– Dica de Monteiro Lobato

Sabedoria indiscutível:

Quem mal lê, mal ouve, mal fala, mal vê.”

Monteiro Lobato

Quer discordar? Eu não ousaria…

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Análise da Arbitragem de Paulista/SP 0x1 São José/RS

Em um primeiro tempo onde só deu Galo da Japi”, mas com um segundo tempo totalmente diferente no qual o “Zequinha soube matar a partida”, tivemos uma irregular atuação do árbitro Daniel Sotille, que começou vacilante, se acertou durante os 90 minutos mas depois bobeou.

Vamos ao jogo?

Numa contenda que começou fácil para apitar, o juiz optou por deixar o jogo correr. Entretanto, deixou de marcar algumas faltas reais existentes, preferindo ora a vantagem, ora ignorando-as. Da metade do primeiro tempo até o término da etapa, o árbitro foi muito bem, sem exigências e dada a ajuda do comportamento dos atletas (6 faltas apenas nos 45 minutos iniciais).

No segundo tempo tudo mudou. O gol do São José no começo da etapa fez com que os ânimos se acirrassem, tanto que com apenas 5 minutos de jogo da etapa final, tínhamos o mesmo número de faltas que o 1o tempo inteiro!

Alguns lances pontuais:

1- Em determinado momento da partida, o goleiro do São José, Lorenzo (que estava de camisa branca com detalhes azuis, e os atletas de linha com camisa branca xadriculada em azul – deveria trocar seu uniforme), se lesionou após um chute do ataque do Paulista. Mas ao invés do tiro de meta ser cobrado, o árbitro deu a bola para Lorenzo reiniciar a partida; só que, desatento, segurou-a com a mão e saiu jogando assim mesmo. Ou seja: não se cobrou o tiro de meta, o goleiro saiu jogando com as mãos e passou batido. Não pode acontecer tal erro…

2- Lucca (SJO) estava no ataque e foi derrubado por Evandro (PFC). Nesse momento, acerto do árbitro em marcar a falta fora da área, ajudado pelo bom bandeira Adilson Anderson Rosa (que colaborou bastante com o árbitro em lances de dificuldade). Correta marcação.

3- Todos os cartões amarelos foram bem aplicados, exceto a Daniel Torquato. Explico: o jogador gaúcho foi dividir a bola e com as travas da chuteira atingiu a cabeça do adversário. Se é nessa altura e atingido com a sola, não importa se “sangrou ou não”. Não se mede a violência para tal situação, mas a natureza do ato. Era cartão vermelho mas ficou no amarelo.

4- Houve um recuo de bola deliberado aos 35 minutos do segundo tempo. O zagueiro olha para o goleiro, chuta para ele e o goleiro agarra-a com a mão. Não foi chute involuntário para trás, foi bola recuada mesmo e o goleiro nem se importou (aliás, viram como o goleiro Lorenzo protagonizou dois lances curiosos: a saída de bola com a mão no tiro de meta e tal defesa de recuo?).

Embora esses lances tenham chamado a atenção, o árbitro não foi um desastre. Correu bastante e se posicionou muito bem sob o forte sol em Jayme Cintra. Foram situações pontuais – mas existentes, que devem ser evitadas. E lembrando que, neste confronto, tivemos uma disputa particular entre o zagueiro portoalegrense Douglas e o atacante jundiaiense Luizinel. Por diversas vezes tentou-se cavar a falta para o ataque e o árbitro não se deixou levar. Nessa, ponto para o juizão

O bandeira 1 Ademilson Lopes foi pouco exigido, mas atuou bem. Já o quarto árbitro Leonardo de Jesus Sampaio teve muito trabalho com a Comissão Técnica do São José, mas ficou lamentavelmente só na conversa. Aliás, Leonardo tem um excelente porte físico, “é grandão”, mas foi passivo demais em sua função. Por duas vezes o treinador João Pedro Lock chutou com raiva copinhos de água para dentro do campo, e inúmeras vezes abria os braços contestando as marcações. DEVERIA chamar o árbitro para expulsá-lo, e não o fez.

IMPORTANTE: o gol do São José (um pouco discutido) foi legal – mais um acerto do bandeira 2 (Adilson Anderson Rosa) que confirmou que estava na mesma linha dos zagueiros. O problema (para o time de Jundiaí) é que o atacante soube colocar o pé na hora certa, e os zagueiros da casa não.

