– Que coisa, Sindicato!

coisas incoerentes no futebol. Nos bastidores do esporte, idem. Nos da arbitragem, piorou!

Me espantei ao ler que, adversários políticos aos olhos dos árbitros, os postulantes à Presidência do SAFESP deixaram as diferenças (existiam?) de lado e se uniram.

Não entendeu?

A coluna do ex-árbitro e comentarista (um dos fundadores do Safesp), seu Euclydes Zamperetti Fiori, publicada no Blog do Paulinho, é claríssima e didática. Compartilho em: https://blogdopaulinho.com.br/2022/11/05/coluna-do-fiori-562/

É melhor não falar nada, ao ler essa situação, para não sair bobagem…

Imagem extraída da Web.

– As discórdias do Sindicato dos Árbitros Paulistas eram para inglês ver?

Na oportunidade devida, falamos bastante sobre o imbróglio que envolveu as Eleições do SAFESP, e como tudo era decepcionante e desesperançoso. Não vale repetir novamente a mesma ladainha…

Entretanto, parece que adversários se unem, críticas somem e tudo termina (como sempre) num alegre entendimento entre compadres.

Os árbitros? Eles são apenas um detalhe. O que vale é o poder!

Um perfeito texto do Blog do Paulinho, em: https://blogdopaulinho.com.br/2022/11/02/lamacal-na-arbitragem-paulista

Imagem extraída do link acima.

– O que você faria se ganhasse 3 milhões por dia, como o Mbappé?

Nesta última semana, o jornal francês “Le Parisien” vazou o salário de alguns jogadores importantes, incluindo Mbappé, que recebe, de acordo com a publicação, 630 milhões de euros pelos 3 anos de contrato.

Aqui, a fonte: https://ge.globo.com/futebol/futebol-internacional/noticia/2022/10/24/contrato-de-mbappe-no-psg-preve-salario-de-r-32-bilhoes-superando-messi-e-neymar.ghtml

Pois bem, em reais, esse valor dá R$ 3,2 bi por três anos (salários, prêmios e luvas). Isso equivale a: R$ 88,88 milhões mensais.

Ou, se preferir, um valor de R$ 2,97 mi por dia (isso mesmo, quase 3 milhões de reais por dia).

É muito dinheiro.

Renovação com Mbappé custou € 630 milhões ao PSG, diz jornal

Imagem extraída de: https://www.poder360.com.br/esportes/renovacao-com-mbappe-custou-e-630-milhoes-ao-psg-diz-jornal/

– O gol anulado de Yuri Alberto em Goiás 0x0 Corinthians.

Muita polêmica a respeito do gol invalidado aos 46m do 2o tempo do Corinthians. Veja a imagem extraída da CBF TV, em lance totalmente ajustado:

Prevaleceu a decisão de campo, ou seja, da marcação do impedimento. Mas alguns pontos:

1- A demora para análise do VAR não deve existir. Se a imagem é inconclusiva (para mim, essa é), respeite-se a decisão de campo. Mas houve demora.

2- Não consigo dizer que milimetricamente está impedido ou não. Para mim, aparentemente e sem ter certeza, há condição de jogo. Erraram VAR e bandeira (ressaltando: lance chato), mas, cá entre nós, foi feito um simpósio para discussão.

3- Na Copa do Mundo, isso não existirá mais (ufa), com a Inteligência Artificial determinando impedimento ou não.

4- A CBF divulgou o áudio da arbitragem (está aqui: https://www.cbf.com.br/a-cbf/analise/do-var/analise-do-var-goias-x-corinthians-32a-rodada-do-brasileirao-assai). Mas repare no texto: ela anexou as regras do jogo 2021 / 2022, e sabe por quê? A CBF NÃO TEM A TRADUÇÃO das regras atuais, válidas desde 01 de julho! Continua disponibilizando as antigas e um anexo de alterações. A FPF, por exemplo, disponibiliza as novas em inglês e espanhol. Custa muito produzir um Livro atualizado (ou arquivo digital) em português?

– Parabéns ao Flamengo, Tricampeão da Libertadores. E à ótima arbitragem.

Foi um script cumprido à perfeição: o árbitro argentino Patrício Loustau foi bem técnica e disciplinarmente, como esperado. Usou de experiência, como previsto, e não precisou correr muito, pois como dito anteriormente, se posiciona (e repetiu isso) muito bem dentro do gramado. Ser veterano possibilita isso: encontrar atalhos para se poupar mais.

Num primeiro lance mais tenso, quando precisou chamar a atenção de Pedro do Flamengo e Pedro Henrique do Athlético, tuitamos:

É muito legal ver um árbitro ser respeitado. A advertência verbal aos “Pedros”, por parte do Loustau, foi “elegante”! Sem teatro, firme, sem gritos. Fernandinho quis fazer uma graça e ele pediu distância. Ah, se fosse assim aqui no Brasil…

E não foi verdade? O árbitro se fez respeitar e os jogadores entenderam isso.

Marcando poucas faltas (de maneira correta), foi bem na aplicação dos cartões. Principalmente na expulsão de Pedro Henrique:

1. Pedro Henrique foi advertido verbalmente. Correto.

2. Na sequência, fez uma falta temerária e recebeu Amarelo. Correto.

3. Depois, outra falta temerária. Outro Cartão Amarelo e consequentemente Vermelho. Perfeito.

Aí fica uma pergunta: e se fosse um juizão brasileiro?… Por apitar com frequência esses times no Campeonato Brasileiro, expulsaria ainda no 1º tempo?

Em tempo: lamento as reclamações efusivas de Felipão. Não precisava ficar reclamando de tudo o tempo todo, apesar de ser uma final de Libertadores.

Flamengo x Athletico-PR: assista à transmissão da Jovem Pan ao vivo | Jovem  Pan

Imagem extraída de: https://jovempan.com.br/esportes/futebol/flamengo-x-athletico-pr-assista-a-transmissao-da-jovem-pan-ao-vivo-4.html

– O perfil da arbitragem para Flamengo x Athletico (decisão da Libertadores).

Falamos sobre a expectativa da arbitragem de Patrício Loustau, designado a apitar a finalíssima em Guayaquil. Está em: https://wp.me/p4RTuC-Hqk

Em vídeo, algumas curiosidades, em: https://www.youtube.com/watch?v=65BD27F0N4A.

– Temos alguns árbitros “boçais”, ou foi exagero do lateral?

Comentei e não gostei da arbitragem de Botafogo 2×1 Red Bull Bragantino. Muita “cara de mau” do árbitro Dyorgines Andrade (veterano, do ES) e pouca qualidade técnica. Falamos sobre isso aqui: https://professorrafaelporcari.com/2022/10/26/analise-da-arbitragem-de-botafogo-2×1-red-bull-bragantino/.

