– A Procuradoria do STJD quer acabar com os Palavrões no Futebol!

Calma, o texto não é de hoje, mas sim de 25 de agosto de 2012. Há exatos 5 anos, o STJD discutia a “punição ou não” contra xingamentos diversos. A postagem da época, deste mesmo blog, aqui:

PALAVRÃO NÃO PODE MAIS?

Nesta quinta-feira, o Flamengo será julgado no STJD pelo fato da sua torcida chamar o jogador Loco Abreu de “viado”, na partida contra o Figueirense. A denúncia foi feita pelo procurador Maran Carneiro da Silva, que, segundo ele próprio, luta para “reverter a contracultura” do futebol.

A ideia do procurador é iniciar uma batalha contra ofensas em estádios, seja um xingamento contra o adversário ou um desabafo contra o árbitro, responsabilizando o time pelos seus torcedores.

Na partida entre Santos 1 X 3 Bahia, Paulo Henrique Ganso foi severamente hostilizado pelos torcedores do próprio time do Santos. O STJD iria atuar, como Maran Carneiro quer, denunciando a equipe santista?

Pior: no jogo Portuguesa 3 X 0 Palmeiras, os jogadores palmeirenses foram ofendidos pela sua revoltada torcida e ironizados pelo adversário. Indiciar-se-ão Lusa e Verdão?

Já a tarefa mais fácil será quanto aos árbitros: aproveita-se a animosidade cultural entre os torcedores e apitadores, e abre-se um processo contra os 20 clubes da série A. Ah, e não podemos nos esquecer dos da série B também.

No momento em que o STJD quer ser excessivamente politicamente correto, é inacreditável que passe pela cabeça de um procurador que existirão dias em que o torcedor dirá calmamente ao árbitro: “Professor, o senhor, na sua magnífica sapiência, se equivocou na não-marcação de um tiro penal a favor da nossa equipe. Tal falha se deve a má fama da sua genitora ou pela preferência sexual que julgo ser diferente da minha?”

O STJD está caprichando nesse ano. Ontem, por exemplo, mais um árbitro foi levado ao tribunal pelo fato do STJD discordar da cor do cartão. Curioso: a defesa do advogado do árbitro foi a de que o Cartão Amarelo aplicado por Marcelo de Lima Henrique na partida FLA X VAS (e contestado pelo STJD) teve “ação conjunta do sexteto de arbitragem”. Ou seja: os 6 árbitros em campo conversaram entre si e foram unânimes. É o conceito de cartão múltiplo criado no futebol. Argumento risível para indiciamento indevido (resultado: justa absolvição do árbitro).

E você: acredita que a manifestação do procurador Maran Carneiro da Silva em responsabilizar o clube contra ofensas das arquibancadas reduzirá o número de palavrões nos jogos?

Abaixo, extraído do Jornal “Extra” – RJ, link em: http://is.gd/mZR2Np

PROCURADOR QUER BANIR PALAVRÕES DO FUTEBOL

O politicamente correto invadiu os campos de futebol. Para a alegria das mães de árbitros e de jogadores que gostam de provocar as torcidas adversárias, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) quer limpar a boca dos torcedores que extravasam suas emoções de forma não tão polida. Só que quem pode pagar o pato por isso são os clubes. E o primeiro da lista é o Flamengo, que irá a julgamento nesta quinta-feira pelos gritos de “El Loco viado” de sua torcida no jogo contra o Figueirense, dia 8, em Florianópolis.
O Rubro-negro pode pagar não só o pato como também R$ 100 mil. Esse é o valor máximo da multa caso seja condenado no artigo 191, incisos I e III (deixar de cumprir uma obrigação legal ou de regulamento) do Código Brasileiro de Justiça Desportiva. A obrigação, no caso, seria conter seus torcedores.
A denúncia foi feita pelo procurador Maran Carneiro da Silva (PR). Ele se baseou no artigo 67 do código disciplinar da Fifa, que responsabiliza o clube pela conduta de sua torcida, e no artigo 13-A do Estatuto do Torcedor, que define as condições de acesso e permanência dos torcedores em um estádio.
Grosso modo, o que a Procuradoria do STJD espera é o que nem mães e professoras conseguiram. Só que ao invés de dar palmadas, pretendem controlar a boca dos torcedores fazendo doer no bolso de seus clubes.
– Hoje já não há tantos casos como arremessos de objetos e ofensas. O torcedor já sabe que pode prejudicar o seu clube – disse o procurador-geral Paulo Schmidt, que considera normal a denúncia de Maran. – A partir do momento que há ofensa, como, por exemplo, no caso da faixa xingando a mãe do Ronaldinho Gaúcho (no jogo entre Atlético-MG e Grêmio), este é o caminho normal.
No entanto, para Marco Aurélio Assef, advogado do Flamengo, o caso de Loco não se enquadra nos citados por Schmidt. Ele pretende mostrar que a torcida foi provocada pelo jogador ao beijar o escudo do Botafogo, sob a camisa do Figueirense.
– O Loco Abreu incitou a torcida do Flamengo, que apenas reagiu – disse o advogado, que reclamou da denúncia do STJD. – Além de exagero, é casuísmo. Quando no time adversário você tem um jogador que se destaca mais que os outros, é comum a torcida xingá-lo. Então porque só o Flamengo? E porque só nessa partida?
Quem também irá a julgamento é Leo Moura. Expulso contra o Figueirense, ele pode pegar cinco jogos de gancho. Nesta quarta, será a vez de Adryan, que pela entrada em Auremir, do Vasco, pode pegar de quatro a 12 jogos.

‘Um estádio de futebol não é território imune às leis e à educação’
Maran Carneiro, procurador do STJD, no processo nº 22 de 23/08/12
“A Procuradoria de Justiça Desportiva do Rio de Janeiro, tomando por base a súmula elaborada pelo árbitro da partida realizada em 08/08/2012, (…), vem respeitosamente oferecer denúncia em desfavor de: (…) Clube de Regatas do Flamengo, em razão de sua torcida ter, a partir dos 44 minutos do segundo tempo, até o final da partida, entoado coro com a seguinte e repetida expressão: “El Loco viado”, assim o fazendo no intuito de nitidamente injuriar o atleta Washington Sebastian Abreu (…).
(…) Considerando-se que situações como a em tela são previsíveis, surge de crucial importância a penalização de clubes e federações justamente para que se logre impedir a perpetuação de tais condutas.
É mais do que chegado o tempo de a sociedade brasileira entender que um evento desportivo não pode ser justificativa para ofensas baixas e vis, da mesma forma que uma praça desportiva, seja uma cancha, ginásio ou um estádio de futebol, não é território imune de (sic) leis e de educação.
Muitos ainda acham que, por estarem no interior de um estádio de futebol, estão em lugar sem lei e que por isso podem, a seu bel-prazer, lançar ofensas, notadamente mediante o uso de palavrões.
É preciso reverter esta contracultura e isto começa com a punição daqueles que toleram e, por omissão, concordam com tais nefastas práticas”.

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– ESCLARECIMENTO: sobre o educado e respeitoso debate em mais de 140 caracteres com ex-árbitros.

Como a conversa foi pública, e recebi algumas mensagens via E-mail, Messenger e WhatsApp perguntando sobre uma determinada situação via Twitter, acho importante esclarece-la a fim de não precisar responder individualmente às pessoas que têm me questionado (afinal, a minha caixa de mensagens lotou com perguntas de quem possa estar interpretando mal, envolvendo outras pessoas).

Na manhã do dia 24 de agosto, fui citado num tuíte do ex-árbitro Guilherme Ceretta ao ex-árbitro da FIFA Sálvio Spinola Fagundes, atualmente comentarista dos canais ESPN. A questão se iniciou com essa pertinente postagem sobre a má escala de um bom árbitro carioca no jogo entre Cruzeiro x Grêmio, que definiria o adversário na final da Copa do Brasil com o vencedor de Flamengo x Botafogo (o que concordo plenamente com Sálvio – se temos 10 árbitros FIFA, por que justo um carioca?). Veja:

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Meu comentário foi a respeito da independência de quem pode criticar, já que muitos árbitros e ex-árbitros procuram afagos dos dirigentes atuais e se submetem à defesa dos cartolas do apito, inconteste. E reafirmo a minha concordância com o amigo Sálvio Spinola, discordando respeitosamente do também ex-colega Daniel Destro, pois isso não é, em meu parecer, “alimentar imaginário popular”, mas é sim colocar o dedo na ferida de um erro de escala. Para minha surpresa, fui citado por Ceretta. Abaixo, onde tento entender o motivo ao qual sou questionado:

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Ora, repito aqui: se fez por merecer, elogios. Se não foi bem, críticas respeitosas acusando o erro e a regra correta. Normal. E mais: quem disse que precisa ter apitado clássico para conhecer as Regras? Pelé, maior jogador de futebol de todos os tempos, nunca foi treinador de ponta. Tite, Felipão, Luxemburgo ou Parreira, só tiveram o devido reconhecimento como treinadores. Ou vai me dizer, por essa lógica, que comentarista esportivo nada entende? Na discordância respeitosa, abaixo:

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Na nova resposta, lembro que os homens mais corretos do entendimento das Regras do Futebol, assim como eu, não foram árbitros do quadro da FIFA. Alguém se recorda do grande professor e instrutor FIFA Gustavo Caetano Rogério apitando Flamengo x Vasco no Maracanã? Ou de Roberto Perassi, professor da Escola de Árbitros e também instrutor FIFA, quando encerrou a carreira num Palmeiras x Corinthians? Pois bem: nem sempre o “craque em campo” é o melhor professor, e vice-versa. Segue na ordem do twitter:

