– Flávio Bolsonaro leva pauta de segurança ao Salão Oval em encontro com Donald Trump.

Flávio Bolsonaro leva ao Salão Oval a pauta de segurança e pede que facções brasileiras sejam classificadas como terroristas. #Linkezine 📰 O post …

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– Como serão os encontros de Trump com Lula e Bolsonaro?

Essa semana promete… os dois principais candidatos à presidência do Brasil estarão visitando Donald Trump.

Falamos em: https://www.youtube.com/watch?si=TMJRui-cYNjqXVaO&v=u7XYWgdHHM0&feature=youtu.be

– Precisamos de Paz. Chega de Guerra.

O mundo não precisa de mais acordos de união para a guerra, mas sim pela paz.

Cansamos de Putin, Trump e outros homens raivosos. Me preocupo com essa matéria:

– O atentado contra Donald Trump.

Um “lobo solitário” tentou invadir o local em que Trump estava jantando e atirou diversas vezes.

Capturado, imagino o que acontecerá agora…

– O Papa em Argel e a lição às autoridades.

O Papa Leão XIV, em visita apostólica a Argel, declarou que:

“Autoridades não são chamadas a dominar, mas servir o povo”.

Claramente em referência a Donald Trump, que o críticou… (falamos disso em: https://wp.me/p4RTuC-1f9K).

A jornalistas que o interpelaram pouco antes, o Pontífice disse:

“Não tenho medo do governo Trump ou de proclamar em voz alta a mensagem do Evangelho”.

De fato, em tempos difíceis, anunciar Jesus Cristo tem sido um desafio

Pior do que isso é ver o presidente dos EUA criando uma foto por IA e postando em sua Rede Social (como fez), passando-se como Salvador. Aí, já é heresia.

– “Que a loucura da Guerra tenha fim”, disse o Papa.

O Evangelho é claro e a Igreja tem a obrigação moral de ir contra a guerra (…) Bem aventurados os que constroem a paz, que a loucura da guerra tenha fim”, respondeu o Papa Leão XIV após dura crítica de Donald Trump.

Aliás, é assustador que Trump não aceite críticas de ninguém, até de um Papa, por motivos óbvios.

Na imagem:

– O Papa em Argel e a lição às autoridades.

O Papa Leão XIV, em visita apostólica a Argel, declarou que:

“Autoridades não são chamadas a dominar, mas servir o povo”.

Claramente em referência a Donald Trump, que o críticou… (falamos disso em: https://wp.me/p4RTuC-1f9K).

A jornalistas que o interpelaram pouco antes, o Pontífice disse:

“Não tenho medo do governo Trump ou de proclamar em voz alta a mensagem do Evangelho”.

De fato, em tempos difíceis, anunciar Jesus Cristo tem sido um desafio

Pior do que isso é ver o presidente dos EUA criando uma foto por IA e postando em sua Rede Social (como fez há pouco), passando-se como Salvador. Aí, já é heresia.

– Trégua no Golfo: acordo entre Irã e EUA reabre rota vital do petróleo.

Acordo entre Irã e EUA reabre o Estreito de Ormuz e alivia tensão global. Trégua ainda é temporária e mantém incertezas. #Linkezine 🌐 O post Trégua …

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– O ultimato de Donald Trump ao Irã.

Será que Trump será louco ao ponto de atacar um povo, e não o líder que o escraviza?

Eu entendo os EUA ameaçarem o Aiatolá ou as autoridades militares, afinal, estão em guerra (não digo que eu concordo, isso é outra discussão).

Sabemos que o regime iraniano matou milhares de inocentes e que a ditadura deve acabar. Mas ameaçar “libertar” uma nação, atingindo o próprio povo, é digno de uma falácia demagoga dita por um austríaco que reinou na Alemanha chamado Adolf

Enfim: a assustadora mensagem do presidente americano, na imagem, diz em outras palavras: “o povo deve derrubar o regime até o final dessa terça-feira. Caso não aconteça, atacamos e fazemos o serviço.”

