– Há 1 ano, a Heineken comprou a Schincariol da Brasil Kirin. Os motivos do prejuízo dos japoneses foram…

A Brasil Kirin comprou a Schincariol em 2011 por R$ 6,7 bi. Em 2017 (nesta mesma data), a vendeu por R$ 2,2 bi para a holandesa Heineken.

Como justificar? A Heineken está feliz?

Entenda como foi a polêmica e discutida negociação e os incentivos, extraído de: http://cdn2.istoedinheiro.com.br/wp-content/uploads/sites/17/2017/02/brasil-kirin.jpg

POR QUE A BRASIL KIRIN, DONA DA SCHIN, FRACASSOU NO MERCADO BRASILEIRO

Quando chegou ao Brasil, em agosto de 2011, os japoneses da Brasil Kirin não mediram esforços e muito menos recursos para conquistar o mercado brasileiro de cerveja.

Eles pagaram quase R$ 4 bilhões aos irmãos Adriano e Alexandre Schincariol para assumir o controle da cervejaria de Itu, no interior de São Paulo, em agosto de 2011.

Três meses depois, tiveram de desembolsar cerca de R$ 2,3 bilhões pela fatia dos irmãos Gilberto, José Augusto e Daniela Schincariol. Com isso, assumiram 100% do controle da companhia.

Quase cinco anos depois, a venda dos ativos brasileiros da Brasil Kirin para a holandesa Heineken mostra o fracasso dos japoneses no mercado brasileiro de cervejas.

O valor pago foi de R$ 2,2 bilhões (664 milhões de euros). Se as dívidas foram incluídas, o preço sobe para R$ 3,3 bilhões. Neste último cenário, os japoneses da Kirin estão recebendo 50% menos do que pagaram pelos ativos da família Schincariol em 2011.

O que fez os ativos da antiga Schincariol se desvalorizarem tanto neste período? Uma série de erros estratégicos contribuiu para a perda de valor da cervejaria.

Quando desembarcou o Brasil, o plano dos japoneses era simples: ser a segunda posição em vendas no mercado brasileiro. Na ocasião, a Schin estava atrás do Grupo Petropólis, dono da marca Itaipava, e da Ambev, que fabrica a Skol, Brahma e Antarctica.

Para atingir a meta dos japoneses da Kirin, a estratégia foi focar no Nordeste, o caminho encontrado para gerar volume e chegar ao almejado segundo lugar. Mas as coisas não saíram conforme o combinado.

A Brasil Kirin não só não conseguiu ganhar mercado no Nordeste, como começou a perder participação no Sudeste, que trabalha com margens mais altas. Conclusão: uma série de prejuízos operacionais, que foram se acumulando ao longo do tempo.

No ano passado, a dona das marcas Schin, Devassa, Baden Baden e Eisenbahn reportou um prejuízo operacional de R$ 260,8 milhões no mercado brasileiro. Mesmo assim, é um resultado melhor do que as perdas de R$ 322,3 milhões de 2015.

A solução para tentar estancar a perda foi cortar custos, demitir e fechar unidades. Em outra ponta, a Brasil Kirin começou a se desfazer de ativos, como uma fábrica na cidade de Cachoeiras do Macacu, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, que foi comprada pela Ambev.

A situação econômica brasileira e a redução do consumo de cervejas contribuíram para que a situação se deteriorasse ainda mais. Cansados, o japoneses resolveram que deveriam deixar o Brasil e saíram à busca de um comprador para os seus ativos brasileiros.

Os holandeses da Heineken, com a aquisição, ganham 12 fábricas e uma rede de distribuição própria. Ela também passa a ser a segunda colocada no mercado brasileiro de cervejas, com uma fatia na casa dos 19%, atrás apenas da Ambev. A Heineken, por sua vez, conta com cinco fábricas no Brasil e a distribuição é feita pelas engarrafadoras da Coca-Cola.

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– Por quê não se usam os equipamentos eletrônicos da Copa do Mundo para ajudarem os árbitros nos Campeonatos Regionais?

Há exatamente 3 anos, fazíamos essa postagem no Blog “Pergunte Ao Árbitro”. Veja se não é para lamentarmos ainda hoje. Abaixo:

GOAL CONTROL OU GOL CONTRA?

