#PrayForItaly – O terremoto na Itália

Compadeço-me com as pessoas que sofrem com o terrível terremoto de magnitude 6.2 ocorrido esta madrugada no Centro da Itália. Já existem 38 mortes confirmadas, 100 desaparecidos e milhares de desalojados.

Que Deus possa consolá-los e a solidariedade humana se fazer pronta para o auxílio.

– Lego, a Fênix dos Negócios

Como explicar?

Em 2003, a dinamarquesa de brinquedos Lego estava quase falida. Sem dinheiro, nem inspiração, amargava ½ bilhão de dólares de prejuízo/ano. Em 2015, ganhou um prêmio como “Marca Mais Poderosa do Planeta”.

Segundo a Revista Época Negócios, em matéria de Raquel Grisotto (Abril 2015), foram 6 medidas-chave para a empresa ressurgir:

1- Ajustes de Contas: demitiu 30% dos funcionários e vendeu 70% das participações em outros negócios fora da empresa.

2- Pegada Global: deixou o Leste Europeu e migrou para países em desenvolvimento.

3- Agilidade em Dobro: um novo brinquedo levava 2 anos para ser desenvolvido. Hoje, somente 1 ano para chegar da fábrica às prateleiras.

4- Portfólio mais Enxuto: os produtos são tijolinhos de plásticos e seus bonequinhos. E só!

5- Ajuda dos Famosos: licenciamento de personagens de filmes e desenhos famosos como atração.

6- Vínculo com Clientes: de cada 10 profissionais contratados, 2 são fãs assumidos de Lego.

De fato, é inegável o sucesso da Lego nos dias de hoje, embora, eu, ainda sou do tempo do Playmobil…
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– Triste situação do Galo…

Sou otimista por natureza, mas é preciso ser realista. A situação do Paulista FC  na Copa Paulista da FPF é ruim, pois a classificação para a segunda fase pode não ocorrer.

Pior: o que era para ser uma preparação para a série A3, pode ir por água abaixo por outros problemas, como o dos salários atrasados!

Em matéria de Cíntia Flores no Caderno de Esportes do Jornal de Jundiaí nesta 4a feira, Rafael Fefo declarou que os salários não estão em dia, que os jogadores aceitaram ganhar menos para que o dinheiro fosse sempre pago na data correta e que treinaram dois meses de graça para colaborar (quando estavam em observação). Segundo a reportagem, o treino da tarde de ontem não tinha ocorrido como forma de protesto.

Nesta fase decisiva do torneio, tudo o que não poderia acontecer era isso. Mas aí fica a dúvida: o dinheiro prometido por investidores não apareceu na hora H, ou é algo pontual?

A verdade é que uma cidade do tamanho de Jundiaí (e todo o Aglomerado Urbano) não pode ter um time de futebol em situação tão dramática. E, claro, é justo dizer também que o futebol deixou se ser um atrativo da importância que já fora outrora…

Força, Galo.

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– A tocante foto do garoto sírio resgatado nos escombros: o pobre Omram!

A sanguinária Guerra da Síria, nunca resolvida entre os lados envolvidos que preferem a violência do que a concórdia, fez mais uma imagem chocante: o menino de 5 anos socorrido embaixo de um prédio atingido por mísseis em Aleppo: Omran Daqneesh, sujo de sangue e de poeira.

As socorristas que o ajudaram fizeram o vídeo de seu resgate. Cenas fortíssimas, onde o menino (provavelmente em estado de choque), não fala e não chora.

Isso é uma guerra, promovida por malditos fanáticos e gananciosos. O mundo precisa de paz, pois inocentes como esse garotinho são as maiores vítimas.

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– Salário dos Árbitros para 2016 e a Exagerada Estrutura Administrativa da CBF.

A arbitragem brasileira vai mal no quesito administração?

Pudera. Vejam só que estrutura exagerada e ineficiente: temos 6 estruturas criadas pela CBF para levar a contento os árbitros:

  1. Comissão de Arbitragem
  2. Escola Nacional de Arbitragem
  3. Departamento de Arbitragem
  4. Corregedoria de Arbitragem
  5. Ouvidoria de Arbitragem
  6. Comissão de Análise da Arbitragem

Não seria mais fácil reestruturar em algo mais racional com gente mais competente? Por que tanta departamentalização, cheia de cargos políticos? E o essencial: profissionalizar a Arbitragem!

Enfim: esses órgãos são todos independentes entre si?

A CBF, aliás, permite uma independência de seus departamentos sem a ingerência de Marco Polo Del Nero, seja qual área for?

A propósito, respondendo alguns questionamentos sobre taxas de arbitragem, os valores pagos foram majorados.

Para apitar a Série A do Brasileirão 2016, independente se é Fla-Flu ou jogo de time pequeno, um árbitro do atual quadro da FIFA receberá R$ 3.850,00 (o bandeira R$ 2.300,00). Se for aspirante à FIFA: R$ 2.950,00.

Se for árbitro CBF 1 (os melhores do quadro nacional mas que não foram à FIFA), receberão por apitar a série A cerca de R$ 2.600,00.

Lembrando: se o jogo for fora do seu estado, adicione R$ 500,00.