Aliás, antes da partida já havíamos observado: não era uma arbitragem de “1ª linha”, aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2022/10/25/analise-pre-jogo-da-arbitragem-para-botafogo-x-red-bull-bragantino/

No pós jogo, o lateral direito Aderlan, revoltado, deu uma forte declaração ao Sportv:

“No primeiro [tempo], não conseguimos impor o nosso ritmo. Tivemos algumas chances e não conseguimos concluir. Agora, sobre o final [que rolou reclamações com a arbitragem], desde o começo do jogo… arbitragem muito caseira. Na maioria dos jogos, sempre tem uma polêmica com a arbitragem. Agora, pergunta se ele vem dar uma resposta aqui. Outra: eles são muito boçais. A gente vai falar com todo respeito, eles ficam gritando, não escutam o jogador. Na maioria das vezes, não vamos nem reclamar, vamos conversar para perguntar alguma coisa que aconteceu na partida, e eles ficam gritando. Ficam intimidando os jogadores: ‘vai para lá senão vou expulsar, vou dar cartão amarelo, vai jogar’. Foi igual aconteceu agora no final. É por isso que a arbitragem brasileira está do jeito que está. Eles não têm responsabilidade. Muitas vezes atrapalham o planejamento da semana e acabam atrapalhando o nosso jogo”.

É lógico que muitos atletas se comportam e mal e não colaboram com a arbitragem. Mas é honesto e justo aceitar a crítica do jogador, pois temos visto esse exato comportamento relatado: a confusão de autoridade com autoritarismo. Não é guerra, é futebol!

Agora, existirá outra questão: o STJD punirá o atleta pela declaração? E o árbitro?

Capacete Moto Custom Etceter Army Brilhante Verde Militar - Capacetes de  Moto - Magazine Luiza

Imagem extraída de: https://www.magazineluiza.com.br/capacete-moto-custom-etceter-army-brilhante-verde-militar/p/bcdk1fag05/au/capa/

– Análise da Arbitragem de Botafogo 2×1 Red Bull Bragantino.

Não gostei da arbitragem de Dyorgines José Padovani de Andrade – ES. Fez um primeiro tempo razoável (embora errou na não-marcação de um tiro livre indireto, que virou um escanteio e na sequência saiu o gol carioca). No segundo tempo, cansou (bebeu água nos squeezes de todo mundo, impressionante) e cometeu erros técnicos evitáveis.

As nossas anotações durante a transmissão do jogo explicam bem. Abaixo:

10m: Adryelson (BFR) comete uma falta por imprudência em Popó (RBB), entrelaçando suas pernas no atacante, e ele não marcou. Era na entrada da área, errou.

16m: Tiquinho Soares (BFR) ergue o pé e de “sola” rouba a bola que seria dominada pelo goleiro Clayton (RBB), e só não vai para o gol porque Kevin Lomónaco (RBB) consegue colocar para escanteio.. Lance irregular, seria Tiro Livre Indireto ao Massa Bruta. E na cobrança de escanteio surge uma sequência de ataque onde resultou no gol do Fogão.
Veja que curioso: se o Kevin Lomónaco não salvasse a bola, ela iria para o gol e fatalmente o VAR observaria o claro “pé-alto” e anularia o tento. Mas como foi escanteio, o Protocolo não permite essa revisão.

27m: Correto Cartão Amarelo ao Kevin Lomónaco (RBB), por falta na entrada da área em Tiquinho Soares (BFR).

34m: Cartão Amarelo para Gabriel Pires (BFR), corretamente aplicado.

92m: Carlos Eduardo é atropelado pelo seu marcador, e o árbitro não sabia se marcava falta ou escanteio (cansou bastante no fim do jogo). Aí consultou o bandeira, e ambos ficaram vacilando (e olha que o assistente 1 é o experiente Alessandro Matos..). erraram ao dar escanteio, pois era falta e cartão amarelo.

Botafogo x Bragantino: veja onde assistir, escalações, desfalques e arbitragem | brasileirão série a | ge

Imagem extraída de GE.com

– 159 anos de Futebol e 11 curiosidades.

Em 26 de outubro de 1863, findava em Londres uma vitoriosa campanha encabeçada por universitários e pelo jornalista John Cartwright: a da padronização das diversas práticas de ‘football’.

Como o esporte era jogado sob a orientação dos diversos colégios e associações esportivas, não haviam regras únicas para o futebol. Há mais de um século e meio, na Freemason’s Tavern, dessa união de esforços nasceu a “The Football Association” (a FA é a ‘CBF inglesa’), que visava, como mote maior, divulgar um único conjunto de medidas para que o jogo de futebol fosse disputado uniformemente em toda a Grã-Bretanha.

Nascia assim o livro The Simplest Play, que nada mais eram as Regras do Jogo de Futebol, com 14 capítulos.

Vamos a algumas curiosidades? Selecionei 11 itens, já que em 1870 o futebol passou a ser jogado com esse número de atletas, definido pela regra 3 até hoje.

1) As traves (Regra 1) eram compostas apenas por postes; o travessão (ou seja, a parte de cima da meta) só surgiu 2 anos mais tarde, tamanha era a confusão para se determinar se os chutes muito altos tinham sido gol ou não;

2) Infrações (Regra 12) eram resumidas como: são proibidas rasteiras, caneladas e cotoveladas, bem como golpear ou segurar a bola com a mão; simples assim!

3) Não existia a figura do árbitro (Regra 5), que só surgiu em 1868, e ficava sentado numa cadeira, na sombra, servindo para tirar as dúvidas dos capitães das equipes (que eram as pessoas que decidiam se havia alguma falta ou não em comum acordo). Somente em 1878 é que surgiu o apito, mas ainda não servia para marcar faltas, mas para avisar sobre o começo e término dos jogos. Em 1881, enfim o árbitro entrou em campo e começou a decidir sobre infrações sem a consulta de capitães, fazendo parte da regra.

4) O tempo de jogo (Regra 7) é definido em 90 minutos (1893), com intervalo e acréscimos. Antes, se desse o tempo, encerrava a partida imediatamente, quer a bola esteja no ataque ou não.

5) O pênalti (Regra 14) surge em 1891. Até então, nas faltas próximas ao gol, os jogadores se aglomeravam em cima da linha de meta e formavam um muro sobre ela.

6) Diversas infrações poderiam deixar de serem marcadas, caso a equipe que sofresse a falta achasse que não importava a marcação. Ou seja, nascia em 1903 a “lei da vantagem” (não era o árbitro quem determinava se seguia ou não o lance).

7) O goleiro podia segurar a bola com a mão por toda a sua metade do campo. Em 1907, radicalizou-se e o arqueiro só podia colocar as mãos dentro da grande área. Mas somente em 1921 alguém teve a idéia de que eles deveriam usar roupas diferentes dos jogadores de linha, para não confundir as pessoas.

8) Preocupada com a saúde dos atletas, decidiu-se em 1924 que, se o árbitro considerasse que um jogador estivesse contundido, deveria parar o jogo para que ele fosse atendido. Antes, o lesionado deveria se arranjar sozinho para deixar o campo e o jogo não deveria ser interrompido.

