– Primeiras recomendações aos árbitros no Brasileirão e pitacos da rodada 01.

O Brasileirão começou, e o que podemos ver do “dedo do Seneme”, o novo gestor de árbitros?

Praticamente, nada, até porque não houve tempo hábil. Entretanto veremos, e não por conta dele apenas, mas por pedido da FIFA à todas as federações filiadas:

  • A necessidade de maior tempo de bola rolando (especulou-se que a FIFA queria jogos de 100 minutos na Copa do Catar, a fim de ter mais jogo e menos paralisações; entretanto, a ideia sucumbiu pelas críticas e porque a reunião da IFAB anual já tinha ocorrido, não podendo mudar a Regra nesse ano).

Para que isso aconteça (mais bola rolando), se deve ter uma menor perda de tempo nas conversas e análises do VAR com o árbitro (além de menos interrupções / intervenções do árbitro de vídeo, restringindo-se ao protocolo). Some-se a um número menor de faltas marcadas, discernindo simulações ou “faltas cavadas”.

Sobre as partidas, vamos lá aos paulistas na competição:

No Palmeiras 2×3 Ceará, vimos um time mais relaxado e outro bem armado. Como o Dorival Jr é um ótimo “acertador de equipes”, não? Resultado inesperado, mas compreensível.

No Fluminense 0x0 Santos… ô jogo feio. Quando o destaque do confronto passa a ser a coluna do Juca Kfouri, e não a partida em si, a coisa é preocupante. Aliás, o jornalista tão respeitado foi desrespeitoso demais, e a resposta do Santos FC, cá entre nós, em tom desalinhado e geralista contra o órgão de imprensa, não contra o colunista.

No Botafogo 1×3 Corinthians, os cariocas estavam bagunçados na estreia do treinador português Luís Castro e os paulistas “precisando mostrar serviço”. Aliás, que não se diga que “a reunião da Torcida organizada com os atletas” fez as coisas se encaixarem.

No São Paulo 4×0 Athletico, vai ser repetitivo: Calleri nasceu para jogar no São Paulo, impressionante… E o Alberto Valentim, demitido (assim como no Cuiabá em 2021) logo na primeira rodada?

No Juventude x Red Bull Bragantino, de logo mais, por tudo o que vem acontecendo, o favorito é o time do Interior Paulista. Será que vai de fardamento novo em Caxias do Sul? Falamos em: https://professorrafaelporcari.com/2022/04/10/e-o-red-bull-bragantino-deixa-a-nike-e-vestira-new-balance/

Por fim, tivemos a nojenta agressão do treinador capixaba contra uma árbitra assistente. O cidadão foi demitido, e abordamos em: https://wp.me/p4RTuC-Cn7. Mais um fato lamentável do futebol brasileiro…

Em tempo: Marquinhos Santos foi o herói americano na fase de grupos da Libertadores e caiu na Rodada 1? O que houve entre ele e o Coelho?

Acho que teremos muitas trocas de treinadores (como sempre) no Campeonato Brasileiro deste ano…

Em alta ou em baixa? Como estão os 20 times da Série A a um mês da estreia  no Brasileirão | futebol | ge

Imagem extraída de: https://ge.globo.com/sp/futebol/noticia/2022/03/09/em-alta-ou-em-baixa-como-estao-os-20-times-da-serie-a-a-um-mes-da-estreia-no-brasileirao.ghtml

– A agressão do treinador na bandeirinha.

O técnico da Desportiva Ferroviária (ES), Rafael Soriano, agrediu covardemente a bandeirinha Marcielly Netto.

Não sei o que motivou o fato, e nem quero saber. Qualquer tipo de violência é injustificável!

Aliás, tal covardia não pode ficar apenas com punição no campo esportivo. Quem não tem equilíbrio emocional, não pode trabalhar no futebol.

Veja, em: https://twitter.com/RodrigoBuenoTV/status/1513262376572837893

Ou abaixo, no vídeo:

https://platform.twitter.com/widgets.js

– E aí, Arnaldo?

Um último pitaco sobre a troca no comando da arbitragem brasileira: tendo terminado o Brasileirão 2021, por quê apenas há 2 dias do início do torneio em 2022 se contratou alguém? E tempo hábil para montar uma equipe e se planejar a temporada?

Sobre Seneme: ele precisa ter “Carta Branca” da CBF, mas não terá, justamente pela estrutura montada na entidade. E aí sou obrigado a concordar com o Arnaldo Cezar Coelho, que tuitou a seguinte mensagem:

Torcerei para o Seneme, mas já falamos muita coisa aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2022/04/08/porque-seneme-trocou-a-conmebol-pela-cbf-sem-ingenuidades/

– Porquê Seneme trocou a Conmebol pela CBF, sem ingenuidades:

De maneira bem clara: todo mundo sabe que, na Conmebol, é “Brasil x Hermanos de Língua Espanhola”. O fato dos clubes brasileiros, nas últimas edições dos torneios continentais, estar monopolizando os jogos finais (e também semifinais) desagrada a muitos.

A Comissão de Árbitros é muito estratégica na entidade. Carlos Alarcón, por muitíssimo tempo, fez o que quis sempre com a benção dos argentinos e olhos tortos dos brasileiros (Carlos Amarilla e Ubaldo Aquino que o digam). E Wilson Luís Seneme, que colocou as coisas nos eixos por lá, substituiu muito bem o ex-cartola (que caiu em meio aos escândalos de prisões de presidentes da Conmebol).

Entretanto… 

Quando ocorreram erros do VAR e de outros árbitros nas competições, havia muita chiadeira pelo fato dele ser brasileiro. Dê um simples “Google” e verá os clubes da AFA enchendo a paciência de Alejandro Domíngues.

Seneme estava ajudando a CBF a arranjar um nome estrangeiro (de preferência, europeu) para comandar os árbitros brasileiros, e existiram recusas (a principal, de Vítor Pereira). E estando há apenas dois dias do início do Brasileirão, veio a ótima oportunidade: A Conmebol, que estava satisfeita com Seneme mas acuada pelos clubes e entidades de fora do Brasil, poderia “demiti-lo” sem remorso, para que ele assumisse a CBF no dia seguinte da sua demissão (informações de que isso foi acordado entre Ednaldo Rodrigues e Alejandro Domíngues do GloboEsporte, no link citado em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2022/04/07/e-deu-seneme-na-cbf/).

O paraguaio Enrique Cáceres, um nome unânime entre clubes e Conmebol, assumiu a Comissão de Arbitragem (e ela o chefe do VAR da Sul-americana).

Portanto, a demissão de Seneme na Conmebol para assumir a CBF no dia seguinte foi algo combinado entre os presidentes da entidadepara a sul-americana, a fim de agradar argentinos; para a nacional, a fim de preencher um cargo importante onde não conseguiu nome estrangeiro. E bom para o Seneme, que não entrará na fila do Seguro-Desemprego.

Sobre o que era desejado inicialmente, em: https://youtu.be/gxyDGuMQuDg

– E deu Seneme na CBF.

O português Vitor Pereira não topou vir trabalhar no Brasil, e ele era o desejo da CBF para chefiar os árbitros. Falamos sobre isso aqui: https://wp.me/p4RTuC-Cfd.

O presidente Ednaldo Rodrigues pediu ajuda a Wilson Luís Seneme para que indicasse nomes estrangeiros para a chefia dos árbitros, e com a recusa dos mesmos, estando há apenas dois dias do Brasileirão, a oferta foi direcionada para o próprio Seneme, que aceitou sair da Conmebol e ir para a CBF.

As informações são de Martín Fernandez e Sérgio Rangel, do GloboEsporte.com, em: https://ge.globo.com/google/amp/futebol/noticia/2022/04/07/um-dia-apos-deixar-conmebol-wilson-seneme-assume-presidencia-da-comissao-de-arbitragem-da-cbf.ghtml

Boa sorte ao Seneme. Mas lembremo-nos: há outras pessoas que mandam na Arbitragem da CBF, e elas continuam. Na prática, só o Gaciba caiu.

(Imagem extraída de GE.com)

– O “portuga” da CBF, pelo que parece, virá mesmo…

Na moda das contratações de treinadores portugueses pelos clubes de futebol, a CBF declarou semana passada, através do seu presidente Ednaldo Rodrigues, que desejaria contratar um estrangeiro para comandar a Arbitragem de Futebol.

