– Árbitros de Nome e sem Nome: Brasil 2×0 Colômbia e São Paulo 0x1 Botafogo

Cuneyt Cakir, o árbitro turco renomado (que dentre outros jogos apitou a final do Mundial entre Corinthians 1×0 Chelsea e outras partidas importantíssimas na Europa) sofreu com a catimba de brasileiros e colombianos na partida válida pela Olimpíada Rio 2016. Ou ele mostrava sua autoridade, ou tentava “administrar” o jogo. Me surpreendi ver um 1o tempo tão conversado e não apitado com jogadores de ambas equipes colaborando para um jogo feio de se assistir e chato para se apitar. Creio que tivemos o menor tempo de bola rolando (em um tempo de jogo) de todos os Jogos Olímpicos desta edição. Tão experiente que é (em especial por apitar jogo brigado como Galatasaray x Fenerbahce), tenha sido tão mole nessa ocasião.

Caio Max Augusto Vieira, árbitro que estreou no Brasileirão da Série A no Morumbi, foi a agradável surpresa na vitória do Fogão sobre o Tricolor. Apitou certinho, fez o be-a-bá muito bem e foi testado demais pelos jogadores. Aliás, o comportamento de jogadores são-paulinos e botafoguenses enchendo o saco do juizão a todo instante é reprovável. Não tem nome mas foi perfeito. Só não sei se no gol de Sassá ele advertiu o atleta com cartão amarelo (como pede a regra, por ter tirado a camisa). Como escrevo no dia dos pais, confesso que não me preocupei em ver a súmula já que as imagens de TV não mostraram.

Na semana em que os FIFAs não apitaram, foi a grata surpresa na rodada.

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– Análise da Arbitragem de Paulista 0x3 Bragantino. Como foi o árbitro?

Não é “pegar no pé”, mas sim fazer considerações importantes” para a melhora da qualidade da arbitragem.

Na partida em que o Paulista perdeu de 3×0 para o Bragantino, não houve influência do árbitro Douglas Marques das Flores no resultado final, embora sua arbitragem não tenha sido a contento.

Vamos lá:

1- O estado do gramado Jayme Cintra está com alguns problemas. Portanto, correr no seu aquecimento dentro do piso de jogo se faz necessário para reconhecer os pontos falhos. Não vi isso do quarteto de árbitros.

2- A partida começou às 09h57. Ser pontual é estar no horário às 10h00. Não se deve nunca atrasar o jogo, mas adiantar também não.

3- Os pontos fortes do árbitro foram a clara sinalização das suas marcações, bem como a boa postura. Apita de maneira elegante, está em boa forma física.

4- Os pontos negativos:

A- Nas duas primeiras faltas próximas ao gol, o árbitro assinalou a marca da cobrança, fez a barreira e ficou “ligadão” na área, esquecendo de buscar um posicionamento com a bola parada que pudesse observar o cobrador, a barreira e os demais atletas. E se um jogador coloca a mão propositalmente na bola? O juizão não teria visto. Nas demais faltas, corrigiu seu posicionamento.

B- Em alguns momentos, era “encostar” e ele marcava as faltas. Depois resolveu soltar o jogo e quase se perdeu, pois os atletas começaram a entender que contatos mais fortes eram para se paralisar a partida. Posteriormente voltou ao estilo anterior.

C- Jonatan (8) e Kelliton (2), ambos do Bragantino, praticaram 6 faltas cada. Não houve advertência verbal pela persistência. Na 5a falta de Kelliton em Ariel (9 do Paulista), ele devolveu com um pontapé e levou cartão amarelo. Só depois Kelliton foi advertido. Ser mais vibrante em campo é importante para que os atletas tenham temor da autoridade do árbitro e se respeitem.

5- O bandeira Leandro Alves de Souza foi muito bem na partida, sempre atento e marcando uma falta desprezada pelo árbitro e, no final do jogo, flagrando a saída de bola com uso das mãos fora da área do goleiro Rafael Pascoal. Já o bandeira Vladimir Nunes da Silva não foi exigido.

Enfim: há de se dar mais rodagem ao árbitro, pois embora já seja do quadro da CBF, precisa corrigir.

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