Porém… ninguém vai condenar a ameaça de “uma civilização inteira (a persa) morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada”?

 

– Como a Rússia está ganhando dinheiro com a Guerra do Irã.

O consultor Ricardo Amorim explicou detalhadamente em suas redes sociais algo que passa despercebido pela população: como a Rússia está ganhando bilhões com a guerra dos EUA e Israel contra o Irã.

Entenda, abaixo:

Enquanto os olhos do mundo se voltavam para o conflito no Irã, a Rússia, silenciosamente, recuperou mais de US$ 20 bilhões do prejuízo financeiro causado pela guerra na Ucrânia.
Com o fechamento do Estreito de Hormuz em março de 2026, o preço do petróleo disparou como nunca antes na história. Para a Rússia, segundo maior exportador mundial, isso foi um maná dos céus, ou do Kremlin. Cada barril mais caro injetou dinheiro direto nos cofres russos.
Só que a ironia não para por aí. Para evitar uma crise energética global ainda maior, as sanções contra o petróleo russo foram aliviadas, dando mais um empurrão financeiro a Putin. Segundo o presidente Zelensky, esse dinheiro extra está financiando diretamente a guerra contra a Ucrânia.
O resultado é um ciclo perverso: um conflito no Oriente Médio alimenta outro no Leste Europeu. Enquanto a mídia se distrai com um front, o outro avança nas sombras.
Conclusão impactante: em guerras, o maior ganhador raramente é quem está no campo de batalha. Desta vez, o troféu está indo para Moscou, sem que Putin precise disparar um único míssil no Irã

A relação entre EUA e Irã em 10 capítulos - BBC News Brasil

– Trump vai à Suprema Corte e reacende debate histórico sobre cidadania nos EUA.

Trump acompanha julgamento histórico sobre cidadania nos EUA. #Linkezine 🇺🇸 O post Trump vai à Suprema Corte e reacende debate histórico sobre …

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– Trump minimiza alta da gasolina em meio à tensão com o Irã.

Trump minimiza a alta da gasolina nos EUA em meio à guerra com o Irã e chama aumento de “pequeno contratempo”. #Linkezine ⛽ O post Trump minimiza …

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– Sobre Irã, Trump, Ali Khaminei e a Democracia:

Sobre a retomada (ou não da democracia no Irã), falamos abaixo,

Em: https://youtu.be/36gOIVPiybo?si=Jqj8kLQ3AOaJpaiB

– Trump, Groenlândia, Putin, Ucrânia, Irã… e os Direitos Humanos?

Trump está para a Groenlândia como Putin está para Ucrânia. 

Ou seja: interesse nas terras raras e desculpa de “defesa do território”.

São os senhores da guerra

Ops, acrescente: o Irã também, que mata o próprio povo que pede por democracia.

Mas… cadê os protestos contra esses abusos aqui no Brasil? Eram só contra Israel na Palestina?

– Trump cogita apoio de Musk para reconectar Irã em meio a protestos.

Trump cita Musk e o Starlink como opção para reconectar o Irã em meio a protestos e mortes. #Linkezine 🌐 O post Trump cogita apoio de Musk para …

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– Que situação incômoda, BBC! Sobre a edição do discurso de Trump:

Quem diria… a BBC está mergulhada numa crise, pois comprovadamente editou um discurso de Donald Trump, tornando-o radical e como se incentivasse à invasão do Capitólio americano.

O Estadão escreveu um editorial que representa o que penso: é preocupante quando uma matéria de informação é manipulada para que seja um instrumento de manipulação contra ou a favor de alguém ou de uma ideologia.

Para onde vai o jornalismo sério?

– Que situação incômoda, BBC! Sobre a edição do discurso de Trump:

Quem diria… a BBC está mergulhada numa crise, pois comprovadamente editou um discurso de Donald Trump, tornando-o radical e como se incentivasse à invasão do Capitólio americano.