Para muitos, uma revolução necessária. Mas para quem vive os bastidores, sabe que é apenas uma forma de “acalmar os ânimos”.

Vamos lá: o plano A é o do português Vitor Pereira (homônimo do técnico português do Corinthians), que foi árbitro da FIFA e começou a carreira de cartola internacional na Comissão de Arbitragem na Federação Grega (assim como no início de carreira internacional do treinador português do Palmeiras, Abel Ferreira, cujo primeiro time foi o PAOK). De lá, foi trabalhar na Rússia, como instrutor de árbitros, e, com o início da guerra contra a Ucrânia, foi para Portugal há alguns dias e não voltou mais ao seu emprego.

Leio, no Portal “Sapo.Pt” que finalmente sua rescisão foi finalizada (desde meados de março, discutida quando começou o conflito). Portanto, a partir de agora, está livre para negociar.

O detalhe curioso é que Vítor Pereira é amigo dos cabeças da arbitragem da CBF. Em especial, me lembro quando a convite de Sérgio Correia da Silva fez alguns trabalhos para os árbitros de São Paulo.

Se vier convite de um amigo, e estando com o “passe na mão”, fica mais fácil, né?

O plano B já está no Brasil, trabalhando como consultor de arbitragem na FPF: Jorge Larrionda (um dos responsáveis pelas orientações esdrúxulas de mão-na-bola, onde quase tudo vira pênalti). Só que ele é o plano A da entidade paulista, caso Ana Paula de Oliveira não se sustente.

Ih, agora que os nomes foram expostos, surgirá um plano C, já que foi “furada” a surpresa?

Trocando em miúdos: a ideia é trazer um gringo para dizer à imprensa que tudo mudará. Mas como o estrangeiro tem que ser afinado com o pessoal daqui, e no fundo estarão os mesmos caras mandando, só mudando o porta voz, é “mudar para continuar a mesma coisa”.

Xi… será que agora que falamos, vão desistir dos nomes, já que se “estragou a brincadeira”?

Artes padrão para ilustração de matérias no site: CBF institucional

Imagem extraída da CBF (Divulgação, em CBF.com).

– Os cartolas do apito cobram, mas… são cobrados?

As imposições de comportamento / conduta dos dirigentes de futebol aos árbitros são problemáticas desde sempre.

Digo isso pois leio uma excelente matéria do Ge.com (compartilho o link abaixo com as citações) que mostra: desde a minha época, nada mudou. Acrescente-se que o árbitro deve assinar um documento de próprio punho atestando que está “abrindo mão de qualquer vínculo empregatício”.

Destaco: o juiz de futebol deve ser um exemplo de pessoa dentro e fora de campo, inclusive em searas que não deveriam ser discutidas. Mas… e os seus CHEFES?

Veja os mandatários, assistentes de departamento e secretários. Relacionamentos pessoais e profissionais complicados, cabides de emprego e eternos anos pulando de sala em sala…

Mais do que eles, os “chefes dos chefes” deles! Um roubou medalha, outro é investigado, outro não pode sair do Brasil…

Aqui: https://interativos.globoesporte.globo.com/futebol/materia/a-militarizacao-da-arbitragem

Imagem: Reprodução, extraída de: https://www.meionorte.com/curiosidades/arbitros-nao-podem-ter-barba-e-devem-evitar-tatuagens-411632

– E se dá para fazer, por quê não se faz?

Se Abel Ferreira pode armar o time “pegador” e pra frente, como fez no domingo, por quê não faz sempre?

Se Rogério Ceni pode ter um time “intenso” e buscando o gol, como fez na quarta-feira, por quê não fez ontem?

Se os árbitros podem recusar a sugestão do VAR, como corretamente fez Claus, por quê não fazem normalmente?

Por outro lado…

Se no Rio de Janeiro a Polícia pode organizar um jogo com segurança dividindo o estádio, por quê não em São Paulo?

Se existe complaince nos clubes, por quê a auditoria do Corinthians não alertou da “fria” que era a Taunsa?

Coisas do mundo do futebol…

Veja as respostas para as dúvidas de português mais frequentes | Guia do  Estudante

Imagem de iStock/iStock

– Dois lances polêmicos no 1o tempo de Palmeiras 2×0 São Paulo (parcial).

Raphael Claus corretamente não marcou pênalti de uma bola que bate na mão grudada no corpo de Éder. Igualmente o lance de Marcos Rocha não foi, 4a feira passada.

A questão é: por que raios o VAR tem que chamar?

No Brasil, o árbitro de vídeo é um sujeito metido, aparecido, que atrapalha o jogo e quer caçar erros. Eu me ENVERGONHO de ver um lance assim, vai contra o Espírito da Regra do Jogo.

Sobre o segundo gol do Palmeiras: se a infração fosse precedente ao gol (ou seja: o último lance antes de sair o gol), o VAR teria que chamar. Mas a jogada continuou e existiu uma sequência, ficou “lance vencido”. Acertou Claus de novo, falando pelo protocolo do árbitro de vídeo (Ali, importante: o Árbitro Assistente poderia ter ajudado, mas somente na imediatez do ocorrido).

Os motivos disso (VAR intrometido) acontecer, abaixo, extraído do Blog Pergunte Ao Árbitro:

Sabemos que o árbitro de vídeo, função criada para ajudar a arbitragem em lances pontuais determinados em protocolo, está sendo mal usado no Brasil. No mundo, o VAR é rápido e não apita o jogo. Aqui, ele é demorado, histérico (vide os gritos na cabine nos áudios disponibilizados no último Choque-Rei) e re-apita as partidas.

E qual o motivo disso acontecer?

Para explicar, uma lembrança: em 2014, quando se discutia os lances de movimento antinatural da mão na bola, eu conversei com árbitros da Pré-Temporada sobre o que foi orientado. E eles foram unânimes no discurso (que imediatamente achei equivocado): “Vai ficar mais fácil marcar a falta ou o pênalti, pois na dúvida, dá para interpretar como movimento antinatural”. Apesar da minha contestação, e de verificar que, principalmente na Europa, a Regra permanecia como prioritariamente “Intenção”, e dentro dela o lembrete de que era para verificar uma intenção disfarçada, um movimento antinatural para se tirar proveito da jogada, aqui tudo estava sendo colocado como antinatural (até a mão de proteção no rosto). Virou queimada…

Caso você tenha dúvida sobre lances da mão na bola e por quê erramos, de maneira bem didática, convido a leitura neste post: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/08/09/o-que-mudou-ou-nao-na-regra-da-mao-na-bola/

  • Por quê eu lembrei desse fato para falar do VAR? 

Porquê igualmente houve, na Pré-Temporada paulista (mas já tinha ocorrido em orientações da CBF) a seguinte colocação, com palavras aproximadas:

“O VAR não vai chamar um árbitro à toa. Se ele está na cabine, mais tranquilo, descansado e concentrado, ele pode ver erros e decisões de maneira diferente do que o árbitro. Se for para chamar o árbitro e a decisão não ser diferente, nem adianta chamar. Se chamou, é porque tem algo de errado. Além do mais, existe VAR, AVAR e mais cabeças para ajudar o árbitro lá na cabine”.

Lêdo engano…

Primeiro: nos prendamos aos protocolos, que significa: o VAR atua conferindo as situações que lhe foram confiadas, como confusão de cartões para atletas identificados equivocadamente, conferências de gols, agressões e erros crassos, entre as principais.

Segundo: o VAR não tem que interferir em lances interpretativos onde não veja erro absurdo. E erro absurdo não é dúvida de interpretação, é equívoco claro e evidente.

Terceiro: muitas vezes, o árbitro tem a visão mais aberta do que as câmeras, está num posicionamento privilegiado em campo onde a imagem de TV, ao invés de ajudar, pode confundir. Nenhuma câmera substitui o que o árbitro está vendo (a não ser que instale uma câmera no uniforme do juiz).

Quarto: estar na cabine, na frieza do lance, sem sentir o calor da partida, nem vibrar no mesmo ritmo / frequência do jogo, faz com que não se tenha a real dimensão da força de um empurrão, de um chute, de uma dividida ou de um puxão, maquiando a imagem.

Portanto, quando a gente verificar que o árbitro está indo para a cabine, saibamos que a chance dele mudar a opinião dele (mesmo estando correta) é enorme, justamente pela justificativa de que “se o VAR chamou, provavelmente ele está certo”e que essa mentalidade é equivocada perante a IFAB, sendo uma coisa exclusivamente brasileira.