9) Uma revolução aconteceu em 1925: o impedimento (Regra 11) passou a exigir que ao menos 2 atletas (antes, eram 3) estivessem dando condição para que o jogo prosseguisse.

10) Em 1938, numa ‘reengenharia’ esportiva, definiu-se as 17 regras do futebol que persistem até hoje, com algumas alterações ao longo do século.

11) Somente em 1970 permitiu-se substituições de atletas universalmente (Regra 3). Antes (desde 1966), eram permitidas somente em partidas que envolvessem clubes. Também temos a adoção dos cartões amarelos e vermelhos (Regra 12).

É claro que ao longo do século XX outras tantas modificações surgiram, como o tempo de 6 segundos da posse do goleiro com a bola nas mãos, mesma linha deixar de ser impedimento, 3ª substituição, área técnica, entre outras. E no século XXI, o VAR.

E você, teria alguma sugestão para mudanças de Regra do Futebol, no dia do seu aniversário de 159 anos?

Deixe seu comentário:

Conheça todas as regras para jogar futebol

Imagem extraída de: https://regrasdoesporte.com.br/conheca-todas-as-regras-para-jogar-futebol.html

– Explicando os erros da arbitragem de Flamengo 3×2 Santos.

Para explicar o ocorrido em Flamengo x Santos, leve em consideração o seguinte:

  • A arbitragem brasileira está em péssima fase, e há poucos nomes bons. Seneme escala os FIFAs, aí precisa vetá-los (como Daronco devido ao problema do Avaí) ou escalá-los mesmo sem confiança na regularidade (vide Flávio R Souza que apitou bem Palmeiras x São Paulo, mas foi mal em Santos x Corinthians).
  • Por carência de talentos, escala os aspirantes, como Ramon Abatti Abel e Paulo Zanovelli, que estavam indo bem, mas já começam a sentir a pressão (esses, jovens demais com 32 anos).
  • Socorre-se por fim aos mais experientes, os quase “cinquentões”, que já deram o que tinha que dar (É o caso de André Luiz de Freitas Castro, com 48 anos), ou Dyorgines Andrade (que apitará Botafogo x Bragantino) ou ainda Vuaden (que está no jogo do Corinthians). A justificativa é: são veteranos e têm rodagem, mas… esse é o futuro da arbitragem?

Dito isso, no Maracanã, foram dois pênaltis claros: o de Matheusinho (FLA) em Camacho (SFC), indiscutível, onde o árbitro não marca e o VAR Adriano Milczvisk não considera erro crasso e nem o ajuda. Talvez, por perceberem o erro durante o intervalo, não tiveram “peito” de marcar o de Bauermann (SFC) em Cebolinha (CRF) – a chamada “média / compensação”, uma corriqueira e infeliz situação da arbitragem brasileira.

A repercussão maior e óbvia é do pênalti não-marcado para o Santos, pois o Peixe vinha de um prejuízo no jogo contra o Corinthians (clique aqui: https://wp.me/p55Mu0-379), e, estando 0x0, poderia fazer o 0x1. Na sequência do pênalti não marcado, o Mengo faz 1×0.

A FIFA tem pedido “tempo de bola rolando”, e Seneme quer que os árbitros não marquem as faltinhas forçadas, cavadas, duvidosas (o estilo Vuaden de antigamente). Entretanto, os árbitros brasileiros não conseguem fazer isso e deixam de marcar as faltas reais (como a ocorrida em Camacho), e no final do jogo, cansados (veja a idade do árbitro), acabam amarrando a partida com um sem-número de infrações.

E o que fazer?

Talvez importarmos uma Comissão de Arbitragem e um quadro inteiro de árbitros. André vai para o PADA, programa de “reeducação do árbitro”, e receberá boas orientações do ex-árbitro Ricardo Marques Ribeiro, entre outros.

Aliás, olhe que estrutura “enxuta”: https://professorrafaelporcari.com/2022/06/22/a-nova-comissao-de-arbitros-da-cbf/

No mundo ideal, tanto Santos e Flamengo iriam à CBF manifestar em conjunto, pelos erros onde foram prejudicados e favorecidos. Mas isso é utopia, só se queixa quando há prejuízo.

Flamengo x Santos: veja onde assistir, escalações, desfalques e arbitragem | brasileirão série a | ge

Imagem: GE.com

– O que esperar da Arbitragem de Patrício Loustau para a decisão da Libertadores entre Flamengo x Athlético Paranaense?

A Conmebol escalou a arbitragem para a final da Libertadores 2022 na última sexta-feira, e mudou a escala na segunda-feira à noite. Saíram o AVAR 1 Eber Aquino (PAR) e o AVAR 2 José Cuevas (PAR), sendo que entraram argentinos no lugar deles (o motivo da alteração não foi divulgado). E a equipe será formada por:

No ano passado, a escala saiu com semanas de antecedência. Dessa vez, a 8 dias da finalíssima. Eu apostava no uruguaio Andrés Matonte, por ser considerado “o grande nome da Conmebol na atualidade” (ou, se preferir, o jovem promissor que ela está investindo bastante). Minha 2ª aposta era pelo mesmo critério da Sulamericana: um veterano que não irá à Copa, como forma de homenageá-lo (isso foi feito com Wilmar Roldán na Sulamericana). Eu imaginava que se fosse usado esse critério, poderia ser o chileno Tobar. Não será, embora eu tenha acertado no critério: será o veterano Patrício Loustau (ARG), que está com 47 anos. O árbitro argentino que irá à Copa, Facundo Tello, será o seu 4º árbitro.

Árbitro desde bem jovem, Loustau é a prova de que a experiência pode ajudar a melhorar alguém. Afoito quando entrou no quadro de árbitros da FIFA, expulsava demais e mantinha o rigor como sua marca (até com exagero). Com o passar dos anos, soube dosar muito bem suas atuações. Hoje, usa a advertência verbal com mais propriedade e não “queima cartões à toa”. É respeitado em seu país e pelos atletas que já jogaram com ele no comando do apito.

Em 2019, Patrício Loustau apitou Flamengo 5×0 Grêmio pela Libertadores 2019, após ser criticado (injustamente) pela atuação em jogos anteriores do próprio Mengão (Internacional 1×1 Flamengo e Flamengo 0x1 Peñarol). Também foi ele o árbitro de Grêmio 0x1 Palmeiras, no mesmo ano.

Em 2020, apitou 6 jogos da Libertadores, com 33 cartões amarelos e NENHUM vermelho. Destaque para Internacional 0x1 Grêmio, uma guerra em Porto Alegre, e para a final entre Palmeiras x Santos. A propósito, ele gosta de “jogos nervosos” – me recordo de um Boca x River onde aplicou 14 Cartões, com 5 expulsões (foi um jogo marcante)!