O Estadão escreveu um editorial que representa o que penso: é preocupante quando uma matéria de informação é manipulada para que seja um instrumento de manipulação contra ou a favor de alguém ou de uma ideologia.

Para onde vai o jornalismo sério?

– Sobre Trump e Lula: as narrativas me assustam… é muito radicalismo!

Dependendo de onde você lê a matéria ou escuta a notícia: Lula foi de herói a vilão no encontro com Trump.

O certo é: o radicalismo e as narrativas políticas cansam

Em: https://youtu.be/7rNUVjzpokM?si=VsJRL9vM6eDpB-pT

 

– A estratégia de Donald Trump nas tarifas divulgadas:

Trump é um duro negociador. Ele pede “lá no alto” qualquer coisa que deseja. Depois que assustou a todos, na última hora, negocia o valor real desejado. 

Foi assim com Japão, União Europeia e outras nações que viram as taxas altíssimas outrora divulgadas, caírem. Será igual com o Brasil, se não tivermos vaidade. 

Donald Trump somente pensa nele, é óbvio. Mas sabe que, apesar de todo poder, não pode isolar o próprio consumidor americano dos produtos que depende e gerar inflação interna.

O Brasil deve agir com sabedoria, sem politizar a questão (embora o presidente americano tenha feito isso, mas não podemos cair em seu jogo), e negociar da melhor forma.

– EUA bombardeiam Irã:

Eita!

Os EUA entram no conflito Israel – Irã e bombardeiam instalações nucleares persas.

Agora a coisa acaba, ou só piora?

– E como andam os EUA?

Concordo com o Estadão: Trump se perde na vaidade e no autoritarismo.

Mas, pelo que se lê, ainda nessa tragi-comédia política parece (aos próprios números dos EUA), melhor do que Biden.

Trágico, não?

– Trump quer esvaziar Gaza.

Por José Horta Manzano – Em 27 de janeiro passado, está fazendo quase dez dias, escrevi um post ao qual dei o nome de Plaza Strip. Naquele texto, botei no …

Continua no original em: Trump quer esvaziar Gaza

– E o Trump?

Donald Trump está mais velho e, portanto, mais experiente.

Em tese, será um presidente melhor do que na última passagem. Mas… o fervor a algumas bandeiras assusta, não?

Os EUA estão no seu direito ao combater imigração ilegal, protecionismo econômico, entre outros assuntos. Mas se em um primeiro discurso quase caiu em fala homofóbica, no seu segundo, quando falou sobre gênero, foi indubitavelmente transfóbico.

Aguardemos!

 

– Como fica a Europa com a vitória do Donaldo Trump?

A vitória de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos era mais ou menos esperada aqui na Europa. Mesmo que alguns jornalistas, mais …

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– A volta de Trump.

A volta de Donald Trump à Presidência dos EUA não ocorreu pois ele é “o cara”!

Foi fruto do “outrismo”, pois Biden foi mal e Kamala não inspira confiança.

Tipicamente, a escolha do “menos mal” por parte dos americanos. Que ele tenha sabedoria… o mundo se preocupa com os Estados Unidos.

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– Biden ou Trump?

Pobres americanos…

Nos EUA, deve ser difícil ter que escolher entre Biden e Trump!

Não é só aqui no Brasil que estamos “a pé” de bons políticos.

– O direito de se expressar nas Redes Sociais deve ser assegurado. Mas tenha-se ciência do que se fala!

Não gosto do estilo Trump de se relacionar. Como presidente, acertou em vários aspectos econômicos mas pecou em inúmeros outros sociais. A “sede do poder” demonstrada nos últimos dias assustou.

Porém, vejo que as Redes Sociais estão bloqueando suas contas, como Instagram, Twitter e Facebook. Aí eu não concordo, pois passa a ser censura.

Tanto a Extrema Direita quanto a Extrema Esquerda as usam. Porém, a liberdade de expressão e o direito de se manifestar devem ser sagrados (pois isso é democracia), e tirado do ar (ou processado criminalmente) quando a fala torna-se um crime. Por exemplo: mandar invadir uma instituição, determinar o ataque orquestrado contra a vida de alguém ou algo que o valha. Por posicionamento ideológico, seja qual for, nunca.