O MAIS IMPORTANTE: para entender o que se quer do VAR de verdade, leia esse texto, abaixo, e se atente ao item 3 de Lukas Bradhttps://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/11/05/o-que-a-ifab-pede-ao-var-e-o-que-o-brasil-faz-com-ele/

Fifa se diz 'extremamente satisfeita' com arbitragem da Copa e implantação do VAR - ESHOJE

MOSCOW, RUSSIA – JUNE 21: Video Assistant Refereeing (VAR) Room at the Internatinal Broadcasting Centre on June 21, 2018 in Moscow, Russia. (Photo by Joosep Martinson – FIFA/FIFA via Getty Images), extraído de: https://eshoje.com.br/2018/07/fifa-se-diz-extremamente-satisfeita-com-arbitragem-da-copa-e-implantacao-do-var-ae/

– Entenda porquê os árbitros mudam a decisão quando chamados pelo VAR (às vezes, de forma errada).

Sabemos que o árbitro de vídeo, função criada para ajudar a arbitragem em lances pontuais determinados em protocolo, está sendo mal usado no Brasil. No mundo, o VAR é rápido e não apita o jogo. Aqui, ele é demorado, histérico (vide os gritos na cabine nos áudios disponibilizados no último Choque-Rei) e re-apita as partidas.

E qual o motivo disso acontecer?

Para explicar, uma lembrança: em 2014, quando se discutia os lances de movimento antinatural da mão na bola, eu conversei com árbitros da Pré-Temporada sobre o que foi orientado. E eles foram unânimes no discurso (que imediatamente achei equivocado): “Vai ficar mais fácil marcar a falta ou o pênalti, pois na dúvida, dá para interpretar como movimento antinatural”. Apesar da minha contestação, e de verificar que, principalmente na Europa, a Regra permanecia como prioritariamente “Intenção”, e dentro dela o lembrete de que era para verificar uma intenção disfarçada, um movimento antinatural para se tirar proveito da jogada, aqui tudo estava sendo colocado como antinatural (até a mão de proteção no rosto). Virou queimada…

Caso você tenha dúvida sobre lances da mão na bola e por quê erramos, de maneira bem didática, convido a leitura neste post: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/08/09/o-que-mudou-ou-nao-na-regra-da-mao-na-bola/

  • Por quê eu lembrei desse fato para falar do VAR? 

Porquê igualmente houve, na Pré-Temporada paulista (mas já tinha ocorrido em orientações da CBF) a seguinte colocação, com palavras aproximadas:

“O VAR não vai chamar um árbitro à toa. Se ele está na cabine, mais tranquilo, descansado e concentrado, ele pode ver erros e decisões de maneira diferente do que o árbitro. Se for para chamar o árbitro e a decisão não ser diferente, nem adianta chamar. Se chamou, é porque tem algo de errado. Além do mais, existe VAR, AVAR e mais cabeças para ajudar o árbitro lá na cabine”.

Lêdo engano…

Primeiro: nos prendamos aos protocolos, que significa: o VAR atua conferindo as situações que lhe foram confiadas, como confusão de cartões para atletas identificados equivocadamente, conferências de gols, agressões e erros crassos, entre as principais.

Segundo: o VAR não tem que interferir em lances interpretativos onde não veja erro absurdo. E erro absurdo não é dúvida de interpretação, é equívoco claro e evidente.

Terceiro: muitas vezes, o árbitro tem a visão mais aberta do que as câmeras, está num posicionamento privilegiado em campo onde a imagem de TV, ao invés de ajudar, pode confundir. Nenhuma câmera substitui o que o árbitro está vendo (a não ser que instale uma câmera no uniforme do juiz).

Quarto: estar na cabine, na frieza do lance, sem sentir o calor da partida, nem vibrar no mesmo ritmo / frequência do jogo, faz com que não se tenha a real dimensão da força de um empurrão, de um chute, de uma dividida ou de um puxão, maquiando a imagem.

Portanto, quando a gente verificar que o árbitro está indo para a cabine, saibamos que a chance dele mudar a opinião dele (mesmo estando correta) é enorme, justamente pela justificativa de que “se o VAR chamou, provavelmente ele está certo”e que essa mentalidade é equivocada perante a IFAB, sendo uma coisa exclusivamente brasileira.

O MAIS IMPORTANTE: para entender o que se quer do VAR de verdade, leia esse texto, abaixo, e se atente ao item 3 de Lukas Bradhttps://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/11/05/o-que-a-ifab-pede-ao-var-e-o-que-o-brasil-faz-com-ele/

Fifa se diz 'extremamente satisfeita' com arbitragem da Copa e implantação do VAR - ESHOJE

MOSCOW, RUSSIA – JUNE 21: Video Assistant Refereeing (VAR) Room at the Internatinal Broadcasting Centre on June 21, 2018 in Moscow, Russia. (Photo by Joosep Martinson – FIFA/FIFA via Getty Images), extraído de: https://eshoje.com.br/2018/07/fifa-se-diz-extremamente-satisfeita-com-arbitragem-da-copa-e-implantacao-do-var-ae/

– O áudio do VAR de São Paulo 3×1 Palmeiras nos questiona: está valendo a pena gastar tanto com essa ferramenta, pelos erros por ela promovidos?

Ao ouvir os áudios do VAR do Choque-Rei, fiquei envergonhado! Como a arbitragem paulista, que tanto me orgulhava, regrediu.

Duas observações:

1- Como é que o VAR e o árbitro conseguem falar em “ampliar espaço” e movimento antinatural, brigando com a imagem?

2- Como o árbitro mudou de opinião tão rápido? Ele nem contestou sua correta decisão de campo e aceitou a sugestão do VAR!

Lamentavelmente, o VAR virou a autoridade máxima no Brasil, um “caça-erros” com o propósito diferente do resto do mundo. E pior: ele PROMOVE erros!

Está valendo a pena usar o VAR no Brasil? Para atrapalhar o jogo mais do que ajudá-lo, não vale. E custa caro.

No site do GloboEsporte.com, está disponibilizado em: https://ge.globo.com/sp/futebol/campeonato-paulista/noticia/2022/03/31/noticias-palmeiras-spfc-sao-paulo-var-penalti.ghtml

– GRAVÍSSIMO: A discussão sobre o comportamento ético da arbitragem no Choque-Rei.

E São Paulo 3×1 Palmeiras parece que não vai terminar tão cedo…

Já falamos sobre os dois lances polêmicos: o pênalti inexistente erroneamente marcado na mão de Marcos Rocha e o pênalti corretamente não marcado no lance da mão de Marquinhos.
Se você desejar a explicação em texto, aqui: https://professorrafaelporcari.com/2022/03/30/e-o-penalti-inexistente-em-sao-paulo-3×1-palmeiras/
Se desejar em vídeo, aqui: https://www.youtube.com/watch?v=-hki1XoT8Yg

O assunto, agora, é outro, tão delicado quanto a péssima arbitragem: o comportamento dos árbitros e dos cartolas do apito, sem preocupação alguma de evitar exposição. Entenda:

Ontem de madrugada, após o jogo, recebi postagens que deveriam ser evitadas por quem comanda uma Comissão de Árbitros. Abaixo, a foto de Ana Paula Oliveira (a presidente da CEAF-SP) Ednilson Corona (observador) e parte da equipe de arbitragem no vestiário do Morumbi. Na legenda: ORGULHO.

Tudo bem, entendo que a pessoa pode orgulhar-se do trabalho que tem feito, mas existem momentos propícios para dizer isso. Soa muito mal aos ouvidos da torcida, comissão técnica, jogadores e diretoria palmeirense ler “Orgulho”, quando todos estão irritados com um erro importante contra a sua equipe (erro que não é interpretativo, é uma clara mão de proteção e nos links disponibilizados acima nesta postagem você pode verificar que não foi pênalti).