Me lembro também da primeira vez que eu assisti um jogo dele, foi uma excelente arbitragem em Corinthians 4×0 Once Caldas, aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2015/02/05/explicando-os-2-lances-polemicos-de-corinthians-4-x-0-once-caldas/

Seu histórico de amadurecimento ao longo dos anos mostrou que ter o discernimento de uma “bronca bem dada” ao invés do excesso de cartões (muitos árbitros escondem sua fraca autoridade atrás do excesso de Amarelos) é salutar. Prova disso, são seus números de advertências reduzidas dentro de campo com o Cartão Amarelo, e as poucas queixas que recebeu nos últimos trabalhos.

Aliás, estar bem posicionado dentro do campo é uma de suas características, o que faz com que ele recorra pouco ao VAR, dando muita dinâmica ao jogo. Mas há um defeito em seu estilo, que pode ser explicado pela sua nacionalidade: não coibir a contento a cera! E isso é perceptível nos jogos de argentinos, “contaminando os árbitros”: nas “milongas” para reiniciar a partida, os clubes argentinos, quando estão ganhando, demoram para colocar a bola em jogo. E esse retardamento passou a ser algo comum não só pelos atletas, mas um “aceite cultural” dos árbitros daquele país. Nada, evidentemente, que possa ser corrigido ou que influencie num placar.

Curiosidade: Patricio Loustau é filho de Juan Carlos Loustau, árbitro da final do Intercontinental de Clubes entre São Paulo x Barcelona (1992), além de ter atuado na Copa de 90. Arbitrar está em seu sangue.

Dos VAR/AVARs, o melhor de todos é o colombiano Nicolas Gallo, que trabalhou muito bem no jogo do River Plate x Palmeiras (relembre: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2021/01/12/o-melhor-em-campo-no-palmeiras-x-river-plate-foi-o-gallo/).

Torcerei para um grande jogo e uma boa arbitragem!

Diretrizes para o sorteio da CONMEBOL Libertadores 2022 - CONMEBOL

Imagem extraída do site da Conmebol.

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Botafogo x Red Bull Bragantino.

Para o confronto entre a Estrela Solitária e o Massa Bruta, a CBF escalou:

Árbitro: Dyorgines José Padovani de Andrade – ES, 43 anos, Funcionário Público, natural de Castelo/ES.

Bandeira 1: Alessandro Álvaro Rocha de Matos – FIFA/BA, 47 anos, Investigador Polilcial, natural de Simões Filho/ BA

Bandeira 2: Fabiano da Silva Ramires – ES, 46 anos, Professor de Educação Física, natural de Vitória/ES.

4º árbitro: João Ênnio Sobral – RJ

Analista de Campo: Sérgio de Oliveira Santos – RJ

Árbitro de Vídeo: Rodrigo D’Alonso Ferreira – SC

AVAR: Helton Nunes – SC

Observador: Emerson Augusto de Carvalho – SP

Dyorgines está há 11 anos no quadro da CBF. Sua melhor temporada foi em 2020, onde apitou vários jogos da Serie A (incluindo Fluminense 0x0 Red Bull Bragantino). No ano passado, somente trabalhou uma única partida na 1a divisão. Neste ano, será o seu 5º jogo nesta série, pois trabalhou nas séries B, C e D com boa regularidade. Não é um árbitro do “primeiro time” da CBF, mas é veterano.

Destaque para o bandeira 1, Alessandro Matos, que há 25 anos está na 1a divisão e já foi considerado por diversas vezes o melhor assistente do Brasil. Outro destaque: o AVAR Helton Nunes, aquele mesmo do pênalti de Red Bull Bragantino x Cuiabá e que viu “barriga” na final da Copa do Brasil no lance polêmico de Corinthians x Flamengo…

Desejo uma boa partida e uma grande arbitragem para todos!

Acompanhe conosco o jogo do Botafogo X Red Bull Bragantino pela Rádio Futebol Total, acessando:
YouTube: https://www.youtube.com/c/CANALDOLOREDO, ou
Facebook: https://www.facebook.com/radiofuteboltotalbraganca, ou
Twitter: https://twitter.com/radiodaverdade,
ou ainda pelo site: http://radiofuteboltotal.com.
Narração de Sérgio Loredo, comentários de Sílvio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, análise da arbitragem com Rafael Porcari. Quarta-feira, 26/10, 19h30. Mas desde às 18h30 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– Platini e o erro de 3 cm

Repost de 2012! Quando Platini era considerado “honesto”:

Em entrevista à Rádio Rai 2 (Itália), o presidente da UEFA, Michel Platini, radicalizou contra o uso da tecnologia no futebol e a favor do uso dos adicionais de meta. Na última sexta-feira (02/11), declarou que:

Se usada, cada impedimento seria decidido com recurso da tecnologia, assim como cada entrada dura, cada saída de bola do campo, porque o árbitro pode enganar-se a qualquer momento. Então, quanto tempo duraria um jogo? Quatro ou cinco horas? [A tecnologia] não pode solucionar todos os erros do futebol. Nas decisões de gol pode haver margem de erro de até três centímetros. Cinco árbitros conseguem ver todas essas infrações que aconteçam no jogo, se não fosse assim eles não teriam de ter outro trabalho.”

Ora, há tempos que ele se manifestava contra a tecnologia. Mas aqui ele está irredutível! Ninguém defende a tecnologia para decidir lances de arremesso lateral a cada saída de bola, mas sim a oportunidade de usá-la em jogadas decisivas, polêmicas e não tão claras. Mas o que me chama a atenção é a afirmação de que podemos ter com a nova tecnologia para confirmação de gol-não-gol uma margem de erros de 3 cm (portanto, alta!).

Existe mesmo essa margem de erro?

Se sim, por que não foi divulgada pela FIFA, já que tal diferença é relevante?

Consideremos: quem disse que o erro pode ser de 3 cm é o presidente da UEFA, uma autoridade significativa, não um fanático torcedor comum.

E agora?

Eu sou a favor do uso da tecnologia, de maneira ponderada, em situações previamente a serem definidas e com rápidas decisões de um “árbitro de monitor”, que poderia ser um 4o árbitro experiente ou até mesmo um árbitro de ponta jubilado (já imaginaram que hoje eles poderiam ser Sálvio Spinola, Wagner Tardelli, Cleber Abade)?

A discussão deveria ser: qual e quando usar a tecnologia. Claro: e a eficácia dela, já que se existe a margem de 3 cm, ela não serve.

Confesso que não vi manifestação da FIFA sobre essa declaração de Platini. Alguém viu?

imgres.jpg

– Os 3 lances do Campeonato Brasileiro que nem precisava de VAR…

Foram 3 lances no Brasileirão onde a pergunta será a mesma: o VAR “soprou algo” no ouvido do árbitro ou entendeu que não foi erro crasso, mas situação de interpretação, e não se manifestou?