Os equipamentos da “Goal Control” (empresa dona da aparelhagem eletrônica que ajuda o árbitro identificar se a bola entrou por inteiro ou não no gol) foram embora. Ficaram encostados por muito tempo nos 12 estádios da Copa do Mundo e, pelo fato da CBF não se interessar por eles em suas competições, tampouco os clubes se esforçarem para terem em suas praças, foram devolvidos à empresa fabricante (eles estavam aqui alugados pela FIFA).

Triste. Cada vez mais vejo que o legado do Mundial (à arbitragem brasileira em particular) foi nulo.

E a hastag bomba incessantemente: Mais um #GER7x1BRA…

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– 4a feira!

Bom dia!
31 de janeiro?
Já???
Antes que o mês acabe de vez, vamos correr?
#Fui #RunningForHealth #run #cooper #corrida #saúde #sport #esporte #running
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Correndo e Meditando:
“Ó #Mãezinha #Aparecida, rogai por nós. #Amém.”
#Fé #Santidade #Catolicismo #Jesus #Cristo #MãeDeDeus #Maria #NossaSenhora #PorUmMundoDePaz #Peace #Tolerância
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Fim de #cooper!
Suado, cansado e feliz, alongando e curtindo a beleza vibrante das #flores.
#corrida #treino #flor #flowers #pétalas #jardim #jardinagem #garden #flora #run #running #esporte #alongamento #CorujãoDaMadrugada #alvorada
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Desperte, #Jundiaí!
Que silhueta…
#sol #sun #sky #céu #photo #nature #morning #alvorada #natureza #horizonte #fotografia #paisagem #inspiração #amanhecer #mobgraphy #mobgrafia 
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Ótima 4a para todos!

– Percalços motivam ou desanimam na sua vida?

A dificuldade pode ser um fator tanto desanimador quanto incentivador. Porém, vemos que muitas pessoas, ao se sentirem desafiadas pelos percalços, acabam se superando. Um artigo fala sobre isso, extraído do Caderno Inteligência, da Revista Época Negócios, ed Jan/13, pg 100.

Abaixo, compartilho, sobre “dificuldades desejáveis“:

NÃO FACILITE

A dificuldade estimula a criatividade

Nosso cérebro responde melhor às dificuldades do que imaginávamos. Na verdade, elas estimulam nossa criatividade. O pesquisador Robert Bjork, da Universidade da Califórnia, até cunhou a expressão “dificuldades desejáveis” para defender um intervalo maior entre uma aula e outra, obrigando um esforço adicional dos alunos para lembrar a lição anterior. E cientistas da Universidade de Princeton descobriram que alunos assimilavam melhor os conteúdos impressos em fontes tipográficas mais feias e difíceis de ler. Estudos neurológicos mostram que, confrontadas com obstáculos inesperados, as pessoas conseguem aumentar seu “escopo perceptivo”, recuando seus pensamentos para enxergar o quadro mais amplo.

O poeta britânico Ted Hughes defendia que poesia deveria ser escrita à mão: o esforço para usar uma caneta em uma folha de papel obriga a criar expressões mais densas e sintéticas. Os Beatles são um exemplo de que as “dificuldades desejáveis” ajudam a criatividade: em 1966, depois de lançar Rubber Soul, planejavam gravar seu próximo disco nos Estados Unidos, onde os equipamentos eram muito mais sofisticados. Obrigações contratuais os obrigaram a gravar nos estúdios da gravadora, em Londres. Resultado: com a ajuda de um grande produtor e excelentes engenheiros de som, exploraram todas as possibilidades dos quatro canais de gravação disponíveis e produziram os revolucionários álbuns Sgt. Pepper e Revolver.

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– O Primeiro Clube de Futebol Transgênero do nosso país!

Há muito polêmica sobre homossexualismo no esporte. Nos últimos dias, o assunto tem sido sobre atletas que mudam de sexo, e a “bola da vez” é a jogadora Tiffany, transexual contestada por outras jogadores pela sua fisiologia mais forte.

Mas você sabia que no Brasil há um time de futebol formado exclusivamente por meninos transgêneros?

