– Pandemia da Gripe Espanhola versus Pandemia de Covid-19

Depois de 100 anos aproximadamente, a humanidade revive o que é co-existir com uma pandemia.

Mas como foi em 1919, com a Gripe Espanhola?

Veja que legal, abaixo, extraído do Facebook de Alexandre Versignassi, diretor de redação da Revista Superinteressante:

PANDEMIA

Ela é o melhor farol que temos. A Gripe Espanhola, de 100 anos atrás, durou um ano e meio, e foi especialmente mortal num período mais curto, de seis meses.

Seu índice de letalidade era inferior a 1%. Calcula-se, porém, que 70% da população mundial tenha pegado, e que o número de mortos ficou entre 20 milhões e 50 milhões (se hoje subnotificação é um problema, imagina lá atrás).

Seja como for, ela deixou lições importantes. Num mundo não só “sem internet”, mas sem sequer rádio, o uso de máscaras se tornou universal. E as cidades que mais quarenteneram foram as que tiveram menos vítimas – o que mata a “tese” do “E daí? Se todo mundo vai pegar mesmo, vamos fazer churrasco”.

A (linda) imagem abaixo, feita na Califórnia da época, me chegou via Sergio Figueiredo.

O cartaz que a moça exibe diz “Use máscara, ou vá para a cadeia”. Não sei se é um protesto, ou só o registro de um momento que o pessoal da foto entendia (acertadamente) ter dimensão histórica. Fico com a segunda interpretação – até porque posar para uma foto, em 1918/1919, não era algo banal. Valia como posar para um quadro.

Outra beleza da imagem é a sensação de indo e vindo infinito que ela passa. A de que a vida, e a história, andam em ciclos, e que é importante revisitar o ciclo passado para entender melhor o presente.

O jornalista Alexandre Carvalho faz essa revisita em uma reportagem memorável sobre a Gripe Espanhola na Super deste mês (link nos comentários). Vale por um filme.

Outro ponto que faz valer uma revisita: ela nos dá uma noção mais clara do poder de resiliência da humanidade.

Os anos 20, que seguiram-se à Gripe Espanhola, foram um dos mais produtivos até hoje – na tecnologia (rádio), na indústria (massificação do automóvel), nos serviços (as primeiras cias aéreas são dessa época – KLM, Qantas e Avianca, da Colômbia, seguem ativas desde lá), nas artes (Fitzgerald, Semana de 22…). Porque tudo passa. Tudo, sempre, passará.

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