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Educadamente, mostrei a contradição. Se eu nunca apitei uma situação semelhante de semifinal de Copa do Brasil (assim como os citados Perassi e prof Gustavo, anos-luz à minha frente em estudos e conhecimento), e por tal motivo não poderia comentar arbitragem (segundo a lógica dita pelo colega), me causa espanto a defesa de Ceretta do Coronel Marcos Marinho, que nunca foi árbitro de futebol, mas que pode escalar os apitadores! Como explicar? O que o militar apitou? Abaixo:

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Enfim: ser educado com o trato das pessoas não é sinal de competência na área técnica. Sou muito cortês com todos, mas eu não posso dirigir uma ação de combate da Polícia Militar. A situação inversa se faz verdadeira também. Ademais, é notório que houve regressão na qualidade da arbitragem paulista. Continua:

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Penúltimo comentário dos tuítes: a minha discórdia vai pela questão técnica e da competência do cargo. Nada pessoal contra o Coronel Marinho e seu assessor da época de FPF, Arthur Alves Júnior (o Arthurzinho do Sindicato). Creio que são pessoas honestas, mas entendo que o cargo que exerceram/exercem trouxe/traz regressão à qualidade dos árbitros do estado de São Paulo, respingando na má atuação no Campeonato Brasileiro também. Nossa última mensagem:

Ultima

Claro que desejo credibilidade, e nesse ponto concordo com Ceretta mas faço uma correção: tem que acabar não com a política, mas com a politicagem!

Portanto, reitero: foi um bate-papo respeitoso, esclarecedor, que vez por outra pode ser um pouco confuso pela permissão de apenas 140 caracteres do Twitter. Aceito as opiniões do ex-árbitro Daniel Destro do Carmo, que por sinal é o tradutor do Livro de Regras para o português (parabéns pelo esforço), ao Guilherme Ceretta de Lima (que estava ou está nos EUA, é micro-empresário e não sei se ainda exerce o ofício de modelo) e ao Sálvio Spinola Fagundes Filho (este conhecido internacionalmente e que dispensa apresentações).

Tomamos rumos diferentes em nossas carreiras pós-arbitragem dentro de campo, e todos podemos ter discordância de opiniões, afinal é a democracia – desde que sejam educadas, sem animosidades e conflitos de relacionamento, mesmo que haja simpatia por determinado estilo literário ou caminho ideológico do mundo do futebol. O meu, certamente, é desprovido de vaidade, de aproximação de dirigentes ou bajulação de membros das entidades citadas (como também devo crer dos meus amigos citados na pública conversa). Aliás, se não fosse aberta, é claro que não faria esse necessário esclarecimento. Gosto e sou apaixonado pela prática e pelo estudo do futebol, seja na questão tática/prática/teórica, na sociologia do esporte como entretenimento/ciência/business e, evidentemente, na arbitragem e suas regras de futebol. Estamos sempre humildemente estudando e aprendendo, pois nunca seremos donos da razão – sejam nas searas do futebol (como colunista e comentarista em Rádio, TV e Jornal), nas minhas atividades comerciais (que nada têm a ver com o esporte) ou nas acadêmicas (que são de ciências gerenciais).

Esporte é amizade, é ética, é honestidade. Fair play. Que todos tenham a opinião respeitada e nunca censurada.

Atenciosamente,

Rafael Porcari
rafaelporcari@gmail.com
ProfessorRafaelPorcari.com
PergunteAoArbitro.Wordpress.com

MENSAGEM PARA REFLEXÃO
“O esporte deve servir para inspirar os valores éticos e cristãos”Papa João Paulo II

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– 5 fáceis dicas para avaliar o gol mal anulado em Chapecoense 0x1 Corinthians. Mão na bola ou bola na mão?

Quer entender melhor e didaticamente como se avalia o lance do gol anulado de Rodriguinho, já que houve mais uma interpretação equivocada de bola na mão / mão na bola, desta vez na Arena Condá? Então vamos ao lance:

Aos 30 minutos do 1o tempo, Jô avança no ataque, vai à linha de fundo e cruza para Rodriguinho. A bola bate no seu braço quando tenta o domínio, sobra a ele que faz o gol. O árbitro Paulo Roberto Alves Júnior anula a jogada por “mão intencional na bola – infração da Regra 12”, restando saber se por decisão própria (o que não creio) ou levado a decidir pela ajuda do AAA2 (árbitro adicional) Fábio Filipus (que estava melhor posicionado e provavelmente o auxiliou).

Para saber se foi infração de mão deliberada na bola, questione (lembrando: NUNCA avalie tais lances como imprudência, pois não existe na Regra a avaliação de mão imprudente, somente intencional):

  1. – É a mão que vai intencionalmente em direção da bola ou a bola que vai acidentalmente na mão (e o conceito de mão é: mão / braço / antebraço)?;
  2. – Havia tempo hábil para tirar o braço e evitar o contato?;
  3. – A velocidade em que a bola chega é razoavelmente rápida?;
  4. – A distância da bola;
  5. – O movimento antinatural do atleta (ou seja: o atleta poderia evitar o contato, mas o movimenta antinaturalmente no esforço físico para que ela bata disfarçada e propositalmente, tirando proveito disso).

Assim, esqueça qualquer dito popular de que: “mas houve o domínio”, ou “ía em direção ao gol”, ou pior ainda: “mudou a trajetória da bola”. Tudo isso não existe, é como “lenda urbana de que tomar leite com manga faz mal e pode matar”. O que vale, acima de tudo, é: HOUVE INTENÇÃO DE COLOCAR A MÃO NA BOLA OU NÃO?

Tal pergunta resume as 5 dicas citadas acima (seja por jogadas de movimento explícito/disfarçado, natural/antinatural). Infelizmente, aqui no Brasil se criou a mania de interpretar equivocadamente, na qual chamamos ironicamente a Regra 12 de Regra 12B, a que transforma o lance em DodgeBall (ou se preferir: queimadachutou, bateu, é falta!).

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– Barcelona x Betis: falta ou não?

Viram esse lance? Aconteceu na Espanha, no jogo do Barcelona. O juizão, sem querer, deu um pisão no pé do atleta do Betis e o derrubou.

Falta do juiz? Claro que não, acidente de trabalho… Mas que é curioso, é!

Barcelona

– Neymar, show, cavada e gols.

Vamos falar de PSG 6×2 Toulouse?

Não assisti aos lances polêmicos dos jogos do Campeonato Brasileiro neste domingo. Ouvi falar que não marcaram um pênalti para o Palmeiras e que os dois pênaltis na Ressacada foram corretos. Como não vi, não comentarei.

Assisti, sim, ao show de bola do PSG no Parque dos Príncipes. Nunca troquei futebol brasileiro por… francês! Mas como não ter curiosidade neste momento ímpar para o futebol de lá com o advento Neymar?

Um repertório amplo de jogadas e dribles pode ser visto. O lançamento “a la Gerson” para Cavani, a carretilha sobre o lateral marcador, o escanteio cobrado rapidamente e o último gol (passando por 6 adversários) com ajuda de falha de alguns adversários e talento para passar os outros.

Um detalhe: o lance da falta dentro da área não foi pênalti, Neymar cavou, mas isso não lhe tira o mérito. Mas se registre: errou o árbitro, o atacante se jogou ao sentir o contato do zagueiro.

Sem dúvida, o brasileiro deu outro patamar ao Campeonato Francês. Daqui a pouco, teremos até gente comentando em Padaria e chamando o torneio de “Francesão”. Ou não?

O link dos melhores momentos está em: http://sportv.globo.com/futebol-internacional/videos/v/confira-o-show-de-neymar-em-vitoria-do-psg-sobre-o-toulouse/6091689/

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– O erro de arbitragem de Corinthians 0x1 Vitória e a discussão entre Vagner Mancini versus Felipe Garraffa: quem tem razão?

Para começar falando de arbitragem, vale lembrar que na partida de sábado na Arena em Itaquera não tivemos muita polêmica; entretanto há o erro da anulação do gol do time baiano, que era legal e seria uma conquista com placar mais amplo. Em suma: não houve interferência no resultado final.
A discussão maior ficou para o pós-jogo, pois Felipe Garraffa, repórter da Rádio Bandeirantes, perguntou ao treinador Vagner Mancini sobre o êxito, “apesar da proposta de jogar por uma bola, ter 20% de posse e somente uma finalização“. Mancini ficou irritado e questionou o jornalista se ele assistiu o jogo, e após a resposta afirmativa, emendou um “você deve ser corintiano” ao Garraffa, que alegou que a leitura do jogo era aquela mesmo dita.

Considerações:

1- Felipe Garraffa, jovem mas com berço, assumiu uma responsabilidade grande ao substituir repórteres mais experientes que têm sido demitidos da sua emissora. Agarrou a oportunidade, tem qualidade, mas fez uma pergunta equivocada. Não houve somente uma finalização do Vitória, além de que Mancini claramente fez o que o Corinthians faz e que começou a ser manjado: dar a bola para o adversário! É assim que o Corinthians faz e é assim que o Vitória fez contra o próprio Timão.

