– Dinheiro ou Criatividade para Inovar?

O texto é antigo, mas o mote é sempre atual: para inovar, o que é necessário? Abaixo, um repost deste mesmo blog:

Sempre questione a relação Competência Financeira X Competência Intelectual/Administrativa. Nem sempre ter dinheiro significa ter sucesso.

Veja só: o conhecidíssimo Clemente Nóbrega, em seu enésimo excepcional artigo, escreveu a respeito dos investimentos minguados no Brasil em INOVAÇÃO. E desafia: se investirmos mais dinheiro, teremos mais inovação?

Ele duvida. Responde que nem sempre dinheiro se transforma em bons resultados.

Extraído de: http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI177094-16644,00-O+FATOR+DECISIVO.html

O FATOR DECISIVO

O Brasil investe pouco em inovação – cerca de 1% do PIB. Será que mais uns bilhõezinhos melhorariam nossa performance? Duvido.

por Clemente Nóbrega

Em um artigo publicado em 2007, mostrei a correlação entre incompetência para inovar e instituições fracas – não há inovação sem que na sociedade haja confiança institucionalizada. Pesquisas mostram que não melhoramos nisso, mas temos outros pecados também. Fala-se que o país investe pouco em inovação – cerca de 1% do PIB (países ricos, duas ou três vezes mais). Será que mais uns bilhõezinhos melhorariam nossa performance? Duvido. Eu não aumentaria investimentos, rearranjaria recursos que já estão no sistema. Veja só. No mundo da gestão (de qualquer coisa, privada ou pública), só o que legitima é resultado – output, não input. Sucesso não é medido pelo que entra no sistema, mas pelo que sai dele. Não número de policiais nas ruas, mas redução de crimes. Não campanhas de vacinação, mas diminuição de doenças. Claro que inputs são aproximações – proxys, como dizem, para resultados esperados, mas um gestor que se limita a proxys não é um gestor, é um burocrata.

A Apple – empresa mais inovadora do mundo – investe bem menos em inovação do que a média das empresas de tecnologia, mas obtém muito mais resultado. É mais produtiva em inovar. Numa empresa, os dirigentes estabelecem diretrizes (metas a atingir e meios para que sejam alcançadas). Ex: “Queremos que, dentro de cinco anos, 20% de nossas receitas estejam sendo geradas por produtos que não existem hoje”. Os recursos que vão ser alocados para que a diretriz seja cumprida dependem da meta a alcançar, não é simples? O que as empresas inovadoras têm são processos gerenciados em função de metas de output de inovação. Assim: “Se tudo continuar sendo feito como vem sendo feito, cresceremos ‘x%’ ano que vem. Mas se quisermos inovar, então, em cima de ‘x%’, colocaremos, digamos, mais um ou dois pontos percentuais, que têm de vir de inovações. Ficando no ‘papai &mamãe’, cresceríamos 20%, mas a meta é 22%. Esses 2% além do ‘esperado’ são inovação na veia. O investimento para chegar lá será um percentual desse ‘extra’ que espero obter (um percentual aplicado aos 2%). Os 2% de inovação terão de ser desdobrados por todas as áreas produtivas da empresa. Cada uma dará sua contribuição para o todo. Não sabem como fazer? Treine-os, há método para isso. A unidade bateu sua meta de inovação? Prêmios, bônus, fanfarras. Não bateu? Bem, o que acontece com um vendedor que não vende? Com um financeiro que não planeja o fluxo de caixa? Não há mistério. É gestão pelas diretrizes. Tem meta, prazo, responsabilização e plano de ação. A cada período tudo se repete – um delta além do ‘papai & mamãe’, incorporando os ganhos do período anterior”.

A Apple investe bem menos em inovação do que
 a média, mas obtém muito mais resultado

Órgãos fomentadores de inovação devem parar de se medir pelo dinheiro que injetam no sistema, como se isso garantisse resultado. Sem gestão, não garante. O input que conta é conhecimento, mais que dinheiro. Atenção: o investimento em inovação (como percentual do resultado) tem de diminuir com o tempo, mas riqueza nova tem de ser criada continuamente. Possível, mas só com gestão da inovação.

* Clemente Nobrega é físico, escritor, consultor de empresas e autor do blog Ideias e Inovação no site de Época NEGÓCIOS

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– O estresse que faz você engordar!