Veja que curioso: o clube “Meninos Bons de Bola” é formado por atletas que um dia foram meninas e hoje mudaram de sexo. Abaixo, extraído do Jornal OESP, edição 29/10/17, página A26:

PRIMEIRO TIME TRANSGÊNERO DO BRASIL

Equipe de São Paulo é formada por atletas que nasceram meninas, mas fazem tratamento para se tornarem homens.

por Gonçalo Júnior

Raphael Henrique Martins é um homem transexual. Ele nasceu como mulher, mas se identifica com o gênero masculino. Por isso, fez cirurgia para a retirada dos seios e realiza tratamento hormonal que promove o crescimento de pelos e mudança na voz. No futebol, isso era um problema. Ele não queria jogar no time das meninas, pois não se sentia como elas. Por outro lado, era discriminado entre os meninos. Decidiu apostar na coluna do meio e criou o “Meninos Bons de Bola”, a primeira equipe transgêneros do País.

A possibilidade de inserção social, saber em que time você joga, é uma das conquistas do grupo. “O esporte é um modo de viabilizar o encontro entre essas pessoas, proporcionando lazer e bem-estar e um grupo de apoio entre pares”, diz a psicóloga Moira Escorse, que acompanha voluntariamente o time, mas também atende outras demandas da comunidade LGBT.

O futebol é um aliado importante na transição, a passagem de um sexo ao outro, também do ponto de vista físico e psicológico. O tratamento hormonal provoca alterações físicas, entre elas, o ganho de peso. O futebol ajuda no aperfeiçoamento da forma física e no controle da ansiedade.

Em campo, o time está só começando, é amador. São 25 jogadores que treinam uma vez por semana em quadra do Sindicato dos Bancários. No domingo passado, quando o Estado foi conhecer o elenco, os bancários haviam pedido o local. O jeito foi treinar em uma quadra pública. O “Meninos” só tem um uniforme. As ações de divulgação são feitas por alunos de Comunicação da Universidade Metodista. O time tem até apoio jurídico. Tudo é voluntário.

No próximo fim de semana, a equipe viaja para Curitiba para a Champions Alliance, evento esportivo e cultural da prefeitura local em prol da diversidade. Para conseguir os R$ 2,6 mil da viagem, os jogadores fizeram uma vaquinha de R$ 20 por mês e venderam balas e doces nos semáforos de São Paulo.

O calendário de 2018 é mais ambicioso. A ideia é dar um salto. Os organizadores estudam ampliar o elenco para atuar na várzea e treinar mais. Além disso, querem disputar os Gay Games, maior evento LGBT do mundo, em Paris. Para isso, vão fazer campanha nas redes sociais para arranjar patrocinadores e obter R$ 80 mil. Todos trabalham em outras atividades.

Cristiano Nunes é cabeleireiro e um dos craques do time. Sua habilidade vem dos treinos no Juventus, quando ainda era menina, dos 11 aos 16 anos. Naquela época, era Cristiane Henrique Nunes. Hoje, aos 33, o meia se prepara para fazer a retirada dos seios, um dos principais procedimentos – na visão dos atletas – para se tornar homem. No domingo, quando anunciou que não poderia viajar para Curitiba por causa da cirurgia, chamou o procedimento de “libertação”. E foi aplaudido pelos companheiros.

Cristiano não quis aguardar na fila no Sistema Único de Saúde (SUS) para fazer o procedimento. Demora. Claudio Galícia, outro jogador dos Meninos Bons de Bola, conta que sua cirurgia demorou cinco anos. Para juntar os R$ 10,5 mil do procedimento na rede privada, em São Bernardo do Campo, teve de economizar por mais de um ano. “Não sobrava para nada”.

Ele é casado há 15 anos e conta que sempre teve uma conversa aberta e franca com sua mulher sobre tudo. O restante da família se divide: uns apoiam, outros fingem não entender ou ignoram sua opção. “O futebol sempre foi uma dádiva e me ajuda em tudo: conter a ansiedade, fazer amigos e viver como sou”.

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Eles nasceram meninas – Wherther Santana / Estadão

– Quase 800 mil reais do Brasil para reforma no Oriente Médio?

Quer dizer que enquanto o presidente Michel Temer esteve fora do país, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (que exercia a Presidência) doou R$ 792 mil para reformar a Basílica da Natividade, em Belém na Palestina?

Ok, a Igreja é um símbolo para o Cristianismo (foi erguida onde supostamente Jesus nasceu), mas não há outras prioridades para se gastar aqui no Brasil?