2- Mancini, feliz por quebrar a incrível invencibilidade do Corinthians, e na casa do adversário, ainda mais fugindo da Zona do Rebaixamento, estava em êxtase! O questionamento indevido “quebrou o seu encanto” e o fez dar uma resposta “atravessada”. Errou, poderia ter evitado retrucar da forma que o fez, mas permitiu que o repórter terminasse a sua fala. Claro, não abona o evitável comentário sobre o clube do Parque São Jorge.

3- É evidente que Mancini não sabia que um dia Garraffa torceu para o Corinthians ao fazer o comentário, descoberto por haters nas redes Sociais posteriormente à cizânia, ao resgatem tuítes antigos de legítimo torcedor do hoje jornalista (alguns até ironizando os adversários). Sabe o que pareceu? Getterson, aquele atleta contrato pelo São Paulo e que foi dispensado após tuítes antigos de “torcedor corintiano e anti-são-paulino”.

4- Dessa forma, vale refletir: quem nunca errou?

Em tempo: Vagner Mancini venceu o Corinthians com o Vitória, empatou com o time dirigindo a Chapecoense, e quando o Paulista de Jundiaí jogava a A1 do Paulistão (nos bons tempos do Galo da Serra do Japi), nunca perdeu para o Corinthians. Qual é o segredo?

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– E quem tomará conta de quem? Sobre a prevenção à manipulação de resultados no Campeonato Brasileiro

Hilário Medeiros, chefe do Departamento de Segurança da CBF, foi escolhido por Marco Polo Del Nero para ser Oficial de Integridade da entidade. Tal cargo estará em sintonia com o trabalho da empresa suíça SportRadar, a fim de monitorar possíveis manipulações de resultados e interferências em jogos da Série A, B, C e D (segundo Igor Siqueira, jornal Lance, coluna De Prima, pg 3, 16/08/2017).

Vez ou outra estamos ouvindo falar de times que “entregam jogos” nas divisões inferiores dos campeonatos regionais. Claro, times mais fracos economicamente e na parte de baixo da tabela estariam mais suscetíveis a essas ofertas de apostadores.

Um goleiro sem salário, atletas desmotivados, um treinador na pindaíba ou um diretor de clube ganancioso seriam alvos dessas máfias. Evidentemente, os árbitros de futebol estariam nessa lista também.

Você sabia que o árbitro de futebol tem que entregar Certidões de “Nada Consta” Civil e Criminal? Que não pode ter nome sujo na praça, passando longe do SPC e Serasa? Em teoria, se ele está com as finanças no vermelho, poderia ceder às tentações. E eu não condeno isso, é uma busca pela segurança.

A minha questão é: e os COMANDANTES desse pessoal? Chefes de Comissões de Arbitragem das Federações e Confederação, assessores e outros próximos desse pessoal! Todos passam por esse pente fino?

Também não seriam eles visados, ou somente os árbitros?

Não são acusações, logicamente. Mas o ditado de que “pau que bate em Chico tem que bater em Francisco também” não é perfeito para esse caso?

Exclua-se, por motivos óbvios, Marco Polo Del Nero, afinal ele nada deve à Justiça Brasileira, ok boys and girls?

Good Luck. Thanks. Congratulations, FBI.

Em tempo: lembram que em 11 de junho deste ano, a Corregedoria dos Árbitros divulgou documento dizendo que existe gente conhecida do meio tentando assediar e manipular placares de suas competições e pediu cuidado aos árbitros? Não se divulgou ainda o nome da pessoa ou consequências do caso…

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– Não tem premiação da FIFA para a arbitragem? À margem do The Best…

Curto e grosso, após a divulgação dos candidatos à premiação THE BEST da FIFA: há o prêmio para melhores jogadores e jogadoras de futebol; há os de melhor treinador para futebol masculino e feminino; agora há para os melhores goleiros e… ninguém merece no quesito arbitragem?

A FIFA poderia prestigiar melhor o árbitro de futebol. Ou o prêmio irá para algum cartola?

Lamentável tal esquecimento / falta de importância.

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– A insistente mentira do árbitro de vídeo no futebol brasileiro. Mudou para 2019?

Em 08 de março de 2016, a CBF divulgou que usaria o árbitro de vídeo (VAR) no Campeonato Brasileiro daquele ano. Na oportunidade, de pronto, escrevemos que isso era impossível, tratando-se de um ato demagogo de quem sempre promete e nunca cumpre.

O motivo da entidade tergiversar? Logicamente, o de mudar o foco das críticas quanto a ausência de Marco Polo Del Nero de compromissos internacionais e de abafar as reclamações dos clubes no Campeonato Brasileiro. Além, claro, a falta de tempo para implantação e de não puder alterar a regra. Leia atentamente a crítica feita na oportunidade em: http://wp.me/p55Mu0-QM.

Em Abril de 2016, a CBF prometeu a implantação do árbitro de vídeo para no máximo em Maio do ano passado. Novamente, era clara a mentira e fizemos questão de registrar tal incredulidade aqui neste outro link: http://wp.me/p55Mu0-QM. E não é que depois a data mudou de novo, para Agosto de 2016, e ainda em OFF? Se recorde, pois está registrado aqui que nem em 2017 teríamos tal experiência, vide em: http://wp.me/p55Mu0-X5.

Pois bem, acabou o Brasileirão e em Dezembro de 2016 escrevemos sobre o fiasco de tudo isso na postagem VAR DA FIFA É REAL, VAR DA CBF É BALELA. O árbitro de vídeo brasileiro nunca foi visto atuando “prá valer” em um trabalho oficial no Campeonato Brasileiro. Comprove aqui nesta postagem: http://wp.me/p55Mu0-1eI.

Enfim, quando saiu a tabela do Brasileirão de 2017, eis que a CBF mudou de novo a data da implantação do vídeo para a arbitragem: 2018, por ser muito caro (justo a endinheirada entidade…). Também fizemos pertinentes observações aqui: http://wp.me/p55Mu0-1lG, em especial, a de que a CBF havia remanejado há tempos o comandante da arbitragem Sérgio Correa da Silva para um exclusivo departamento de Desenvolvimento de Árbitro de Vídeo. Só frutificaram duas experiências malsucedidas na final do Campeonato Pernambucano, reclamadas até hoje.

Agora, ao Programa Redação Sportv, a data mudou pela enésima vez: foi para 2019! O ousado projeto tupiniquim no qual se queria até mesmo pautar a FIFA (lembram-se da viagem de Manoel Serapião à entidade e o glamour do anúncio da CBF do pioneirismo em seu site?), parece mesmo ser diálogo flácido para acalentar bovino*.

O link do anúncio pode ser acessado aqui: http://sportv.globo.com/site/programas/redacao-sportv/noticia/2017/08/cbf-so-deve-aderir-ao-arbitro-de-video-no-campeonato-brasileiro-de-2019.html

Respeitosamente, para quem fez promessa no começo de 2016 e adiou tantas vezes, não acredito em data alguma. Um dia ocorrerá, mas não sei quando.

E você, acha que o árbitro de vídeo, lá em 2019, funcionará?

*conversa mole para boi dormir.

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foto da experiência do vídeo árbitro em Pernambuco, extraída do blog do Diário de Pernambuco.

– Detalhes da arbitragem de Botafogo 0x0 Flamengo e Grêmio 1×0 Cruzeiro, além do caso (mais um) de racismo.

Muito já foi falado ontem sobre o empate no Engenhão no jogo de ida da semifinal carioca da Copa do Brasil.

Quero considerar que:

Anderson Daronco foi bem tecnicamente, mas mal auxiliado pelos bandeiras. Entretanto, o que pesa contra o árbitro foi sua péssima conduta disciplinar. Errou ao não expulsar Rodrigo Pimpão por uma entra violenta nas pernas do seu adversário (muito ruim um árbitro FIFA contemporizar com o cartão amarelo), e exagerou na expulsão de Muralha e Carli aos 33 m do segundo tempo (era para cartão amarelo por atitude inconveniente de ambos, pois o jogo já estava parado por impedimento). Uma pena que isso tenha acontecido, mas tem dia que até o árbitro (assim como um atleta) levanta com o pé esquerdo.

O episódio a lamentar foi o caso de racismo de um cidadão que imitou um macaco aos familiares de Vinícius Jr que estavam em no camarote do Estádio. Desde quando a raça branca é superior à raça negra (sendo que o maior jogador de futebol de todos os tempos, Pelé, era negro?). Mané Garrincha não me parece ter sido loiro de olhos azuis (embora tenha um filho sueco).

Felizmente, os próprios torcedores do Fogão identificaram o idiota e o entregaram para a Polícia. Mas ficarão duas perguntas:

1- O que leva uma pessoa a gratuitamente ofender outra? Em específico, o que fez Vinícius Jr ou algum dos seus familiares para ter recebido tal ofensa dessa pessoa ignorante?

2- O caso do Botafogo terminou com a identificação e prisão do agressor verbal. Mas ele difere muito do caso do Grêmio (onde vários torcedores ofenderam o goleiro Aranha) e o clube foi eliminado da mesma competição – a Copa do Brasil – ou não? Ou independente do número dos ofensores, a punição deveria ser a mesma?

Em tempo: parabéns ao bandeira Bruno Rizzo, que com um “pulinho” lateral para o lado esquerdo salvou a boa arbitragem que estava fazendo Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza, desmarcando um pênalti e marcando tiro livre direto na partida Grêmio 1×0 Cruzeiro. Ótimo trabalho de equipe, sem precisar de uso da tecnologia.

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– Bielsa e o Conhecimento das Regras!