Pode parecer muito, mas e se o árbitro apitar 1 partida por mês? Se ele se machucar, vai para o INSS ou que use seu plano de saúde. FGTS e Férias, esqueça! Ainda: é ele, recebendo o que ganha, que decidirá se um centroavante que recebe R$ 450.000,00/mês sofreu ou não pênalti de um zagueiro que ganhe R$ 200.000,00.

Pela responsabilidade, atribuições do cargo e dificuldades da carreira, ganha pouco ou ganha muito?

Algo a mais: os observadores, delegados, tutores (aquele pessoal que fica engravatado, sentadinho, assistindo o jogo e que as vezes são membros das Comissões de Arbitragem), receberão… R$ 500,00! Se o jogo for em SP e ele vier do RJ, pula para R$ 1.000,00!

É mole?

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– Lecionar em Universidade Federal ou Estadual?

O reitor da Unicamp, Prof Dr José Tadeu Jorge, escreveu um brilhante e esclarecedor artigo na Folha de São Paulo, Página A3, “Tendências e Debates”, sobre as diferenças e dificuldades dos professores de universidades públicas. E alerta: quem dá aula em Universidade Federal, hoje, pode ganhar até R$ 12.000,00 a mais do que seu colega de Universidade Estadual!

Abaixo:

O COMEÇO DO FIM

Não é por acaso que USP e Unicamp são as melhores universidades da América Latina e se situam, juntamente com a Unesp (Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”), entre as melhores do mundo. Um fator decisivo para conquistar suas posições destacadas foi o processo de autonomia com vinculação orçamentária iniciado no ano de 1989.

Desde então, responsabilidade, compromisso social e planejamento tornaram-se princípios fundamentais dos projetos dessas universidades, propiciando indicadores de qualidade e produtividade muito acima da média nacional.

A carreira de um professor universitário em instituições públicas é baseada no mérito. Nas universidades estaduais paulistas só é possível ingressar por concurso público e depois da obtenção do título de doutor. Um programa de doutorado exige, no mínimo, de quatro a cinco anos de intensa dedicação. O cargo final da carreira é o de professor titular, alcançado por cerca de 40% dos professores após 20 a 25 anos, em média.

Ao longo desses 26 anos de autonomia plena, as universidades públicas paulistas estabeleceram uma carreira atrativa, condição indispensável para conquistar a liderança qualitativa que hoje ostentam. Sem contar com os melhores professores e pesquisadores jamais teriam conseguido chegar aos níveis de qualidade que hoje ocupam.

Todo esse cenário, construído com muito esforço e dedicação, começa a ruir. Uma sequência de equívocos está conduzindo as universidades estaduais paulistas à vala comum dos serviços públicos burocráticos e pouco qualificados.

A raiz dos acontecimentos pode ser identificada em uma mudança constitucional aprovada em 2003, desrespeitando o conceito básico da própria Constituição, que permitiu tetos salariais distintos para atividades, fundamentalmente, iguais.

Tanto a Constituição Federal, com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação consagram o caráter nacional da educação. Não há distinção entre universidades federais e estaduais. Pelo contrário, os textos legais destacam a necessária articulação e integração entre os diferentes sistemas e níveis.

Trata-se de conceito idêntico ao que se aplica aos membros da magistratura federal e estadual, que, por decisão do Supremo Tribunal Federal, têm o mesmo teto salarial.

O teto salarial do sistema federal é de R$ 33.763. Assim, um professor universitário de uma universidade federal pode receber até esse valor. Entretanto, cada Estado da Federação pode fixar seu subteto. Dezesseis Estados optaram por definir o subteto com base no subsídio do desembargador (R$ 30.471,11) e quatro escolheram o de ministro do Supremo Tribunal Federal (R$ 33.763).

Apenas sete Estados fizeram a opção de limitar os salários aos subsídios dos seus governadores, entre eles São Paulo, onde o limite é de R$ 21.613,05. Esse valor só não é menor do que os subtetos dos Estados de Espírito Santo e Ceará.

A evidência é estarrecedora! Ser professor de uma universidade do sistema federal permite ganhar, por mês, cerca de R$ 12 mil a mais do que o mesmo professor em uma universidade estadual paulista, as melhores da América Latina.

Ótimo para as universidades federais, sentença de morte para as estaduais paulistas, que não mais conseguirão atrair os melhores professores e pesquisadores.

Dirigentes e legisladores estão, portanto, diante de opções que impactarão decisivamente a história: consolidar a conquista da condição de melhores universidades da América Latina ou condenarem essas instituições ao papel de meras figurantes no enredo do desenvolvimento social e econômico.

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– 4a feira em 4 clicks de mobgrafia

O dia parece comprido? Sim, comprido de tarefas que deverão ser cumpridas.

Para isso, acordei bem cedo como de costume. Na corrida de hoje, bem preparado para suportar o frio. Nosso click-corrida:

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Durante o treino, pensando nas coisas do Alto. Ontem foi dia de Santa Rosa de Lima, padroeira do Peru, 1a santa da América Latina, de incrível amor e serviço aos pobres e indígenas. Suas frases marcantes foram muitas, mesmo falecendo aos 31 anos. Nosso clique-meditação:

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Pós-treino, alongando com o sol nascendo. Como não sentir inspiração? Nosso click-alvorada:

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Enfim, que o dia logo comece, mas sem antes contemplar a beleza do nosso pé de ipê amarelo, florido como nunca. Nosso click-florido:

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Ótima 4a feira a todos.