ter recebido Cartão Amarelo. Enfim, mais tarde, na falta de Marcelo, o justo Cartão aplicado.
Aos 53m: Carlos Eduardo sofreu a falta (novamente não marcada) e aí precisou parar o jogo para atendimento e dar “bola ao chão” (pela 4ª vez). Ou seja, beneficiou o infrator.
Aos 57m: Morungaba sofreu uma “pernada” que lhe arrancou a caneleira. O árbitro estava próximo demais e não marcou. Seu posicionamento “em cima demais” o atrapalhou. Na sequência, uma “desforra”, que ele marcou.
Aos 63m: Gol anulado do São-Carlense: aparentemente, pareceu-me um gol legal. Entretanto, o árbitro anulou alegando que a bola bateu na mão na hora da finalização. Da cabine, eu não vi a mão. No estúdio, não achou-se essa mão. O árbitro estava próximo e, até surgir uma imagem, continuo na dúvida. O São-Carlense reclamou demais.

Resumidamente: a arbitragem não teve influência no placar, mas irritou equipes e torcedores ao não apresentar um bom trabalho.

Em tempo: após o apito final, ocorreu uma confusão envolvendo jogadores do Paulista e do São-Carlense, onde aparentemente houve uma expulsão em meio ao bololô, não identificada. Para saber o que aconteceu, aguardando a súmula (clique aqui para acesso a ela – até 17h15, ainda em branco): http://2016.futebolpaulista.com.br/sumulas2.php?cat=74&cam=104&jog=199&ano=2022)

– Sobrou somente para o VAR e o AVAR?

Vejo com preocupação que, depois das lambanças de Palmeiras x São Paulo (vide aqui: https://wp.me/p4RTuC-F8A), a CBF suspendeu o VAR e o AVAR. Porém, o árbitro foi mantido em sua escala (Vuaden apitará Ceará x Corinthians).

Se o pessoal do vídeo sugeriu, e o juizão (que é muito experiente) aceitou numa boa a sugestão dos seus colegas, por que ele é poupado?

Abaixo:

– Análise Pré-jogo da Arbitragem para América x Red Bull Bragantino, Rodada 17 do Brasileirão Série A.

Para o confronto do Massa Bruta contra o Coelho em Minas Gerais, apitará:

Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhaes (RJ)
Árbitro Assistente 1: Thiago Henrique Neto Correa Farinha (RJ)
Árbitro Assistente 2: Luiz Cláudio Regazone (RJ)
Quarto Árbitro: Wanderson Alves de Souza (MG)
Analista de Campo: Joel Tolentino Damata Jr (MG)
VAR: Pablo Ramon Goncalves Pinheiro (RN) – que estará também em Ceará x Corinthians, sábado.
AVAR: Flávio Barroca (RN)
Observador de VAR: Hilton Moutinho Rodrigues (RJ).

Wagner esteve em Operário 0x0 Sport 0 na última 5a feira, pela série B. Foi ele o árbitro de Red Bull Bragantino 0x2 Internacional no Nabizão, neste ano. No ano passado, apitou 3 empates do Braga: 0x0 contra o Ceará, 0x0 contra o Sport e 2×2 contra o Ceará, no 2o turno. No ano retrasado, apitou o empate de 1×1 contra o Athlético.

Não gosto do seu estilo de jogo: paralisa muito a partida, não tendo muito tempo de bola rolando. É experiente, pertence ao quadro da FIFA e não costuma dar muitos cartões.

Desejo um ótimo jogo e uma boa arbitragem!

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Twitter: https://twitter.com/radiodaverdade,
ou ainda pelo site: http://radiofuteboltotal.com.
Narração de Sérgio Loredo, reportagens e comentários de Sílvio Loredo, análise da arbitragem com Rafael Porcari. Domingo, 17/07, 19h00. Mas desde às 18h00 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– Análise Pré-jogo da Arbitragem para Paulista x Grêmio São-Carlense, Rodada 13 do Paulistão Sub23.

Para o confronto do Galo da Japi contra o Lobo da Central, apitará: Flávio Roberto Mineiro Ribeiro, que apitou Rio Branco 3×0 Paulista na 1a fase.

Flávio é um caso de má gestão de carreira: apitou muito mal os jogos do Paulista no Sub 23, logo que o Galo foi rebaixado. Na pressa de lançar novos nomes, a FPF o escalou na A1 em São Paulo x Novorizontino, marcando dois pênaltis inexistentes e anulando dois gols, queimando etapas. Caiu de divisão e recentemente tem apitado a A3.

É jovem, tem 9 anos de FPF e 27 anos de idade – mas uma carreira mal administrada. Tomara que os erros do passado (se mostrar mais importante que os atletas, deixar o jogo correr demais, e outros equívocos) tenham sido consertados.

Acompanhe Paulista x São-Carlense pela Rádio Difusora AM 810 ou nos Apps, com a narração de Rafael Mainini, comentários de Robinson Berró Machado, reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira e análise da arbitragem de Rafael Porcari. No comando: Adilson Freddo! O jogo, no sábado, começa às 15h, mas desde às 14h o Time Forte do Esporte já estará no ar.

 

– Os 3 lances polêmicos de Palmeiras 2×1 São Paulo pela Copa do Brasil.

Que cáca fez Vuaden ontem, não?

Já havíamos falado que sua escala era evitável, devido aos acontecimentos anteriores e as queixas “prontas” de Abel. Vide em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2022/07/13/vuaden-no-palmeiras-x-sao-paulo-o-desejo-nao-realizado-de-abel/

Dos erros, o pênalti marcado para o Palmeiras talvez seja o erro mais grosseiro. O pênalti a favor do São Paulo também não foi. Idem ao lance de Dudu. Abordamos o 1º aqui, em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2022/07/14/que-vacilada-vuaden/

Em vídeo, didaticamente, um rápido resumo das 3 situações: https://youtu.be/XGUL3c5egg4

– Que vacilada, Vuaden!

Há lances que não podem ser considerados interpretativos, de tão claros e objetivos que são. Um exemplo disso: o pênalti marcado na bola que bateu no braço de Calleri!

A bola é chutada, o jogador está em movimento natural e tenta tirar o braço como reflexo. Não houve intenção, não houve movimento antinatural ou quaisquer outras nuances.