Sempre se discutiu sobre os malefícios de uma rotina estressante. Na vida profissional e pessoal, diante de tantos percalços e preocupações, é natural que tudo isso traga como resultado da fadiga o mau humor e a necessidade de descanso.

O que se sabe agora é: o estresse não só traz complicações de relacionamento mas resulta também no acúmulo de peso!

Quem sabe umas boas férias não fará a gente emagrecer, né?

Extraído de: https://istoe.com.br/95126_COMO+O+ESTRESSE+FAZ+VOCE+ENGORDAR+PARTE+1/

COMO O ESTRESSE FAZ VOCÊ ENGORDAR

A ciência descobre que as mudanças no organismo causadas pela tensão diária levam ao ganho de peso

Por mais de uma década pairou sobre o estresse a suspeita de influenciar diretamente o ganho de peso. Ela estava basea­da principalmente na observação cotidiana de especialistas como o endocrinologista paulista Alfredo Halpern, chefe do Serviço de Obesidade do Hospital das Clínicas de São Paulo (HC/SP)e um dos mais experientes da área. “Sempre percebi que ele é um fator muito importante para a maioria dos pacientes que atendo”, diz. Mas não havia provas científicas disso. Agora há. Elas emergem de diversos estudos mundiais financiados por entidades como o Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos (NIH, na sigla em inglês), um dos mais importantes do planeta em matéria de pesquisas e desenvolvimento de políticas de prevenção de doenças. Só no ano passado, o NIH destinou US$ 37 milhões para as investigações sobre comportamentos associados ao aumento de peso com a finalidade de encontrar intervenções efetivas contra a epidemia de obesidade – um problema que atinge, atualmente, cerca de 400 milhões de pessoas no mundo. A estimativa é ainda mais preocupante se forem contabilizados os indivíduos com sobrepeso. “O número sobe para cerca de 1,5 bilhão”, diz o endocrinologista Walmir Coutinho, recém-eleito presidente da Associação Internacional para o Estudo da Obesidade (Iaso).

Nos trabalhos, o estresse tem surgido como um dos mais fortes responsáveis pela subida dos ponteiros da balança. Um exemplo é o estudo realizado por Diana Fernandez, da área de medicina preventiva da Universidade de Rochester, nos EUA. Ela observou 2.782 empregados de uma fábrica de Nova York e constatou que o estresse vivenciado em uma fase de demissões aumentou muito a procura por comidas ricas em gorduras e calorias – elas desapareciam rapidamente das máquinas onde eram vendidas. Mas as complicações causadas pelo estresse foram além. Os trabalhadores disseram não ter tempo para comer bem ou fazer atividade física na hora do almoço porque tinham medo de sair de suas mesas de trabalho por muito tempo. Cansados física e emocionalmente, à noite a maioria se dedicava a ver televisão. “Os que assistiram a quatro horas por dia ou mais tiveram 150% mais chances de se tornar obesos”, disse a especialista à ISTOÉ.

O mesmo fenômeno foi verificado em outro experimento, desta vez feito com animais. O cientista Mark Wilson, da Universidade Emory (EUA), queria também saber se viver em ambiente estressante levava ao consumo de comidas ricas em calorias. Para isso, ele observou o comportamento alimentar de fêmeas do macaco rhesus. Entre esses animais, algumas dominam as outras. As que são submetidas geralmente acabam vítimas de agressão constante, o que as deixa em situação de estresse crônico. Após o experimento, Wilson constatou que a tensão fez com que os animais engordassem. “As fêmeas subordinadas comeram maiores quantidades e várias vezes por dia. Também preferiram os alimentos mais calóricos. Por isso, ganharam peso em ritmo acelerado”, disse Wilson à ISTOÉ.

Por causa de achados como esses, muitos especialistas começam a defender mudanças nos relacionamentos pessoais e profissionais – visando à diminuição do estresse – também com o objetivo de conter o avanço da obesidade. “Os resultados devem ser levados em conta na formulação de estratégias contra o problema”, diz Carol Shively, da Wake Forest Baptist Medical Center. Uma das propostas é que os programas de bem-estar no trabalho examinem a estrutura organizacional e forneçam meios práticos para minimizar o estresse. Além disso, é necessário dar condições para romper o sedentarismo. Uma delas, praticada por poucas empresas no Brasil, é ter uma área equipada para as pessoas se exercitarem antes, durante ou depois do expediente.

