– Habemus VAR (Pudera, com 1,5 bi…)

A Conmebol assegurou US$ 1,5 bilhão (mais de 7,5 bi de reais) com a venda dos direitos da Libertadores da América e Copa Sulamericana por 4 anos. Sendo assim, a pressão dos patrocinadores e dos clubes se fez valer: vai ter VAR nas 1ªs fases de suas competições a partir do ano que vem.

Agora, não há mais a desculpa dos custos e “encerrou-se” o lamento de que alguns estádios não teriam estrutura…

Abaixo, extraído de: https://www.mktesportivo.com/2022/05/com-novos-acordos-de-transmissao-libertadores-e-sul-americana-2023-terao-var-desde-o-inicio/

COM NOVOS ACORDOS DE TRANSMISSÃO, LIBERTADORES E SULAMERICANA TERÃO VAR

Com todos os direitos de transmissão vendidos por US$ 1.5 bilhão pelo quadriênio de 2023 a 2026, envolvendo Tv aberta (Globo), fechada (ESPN), streaming (Paramount e Star+) e melhores momentos (OneFootball), “forçou” a CONMEBOL a utilizar o VAR desde a fase inicial da Libertadores e Sul-Americana a partir do próximo ano.

Com o valor recorde de venda de direitos de mídia, a pressão para que a tecnologia fosse usada iria aumentar, já que o lado financeiro não seria mais motivo para que o VAR não estivesse presente. Outro motivo alegado pela entidade é a falta de estrutura de alguns estádios para receber a tecnologia. Neste ano, a fase de grupos não conta com a tecnologia.

Para 2023, com ela desde o início, o objetivo é minimizar as críticas aos erros de arbitragem, algo que já tem ocorrido neste ano.

Na atual edição, o VAR entra a partir dos jogos das oitavas de final. Para 2023, ainda que certamente não exista empecilho, o Conselho Arbitral precisará aprovar.

Imagem extraída do link acima citado.

– REPOST: Análise da Arbitragem de Corinthians 1 x 1 Boca Juniors

Erros determinantes na decisiva partida da Libertadores da América no Pacaembu. Vamos a eles?

Foram 4 momentos importantes:

LANCE1– 09’: Emerson Sheik e Marin dentro da área, o corinthiano está prestes a dominar a bola e o zagueiro argentino dá um tapa deliberado nela. Pênalti! E aí não tenho dúvida sobre o motivo do árbitro errar: ele estava mal posicionado, fora da diagonal, num lado cego da jogada. Repare que ele vem da direita para o centro do ataque do Corinthians, enquanto deveria estar mais do lado esquerdo. Neste caso, se tivéssemos o árbitro assistente adicional (AAA) posicionado na linha de meta, poderia-se ajudar o árbitro paraguaio Carlos Amarilla. Não foi erro de interpretação, o juizão realmente não deve ter visto a mão. Primeiro erro da arbitragem.

Um erro sempre traz consequências negativas: o zagueiro 29 Marin já tinha recebido amarelo. Se fosse marcado pênalti, segundo amarelo e expulsão. Mas foi Sheik quem recebeu a Advertência por reclamação…

LANCE2– 23’: Emerson lança a Romarinho, que está a aproximadamente 1 metro do penúltimo adversário (portanto, posição legal). Ele ganha do argentino e fica de frente para o gol, chutando para as redes. Porém, o assistente no1 Rodinei Aquino marcou impedimento. Romarinho faz o gol com o goleiro já “desistindo” da defesa, devido ao bandeira ter levantado seu instrumento. Ora, isso é irrelevante, pois fatalmente o gol seria marcado, caso o lance não fosse paralisado, pela “situação clara de gol”. Segundo erro da arbitragem, em lance fácil.

LANCE3– 60’: Sheik cruza, Paolo Guerreiro tenta o gol de cabeça, o goleiro Orion espalma e no rebote Paulinho consegue fazer o gol. Lance anulado. Houve a dúvida se foi marcado impedimento ou falta. Verifique que o bandeira no2 Carlos Cáceres ergueu seu instrumento quando Paulinho vai disputá-la. Portanto, impedimento. Terceiro erro da arbitragem.

Confesso que não consegui ver se o árbitro reiniciou o lance com tiro livre indireto (assim, teria confirmado o impedimento do bandeira, com gesto de braço erguido) ou com tiro livre direto (alegando alguma falta, gesto do braço abaixado). Em particular, Paulinho e Caruzzo se aguarram diversas vezes. Um árbitro caseiro marcaria pênalti; um árbitro fraco marcaria falta de ataque; e um árbitro bom mandaria seguir o lance.

LANCE4– 81’: Sheik está na grande área e o adversário dá um empurrão. Em jogos mais calmos, o erro passaria batido. Mas, novamente faço a observação: se tivéssemos o AAA atrás do gol, novo pênalti seria marcado. Quarto erro do árbitro.

Aliás, que se registre: tanto na 3a feira quanto nesta 4a as arbitragens frustaram a expectativa: Juan Soto era talento em ascensão em Palmeiras x Tijuana, e Carlos Amarilla talento reconhecido em Corinthians x Boca Juniors. Ambos decepcionaram…

Lembrando que no prazo de uma semana, o “trio de ferro paulista” foi eliminado da Libertadores. Má fase dos clubes de São Paulo, somada à má fase da arbitragem.

Uma última observação: para quem gosta de teorias conspiratórias, vale o registro: Amarilla é quase um “brasiguiao”, o árbitro preferido da CBF nos amistosos da Seleção Brasileira na América do Sul. E como há una certa rinha política entre Marco Polo Del Nero e Andrés Sanches… (Ops: eu não creio nisso!).

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– O que que é isso, juizão? Pênalti inexistente em São Paulo x Cuiabá.

Não foi nada!

Me refiro ao pênalti marcado no Morumbi em São Paulo x Cuiabá. Entenda: André Anderson (SPFC) sente a mão do defensor sobre ele, que não tem força para empurrá-lo, puxá-lo, barrá-lo, impedi-lo ou coisa qualquer. O são-paulino, esperto, desaba.

É esse tipo de lance que desde 2020 a FIFA alertou os árbitros: agarrões / puxões em camisa / empurrões precisam realmente impedir que o jogador continue na jogada. Se o atleta sentir o contato físico e desistir de jogar, o árbitro NÃO DEVE marcar nada.

O juizão carioca, infelizmente, “faltou na aula” e o VAR não ajudou.

Eu me lembro muito das seguintes situações: um atleta segurava a camisa e imediatamente o adversário parava. Na sequência, o árbitro marcava a falta e aplicava o Cartão Amarelo por agarrão. Isso já não existe mais no futebol (porquê um simples agarrão não é falta, só será se ele desequilibrar ou frear o oponente.

