– Futuro criado ou não?

Sábias palavras do guru da Administração de Empresas, Peter Drucker:

A melhor maneira de prever o futuro é criá-lo

Quer discutir? Eu concordo: penso que futuro não é algo determinado (já escrito), mas construído.

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– Empreendedor à Flor da Pele

Há certas pessoas que têm o espírito empreendedor aflorado. O que dizer: o inovador Luiz Possas criou a cerveja Kaiser, a água-de-coco Kero Coco e agora pretende criar Petiscos de Inseto!

Será que ele vencerá a barreira cultural?

Inovador ele é…

Extraído de: Revista Época, Ed 676, pg 78-80

QUER BEM OU MALPASSADO?

Por Daniella Cornachione

O empresário mineiro Luiz Otávio Pôssas Gonçalves, de 69 anos, já criou uma marca de cerveja, outra de água de coco e uma terceira de cachaça. A cerveja é a Kaiser, a água de coco é a Kero Coco e a cachaça é a Vale Verde. Em cada mercado de que participam, essas bebidas ocupam posição de destaque. Por maior que seja o talento de Pôssas para os negócios, é difícil imaginar, porém, que ele vá obter a mesma popularidade com seu recente empreendimento, a Nutrinsecta. Trata-se de uma produtora de insetos. Em março, a empresa deu um passo inédito no Brasil – pediu ao governo de Minas Gerais, ao Ministério da Agricultura e ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) certificação de que seus insetos podem ser consumidos por seres humanos. Gilberto Schickler, zootecnista e um dos sócios da empresa, espera que a decisão saia até junho. Ele explica que a produção de insetos para ração continuará como negócio principal da empresa. A autorização do governo para consumo humano serviria como atestado de qualidade para os produtos da empresa – mas pode ser usada para prospectar o novo mercado. “Eu não seria capaz de comer uma barata, mas já experimentei larvas de besouro fritas e achei gostoso”, afirma Pôssas. Quanto a levar baratas à mesa, ele concede que há uma “barreira cultural”.

Pode parecer estranho atribuir apenas a uma “barreira cultural” a opção por não comer baratas. Mas a verdade é que, no mundo dos insetos produzidos para alimentação, já caíram as barreiras nutricionais ou sanitárias. Os bichos em criação não têm contato com sujeira e comem legumes, frutas e farelo de trigo. Mortos, podem ser processados a ponto de virar uma discreta farinha de proteína para ser usada como suplemento alimentar.

Pôssas chegou aos insetos por causa de seu interesse por aves. Em 2000, ele começou a financiar o trabalho de pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais em busca de novas formas de alimentar sua criação. Nesse processo, conheceu a proteína originada dos insetos. “Adicionar insetos na alimentação dos animais aumenta o bem-estar da criação. É uma das melhores fontes de proteína”, afirma a veterinária Flávia Saad, professora da Universidade de Lavras e uma das participantes dos estudos. Com 26 receitas em mãos, Pôssas fundou em 2006 a fabricante de rações MegaZoo. Para abastecer a linha de produção, resolveu criar os insetos ali mesmo, em Betim, Minas Gerais, em sua antiga fazenda. Três anos depois, abriu a Nutrinsecta, que fornece mensalmente 1.400 quilos de moscas, besouros, baratas e grilos, vivos ou processados, para sua empresa-irmã MegaZoo. Há clientes também entre zoológicos e criadores de animais. Os sócios esperam quintuplicar a produção a partir de junho, com a inauguração de uma segunda fábrica. Eles dizem que o aumento de escala permitirá a redução dos preços. Hoje, 1 quilo de inseto custa, em média, R$ 100, embora a empresa tenha apenas sete funcionários. Para ganhar mercado, esses preços precisam cair. Vender insetos como comida para gente seria, nesse contexto, um atestado de limpeza e qualidade, mais do que uma fonte de receitas importante.

Com o mesmo consumo de vegetais, os grilos produzem quatro vezes mais proteína que vacas

Embora o Brasil não enfrente nenhuma crise de produção de alimentos, a demanda do planeta por proteína animal cresce de modo preocupante. No ano passado, a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) começou a incentivar, oficialmente, a inclusão de insetos na dieta, hábito chamado de entomofagia. Segundo a FAO, até 2050 o consumo global de carne deverá dobrar, mas esse alimento se tornará mais caro e raro, a ponto de ganhar status de item de luxo. A criação de animais de corte tradicionais já ocupa dois terços das terras disponíveis para produzir alimentos, mas bois, porcos e carneiros não são os sistemas mais eficientes para converter vegetais em proteína. Para produzir 1 quilo de proteína animal, os grilos consomem 1,7 quilo de alimento, bem menos que o frango (2,2 quilos), o porco (3,6 quilos), o carneiro (6,3 quilos) e a vaca (7,7 quilos). Por outro lado, grelhar um filé de grilo deve ser extremamente trabalhoso… Os insetos superam as criações tradicionais também pela concentração de proteínas. “Os insetos têm vantagens sobre animais convencionais, incluindo um alto nível de proteína, vitaminas e minerais. Além de um sabor único”, afirma Arnold van Huis, entomologista da Universidade Wageningen, na Holanda, e um dos principais defensores do consumo de insetos por gente. Junto com outros cientistas, Van Huis publicou em dezembro um artigo demonstrando que, por quilo de proteína produzido, porcos liberam na digestão entre oito e 12 vezes mais amônia do que grilos e 50 vezes mais amônia do que gafanhotos. A amônia é um dos gases responsáveis pelo efeito estufa.