Leandro Pedro Vuaden não marcou. O VAR “protagonista” novamente apareceu e o juizão, de novo, foi “Maria VAR com as outras”.

Confesso: eu fiquei constrangido ao ver o lance. Esse tipo de arbitragem estraga o jogo no Brasil…

Precisa ser mágico para jogar futebol neste país. Como fazer o braço desaparecer instantaneamente?

Cartola e varinha de mágico. | Cartola de eva, Como fazer cartola,  Artesanato em eva

Imagem extraída de: https://br.pinterest.com/pin/373517362827560602/, empatyartesanatoemeva.blogspot.com

– Vuaden no Palmeiras x São Paulo: o desejo não realizado de Abel.

Após América-MG 2×1 Palmeiras (2021), arbitrado por Leandro Pedro Vuaden, o treinador palmeirense Abel Ferreira (que havia recebido cartão amarelo) disse:

“Não tenho nada contra (o Vuaden), mas desejo que não apite o Palmeiras. Contra o São Paulo, pênalti claro em Luiz Adriano e não viu. Hoje, vermelho direto no homem que fez falta no Rony. Há fatores que influenciam muito no resultado. Arbitragem amadora”.

No jogo citado do São Paulo, Abel também levou cartão amarelo de Vuaden, pois foi em direção a ele reclamando com o dedo em riste.

Lembremo-nos: na Supercopa que envolveu Flamengo x Palmeiras, Vuaden aplicou cartão vermelho a Abel, que reclamou demais do árbitro. Na súmula:

“Expulso por contestar de forma ofensiva as decisões da arbitragem, proferindo as seguintes palavras: ‘Você é um tendencioso do c……’ reiteradas vezes, inclusive saindo de sua área técnica. Informo que o mesmo já havia sido advertido verbalmente e com cartão amarelo por sua conduta inadequada. Relato também que me senti ofendido com as palavras a mim dirigidas. Após a saída do treinador expulso, o jogo reiniciou normalmente”

Depois de todo esse tempo, Vuaden apitou apenas um jogo do Verdão: Coritiba 0x2 Palmeiras, sem problemas (mas a visibilidade e a importância da partida eram menores do que o Choque-Rei decisivo da Copa do Brasil).

Teremos um jogo tranquilo nessa 5a feira?

Palmeiras x São Paulo: palpite, prognóstico e transmissão da Copa do Brasil  (14/07) - Minha Torcida

Imagem extraída de: https://www.minhatorcida.com.br/palmeiras-x-sao-paulo (Divulgação: site “Minha Torcida”).

– Ameaça de Greve dos Árbitros no Brasileirão? Esqueça!

A ANAF, de Salmo Valentim, ameaça fazer greve dos árbitros, reclamando que os R$ 30.000,00 mensais que a CBF repassava à entidade, eram de patrocínio de camisas e foi cortado.

A CBF, através de Seneme, diz que era uma “ajuda de custos” à ANAF para que ela indicasse um auditor ao STJD (meu Deus!).

As informações colhidas de: http://www.apitonacional.com.br/noticias/CBF-corta-repasse-financeiro-da-ANAF-crise-gera-acusacoes-e-pode-terminar-em-greve-da-categoria.html

Sabe qual é a leitura mais fiel do episódio? É de briga por vaidade e poder!

O grupo político de Edinaldo é o de Reinaldo Carneiro Bastos, que sobrepôs o do alagoano Gustavo Feijó e assumiu a CBF. Como a ANAF não comunga com os ideias desse grupo, o outro o “abastece” com animosidade. Simples. A ANAF diz lutar pelo direito dos árbitros, e isso é algo positivo na democracia. Mas hoje ela representa e tem a simpatia dos árbitros do Brasileirão?

Não vai ter greve. Até pelo fato dos árbitros que estão filiados à ANAF não são numerosos em relação aos que estão escalados por Seneme (falamos isso quando ressaltamos o assunto “meritocracia e divisão de escalas majoritariamente Sul-Sudeste”). E o campeonato transcorrerá normalmente.

Assopradores de apito ameaçam greve - Blog do Juca Kfouri - UOL

Imagem extraída de: https://blogdojuca.uol.com.br/2015/08/assopradores-de-apito-ameacam-greve/

– Sobre a escala de árbitros da Copa do Brasil.

CAP x BAH com Marcelo de Lima Henrique (RJ, mas apitando pelo CE),

CRU x FLU com Raphael Claus (SP),

GOI x ACO com Luiz Flávio (SP),

CEA x FOR com Daronco (RS),

SFC x SCCP com Jean Pierre “Vin Diesel” (RS),

BFR x AMG com Bráulio Machado (SC),

SEP x SPFC com Vuaden (RS),

FLA x CAM com Wilton Sampaio (DF, mas apitando por GO).

Repare 3 coisas:

Tomara que os jogos transcorram sem queixas ou lances polêmicos.

3 jogos para ficar de olho na Copa do Brasil nesta semana

Imagem: Divulgação CBF.

– O que fazer com os jogadores “indesejados”?

Todo time de futebol, vez ou outra, tem alguém em seu elenco que a torcida não aprova de forma alguma e o clube não sabe o que fazer com ele.

O “bola da vez” no Flamengo é o Rodinei. Até o “gol contra” da vitória do Corinthians contra o Flamengo ele fez.

O Palmeiras, recentemente, tinha o Lucas Lima, que virou um “estorvo”. O Corinthians teve Defederico, Adriano, Pato… O Santos teve por anos Fábio Costa, treinando afastado e recebendo. E por aí vai.

Seja por questões técnicas, financeiras, de relacionamento ou de qualquer outra natureza, uma coisa é sabida: esses jogadores não permanecem no clube. Mas até o “dia final” do contrato acabar chegar…

Na conta dele"; Dorival Jr. sai em defesa de Rodinei após derrota do  Flamengo e torcida cobra reação

Imagem extraída de: https://flamengoinfo.com/2022/07/10/na-conta-dele-dorival-jr-sai-em-defesa-de-rodinei-apos-derrota-do-flamengo-e-torcida-cobra-reacao/

– Análise da Arbitragem de Manthiqueira 1×2 Paulista.