São Paulo x Cuiabá: horário, local, escalações e transmissão

Imagem extraída de: https://www.spfc.net/news.asp?nID=218121

– Internacional 2×2 Corinthians: sobre Rafael Ramos e Edenilson: e quando o árbitro flagra um caso de racismo?

É muito difícil um árbitro flagrar um caso de racismo. Se ele vê, expulsa e relata. Se ele não vê ou ouve, como aconteceu com Bráulio Machado no Internacional x Corinthians, relata a versão daqueles que o procuraram e alerta que não pode atestar o ocorrido, por não ter presenciado.

Uma única vez estive presente num “suposto caso de racismo”, onde tivemos até uma “suposta xenofobia”. Foi em São Paulo x Marília pelo Paulistão de 2005, num sábado que precedeu a prisão de De Sábato, que ofendeu Grafite.

Coloquei “suposto” entre aspas devido ao inusitado. Veja que curioso, envolvendo Grafite e Frontini e você entenderá, em: https://youtu.be/Jyo8WwU_wd0

– E o VAR de ontem?

Leio que há polêmicas de arbitragem no “jogos dos Atléticos”, no Ceará x Flamengo, e algo no Red Bull Bragantino x Palmeiras (todos de ontem).

Não assisti nenhum desses jogos, mas me recordo: um dia, alguém disse que o VAR acabaria com as polêmicas… Na verdade, elas apenas migraram de dentro do campo para a cabine!

– Análise da Arbitragem de Paulista de Jundiaí 3×0 União São João e observações.

Para 317 torcedores (sendo 14 vindo de Araras e que estavam no reservado à torcida adversária) e uma renda de R$ 4.490,00, vimos dois tempos de futebol completamente diferentes: um equilibrado, outro em que o Paulista jogou melhor.

A arbitragem foi muito fraca, que deixou muito a desejar tecnicamente (num jogo fácil para apitar).

O árbitro Willians Costa marcou 25 faltas no 1º tempo, sendo 18 do Paulista e 7 do União (3 cartões amarelos para o mandante). No 2º tempo, 11 faltas do Paulista e 10 do União (3 cartões amarelos para o mandate e 2 para o visitante; 1 vermelho para o mandante). E na súmula do jogo, uma mentira: total de 30 faltas na partida inteira, sendo 16 do Paulista e 14 do União. E sabe por que isso acontece? Porque o 4º árbitro não anota direito, e quando avisa o juiz, um número é inventado. Afinal, como explicar o excesso de faltas marcadas num jogo tranquilo? Aqui, a maquiagem foi ridícula: só no 1º tempo já extrapolou o número do jogo inteiro…

Lances não faltosos viraram infração! Por exemplo: Aos 08 minutos, Victor Emerson segurou a camisa do seu adversário, soltou, a jogada continuou sem ser falta, e ele parou e marcou pelo puxão. Não pode…

Aos 12 minutos, já tínhamos 9 faltas marcadas. Encostou ou caiu, marcou (incluindo as que não foram).

Me assustei: aos 27 minutos, o goleiro Felipe Viotti, do Paulista, estava ajeitando a bola e com pressa, pois o time precisava ganhar. Eis que o árbitro fez sinal para ele agilizar, ele não entendeu e… recebeu Cartão Amarelo por retardamento!

Aos 30 minutos, o árbitro ficou “perdido”, pois todo mundo começou a reclamar num jogo fácil. Aos 32m, marcou uma falta inexistente em um lance de impedimento, onde havia acertado o bandeira Risser Jarussi (que acertou vários “fora-de-jogos”).

No segundo tempo, com os times mais cansados e o resultado “sendo aceito” (vitória do Paulista e derrota do União) os times deixaram o jogo ainda mais fácil para apitar – e menos faltas foram marcadas pelo árbitro.

No critério dos cartões, os de reincidência só existiram pelas numerosas faltas marcadas. Correta a advertência para Amarildo por tirar a camisa na comemoração do gol. Mas aos 48 minutos do 2o tempo, deixou de dar o 2º amarelo para o zagueiro do União, que cometeu uma falta idêntica a cometida do lateral Victor Emerson (que levou amarelo e foi expulso).

Demais observações:

1. Na torcida Raça Tricolor, 5 faixas de protesto:

Torcida Traída Jamais será Vendida”
“Fora Diretoria Amadora”
“Cadê a Transparência”
“2 anos e Nada Mudou”.
“Conselho Omisso”

2. O resultado mais justo no 1o tempo seria o empate. E quando o União estava sendo melhor, saiu o gol do Paulista e aí a sorte mudou! Tudo o que estava dando errado (contusões, erros de marcação e passes errados) começou a mudar. Isso significa: questões emocionais afetam demais o Paulista (tanto negativa quanto positivamente).

3. Que coisa o futebol mostrado pelo Victor Emerson… 3 anos depois da sua primeira passagem, regrediu! Ele é ótimo jogador e sempre me pareceu um bom menino. Algo de errado deve estar acontecendo…

– As novas taxas de Arbitragem para a Copa do Brasil.

O blog do Marçal (http://marcalneles.blogspot.com) conseguiu os valores atualizados das taxas de arbitragem para a Copa do Brasil. E, para os jogos finais, impressionam os valores!

Não sei se já existe a influência de Wilson Seneme, mas os reajustes são consideráveis. Nunca os árbitros tiveram tal soldo: mais de R$ 11.000,00 (sem as diárias e outros incrementos) para apitar a final da competição.

Olhem só e calculem: sem os extras (isso é importante), a arbitragem custará na decisão de 2022 no mínimo R$ 53.910,00 (considerando 5º árbitro e AVAR 3 sendo escalados, na equipe de 14 pessoas – mas repare na tabela abaixo que há a possibilidade de outros profissionais sendo citados, ao custo de R$ 1.330,00 cada). Em 2021, foram 18 pessoas escaladas, e com essa tabela, o valor atualizado seria de R$ 59.230,00.

Porém, repare ainda mais que, de acordo com o Borderô de Grêmio x Palmeiras na final de 2020, o valor gasto com a arbitragem passou de R$ 120.000,00, devido aos impostos, fiscais de campo, estadias e outras despesas. Vide aqui: https://conteudo.cbf.com.br/sumulas/2020/424119b.pdf

Tem que apitar muito bem mesmo, né?

– O chororô de Rodrigo Caetano após Red Bull Bragantino x Atlético Mineiro.