De acordo com a bióloga mexicana Julieta Ramos Elorduy, autoridade mundial no assunto, 3 mil grupos humanos em mais de 120 países comem insetos. A tendência é que o hábito se torne mais difundido. Mas isso não significa que a entomofagia seja para todos. Assim como seus primos crustáceos, insetos podem provocar fortes alergias. Aos que têm alergia a camarão, recomenda-se evitar as novas iguarias.

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– Instagram vicia! Mas é muito legal…

Sempre tive medo de fotos. De tirar fotografias e de ser fotografado. Por não saber “sacar” a máquina, nem sair bem nas tiradas.

Mas (já escrevi sobre isso), confesso: o tal do Instagram faz a gente mudar de idéia.

Como gosto de jardinagem, na brincadeira, tirei uma foto das flores de casa na manhã que surgia. E, sem querer, ficaram perfeitas!

Fala sério: Deus não é um grande artista? Como tais rosas podem ser ainda mais bonitas iluminadas pelos raios do sol?

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– Como se forma e como trabalha um bom professor?

A resposta a esse questionamento pode estar nesse ótimo arquivo de Arnaldo Niskier, membro da Academia Brasileira de Letras.

Compartilho abaixo, extraído da Folha de São Paulo, 19/09/2016, pg A3.

O BOM PROFESSOR

Pesquisas recentes demonstram que a habilidade de ensinar não é inata. Assim como treinadores ajudam atletas a melhorar em suas modalidades, professores também podem ter suas vocações aprimoradas.

Sabe-se que o segredo para notas excelentes e estudantes bem-sucedidos não são os colégios elegantes, turmas pequenas ou equipamentos mirabolantes. São os professores. É a principal conclusão da reportagem publicada na revista “The Economist”, de 11 de junho de 2016.

No mundo todo, poucos professores são suficientemente bem preparados. Em países pobres, muitos recebem pouco treinamento. Em países ricos, o problema é mais sutil. Os professores se qualificam, seguindo um curso longo que, normalmente, envolve discussões rasas sobre diversas teorias.

Alguns desses cursos, inclusive mestrados em educação, não têm nenhum efeito sobre quão bem os alunos dos seus graduados acabam sendo ensinados. As escolas negligenciam os seus alunos mais importantes: os próprios professores.

É preciso aprender como transmitir conhecimento e preparar jovens mentes para recebê-lo. Bons professores definem objetivos claros, aplicam padrões altos de comportamento e administram o tempo em sala de aula com sabedoria.

Usam técnicas comprovadas de ensino para garantir que todas as cabeças estejam funcionando todo o tempo -como, por exemplo, fazer perguntas na sala de aula, escolhendo o aluno que irá responder, em vez de perguntar e esperar uma resposta, o que sempre leva a ter os mesmos alunos ansiosos levantando as mãos.

A aplicação dessas técnicas é mais fácil em teoria do que na prática. Com o ensino, o caminho para a maestria não é uma teoria confusa, mas sim uma intensa prática orientada, baseada no conhecimento do assunto e métodos pedagógicos.

Os estagiários deveriam ficar mais tempo em sala de aula. Os países onde os alunos têm o melhor desempenho fazem professores inexperientes passar por um aprendizado exigente.

Na América, as escolas com alto desempenho ensinam os estagiários em sala. Acertar nos incentivos também ajuda. Em Xangai, os professores ensinam somente de 10 a 12 horas por semana, menos que metade da média americana de 27 horas.

Estudos recentes da Universidade Harvard destacam o poder do bom ensino. Mas uma pergunta persegue os criadores de políticas: “Bons professores nascem bons ou se tornam bons?”. Preconceitos na cultura popular sugerem a última opção. Professores ruins são vistos como pessoas preguiçosas que odeiam crianças.

Edna Krabappel, de desenho “Os Simpsons”, trata as aulas como obstáculos para chegar aos intervalos. Enquanto isso, professores bons e inspiradores são vistos como pessoas dotadas de dons sobrenaturais.

Em 2011, um levantamento sobre atitudes em relação à educação verificou que essas visões indicam a crença das pessoas: 70% dos americanos acreditavam que a habilidade de ensinar resultava mais de talento inato que de treinamento.

As instituições que preparam professores precisam ser mais rigorosas. Mudanças nos sistemas escolares são irrelevantes se não mudarem como e o que as crianças aprendem. Para isso, importa o que os professores fazem e acham. A resposta, afinal, está na sala de aula.