Em Guaratinguetá, arbitragem segura de Danilo da Silva. Correu bastante e mostrou entrosamento com seus bandeiras, “conversando com os olhos” com eles (eu gosto disso, é trabalho em equipe). Aplicou por várias vezes a lei da vantagem, nas oportunidades que foram possíveis

Aos 2 minutos, quando um atleta do Paulista FC estava caído em campo, não permitiu o pronto atendimento e precisou que a bola fosse colocada para fora. Nesse tempo de jogo, não é cera…. foi sua única falha.

Aos 11m, aplicou corretamente o Cartão Amarelo ao Bruno Pará por impedir um contra-ataque. Ele deu a vantagem, e como ela não se concretizou, voltou atrás. E nos demais Amarelos, foi correto, sem qualquer queixa.

O pênalti de Lucas Sena: que infelicidade do jogador do Paulista… a famosa falta por imprudência (de quem não quer fazer, mas faz). Bem marcado, sem a necessidade de mostrar cartão amarelo.

A expulsão de Natan: ele se enroscou com o adversário, e o árbitro estava de frente, observando tudo. Eis que o atacante do Paulista tenta se desvencilhar e dá um “coice”. Lamentavelmente, perdeu a cabeça.

O ponto alto do jogo: Roberval Davino! Ele viu as deficiências do Manthiqueira e, mesmo com o Paulista estando com 10 atletas, fez substituicões necessárias e jogou nas fraquezas do adversário. Bruninho e Amarildo “mataram a pau”.

Para o próximo sábado, no Jayme Cintra, a torcida precisa incentivar (já o faz, mas ainda mais)!

Segundona Paulista começa entre abril e maio e Conselho Técnico será em 15 de fevereiro ~ O Curioso do Futebol

Imagem extraída de: https://www.ocuriosodofutebol.com.br/2022/01/segundona-paulista-comeca-entre-abril-e.html

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Manthiqueira x Paulista:

A FPF divulgou um trio de série A2 para o confronto entre Academia Desportiva Manthiqueira x Paulista Futebol Clube:

Árbitro: Danilo da Silva
Árbitro Assistente 1: Leonardo Augusto Villa
Árbitro Assistente 2: Leandro Fernandes Rodrigues
Quarto Árbitro: Willer Fulgêncio Santos
Analista de Video: Edvânio Ferreira Duarte

Danilo apitou bem Desportivo Brasil x Paulista em 2020, também foi legal em Tupã x Paulista, em 2019 (relembre aqui: https://wp.me/p55Mu0-2iz), e no mesmo ano, fazia uma ótima partida no jogo contra o Independente de Limeira, até se perder tecnicamente (veja aqui: https://wp.me/p55Mu0-2lc).

Ele é um árbitro que tem apitado A2 (assim como os bandeiras). Não gosta de reclamações e tenta o “Estilo Vuaden”, de deixar o jogo rolar. Na A1, ele e seus assistentes trabalharam como VAR e AVAR, respectivamente.

Torço para um bom jogo e uma ótima arbitragem.

Acompanhe Manthiqueira x Paulista pela Rádio Difusora AM 810 ou nos Apps, com a narração de Rafael Mainini, comentários de Robinson Berró Machado, reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira e análise da arbitragem de Rafael Porcari. No comando: Adilson Freddo! O jogo, no sábado, começa às 15h, mas desde às 14h o Time Forte do Esporte já estará no ar.

– O árbitro Igor Benevenuto e a sua corajosa declaração de que é gay.

Assim como as pessoas cobravam uma “saída do armário” ou especulavam sobre a sexualidade de Richarlyson (algo íntimo, que só interessa a ele), mas que muitos já sabiam que não era heterossexual (e isso é questão particular dele), igualmente aconteceu a Igor Benevenuto: no mundo do apito, sabia-se do que agora ele revela publicamente.

Há muitos árbitros gays no Brasil (existiram outros tantos no passado) e igualmente às mulheres: sejam elas atuantes em campo ou dirigentes (e não importa quem sejam, se são homo, bi, trans: é questão de foro íntimo).

Talvez, por ter entrado no quadro de Árbitros de Vídeo da FIFA, isso possa lhe ajudar. Afinal, estar na cabine não permite contato com o torcedor ou com o jogador, o que é diferente com o Árbitro de Campo.

Há outros que assumiram: veja o rapaz de Lins, Max Sousa, casado com o prefeito da cidade: a carreira dele, porém, parece não ter deslanchado: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2020/06/26/a-aceitacao-de-um-arbitro-assumidamente-gay-no-futebol-brasileiro-masculino-o-caso-max-sousa/

Boa sorte ao Igor. Liberta-se de um fardo! Mas, claro, isso não o fará melhor ou pior árbitro, e sim um cidadão mais livre. Não deve ser fácil tal decisão. 

Extraído de: https://ge.globo.com/futebol/noticia/2022/07/08/igor-benevenuto-e-o-primeiro-arbitro-fifa-a-se-declarar-gay-sem-filtro-e-finalmente-eu-mesmo.ghtml

IGOR BENEVENUTO É O PRIMEIRO FIFA A SE DECLARAR GAY: “SEM FILTRO E FINALMENTE EU MESMO”

Por Redação GE:

Em entrevista ao podcast “Nos Armários dos Vestiários”, juiz mineiro de 41 anos manifesta publicamente a orientação sexual; leia o depoimento dele à repórter Joanna de Assis

O árbitro Igor Benevenuto se declarou homossexual em entrevista ao podcast do ge “Nos Armários dos Vestiários”, uma série jornalística que detalha a homofobia e o machismo no futebol brasileiro. O mineiro, de 41 anos, é o primeiro juiz do quadro da Fifa a manifestar a homossexualidade publicamente.

Abaixo, você ouve a entrevista completa e lê o depoimento de Igor Benevenuto à repórter Joanna de Assis. Para ouvir outros episódios do podcast, basta clicar aqui. O árbitro também será tema de uma reportagem especial no Esporte Espetacular deste domingo.