– Orgulho do quê, de meter a mão no Verdão?“, questionou o Zé Boca de Bagre, folclórico palmeirense assumido e amigo do Prof Reinaldo Basile, nosso respeitável mestre aqui de Jundiaí. A imagem:

Outra questão: não há um camarote para diretores da arbitragem? Uma salinha que seja? No print da tela desse vídeo há a filmagem da festa da torcida tricolor, feita pela Ana Paula Oliveira, que estaria (supostamente, não é uma afirmação) em meio a torcida. Desnecessário dizer que aqui será cobrada por exposição indevida… Veja a seguir:

Enfim, antes de publicar esse texto, tomei cuidado para verificar que não era fake. A primeira imagem realmente está no Instagram da Ana Paula. O vídeo, não. Mas numa rápida busca no twitter, encontrei a reprodução no perfil da Renata Ruel, colega dos tempos de arbitragem e comentarista da ESPN, atestando que era verídico. Teria sido feito por um primo da Ana Paula que pegou o celular dela e sem querer postou, e, com a repercussão, apagou? Talvez.

E rolando os comentários da Renata na timeline, vi coisas mais absurdas ainda e que concordo integralmente. Tinha até torcedor-bandeirinha? Veja só:

Não se pode colocar o “bumbum na janela”, como se refere a expressão popular à gente descuidada para críticas. Se os árbitros são recomendados para o máximo de discrição nas Redes Sociais, com perfis disfarçados, ou, se possível, nem possui-las, quem comanda deveria dar o exemplo.

Por fim, algo que me incomoda muito e que não vi cobranças:

– Nos lances em que o SÃO PAULO FC é prejudicado pela arbitragem, há a reclamação e cobrança por melhoras. Ontem, quando foi beneficiado, seria ótimo alguém dizer: “apesar da boa vitória, fomos favorecidos e precisamos melhorar a arbitragem, conforme sempre pontuamos quando prejudicados”.

– Igualmente, a SOCIEDADE ESPORTIVA PALMEIRAS cobra melhoras na arbitragem. Mas não as vi quando o lance não foi de prejuízo, mas de favorecimento, especialmente pelos “pênaltis de queimada” a favor e cobrados com maestria por Raphael Veiga. Ou ainda, pelo menos, a respeito do pênalti de “pisão na bola” contra o Red Bull Bragantino.

Todos os clubes são iguais: reclamam e lembram quando são prejudicados, e se calam quando são favorecidos, fazendo-se de surdos e de mudos. Eles também são culpados por tanta bobagem na arbitragem.

– E o pênalti inexistente em São Paulo 3×1 Palmeiras?

Douglas Marques das Flores marcou um pênalti “constrangedor” nesta 4a feira, na decisão do Paulistão 2022. Aliás, no ano passado, falamos sobre a boa vontade da FPF em escalar um árbitro que não era excepcional em jogos importantes.

Leia aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2021/05/10/a-analise-das-escalas-de-arbitros-das-4as-de-final-do-paulistao/

A propósito, alguns jogos que avaliei dele em outras divisões também não foram animadores. Confira aqui: https://professorrafaelporcari.com/2019/01/25/o-que-esperar-do-arbitro-douglas-marques-das-flores-na-final-da-copa-sp-2019/

Quando vi as escalas da final do Campeonato Paulista, me surpreendi. Escrevi aqui: https://professorrafaelporcari.com/2022/03/28/a-arbitragem-definida-para-os-dois-jogos-da-decisao-do-campeonato-paulista-2022/ e gravei aqui: https://professorrafaelporcari.com/2022/03/30/e-os-criterios-para-a-escala-dos-arbitros-da-decisao-do-paulistao/.

Sobre o pênalti da bola que bate “de supetão” na mão de Marcos Rocha, entenda:

Para marcar uma infração por mãos / braços na bola, você deve primeiramente avaliar: HOUVE INTENÇÃO? Lembre-se: nestes lances não existe o critério “imprudência”.

Avalia-se posteriormente: a mão ou braço bateu naturalmente ou por movimento antinatural? Para isso, verifica-se a proximidade e velocidade do chute, o tempo para evitar o contato e se o movimento ou não do braço foi considerado um reflexo ou não.

IMPORTANTE: bola que bate na mão ou braço “sem querer” ou em mão de proteção ao rosto / partes íntimas, não é infração.

Repare que ninguém do São Paulo reclamou a penalidade, e o árbitro bem posicionado não marcou. O VAR José Cláudio da Rocha Filho “caçou uma suposta infração” e chamou o árbitro. Como tem sido praxe, o árbitro Douglas Marques das Flores mudou sua decisão após o chamado do árbitro de vídeo. E errou!

Aqui, três coisas típicas da Regra do Jogo inventadas no Brasil, diferentes das Regras Oficiais da International Futebol Association Board (IFAB):

  • VAR que apita e re-apita o jogo, ao invés de ser um instrumento de ajuda ao árbitro para evitar erros crassos;
  • Árbitro que não tem personalidade em manter sua decisão em campo (mesmo quando correta);
  • Bateu na mão, como na brincadeira de queimada, é falta.

Pobre arbitragem brasileira… já foi boa.

Imaginei que, se uma bola batesse em qualquer dedo de jogador são-paulino, justamente pelo erro ter acontecido no primeiro tempo e a informação ter chegado no intervalo, a inevitável “compensação por remorso” aconteceria. E no meio do 2o tempo, uma bola que bateu na coxa e na sequência na mão (sem querer) de Marquinhos corretamente não foi marcada como pênalti, porque todos os elementos acima citados para a interpretação foram aplicados. 

São Paulo x Palmeiras: onde assistir, horário e escalação das equipes

Imagem extraída de: https://esportes.estadao.com.br/blogs/bate-pronto/sao-paulo-x-palmeiras-onde-assistir-horario-e-escalacao-das-equipes-6/

 

– Qual o salário dos árbitros para a arbitragem da Final do Paulistão 2022?

Sabe quais os valores das taxas de arbitragem para essa fase Final do Campeonato Paulista?

Veja quantos profissionais estão escalados, multiplique os AVARs e Assistentes, some com os demais e… que custo!

Não tem gente demais na cabine?


(Imagem extraída de ApitoNacional.com)

Use esse exemplo de escala para seu exercício:

– Fluminense 1×2 Botafogo: o árbitro pode acabar o jogo com Fred expulso dentro de campo?

Que erro no Fluminense 1×2 Botafogo! Falta de malícia do árbitro, inexperiência ou, por que não, desconhecimento da regra (que valeria até um Erro de Direito – difícil de ser aplicado, mas possível de interpretação).

Estando 2×0 para o Fogão com um gol aos 45 minutos do 2o tempo (classificando o time para a final do Cariocão-2022), os últimos minutos foram de outro esporte qualquer, menos futebol. Catimba e reclamação por todo lado. Eis que aos 52 minutos, sai o gol do Fluminense que classificaria o Tricolor das Laranjeiras para a decisão. Mais queixas.

Só que…

Fred foi expulso aos 55 minutos, quando o Botafogo tinha uma falta a seu favor. O atacante se recusou a sair, enrolou, fez cera, e ao invés do árbitro esperar o atleta deixar o gramado e dar os acréscimos sobre os acréscimos… encerrou a partida (com o expulso em campo, e o time que tinha a falta ao seu favor, sem o direito de bater, beneficiando o infrator).

Acho que o árbitro Paulo Renato Moreira da Silva Coelho não apitará mais pela FERJ… você pode encerrar uma partida antes da cobrança de uma falta, mas se ele arrumou tudo para a cobrança e o Botafogo não pode cobrar por conta do adversário se recusar a sair, de maneira alguma poderia ter encerrado naquele instante, pois vai contra todo o Espírito da Regra, que é o que norteia a Regra do Jogo.

Lamentável.

Fluminense x Botafogo ao vivo: Transmissão ao vivo e online (27/03)

Imagem extraída de: https://adtv.com.br/esportes/fluminense-x-botafogo-ao-vivo-transmissao-ao-vivo-e-online-27-03/

– Cuidem da Edina, para que outros não sejam prejudicados, como o Primavera de Indaiatuba.

Edina Alves Batista, depois do sucesso da virada de ano em jogos no final de 2020 / começo de 2021, vive um inferno astral.

Mesmo tendo apitado Derby, ido à Copa do Mundo de Clubes 2020 (a primeira mulher a conseguir essa façanha em um evento masculino) e ter sido cotada até mesmo para o Mundial de Seleções no Catar 2022 (abordamos isso aqui: https://professorrafaelporcari.com/2021/07/14/e-qual-arbitro-brasileiro-ira-para-a-copa-do-catar/), tudo começou a “virar ao contrário para a moça”.