Tendo 2 goleiros “disponíveis para o jogo”, você pode jogar com 3 “guarda-redes”, mas sendo 2 de linha numa única partidae por opção própria?

Maluquice?

Para o estudioso, workaholic e considerado louco por muitos, o treinador argentino Marcelo “El Loco” Bielsa, é uma situação possível!

Seu time, o Lille, foi protagonista de uma situação inusitada (de quem conhece as regras do futebol) no último domingo pelo campeonato francês, na derrota contra o Strasbourg (Placar: 0x3).

Aos 12 minutos de jogo, o ex-sãopaulino Thiago Mendes se machucou e foi substituído (Bielsa teve que “queimar” a 1a substituição“). Aos 19 minutos, Macuit também sofreu lesão e entrou o ex-santista Thiago Maia (Bielsa teve que “queimar” a 2a substituição). Aos 38 minutos (tudo no 1o tempo), El Loco (por opção tática) mudou completamente o time e substituiu o lateral Fode Ballo por um atacante.

Entretanto, aos 63 minutos de jogo, o goleiro Maignan agrediu um jogador do Strasbourg e foi expulso. Como já não poderia substituir ninguém, Bielsa colocou o centroavante Nicolas dé Préville como goleiro. Nesse interim, o atacante-goleiro defendeu um ataque difícil e sofreu um gol. Mas como o treinador faz jus ao seu apelido, sem poder fazer substituições e querendo vencer a partida, aos 82 minutos radicalizou! Reposicionou o atacante (que estava no gol) como jogador de linha novamente, e colocou no gol o zagueiro Ibrahim (que tomou outros dois gols).

Após o jogo, Bielsa deu a entrevista como se fosse um jogo normal dizendo que “não estava arrependido por realizar as 3 substituições nem pelas trocas de goleiro-linha”.

Louco ou não?

Em tempo – qualquer jogador pode trocar de posição com o goleiro e quantas vezes o treinador desejar, desde que o jogo esteja parado, o árbitro seja informado e use uma camisa de cor diferente para o diferenciar. A questão é: “é saudável tal revezamento de goleiros num único jogo”?

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– O Pênalti inexistente em Gilberto no São Paulo 3×2 Cruzeiro

Não assisti o jogo, mas vi isoladamente o lance em que foi marcado pênalti ao Tricolor no São Paulo x Cruzeiro. E digo: errou o árbitro, pois Gilberto se joga ao perceber que será trancado.

Não é empurrão, não foi tranco ilegal no lombo, mas simulação.

Questione: Gilberto poderia ter continuado a jogada se quisesse se mantiver em pé.

Sim, ele podia. Por abdicar de tal condição, é tentativa de cavar o pênalti.

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– Quando o árbitro de vídeo é indevido: a Cáca contra Kaká

Por mais que se defenda o uso da tecnologia no futebol, ela não terá valia se o árbitro não for competente dentro e fora de campo.

Na MLS, jogaram neste sábado Red Bull NY x Orlando City. No final do jogo, há uma falta que gera uma certa discussão entre os atletas. O brasileiro Kaká vai separar Collin (ex-colega de time, seu amigo pessoal e que joga no clube adversário). O camisa 10 do Orlando põe a mão na boca do atleta sorrindo, brincando com o camisa 78 do New York. Tudo normal, tudo em paz.

Eis que o árbitro solicita o auxílio do vídeo e, depois de uma demorada consulta, resolver dar cartão amarelo para os dois jogadores adversários envolvidos na falta precedente à discussão e Cartão Vermelho ao Kaká. Collin, o “suposto agredido”, corre ao juizão avisando que ele interpretou errado, que estavam brincando e que seu adversário não o agrediu! Ainda assim o árbitro americano manteve a decisão.

Neste caso, a prova que fazer a leitura do jogo, interpretar as regras e tomar decisões não é para qualquer soprador de apito; muito menos para um telespectador de TV metido a árbitro…

Vídeo em: https://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2017/08/13/kaka-faz-brincadeira-com-ex-colega-e-e-expulso-apos-uso-de-arbitro-de-video.htm?utm_content=geral&utm_campaign=twt-esporte&utm_source=t.com&utm_medium=social

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– O Dinheiro do PRAB da CBF não poderia ser melhor gasto?

Em meio a tanta discussão sobre a qualidade da arbitragem brasileira e a necessidade de profissionalizar o quadro nacional, eis que uma notícia me deixa curioso: o investimento da CBF no PRAB (Programa de Renovação da Arbitragem Brasileira), onde Sérgio Correa da Silva e Manuel Serapião (sim, eles continuam sob o comando de Marco Polo Del Nero mesmo com a entrada do Coronel Marinho) ensinam jovens árbitros a respeito do conceito de “integração do trabalho da arbitragem”.

Tudo é válido para melhorar, mas me chama a atenção que o evento acontece em um resort de Águas de Lindoia, com árbitros indicados pelas Comissões de Arbitragem das seguintes federações: Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Paraíba e Tocantins. Além deles, há o venezuelano Freddy Fernandes participando pela federação manauara, a qual pertence.

Cá entre nós: o critério de indicação foi qual? Se são do Centro Oeste, NO e NE, por que o evento no interior de SP por 10 dias? E os recursos financeiros dispensados são necessários ou deveriam ir para aprimoramento de quem está trabalhando nas outras divisões no quadro da CBF?

Vale a discussão se o dinheiro é bem ou mal gasto…

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– Os 4 lances polêmicos reclamados em Bahia 2×1 São Paulo. Com ou sem razão?

Algumas reclamações no jogo da Fonte Nova neste domingo. Vamos a elas?

1- Gol de Mendonza: quando Araruna (SPFC) tenta sair jogando, Rodrigão (BAH) intercepta a bola e ela sobra a seu companheiro Zé Rafael, que arma o contra-ataque e toca para Mendonza fazer o gol. Zé Rafael recebe a bola estando aparentemente em condição legal; entretanto, você deve avaliar o momento em que Rodrigão toca na bola, e nesse instante Zé Rafael tem apenas 1 defensor (o goleiro Renan) entre ele a linha de fundo. Isso é impedimento, pois ele estava em posição irregular e volta buscar a bola (assim, está ativamente impedido na jogada). Errou a arbitragem.

2- O pênalti de Jean em Pratto. Acertou a arbitragem, e explicamos detalhes desse lance no link: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2017/08/06/e-se-o-goleiro-pegar-a-bola-e-o-atacante-sobre-bahia-x-sao-paulo/

3- O puxão de camisa de Edson (BAH) em Militão (SPFC) após o rebote do goleiro: para mim, o agarrão (em especial pela câmera lateral da TV Globo) não tem força suficiente para desequilibrar o são-paulino. Militão sente o contato físico e valoriza sua queda.

4- O gol anulado de Allione: corretamente marcado o impedimento, pois a bola resvala sem intenção em Hernanes e tal desvio não tira o impedimento.

E você: gostou da arbitragem? Deixe seu comentário:

Os lances aqui: http://globoesporte.globo.com/ba/futebol/brasileirao-serie-a/jogo/06-08-2017/bahia-sao-paulo/

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– E se o goleiro pegar a bola e o atacante? Sobre Bahia x São Paulo.

Muitos dizem que bola na área é do goleiro. Calma lá, não é bem assim. Quando o goleiro está fazendo a defesa ele não pode ser tocado, mas para isso ele tem que estar dominando a bola. Não foi o que aconteceu na Fonte Nova: o goleiro Jean (BAH) vai socar a bola e dá uma carga no atacante Pratto (SPFC), que é desequilibrado. Isso é falta, e sendo na área, pênalti.

E se o goleiro pegasse “bola e adversário simultaneamente”?

Seria como um jogador que dá um carrinho e pega a bola com um pé e a perna do oponente com a outra. Ou seja: pênalti.

Dessa forma, acertou o árbitro carioca João Batista de Arruda ao marcar tiro penal.

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– Os dirigentes dos clubes que reclamam os erros “contra”, reclamam também os “a favor”?

O Lance de Rodrigo Pimpão (gol irregular, estando bem a frente da linha da bola na hora do lançamento e na frente do zagueiro), da partida entre Botafogo x Palmeiras no Engenhão, retrata uma realidade: os equívocos dos bandeiras (em especial, os bandeiras 2, com menos nome no futebol) estão bem acima da média neste Brasileirão 2017.

Neste erro, foi Luciano Roggenbaum, do Paraná, o causador das reclamações. Será ele punido da mesma forma que seu colega mineiro Pablo Almeida da Costa, do jogo entre Corinthians x Flamengo?

Por coerência: o Botafogo, beneficiado neste jogo, reclamará do erro a seu favor da mesma forma que reclamou do erro contra ele, no jogo contra o São Paulo, no último sábado?

E o São Paulo, que reclama do pênalti marcado contra ele no Coritiba (já fizemos a análise desse lance aqui no blog), reclamará também de quando errou-se a seu favor?

Enfim: a arbitragem está péssima nesse Campeonato Brasileiro, e todos os cartolas estão se precavendo fazendo reclamações “para pressionar na rodada seguinte”.

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– São Paulo 1×2 Coritiba e o pênalti de Bruno em Rildo

Uma falsa ilusão de empurrão com real toque no joelho: esse foi o retrato da infração cometida por Bruno (SPFC) em Rildo (CFC). Se fora da área, é tiro livre direto sem advertência. Na área, é pênalti sem cartão amarelo.