Se assim fosse, muitos adoradores das ditaduras cubanas e venezuelanas estariam fora das Redes Sociais, bem como os fanáticos teocráticos do Oriente Médio (incluindo líderes iranianos que escrevem sobre o fim do Estado de Israel).

Repito: não gosto do Trump (isso não quer dizer que eu goste do Biden), mas censurar, não. Punições somente nos casos citados, por se tornar crime.

– O fanatismo que assustou os EUA hoje!

Manifestantes fanatizados pró-Trump invadindo o Capitólio?

Caramba… o Império em crise!

Se na maior democracia do mundo – os Estados Unidos – acontece isso, o que diremos ou podemos pensar do futuro do Brasil?

Sobre o ocorrido hoje, em: https://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2021/01/06/mulher-e-baleada-em-invasao-de-manifestantes-pro-trump-ao-capitolio-diz-tv.htm

– E o presidente do Brasil não parabenizará Biden?

Me assusta (ou melhor: me impressiona) que o MUNDO tenha parabenizado Joe Biden, novo presidente eleito dos EUA (e aqui não julgo se ele é bom ou ruim para os americanos e para o mundo), mas o presidente brasileiro Jair Bolsonaro não o tenha feito.

Seria…

  • Arrogância?
  • Falta de Diplomacia e Educação?
  • “Esquecimento”?

Até agora: China, Turquia, México e Rússia não deram os parabéns mas avisaram que aguardam o desfecho de uma manifestação final. CORÉIA DO NORTE e BRASIL são os únicos que não se pronunciaram.

– Trump sai e entra Biden. Festeje a saída do primeiro, mas cuidado ao festejar a entrada do segundo…

Festejar a saída de Donald Trump, um falastrão milionário e que cada vez mais se comportava como um bufão, é para ser comemorada.

Porém…

A Presidência dos EUA estar nas mãos de Biden, um senhor que tem um histórico complicado e cuja a sanidade mental é contestada (fora as pendengas com Ucrânia e China) é para ser comemorada?

Nossos irmãos americanos estão trocando algo ruim por outra ruindade de ideologia diferente. Simples.

Isso se chama: “falta de bons candidatos”, algo semelhante do cenário do Brasil.

– O Cristo Redentor em meio às vaidades da Esquerda e da Direita!

Dias atrás, na onda das derrubadas de estátuas de homenageados com algum tipo de mácula escravagista / colonialista, um grupo extremista (que não vale citar sua nomenclatura, pois, afinal, são radicais) declarou que o “Cristo branco deveria ser derrubado” (em referência ao Cristo Redentor, no RJ).

E não é que em plena campanha política, Donald Trump falou que vai  defendê-lo?

Ao menos, é o que ele divulgou em seu Facebook (imagem abaixo)…

Perceberam que extremistas de Esquerda sugerem algo para polemizar, e a Direita radical responde com uma manifestação à altura da demagogia que iniciou a pendenga? E o pivô, aquele que mais foi inclusivo: Jesus.

Cada oportunista… aliás, cada um que aparece!

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– A proibição de vôos de parte da Europa para os EUA: entenda!

Os americanos proibiram voos da União Europeia para os Estados Unidos (portanto, exclua-se a Inglaterra e seus “irmãos de reino”), alegando, segundo o presidente Donald Trump, que isso se faz necessário pois essa parte da Europa não cuidou da prevenção do Coronavírus.

A China não deveria entrar nesse pacote também?

Enfim, neste momento de paranoia, vale ressaltar que cidadãos americanos que estejam no Velho Continente e queiram voltar para casa, podem retornar (além de aviões de carga). Ao menos isso ainda pode…

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– Quando dói no bolso, há o recuo, né Trump?