Se é uma questão de foro íntimo, que doe do seu dinheiro pessoal. Se for por questão humanitária e/ou religiosa, creio que o próprio Cristo ficaria feliz que essa grana fosse destinada aos pobres daqui.

Eu sou católico praticante, tenho muita admiração à Terra Santa e preocupação com a preservação de tal edificação. Mas cá entre nós: com dinheiro dos nossos impostos nessa pindaíba que o país está, aí é sacanagem!

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– A falta em Sané leva à discussão: como punir tal infração?

Viram a entrada criminosa que Joe Benett, do Cardiff, deu em Sané, do Manchester City, no último final de semana?

O infrator não foi expulso, mas sua falta tirou o adversário da partida e o lesionou por um bom tempo.

Ficará sempre a constante discussão: não deveria ficar suspenso quem comete tal ato o mesmo “tanto de tempo” que o atingido levará para se recuperar?

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– A Reforma da Previdência e os Homens da Ministra

Vejo o presidente Michel Temer defendendo a reforma da Previdência Social nos programas do SBT. O ouço também na Rádio Bandeirantes fazendo tal defesa.

Por mais que o tema seja espinhoso, algo precisa ser feito para que o INSS não quebre. Claro, a começar pelas aposentadorias milionárias e cumulativas de privilegiados senhores.

Mas como dar o voto de confiança ao impopular Temer, se os seus subordinados escracham a imagem do Governo?

Digo isso pois a deputada Cristiane Brasil, a tão desejada Ministra do Trabalho por parte do PTB, apareceu em uma lancha com 4 amigos sem camisa e bem a vontade, falando descontraidamente sobre o processo trabalhista movido contra ela.

Se por um lado Temer dá a cara para bater até no Programa do Ratinho, ratazanas esculacham toda a tentativa de ganhar credibilidade!

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– Dia Nacional dos Quadrinhos e o Mito Maurício de Sousa

Há personalidades difíceis de serem acessíveis. Outras, que se destacam pela simpatia.

Pois bem, esse dia 30 de janeiro é marcado pelas comemorações do “Dia Nacional das Histórias em Quadrinhos”! Aqui em casa, adoramos nos divertir com as leituras de gibis. Minha filha Marina até já “mergulhou” em um monte de revistinhas. Veja:

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Mas o que quero dizer é: coincidentemente, neste mesmo “Dia dos Quadrinhos” (mas em 2017), estávamos saindo do Hospital Albert Einstein e passamos comprar algumas novas revistas para nossa coleção (Chico Bento e Almanaque do Louco). Eis que, quando a Marina me mostrava que na historinha do Louco o Mauricio de Sousa (que ela já sabia que era o “pai da Turma da Mônica) tinha desenhado ele próprio numa das aventuras, estaciona (justo nesse dia dedicado às HQ), o próprio Maurício!!!

A minha pequenina parecia não acreditar (e nem eu, foi muita coincidência)! Abordei ele, que foi extremamente sorridente e simpático, brincou com a Marina (a personagem Marina da Turminha é inspirado na filha criativa dele), pacientemente e sem se mostrar apressado, ouviu a “minha Marina” falar da “Marina dele”, falaram dos personagens e gentilmente pediu um beijo da filhota. Claro, deixou um carinhoso autógrafo!

Naquele dia, a Marina da minha vida não dormiu! kkk

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Aliás, tão importante, famoso e ocupado, e ao mesmo tempo humilde e solícito. Eu, que já era fã do Maurício, fiquei ainda mais feliz com ele.

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Dá-lhe Turma da Mônica!

– Por uma 3a boa chuvosa muito boa!

Em 4 etapas, uma madrugada / manhã para motivar:

1- Bom dia!
Hoje acordei bem disposto. Vamos correr?
#Fui #RunningForHealth #run #cooper #corrida #saúde #sport #esporte #running
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2- Correndo e Meditando os Mistérios do Santo #Terço.
Quem reza está em Comunhão com Deus – sempre!
#Fé #Santidade #Catolicismo #Jesus #Cristo #MãeDeDeus #Maria #NossaSenhora #PorUmMundoDePaz #Peace #Tolerância
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3- Fim de #cooper!
Suado, cansado e feliz, alongando e curtindo a beleza da #roseira amarela.
#corrida #treino #flor #flowers #pétalas #jardim #jardinagem #garden #flora #run #running #esporte #alongamento #flores
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4- Desperte, #Jundiaí!
Mesmo com muita #garoa e #céu lusco-fusco, continua bela!
#rain #chuva #photo #nature #morning #alvorada #natureza #horizonte #nuvens #fotografia #paisagem #inspiração #amanhecer #mobgraphy #mobgrafia
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Ótima terça-feira para todos nós!