Repare que, se você crer que a falta foi “por cima” (ou seja, Bruno dando uma peitada / suposto empurrão em Rildo), verá que não foi falta e que o jogo deveria seguir. Ele não desequilibra nesse momento, mas sim na sequência, quando o joelho esquerdo do são paulino tira o ponto de equilíbrio do atleta coxa branca atingindo-o na perna esquerda dele. Veja o vídeo abaixo, entre o minuto 6’43” e 6’58”. Acertou nesse lance Péricles Bassols.

Em: https://www.youtube.com/watch?v=2jZMQOqBCYM

RETIFICAÇÃO: após conversar com o repórter Fredy Júnior, que estava atrás do gol e bem posicionado, fui convencido que apesar do toque ter existido, o desequilíbrio era EVITÁVEL, pois ele cai de maneira anti-natural e do lado errado. Revi o lance e concordo com as considerações dele. Mais ainda: pós-jogo, o próprio atleta ficou em dúvida! Assim, NÃO FOI PÊNALTI, mas sim simulação para cartão amarelo!

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– O que esperar do Valadão no importante Santos x Flamengo no Pacaembu?

Muita chiadeira no mundo do futebol por conta da arbitragem nessas últimas rodadas do Brasileirão.

Vide como má atuações criam teorias na cabeça do torcedor: em determinado momento, à boca popular, “caiu em Itaquera já era”, em alusão a favorecimentos pró-Corinthians. Em outros instantes, surge a história do “esquema-Crefisa”, dando a entender que a financeira que patrocina o Palmeiras estaria envolvida em esquemas ilícitos com os árbitros. Agora, o time “bola da vez” é o Flamengo, cujo “interesse da Globo é ter o time de massa brigando para valer o investimento do Mengão e ter audiência”.

A verdade é que a arbitragem está em um instante delicado, comandado por gente que não é do ramo – e os que são, são os mesmos nomes de outrora quer vivem nas comissões e associações há muito tempo e já mostraram incompetência. E os erros CONTRA e a FAVOR só migram de clube para clube. Devido à tabela de classificação e ao tamanho deles, repercutem mais ou menos dependendo da importância do jogo. Mas eles acontecem também no meio e na ponta de baixo da tabela do Brasileirão. E imagine na série D!

Dessa forma, para Santos x Flamengo (que jogaram pela Copa do Brasil e cujo jogo teve muita polêmica) apitará o goiano Eduardo Tomaz de Aquino Valadão, que neste ano apitou Santos 0x1 Cruzeiro, na partida onde Copete deu uma tesoura em Arrascaeta e não foi expulso.

Valadão só está apitando há dois anos consecutivos na série A. Neste interim, apitou somente 1 jogo do Mengão e 3 do Peixe (sendo 1 vitória carioca e 3 derrotas santistas): Flamengo 2×0 Santos (2016), Grêmio 3×2 Santos (2016) e Santos 0x1 Cruzeiro (2017). Costuma dar muitos cartões amarelos em suas partidas e trabalhou bastante como AAA.. Possui bom porte físico e, das vezes que o vi apitando, tem altos e baixos durante o jogo (é bem irregular em campo).

Desejo boa sorte ao árbitro e a seus assistentes, além de uma boa partida aos jogadores neste jogo difícil. Se o juiz errar, as teorias conspiratórias aumentarão. Sendo eu o ‘escalador”, o escalaria para Atlético x Corinthians e traria Daronco para Santos x Flamengo.

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– Sobre o gol anulado de Corinthians 1×1 Flamengo

Nos últimos 60 dias, Pablo Almeida da Costa – MG trabalhou em 7 jogos da Série A. Está há 7 anos no quadro nacional e tem sido uma aposta do Cel Marcos Marinho como bandeira fixo do árbitro Ricardo Marques Ribeiro.

Neste ano, trabalhou em Corinthians 2×0 Ponte Preta e Flamengo 2×0 Ponte Preta. E na Arena Corinthians, anulou um lance de gol com impedimento marcado numa incrível bobeada: a bola foi cruzada para… quem vem de trás!

Bola pra jogador que vem de trás não existe impedimento, bandeirinha! É um dos be-a-bás do futebol. Deu branco?

Repare que o bandeira está na linha DE QUEM RECEBE a bola, não está na linha DA BOLA (olhe no alto da imagem abaixo) e que o árbitro escorrega (embora ele talvez não tivesse condição de se responsabilizar pela correção do lance).

Com isso, mais “gasolina” para as teorias conspiratórias de que o Flamengo será ajudado / de que a CBF não quer que um time dispare / de que a Globo quer dar uma força. BOBAGEM, a arbitragem está em péssima fase e o comando da arbitragem (e, lógico, da CBF) é ruim.

Ops: inevitável a colocação / provocação: terá a desnecessária comemoração do árbitro depois do jogo, como na semana passada, no Morumbi?

E olha que em traçou a reta abaixou ainda não fez corretamente…

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Assista o lance em: https://www.youtube.com/watch?v=_ZLco7GDYPE

– O AAA ajudou ou atrapalhou o Árbitro na partida entre Botafogo 3×4 São Paulo?

Na partida jogada no Engenhão entre Botafogo 3×4 São Paulo (muitos gols e muita alegria e decepção para os torcedores devido ao vira-vira no placar), dois lances foram muito discutidos:

1- O pênalti a favor do São Paulo: com razão, o Botafogo reclama da marcação de uma infração inexistente. O árbitro goiano André Luís Freitas de Castro está longe do contra-ataque puxado pelo atacante Wellington Nem (SPFC) e o defensor Carli (BOT) tenta roubar a bola dele. O são-paulino abandona a bola e já vai caindo na aproximação, uma simulação grotesca! Pior do que a queda canastrã foi a ação do Árbitro Adicional Assistente (AAA 2) Breno Vieira Souza, pois o lance foi na frente dele e poderia ter socorrido o árbitro central do seu equívoco. Na cobrança do Tricolor, Gattito Fernandes defendeu

2- Há uma reclamação menor, mas importante para se discutir, de um suposto pênalti por mão na bola de Edmar em lance de Roger. O braço aberto mostra intenção disfarçada ou movimento antinatural de tocar deliberadamente na bola? Na minha interpretação, não. Portanto, não foi pênalti reclamado para o Fogão.

O lance da simulação de Wellington Nem está aqui, entre o minuto 3’33” e 3’53”, em: https://www.youtube.com/watch?v=3kfe_1m9NTo

– O que esperar de Ricardo Marques Ribeiro para o clássico nacional entre Corinthians x Flamengo?

Já vi atuações medíocres, péssimas, aceitáveis e boas do árbitro mineiro do quadro da FIFA Ricardo Marques Ribeiro. Ótimas, ainda não.

Muitos alegam que o escudo internacional é fruto de posicionamento político (afinal, Minas Gerais só tem ele como FIFA) e que por meritocracia não o merecia. Não sei se é verdade e q  uero crer que não. O certo é que ele já apitou muitos clássicos país afora, melhorou dos defeitos que tinha anteriormente, mas falta corrigir algumas coisas, como: deixar de ser espalhafatoso nos trejeitos (exagera e teatraliza algumas vezes, a la “Heber Roberto Lopes” na final da Copa América Centenária). Ele tem ótimo condicionamento físico, bom porte atlético, vibra a partida inteira e foi exagerada e desnecessariamente vibrante no seu último jogo: São Paulo x Grêmio no Morumbi (comemorou sua atuação após o apito final e virou meme nas redes sociais).

Aqui poderemos ver se o Cel Marcos Marinho está conseguindo ou não uniformizar critérios: Leandro Vuaden apita pênaltis caminhando, friamente, indicando o ponto penal como se fosse um lance qualquer (isso faz com que muitas pessoas achem que ele tenha dúvida se marcou convictamente ou não, mas é o seu estilo). Já Ricardo Marques corre desesperadamente para a marca, apontando o ponto penal para que ninguém diga que ele tem dúvidas. Respeito a individualidade e o estilo de cada árbitro, mas há coisas que precisam ser uniformizadas e melhor regradas para uma boa arbitragem como um todo.

Enfim: a principal virtude nesse tão esperado jogo, além da qualidade técnica necessária ao árbitro, será: SER DISCRETO, pois em tal partida os protagonistas têm que ser os jogadores.

Desejo um bom jogo e uma grande arbitragem a todo o sexteto.

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– O acerto de Vuaden foi por vias tortas em Santos 4×2 Flamengo?

Muita chiadeira a respeito da não confirmação da marcação de um pênalti em Bruno Henrique cometido por Rever. O atacante recebe a bola em velocidade, o zagueiro tenta roubá-la e fica a dúvida: cometeu a infração ou não?

Vuaden entendeu que pegou o atleta e marcou o pênalti. Na primeira impressão, também achei que tinha atingido a bola e o jogador. Mas ao assistir novamente o lance, nesse vídeo da Rede Globo entre os minutos 1’38” e 1’41”, percebo que foi uma jogada legal.

O link aqui: http://globoesporte.globo.com/sp/santos-e-regiao/futebol/times/santos/noticia/david-braz-reclama-de-juiz-na-vila-belmiro-faltou-colocar-a-camisa-do-flamengo.ghtml

Vamos às explicações: nessa semana, existiram dois outros lances polêmicos de situações parecidas (mas não idênticas): pênaltis reclamados em Santos x Bahia e São Paulo x Grêmio, onde os zagueiros tocam com o pé a bola e simultaneamente (com a coxa) a perna do adversário, promovendo a “alavanca”. Em ambos os casos, o correto era marcar pênaltis. Entretanto, na Vila Belmiro, a situação é diferente: Rever (como se vê na imagem citada) toca a bola com a ponta da chuteira e consequentemente, após a bola ter sido desviada, há o contato físico. Isso não é infração, é consequência / casualidade da jogada.