Leia o depoimento de Igor Benevenuto:

“O futebol é um esporte que eu cresci odiando profundamente. Não suportava o ambiente, o machismo e o preconceito disfarçado de piada. Para sobreviver na rodinha de moleques que viviam no terrão jogando bola, montei um personagem, uma versão engessada de mim. Futebol era coisa de ‘homem’, e desde cedo eu já sabia que era gay. Não havia lugar mais perfeito para esconder a minha sexualidade. Mas jogar não era uma opção duradoura, então fui para o único caminho possível: me tornei árbitro.

Tenho 41 anos, 23 deles dedicados ao apito. Até hoje, nunca havia sido eu de verdade. Os gays costumam não ser eles mesmos. Limitando nossas atitudes para não desapontar a expectativa do mundo hétero. Passei minha vida sacrificando o que sou para me proteger da violência física e emocional da homofobia. E fui parar em um dos espaços mais hostis para um homossexual. Era por saber disso que eu odiava o futebol.

Durante um bom tempo, precisei participar dos rachões de rua porque fazia parte do teste de pertencimento de quase todo moleque da minha época. Para ter amigos, eu precisava ser hétero, e para ser hétero era obrigatório ser esse cara do futebol. Então, me escalava e interpretava meu papel. Família e amigos me carregavam para o estádio em todas as oportunidades. Era uma tortura, mas ia a jogos do Cruzeiro, Atlético-MG, América-MG… Vestia todas as camisas e, ao mesmo tempo, não vestia nenhuma. Não havia nenhum significado nisso. Em casa, o povo é dividido, cada um torce para um clube, e só eu não tinha esse tipo de amor. Vivia isolado, um moleque triste, com um buraco no coração.

Eu namorei meninas, tentei enganar meus instintos. A religião era muito presente na minha família, e por isso cresci dentro da igreja. E lá está registrado nas escrituras da Bíblia: homem que se deitar com outro homem é pecador. Uma imposição para que sejamos héteros. Na minha igreja até existia o debate, um interesse em entender o universo LGBTQIA+, mas ainda assim ser o que eu sou é considerado errado e, sendo errado, haverá punições divinas.

A Bíblia só deixa duas opções: casamento heterossexual ou uma vida celibatária. Tudo que seja diferente disso é abominável. Por um tempo, acreditei que havia algo de muito errado comigo, porque, apesar de respeitar a igreja, essa doutrina falhava miseravelmente com o que eu sentia. Eu continuei igual, só que sem o direito de me expressar. Um Igor cheio de camadas.

A Copa do Mundo de 1994 foi um estalo para mim. Foi o primeiro campeonato que parei para assistir, por obrigação, é claro. Brasil x Rússia, estreia do Brasil. Olhei a televisão e me interessei imediatamente e exclusivamente pela figura diferente que estava em campo: o árbitro. Foi justamente naquele ano que a Fifa aprovou a mudança dos uniformes dos juízes para o Mundial dos Estados Unidos. O preto deu lugar a cores vibrantes — camisas prateadas, amarelas e rosa. Fiquei enfeitiçado pelo combo — as cores e o cara que controlava tudo. No dia seguinte, na pelada com os meninos, avisei que não iria mais jogar. Queria comandar a partida, e foi assim que comecei a apitar e ressignificar minha relação com o futebol.

Meu primeiro apito veio de brinde em uma caixinha de maria-mole. Quem tem mais de 40 anos e gosta desse doce vai lembrar! Para conseguir cartões, tive de ser criativo e trabalhar com o que eu tinha em casa. Extraí retângulos perfeitos das embalagens de catchup e mostarda abandonadas na geladeira.

Eu queria uma camisa de árbitro de futebol, daquelas chamativas da Copa, mas na época era apenas um adolescente sem emprego de uma família simples e periférica, que não tinha a menor condição de bancar um mimo desse. Eu ficava maluco, queria a camisa, um apito e os cartões oficiais, que vinham em uma caderneta de couro preta. Eu ia todo santo dia a uma loja de esportes na minha cidade para paquerar esse kit pela vitrine. Vendi picolés de fruta e muito papelão para conseguir comprar aquele trio de glória.

O primeiro apito de verdade eu ganhei de um vizinho. Eu ficava apitando o dia inteiro, o que irritou a minha tia. Ela o lançou longe, caiu na cisterna. Fiquei desesperado, procurei por dias meu apito, sem sucesso. Esvaziei a caixa d’água mil vezes, e nada. Um ano depois, ele apareceu e, claro, já não dava mais para usar — a bolinha de cortiça que forma o som não prestava mais.

No primeiro dia que apitei para os moleques ninguém questionou muito porque não tinha vaga nos times. Com tudo completo, eu poderia ser aquele personagem a mais para mandar no jogo, que era o que realmente queria. Só que os dias foram passando e, quando sobrava espaço em uma das equipes, eu batia o pé para seguir apitando. E aí virou piada. Começaram a me chamar de “Margarida”. Eu ficava revoltado, ameaçava não voltar mais, xingava de volta, mas eles seguiam com a provocação.

O Margarida era um árbitro famoso da década de 1980 e 1990, gay assumido e performático. Para os moleques, essa era a forma de me atingir. Ser comparado a ele, ser chamado de gay era uma ofensa e eu não poderia levar numa boa, afinal interpretava meu papel hétero, em um ambiente hétero, rodeado de héteros.

Não demorou muito e resolvi ir para uma escola de futebol para aprender as regras. Os pais dos meninos apoiavam a minha decisão de aprender, me elogiavam. Vez ou outra, exageravam e diziam que eu era melhor que o Arnaldo Cezar Coelho. Meu apelido virou Arnaldo. ‘Esse aí é o Arnaldo, vai ser um grande árbitro’.

Aos 17 anos, peguei o catálogo das páginas amarelas, procurei pelo telefone da Federação Mineira de Futebol e naquele momento estava rolando um curso de arbitragem. Com o apoio financeiro de minha mãe, consegui participar. A formatura foi em 1998. Depois disso, nunca mais joguei uma partida na minha vida.

Mas correr eu gosto. E adoro correr como árbitro. Sempre que tem um contra-ataque, algum lance de velocidade, mentalmente já quero disputar com aquele jogador, quero chegar antes, mostrar que tenho força, foco e capacidade. Sou um atleta também. Dou 40 tiros de 75 metros em 15 segundos. Descanso 25 metros em 18 segundos entre eles. Depois dou seis tiros de 40 metros em apenas seis segundos. Esse é um dos testes que me deu o direito de usar o brasão da Fifa.