Comprovada a conexão estresse-obe­sidade, a pergunta que surge é: por quais mecanismos ele resulta em ganho de peso? À luz das recentes descobertas, é possível depreender que ele modifica as respostas do corpo à comida de uma forma extremamente intensa. “Está ficando claro que o estresse crônico altera as respostas do organismo e leva à obesidade”, afirma a endocrinologista Maria Fernanda Barca, do Grupo de Tireoide do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Os estudos estão mostrando que as transformações impostas pelo estresse e que resultarão nos quilos a mais ocorrem em diversas frentes. A mais importante, com repercussões bastante amplas, está relacionada aos níveis de cortisol. O hormônio está associado ao estado de prontidão do organismo. Seus níveis sobem algumas horas antes de acordarmos por ordem do hipotálamo, uma estrutura localizada na base do cérebro que recebe informações do corpo e regula as nossas reações. Ele instrui, por exemplo, as glândulas suprarrenais a liberar o cortisol para que, nesse momento, ele atue como uma espécie de despertador.

De ação prolongada, sua quantidade no sangue cai gradativamente ao longo do dia, chegando a taxas mínimas no final da tarde, numa preparação para o relaxamento da noite. Ou pelo menos deveria ser assim. “Condições como a insônia, a depressão e o estresse crônico mantêm o cortisol alto o dia todo, induzindo o corpo ao alerta constante”, diz a psicóloga Ana Maria Rossi, de Porto Alegre, presidente da Isma-br, entidade internacional voltada para o estudo do gerenciamento do estresse. Um dos resultados dessa exposição sem descanso é que indivíduos em estresse prolongado produzem duas a três vezes mais cortisol do que o normal.

No que se refere aos mecanismos de controle ou ganho de peso, isso é um desastre. O cortisol excessivo representa um sinal de perigo que o corpo traduz como uma ordem para poupar energia diante de uma iminente situação de emergência. Para que a operação seja executada, desencadeia-se uma série de fenômenos. Um deles foi revelado por cientistas do Garvan Institute of Medical Research, da Austrália. Em trabalho com cobaias, eles constataram que, sob estresse crônico, o corpo libera a molécula Y (também chamada de neuropeptídeo NPY). Ela desbloqueia alguns receptores – uma espécie de fechadura química – das células de gordura. O que acontece depois? Como se tivessem recebido uma dose de fermento, as células crescem em tamanho e número.

Mas os pesquisadores verificaram ainda algo tão ruim quanto esse mecanismo. Os animais estressados não só criaram mais gordura corporal como apresentaram diferenças significativas na forma como ela foi armazenada: a maior concentração foi na barriga. “O cortisol favorece o acúmulo de gordura na região abdominal”, explicou Herbert Herzog, coordenador do trabalho. É justamente esse tipo de obesidade que mais preocupa os médicos. É sabido que ela torna os indivíduos mais suscetíveis ao depósito de placas de gordura nas artérias, à doença cardíaca e à diabetes. Existem algumas teorias que explicariam a razão do acúmulo no abdome em situação de estresse. “Estudos mostram que o tecido gorduroso na região da barriga tem receptores para o cortisol”, diz o médico Coutinho, da Iaso.

A ciência descobriu que as alterações hormonais agem também sobre outro mecanismo do corpo: o sistema endocanabinoide, com receptores nervosos no cérebro, fígado, nos músculos e na gordura. Ele desempenha um papel importante no controle do gasto e do acúmulo energético e no metabolismo de gorduras e açúcares. “Uma vez ligado, determina que o corpo guarde mais reservas. E é exatamente isso o que acontece na presença do estresse”, diz o endocrinologista Halpern.

Para piorar, este mesmo sistema está vinculado ao processamento da compensação, quando o corpo, de alguma maneira, procura algo que lhe dê prazer para compensar algum sofrimento. Dessa maneira, submetido a uma tensão diária, ele vai trabalhar de forma a forçar o indivíduo a achar algo que o alivie. Uma das saídas mais efetivas disso, pelo menos do ponto de vista cerebral, é aumentar o consumo de comidas saborosas, ricas em gorduras e açúcares. E lá vão pacotes de biscoitos, barras de chocolates e pães. Isso ocorre porque esses alimentos, indiretamente, provocam o aumento da produção da serotonina, conhecida como o hormônio do bem-estar. Ela relaxa, alivia as sensações dolorosas e até induz ao sono. Portanto, inconscientemente, ingerimos guloseimas quando estamos estressados para responder a um pedido do corpo por mais bem-estar. O problema – e a grande armadilha – é que os alimentos desta categoria são os mais engordativos.