DIDATICAMENTE: tocar a bola e o adversário simultaneamente (em qualquer parte do corpo, desequilibrando-o), é infração (e dentro da área, pênalti). Mas tocar a bola e na sequência ocorrer o inevitável contato físico, já não é infração, mas sim lance legal. São situações diferentes pelas Regras do Jogo.

A questão é: o árbitro Leandro Pedro Vuaden errou (estava um pouco distante, mas considere a velocidade do lance e a dificuldade de interpretá-lo, já que o flamenguista vai no limite da legalidade) e depois consertou ao ouvir a informação do bom árbitro (que trabalhou como quarto-árbitro nesta noite) Flávio Rodrigues de Souza. É inevitável questionar: onde estaria Flávio no momento do lance?

Se o quarto-árbitro está na lateral, mas no meio do campo (como é usual estar) teria ele uma visão melhor do que a do árbitro? Não vi nenhuma imagem do posicionamento dele na hora do acontecido lance polêmico. Assim, 3 situações:

  1. Teria Vuaden o escutado sobre alguma observação com olhos de lince do Flávio e mudado de opinião?
  2. Teria Vuaden ouvido de Flávio que pela distância não poderia opinar sobre a jogada, e o gaúcho teve um repente de remorso e desmarcou o pênalti por conta própria?
  3. Teria Vuaden recebido a informação de Flávio de que a TV disse não ter sido pênalti?

A terceira hipótese tem sido a mais provável para muitos internautas, e é justamente essa que eu não quero crer, já que é ilegal.

A única certeza é: pênalti não foi; se desmarcado por via correta ou não, fica difícil afirmar.

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– O Pênalti reclamado por Gilberto em São Paulo 1×1 Grêmio e o comportamento do juiz!

Uma grande vacilada comportamental e um erro capital. É assim que classifico a atitude do juiz Ricardo Marques Ribeiro, na partida entre São Paulo 1×1 Grêmio no Morumbi.

Vamos por partes:

1.Pênalti ou não em Gilberto? Um erro capital?

No final da partida, Cueva está no ataque, encontra espaço e toca para o atacante Gilberto. Seu defensor consegue interceptar a bola e com a alavanca na perna do adversário. Veja o lance aqui, em: https://is.gd/bHQDvF

Preciso ser coerente: essa jogada foi idêntica a de Lucas Lima no Pacaembu, no domingo cedo, contra o Bahia. Em ambas partidas os atacantes tentam passar e o adversários roubam a bola bloqueando a perna de quem tinha/tem o domínio de bola. Se rouba só a bola e o atleta cai, é lance limpo. Mas tocar a bola simultaneamente em alguma parte do corpo na “roubada”, aí é infração. Na área, é pênalti! Em suma: Gilberto sofreu a penalidade e errou o árbitro.

A propósito, o lance citado do pênalti em Lucas Lima (em que o árbitro marcou corretamente mas voltou atrás induzido pelo erro do AAA) está aqui: http://wp.me/p55Mu0-1zs

2.A “comemoração” do árbitro? Vacilada Comportamental?

Durante a noite, “bombou” a comemoração do árbitro Ricardo Marques Ribeiro e muitos memes surgiram de que estava “feliz pelo empate“. Bobagem crer nisso por parte do torcedor; mais bobagem ainda o juiz proceder de tal forma. Explico:

O árbitro de futebol é um ser humano e às vezes quer extravasar. Quantas vezes eu quis comemorar uma boa arbitragem também (e às vezes, na prática, nem tendo sido boa atuação). Me recordo de um lance em Rio Claro (talvez tenha sido pela A2, e creio que foi contra o XV de Piracicaba), onde um dos times pediu falta no atacante, dei a vantagem, o jogador que sofreu a falta “me encheu o saco” e na sequência do contra-ataque armado pela vantagem, saiu o gol! Eu quis vibrar (pelo meu acerto) e tirar um sarro do atleta que tinha reclamado (e deu muita vontade…) mas me contive; afinal, sou eu quem tem que ter equilíbrio emocional durante os 90 minutos.

Entendo que, ele estando crente que fez uma boa partida (não assisti ao jogo todo mas apenas o lance citado, e que foi equivocado), quis vibrar por achar que atuou bem. Mas o faça por dentro, ou com sua esposa (se casado for), com seus amigos em lugar reservado mas nunca publicamente.

Lembremo-nos: o árbitro não precisa apenas ser honesto; tem que parecer / demonstrar ser honesto e se policiar por qualquer atitude má-interpretada. E tenha certeza: apesar dos pesares, que o torcedor são-paulino não creia que ele “comemorou” o empate.

Se você não viu, assista o lance em: https://www.youtube.com/watch?v=cepUpuZXiYw

– Procede o pedido de pênalti na mão de Balbuena?

Na partida do Maracanã envolvendo Fluminense 0x1 Corinthians, há uma reclamação de “mão na bola” de Balbuena dentro da área.

Pênalti ou não?

Não! Assista o lance (está entre o minuto 2’23” e 2’30” abaixo) e veja que não existe intenção explicita ou disfarçada do zagueiro corintiano. A bola é chutada pelo atacante carioca, ele se vira e nem vê a bola bater em sua mão. Na várzea, se fala “bola na mão ao invés de mão na bola”. Na linguagem da arbitragem, se diz que foi casualidade, sem intenção.

Lembre-se: não se pode avaliar imprudência em lances de mão na bola, somente a intenção deliberada. E desde os últimos anos, acrescentou-se a análise de que se deve ver a intenção subjetiva, o movimento antinatural dos braços que disfarça a intenção (e isso não ocorre no lance de Balbuena).

Aqui: https://www.youtube.com/watch?v=cx17Wj6WNdk

– Pênalti ou não em Santos 3×0 Bahia?

Vi, assisti algumas vezes o lance e não me convenci: o pênalti “marcado e desmarcado” no jogo Santos 3×0 Bahia!

No primeiro tempo, Lucas Lima avança e tem a perna travada pelo adversário, que interrompe o seu avanço. Eis que após o árbitro Wagner Magalhães (que já escrevi: junto com Igor Benevenuto tem sido bons destaques da arbitragem nesse ano) marcou pênalti. Após ser informado pelo AAA, voltou atrás.

Para mim, houve o pênalti! O zagueiro toca a bola mas bloqueia a passagem do atacante. Se fosse dado um carrinho certeiro na bola, não seria pênalti. Mas uma alavanca com a perna, atinge simultaneamente atleta e bola. Portanto: infração (e dentro da área, tiro penal).

Assista em: https://www.youtube.com/watch?v=PviWcBEHE_8

– Por quê a CBF embolsa o patrocínio dos árbitros?

Segundo o jornalista Rodrigo Mattos, em seu blog no UOL, a CBF está sendo processada por ficar com todo o dinheiro do patrocínio recebido pelos árbitros. A matéria pode ser acessada no link: http://trib.al/biSfqto.

Diz-se à boca pequena (é necessário investigar), que os patrocínios da Penalty e Semp Toshiba, nos últimos anos, atingiram 11 milhões de reais. E aqui (aí sim é afirmação) vem a constatação: nenhum árbitro recebeu nada!

O que muito magoa é: por quê as pessoas envolvidas na Associação Nacional de Árbitros não batem de frente com a CBF? Por quê poupam tanto Marco Polo Del Nero, que é sabidamente procurado pelo FIFAGate? Alguns destes sindicalistas são até mesmo membros de Sindicatos Estaduais ou trabalham como observadores de jogos no Brasileirão para a própria CBF – mesmo sendo uma incompatibilidade de função, em minha modesta opinião.

Parece que, tanto na teoria quanto na prática, ninguém se manifesta em mudar o cenário. É lamentável tal passividade das autoridades, tendo em vista o tamanho do período reclamado.

Aliás: se os árbitros são “prestadores autônomos de serviços às entidades”, como as entidades pregam, por que eles não são recebedores de tal verba? Ou é só mais uma manobra para a CBF fugir do vínculo empregatício?

MINISTÉRIO PÚBLICO PROCESSA CBF POR PATROCÍNIO A ÁRBITROS

Ministério Público processa CBF por patrocínio a árbitros

O Ministério Público do Trabalho entrou com uma ação contra a CBF para exigir que o patrocínio na camisa dos árbitros seja negociado apenas pelo sindicato deles, sem participação da entidade. Há ainda um pedido para que a confederação pague uma indenização de R$ 5 milhões por ter negociado de forma irregular o espaço na camisa da arbitragem. Esse processo corre na Justiça do Trabalho com pedido de liminar.

Desde o ano passado, o Ministério Público do Trabalho apura as condições trabalhistas entre a CBF e os árbitros. Foram feitas audiências públicas para discutir a relação entre as partes, incluindo critérios de escala, vínculo trabalhista e a questão dos patrocínios. A confederação não atendeu sugestões da procuradoria durante essa fase.

Nesta quinta-feira, o procurador Rodrigo Carelli entrou com a ação contra a CBF. ”Pedimos que a CBF não faça contrato de propaganda e que o contrato seja feito pelo sindicato”, afirmou o procurador. ”Se a Justiça não aceitar esse pedido, pedimos que os árbitros tenham participação e recebam repasse que hoje é zero.”