Primeiro, a confusão envolvendo Internacional 0x2 Red Bull Bragantino. Para relembrar, clique aqui: https://professorrafaelporcari.com/2021/05/02/a-confusao-entre-os-arbitros-paulista-apos-o-episodio-de-vaidade-na-bolha-sanitaria/

Tal episódio trouxe à tona a questão do ciúme (envolvendo homens e até mesmo mulheres entre si na carreira). Abordamos em: https://professorrafaelporcari.com/2021/05/03/existe-ciume-entre-arbitro-e-arbitra-na-carreira-e-nas-escalas-no-futebol/.

Diante de tudo isso, Edina sofreu com depressão (e assumiu a dificuldade) após errar em lance importante no jogo Novorizontino x São Paulo (Vide aqui: https://professorrafaelporcari.com/2021/09/27/o-recomeco-de-edina/). Precisou de auxílio terapêutico! Além de problemas de saúde e outros emocionais de ordem particular (que não devem ser expostos publicamente), não vi apoio das entidades em dar suporte psicológico (e por quê não, até mesmo psiquiátrico – e quem conhece psiquiatras sabe o quão são valiosos seus cuidados) a fim de ajudá-la. Como muitos árbitros, muitas vezes o apitador se torna apenas “mais um” do quadro.

Entretanto…

Se você, na carreira de juiz de futebol, não está bem, outros serão prejudicados por seus erros. Vide neste ano, quando Edina voltou a apitar um jogo de destaque: Santos 0x3 São Paulo, onde não deu dois pênaltis (inclusive, a FPF reconheceu publicamente os erros). Em: https://professorrafaelporcari.com/2022/02/21/os-dois-penaltis-reclamados-em-santos-0x3-sao-paulo/. Ou, recentemente, nos mata-matas da série A2, envolvendo Primavera de Indaiatuba 0x1 Portuguesa de Desportos, onde Marzagão (LUSA) cometeu pênalti em Tiago (PRIMAVERA), e mesmo com VAR, a árbitra não marcou o claro penal.

Óbvio que os clubes que tiveram lances contrários estão bravos, e tal histórico não pode ser justificativa ou pedido de desculpas, pois os prejuízos muitas vezes são irreparáveis. Mas a questão é: o que a FPF faz de concreto para ajudar um funcionário (que não é colaborador de verdade, é “prestador de serviços autônomos aos clubes de futebol filiados, sem vínculo empregatício”, conforme o documento que é assinado na inscrição anual dos juízes – uma artimanha para não ter um quadro profissional)?

Tirar um(a) juiz(a) de futebol que foi mal na A1 e colocá-la na A2 (como de praxe se faz), não é punir o(a) soprador(a) do apito, mas sim o clube envolvido. Se está mal, treine, oriente, trate e recupere, e se escale assim que estiver ok.

Com carinho (e preocupação), escrevo: olhem para a saúde mental da Edina, pois os erros estão acontecendo e, no prazo de um ano e meio, uma moça com potencial e especulada até em Copa do Mundo tornou-se mais um “número”.

O lance reclamado (e com razão) pelo Fantasma da Ituana, abaixo:

– Quando um gol bobo dá um milionário prejuízo.

Na 5a feira, o Corinthians vencia o Guarani e se classificava para as semifinais do Campeonato Paulista em 2o lugar na tabela geral.

Jogaria em Itaquera, no seu estádio, com a vantagem da sua torcida apaixonada estar presente (onde o São Paulo nunca venceu até agora).

E não é que o Guarani, que só se classificou pelo regulamento esdrúxulo (já que não ficou entre os 8 melhores), fez um gol de empate e levou para os os pênaltis (e o Corinthians venceu a disputa)? O Timão ficou em 3º e teve que jogar no Morumbi.

Dessa forma, jogou não com 40 mil torcedores a favor, mas diante de 40 mil contrários. Perdeu quase R$ 4 milhões de reais em arrecadação, e, desclassificado pela derrota por 2×1, deixou de faturar mais R$ 3,5 milhões em premiações possíveis.

Um único golzinho sofrido (que não mudou nada para quem marcou) deu 7,5 mi de prejuízo! É mole?

Coisas do futebol…

São Paulo x Corinthians: vidente prevê resultado apertado na semifinal do  Paulistão; veja quem passa | Torcedores | Notícias sobre Futebol, Games e  outros esportes

Arte extraída de: https://www.torcedores.com/noticias/2022/03/sao-paulo-x-corinthians-vidente-preve-resultado-apertado-na-semifinal-do-paulistao-veja-quem-passa

– Eita, Abel… e o novo cartão amarelo? Se fosse o Deyverson…

Abel Ferreira tomou novamente um cartão amarelo. E de novo de maneira boba…

No Roda Viva, transmitiu uma certa serenidade; mas na prática, hoje, dentro de campo… suas reações de irritação são desproporcionais ao que acontece ao jogo.

Contra o Red Bull Bragantino, chutou de novo um copinho e tomou aos 46m do 2o tempo a advertência.

Como cobrar os cartões bobos de Deyverson, com tal comportamento?

Ao invés de chutar o copo, deveria tomar um copo de água fresca na cabeça, para ficar com a cuca fresca…

Imagem 1 de 1 de Taça Para Água Nadir Figueiredo Ref.:7002

– Anderson Daronco em Uruguai 1×0 Peru: entrou ou não a bola?

Anderson Daronco apitou Uruguai 1×0 Peru pelas Eliminatórias. Os peruanos estão muito bravos com o árbitro brasileiro pois, aos 91m, não validou esse lance alegando que a bola não entrou.

Se tivéssemos chip na bola, não teríamos discussão. Veja o lance abaixo:

Vídeo em: https://youtu.be/5XAVQdYtNXE

– Quem apitará os dois jogos das finais do Paulistão 2022?

Não é futurologia, nem previsão esotérica, mas apenas lógica: acompanhando as escalas e a obviedade de escolha (para jogo que “vale”, sem teste de novatos), Flavio Rodrigues de Souza e Raphael Claus apitarão as finais do Campeonato Paulista 2022.

Motivos?

Por tudo o que tem sido feito, nas partidas em que você precisa de árbitros mais rodados, a CEAF-SP tem escalado os nomes mais importantes. O próprio presidente da FPF, Reinaldo Carneiro Bastos, quer renovação do quadro (como Candançan no Derby em que os dois já estavam classificados) mas não quer teste em decisão (a fim de evitar chiadeira das equipes).32

Assim, pela ordem, os 3 FIFAs masculinos são priorizados (lembrando que a FIFA feminina, Edina Alves, desde os erros de Santos 0x3 São Paulo tem sido deixada para jogos de menos holofote).

Temos 4 jogos derradeiros do campeonato (duas semi-finais neste final de semana e duas finais). Para preservar Raphael Claus e Flávio Souza (os dois FIFAs prováveis que farão a decisão), escolhe-se Luiz Flávio (o 3º FIFA) e Vinícius Gonçalves Dias (o melhor não-FIFA) para as semifinais.

A única modificação possível é Edina Alves estar numa das finais (ou o próprio Vinícius) caso o Red Bull Bragantino esteja na decisão, por conta do que aconteceu na última rodada da 1a fase em Bragança Paulista (onde Flávio Rodrigues de Souza foi infeliz e marcou um pênalti de “pisão na bola” de Rafael Navarro, surgindo o empate de forma contestável).

Curiosidade: dos 4 times semifinalistas, o único que teve o rigor da escala de 3 árbitros FIFA consecutivos foi o Massa Bruta / Toro Loko: domingo com Flávio R Souza, 4a feira com Raphael Claus e sábado com Luiz Flávio de Oliveira.

Em tempo: de um lado, dois times com dinheiro em caixa e que possuem treinadores a um bom tempo. Do outro, dois times com dívidas muito grandes a pagar. Isso implicará na final?

– A dura missão na escolha de VAR e AVAR.

Ser árbitro de vídeo e bandeira de vídeo são duas funções novas e difíceis no futebol. Digo isso pois o “jogo jogado em campo” tem suor, emoção e vibração. Lá dentro você está no mesmo calor (ou sintonia) dos atletas. Permite-se do gramado ter a melhor leitura do jogo.

Da cabine do VAR, com ar-condicionado e muitas telas, você pode ter a maior frieza e racionalidade para tomar uma decisão; embora, sejamos justos, difere do árbitro que em tese está mais próximo do lance e no clima da partida.

Mas sabe qual o grande problema das Comissões de Arbitragem? A ESCOLHA (não é sorteio) de quem irá para o vídeo!