1 – Yuri Alberto (SCCP): faz tempo que eu não via a chamada “tesoura” acontecer em jogo profissional. Qualquer carrinho ou “tesoura”, em meados dos anos 90, passou a ser considerado Cartão Vermelho. Isso inibiu tais situações no futebol, que praticamente deixaram de ocorrer. Me espanta ver o árbitro aplicar apenas o Cartão Amarelo para tal lance em Fernandéz (SFC) (e olha que Flávio Rodrigues de Souza é da FIFA, que cobra demais o rigor nessas situações).

2- Lucas Barbosa (SFC): para mim, o atleta santista tenta disputar a bola e não comete falta em Cássio (SCCP), sendo que o contato físico que ocorre (não violento) é casualidade, trombada de jogo (se é que ocorreu). Errou o árbitro no Cartão Amarelo (que era o 2º, e valeu a expulsão do jogador).

3- Thalisson (JUV) em Calleri (SPFC): o jogador do Juventude comete um “quase pênalti” num primeiro momento, dentro da área, onde o atacante do São Paulo é quase tocado mas consegue se manter em pé. Na sequência, o defensor “consegue” cometer a penalidade, pisando no pé do adversário. Pênalti não marcado.

Independente do VAR chamar ou não o árbitro, algo primário no futebol: são lances em que o árbitro deve tomar a decisão de campo sem sequer precisar de ajuda! A tesoura, o lance com o goleiro e o pisão em Caxias, são todas situações que o árbitro deveria estar mais atento e cumprir a regra. ESPECIALMENTE na jogada de Yuri, não tem que discutir a cor do cartão.

Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.

 

– Cadê o Borderô do Maracanã?

Cobrando novamente: cadê o Borderô de Flamengo x Corinthians, no Maracanã, decisão da Copa do Brasil? Nesta segunda-feira de manhã, ainda não está disponível.

Para quem não viu, cobramos e explicamos o motivo aqui: https://professorrafaelporcari.com/2022/10/22/e-ninguem-sabe-do-bordero-oficial-do-maracana/

– Melhor o rigor, do que a pancadaria.

Não assisti o clássico Santos x Corinthians, mas leio que o árbitro Flávio Rodrigues de Souza não poupou cartões nas expulsões. Ótimo, há de se preservar o futebol jogado, não o de pancadaria.

Leio também que um dos expulsos foi Yuri Alberto, e aí o comentário: atacante não tem que tomar cartão ou “bater no adversário”, mas sim fazer com que a defesa fique pendurada e ir para o gol!

De todo modo, está evoluindo bastante a arbitragem do Flávio nesse ano, se mostrando mais seguro dentro de campo.

Santos x Corinthians: veja onde assistir, escalações, desfalques e  arbitragem | brasileirão série a | ge

Imagem extraída de GE.com

– O “Fora de Esquadro” da Decisão da Copa do Brasil entre Flamengo x Corinthians iria dar uma confusão…

Era esperado que o árbitro Wilton Pereira Sampaio fizesse uma boa arbitragem – e fez. Melhor do que ele, foi o assistente Bruno Raphael Pires (que irá para a Copa com Wilton), acertando lances capitais.

Porém, algo importante: num Maracanã lotado, praça esportiva das mais relevantes do mundo, para uma decisão entre Flamengo x Corinthians (as duas equipes mais populares do Brasil), todo cuidado é pouco. E ao ver o lance de Gabigol marcardo como irregular pelo VAR, sem eu estar muito convencido das linhas (é lance ajustado, “deve prevalecer a decisão de campo caso a imagem seja inconclusiva”, diz a regra), dei um print de tela e repare o seguinte: a linha do VAR com a linha da área penal, que deveriam ser paralelas perfeitas, não são! Abaixo:

Não vale dizer que foi ilusão de ótica, pois caso tivesse sido, o gerador da imagem deveria ter a endireitado para avaliar a jogada, e não a apresentado em profundidade / perspectiva. Isso quer dizer que: a administração do Maracanã não caprichou na marcação das linhas do gramado, ou o VAR estava descalibrado. A única certeza é: está fora do ideal, e alguém está errado!

No jogo de ida, criou-se uma enorme confusão com um pênalti (para mim inexistente, clique aqui para a explicação didática: https://professorrafaelporcari.com/2022/10/14/165789/). Agora, no jogo de volta, se esse lance fosse o decisivo para a partida, imagine a repercussão com queixas “a favor e contrária” que teríamos!

Há de se caprichar mais, Dona CBF ou Senhor Administrador do Maracanã!

Em tempo: na súmula, há o relato que existiram dois momentos de paralisação do jogo por conta de sinalizadores: um provocado pela torcida do Flamengo, outro pela do Corinthians. Eu acho uma tremenda bobagem tal proibição; mas, se ela existe, como eles entram com esses equipamentos e ninguém vê / orienta que não pode?

– Os prêmios da Copa do Brasil e a expectativa da arbitragem.

Hoje é dia de decisão da Copa do Brasil! Em 2005, a premiação do Paulista de Jundiaí foi de R$ 1 mi, que serviu para pagar salários atrasados (3 meses na época) e o restante foi dividido entre o grupo (aliás, o Galo da Japi continua sendo o único time a enfrentar somente equipes da Série A do Brasileirão numa edição da Copa do Brasil, e ser campeão). Hoje, o campeão levará R$ 60 milhões (sem contar os prêmios das fases anteriores, que dará um acúmulo de R$ 76,8 milhões). O prêmio do vice é de R$ 25 mi (com as premiações anteriores, chegará a R$ 41,8 mi acumulados).

Sobre a expectativa da arbitragem de Wilton Sampaio (que ganhará pelo menos R$ 11.070,00, fora as diárias) para Flamengo x Corinthians, em: https://youtu.be/E9CN54zC_MM

As taxas da arbitragem, no item 1.5:

– Os 4 tópicos de Red Bull Bragantino 0x2 Santos FC.

Na derrota do Massa Bruta para o Peixe (que começou o jogo bem e depois se perdeu), algumas observações técnicas, táticas e da arbitragem:

1- Substituição de Luan Cândido: o lateral era artilheiro do time, e caiu em desgraça após o pênalti cometido no início do jogo contra o Flamengo. Naquela oportunidade, o time jogou praticamente uma partida inteira com um homem a menos, numa situação evitável. Na volta da suspensão, o treinador Barbiéri o deixou na reserva, alegando que ele não conseguia ajudar na defesa e também por “não ter gostado do Cartão Vermelho recebido” (palavras do técnico). No jogo de ontem, após ser substituído, Luan não cumprimentou o treinador e mostrou o dedo do meio à torcida.

2- Madson simula ter sido derrubado na área por Ramon, e não foi nada. O árbitro marcou e depois desmarcou o pênalti. O lance bizarro é que o pênalti foi cobrado, o goleiro tentou defendere nada estava valendo pois o árbitro tinha ido à cabine do VAR.

3- Lucas Evangelista: recebeu um Cartão Vermelho de maneira correta, em um desnecessário carrinho nos acréscimos da partida, em Madson. Pra quê, Lucas?