Ser árbitro me coloca em uma posição de poder que eu precisava. Escolhi para esconder minha sexualidade? Sim. Mas é mais do que isso. Eu me posicionei como o dono do jogo, o cara de autoridade, e isso remete automaticamente a uma figura de força, repleta de masculinidade. Eu queria ter esse comando e exigir respeito, como quem diz: ‘Ei, eu estou aqui! Vocês vão ter de me engolir e respeitar, me dar a oportunidade de estar entre vocês no futebol porque, sim, eu sou gay, mas sou uma pessoa normal, como todo mundo. Vocês não são melhores do que eu porque gostam de mulher’.

Tenho atração por homens e não sou menor por isso. Não estou no campo por isso. Não estou procurando macho, não estou desejando ninguém. Não estou ali para tentar nada. Quero respeito, que entendam que posso estar em qualquer ambiente. Não é porque sou gay que vou querer transar com todo mundo, vou olhar para todos. Longe disso. Eu só quero respeito e o direito de estar onde eu quiser.

Nós, os gays no futebol, somos muitos. Estamos em toda parte. Mas 99,99% estão dentro do armário. Tem árbitro, jogador, técnico, casados, com filhos, separados, com vida dupla… Tem de tudo. A gente se reconhece. Eu brinco que temos um Wi-Fi ligado constantemente e que se conecta com o outro mesmo sem querer. Nós existimos e merecemos o direito de falar sobre isso, de viver normalmente.

Eu não posso dizer que hoje amo o futebol, pelo menos não tenho o amor de um torcedor. Não assisto a nenhum jogo para curtir e tomar cerveja. É uma questão meramente técnica para mim. Enquanto os outros vibram, se emocionam com lances, eu observo as regras, as infrações, um impedimento, os movimentos do árbitro. Sou estudioso e um bom profissional. São 600 árbitros na CBF, e eu sou top 50, sou árbitro Fifa. Não preciso morrer de amores por futebol para ser bom, e eu sou bom. Não ter emoções pessoais envolvidas ajuda. O que eu amo é ser árbitro.

No meio da arbitragem não é segredo que sou gay. E sou bastante respeitado. O pessoal brinca, chama de ‘Sindicato’. ‘Oh, esse aí é do Sindicato’, ‘esse ai sindicalizou’. E por existir esse ‘boato’ em campo, já sofri com atos homofóbicos. O cara lá fica puto com o resultado de um jogo e desabafa com ofensas contra minha orientação sexual. ‘Sua bichinha, seu veadinho. Eu sei por que você não marcou aquele pênalti. Você deve estar dando o rabo para alguém ali’. Jogadores e técnicos jamais me ofenderam. Isso partiu todas as vezes de dirigente e torcida. E toda vez que isso acontece eu relato na súmula. Uma luta, mas não desisto.

Sempre fui aconselhado a não me associar com a imagem gay. ‘Pelo seu bem’ dizem. Certa vez, fui convidado para apitar a final de uma competição LGBT e me convenceram que não era uma boa ideia. E aí, quem foi lá apitar? Um árbitro hétero. O hétero pode. O gay, não. O gay tem que ficar calado, ser reservado. Caso contrário, será prejudicado.

Devo tudo o que tenho à arbitragem, mas paguei um preço muito alto por isso. Deixei de lado paixões reais da minha vida para seguir esse universo macho alfa, para viver disfarçado. Se eu pudesse, teria sido médico, mas não me via com muitas escolhas. Viver abertamente como um homem gay era impensável. O futebol é meu sustento e até o dia de hoje foi o meu esconderijo hétero. Eu quero me libertar dessa prisão. Quero poder ter relacionamentos, quero apitar em paz, quero que as ofensas sejam punidas.

O difícil é lidar com o medo que tenho de morrer. Vivemos no Brasil, o país que mais mata gays no mundo. Aqui não é apenas preconceito, é morte. É um submundo. Os gays no futebol estão em uma caixa de pandora. Jogadores, árbitros, torcedores… E nós somos muitos! Já não há espaço dentro desse armário apertado. Já não cabe mais. Chega! Sigo não suportando as piadas. A diferença é que agora não mais ficarei sufocado.

Igor Benevenuto, árbitro da Fifa — Foto: Marcos Ribolli

– É pra cumprir a orientação, ou não? Sobre o pênalti de São Paulo 4×1 Universidad Católica.

No Morumbi, pela Sulamericana, o São Paulo atropelou o adversário chileno. Porém, duas coisas me chamaram a atenção em um único lance: o pênalti marcado pelo árbitro venezuelano Alexis Herrera:

  1. Foi um dos famosos pênaltis “jabuticabas”, típicos de “Campeonato Brasileiro”, onde não existe intenção e nem ocorre movimento antinatural. Neste jogo, a bola bateu no defensor por casualidade em movimento natural. Mas caso você tenha dúvida, de maneira bem didática, o que é “movimento antinatural” em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/08/09/o-que-mudou-ou-nao-na-regra-da-mao-na-bola/
  2. O tempo de marcação da penalidade e a mudança da decisão dos árbitros: Ironizei dias atrás que os árbitros estão jogando a responsabilidade para o vídeo e estamos criando uma geração de “Maria VAR com as outras” (em alusão ao dito popular “Maria VAI com as outras”), não mantendo a decisão do que se marca. Nesta situação, vai justamente ao que publicamos ontem, a partir do texto original do protocolo do árbitro de vídeo: o árbitro deverá mudar sua decisão se o erro for CLARO e ÓBVIO. Houve uma clara intenção do chileno em colocar a mão na bola e era um erro óbvio a não-marcação do pênalti? Nada disso. A prova foi o tempo para se verificar o lance. Se claro e óbvio, não pararia tanto o jogo. E sobre esse texto, aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2022/07/07/o-grande-erro-do-uso-do-var-no-brasil-a-partir-do-livro-de-regras/

A verdade é: o que vemos no Brasil e na América do Sul é diferente do que apitado nos grandes centros da Europa. Você não vê pênaltis como esses (de lances casuais confundidos por antinaturais) nem um número grande de intervenções do VAR (e quando elas ocorrem, são rápidas, não se perde o clima do jogo). O interessante é: quando os árbitros sul-americanos apitam fora do continente (veja as competições U-20 da FIFA), eles apitam direito!