Como é difícil escalar um VAR!

  • Se ele for menos experiente de quem apita, o árbitro desconfiará das suas informações e sugestões.
  • Se for muito experiente, o árbitro obedecerá cegamente.
  • Teriam eles que ter igualmente a mesma competência? E como achar colegas de naipe parecido? Ou ainda: aceitar uma correção de quem teoricamente é do seu mesmo nível e acatá-la sem vaidade?

Eu vivi algo parecido na função de quarto-árbitro em um jogo da série A1: foi em São Caetano do Sul, quando a maca entrou para retirar um jogador supostamente lesionado (estava dando pinta que era simulação só para fazer cera) e, ao sair pela linha lateral, o atleta saltou da maca pedindo para retornar ao campo, dispensando qualquer atendimento médico. O árbitro central (ele estava apenas a uma posição acima do que eu estava no ranking – que sempre foi fajuto) não percebeu. Avisei-o pelo rádio e… a resposta foi: “Se você acha que apita mais do que eu, toma o apito”.

Resolvemos depois a questão no vestiário de uma forma um pouco conturbada, mas fica a dica: existe o componente humano terrível chamado VAIDADE, ou, se preferir, a falta de HUMILDADE no trabalho em equipe.

Ainda vai demorar para se achar o bom termo de escalas para o VAR. Afinal, toda a vaidade é burra (inclusive a daqueles que gerenciam a carreira dos árbitros).

Imagem relacionada

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.

– Taxas de Arbitragem para essa nova fase do Paulistão 2022.

Sabe quais os valores das taxas de arbitragem para essa fase de Quartas-de-final do Campeonato Paulista?

Veja quantos profissionais estão escalados, multiplique os AVARs e Assistentes, some com os demais e… que custo!

Não tem gente demais na cabine?


(Imagem extraída de ApitoNacional.com)

Use esse exemplo de escala para seu exercício:

– Abel no Roda Viva ou Godoi com Pilhado e Vampeta?

Pô, dois podcasts imperdíveis: o técnico palmeirense Abel Ferreira e o ex-árbitro Oscar Roberto Godoi (cujo nome artístico é “De Godóy”.

Abel foi ao Roda Viva da TV Cultura e mostrou suas ideias sobre futebol, vida e outras coisas importantes. Gostei demais de ver sua “visão de fora” e também das verdades que apontou (as feridas do futebol brasileiro). Não parece o treinador “briguento” das partidas que assistimos.

Disponível em: https://youtu.be/d1HVlmrfCfw

Godoi foi à Jovem Pan no programa Reis da Resenha, mostrando todo seu lado folclórico, contando histórias hilárias – mas também mostrando um outro lado da arbitragem (verdadeiro e romântico) que não existe mais. Na oportunidade, observou algumas coisas relevantes do VAR (como seu criador no Brasil e a estrutura falha sobre ele).

Também disponível, em: https://youtu.be/TEOPSOSd4r4

Difícil escolher qual das duas entrevistas foi a mais interessante!

– O VAR, diferente do restante do mundo, tornou-se a autoridade máxima da partida.

A partir deste vídeo, onde faço uma breve introdução sobre a surpreendente mudança de decisão do árbitro (que estava bem posicionado e correto ao não marcar pênalti em Rafael Navarro no jogo Red Bull Bragantino 1×1 Palmeiras), trago a discussão maior do cerne do problema: o protagonismo do VAR, as escalas incoerentes da cabine e a pressão exercida pela chefe que se auto-escala na função de analista.

Sabe o que tem em comum os erros de Palmeiras 2×1 Corinthians na 5a e o de ontem? Os mesmos erros de todo o Paulistão: se o VAR chamou, “tem” que mudar a decisão.

Sou a favor de trazer cartolas europeus para assumirem o comando e a orientação dos árbitros brasileiros. Do jeito que está, vão viciar uma geração inteira numa Regra “12B” que não existe no restante do mundo (a da mão na bola), além do mau uso do vídeo-árbitro. Aliás, já reparam que não tem nenhum dirigente de arbitragem brasileiro explicando regra nos “países desenvolvidos em futebol”, nem fazendo parte da FIFA em instrução na Europa?

Em: https://youtu.be/Lx0T6gZBwuw

– Quando o VAR estraga o jogo: o pênalti literalmente da “pisada na bola” em Red Bull Bragantino 1×1 Palmeiras.

Uma “pisada na bola” em todos os sentidos: é isso o que aconteceu no Estádio Nabi Abi Cheddid, em Red Bull Bragantino 1×1 Palmeiras.

Estando 1×0 para o Massa Bruta, o atacante Rafael Navarro, do Verdão, foi dominar a bola que estava sendo disputada no chão com o goleiro Maycon. Antes do goleiro tentar roubá-la, Navarro pisa na bola, tropeça e cai.

O árbitro Flávio Rodrigues de Souza estava bem colocado e mandou o lance seguir. Não tinha a visão encoberta, possuía ótima lateralidade da jogada e não teve dúvidas. Eis que Daiane Muniz dos Santos, de 33 anos, a VAR da partida, supervisionada pela Chefe dos Árbitros Ana Paula de Oliveira (auto-escalada para este jogo), o chamou para rever o lance. E não é que a recomendação foi de que existiu um suposto empurrão pelo braço do goleiro na disputa de bola? Flávio voltou atrás e marcou pênalti.

Porém, o braço involuntário ocorre depois do desequilíbrio. Não tem nada infracional, lance bizarro, onde me assustou a falta de personalidade do árbitro em não discordar da recomendação da jovem VAR. Aliás, perceberam que em nenhuma partida o árbitro tem mantido a sua decisão de campo?

Bragantino x Palmeiras

Foto: Cesar Greco / Palmeiras, extraída de: https://www.lance.com.br/palmeiras/palmeiras-marca-penalti-garante-empate-invencibilidade-paulistao-contra-bragantino.html

– As escalas da última rodada do Paulistão e nenhum árbitro para ser testado.

Para a derradeira rodada do Paulistão, mesmo para jogos que não tenham tanta relevância, a FPF escalou seus 8 melhores árbitros do quadro atual – exceto a árbitra Edina Batista Alves, que está “retirada dos holofotes” apitando jogos menos importantes depois que a FPF considerou que ela errou nos lances de Santos x São Paulo (e publicou isso).

Nada de testar árbitro como feito no Derby, colocando um juiz de 23 anos numa “fogueira”, queimando algumas etapas. Os riscos? Falamos disso na oportunidade em que escrevemos “sobre o que esperar do juizão:” em: https://wp.me/p4RTuC-BGN.

Aliás, sobre o jogo, eu não marcaria os pênaltis, e achei que depois desses lances, demonstrando um pouco de insegurança, os atletas veteranos abusaram das reclamações e o árbitro se intimidou. Mas nada de queimá-lo, pois ele tem potencial. Aqui: https://professorrafaelporcari.com/2022/03/17/eu-nao-marcaria-os-penaltis-de-palmeiras-x-corinthians/

Um último comentário: viram a súmula? No campo “Ocorrências”, me parece que foi complicado o vestiário pós-jogo… e olha que o Palmeiras ganhou! Está em: http://2016.futebolpaulista.com.br/sumulas2.php?cat=39&cam=73&jog=48&ano=2022

O que eu quero dizer de tudo é: teste, busque a renovação da arbitragem e inove no momento certo! Veja a relação de árbitros jovens queimados recentemente: João Vitor Gobbi, Flávio Mineiro, entre outros, que apitaram muito cedo jogos de time grande e acabaram sentido o peso da camisa (não só pela juventude, mas pela precocidade da escala mal feita). Faça o árbitro apitar muitos jogos da A2, sentir as dificuldades, depois escale paulatinamente na A1, e só depois de ter apitado os times grandes contra os pequenos, é que se escale em clássico.

Haverá vagas para dois escudos FIFAs em breve para SP, e parece que a busca por nomes NECESSARIAMENTE jovens está difícil…

Paulistão 2022 será transmitido em seis plataformas; saiba onde assistir

Imagem extraída de: https://www.mktesportivo.com/2022/01/paulistao-2022-sera-transmitido-em-seis-plataformas-saiba-onde-assistir/

– Eu não marcaria os pênaltis de Palmeiras x Corinthians.