4- Paulo Zanovelli é um jovem árbitro de 32 anos, promissor, e que está sendo trabalho para preencher a lacuna de não ter árbitro de Minas Gerais no quadro da FIFA. Talvez receba o escudo em 2024 (não tem aptidão nem competência para já em 2023). Nos jogos que trabalhei dele, falei sobre o bom potencial e a necessidade de ser bem orientado. Mas ele precisa melhorar a comunicação e a questão técnica. No lance de Ramon e Madson, ele estava muitíssimo bem posicionado, com o lance aberto, e marcou um pênalti que não foi nada. Talvez a imagem do VAR no monitor não fosse tão boa quanto ao posicionamento privilegiado que ele tinha dentro de campo. Assim, há de melhor isso. E quando foi ao VAR, ele deve ter ciência de que o jogador que está se preparando para cobrar e o goleiro pronto para defender, devem ser os primeiros a entender que está tudo parado, pois ele foi à cabine exatamente quando deu a entender que autorizaria a cobrança.

Sobre o Red Bull Bragantino: é sabido de que os jovens atletas, que recebem muito bem e têm uma infraestrutura invejável, acabam caindo às tentações. Se não se policiarem e forem responsáveis, sucumbem à vida noturna e às baladas (apesar de ser uma cidade de porte médio do Interior, tem uma noitada agitada por ser uma cidade universitária, além do padrão elevado pelos diversos empreendimentos locais). Até alguns mais experientes já saíram do clube, e a tendência é que exista uma reformulação no elenco, de maneira gradativa.

Maurício Barbiéri tem contrato até o final do ano. Penso que o cumprirá até o fim, embora seja criticado (em alguns momentos, com razão). Parece-me que o “caldo azedou” após a derrota por 3×0 contra o São Paulo, quando na entrevista dele sobre a saída de Ytalo, deixou a cargo de uma decisão da diretoria.

Enfim: quem o substituiria (caso ele saia)? Marcinho é auxiliar técnico, e se for um nome caseiro, será o de Fábio Matias, do Sub 23, que veio do Flamengo e é um estudioso do futebol (que ministra cursos e que é considerado um promissor treinador, acima da média). Lembrando que é justamente esse perfil o usado pelo RB Leipzig e RB Salzburg: jovens talentosos.

Curiosidade: desde que o Bragantino foi adquirido pela Red Bull, dos 4 grandes paulistas, o único que ele não conseguiu vencer até hoje foi o Santos. 

Compartilho esse vídeo do Sérgio Loredo, num desabafo preciso: https://www.youtube.com/clip/UgkxChvJTiKN_CLH8pcBsOam2S8uCi6KPPfA

Santos x Bragantino: veja onde assistir, escalações, desfalques e arbitragem | brasileirão série a | ge

Imagem extraída de G1.com

 

 

– A melhor versão de Wilton Sampaio no Maracanã para Flamengo x Corinthians.

Quando foi definida a final da Copa do Brasil entre Corinthians x Flamengo, já era esperado que Wilton Pereira Sampaio apitaria a finalíssima. Afinal, sendo dois jogos, a lógica era escalar os dois árbitros da FIFA que vão para a Copa do Mundo. Mas já que Raphael Claus é paulista, seria um FIFA não-paulista e não-carioca para o jogo de ida, e Wilton na volta.

Wilton está em sua melhor fase da carreira. Antes oscilante e irregular, à medida que seu nome foi se solidificando em 2021 como possível Mundialista, começou a deixar o jogo correr mais. E eu me recordo que após ser indicado para o Catar 2022, entrou em campo horas depois para apitar Grêmio x Criciúma e trabalhou excepcionalmente bem. Estava motivado, confiante, com autoridade na medida certa, “apitando à inglesa”. Excelente!

Creio que fará um bom trabalho, mas veja que curioso:

É claro que depois de tanto tempo, Wilton Sampaio já apitou várias partidas entre as duas equipes, sem problemas relevantes.

Foto: César Greco / Palmeiras.

– A intolerância das arquibancadas com os desabafos do campo.

Problemas pós-comemoração de gol em Sport x Vasco; confusão no Ceará x Cuiabá; e, em ambas situações, invasão de campo e violência.

O futebol está “pilhado demais”, nervoso e intolerante. Parece que existe a obrigação do clube vencer a qualquer custo e do adversário entrar e sair mudo de campo. As decisões dos árbitros são contestadas a qualquer custo (veja como se comportaram mal os atletas do SPFC na hora do juizão ir ao monitor do VAR em: https://wp.me/p4RTuC-HbL). Até mesmo as brincadeiras e gozações dos torcedores comuns são questionadas (um exemplo do dia-a-dia em: https://wp.me/p4RTuC-HcC).

A verdade é: nada pode mais! A simples comemoração de um gol passou a ser algo “regulado”. Se alguém põe a mão na orelha e passa pelo adversário, como gesto de desabafo, parece ter virado uma ofensa condenável! Não é isso… o jogador deve ser punido se cometer um gesto obsceno ou irresponsável. Me recordo de um jogo do SPFC x Vasco, onde Romário estava sendo vaiado e ao marcar um gol, passou pela torcida com o dedo na boca simbolizando que estava mandando ela ficar quieta. Normal. Na mesma semana, apitei pela A2 Paulista um jogo entre Rio Claro x Primavera, e naquela ocasião, o centroavante fez o gol, correu para a torcida adversária, segurou as partes íntimas “sacolejando” para a arquibancada e desferiu um repertório vasto de palavrões. Aí foi Cartão Vermelho e o cuidado para que ele não fosse agredido pelos jogadores do time da casa, além do pedido à PM para evitar uma invasão a campo.

Percebeu o que é desabafo, comemoração normal e ato irresponsável? São coisas diferentes, mas que nos dias atuais (talvez como reflexo da sociedade), tudo esteja no mesmo balaio.

O esporte (para o torcedor) deve ser ludismo e lazer. Se for para ficar irritado ou nervoso, não vá ao campo.

Aguardemos as punições do STJD.

Jogo entre Ceará e Cuiabá é encerrado na Arena Castelão após confusão entre torcedores — Foto: Reprodução/TV Verdes Mares

Imagem extraída de: https://g1.globo.com/ce/ceara/noticia/2022/10/16/jogo-entre-ceara-e-cuiaba-e-encerrado-na-arena-castelao-apos-confusao-entre-torcedores.ghtml (Jogo entre Ceará e Cuiabá é encerrado na Arena Castelão após confusão entre torcedores — Foto: Reprodução/TV Verdes Mares).

 

– Os 4 lances polêmicos em Palmeiras 0x0 São Paulo.