Enfim, que a Copinha sirva para ajustar times, atletas e arbitragens!

Em tempo: está enchendo o pacová saber do rigor da Polícia Militar, que tanto respeito, em segurar demasiadamente os torcedores para a revista. Há muito pai de família (junto dos seus filhos) sendo revistado como se estivesse levando granadas e fuzis ao estádio. Menos, pessoal…

– Mortos de Fome na Síria e o Horror da Guerra

Somos privilegiados em não estarmos em zona de guerra (apesar da violência urbana). Nada se compara aos horrores e atrocidades de quem vive em meio a área de disputa militar.

Digo isso pois tenho acompanhado tristemente a tormenta que o povo sírio sofre. Se antes padecia pelo ditador Bashar al-Assad, que apesar da Primavera Árabe se manteve no cargo, sofre agora com os ataques do Estado Islâmico do Norte da Síria e do Iraque (ISIS), grupo de terroristas que tem assustado o mundo com sua radicalidade e truculência e que quer dominar a qualquer custo o território local.

Um exemplo é a cidade de Deir Al-Zor, há quase um ano no olho do furacão armamentista. Com 200 mil habitantes, há 10 meses os moradores não tem energia elétrica e apenas bebem água 1 vez por dia. Lá é o ponto X do combate de milicianos curdos, fanáticos do ISIS e outros grupos rebeldes. Enquanto eles se matam, o povo sofre. E sem poder se juntar aos 4 milhões de refugiados (sim, já atingiu-se tal número de fugitivos migrantes da guerra) pois estão cercados por todos os lados, os cidadãos não recebem alimentos e alguns morrem literalmente de FOME.

É um inferno em vida, sem dúvida. E por quê providências não são tomadas pra valer?

A ganância e o ódio transformam e maculam a vida das pessoas inocentes

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– A confusão do adversário do Galo com o regulamento da Copa SP

Fui alertado pelo jornalista Thiago Batista de Olim de que o time do São José, que enfrentará o Paulista nesta 5a feira, estava acreditando que não teríamos empate nas partidas da Copa São Paulo. Dando uma olhada na página virtual do clube, não é que é verdade o erro?

Extraído do site oficial do São José: http://saojosefutebol.com.br/noticia/na-copa-sao-paulo-nao-tem-lugar-para-zero-a-zero

NA COPA SÃO PAULO, NÃO TEM LUGAR PARA 0X0

A verdadeira fábrica de goleiros pegadores de pênaltis, que já virou uma tradição do São José em todas as categorias, pode ser um diferencial na disputa da Copa São Paulo de Futebol Júnior. É que a organização da competição ressuscitou uma regra este ano que foi a grande novidade do futebol brasileiro quando nenhum dos jogadores _ e, entre os membros da comissão técnica, o mais velho, o auxiliar técnico José Rafael da Silva, tinha apenas um ano _ do Zeca eram nascidos. Lá no Brasileiro de 1988, cada jogo que terminasse em igualdade seguia para a decisão por pênaltis. Na Copinha que começa em janeiro, os jogos da primeira fase já não poderão terminar empatados. Vão para as penalidades e, quem levar a melhor, soma um ponto além do já conquistado no empate. O derrotado, fica com um ponto na tabela. Vitória segue valendo três pontos e a derrota, nenhum (…).

Talvez os gaúchos fizeram confusão com o artigo 11 do Regulamento, que diz:

“Com exceção da primeira fase, todas as partidas que terminarem empatadas serão decididas através de penalidades desde a marca do ponto penal, conforme procedimento estabelecido nas regras do jogo de futebol, tal como definidas pela International Football Association Board – IFAB.”

Ou seja, a 1a fase será a única em que não teremos a cobrança de pênaltis como meio de se decidir as partidas que terminarem em empate. Assim, nada muda em relação aos torneios anteriores.

Sobre a análise pré-jogo da arbitragem da partida, clique aqui: https://professorrafaelporcari.com/2018/01/02/analise-pre-jogo-da-arbitragem-de-paulista-x-sao-jose-rs-copa-sao-paulo-rodada-01/

Acompanhe a transmissão de Paulista x São José pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Marcelo Tadeu; comentários de Thiago Batista de Olim; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Na técnica externa Antonio Carlos Caparroz. Quinta, às 14h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 13h30 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!
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