Passa pelo mesmo sistema outro processo recentemente revelado vinculado ao ciclo estresse-obesidade. Cientistas do Scripps Research Institute, na Califórnia, descobriram que, se o organismo for privado subitamente de um alimento que lhe dava conforto – em geral os fatídicos doces e massas –, responde da pior maneira possível. “Ocorre um estresse cerebral e o desencadeamento de uma reação exagerada”, explica Eric Zorrila, coordenador da pesquisa. Na verdade, a pessoa torna-se vítima de uma crise de abstinência, semelhante à que acontece em casos de dependência de drogas. “O cérebro procura voltar ao seu padrão, ao vício de comer alimentos saborosos”, diz Zorrila. Sua conclusão baseia-se em estudo que fez usando ratos. Ele observou que o mecanismo registrado nos animais que tiveram sua dieta alterada segue um roteiro igual, no que se refere à ativação de vias moleculares, ao que é deflagrado na dependência química de álcool e drogas. Em ambos os casos, está envolvida a amígdala, uma estrutura do cérebro relacionada às emoções. “Acreditamos ter revelado uma das bases neuroquímicas que podem resultar no efeito ioiô. Vimos que mudar radicamente de dieta, tirando de uma hora para outra os alimentos a que se está acostumado não é uma boa estratégia”, diz Zorrilla.

Esses novos conceitos vão ao encontro do raciocínio da psicóloga Ana Rossi, de Porto Alegre. Ela trata seus pacientes estressados e obesos com uma técnica que reforça as atitudes positivas em vez de simplesmente enchê-los de restrições. “O cérebro não consegue converter ordens negativas em positivas e mudar comportamentos. Por isso, em vez de privar, é melhor dar instruções positivas”, diz ela. Como seria isso? “É mais eficiente para mudar um hábito eu me imaginar saciada com salada e apenas um pedaço de filé do que tentar colocar na mente que não posso comer carnes gordurosas”, explica a psicóloga.

Mais uma frente que começa a ser decifrada são as relações e as consequências da dobradinha estresse e ansiedade. Algumas respostas começam a vir à superfície. Um estudo realizado pela Universidade de Yale (EUA) acaba de revelar, por exemplo, que a insônia – sintoma evidente da presença das duas condições – contribui de forma expressiva para o ganho de peso. De acordo com o trabalho, ela hiperestimula neurônios do hipotálamo. “Essas células nervosas são muito sensíveis ao estresse. Se forem excessivamente ativadas, podem levar a reações exageradas, como comer demais”, diz o pesquisador Tamas Horvarth, um dos autores do trabalho.

A informação já está servindo para nortear o trabalho dos especialistas. “Peço às pessoas com problemas de peso e sono para adotarem medidas para regularizar as duas coisas, em vez de tratar apenas um ou outro”, diz a nutricionista Noádia Lobão, de Niterói, no Rio de Janeiro. Nas suas consultas, a especialista faz um levantamento aprofundado da qualidade do sono antes de estabelecer uma dieta e costuma indicar chás de camomila ou erva cidreira e doses de fitoterápicos à base de maracujá para ajudar os pacientes a relaxar na hora de ir para a cama. No consultório do cirurgião plástico Rodrigo Federico, de São Paulo, pacientes nitidamente ansiosos também recebem orientação específica. “Oriento para que façam sessões de terapia antes de operar. O estresse pode dar um efeito rebote e levar a pessoa a recuperar o que perdeu”, diz ele.

Embora os pesquisadores saibam que ainda há muito a entender sobre a questão estresse e ganho de peso, a maioria já está feliz com as descobertas realizadas até agora. “Conseguimos identificar uma parte do caminho, da cadeia de eventos moleculares que liga a obesidade e o estresse crônico”, diz o pesquisador Herbert Herzog, da Austrália. Portanto, a partir de agora, se o médico sentar-se à sua frente na próxima consulta e disser simplesmente que o problema é que você come mais calorias do que gasta, desconfie. Ele não está errado, é verdade. Mas, antes de iniciar o tratamento, é preciso saber exatamente o que está levando você a cair nesse ciclo. Pode ser o estresse. E ele deve ser tratado também.

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– Crer sem participar é saudável para a alma?