Parece que os juízes de campo, quando estão aqui, são medrosos. Quando vão apitar no Velho Continente, aos olhos mais seguros da FIFA, mudam de comportamento.

Torcida do São Paulo relembra partida de Ceni contra a Universidad Católica em 2013 | LANCE!

Imagem extraída de: https://www.lance.com.br/sao-paulo/torcida-do-sao-paulo-relembra-partida-de-ceni-contra-a-universidad-catolica-em-2013.html

– Pênalti cambalhota?

Que lance incrível na África! Tem como não marcar infração tal bizarrice? Uma cambalhota do goleiro que atingiu seu adversário. E há quem reclame na maior “cara-de-pau”…

Veja só, em: https://twitter.com/TNTSportsBR/status/1545160729501859840

https://platform.twitter.com/widgets.js

– O grande erro do uso do VAR no Brasil, a partir do livro de regras.

Como faço costumeiramente, estou lendo o livro de regras do futebol para “reaprender” – e nessa oportunidade, a partir do novo App da IFAB, disponibilizado em 1º de julho com as atualizações 2022/2023.

Eis que no capítulo sobre o VAR… de maneira bem objetiva:

“A decisão original dada pelo árbitro não será alterada a menos que a revisão do vídeo mostre claramente que a decisão foi um ‘erro claro e óbvio’.

No print original, abaixo, o texto. Mas fica a pergunta: quantas situações “não claras de erros não óbvios” você viu no Brasileirão?Talvez tivéssemos outros placares se esse ítem fosse levado mais a sério…

– O 1º gol de Santos x Táchira pela Sulamericana.

1o gol do jogo –
Sobre o interminável VAR em Santos x Táchira: parece que estão procurando alguma coisa para anular o gol do time visitante e não conseguem! Viram impedimento, mão, não-sei-o-quê, não-sei-o-que-lá…
Lembrando: se existir dúvida em lance na imagem, deve prevalecer a decisão de campo. Mas o processo tem que ser rápido, não demorado… é isso que irrita: o mau uso da ferramenta eletrônica.
Precisamos melhorar demais no Brasil e na América do Sul…

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para São Paulo x Universidad Católica.

No jogo envolvendo Universidad Católica 2×4 São Paulo pela Copa Sulamericana, o árbitro uruguaio Christian Ferreyra foi extremamente criticado pelas expulsões tricolores e pela suposta “má conduta” nos apertos cordiais de mão. Rogério Ceni chiou bastante e o clube reclamou junto à Conmebol.

Para esta 5a feira, apitará no jogo de volta no Morumbi o árbitro venezuelano Alexis Herrera. E quem é ele?

Um jovem juiz de 32 anos, natural de Carabobo, com 11 anos de carreira como árbitro e há apenas 5 temporadas no quadro da FIFA.

Herrera apitou Colo-colo x River Plate, e neste jogo permitiu um carrinho criminoso de Paulo Díaz (RIV) em Alexander Oroz (COL), aplicando apenas o Cartão Amarelo (veja a entrada aqui: https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/2022/04/28/sem-var-juiz-permite-falta-violenta-antes-de-gol-do-river-na-liberta-veja.htm). Um lance indubitavelmente para Vermelho. Me recordo de outro jogo dele: Junior Barranquilla x Flamengo, onde Teo Gutierrez (JRB) deu uma cotovelada em Felipe Luís (CRF) na frente dele, e só foi advertido com Amarelo. Pra fechar: uma péssima arbitragem dele no Guarani-PAR x Corinthians, onde conseguiu desagradar a todos.

Não goza de muito prestígio em jogos entre Seleções: na última Copa América, apesar de ser o representante venezuelano, apitou só uma partida. Também tem poucos jogos nas Eliminatórias do Mundial de 2022.

E por quê está no quadro da FIFA?

Ué, porque a Conmebol tem que ter representantes de todos os países. Simples. Por meritocracia, não está capacitado.

Neste jogo, temo pela parte disciplinar, que é o grande problema do árbitro, pois ele costuma pedir muita calma, ao invés de distribuir cartões (aliás, o excesso de cartões foi uma das queixas do SPFC).

Alexis Herrera (Imagem: Getty Images)

– E aVARcalharam o VAR?

É um cenário triste da arbitragem brasileira: o péssimo uso de uma ferramenta ótima que é o árbitro de vídeo. Às vezes, tanta lambança faz pensar que estão destruindo a confiabilidade dela para abandonar o seu uso (e se no próximo Campeonato Brasileiro a CBF quiser abrir mão da sua utilização, não há nada que a impeça).

Exemplos recentes?

De 2ª feira, o traço da linhas paralelas feito por alguém que, talvez, estivesse “fora do equilíbrio”. Repare que os impedimentos dos gols anulados do Red Bull Bragantino contra o Botafogo foram confirmados (ambos) depois de quase 3 minutos de espera (lembrando que, em lances ajustados de “off side”, deveria, segundo o protocolo, prevalecer a decisão de campo, conforme o item 3 deste post: https://wp.me/p55Mu0-2p7) e após a análise do tracejado fora do esquadro. Veja que incrível erro dessas linhas tortas:

Você pode justificar que quem está fora do esquadro não são as linhas do VAR, mas que o corte da grama está errado. Sendo assim, as linhas desse jogo foram as corretas, e a de todas as outras partidas anteriores foram incorretas?

Quer algo bizarro? Agora, na 3a feira (tem erro todo dia), em Itu (Ituano x Cruzeiro): fizeram a análise das linhas pelo lado invertido, com todo mundo de costas! Um equívoco infantil. Observe na imagem abaixo:

Se com as imagens claras o pessoal fica um tempão na frente do monitor (coisa única no Brasil, no Exterior não é assim), imagine se alguém conseguirá revisar a partir dessa imagem? 

Os dizeres “Lance Revisado” da CBF deveriam vir acompanhado de uma interrogação (Lance Revisado?)