Minhas considerações no link em: https://youtu.be/jAZWpQZsUnE

A análise pré-jogo da arbitragem que fiz, para quem possa ter curiosidade, em: https://t.co/2Tp9GK39rI

– Para o Derby, sobre a arbitragem:

Falamos nesse vídeo sobre a expectativa da arbitragem do clássico entre Palmeiras x Corinthians. Fizemos algumas considerações no blog na postagem de ontem, mas aqui, abaixo, em áudio.

  • Se for mal, corre-se o risco de infelizmente queimar-se um talento precocemente.
  • Se for bem, ótimo, mas “segure-se” o salto do jovem rapaz para que deslanche na carreira.

Em: https://www.youtube.com/watch?v=YoDH-M8ZOwA

– Sobre o pênalti de mão na bola / bola na mão em Vasco 0x1 Flamengo.

Mais um pênalti aos moldes da Regra 12 “B” foi marcado no Campeonato Carioca. Diferente da Regra oficial e universal, aqui temos um “B” de “versão Brasileira”.

É tão simples a história de mão na bola… a FIFA, através do chefe dos árbitros Mássimo Bussaca, já disse que no Brasil estão interpretando errado, puxou a orelha, mas… infelizmente, a arrogância dos cartolas do apito brasileiros é enorme.

A prova disso nesse texto: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/08/09/o-que-mudou-ou-nao-na-regra-da-mao-na-bola/

A questão é: a Regra não mudou, continua valendo INTENÇÃO ou NÃO (lembre-se: não existe infração por imprudência em mão na bola, somente por intenção). Aí a IFAB aprovou a orientação para que os árbitros observassem o movimento antinatural de um jogador, quando tocar na bola. Ou seja, verificar se disfarçadamente, ele tem a intenção / desejo de que a bola bata em seu braço para tirar proveito disso. É ter atenção ao “malandro”, àquele que dá um “Migué”.

Um exemplo?

Quando o zagueiro está na barreira, levantar os braços ao pular para ampliar propositalmente o seu espaço (não é natural saltar com os braços estendidos para cima). Ou nos lances de “Thiago Silva”, quando você tira proveito de um braço para disputar a bola com a cabeça de um adversário.

Lances rápidos, involuntários, de movimento NATURAL / CASUAL, nunca podem ser marcados como infracionais. Especialmente quando a bola vem rápida, desviada, “no susto”. 

Avalie:

1- o zagueiro Anderson Conceição, pelas imagens do lance, colocou o braço / mão propositalmente (ou seja, com intenção)?

2 – o vascaíno pula de forma anatomicamente antinatural, ou seja, de maneira fisiologicamente não-natural?

Para as duas perguntas, a resposta é a mesma: não!

Portanto, a bola bateu num momento de movimento natural, casual. Se ela resvalou na cabeça ou não do jogador, é irrelevante, pois é ainda antinatural (se desviou na cabeça, mais absurdo ainda marcar um toque à queima roupa).

Vasco x Flamengo: prováveis times, desfalques e onde assistir à semifinal do Carioca | LANCE!

Imagem extraída de: Lance.com.

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Palmeiras x Corinthians.

E teremos uma novidade no Derby de 5a feira: um jovem árbitro (23 anos) apitará o jogo.

Estou muitíssimo à vontade para escrever sobre a escala de Matheus Delgado Candançan, pois tenho acompanhado há muito tempo a carreira desse árbitro, desde quando apitava no Paulistão Sub23 (a 4a divisão de SP).

Vamos lá: Matheus é filho do ex-árbitro Demétrius Pinto Candançan, que teve a carreira abreviada por questões do joelho. É sobrinho do ex-centrovante André Pinto (que jogou no XV de Piracicaba, Portuguesa, Marítimo-POR e Kyoto-JAP). Ele está apenas no seu 6º ano de carreira, e no ano passado apitou seu único jogo pela A2-2021.

Porém, existe a preocupação em renovar “na marra” o quadro de árbitros da FPF, e ele foi puxado neste ano para a A1. Aqui, várias considerações:

  • Matheus tem boa experiência em jogos amadores, na 4a divisão e em alguns jogos na A3. Na A2, como dito, ainda pouquíssima rodagem; mas levado para a A1, tem na medida do possível feito um trabalho bom nos vários jogos que foi escalado neste ano (esteve também na semifinal da Copinha, no “jogo da faca” – partida entre São Paulo x Palmeiras). Está “queimando algumas etapas”, pois ninguém apita um único jogo na A2 e pula para a A1. Mas insisto: tem respaldo da FPF, por parte do próprio Reinaldo Carneiro Bastos.
  • A questão é: Raphael Claus é o único árbitro FIFA que goza de respeito internacional. Luiz Flávio de Oliveira e Flávio de Souza não são aproveitados em partidas relevantes da Conmebol, e pela idade, logo perderão o escudo. A Federação Paulista precisa “fazer um árbitro” para que, ainda jovem, possa herdar a insígnia da FIFA (se não ocorrer isso, corre o risco de perder para outro estado).

Ainda sobre Matheus Candançan:

Ele tem excelente porte físico e bom potencial. Entretanto, não é um fenômeno como foi Paulo César de Oliveira quando foi pinçado por Gustavo Caetano Rogério (que tinha um olhar clínico para talentos) e que segurou o rojão. É simplesmente um bom árbitro, que quer agarrar a excelente oportunidade que lhe foi dada.

Neste ano, em Santo André x Corinthians, errou no lance de bola na mão e mão na bola. Afinal, ele é da geração formada sem nunca ter visto a Regra do Jogo como “Intenção ou Não. Ele nasceu já com a orientação do “Movimento Antinatural da Mão na Bola”, com os equívocos de Jorge Larrionda e Sérgio Correa da Silva, entendendo que, em quase todo lance e na dúvida, se marca pênalti. E para tirar esse vício dos árbitros jovens e lapidá-los com o mesmo correto entendimento dos nossos colegas árbitros europeus, é difícil.

Sobre esse erro, no link em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2022/01/30/e-carlao-foi-vitima-do-erro-da-arbitragem-em-santo-andre-x-corinthians/

Um outro desafio que ele terá: Cássio, Paulinho, Weverton, entre outros, devem ter mais tempo de carreira do que o árbitro de idade. E me recordei de um jogo onde ele foi “testado”: com cara de menino, em Paulista de Jundiaí x Rio Preto, teve que se impor. Relembro: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2020/02/15/analise-da-arbitragem-para-paulista-2×1-rio-preto/

Por fim, ressalto que ele melhorou muito nos últimos anos numa questão em que era ruim: posicionamento dentro de campo, onde ora apitava longe e ora atrapalhava as jogadas. No Mirassol x São Paulo da semana passada, foi incomparável da apresentação que ele teve em Paulista FC x Independente de Limeira, aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2016/03/31/analise-da-arbitragem-de-paulista-5-x-0-independente-um-galo-caiu-outro-galo-vai-ficando/

Vou torcer para que ele faça uma boa arbitragem, continue evoluindo, e não se perca com o danado do erro técnico de bolas na mão / mão na bola, que é uma chaga do futebol brasileiro. Nos outros quesitos citados, melhorou. E aqui vai um pedido: torcer para que os atletas colaborem! Afinal, ele só está escalado nesse jogo pois, em tese, os dois times estão classificados, suas torcidas estão felizes e é uma oportunidade para testá-lo num jogo “mais encorpado”.

Como se observa abaixo, os bandeiras e VAR são experientes (a fim de dar suporte a ele):

– O correto uso do VAR em Corinthians 5×0 Ponte Preta.

Quase perfeita a arbitragem na Arena NeoQuímica, no jogo do Timão contra a Macaca. Luiz Flávio de Oliveira foi bem disciplinarmente e tecnicamente (acertou o detalhe da “bola que bate no árbitro e se mantém na posse do ataque”). Os bandeiras foram bem também, além do VAR (lances ajustados em impedimento de gol e correção de cartão aplicado / identificação).

A única questão é: o VAR pode ser mais rápido. Aí tiraria 10. No mundo, dá para ver que é possível.

Em tempo: que decepção o time da Ponte Preta, não? Futebol bem aquém da sua tradição.

Corinthians x Ponte Preta Ao Vivo Com Imagens | Paulistão 2022

Imagem extraída de: https://estadonews.com/corinthians-x-ponte-preta-ao-vivo-com-imagens-paulistao-2022/

– Sobre a expulsão de Rafinha em São Paulo 0x1 Palmeiras.