O árbitro Bráulio da Silva Machado quase cometeu uma bobagem muito grande no jogo Red Bull Bragantino 1×1 Atlético Mineiro: o Galo estava no ataque, Guilherme Arana chutou para o gol (em posição de impedimento) e Léo Ortiz salvou em cima da linha, na bola que bateu na barriga e resvalou no braço (em movimento natural).

O bandeira bobeou e não marcou o impedimento do jogador atleticano, e Bráulio equivocadamente marcou pênalti e expulsou o jogador bragantino. Após 6 minutos de paralisação, alertado pelo VAR, o pênalti (que não existiu) foi desmarcado, o cartão vermelho retirado e o impedimento confirmado. Tudo corrigido pela intervenção certeira do árbitro de vídeo.

Rodrigo Caetano, diretor do Atlético Mineiro, disse que reclamará formalmente contra a arbitragem na CBF pois o seu time é constantemente prejudicado. E acrescentou:

“É um absurdo. Todos nós sabemos a regra. A gente faz um investimento, temos consultor de arbitragem, que informa não só as regras, mas também as orientações. Não sei se mudou a orientação com o Seneme (Wilson, presidente da Comissão de Arbitragem da CBF). Acho importante ele dizer. Verdade seja dita, é inacreditável o lance que foi anulado, o pênalti, o cartão vermelho, que certamente mudariam a história do jogo”.

Não deu para entender onde ele quer chegar, já que, se ele crê que o lance foi pênalti (não foi, a câmera frontal é perfeita na imagem), ainda assim o impedimento, anterior ao lance, anulou toda a sequência.

Assista a jogada em: https://ge.globo.com/futebol/video/aos-19-min-do-1o-tempo-impedimento-de-guilherme-arana-do-atletico-mg-contra-o-bragantino-10567454.ghtml

O que me irrita é: quantos pênaltis inexistentes foram marcados a favor do Atlético, de maneira inexistente, recentemente? Houve reclamação do Sr Rodrigo Caetano por melhora na arbitragem quanto a eles? No primeiro jogo da Libertadores, onde o Atlético foi beneficiado contra o América, teve alguma declaração? Hulk agrediu dias atrás seu adversário e recebeu apenas o Amarelo. O Galo foi à CBF pedir arbitragens melhores?

A verdade é: os clubes pedem melhoras na arbitragem só quando elas erram contra eles (a favor, nunca). Não há interesse em melhorar, por parte dos cartolas… E, muitas vezes, reclamam (como nesse caso específico do jogo do Red Bull Bragantino) até sem razão, somente para justificar o desempenho ruim.

Lamentável… falamos sobre isso em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2022/05/03/quando-erra-a-favor-nao-protesta-tambem-cade-a-coerencia-cam/

Red Bull Bragantino x Atlético-MG: prováveis escalações, desfalques, onde  assistir, opiniões e palpites

Arte da imagem extraída de: https://esportenewsmundo.com.br/red-bull-bragantino-x-atletico-mg-provaveis-escalacoes-desfalques-onde-assistir-opinioes-e-palpites-2/

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista de Jundiaí x União São João de Araras.

Escala divulgada para o jogo do Galo! Abaixo:

Árbitro: Willians Costa Rocha
Árbitro Assistente 1: Risser Jarussi Corrêa
Árbitro Assistente 2: Alison Alberto dos Santos
Quarto Árbitro: Leandro Carvalho de Oliveira
Analista de Video: Eduardo César Coronado Coelho

Em outros tempos, quando Paulista e União eram protagonistas no futebol do Interior, tal escala seria inimaginável: o árbitro Willians, 36 anos de idade, professor em Educação Física, formado pela FPF em 2017, vai fazer o seu primeiro jogo profissional na carreira em Jayme Cintra! De 2018 a 2019, só trabalhou nos subs 15 e 17. Em 2020, apitou 3 partidas da Copa SP no ano inteiro. Em 2021, não foi escalado em nenhum jogo! Nesse ano, apitou um Sub 15 e um Sub 20…

Respeitosamente… que desprestigio tal escala às equipes tão tradicionais.

O bandeira 1 será o experientíssimo (e bom) Risser Jarussi, que trabalhou em importantes jogos. Aliás, um fato curioso: foi contra ele que cuspiram (sem merecimento) na non sense “invasão de Amparo”, acarretando dores de cabeça ao Paulista. Relembre em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/09/17/agora-nao-torcedor/

O bandeira 2, Alison, já trabalhou em algumas partidas Sub 23 nos anos anteriores, mas também com pouca experiência. Estreará em jogos profissionais nesse ano na partida de sábado.

Torço para uma boa arbitragem e um ótimo jogo!

Acompanhe a transmissão de Paulista x União pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Rafael Mainini; comentários de Robinson Berró Machado; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Sábado, às 15h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 14h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

– Pênalti em Rony no Palmeiras 1×1 Fluminense?

Claro que não. Repare: o atacante palmeirense, após adiantar a bola, vai se jogando quando sente a aproximação do goleiro Fábio. Acertou o árbitro Sàvio Sampaio.

Que mania os jogadores brasileiros têm, não? Todo jogo tem simulação. Cadê os cartões amarelos?

Em tempo: Rony não reclamou do lance. Temia a Advertência?

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Imagem: print da tela. 

– O erro do protocolo do VAR no gol anulado em Flamengo 0x1 Botafogo.

Um detalhe que o VAR, o AVAR e os demais “aspones” que trabalharam no clássico carioca há pouco se esqueceram: de acordo com as orientações da International Football Association Board, quando uma imagem de impedimento não for clara no vídeo e levar à discussão, deve prevalecer a decisão em campo.

Ao ver o gol anulado de Gabigol, me lembrei imediatamente dessa consideração. E fuçando nas minhas anotações, achei o link com o texto de Lukas Brud, da IFAB, sobre isso. Está no 3o item, no 3o parágrafo. Em: https://professorrafaelporcari.com/2019/11/05/o-que-a-ifab-pede-ao-var-e-o-que-o-brasil-faz-com-ele/

“Para decisões factuais (ex: local de uma infração; posição de jogadores em situações de impedimento; adiantamento de goleiro em um pênalti ou tiro livre da marca penal; bola em campo/fora de campo etc.) o VAR deve informar ao árbitro se houver prova clara da situação. Se a situação não estiver clara (devido à posição/ângulo de câmera, dificuldade em determinar o momento exato em que a bola é jogada, etc.) o VAR não intervém.”

Lukas Brud, International Board

– O que a IFAB pede ao VAR e o que o Brasil faz com ele!

– Ou “pica o jogo”, ou “solta demais”.

Até a mudança da Comissão de Arbitragem da CBF, os árbitros “picavam o jogo” e amarravam as partidas com a marcação de inúmeras faltinhas por contato físico.