– Impedimento semiautomático será novidade para Copa do Mundo.

Conheça nova tecnologia que promete ser o futuro do futebol Baseado em uma inteligência artificial, a nova ferramenta de impedimento semiautomático …

Continua em: Impedimento semiautomático será novidade para Copa do Mundo

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Boca Jrs x Corinthians.

Andrés Matonte apitará Boca Jrs x Corinthians nesta 3ª feira. E um dos motivos de sua escala é claro: ele apitou Corinthians 2×0 Boca Jrs na primeira fase, e nenhuma das equipes reclamou dele. Para a Conmebol, isso é fator preponderante (devido aos erros de diversas partidas e a falta de bons nomes).

Matonte apitou recentemente Fortaleza x Estudiantes, mas tem trabalhado com frequência em bons jogos das competições da Sulamericana e da Libertadores. Entrou bem cedo para o quadro da FIFA, e hoje, com apenas 34 anos, garantiu sua vaga como único árbitro uruguaio no Catar 2022. É uma aposta para 3 Copas do Mundo (22, 26, e, quem sabe, em seu próprio país em 2030). Para muitos, segue os caminhos de Oscar Ruiz (colombiano que também entrou cedo para o quadro da FIFA e se tornou um dos principais árbitros da América do Sul). Aliás, a Conmebol precisa de bons árbitros fora do eixo Brasil-Argentina para apitar confrontos de equipes desses países.

No histórico, apitou muito bem a final entre Red Bull Bragantino x Athletico Paranaense pela Copa Sulamericana. Corre bastante, deixa o jogo fluir e não vira refém do VAR. Não assisti nenhum jogo onde ele foi rigoroso demais, e sim percebi que usa muito bem as advertências verbais (não sei se o fará igualmente num jogo tão nervoso como previsto).

Boca Juniors x Corinthians: onde assistir, horário e escalações das equipes

Extraído de: https://esportes.estadao.com.br/blogs/bate-pronto/boca-juniors-x-corinthians-onde-assistir-horario-e-escalacoes-das-equipes/

– Todo mundo é perseguido no futebol? Mas ninguém é beneficiado?

Algumas coisas pós-final de semana no mundo do futebol, chegam a ser hilárias

Um exemplo?

As discussões sobre “quem foi prejudicado pela arbitragem”. E digo isso, pois quem está no meio do futebol trabalhando, sabe que não existe “um time escolhido para ser o mais sacaneado”.

Tem rodada que o São Paulo sofrerá com os erros, e se ouvirá: “de novo ‘garfaram’ o Tricolor, é toda hora isso”.

Em outras, quando acontece com o Palmeiras: “é só contra a gente, a diretoria precisa fazer alguma coisa, só marcam contra nós”.

Se for contra o Santos: “eles adoram ‘meter a mão’ no Peixe, eles perseguem mesmo”.

Em suma: se você perguntar a um botafoguense, a um torcedor do Atlético Mineiro, a um gremista… dirão que os times deles são os mais prejudicados! TODO time tem torcedor que crê que o seu clube do coração é o mais perseguido, que sempre erram contra ele e que “tá tudo muito estranho”. E não é nada disso!

Se todos são prejudicados, quem é beneficiado? Não tem nem lógica tal discussão, mas sim uma constatação: a arbitragem é ruim, erra em todos os jogos, contra todos os clubes. E evidentemente, os erros mais televisivos, os mais grosseiros e os mais impactantes chamam a atenção.

Aqui, uma perturbação: quando acontece um erro contra a alguém, ele vira benefício ao adversário. E esses erros a favor que beneficiam um clube, nunca são vistos pelos torcedores dos seus clubes? Talvez, uma verdade: torcedor só vê o que lhe interessa.

Man Thinking with Question Marks 2133685 Vector Art at Vecteezy

Imagem extraída de: https://www.vecteezy.com/vector-art/2133685-man-thinking-with-question-marks

– Análise da Arbitragem de Paulista 2×2 Penapolense.

O árbitro Douglas Marques das Flores “me devia” uma boa arbitragem (estou ironizando, lógico). Mas trabalhei em 12 jogos dele (e assisti alguns outros em lances discutíveis), não conseguindo ver 90 minutos tranquilos. Tenho plena convicção que nesta tarde assisti sua melhor arbitragem (das partidas, repito, que trabalhei por completo ou das outras que assisti parcialmente por lazer).

Aplicou muito bem a lei da vantagem (por exemplo, a 1 minuto com Danilinho-CAP). Correu bastante e se posicionou muito bem em um jogo muito veloz (está bem condicionado fisicamente).

Tecnicamente, existiram dois lances polêmicos e difíceis, que ele acertou:

1 – 32m: acertou no pênalti por movimento antinatural da mão na bola a favor da Penapolense. O atleta do Paulista foi com os braços abertos, não se corre daquela forma de maneira natural. A minha dúvida era: bateu no braço ou no peito? Batendo no braço, não importa se mudou ou não a trajetória, ou qualquer outra coisa que o valha – e havia uma distância razoável para evitar o contato. Lance “esquisito”. E parabéns ao assistente Robson Ferreira Oliveira que ajudou o árbitro indicando o contato infracional no braço.

2- 37m: acertou ao marcar pênalti por movimento antinatural da mão na bola a favor do Paulista, usando o mesmo critério: zagueiro da Penapolense com o braço aberto, correndo com o braço de forma não convencional, bloqueando o chute com a mão. Acertou.

Disciplinarmente, marcou 20 faltas do Paulista e 18 da Penapolense. Acertou e foi correto nos critérios de advertência e expulsão. Foram 4 cartões amarelos ao Paulista e 2 à Penapolense (além de 1 vermelho ao Paulista). E sobre eles, todos por infantilidade do time da casa:
Koyote – evitável por reclamação;
Bruninho – evitável, por reclamação no banco;
Carlos Eduardo – evitável, por ação temerária no meio campo e logo no começo do 2º tempo foi expulso pela reincidência pelo mesmo motivo.
Morungaba – evitável, por “bate-boca” com o adversário (que também recebeu a advertência).