A maior parte dos brasileiros tem fé. Alguns frequentam Igrejas; uns se fanatizam, outros vivem a fé de maneira madura e outros ainda a vivem de maneira volátil. Muitos, hoje, declaram que “crêem, mas do seu jeito“.

Os termos “católico não praticante“, “crente participante de várias denominações” ou “religioso com um lado independente de igreja” estão na moda. Na verdade é um fenômeno onde se “acredita em algo sem frequentar ou conhecer uma fé“. Se preferir: “ter certeza de algo sem uma catequese, do seu jeito particular.

O que você pensa sobre “Crer sem participar“, quando se fala de Igrejas versus Fé Pessoal? Para mim, há a necessidade de uma direção espiritual, um templo, um sacerdote para organizar, orientar e otimizar a vivência religiosa, conciliando prática e fé.

Não é algo meio bagunçado “não ter um norte a seguir“?

Compartilho um curioso tema sobre isso, da Folha de São Paulo da última 3a feira, página 2:

UBER DAS IGREJAS

por Hélio Schwartsman

O fenômeno uber chegou também às igrejas. Pesquisa Datafolha divulgada no domingo mostrou que em apenas seis anos mais do que dobrou a fatia dos brasileiros que afirmam não ter uma religião. Eles passaram de 6% em 2010 para 14% na sondagem deste ano.

“Sem religião” é uma categoria capciosa. Ela abarca, além dos óbvios ateus e agnósticos, pessoas que, por diversas razões, não se sentem mais ligadas a nenhuma denominação religiosa, mas não perderam sua fé num Deus pessoal ou mesmo numa “força maior”. Gente que está trocando de igreja também costuma declarar-se sem religião numa fase imediatamente anterior àquela em que abraça o novo credo. A categoria inclui ainda fieis compulsivos, que frequentam tantas igrejas que já nem sabem dizer a qual pertencem.

Eu vejo esse uber eclesial com certa simpatia. Em primeiro lugar, ele indica que há forte liberdade religiosa no país, não apenas no plano jurídico-institucional mas também no das pressões sociais, que são muitas vezes mais severas que as leis. Hoje, já não há estigma importante associado àqueles que mudam de religião ou a abandonam por completo.

Esse troca-troca pode ser um indicativo de que pelo menos parte dos brasileiros está vivendo o seu “believing without belonging” (crer sem pertencer), expressão cunhada pela socióloga Grace Davie para referir-se ao fenômeno que, na Europa Ocidental, acabou resultando no esvaziamento das igrejas com manutenção de algumas das crenças religiosas.

Não é que eu considere o esvaziamento das igrejas um fim em si mesmo. Mas, se ele surge como consequência de um ambiente no qual as pessoas têm mais liberdade para decidir de forma autônoma como viverão suas vidas, não vejo como não aplaudi-lo. A religião é como a poesia, o sexo ou o rock. Pode ser uma fonte perfeitamente legítima de prazer para os apreciadores, mas não deve ser imposta a ninguém.

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– Yony Gonzales no SPFC, Honda no Botafogo, Neymar no Corinthians e o Torcedor na ilusão!

Há coisas que nos levam a pensar: os cartolas acham que os torcedores de futebol são tão alienados a ponto de acreditar em tudo?

Três situações:

1. Neymar, que está focado no PSG tentando recuperar a imagem arranhada nos últimos tempos (atualmente ele está jogando um bolão na França, sejamos justos), foi sondado pelo Corinthians juntamente com o uruguaio Cavani, segundo o diretor do time, Duílio Monteiro Alves. Mas cadê o dinheiro para contratar e a disposição dos atletas para aqui jogarem?

2. O japonês Honda foi contratado pelo Botafogo e está sendo anunciado aos 4 cantos. Mas é o mesmo japonês do Milan ou o que UM DIA foi do Milan? Veterano, revezava no Sudeste Asiático na função de técnico e jogador. Não pensemos que é uma estrela em seu auge nem enganemos o torcedor.

3. O São Paulo vai atrás do jogador do Fluminense Yony Gonzales, a pedido de Fernando Diniz. Mas e o Centro de Formação de Atletas em Cotia, não supriria a carência alarvada pelo treinador? Como explicar ao torcedor que Yony é melhor do que qualquer promessa da base?

Pobre torcedor…

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– O novo nome do Roupa Nova era ação de marketing da Unilever!