Agora, atendendo a solicitação da FIFA, “soltaram o jogo” e estão deixando até de marcar faltas reais e indiscutíveis!

Taí o problema: o 8 ou o 80 dos árbitros do quadro atual… não há a dosagem perfeita!

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Independente, Rodada 3 do Paulistão Sub 23.

Para a rinha entre os Galos da Terra da Uva contra o da Terra da Laranja, a FPF escalou:

Árbitro: Saulo Samuel Muniz Felix
Árbitro Assistente 1: Diego Henrique de Oliveira
Árbitro Assistente 2: Leonardo Carreira Rapassi
Quarto Árbitro: Jefferson Dutra Giroto
Analista de Vídeo: Carlos Donizeti Pianosqui

Saulo tem 35 anos de idade e 17 de carreira. Mas não tem experiência relevante em jogos profissionais, embora seja experiente no Sub 17 e Sub 15. Em 2022, só apitou categorias amadoras (será seu primeiro jogo profissional neste ano). Em 2021, só foi escalado em um jogo Sub 23, os demais foram de Sub 20 para baixo. Em 2020, apenas 2 jogos da Copinha.

Em jogos do Paulista, apenas uma atuação na Copa SP de 2017, na vitória contra o Red Bull Brasil, quando o time era dirigido por Umberto Louzer e “não deixaram” o Paulista ser bicampeão da competição. Naquela oportunidade, Saulo marcou muitas faltas, se perdeu no critério e não agradou. Relembre aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2017/01/03/analise-da-arbitragem-de-paulista-1×0-red-bull/

Os assistentes também são inexperientes em partidas profissionais. O quarto-árbitro, disparado, é o mais rodado (e aqui fico p. da vida com a FPF: escalar um cara que tem muito mais rodagem na carreira profissional para ser reserva de quem não está vingando, é desmotivante – para não falar, brochante). Tá tudo errado…

Vou torcer para uma boa arbitragem e uma ótima (e necessária) atuação convincente do Paulista FC.

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– O polêmico pênalti de Always Ready x Boca Jrs e sobre a prática de “dar presentes”.

O árbitro Kevin Ortega deu um pênalti duvidoso para o Boca Júnior contra o Always Ready, na Bolívia. O atacante argentino divide com o goleiro boliviano e cai. Na imagem, o pé esquerdo do arqueiro divide a bola com o pé direito do adversário (isso não é pênalti), mas simultaneamente o pé direito do defensor bloqueia o oponente (aí é pênalti).

Se a “prensada” fosse antes, segue o jogo. Entretanto, simultaneamente é infração, sem aplicação de cartão. Dentro da área, é pênalti (lance não tão comum, até porque não foi ríspido).

Tal fato seria minimizado, caso o presidente do time da casa não denunciasse que os árbitros teriam recebido “presentes” do Boca Jrs. Vide a reportagem da ESPN Brasil: https://www.espn.com.br/futebol/artigo/_/id/10321810/presidente-do-always-ready-questiona-suposto-presente-do-boca-a-arbitragem-e-cita-penalti-duvidoso-gera-suscetibilidades

Nas fotos, os policiais estão revistando sacolas do Boca com artigos esportivos, supostamente no vestiário da arbitragem. Digo “supostamente”, pois fica a dúvida: como entraram lá?

Se os árbitros estavam em campo, como os policiais adentraram aos seu local reservado? Arrombaram? Alguém pode ter dado a chave ou até mesmo plantado. Ou, por fim: foi um flagrante pós-jogo, com os árbitros lá? E se os bolivianos tivessem vencido?

Muito esquisito…

Mas é comum o costume de receber presentes?

Sim, como souvenires, e TODOS os clubes fazem isso, sem a intenção de “comprar” a arbitragem. Conto algumas passagens curiosas aqui, neste link: https://youtu.be/rpFvKLT_daI

Imagem: Twitter do @BocaJrsOficial, extraído de: https://www.oliberal.com/esportes/futebol/always-ready-x-boca-juniors-onde-assistir-ao-vivo-o-jogo-de-hoje-04-05-pela-libertadores-1.531229

– O duplo lance polêmico em São Paulo 2×1 Santos.

O Santos FC está bravo com a arbitragem há algum tempo. Por dois motivos:

  1. No último San-São pelo Paulistão, na Vila Belmiro, quando perdeu de 3×0, dois pênaltis não foram marcados (uma infeliz jornada da árbitra Édina Alves, que passava por problemas pessoais e foi mal escalada pela CEAF-SP). Falamos aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2022/02/21/os-dois-penaltis-reclamados-em-santos-0x3-sao-paulo/
  2. No Coritiba X Santos, outro pênalti claro não marcado, agora por Bruno Arleu (FIFA-RJ). Debatemos aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2022/04/21/o-penalti-nao-marcado-em-coritiba-x-santos/

Ontem, no Morumbi, aos 77 minutos, Alisson (SPFC) e Lucas Pires (SFC) estão disputando a bola próximo à linha lateral, e fica a dúvida: ela saiu por inteiro antes do toque derradeiro do são-paulino?

A impressão que eu tenho é: antes de passar a linha por completo, ela bate no calcanhar de Alisson. Repare que o quarto-árbitro Ilbert Estevam, bem próximo ao lance, está ajudando Vuaden (já que o bandeira 1 Jorge Eduardo Bernardi está mais longe e talvez com o corpo do atleta encobrindo a bola). Parece-me pela imagem que ele, Ilbert, é quem fala ao árbitro e o bandeira acompanha a marcação (tal situação é corriqueira dentro de campo, afinal, o quarto-árbitro auxilia o juiz nos lances duvidosos próximos). Mas, particularmente, penso que errou: o lateral era para o Santos FC.

O São Paulo cobra rápido e a bola vai ao ataque (afinal, não precisa ficar esperando autorização para cobrar lateral, foi esperto o jogador, além de que o VAR não pode intervir se a bola é para A ou para B). No cruzamento, o santista Rodrigo Fernandes pula com os braços levantados se jogando contra a bola. É esse o movimento antinatural, onde o atleta quer bloquear o cruzamento a qualquer custo. Repare que ele estica o braço de maneira bem clara.

A jogada estava no ”lado cego” do Vuaden (que não marcou num primeiro momento), e acertou o VAR ao sugerir a revisão. Se não tivesse VAR, naquele lance, o bandeira, com a visão aberta, deveria avisar o juizão. 

Por fim: o lateral eu daria para o Santos (aí não se pode culpar o árbitro, mas sim o bandeira e o quarto-árbitro), e pênalti corretamente marcado.