O presidente dos EUA Donald Trump acusou o Irã de metralhar e derrubar um drone do exército americano que sobrevoava águas internacionais propositalmente. Todos sabem as rugas entre as duas nações, especialmente após Teerã abandonar o tratado de não proliferação de armas nucleares que havia com Washington.  

Pois bem: após tal pronunciamento, o preço do barril de petróleo disparou no mercado internacional! Depois desta alta, Trump mudou o discursou e disse “entender que o Irã derrubou o drone por engano”.

Então tá…

Ô mundo movido à base de dinheiro, poder, interesses e ocasiões!

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– Obama, o “Senhor da Guerra”?

George Bush “Pai” e George W Bush protagonizaram as ações militares dos EUA mundo afora nos últimos anos. Kwait, Iraque, Afeganistão… e outras intervenções cirúrgicas.

Já o presidente americano Barack Obama foi aquele quem pregou “pontes para o diálogo” ao invés de problemas resolvidos pelas armas.

Donald Trump, por tudo o que vemos, lemos e ouvimos, é o truculento que quer briga (já o faz pelas palavras), mas que surpreendeu ao ter boas relações com Kim Jong-un, o falastrão ditador norte-coreano.

Eis que agora Trump diz: Obama queria e quase promoveu uma guerra contra a Coréia do Norte!

Teríamos direito de duvidar do atual presidente americano (por todo o histórico dele) e achar que seria uma grande mentira? Não combina com Obama tampouco parece que Trump ter a linha pacifista.

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– O Torpedo do Juízo Final é apenas o reinício da Guerra Fria por Trump e Putin?

Não gosto de coisas como essa que leio no G1: a Rússia está promovendo uma nova arma nuclear intercontinental, chamada de “Torpedo do Juízo Final” (que nome tenebroso!) e os EUA responderão, segundo Donald Trump, com o desenvolvimento de novos armamentos acabando com a pasmaceira dos últimos anos provocada por Barack Obama.

Voltaremos à corrida armamentista de Estados Unidos e União Soviética, somando-se agora a China e a Coréia do Norte?

Extraído de: https://g1.globo.com/mundo/noticia/qual-a-ameaca-real-do-torpedo-do-juizo-final-a-arma-nuclear-da-russia-que-preocupa-os-eua.ghtml

QUAL A AMEAÇA REAL DO ‘TORPEDO DO JUÍZO FINAL’, A ARMA NUCLEAR DA RÚSSIA QUE PREOCUPA OS EUA

Em documento com novas diretrizes para sua estratégia nuclear, o governo Donald Trump cita um sistema russo que está em desenvolvimento como uma das ameaças aos Estados Unidos.

Sigiloso, implacável e devastadorassim é descrito o Sistema Oceânico Multipropósito Status-6, uma arma nuclear russa que está em fase de desenvolvimento e que tem preocupado os Estados Unidos.

Em sua Revisão de Postura Nuclear (NPR, da sigla em Inglês) divulgada em 2 de fevereiro, o Departamento de Defesa americano incluiu a arma como uma das ameaças que justificam os EUA modernizarem seu arsenal atômico.

O presidente dos EUA, Donald Trump, acredita que o país está sendo alcançado por seus grandes concorrentes – Rússia e China – por causa do que considera “anos de abandono da era Obama”.

A NPR, que dita o plano de atuação do governo em relação às armas de dissuasão, caracteriza o Status-6 como “um novo torpedo intercontinental autônomo e submarino, de combustível e armamento nuclear”.

Já a Rossikaya Gazeta, o jornal oficial do governo russo, o batizou como o “artefato do dia do juízo final”.

EXPLOSÃO NUCLEAR

O Pentágono garante que a Rússia desenvolve ao menos outros dois sistemas de alcance intercontinental (Foto: US Navy )

O Status-6 foi projetado como um veículo autônomo capaz de atravessar o Oceano Pacífico e lançar um ataque radioativo mortal sobre a costa oeste dos Estados Unidos.

Ele é adaptado para mergulhos tão profundos que se tornaria invisível a sistemas de detecção. Sua carga incluiria ogivas nucleares de alta potência.