Em sua ação, a procuradoria explica que a CBF tem contratos com a Semp Toshiba e a Sky para patrocínio dos uniformes em valores milionários. Mas não há nenhuma autorização dada pelos árbitros para o uso de sua imagem.

”No presente caso, a imagem dos árbitros e auxiliares foi comercializada pela ré (CBF), tendo sido transformados em “outdoors” humanos, com grandes valores econômicos. Isto posto, fica a primeira pergunta: qual a legitimidade ou legalidade da comercialização pela ré dos espaços nos uniformes dos árbitros? De fato, a ré não é entidade representante dos  árbitros, nem mesmo os árbitros e auxiliares são considerados seus empregados. Segundo a ré mesmo afirma, eles são prestadores de serviços autônomos”, descreve a ação.

Em seguida, a procuradoria afirma que ”ofende qualquer noção de direito a possibilidade de terceiro comercializar a imagem dos trabalhadores sem sua autorização, participação e mesmo ciência.”

Durante as audiências, o Ministério Público do Trabalho tinha pedido à CBF que apresentasse soluções para a questão. Na ocasião, a entidade afirmou que o que se discutia era o direito de arena que era exclusivo dos árbitros e que “nenhum espectador se interessa por uniformes de árbitros”. E acrescentou que era ”risível a pretensão” dos árbitros de receber pela imagem.

O argumento não foi aceito pelo Ministério Público do Trabalho que afirmou que chega ”às raias do absurdo essa ilação” já que empresas pagam milhões pelo espaço dos uniformes dos árbitros. Para embasar sua tese, o procurador diz que o uniforme tem 63 aparições que somam 4min durante o jogo.

Também é narrado na ação que, após a atuação da procuradoria, a CBF tentou que árbitros assinassem um documento cedendo sua imagem de graça para a entidade, o que não foi aceito por alguns sindicatos.

Diante desses fatos, o procurador Carelli acusa a CBF de lesar os árbitros e auxiliares e portanto pede uma indenização de R$ 5 milhões. Esse dinheiro seria destinado ao FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador).

É requisitado ainda de forma liminar que a confederação imediatamente deixe de negociar os contratos de patrocínios dos árbitros ou repasse 80% dos valores para os juízes se esse primeiro pedido não for aceito. Em caso de descumprimento, haveria pagamento de multas entre R$ 10 milhões e R$ 20 milhões.

Agora, um juiz do trabalho assumirá o caso e deve ouvir a CBF antes de tomar uma decisão sobre os pedidos da procuradoria. Questionada pelo blog, a confederação informou por meio de assessoria que não iria se pronunciar até ser intimada da ação.

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foto extraída de: http://www.futebolearbitragem.com.br/2017/02/semp-toshiba-pagou-5-milhoes-por-tres.html

– Relembrando a 1a Promessa Não Cumprida de Marco Polo Del Nero

Há exatamente 3 anos, publicávamos uma entrevista do então recém empossado presidente Marco Polo Del Nero, em que louvava Ricardo Teixeira e prometia como “1o ato” profissionalizar a arbitragem!

Extraído de: http://wp.me/p4RTuC-6Kn , de (22/07/2014).

O 1o ATO DE MARCO POLO

Passou batido devido à Copa do Mundo. Mas foi de extrema cara-de-pau a entrevista do Presidente da FPF e já eleito mandatário da CBF, Marco Polo Del Nero, à Revista Isto É (ed 2325 de 18/06/2014, pg 6-12 à Rodrigo Cardoso e Yan Boechat).

Nela, louvou a administração Ricardo Teixeira e defendeu sua honestidade; disse não precisar de auditoria numa entidade tão (acreditem) transparente como a CBF!

Questionado sobre qual será o seu primeiro ato como Presidente, disse:

Melhorar a arbitragem nacional. Temos de preparar os árbitros à altura. Profissionalizar os árbitros. Fizemos uma experiência na Federação Paulista de Futebol com 20 árbitros. Pagamos salários a eles por um determinado tempo e a qualidade da arbitragem não melhorou. O que fizemos aqui foi dar assistência psicológica e técnica para prepará-los. Penso em trios de arbitragens fixos. (…) E o segundo ato é fomentar o futebol da melhor maneira possível“.

Ora, ele quer profissionalizar mas alega que a tentativa da FPF não melhorou a qualidade da arbitragem! Incoerente…

O problema é: qual o conceito de profissionalização de Marco Polo? Na Federação Paulista, pagou R$ 1.300,00 a “10 árbitros ouro” e R$ 800,00 a “10 árbitros prata” por mês. Em troca, os árbitros deveriam ter disponibilidade para reuniões e treinamentos quando solicitados.

Ora, R$ 1.300,00 mensalmente é salário digno de árbitro profissional de elite? Qual médico, advogado, professor ou administrador largará mão de sua atividade por esse valor, arcando com as viagens a SP, despesas diversas e falta de registro na carteira de trabalho (sem direito a Férias, INSS e 13o)?

Profissionalizar é dedicação plena à atividade, com salário equivalente ao esforço e a responsabilidade da função, com encargos trabalhistas sendo pagos pelo empregador. Só com tal empenho poderá se cobrar o árbitro de verdade.

Para mim, discurso demagógico de Del Nero. E para você?

Aliás, por fim, confesso: como assinante da Revista Isto É, fiquei frustrado por não ter uma pergunta incisiva, dura, firme sobre polêmicas que norteiam a CBF, tampouco contra-argumentos às respostas. A publicação ficou a dever…

Abaixo, fotos dos árbitros profissionais europeus:
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– Explicando o impedimento passivo de Potker no Internacional 1×0 Luverdense

Que final de jogo “circense” no Beira-Rio, na partida entre Internacional x Luverdense, pela série B do Brasileirão! Vamos falar sobre o assunto, didaticamente, sobre quem errou e quem acertou.

Aos 47 minutos do 2o tempo, o Inter está no ataque e a bola é lançada para Joanderson, que está em posição legal. Potker, que está em posição de impedimento, tenta dominá-la durante o trajeto mas não a toca. Em outros tempos, você poderia dizer que ele interferiu na jogada, mas as recomendações da FIFA atuais, para esse lance, pedem o toque efetivo. Só que o bandeira Márcio Eustáquio Santiago (que é experiente), foi traído pelo impulso e marcou o impedimento. O árbitro Igor Junio Benevenuto (que já destaquei em outras oportunidades: vem crescendo bastante na carreira e está realizando uma excelente temporada) teve uma leitura perfeita do lance e mandou a jogada seguir (foi corajoso) e na continuidade saiu o gol do Colorado e as reclamações. É nítido que o bandeira percebeu o erro na sequência e se arrepende (repare o gestual dele, meio que apavorado com o acontecido).

Sabe qual o grande problema aqui? Apesar do erro crasso do bandeira (indiscutível), esse gol legal poderia ser evitado se os JOGADORES conhecessem melhor a regra e NÃO DESISTISSEM DA DISPUTA DE BOLA até ouvir o apito do árbitro! É o árbitro a autoridade máxima da partida, não o bandeira. E, nas escolas de arbitragem, sempre é ressaltado que inevitavelmente vai dar confusão se o bandeira erguer seu instrumento de maneira errada e o juiz não concordar com a marcação, pois é um vício / costume / reflexo do jogador parar de jogar quando vê a “flanela erguida”!

Taí mais uma recomendação aos clubes de futebol que gastam fortunas com maus investimentos e não têm um instrutor ou professor de Regras do Futebol em suas comissões técnicas: orientar seus atletas a só parar quando ouvirem o apito!

Em suma: gol legal, acerto do árbitro, erro técnico do bandeira e desconhecimento de regra dos atletas. Deu no que deu!

O vídeo dos melhores momentos desse jogo está abaixo, e o lance entre 5’43 e 6’13”, em: https://www.youtube.com/watch?v=2P2ksA6LexY

Para quem possa interessar, o quadro 3 de orientação da Regra 11 (impedimentos), do livro 2017/2018 (não foi disponibilizado em português pela CBF ainda, só no original em inglês), mostrando que o árbitro acertou. Abaixo:

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– O pênalti contra a Macaca foi um mico do árbitro!

Viram que “mico” contra a “Macaca”, praticado pelo árbitro Cláudio Francisco Lima e Silva?

Fernando Bob (Ponte Preta) tenta parar Fernandinho (Grêmio), chega a colocar a mão no pescoço e… o atacante desaba, como se tivesse sido imobilizado!

Um golpe fulminante. Viram isso?

Assista entre o tempo 09’50” e 09’55” deste vídeo, aqui: https://www.youtube.com/watch?v=IoUrNJA2WcY

– Os dois pênaltis de Palmeiras 4×2 Vitória: foram ou não?