– Dinheiro ou Criatividade para Inovar?

Sempre questione a relação Competência Financeira X Competência Intelectual/Administrativa. Nem sempre ter dinheiro significa ter sucesso.

Veja só: o conhecidíssimo Clemente Nóbrega, em seu enésimo excepcional artigo, escreveu a respeito dos investimentos minguados no Brasil em INOVAÇÃO. E desafia: se investirmos mais dinheiro, teremos mais inovação?

Ele duvida. Responde que nem sempre dinheiro se transforma em bons resultados.

Extraído de: http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI177094-16644,00-O+FATOR+DECISIVO.html

O FATOR DECISIVO

O Brasil investe pouco em inovação – cerca de 1% do PIB. Será que mais uns bilhõezinhos melhorariam nossa performance? Duvido.

por Clemente Nóbrega

Em um artigo publicado em 2007, mostrei a correlação entre incompetência para inovar e instituições fracas – não há inovação sem que na sociedade haja confiança institucionalizada. Pesquisas mostram que não melhoramos nisso, mas temos outros pecados também. Fala-se que o país investe pouco em inovação – cerca de 1% do PIB (países ricos, duas ou três vezes mais). Será que mais uns bilhõezinhos melhorariam nossa performance? Duvido. Eu não aumentaria investimentos, rearranjaria recursos que já estão no sistema. Veja só. No mundo da gestão (de qualquer coisa, privada ou pública), só o que legitima é resultado – output, não input. Sucesso não é medido pelo que entra no sistema, mas pelo que sai dele. Não número de policiais nas ruas, mas redução de crimes. Não campanhas de vacinação, mas diminuição de doenças. Claro que inputs são aproximações – proxys, como dizem, para resultados esperados, mas um gestor que se limita a proxys não é um gestor, é um burocrata.

A Apple – empresa mais inovadora do mundo – investe bem menos em inovação do que a média das empresas de tecnologia, mas obtém muito mais resultado. É mais produtiva em inovar. Numa empresa, os dirigentes estabelecem diretrizes (metas a atingir e meios para que sejam alcançadas). Ex: “Queremos que, dentro de cinco anos, 20% de nossas receitas estejam sendo geradas por produtos que não existem hoje”. Os recursos que vão ser alocados para que a diretriz seja cumprida dependem da meta a alcançar, não é simples? O que as empresas inovadoras têm são processos gerenciados em função de metas de output de inovação. Assim: “Se tudo continuar sendo feito como vem sendo feito, cresceremos ‘x%’ ano que vem. Mas se quisermos inovar, então, em cima de ‘x%’, colocaremos, digamos, mais um ou dois pontos percentuais, que têm de vir de inovações. Ficando no ‘papai &mamãe’, cresceríamos 20%, mas a meta é 22%. Esses 2% além do ‘esperado’ são inovação na veia. O investimento para chegar lá será um percentual desse ‘extra’ que espero obter (um percentual aplicado aos 2%). Os 2% de inovação terão de ser desdobrados por todas as áreas produtivas da empresa. Cada uma dará sua contribuição para o todo. Não sabem como fazer? Treine-os, há método para isso. A unidade bateu sua meta de inovação? Prêmios, bônus, fanfarras. Não bateu? Bem, o que acontece com um vendedor que não vende? Com um financeiro que não planeja o fluxo de caixa? Não há mistério. É gestão pelas diretrizes. Tem meta, prazo, responsabilização e plano de ação. A cada período tudo se repete – um delta além do ‘papai & mamãe’, incorporando os ganhos do período anterior”.

A Apple investe bem menos em inovação do que
 a média, mas obtém muito mais resultado

Órgãos fomentadores de inovação devem parar de se medir pelo dinheiro que injetam no sistema, como se isso garantisse resultado. Sem gestão, não garante. O input que conta é conhecimento, mais que dinheiro. Atenção: o investimento em inovação (como percentual do resultado) tem de diminuir com o tempo, mas riqueza nova tem de ser criada continuamente. Possível, mas só com gestão da inovação.