“Sua detonação provocaria uma enorme nuvem radioativa”, explica à BBC Mundo, o serviço em espanhol a BBC, Pavel Podvig, autor do blog Russian Forces, que divulga informações sobre armas nucleares, controle de armas e desarmamento na Rússia, baseadas em análises científicas.

O plano russo é contar com o que os especialistas chamam de “arma de terceira onda” definitiva.

Caso tanto os mísseis balísticos terrestres como submarinos fossem neutralizados por um hipotético ataque inimigo, leia-se americano, o Status-6 teria a capacidade de lançar uma resposta atômica em terreno adversário.

Ele seria lançado a partir de um submarino adaptado para isso.

Hans Kristensen, da Federação de Cientistas Americanos, destaca que os “Estados Unidos têm capacidade para perseguir os submersíveis inimigos, mas, uma vez que se lança um torpedo, a história é diferente”.

“Se essa arma fosse concluída, certamente causaria danos enormes”, diz Podvig.

Mas a dúvida é justamente essa, se o Status-6 será realidade algum dia.

Apesar de ter sido oficialmente reconhecido como uma ameaça pelo Pentágono, os especialistas encontram muitas razões para ceticismo.

“Não está claro que ele vá ficar operacional”, diz Podvig.

Os Estados Unidos e seus aliados souberam dos planos de desenvolvimento dessa arma durante um encontro do presidente russo Vladimir Putin com seus generais na cidade de Sochi, na Rússia.

Em imagens divulgadas por canais controlados pelo Kremlin, é possível ver rapidamente um dos militares mostrando um documento confidencial a Putin. A folha continha desenhos e detalhes do Status-6, desenhado pela Rubin, uma fabricante de submarinos nucleares de São Petesburgo. Logo surgiram especulações sobre se a divulgação das imagens foi acidental ou estratégia para intimidar potenciais adversários.

Kristensen lembra que “os russos fazem frequentemente essas coisas, de manter, durante anos, programas dos quais posteriormente não sai nada”.

“Eu não acho que vai ser operacional da maneira como foi descrito”, reforçou Podvig.

Então, por que os estrategistas do Pentágono o incluíram em um documento oficial como uma ameaça real para a segurança nacional?

“O Status-6 é tecnicamente possível e, na comunidade de inteligência, eles acham melhor estarem preparados para algo assim”, ressalta Podvig.

Kristensen descarta que esse sistema de armas em desenvolvimento tenha sido uma das razões para a revisão da política nuclear de Washington.

“Eles o usaram como um dos exemplos assustadores de que os russos são maus e podem obter suas próprias armas para respaldar o argumento de que os Estados Unidos precisam melhorar suas armas nucleares.”

De acordo com informações recentes divulgadas pela agência de notícias Bloomberg, Trump espera que o Congresso aprove um aumento de 7,2% no orçamento da Defesa para o próximo ano.

Em seu discurso sobre o Estado da União, relatório que os presidentes americanos apresentam anualmente aos parlamentares, ele pediu a construção de um arsenal nuclear “tão forte e poderoso que possa impedir qualquer tentativa de agressão de outro país”.

OUTRAS AMEAÇAS

Embora o NPR tenha citado, além do Status-6, “pelo menos dois outros sistemas de alcance intercontinental”, os especialistas fizeram poderações em relação à fala de Trump sobre uma deterioração das capacidades dos EUA.

“O fato de que a Rússia estava há algum tempo modernizando seus equipamentos não significa que os EUA não o fizeram também, mas que isso aconteceu muitos anos antes”, diz Povdig.

Agora, depois de anos de política de não proliferação de armas nucleares em Washington, essa corrida parece prestes a recomeçar.

“Já na época da Guerra Fria sempre se citava as armas da grande potência alheias como justificativa para as próprias. É assim que sempre funciona.” 

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Submarino russo Yuri Dolgoruky: O sistema nuclear da Rússia deve ser lançado a partir de submarinos adaptados (Foto: AFP)