Jogador de futebol experiente, que joga em time grande, sabe ter “memória de árbitro. Ele costuma se lembrar de quem “pode pressionar” e com quem deve ficar “quietinho”.

Rafinha é um desses atletas rodados, e ele deve se recordar muito bem do árbitro de ontem, no Morumbi: Douglas Marques das Flores.

Acompanhei bem o começo da carreira do árbitro, catapultado da 4a para a 1a divisão num piscar de olhos, onde não se sustentou e depois voltou. Na pressa de renovar o quadro de arbitragem, a CA-FPF pulou etapas e deu todas as oportunidades para que o juiz apitasse e ganhasse experiente.

Comum tecnicamente, Douglas apareceu repentinamente na Série A do Brasileirão, fazendo uma lambança num CSA x Flamengo onde Rafinha (que jogava no Rubro-Negro) “o jantou” (lembro muito bem dessa partida). Foi por esse motivo que, desde o apito inicial, o lateral são-paulino ficou “buzinando na orelha do árbitro”.

A expulsão pelo 2o cartão amarelo foi justa. Aliás, não tivemos jogadas desleais ou importantes tecnicamente para avaliar o árbitro, mas muitas questões disciplinares. Jogo “falado demais”, sem lances polêmicos. E o curioso foi: Rafinha acabou recebendo o Cartão Vermelho por duas ações temerárias contra o adversário, e nenhum dos amarelos foi por reclamação – que deveria ter recebido. Aliás, se o árbitro faz cara feia e adverte no começo do jogo o primeiro atleta que tentou apitar a partida, intimidaria todos os demais. Como ele permitiu que o cercassem a todo instante, não conseguiu disciplina e respeito – e foi nessa memória de CSA x Flamengo que Rafinha se apegou (onde o árbitro foi extremamente inseguro, vide o jogo citado aqui: https://wp.me/p4RTuC-nnK).

A pergunta é: “só” pressão no árbitro ganha jogo

Lógico que não… se não jogar bola, não consegue 3 pontos.

São Paulo x Palmeiras: onde assistir, horário e escalação das equipes

Imagem extraída de: https://esportes.estadao.com.br/blogs/bate-pronto/sao-paulo-x-palmeiras-onde-assistir-horario-e-escalacao-das-equipes-5/

 

– Alguém viu o VAR na Champions League? Compare com o Grenal.

Alguém viu o VAR na Champions League hoje, em Real Madrid 3×1 PSG?

Alguém viu “bolinho de jogadores” em cima do árbitro?

Alguém viu simulação de atletas?

Alguém viu un-fair play?

Daqui a pouco começará o GreNal. Compare como será…

Volto a ressaltar, o problema é comportamento, competência e educação. Abordamos em: https://professorrafaelporcari.com/2022/03/09/a-preocupacao-com-a-relacao-atleta-e-arbitro-na-europa-difere-do-brasil/

Watch UEFA Champions League matches live

– A preocupação com a relação atleta e árbitro na Europa difere do Brasil.

Enquanto aqui no Brasil os jogadores até estão correndo junto com o árbitro na cabine do VAR (coisa de louco), na Europa está se discutindo o comportamento adequado na relação entre árbitros e atletas.

É obvio que o árbitro deveria ir à cabine consultar o VAR de imediato à alguma confusão. Porém, aqui em nosso país, o juizão fica parado no meio do campo, tentando conversar com o árbitro de vídeo, cercado de atletas. Em alguns jogos, os jogadores “perderam o medo” e dão uma corridinha até a lateral, acompanhando o trajeto do árbitro. Daqui a pouco, vão estar ao lado do monitor. Evidentemente, as más arbitragens permitiram que isso acontecesse. Mas veja que interessante: há dias, a UEFA reuniu seus principais árbitros e, segundo o ex-árbitro Roberto Rosseti (um italiano que trabalhou em Copa do Mundo e é o presidente da Comissão de Arbitragem do Continente), há de se ter mais rigor para que o atleta não queira “apitar o jogo”.

Tirado do release da UEFA.com, disse o dirigente há 15 dias:

“Estamos preocupados [com esse comportamento]. Não gostamos que se produzam esses incidentes de reclamações. Afeta o jogo e a sua imagem. Essa conduta não é respeitosa, nem mostra o espírito de jogo limpo quando jogadores, por exemplo, tentam enganar o árbitro ou pressionar para que expulse um rival (…) Não queremos que isso ocorra mais, não podemos aceitar. Mostrar respeito dentro de campo é importante.”.

Perceberam que a RECLAMAÇÃO, algo comum aqui, é tratado de INCIDENTE por lá? É fácil observar isso: jogador sul-americano na Europa aceita as decisões dos árbitros, mas quando vem jogar em nosso continente, cresce para cima do juiz e tenta pressionar. Será pela qualidade da arbitragem ou por entender que seu comportamento, na cultura europeia, é condenável?

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Em tempo: eu sou a favor de trazer a “1a linha de cartolas do apito da Europa” para trabalhar no Brasil, oxigenando as pessoas que há décadas estão no comando e não largam seus cargos, pois elas estão lá desde o tempo de Ricardo Teixeira, passando por Marin, Marco Polo, Caboclo e continuando firmes com Ednaldo Rodrigues. Não é interessante esse continuísmo, mesmo com tanta reclamação? Por quê não perdem seus empregos, mas são remanejados para outros departamentos com mesmo salário?

Árbitros europeus treinando em preparação para a Eurocopa do ano passado. Foto: Getty Images

– Sobre os pênaltis a favor do Atlético Mineiro.

Contra o humilde Athletic de São João Del Rey, um pênalti no final do jogo que “salvou o Atlético Mineiro”. Ontem, idem contra o Cruzeiro. E nos últimos jogos, alguns lances polêmicos em que o Galo Mineiro foi beneficiado (logicamente, existem lances em que ele foi prejudicado também, mas que foram menos decisivos nestes últimos tempos).

É claro que a torcida mineira reclama de alguns erros históricos (Wright e Aragão que o digam), mas nos derradeiros meses, os erros pró se avolumaram. Não quero crer que esteja ocorrendo o que sabidamente acontece com árbitros fracos: sentem o peso da camisa de um time grande, com elenco estrelado, cheio de dinheiro e com influência política na Federação local.

Historicamente, time grande é favorecido contra o pequeno (por conta da pressão exercida; não estou dizendo que é má fé, mas sim impacto psicológico de quem não tem competência e suporte emocional). Mas, pela experiência de árbitro (poxa, estive 16 anos dentro dos gramados), a verdadeira pressão (como se fosse um assédio) é: time influente contra o adversário de menor prestígio naquele momento do campeonato.

  • Mas o Cruzeiro não é um time grande? Na dúvida, o árbitro não deveria “deixar de errar” contra a Raposa ao invés de “deixar de errar” a favor do Atlético?

Pensamento simplista demais, acima… o Atlético Mineiro é o time com grana, com bola e com força política no momento. Eu escutei o presidente do clube dando entrevista à Rádio Bandeirantes para o Milton Neves, às vésperas do jogo Atlético x Flamengo, e ele descascou contra, praticamente, todos os árbitros que ele já viu, elogiando apenas o Daronco, que apitaria o jogo. É a chamada “pressão preventiva”… mas é um homem de princípios, pois disse ao final da sua fala que em agradecimento a uma possível vitória do Galo, iria de cavalo ao Santuário de Aparecida… Ele pediria perdão pelas suas culpas também? Afinal, somos todos pecadores – eu sou católico e devoto da Padroeira, e nossa fé pensa assim.

Resumindo: houve mais um erro a favor do Galo Mineiro, e o árbitro apitou em “voo cego”, pois, repare na câmera que estava atrás do gol: ele está totalmente encoberto, não viu o carrinho do cruzeirense tampouco a queda do atleticano. Marcou pelo barulho! E não consegui ver se ele consultou o VAR, pois tenho muito interesse em saber: o VAR o ajudou a errar, ou ele acertaria e o VAR o atrapalhou?

Com erros e acertos da arbitragem (neste momento específico, mais erros a favor, mas isso muda demais ao longo do ano) o Atlético Mineiro é o melhor time do Brasil com o “jogos jogado”. Nas finanças e na política, não sei.

Atlético x Cruzeiro: saiba como assistir ao Mineiro AO VIVO na TV

Arte extraída de: https://www.torcedores.com/noticias/2020/03/atletico-mg-x-cruzeiro-assistir-ao-vivo