Flávio Rodrigues de Souza apitou muito bem o Choque-Rei, e acertou todos os lances capitais. Vamos aos 4 principais:

  1. Ferraresi, na frente do árbitro, agrediu o adversário. Total desequilíbrio emocional, sendo bem expulso. Acertou o juizão, sem vacilar na aplicação do cartão e nem precisar do VAR.
  2. Nestor entra na área e cai. Acertou em nada marcar, errando, apenas, em não aplicar o Cartão Amarelo por simulação.
  3. Calleri sobe com a mão, desnecessariamente erguida, em movimento antinatural e a toca. A mão não muda em nada o lance, não impede o adversário de a disputar, não “sobe e nem desce o dólar”, não teve relevância alguma… mas mão na bola não pode. Que branco do argentino! Acertou o árbitro novamente.
  4. Beraldo derruba Endrick em um contra-ataque que lhe dava uma oportunidade manifesta de gol. Trocou um possível gol por um cartão vermelho, corretamente aplicado pelo árbitro.

Um detalhe que incomoda: o tumulto que se está fazendo para impedir que o árbitro verifique imagens no monitor do VAR com tranquilidade. Se bobear, terá que existir uma área de isolamento fora do estádio, pois os jogadores e comissões técnicas, mesmo com o risco de amarelo, estão atrapalhando demais.

Em tempo: os atletas e treinadores não estão pilhados demais? Em determinado momento, parece que a questão do descontrole emocional estava acima da questão técnica e tática. Isso é muito chato…

Palmeiras x São Paulo: veja onde assistir, escalações, desfalques e arbitragem | brasileirão série a | ge

Imagem extraída de G1.com

– Pênalti ou não de Varela em Flamengo 1×0 Atlético-MG?

Aos 13 minutos, o Atlético Mineiro estava no ataque, há uma situação de bate-rebate onde a bola é espirrada para o alto. Ao cair, ela bate no braço esquerdo de Varela (CRF), que estava de costas

Aparentemente e pela descrição, não seria pênalti, mas lance involuntário, casual ou acidental, sem qualquer intenção (como houvera sido em Léo Pereira no Corinthians 0x0 Flamengo). Porém… veja o lance abaixo:

Ramon Abatti Abel, que exaltamos o bom ano que tem feito (provável FIFA em 2023), mas que nos últimos jogos têm cometido alguns pecados, entendeu que foi lance normal. Mas repare que o flamenguista está vendo a bola cair (há ciência dele da queda e tempo para o desvio), ele se vira e NÃO RECOLHE o braço, deixando-o no ar. Isso é o chamado movimento antinatural!

  • Se Varela viu a bola chegando e virou-se para trás, existindo tempo para o desvio, porquê não tirou o braço junto, e só o corpo?

Lá em 2013, quando o legislador criou o termo “antinatural”, ele se referiu a isso: quando um atleta tem uma “intenção disfarçada”, usa da esperteza e tenta tirar proveito, deixando que a bola bata nele

Para mim, respeitando as opiniões em contrário, pênalti não marcado. E entenda: é lance de interpretação, sem causar “nenhuma CPI ou caça às bruxas”, tampouco querer acabar com o VAR (que não pediu para o árbitro ir ao monitor pois não era erro crasso).

– Melhoraremos o VAR?

Uma comitiva da CBF encabeçada por Péricles Bassols foi à Europa para ver como os VARs trabalham por lá.

Veremos bons frutos dessa visita no Brasil?

Extraído de: https://www.cbf.com.br/a-cbf/informes/arbitragem/comissao-de-arbitragem-da-cbf-envia-comitiva-para-visitar-paises-europ

COMISSÃO DE ARBITRAGEM DA CBF ENVIA COMITIVA PARA VISITAR PAÍSES DA EUROPA

Na busca por um intercâmbio de experiências e práticas relacionadas ao VAR pelo mundo, a Comissão de Arbitragem da CBF enviou uma comitiva para a Europa no final de setembro. Formada por Péricles Bassols e Lucas Dias Almeida, gerentes técnico e tecnológico do projeto no Brasil, a viagem passou por quatro países (Espanha, Holanda, Inglaterra e Alemanha) e trouxe muita informação na bagagem. Foram 11 dias de uma agenda lotada de visitas às Centrais do VAR de cada federação, treinamentos e também jogos ‘in loco’.

“Fomos muito bem recebidos por todas as federações desde os primeiros contatos. Pudemos conhecer a estrutura de cada país e estreitar laços com os profissionais destes quatro países. Creio que abrimos uma porta importante para a colaboração mútua entre as federações”, comentou Péricles Bassols. 

Na Holanda e na Espanha, a dupla do VAR brasileiro conheceu as instalações onde os árbitros de vídeo atuam e também o local onde são realizadas as simulações e aulas teóricas da ferramenta. Já na Inglaterra, Péricles Bassols e Lucas Dias Almeida foram além. A dupla pôde acompanhar partidas da Premier League diretamente da Central do VAR inglês, bem como esteve presente na partida Wolves x Manchester City, disputada em Wolverhampton. 

“Cada país tem sua peculiaridade e foi interessante conhecer um pouco mais de perto o trabalho realizado em cada um deles. Pudemos observar que no Brasil temos sido bem transparentes, por exemplo, na questão da linha de impedimento, quando mostramos em tempo real a construção dos gráficos”, exemplificou Péricles Bassols.

O encerramento da viagem foi na Alemanha, onde a dupla participou de evento organizado pela FIFA para apresentar e testar o sistema SAOT (tecnologia de impedimento semiautomatizado criado pela entidade). Esta ferramenta será utilizada na Copa do Mundo FIFA Qatar 2022 e promete trazer ainda mais precisão nas marcações de impedimento. O congresso foi realizado no Estádio Bay Arena, em Leverkusen.

“Voltamos de lá com a certeza de que estamos alinhados com as melhores práticas e protocolos do VAR atuais, mas também com muita vontade de continuar evoluindo. Uma das ideias propostas na visita à Espanha, por exemplo, é desenvolver um fluxo de intercâmbio de árbitros de vídeo entre os dois países. Ainda vamos avançar nesta possibilidade, mas a busca por conhecimento será constante”, finalizou Péricles Bassols.

Péricles Bassols e Lucas Dias Almeida são recebidos na Federação Espanhola de Futebol
Créditos: Divulgação

– Obrigado, Mauro Cézar!

Puxa, me senti envaidecido pelas palavras elogiosas do Mauro Cezar Pereira há pouco, em seu canal. Muitíssimo obrigado, apenas fiz meu humilde trabalho tentando contribuir com as explicações didáticas de Corinthians 0x0 Flamengo 🙂.

É muito bom quando algo assim vem de gente competente!

– O exagero e a “forçação de barra” para justificar um pênalti (que não houve) em Corinthians 0x0 Flamengo.

Falamos à exaustão sobre o lance de Léo Pereira em Corinthians x Flamengo. Houve acerto em não marcar pênalti (mesmo que por “linhas tortas”), e sobre isso abordamos em: https://wp.me/p4RTuC-H6X.

Porém, algo observado pelas Redes Sociais: o número impressionante de pessoas que, de profissionais a torcedores, divergem da decisão da arbitragem não pelos argumentos racionais, mas pela emoção!