A carismática banda musical Roupa Nova anunciou que, em auto-homenagem aos 40 anos de carreira, estava mudando o nome para “Roupa Sempre Nova”, pois não envelheceriam.

E não é que era uma “pegadinha”? Para promover o amaciante de roupas Comfort, a Unilever criou a campanha publicitária relacionando o nome do grupo com as qualidades do produto de limpeza.

Abaixo, extraído de: https://www.meioemensagem.com.br/home/marketing/2020/01/28/roupa-nova-muda-de-nome-em-pegadinha-da-comfort.html

ROUPA NOVA MUDA O NOME

Depois de anunciar a transformação para Roupa Sempre Nova, grupo revela que a mudança é fruto de uma parceria com marca da Unilever

Depois de quatro décadas de existência, o grupo musical Roupa Nova surpreendeu os fãs nessa segunda-feira, 27, anunciar que mudaria de nome, passando a se chamar Roupa Sempre Nova. Em suas redes sociais, a banda disse que a mudança era uma homenagem a seus 40 anos de estrada. Nesta terça-feira, 28, o grupo revela que a transformação é uma brincadeira, parte de uma nova campanha da Comfort, da Unilever, com o mesmo mote.

A parceria inaugura a turnê em comemoração à trajetória do Roupa Nova, que começa em fevereiro. No digital, a Comfort também realiza uma ação integrada com outros influenciadores, como a cantora Luísa Sonza e a atriz e apresentadora Fernanda Paes Leme. Antes da revelação da campanha, as influenciadoras compartilharam posts onde diziam ser fãs da banda em suas redes sociais. Agora, Luísa e o Roupa Nova divulgarão um filtro no estilo karaokê para o Instagram, com a letra da música “Whisky a gogo”. A ideia é promover o engajamento de diferentes gerações em torno do grupo clássico dos anos 80. Idealizada junto à F.Biz, a ação também reforça o reposicionamento da marca, que começou em 2018 com o slogan “Vida Longa às Roupas”.

“O elemento surpresa é uma forma bacana de fazer as pessoas entenderem o novo posicionamento da marca. O desafio é conseguir falar com toda população brasileira e justamente por isso escolhemos o Roupa Nova, mas também desenhamos o movimento de twitteiros, fofoqueiros e da Luisa Sonza para somar forças, trazendo também o público jovem para ampliar a mensagem”, afirma Bruna Lettiere, gerente de marketing da Comfort.
Os melhores trechos gravados com o filtro pelos internautas serão condensados em um videoclipe, que será exibido em um show em São Paulo em fevereiro. Os três fãs mais criativos também ganharão um par de ingressos e terão direito a um encontro com o Roupa Nova e Luísa Sonza no Camarim. “Esta ação coloca a marca como parte de uma conversa online diretamente associada ao nosso posicionamento, mas que também terá desdobramento fora das plataformas digitais”, acrescenta Yasmine Antacli, diretora de marketing para divisão de Home Care, da Unilever.

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– Boa 4a feira, com muitas cores e cliques!

👊🏻Bom dia.
Que hoje seja melhor do que ontem e pior do que amanhã!
Sendo assim, vamos buscar #endorfina com um bom #cooper matutino?
Fui!
🏃🏻👟 #RunningForHealth #run #corrida #sport #esporte #running #Adidas #Asics #motivação

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🙏🏻Correndo e Meditando:
“Ó #NossaSenhoraDoCarmo, rogai por nós que recorremos a vós. #Amém.”
⛪😇 #Fé #Santidade #Catolicismo #Jesus #Cristo #MãeDeDeus #Maria #NossaSenhora #PorUmMundoDePaz #Peace #Tolerância #Fraternidade

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🌺Fim de #cooper!
Suado, cansado e feliz, alongando e curtindo a beleza das #flores. E essas #folhagens vermelhas tão vivas?
🏁 🙆‍♂️ #corrida #treino #flor #flower #flowers #pétalas #pétala #jardim #jardinagem #garden #flora #run #running #esporte #alongamento

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🌅 Desperte, #Jundiaí. Como hoje o #amanhecer está sisudo, a foto motivacional é do ano passado, bem mais colorida!
Que a #QuartaFeira possa valer a pena.
🍃🙌🏻 #sol #sun #sky #céu #photo #nature #morning #alvorada #natureza #horizonte #fotografia #pictureoftheday #paisagem #inspiração

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Ótima jornada para todos nós!

#FOTOGRAFIAéNOSSOhobby