Péssima arbitragem do árbitro carioca Bruno Arleu de Araújo no Allianz Park. Marcou um pênalti que não foi e não marcou um pênalti que foi. Vamos lá:

O 1o gol do Palmeiras surgiu de uma falta de ataque do zagueiro palmeirense Mina, que empurra seu adversário baiano Wallace e cai. Grotescamente, o árbitro entende que o seu marcador o empurrara e marca pênalti. Veja no vídeo abaixo o lance, do minuto 4’59” ao 5’06”, abaixo:

https://www.youtube.com/watch?v=A2jv5F0KA8s

Outro lance reclamado, mas agora pelo Palmeiras, aconteceu na dividida entre Willian (SEP) e Allan Costa (VIT). Este sim foi pênalti: o jogador do Vitória NÃO PRATICA o tranco legal (que é ombro a ombro), pois ele dá a carga com o seu ombro NAS COSTAS do atacante do Palmeiras. Portanto, pênalti não marcado. Assista esse lance em:

http://globoesporte.globo.com/sp/futebol/brasileirao-serie-a/jogo/16-07-2017/palmeiras-vitoria/

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– Explicando o pênalti não marcado em Jonathan no Corinthians 2×2 Atlético Paranaense

Bobeada do árbitro Sandro Meira Ricci na Arena de Itaquera, neste sábado. Aos 74 minutos, o lateral Jonathan, do CAP (que fez um golaço e teve excelente atuação) entrou na área e Moisés (SCCP) pisou em seu pé. Forte ou não, intencional ou imprudente, não importa: é falta. Sendo na grande área, é pênalti.

Entenda: não foi a chamada casualidade (coisas que acontecem por acidente no jogo), mas sim imprudência na minha avaliação (quis pegar a bola, não conseguiu e perdeu o tempo, atingindo o adversário). Deveria ser marcado tiro penal, sem a aplicação de cartão amarelo.

E por quê Sandro Meira Ricci errou?

Por dois motivos:

1- O Árbitro Assistente Adicional 1 Evandro Tiago Bender, que estava muito melhor posicionado do que Sandro, nada fez;

2- Jonathan cai e põe a mão na canela, sendo que o pisão foi no pé. Talvez com a preocupação em demonstrar que sofreu a infração, “exagerou” nos lamentos de dor e forçou a barra.

Veja o lance entre o minuto 0’48 e 0’58 deste vídeo, em: http://globoesporte.globo.com/tempo-real/videos/v/jonathan-sofre-pisao-de-moises-dentro-da-area-e-o-arbitro-manda-seguir-aos-29-do-2o-t/6010998/

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Palmeiras x Corinthians. O que esperar de Vuaden?

Um sexteto gaúcho trabalhará no Allianz Park nesta Rodada 13 do Brasileirão 2017: apitará o experiente Leandro Pedro Vuaden, natural de Estrela-RS, 42 anos, que será assistido pelos bandeiras José Eduardo Calza e Maurício Coelho Silva Penna. Seus adicionais serão Roger Goulart e Jonathan Benkenstein Pinheiro. O quarto árbitro será Jorge Bernardi. São 3 profissionais de Administração de Empresas e 3 profissionais da Educação Física. Sabidamente, ninguém é árbitro profissional.

Vuaden surgiu como um fenômeno no quadro nacional em 2001, destacando-se com uma arbitragem “à europeia”, definindo muito bem o que era tranco legal e carga faltosa. Assim, suas partidas tinham mais tempo de bola rolando, jogador não fazia corpo mole e os treinadores começaram a orientar seus atletas a ficarem em pé. Seus jogos tinham mais cartões amarelos por reclamação do que por jogadas temerárias (número baixo no total)! O jogo se tornava mais prazeroso para assistir. Só que…

Isso gerou ciúmes, o que levou a críticas de colegas e da própria Comissão de Arbitragem, que achava o chamado “Estilo Vuaden” algo imprudente e perigoso.

No quadro internacional, Leandro Vuaden não conseguiu o sucesso que poderia com o potencial que tinha. Muitas vezes atrapalhado pelo rigoroso teste físico, poderia ter ido a uma Copa do Mundo quando foi pré-selecionado. Não foi.

Passado algum tempo, Vuaden começou a mudar o seu jeito de apitar as partidas de futebol. Tornou-se, em alguns jogos, um “administrador” de situações. Ressurgiu quando Sérgio Correa da Silva orientava os árbitros para deixarem de marcar faltinhas bobas e assim aumentarem o tempo de jogo efetivo. Entretanto, as faltas leves e reais passaram a não ser marcadas, diferenciando do momento anterior, onde o tranco legal não era confundido com faltas. Tornou-se um novo Vuaden, com uma proximidade do estilo anterior, menos vigoroso fisicamente, apitando um pouco mais de longe e sofrendo com o posicionamento dentro de campo pela orientação do “ponto futuro”, solicitado pelo novo comandante da arbitragem, o Coronel Marcos Marinho (você abandona a diagonal, corre pelo meio e tenta chegar onde a jogada vai terminar, aceitando o risco de sentir dificuldade física numa bola roubada pelo adversárioavalio como uma ruim orientação exigida). Perdeu o escudo FIFA por culpa da nova política da CBF, sendo compensado com muitas escalas de jogo. Está sendo escalado para o Derby pela experiência e por voltar a marcar poucas faltas (pode sentir dificuldades físicas se o jogo for corrido e “aumentar” o número de paralisações).

Se o árbitro é rodado, os bandeiras nem tanto: Calza fez 9 jogos na série A nos últimos 3 anos e Penna 7 no mesmo período. Também os árbitros da linha de meta são pouco experientes.

Para palmeirenses e corintianos, números que tranquilizam e assustam, contraditoriamente: Com Vuaden, o mandante perde muito raramente; mas o Corinthians está invicto com ele nos últimos 3 anos.

Veja:

Em 2017, por conta de problemas físicos, Vuaden apitou apenas 3 jogos, com 3 vitórias do time da casa – nenhum jogo apitado do Palmeiras, e um jogo do Corinthians (vitória contra Cruzeiro).

Em 2016, apitou 16 jogos, sendo 12 vitórias para o time da casa, 2 empates e 2 derrotas do mandante. Dos envolvidos, duas derrotas do Palmeiras e um empate + uma vitória do Corinthians.

Em 2015, apitou 21 jogos, sendo que foram 3 partidas do Palmeiras (derrotas para Figueirense, Fluminense e Goiás) e 4 partidas do Corinthians (vitórias contra Flamengo e Vasco, empates contra São Paulo e Avaí).

Em suma:

1- há 3 anos o Palmeiras não vence com Vuaden e o Corinthians não perde com ele.

2- há 9 jogos do Brasileirão série A o mandante não perde.

3- Desde 2016, em suas partidas, quase 80% dos jogos o time da casa ganhou e apenas 10% das partidas o visitante venceu.

Qual número será mais impactante / relevante essa noite?

Como não sou supersticioso, creio que cada jogo é uma história e espero que vença o melhor dentro de campo. Desejo uma boa partida para a arbitragem, boa sorte aos atletas e que tenhamos uma rodada pacífica de futebol nesta quarta a noite.

Em tempo: bem que esse jogo poderia ser em um domingo às 16h, não?

Ops: de novo, clássico paulista sem paulistas…

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– Figueirense 0x2 Ceará com Grave Erro de Direito!

Fui alertado para esse lance da vitoria do Ceará contra o Figueirense pelo jornalista Thiago Batista do Olim, do site “Esporte Jundiaí”. E vale a pena estudá-lo:

Aos 12m do 2o tempo, com o placar estando 1×0 para o Ceará, após sofrer falta de Luís Otávio (CEA), o goleiro Thiago Rodrigues (FIG) foi cobrar o tiro livre (falta a seu favor) dentro da grande área. Só que ele sai jogando para o seu companheiro que a toca dentro da grande área! De acordo com as Regras do Jogo, tantos nos tiros livres como no de meta, a bola só pode ser tocada fora da área penal. Se ela não sair por inteiro da área, não está em jogo. Se alguém tocá-la antes, volta-se a cobrança!

O árbitro Antonio Dib de Souza não vê, o assistente Claryston Clay não avisa e o zagueiro devolve ao goleiro que a perde bisonhamente para Ricardinho (CE) fazer o gol!

Falha do juiz, do bandeirinha e principalmente do arqueiro!

É claro Erro de Direito e a partida pode ser anulada, já que não foi cumprida a regra (a bola não entrou em jogo). Mas será evidente que a arbitragem encontrará um subterfúgio, alegando que interpretou que a bola tinha a passado a risca, caracterizando Erro de Fato!

Está nesse vídeo, a partir dos 45” até 1’15”, em: http://globoesporte.globo.com/sc/futebol/brasileirao-serie-b/jogo/08-07-2017/figueirense-ceara/

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– O polêmico lance de Roger Guedes em Cruzeiro 3×1 Palmeiras

Aos 18 minutos do 1o tempo, Roger Guedes (PAL) está no ataque e é empurrado próximo à Grande Área por Murilo (CRU). A dúvida somente é: a ação faltosa, iniciada fora da área, termina dentro ou não? Não importa se o jogador cai dentro, importa é onde ocorre o desequilíbrio. 

Se um jogador é puxado fora da área e a falta continua dentro, marca-se onde termina. Mas nesse caso, os ângulos da TV não ajudaram. Errou o árbitro Péricles Bassols, que nada marcou (entendeu que não foi nem falta e nem pênalti, mas lance normal e assinalou equivocadamente tiro de meta). Pior ainda o AAA1 Gilberto Castro, que estava bem de frente a jogada e nada fez!

Assista o lance que está entre 2’20” e 2’28” e avalie: foi a chamada “falta continuada”, na qual a infração começa fora e termina dentro da área, ou não é um agarrão, mas um empurrão que começa e termina fora da área (apesar da queda dentro)?

Eu entendo como a situação 2: falta para o Palmeiras e cartão amarelo para o cruzeirense.

Disponível aqui: https://youtu.be/silwvyF_blI