Observação: o árbitro gaúcho Leandro Pedro Vuaden está “livre, leve e solto”, sem amarras, veterano e despreocupado com o futuro, e dessa forma pode apitar no velho estilo que o marcou no começo da carreira (ajudado pelo fato da FIFA querer maior tempo de bola rolando, orientando a deixar o jogo correr e não perder tempo demasiado no VAR).

Que bem faz mudar algumas peças na CBF, não?

Confira como foi a transmissão da Jovem Pan do jogo entre São Paulo e  Santos | Jovem Pan

Imagem extraída de: https://jovempan.com.br/esportes/futebol/sao-paulo-futebol/sao-paulo-x-santos-assista-a-transmissao-da-jovem-pan-ao-vivo-3.html

– Sansão da confusão?

E parece que o clássico São Paulo x Santos no Morumbi teve confusão com a arbitragem. Cheguei muito cansado do trabalho e não consegui assistir, mas quero ver os lances principais.

Destaque para Vuaden, que pode voltar a apitar o que sabe, livre de impedimentos de Comissões conservadoras.

Daqui a pouco escreverei sobre a partida. Veremos se as queixas procedem.

– Observações sobre o Paulista no Sub 23.

Ao ler a súmula de Rio Branco 3×0 Paulista, me assustei:

– O Galo, em 90 minutos, cometeu apenas 5 faltas? É um número real ou o juizão “chutou” (afinal, é um índice inferior ao de Copa do Mundo, baixo demais pra qualquer torneio).

– O Rio Branco jogou sem o seu treinador por aproximadamente 70 minutos, pois foi expulso ainda no primeiro tempo?

– O time do Paulista FC não está “novinho demais” para um SUB23?

Algumas outras considerações em: https://youtu.be/WdrcLPU9wHQ

– Os dois importantes detalhes na final do Campeonato Pernambucano.

Na decisão do Estadual de Pernambuco (Retrô 0x1 Náutico, com decisão nos pênaltis e placar de 4×2 para o Timbu), dois detalhes: um lamentável, o comportamento de Jean Carlos; e outro raro: um pênalti “fora do campo”. Vamos lá:

1- Aos 18 minutos do 1º tempo, a árbitra Deborah Cecília errou e não viu a agressão de Jean Carlos (NAU) em cima de Yuri Bigode (RET)o jogador deu uma cotovelada. Foi chamada pelo VAR para rever a sua decisão, e corretamente a corrigiu, expulsando o agressor. Eis que o atleta partiu correndo para cima dela, em intimidação clara e provável agressão, sendo contido pelos demais jogadores.

2- Pedro Costa (RET) deu um carrinho em Pedro Victor (NAU). A bola está na grande área e os jogadores deslizam e ultrapassam a linha de fundo. O contato infracional se dá naquela região, e ficou a dúvida: dentro ou fora de campo?

Se foi em cima da linha, é pênalti, pois ela faz parte do campo de jogo. Mas se foi fora (pra mim, foi), entenda:

  • Até 2015, você aplicava o cartão para o infrator e reiniciava a partida com bola ao chão.
  • A partir de 2016, a regra mudou: se a falta ocorrer fora do campo de jogo, você considera a linha limítrofe mais próxima do campo de jogo para reiniciar a partida com tiro livre. E se a bola estava na área, pênalti. Portanto, acertou a arbitragem nesse raríssimo lance.

Explicamos essa novidade neste link, em entrevista à Rádio Jovem Pan, quando houve um “pacotão de mudanças da regra”, em: https://jovempan.com.br/esportes/penalti-por-ofensa-falta-fora-de-campo-novas-regras-do-brasileiro-vao-te-chocar.html?amp

Fico com a dúvida: e se o árbitro fosse o fortão Daronco? Será que o valente Jean Carlos faria a mesma coisa?

Torço para que, depois do treinador que agrediu a bandeirinha capixaba, e agora esse fato, tomem-se medidas exemplares.

Jean Carlos partiu pra cima da árbitra após receber cartão vermelho I Foto: Reprodução

Imagem: reprodução da Internet, extraída de: https://tntsports.com.br/futebolbrasileiro/Revoltado-apos-expulsao-Jean-Carlos-do-Nautico-parte-pra-cima-da-arbitra-e-e-contido-20220430-0013.html

– A análise Pré-Jogo da Arbitragem para Rio Branco x Paulista.

Para o jogo do Galo no sábado à tarde, apitará a seguinte equipe de arbitragem:

Árbitro: Flávio Roberto Mineiro Ribeiro
Árbitro Assistente 1: Ricardo Pavanelli Lanutto
Árbitro Assistente 2: Adilson Anderson Rosa de Carvalho
Quarto Árbitro: Alef Feliciano Pereira
Analista de Vídeo: Fabio Henrique Fatala

A primeira vez que Flávio veio ao Jayme Cintra, foi um desastre! Sem critério e mal tecnicamente. Falou demais e apitou “de menos”… Por favor, leiam Paulista 2×1 Portuguesa Santista em 2017, aqui, em especial a súmula: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2017/03/25/analise-da-arbitragem-de-paulista-2×1-portuguesa-santista/

Na segunda vez, de novo foi mal, mudando seu estilo para “deixar” o jogo correr e se perdeu. Foi contra o São José (vitória do Galo por 2×0), em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/05/18/analise-da-arbitragem-de-paulista-2×0-sao-jose/

Depois dessas duas lambanças, foi escalado uma terceira vez, e para apitar Paulista x Tupã. Mas pediu dispensa desse jogo. E aí voltou a Jundiaí e apitou razoavelmente Paulista x Assisense.

Não apitou a A2 e pulou direto para a A1, em Ponte Preta x Santo André, com atuação polêmica. E, em mais um impulso na carreira, foi apitar São Paulo x Novorizontino, onde sentiu a pressão e se queimou. Naquele dia de semana à noite, ele foi o destaque negativo da rodada.

Neste ano, só apitou Copa São Paulo e A3. Está tentando se recuperar na carreira, agora com 26 anos. Mas não é culpa dele, é de quem escala ele, pois forçou o surgimento de um árbitro jovem demais que não estava preparado.

Árbitro é igual jogador: tem que saber lançar no momento certo.

Por curiosidade, a súmula inacreditável daquele primeiro jogo citado. Vale ler:

– Alania x Zenit, pela Copa da Rússia, e a inusitada cobrança de falta.

Quem disse que não tem mais nada para inventar no futebol?

Olhe só na Copa da Rússia, essa falta ensaiada e inédita, no link em: https://twitter.com/Rai_bolado/status/1517275879017259008

https://platform.twitter.com/widgets.js

A matéria explicativa em: https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/2022/04/21/gol-falta-alania-zenit-russia.htm?utm_source=twitter&utm_medium=social-media&utm_content=geral&utm_campaign=esporte

Imagem: Reprodução do Twitter

– Perguntas para a Conmebol responder:

A Dona Conmebol assiste calada a algumas barbaridades do futebol sulamericano.