* Clemente Nobrega é físico, escritor, consultor de empresas e autor do blog Ideias e Inovação no site de Época NEGÓCIOS

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– Como identificar um ótimo professor?

O artigo de Gustavo Ioscpe na Revista Veja (Ed 13/02/2013) é uma das boas coisas que mentes brilhantes criam. Independente se você for professor ou aluno, tenho certeza que gostará:

COMO IDENTIFICAR UM BOM PROFESSOR

Vou fazer uma pergunta fácil: você teve algum Professor especial, que fez diferença na sua vida? Se você passou mais de dez anos estudando, aposto que não apenas a resposta foi positiva, como imediatamente lhe veio à mente aquele(a) Professor(a). Agora, uma pergunta mais difícil: você poderia descrever as qualidades desse Professor especial, de forma que seus atributos pudessem ser copiados por todos os outros Professores em atividade?

Uma série de estudos demonstra que um bom Professor exerce influência substancial sobre seus Alunos, não apenas durante o período Escolar mas por toda a vida. Boa Educação melhora a saúde, diminui a criminalidade e aumenta o salário. Eric Hanushek, pesquisador de Stanford, calcula que um Professor que esteja entre os 25% do topo da categoria e que tenha uma turma de trinta Alunos gera, a cada ano, um aumento na massa salarial desses Alunos de quase 500 000 dólares ao longo da vida deles. O problema é que, mesmo que todos saibam intuitivamente quem é um bom Professor, ainda não conseguimos explicar e decompor o seu comportamento de forma que seja possível identificar os
bons profissionais, promovê-los e reproduzir a sua atuação. Os estudos estatísticos, que se valem de dados facilmente quantificáveis, nos trazem alguns bons indícios — por exemplo, a experiência do Professor só importa nos dois a cinco primeiros anos de carreira; Professores que faltam às aulas têm Alunos que aprendem menos; Professores que obtiveram notas melhores em testes padronizados, estudaram em universidades mais competitivas e têm mais habilidade verbal exercem impacto positivo sobre o aprendizado dos Alunos; quanto mais sindicalizados os Professores, mais eles faltam e mais insatisfeitos estão com a carreira; e Professores com expectativas mais altas para seus Alunos também obtêm resultados superiores. Essas são todas variáveis “de fora”; estudos mais recentes começam a entrar na Escola e na sala de aula e tentam explicar os componentes de um bom Professor.

Um estudo lançado em janeiro representa um grande passo à frente (esse e todos os outros estudos citados aqui estão em http://www.twitter.com/gios-chpe). Patrocinado pela fundação Bill & Melinda Gates, ele conseguiu criar um “mapa da mina” para a identificação de bons Professores, depois de acompanhar milhares de Professores e Alunos em sete distritos Escolares americanos (incluindo Nova York, Dallas e Denver) ao longo de três anos. Normalmente, só cito neste espaço estudos publicados em revistas acadêmicas ou simpósios, que são revisados e criticados por outros acadêmicos, porque é pequena a probabilidade de uma fundação privada reconhecer em um relatório que, “depois de três anos de esforços e milhões de dólares gastos, não encontramos nada de relevante”. Nesse caso, porém, creio que a exceção é justificada, não apenas por se tratar de uma fundação séria, que chamou pesquisadores renomados para o trabalho, mas também por seu design inovador.

Em 2009-2010, o estudo tentou criar instrumentos que identificassem Professores competentes. Chegou a um menu de três itens: observação de Professores em sala de aula, questionários preenchidos pelos Alunos e ganhos dos Alunos em testes padronizados, ou seja, quanto os Alunos daquele determinado Professor ganhavam em aprendizado de um ano a outro nesses testes (equivalentes ao nosso Enem ou Prova Brasil). Fez-se um trabalho cuidadoso para estabelecer quem deveria observar os Professores, quantas vezes e olhando para quais dimensões; como inquirir os Alunos; e no quesito valor agregado, teve-se a precaução de controlar uma série de variáveis dos Alunos (status social, situação familiar etc.) para que se pudesse isolar a qualidade do Professor, não do Aluno.

