– A responsabilidade em não constranger uma pessoa alheia ao fato: sobre Maiara e Maraísa frente a Alexandra França

Repercutiu bastante a coluna de Alexandre França, na Folha de São Paulo, onde de um assunto importante e interessante ele se enrolou todo e foi infeliz.

O escritor resolveu falar sobre a não-manifestação de boa parte da classe artística sobre o ex-Secretário da Cultura, Roberto Alvim, no discurso de plágio nazista realizado (o presidente Bolsonaro o demitiu por tal fato). Entretanto, citou nomes da oposição ao Governo que criticaram a fala e detonou os demais artistas, separando-os por elite e popular, alegando que quem não o criticou, é neofascista e adepto de um conjunto de tantos outros rótulos.

Ora, quer dizer que obrigatoriamente alguém tem que escrever na Rede Social, a fim de contentar Alexandre França? Manifesta-se quem quiser, embora seja unânime a percepção do horror que foi o Nazismo e que são as ideias Neonazistas.

Para completar a infelicidade, publicou-se uma charge das cantoras populares Maiara e Maraísa, com um bracelete de suástica, escolhida a esmo por França, a fim de ilustrar suas ideias.

Que culpa essas moças têm? São obrigadas a publicar opiniões políticas no Instagram ou Twitter ao invés de se preocuparem com a vida, somente para demagogia? E quem disse que a não-expressão é concordar com Alvim e o nazismo?

Poderiam várias outras pessoas a serem escolhidas, já que o critério de associação (indevido) de Alexandre França foi muito errado. Por azar da dupla de cantoras, foram elas.

Aliás, me admiro a irresponsabilidade da Folha de São Paulo em publicar tal imagem, levando aos leitores a falsa interpretação de que temos duas cantoras neonazistas. Ridículo! Embora, posteriormente, a Folha pediu desculpas.

Já imaginou você ser escrachado publicamente de apoiador por algo que você nem se manifestou (por falta de tempo, por quê não quis ou por qualquer outro motivo)?

Por fim: na teimosia de não aceitar o erro, Alexandre França, novamente de maneira gratuita, chamou as moças de “cantoras da cachaça”. Pra quê?

Esse radicalismo e cegueira por viés ideológico acabam com o Brasil. E fica a reflexão: apesar dos erros do Presidente Bolsonaro (que repercutem e encobrem os acertos também existentes – há de ser ponderado), quem disse que o Governo é Facista ou Nazista? Onde estamos vendo tais ações? Onde as raças estão sendo purificadas ou a liberdade de expressão proibida? Aliás: não está se usando de maneira equivocada esses dois termos?

Repito: o fanatismo pela Esquerda ou Direita deturpam a sensibilidade e a razão.

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