1) Não há VAR nessa fase de grupos da Libertadores. Antes, a desculpa era o custo. Agora, o tempo hábil para preparar os estádios. Mas há uma incoerência: no regulamento, consta que clubes distantes “tantos kms” de aeroporto, não podem jogar. Ou dependendo da capacidade, idem. Um clube que disputa a sua principal competição continental, já não teria que ser vistoriado e preparado pela entidade para receber os equipamentos do VAR?

2) O péssimo nível da arbitragem! No Chile, má atuação do árbitro Alexis Herrera, da Venezuela, em Colo-Colo 1×2 River Plate, onde houve um carrinho criminoso de Paulo Díaz (RIV) em Alexander Oroz (COL)típico lance de “Escola de Árbitros”, onde se ensina que esse tipo de jogada é indiscutivelmente para Cartão Vermelho – e não houve a expulsão. Os argentinos foram beneficiados pela não marcação da falta contra eles e a não-expulsão do seu atleta; e, na sequência, saiu o gol. Detalhe: a arbitragem bobeou e não viu que havia jogador do River Plate com camisa diferente em campo (a regra não permite, tem que achar uma idêntica aos companheiros, e, não encontrando, repetir uma de mesma numeração e considerar o número da súmula, vide em: https://futebolatino.lance.com.br/em-vitoria-do-river-plate-atacante-aparece-com-uniforme-diferente/). Pode?

3) Nenhum pronunciamento oficial da Conmebol contra os atos racistas nas partidas da Libertadores da América. Até as 09h30 da manhã, absolutamente nada repudiando os bandidos, nem no site. Ontem falamos de River Plate x Fortaleza, Corinthians x Boca Jrs e Estudiantes x Red Bull Bragantino (vide aqui: https://professorrafaelporcari.com/2022/04/27/3-jogos-de-argentinos-contra-brasileiros-com-racismo-e-ai-conmebol/). Ontem, acrescente-se o jogo Emelec x Palmeiras. E a entidade nada faz?

Perguntas pertubadoras para a Conmebol responder…

Conmebol aplica multa ao Barcelona-EQU por gritos racistas em jogo contra o  Flamengo na Libertadores - Lei em Campo

Imagem extraída de: https://leiemcampo.com.br/conmebol-aplica-multa-ao-barcelona-equ-por-gritos-racistas-em-jogo-contra-o-flamengo-na-libertadores/

– Sobre o pênalti em Manchester City 4×3 Real Madrid:

O comentário do Mauro Cezar, abaixo, foi perfeito. Não foi pênalti, e vale o lembrete: não existe imprudência na avaliação de infrações da mão na bola (vale a intenção – que é explícita ou de maneira disfarçada pelo movimento antinatural).

E sobre o árbitro, vale a analogia: é como um boliviano apitando River Plate x Flamengo.

– O que é isso, juizão?

Foi na semana passada esse pênalti estranho (em Al Ahly vs Raja Casablanca), mas pouco se discutiu: foi um erro de “incompetência”?

Veja só, em: https://twitter.com/AS_AGabilondo/status/1515486074323312653

https://platform.twitter.com/widgets.js

– Cuidados que um comentarista de arbitragem deve ter!

Aconteceram muitos erros de arbitragem neste final de semana. E, para bastante gente, acompanhados de muitos erros de… comentários de arbitragem!

Claro, em todas as atividades existem os bons e os ruins. Mas até onde a relevância de um comentário deve ter crédito?

Enfim: algumas observações sobre a (eventualmente perigosa) influência do microfone na mão de ex-árbitros, no vídeo abaixo, gravado com muito cuidado e respeito (afinal, temos sempre que fazermos “mea culpa” quando necessário).

Está em: https://youtu.be/tdoNL2SxH7Q

– O gol corretamente anulado de Atlético Goianiense 1×1 Botafogo.

Alex Ang Ribeiro é um bandeira muito regular. Dificilmente erra, e desde que surgiu muito jovem, gosto do trabalho dele. E foi responsável por um ótimo e importante acerto neste domingo, em Atlético Goianiense x Botafogo. Entenda:

A bola é chutada por Chay (BFR), e o goleiro Ronaldo (ACG) tentou defender e não conseguiu. Seria gol legal, caso não tivéssemos um personagem em impedimento ativo: Diego Gonçalves (BFR).

Você pode estar em impedimento ativo:

A – se tocar uma bola,

B – se interferir contra um adversário ou

C – se levar vantagem da posição por si só tirando proveito (um rebote, por exemplo).

Na 2a situação, “interferir” não significa necessariamente tocar, mas atrapalhar, iludir, promover um drible ou algo que tenha relevância.

Diego está à frente do goleiro, próximo, e vai disputar a bola, participando ativamente sem tocar. Mas se:

1- Se ele fica parado sem esticar o pé tentando tocar para o gol, seria gol válido. 

2- Se ele está longe do goleiro, seria gol válido.

3- Se ele abdica da disputa (como muitos atacantes sabiamente fazem se “congelando”, demonstrando ao bandeira que não querem interferir, o gol é válido.

Veja o lance e perceba: ele tentou o gol, na frente do goleiro, estando em impedimento ativo. Acertou o bandeira.

Atenção: não caia na história de que “precisa tocar na bola” na situação de interferência por proximidade ao goleiro / contra um adversário.

Atlético-GO x Botafogo: onde assistir, escalação e classificação

Imagem extraída de: https://esportes.estadao.com.br/blogs/bate-pronto/atletico-go-x-botafogo-onde-assistir-escalacao-e-classificacao/

– Por quê Hulk não foi expulso em Atlético Mineiro 2×2 Coritiba? As justificativas…

Sávio Pereira Sampaio, irmão do Wilton, foi para a FIFA. E conseguiu dar cartão amarelo ao Hulk, após essa agressão (abaixo) contra o jogador do Coritiba.

Na arbitragem, quando você faz uma falta sem disputar a bola, comete algo chamado “Conduta Violenta”, que é para expulsão.

Repare: Hulk ABANDONA a disputa de bola e atinge propositalmente o adversário. Qual a justificativa para dar uma simples advertência com o Amarelo e não o Cartão Vermelho?

Seria erro de competência ou medo do Galo enviar um ofício reclamando da sua arbitragem?

Esse foi um dos absurdos unânimes da rodada. Lamentável. Aliás, fico na dúvida: Hulk colocou a mão no rosto para disfarçar e dizer: “fui atingido” ou apenas foi um reflexo de: “ih, fiz cáca e serei expulso“!