Mesmo com todos esses cuidados, ainda há muito que não sabemos nem controlamos que pode interferir nos resultados. Pode ser que os melhores Alunos procurem os melhores Professores, ou que os melhores Professores escolham dar aulas para turmas ou séries melhores, e aí o que pareceria o impacto do Professor seria uma complexa interação entre Professores e Alunos que inviabilizaria qualquer análise. (Seria como examinar a eficácia de um médico julgando apenas a taxa de cura dos seus pacientes. Se os casos mais complicados procuram os melhores médicos, ou se os melhores médicos procuram os pacientes mais intratáveis, é provável que os melhores médicos e os piores tenham pacientes com expectativa de vida similar, apesar de terem competências radicalmente distintas.) A fundação então conseguiu fazer o que se faz nas ciências exatas para isolar o efeito de uma variável: no ano seguinte, distribuiu os Professores aleatoriamente. A turma a que cada um ensinaria foi totalmente determinada por sorteio. Mais de 1 000 Professores, atendendo mais de 60 000 Alunos, participaram. E os resultados são fascinantes.

Em primeiro lugar, a performance esperada dos Professores ficou muito próxima da performance real (ambas medidas pelo aprendizado de seus Alunos). Ou seja, os Professores identificados como bons através das observações de seus pares, questionários de Alunos e valor agregado em anos anteriores continuaram, grosso modo, sendo bons Professores ensinando a turmas aleatoriamente escolhidas.

Em segundo lugar, foi possível sofisticar o modelo. Testaram-se quatro variações das ferramentas de avaliação dos Professores, e notou-se que uma das melhores combinações era aquela que dava peso igual (33% a cada um) aos três componentes (performance em teste, observação e questionário de Alunos). Quando alguns Professores reclamam que é reducionismo avaliá-los somente pela performance de seus Alunos em testes, aparentemente têm razão: é melhor adicionar essas duas outras variáveis. Também se testaram vários modelos diferentes de observação Docente, desde aquele em que o Professor é avaliado por seu diretor até versões mais complexas. Os modelos mais confiáveis se mostraram aqueles em que o Professor foi avaliado por pelo menos quatro observadores, em aulas diferentes, sendo dois deles pessoas da administração da Escola (é importante que seja mais de uma para evitar a influência de conflitos/preferências pessoais) e dois, outros Professores, treinados para a tarefa.

Nenhum estudo é definitivo, muito menos um feito por uma fundação, e nada garante que os mesmos achados serão encontrados no Brasil, ainda que normalmente o que apareça nos Estados Unidos também se verifique aqui. Mas, ante o modelo atual, obviamente fracassado, em que o Professor é contratado por concurso no início da carreira e depois fica esquecido em sua sala de aula, fazendo o que bem entender e sendo promovido por nível de estudo e experiência, o horizonte descortinado por essa pesquisa é bem mais promissor. Precisamos encontrar e premiar os bons Professores. E ter ferramentas objetivas e mensuráveis para tirar os maus profissionais da sala de aula. Sem isso, dificilmente sairemos dessa pasmaceira.

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– Camisinha a R$ 57,00 na Venezuela? Viva a República Bolivariana!

Quando o ditador pseudo-comunista Hugo Cháves se intitulou como “novo Libertador da América” e evocou o espírito de Simon Bolivar para refundar o país como “República Bolivariana da Venezuela”, todos achavam que a loucura não vingaria. Pois vingou e afundou o país.

Seu sucessor, Nicolas Maduro, mandou o Exército tomar os supermercados e ameaça estatizar as farmácias, pois produtos de 1a necessidade – de alimentos a medicamentos – estão em falta.

Um dos artigos que têm chamado a atenção é o de preservativos masculinos! Uma simples camisinha custa R$ 57,00.

Abaixo, extraído do UOL.com

ESCASSEZ DE PRODUTOS DA VENEZUELA

Além de encarar filas gigantescas para comprar produtos de primeira necessidade, como carne, açúcar e remédios, os venezuelanos estão enfrentando também a escassez de outro produto: um pacote com 36 camisinhas, difíceis de encontrar no país, chega a custar até 4.760 bolívares (R$ 2.035,38), segundo informações do site de notícias norte-americano Bloomberg Business. Quer dizer que cada camisinha custa cerca de R$ 57.