Na análise pré-jogo dessa partida, eu escrevi: Roberval deveria alertar seus jogadores a não se preocuparem com o árbitro para que não tomassem cartões bobos, devido as características do jogo. Talvez tenha avisado, mas jovens sofrem muito com a questão emocional…

Público: 997 pagantes, para R$ 13.650,00 de renda bruta.

No detalhe da foto, clicada da cabine da Difusora: quantos modelos diferentes você consegue enxergar nesse enquadramento nas cativas?

– São Paulo x Universidade Católica terá árbitro “abaixo” da importância do jogo.

Hoje abordamos as queixas do São Paulo contra a arbitragem no Chile. E ressaltei: se a Conmebol escalar um árbitro venezuelano ou boliviano no Morumbi, é porque as queixas foram aceitas.

Nesses bastidores de pressão, escalou-se Alexis Herrera, da Venezuela, para o jogo de volta (detesto utilizar o termo “compensação”, pois toda a arbitragem deveria ser indiscutivelmente competente e honesta). A sinalização foi: “vocês realmente tiveram uma arbitragem ruim, agora escalamos um árbitro de ‘segundo escalão’ na sua casa para ‘agradar'”.

Em tese, é árbitro que sente pressão de camisa pesada (pelo seu histórico). E para ser mais específico: lembremos da péssima atuação dele em Colo-Colo x River Plate (item 2 do post em: https://professorrafaelporcari.com/2022/04/28/perguntas-para-a-conmebol-responder/).

Andrés Matonte, uruguaio, apitará Boca x Corinthians. Esse é um árbitro no qual a Conmebol aposta altíssimo, sendo juiz para, no mínimo, “3 copas” segundo alguns. Estará no Catar e tem apenas 34 anos. Mas dele falaremos em outra postagem nos próximos dias.

Conmebol aplica multa ao Barcelona-EQU por gritos racistas em jogo contra o  Flamengo na Libertadores - Lei em Campo

Imagem extraída de: https://leiemcampo.com.br/conmebol-aplica-multa-ao-barcelona-equ-por-gritos-racistas-em-jogo-contra-o-flamengo-na-libertadores/

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Penapolense.

Douglas Marques das Flores, da CBF, apitará Paulista x Penapolense. Para mim, uma escala mal feita da FPF, e explico:

  • Não incentiva a renovação de árbitros; os que foram bem na 1a fase, estão fora.
  • É desmotivador para quem desce da 1a divisão do Brasileirão, apitar a 4a estadual. Vem com má vontade.
  • O histórico de jogos que Douglas não foi bem em Jayme Cintra, pesa contra.

Comentei a última partida que Douglas apitou pelo Brasileirão, que foi Santos 2×2 Red Bull Bragantino. Nela, “travou o jogo” com faltinhas (parecia que não queria jogo) e economizou nos acréscimos. Vide aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2022/06/18/analise-da-arbitragem-de-santos-2×2-red-bull-bragantino/

Conselho para Roberval Davino: oriente aos seus jogadores para não se enervarem com o árbitro e buscarem apenas se concentrarem na partida, pois o árbitro adora “palestrar” em campo e isso acabará tirando tempo de jogo do Galo.

Sobre as características do árbitro, vale o que eu escrevi na análise pré-jogo da partida citada, como alguns links de outras partidas que ele apitou do Paulista. Aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2022/06/16/analise-pre-jogo-da-arbitragem-de-santos-fc-x-red-bull-bragantino-rodada-12-do-brasileirao-da-serie-a/

Até esse momento (10h de sexta-feira, menos de 24h do jogo, a FPF não divulgou oficialmente a escala da arbitragem com bandeiras e demais membros).

Torcerei para um bom jogo e uma ótima arbitragem.

Acompanhe Paulista x Penapolense pela Rádio Difusora AM 810 ou nos Apps, com a narração de Rafael Mainini, comentários de Robinson Berró Machado, reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira e análise da arbitragem de Rafael Porcari. No comando: Adilson Freddo! O jogo, no sábado, começa às 15h, mas desde às 14h o Time Forte do Esporte já estará no ar.

– UCA 2×4 SPFC: o que aconteceu, juizão?

Postagem da madrugadaLecionei bastante e não pude assistir o jogo do São Paulo contra a Católica no Chile. E, há pouco, quando vi essa figura (abaixo) sobre os números do confronto  (UCA 2×4 SPFC) com 11 cartões (sendo 3 expulsões) para apenas 10 faltas, me impressionei.

Sem nenhuma informação da partida, sou levado a pensar: foram cartões por reclamação / ofensa, ou briga generalizada. Afinal, por “jogo-jogado”, eles não seriam aplicados normalmente.

Por fim: o árbitro foi Christian Ferreyra (URU), que, sabemos, não é lá essas coisas no cenário sul-americano…

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Imagem extraída: Reprodução Twitter Rádio Jovem Pan.

– Os ridículos pênaltis na série B do Brasileirão.

Se na 1a divisão a coisa está feia, na 2a… é assustadora. Tivemos dois pênaltis neste final de semana que, se alguém acredita em teoria da conspiração ou má fé, usará esses lances de tão bizarros que foram para reforçar suas ideias.

O árbitro Leonardo Willers Lorenzatto, do MT, marcou um ridículo pênalti a favor da Tombense contra o Náutico. O atacante mineiro se joga descaradamente simulando ter sido empurrado, e mesmo com VAR, marcou-se o tiro penal. Incompreensível. Quem viu o lance, se surpreendeu! Até os jogadores da equipe de MG se mostraram constrangidos.
Vide aqui: https://ge.globo.com/mg/zona-da-mata-centro-oeste/futebol/brasileirao-serie-b/jogo/26-06-2022/tombense-nautico.ghtml

Já o árbitro Paulo Henrique Vollkofp, do MS, marcou um pênalti de mão na bola “sem mão”. O jogador está com os braços para trás, a bola bate no peito e o juizão, do nada, marca tiro penal. E o VAR confirmou! Cômico, se não fosse trágico.
Vide aqui: https://ge.globo.com/sc/futebol/brasileirao-serie-b/noticia/2022/06/25/video-penalti-a-favor-do-criciuma-gera-polemica-e-expulsao-no-vila-nova.ghtml

Como suportar tudo isso? O futebol brasileiro não aguenta mais…