Importante: aqui, não entra intensidade do lance, mas o “agredir ou tentar agredir”, não necessitando a consumação.

– Onde foi a infração no pênalti de Isla em Cirino no Athletico 1×0 Flamengo?

Eu olho por cima, e não vejo o flamenguista empurrando o atlheticano.

Olho por baixo, e não enxergo toque algum.

Vejo numa câmera contrária, idem.

Onde houve a infração de Isla em Cirino, que por ser dentro da área foi pênalti?

Raphael Claus, até que apareça uma câmera com imagem melhor, errou. E um erro determinante…

O lance em: https://www.youtube.com/watch?v=CfK6931XdR4

Importante: se existir um toque, fica a questão: foi relevante? Impediu a jogada?

– Análise da Arbitragem de Paulista 1×1 Amparo, Rodada 1 da 2a divisão Sub 23.

Arbitragem aceitável de Paulo Santiago de Medeiros, levando em conta a divisão e a exigência. Vamos lá:

Esteve atento técnica e disciplinarmente. Destaco os seguintes apontamentos: 1. Aos 9 minutos, houve uma mão por movimento antinatural de Koyote (PFC), com o árbitro assinalando corretamente a falta. Na cobrança dela, a bola bateu na mão de um integrante da barreira (mas foi involuntária). O árbitro interpretou corretamente e não marcou infração. 2. Aos 31m, Bruninho (PFC) tentou cavar uma falta e o juizão não entrou. Acertou, estava bem posicionado. 3. Aos 71m, Wilker (6 AAC) faz uma falta em Bruninho (11 PFC). Kaio (3 AAC) chuta a bola contra ele e é expulso. Vitor Emerson (2 PFC) parte para cima dele e uma confusão é armada. Kaio foi expulso e o preparador físico do Amparo levou Amarelo. 4. Aos 84m, errou: Gutti (AAC) caiu pedindo falta, simulou uma contusão, gesticulou e ao ver que não colou, levantou. Deveria ter recebido o Cartão Amarelo.

Dois defeitos: 1- Falando muito com atletas. Aos 7m do segundo tempo, um atleta passou reclamando na frente do bandeira que resolveu ali. O árbitro apitou, foi até ele, chamou a atenção… o lance (e a própria queixa) já tinha sido resolvido pelo assistente. Muitas vezes (fica a dica), não tem que querer ser protagonista. Se o lance “morreu” ali, segue o jogo. 2- No gol do Amparo, cruzou na frente do atacante Pablo, quase atrapalhando o chute do atleta. Reconheceu o erro e fez o famoso “joinha” se desculpando.

Ademilson Lopes, o bandeira 1: Demorou demais para marcar um claríssimo impedimento do ataque do Amparo aos 41m. O atleta impedido dominou a bola, ajeitou para o seu companheiro e só aí, atrasado, marcou (e acertou). Mas bobeou numa bola que saiu pela lateral e estava desatento, no campo do Paulista, não observando. Porém, foi muito bem na hora da confusão no segundo tempo, pois foi preciso em identificar os atletas e ajudou o árbitro.

Fabrício da Silva Costa, o bandeira 2, “aparenta” estar acima do peso, mas correu bastante e marcou impedimentos corretamente, bem como um “migué” que o zagueiro Vinícius (AAC) tentou dar numa saída de bola no 1º tempo.

Curiosidade: Foram 25 faltas no jogo, sendo 8 faltas no primeiro tempo (4×4) e 17 no segundo tempo (o dobro).

– O pênalti não marcado em Coritiba x Santos.

Bruno Arleu de Araújo, o árbitro FIFA carioca, deixou de marcar um pênalti escandaloso em Coritiba 1×0 Santos. Alef Manga deu um carrinho certeiro em Madson, e o árbitro mandou seguir. Não tem VAR nessa fase da Copa do Brasil.

A questão é: sem VAR, o plano de trabalho do árbitro com o bandeira é:viu algo na sua frente, ‘corre para a linha de fundo’ como sinal de que foi pênalti e eu não vi”. Mas o bandeira Rodrigo Figueiredo Henrique Correia (que é FIFA também) nada fez.

Duas observações:

1- Já repararam que cada vez que a CBF divulga em seu site que houve uma semana intensa de treinamentos, sai cáca?

2- Sem VAR, o árbitro desaprendeu a tomar decisões importantes?

Com a palavra, os próprios árbitros e assistentes.

Em tempo: Bruno Arleu apita Bragantino x São Paulo neste sábado!

Coritiba x Santos: como assistir o jogo da Copa do Brasil pela internet

Arte: oficina da Net, extraída de: https://www.oficinadanet.com.br/entretenimento/40586-coritiba-santos-como-assistir-copa-do-brasil-internet

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Amparo.

Na última reunião dos presidentes de clubes do Paulistão Sub 23 com Reinaldo Carneiro Bastos, em Araraquara, houve muita queixa dos cartolas quanto à baixíssima qualidade das arbitragens nesta divisão. Então o presidente da FPF ordenou que Ana Paula de Olivera, a chefe dos árbitros, convocasse uma mini-pré-temporada presencial no Hotel Panamby, em SP, para melhor preparar os juízes selecionados para esse torneio (eles haviam feito reuniões virtuais). Foram dois dias de trabalho: um no hotel, outro no Estádio do Canindé.

Diante disso, a escala foi definida para a abertura da divisão. Abaixo para Paulista x Amparo:

Árbitro: Paulo Santiago de Medeiros
Árbitro Assistente 1: Ademilson Lopes da Silva Filho
Árbitro Assistente 2: Fabrício da Silva Costa
Quarto Árbitro: Jose Donizete Gonçalves da Silva
Analista de Vídeo: Alexandre Luis Gonçalves
Paulo, o árbitro, é comerciante, tem 11 anos de carreira e 36 de idade. Entre 2017 e 2020, chegou a apitar até a A3, mas em 2021 só trabalhou em 2 jogos profissionais do Sub23. Neste ano, só foi escalado em 2 jogos da Copa SP Jr. Está sem ritmo de jogo profissional.
Em 2018, o árbitro apitou razoavelmente Paulista x Avaí pela Copinha, marcando muitas faltas e se mantendo longe das jogadas. Tomara que tenha melhorado. Relembre: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2018/01/10/analise-da-arbitragem-de-paulista-0-x-1-avai/
Ademilson, o bandeira 1, trabalhou em vários jogos do Galo. No último, contra o Flamengo de Guarulhos no Jayme Cintra em 2021, errou um impedimento bisonho contra o Corvo. Mas no geral, é bom assistente.
Fabrício, o bandeira 2, tem pouquíssimos jogos profissionais na carreira em anos anteriores, e praticamente “reestreia” nesta partida em Jundiaí.
Torço para uma grande partida e uma boa arbitragem!
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Acompanhe a transmissão de Paulista x Amparo pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Rafael Mainini; comentários de Robinson Berró Machado; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Sábado, às 15h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 14h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

– O pênalti inexistente em Fluminense 3×2 Vila Nova.