“Agora precisamos esperar na fila até para fazer sexo”, disse Jonatan Montilla, 31, diretor de arte de uma empresa de publicidade.

A queda no preço do petróleo internacional aprofundou a escassez de produtos na Venezuela, cujas exportações de petróleo respondem por cerca de 95% dos ganhos com moeda estrangeira.

Como o valor que o país recebe pelas exportações caiu quase 60% nos últimos sete meses, os importadores têm menos dólares para trazer produtos do exterior. Quase todos os bens de consumo do país são importados.

A Venezuela tem a terceira maior taxa per capita de infectados pelo vírus HIV na América do Sul, atrás do Paraguai e do Brasil, de acordo com dados da ONU (Organização das Nações Unidas) de 2013.

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– Risco de Artrite é maior para… Atletas!

Ser atleta profissional pode ser problemático para a saúde. Olha só a palavra de um especialista:

Esporte de rendimento não é uma atividade física saudável. Os atletas abrem mão de parte de sua saúde em busca de performance

Diego Leite de Barros, fisiologista do Esporte do Hospital do Coração

Pior: osteoartrite é uma das coisas mais freqüentes! Cuidado com as articulações e joelhos…

Extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1023836-risco-de-artrite-em-atleta-profissional-e-duas-vezes-maior.shtml

RISCO DE ARTRITE EM ATLETA PROFISSIONAL É DUAS VEZES MAIOR

Por Thiago Fernandes

Não são só os atletas de fim de semana que correm risco com atividades físicas. Um estudo sueco mostrou que esportistas profissionais, praticantes de modalidades como futebol e rúgbi, têm mais risco de desenvolver osteoartrite nos joelhos e quadris do que homens que fazem pouco ou nenhum exercício.

O trabalho mostrou risco duas vezes maior em jogadores de futebol ou handebol, e três vezes maior em jogadores de hóquei. O estudo foi publicado no “American Journal of Sports Medicine”.

O estudo foi feito com mais de 700 atletas aposentados, com idades entre 50 anos e 93 anos e quase 1.400 homens da mesma idade que se exercitaram pouco ou nada.

A osteoartrite ocorre quando há um desgaste excessivo da cartilagem que amortece as articulações. Nesse caso, os ossos acabam raspando um no outro, causando dor.

LESÕES E CUIDADOS

Segundo o fisiologista do esporte do Hospital do Coração, Diego Leite de Barros, lesões ósseas e musculares fazem parte da rotina de quem escolheu essa profissão.

Esporte de rendimento não é uma atividade física saudável. Os atletas abrem mão de parte de sua saúde em busca de performance“, diz.

Barros aponta que o principal fator para a ocorrência de lesões, seja em profissionais, seja em amadores, são altas cargas de treinamento em curto período de tempo.

Com o esforço excessivo, não há tempo para o corpo usar seus mecanismos de recuperação. O principal deles é o próprio músculo, que protege ossos e articulações, desde que seja exercitado da maneira correta.

Apesar de o estudo sueco ter sido focado nos homens, esportes de impacto podem ser perigosos para ambos os sexos. Segundo um levantamento feito pelo Instituto do Joelho do HCor em outubro, em 2011 foi observada uma alta de 20% no número de mulheres atendidas com lesões nessa articulação na comparação com 2010.

A elevação é atribuída à tendência atual das mulheres de praticarem esportes de impacto como futebol e corrida de aventura, antes redutos masculinos.

Com relação ao coração e ao pulmão, Barros diz que o maior risco é para quem começa a fazer atividade física sem passar por um check-up.

“O esforço pode desencadear um problema cardíaco já presente. Não são raros os casos de infarto em quem começa um esporte sem acompanhamento. Mas, se existe o aval do cardiologista, não há com o que se preocupar.”

Em atletas, o efeito no coração é a longo prazo. Ao longo dos anos, a tendência é que o órgão aumente de tamanho, o que pode levar a insuficiência cardíaca em alguns casos. Isso ocorre com maratonistas, segundo outro estudo recente.

– Boa idéia contra as Drogas!

Tenho visto alguns outdoors com a seguinte mensagem:

Drogas deviam se chamar Tristeza. Desista Já!

Não sei de quem é a campanha, mas foi excepcionalmente bem bolada. Se fosse bom, o entorpecente não se chamava “droga”. Vide quantas famílias acabadas por esse mal.

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