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– Breve explicação sobre o mau momento da arbitragem brasileira (6 importantes tópicos)

Não há muito o que enrolar ao leitor e ao torcedor apaixonado por futebol: por quê os árbitros brasileiros estão em um momento tão ruim?

1) A renovação tem sido falha. Durante mais de 1 década, a arbitragem paulista foi dirigida por um Coronel que comandava a repressão às torcidas organizadas. Quantos jogos ele apitou? Já a arbitragem carioca é liderada por um chefe que comandou / comanda a Comissão, o Sindicato e a Cooperativa local. Pode?

2) Só em São Paulo, entram para a escola de árbitros cerca de 100 alunos por ano. Quando os árbitros FIFA brasileiros eram na sua maioria paulistas, todos foram das turmas do Professor Gustavo Caetano Rogério (que saiu em 1995). Portanto, desde então, se formaram (em 20 anos) cerca de 2.000 apitadores e bandeirinhas. Desta massa incrível, vingaram… Entenderão? Se pensa na quantidade e não na qualidade (e isso serve para todos os estados que enviam árbitros para a CBF).

3) O sorteio da arbitragem foi criado com bom intuito: a fim de não permitir que um “juiz de esquema” fosse indicado para favorecer uma equipe. Isso faria com que quem escala não pudesse escolher seus preferidos e quem fosse escalado estaria “à sorte grande” em determinados jogos. Porém, o espírito da coisa foi deturpado e o globinho costuma ter uma metodologia contestável, onde não é um grupo de árbitros escolhidos ao Deus-dará, mas sim um elenco com bula e regras confusas. É a alegria de quem sorteia, pois seu árbitro mal formado e mal orientado, se for mal na atuação da partida, será criticado pelo empecilho do sorteio não permitir planejamento de carreira.

4) Árbitros do MS, do RN, do SE e de outros centros não tão desenvolvidos do futebol são escalados sob a desculpa de “integração nacional”. Bobagem, não são os melhores juízes os escolhidos, mas aqueles que atendem pedidos políticos. Se não é assim, por que Francisco Nascimento-AL, o “Chicão de Alagoas” (terra de Renan Calheiros) ou Dewson Freitas-PA (terra do Coronel Nunes) chegaram à FIFA, mesmo com fracas arbitragens? A coisa é mais séria quando se questiona: quantos Fla-Flus, Grenais ou Corinthians-Palmeiras os árbitros apitam antes de ganharem a honraria do escudo FIFA? Nenhum! Lembre-se que Dulcídio Wanderlei Boschilia nunca foi da FIFA.

5) Sérgio Correa da Silva foi presidente do Sindicato de Árbitros de São Paulo e membro da Comissão de Árbitros da FPF (seu sucessor, Arthur Alves Jr, idem – e posteriormente afastado após escândalos morais). Há quantos anos ele está na CBF, num entra-e-sai como Presidente da CA-CBF, chefe do Departamento de Árbitros ou outro cargo que existir? Passou por Ricardo Teixeira, José Maria Marin e agora por Marco Polo Del Nero. Reclamado pelos 20 times da Série A (e talvez pelo mesmo tanto da série B, C e D), nunca cai! É por ser “hiper-competente e nós não entendemos isso” ou o quê acontece que foge da nossa compreensão?

6) A definitiva não-profissionalização dos árbitros, desejada no íntimo dos sindicatos e associações de classe, em conformidade com a vontade da CBF, mas dita diferente aos meios de comunicação, é sem dúvida outro mal que nem precisa ser discutido.

Enfim, sem a força dos clubes e o desejo REAL de mudança dos cartolas, nada vai acontecer.

Obs: não sou candidato a nenhum cargo diretivo, nem pelego, nem postulante a boquinha alguma nos convites de visitas às entidades costumeiramente feitos. Apenas sou um ex-árbitro (apaixonado e estudioso pelo assunto) que divide esse tema com minhas outras searas profissionais no comércio e no ensino superior, onde também milito.

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– Bom dia, Sábado, com belas fotos!

Como é bom despertar! Mente, corpo e alma em harmonia é vital. Para tanto, como sempre, fizemos a nossa rotina “carpe diem”. Logo na madrugada, já de pé para correr. Suando a camisa e buscando energia! Foto-motivação:

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Durante o cooper, rezando a Deus, pela intercessão do Imaculado Coração de Maria ao Sagrado Coração de Jesus. Foto-meditação:

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De corrida na rua para caminhada na esteira, sob a supervisão da minha personal-dog-trainer. Foto-Fofurice:

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Pós-treino, alongando entre as flores. Esse é nosso girassol da lua. Nossa foto-contemplação:

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Ainda na alvorada, vendo as cores do céu que desperta. Nossa foto-admiração:

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Chega de cliques. Vou trabalhar com esse sol maravilhoso. Nossa foto-energizante:

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Ótimo sábado a todos!