Os árbitros desaprenderam a apitar sem o VAR?

Injustificável o pênalti marcado para o Fluminense, contra o Vila Nova, pela Copa do Brasil. O defensor não atinge as pernas do atacante, tampouco o empurra. E se supostamente o fizesse, o ponto de contato (que é onde determina a infração) teria sido fora da grande área, independente de cair dentro). Entrou na malandragem do jogador, o juizão…

A questão é: o árbitro Rodolpho Toski entrou no quadro da FIFA em 2017! E o que apresentou até agora? Há 5 anos na elite, tem correspondido?

Um árbitro FIFA, em tese, pode apitar qualquer jogo do mundo, pois é o supra-sumo da arbitragem. Teria ele condições de apitar um Boca x River pela Libertadores? Ou de um FlaFlu, de um Grenal ou de um Derby?

Campeonato importante sem VAR e árbitro FIFA que não consegue render o que se espera. Seneme, o novo gestor, terá trabalho.

E a CBF aposta alto nele. Olhe só: https://www.cbf.com.br/a-cbf/informes/arbitragem/rodolpho-toski-destino-tracado-pela-arbitragem

Em tempo: sábado, teremos ele estará apitando Tombense x Cruzeiro pela Série B.

Curso de capacitação do Árbitro de Vídeo

Imagem extraída do link acima, por Marcos Paulo Rebelo / CBF

– Suspenso na Conmebol, mas bandeirando Flamengo x Palmeiras?

Lembram do jogo Chile x Argentina pelas Eliminatórias, onde os bandeiras esqueceram seus equipamentos e fizeram uma adaptação com colete?

Relembre em: https://professorrafaelporcari.com/2022/01/28/chile-1×2-argentina-com-bandeirinhas-adaptadas-por-brasileiros-que-circo/

Pois bem: Fabrício Vilarinho, o assistente número 1, foi suspenso por Wilson Seneme até junho pelas competições da Conmebol. Porém, Seneme, agora pela CBF, o escala justamente para Flamengo x Palmeiras.

Não pode trabalhar num jogo como Táchira vs Emelec, mas serve para esse importante jogo do Brasileirão (que será arbitrado por Wilton Sampaio)?

Ah, se der algum problema… tomara que não dê! Uma situação totalmente evitável. Há de se ter coerência.

– De novo, Daronco? Mais um Flamengo x São Paulo…

Puxa, já assisti vários jogos do Flamengo e do São Paulo com Anderson Daronco apitando. E mesmo com a contestação gravíssima do jogo nas Eliminatórias (escalado por Seneme), ele foi escalado pelo mesmo Seneme (que agora trabalha na CBF) para um jogo importante.

Daronco tem “picado” demais as partidas, já faz algum tempo. Agora que a FIFA pediu para os árbitros aumentarem o tempo de bola rolando, percebendo o que é falta ou não com mais discernimento, ele mudará seu estilo?

Quando começou, chamou a atenção por ser “fortão”. Mas hoje é um árbitro comum (ainda respeitado por saber se impor – vai brigar com ele…).

Sobre o jogo citado (os peruanos não o querem ver nem pintado de ouro), aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2022/03/26/anderson-daronco-em-uruguai-1×0-peru-entrou-ou-nao-a-bola/

Também esteve na Supercopa: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2022/02/19/por-que-daronco-apitara-a-supercopa-atletico-mineiro-x-flamengo/

No seu primeiro Flamengo x São Paulo no Maracanã: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2015/08/23/analise-de-7-lances-de-dificuldade-em-flamengo-2×1-sao-paulo/

No seu primeiro Derby Paulista, numa atuação igualmente discutida: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2017/11/06/analise-da-arbitragem-de-corinthians-3×2-palmeiras/

E uma mostra de vacilo, em Curitiba, em jogo do São Paulo: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2017/11/27/a-pessima-comunicacao-no-penalti-de-coritiba-1×2-sao-paulo/

Flamengo x São Paulo: horário, local, escalações e transmissão

Imagem extraída de: https://www.spfc.net/news.asp?nID=216221

– E Nzola não sabia o básico da Regra do Futebol?

Na Itália, jogavam Spezia x Internazionale. Eis que o angolano Nzola (do pequeno clube italiano) que estava na reserva, foi entrar em campo e… não tirou o brinco.

A Regra proíbe qualquer tipo de joia ou adereço. Assim, correntes, alianças, brincos, piercings e outras coisas não podem estar em campo. É o be-a-bá que os jogadores sabem.

Eis que… flagrado, o atleta teve que sair de campo, e após 10 MINUTOS tentando tirá-lo (e sua equipe jogando com 10), foi substituído.

Eu multaria quem deixou ele entrar em campo, ou ele próprio. E você? Olhe o prejuízo técnico do clube!

– O erro do bandeira no clássico mineiro pela Libertadores ligou o sinal de alerta dos clubes!

O América vencia o Atlético Mineiro até sofrer um gol irregular anotado por Ademir, em condição de impedimento, tirando-lhe dois pontos pela Libertadores da América.

O Coelho reclamou que queria VAR em todas as fases do torneio (já que a ferramenta só entrará na fase 2). O Galo concordou com a queixa.

Mas mais do que isso: o erro mostra o condicionamento dos bandeiras de, por trabalharem com VAR, na hora do jogo, se comportarem em caso de dúvida na permissão para o lance seguir.

Explico: os árbitros assistentes têm a orientação de que, em caso de dúvida de um impedimento, deixar o jogo seguir para que o VAR possa fazer a correção. Erguer seu instrumento só em caso de certeza absoluta! E como todos os bandeiras estão treinados à exaustão para que não se precipitem em paralisar as jogadas, “o chip” demora para mudar e você “vicia” em uma orientação costumeira.

Não tenho dúvida: muitos bandeiras deixarão o jogo correr na dúvida, por conta dessa situação. Antes do VAR, um comportamento informal era: “aparece sozinho e está em dúvida, pare o lance”.

Portanto, nesta fase de grupos da Libertadores da América, veremos mais gols irregulares por conta do posicionamento duvidoso.

Foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press, extraído de https://www.em.com.br/app/colunistas/jaeci-carvalho/2022/04/13/interna_jaeci_carvalho,1359890/em-jogo-historico-e-com-gol-em-impedimento-galo-empata-com-o-america.shtml