Cartolas corintianos repudiando a não-marcação, pessoas da imprensa usando termos como “decisão manchada” ou outras expressões semelhantes, além de “caçadores de cliques profissionais” surgiram aos montes.

Interpretações diferentes devem ser respeitadas, mas forçar situações ou desmerecer o racional não é inteligente…

Coisas de um país apaixonado por futebol (e muitas vezes, por que não, desonesto). Há de se ter equilíbrio e responsabilidade nos comentários e pronunciamentos. Claro, também na dosagem certa para não se hiper-dimensionar uma situação.

CURIOSIDADE – A arrecadação dos bilhetes vendidos foi de R$ 4.665.153,00, mas o Corinthians ficou com R$ 3.007.999,34 devido às despesas. Algumas delas: taxa da FPF (R$ 233.257,65), Taxas de Arbitragem (R$ 53.354,45), Transporte dos Árbitros (R$ 64.036,25 – maior que o serviço em si), Impostos dos Árbitros (R$ 10.670,89). Confira todos os lançamentos em: https://conteudo.cbf.com.br/sumulas/2022/424121b.pdf

Imagem extraída da Web.

– Bateu ou não na barriga? Não muda nada!

Nós estamos vendo a confusão envolvendo o pênalti reclamado em Corinthians 0x0 Flamengo.

Antes de abordarmos o áudio divulgado pela CBF, entenda: a mão na bola, primeiramente, tem que ser avaliada pela intenção! Se não existir ela, avalia-se o movimento antinatural. Explicamos a Regra (que para muitos é incompreensível) aqui: https://wp.me/p4RTuC-gk6.

Pois bem: reclama-se que o VAR deveria pedir para o árbitro ir ao vídeo verificar. Não é necessário, só se deve fazer nas situações previstas pelo Protocolo do VAR e em caso excepcional, no erro crasso. Abordamos aqui o texto original da regra: https://wp.me/p4RTuC-EVi.

Sendo assim, em um lance involuntário de bola na mão, não faz sentido marcar-se pênalti. E aqui entramos no lance em específico, envolvendo Léo Pereira. Explico em: https://wp.me/p4RTuC-H5U.

Há pouco, a CBF divulgou o áudio envolvendo a arbitragem. A explicação inicial é perfeita. Se você não ouviu a conversa, está em: https://www.cbf.com.br/a-cbf/analise/do-var/analise-do-var-corinthians-x-flamengo-copa-intelbras-do-brasil-2022.

Repare que VAR e AVAR estão discutindo se foi pênalti ou não, e em determinado momento, eles estão preocupados em verificar se “bateu na barriga“. Aqui, algumas considerações:

  • De bate-pronto, pensei que eles estavam analisando se bateu na barriga do atleta corintiano, e não do flamenguista. E sabe o motivo? É que quando há um toque no adversário e bate na mão, obviamente não é pênalti (pois não há reflexo rápido o suficiente para evitar o desvio). E a conversa dava a entender que era isso. Porém, se fosse, a análise da equipe de vídeo terminaria nesse momento, pois confirmando-se que bateu na barriga, não daria para dizer que o toque foi infracional.
  • Como se estendeu a conversa, percebeu-se que a questão era sobre ter batido na mão ou na barriga do flamenguista. Observe que as câmeras são frontais, sem a lateralidade necessária para ver se bateu na barriga ou na mão. E, por fim, o VAR sugere que foi na barriga.

O que isso significa?

Duas coisas:

1- O vídeo (para mim) é inconclusivo. Deve-se manter a decisão de campo.

2- Mesmo com a bola batendo na mão, e não na barriga, não muda nada. CONTINUA sendo um lance involuntário, natural, e não antinatural (como já foi explicado nos links acima).

Não seria errado dizer que, por “linhas tortas”, acertou a arbitragem.

– Pênalti de Léo Pereira no Corinthians 0x0 Flamengo?

Bráulio Machado é um dos árbitros que mais adora dar cartões no Brasil e que tem “coceira” em marcar pênaltis duvidosos de bola que bate na mão. Falamos disso em: http://wp.me/p4RTuC-H2y.

O cartão amarelo de João Gomes foi prova disso. É uma situação onde alguns árbitros mais rigorosos aplicariam, outros não. Discutível.

Porém, o que não se pode discutir (e saiba que eu respeito sempre todas as opiniões interpretativas contrárias) é o suposto pênalti de Léo Pereira. Não há intenção alguma em tocar a mão na bola, que bate despropositalmente no braço do flamenguista. Repito: por mais que Bráulio seja um dos árbitros que costuma marcar os chamados “pênaltis de queimada”, aqui é totalmente um lance sem intenção. Reclamar dele é desconhecer a regra ou “forçar a barra”.

Em tempo: talvez as queixas estejam acontecendo pois na Sportv o comentarista de arbitragem disse que foi pênalti pois o “braço estava aberto”. Ora, isso (estar com o braço aberto) é IRRELEVANTE se está em posição natural. Só seria pênalti se o braço estivesse aberto em um movimento fisiologicamente diferente, anormal, num movimento ANTINATURAL do corpo. Não foi isso o que aconteceu. Me espanta tal queixa e parece-me mais pressão para o jogo seguinte (algo comum no Brasil).

Imagem extraída de GE.com

– O que esperar da arbitragem nesta noite de decisão?

Sobre a arbitragem de Corinthians x Flamengo (jogo de ida da Copa do Brasil),
em: https://www.youtube.com/watch?v=ZRBEcaQUWP4

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Corinthians x Flamengo (Final da Copa do Brasil).

Bráulio da Silva Machado, Professor de Educação Física, catarinense de 43 anos e morador em Tubarão / SC, apitará o primeiro jogo da final da Copa do Brasil entre o Timão e o Mengão na Arena Neo Química.

Neste ano, apitou 37 partidas pela CBF, sendo que os clubes mandantes venceram 18 vezes, perderam 8 e ocorreram 11 empates.

Nos jogos envolvendo os finalistas:

  • Corinthians 2×2 Internacional, Corinthians 1×0 Goiás e  Internacional 2×2 Corinthians.

  • Internacional 3×1 Flamengo, Flamengo 1×0 Goiás e Atlético Goianiense 1×1 Flamengo.

Bráulio tem aplicado muitos cartões em seus jogos, especialmente amarelos por motivos diversos (indisciplina, reclamações e outros motivos). Mas tem apitado menos faltas do que de costume, tentando fazer o jogo correr mais, seguindo a orientação da FIFA. Das várias partidas que assisti dele, vejo algumas oscilações, sendo que muitas vezes há graves erros técnicos. Por exemplo: qualquer chute que bata no braço, involuntário ou não, ele marca pênalti. Típicos lances de “queimada”, da “Regra 12B inventada no Brasil”, diferente do resto do mundo.

A equipe completa (10 pessoas, da Rondônia ao Rio Grande do Sul):

Árbitro: Bráulio Machado – SC

Bandeira 1: Kleber Lúcio Gil – SC

Bandeira 2: Guilherme Dias Camilo – MG

4º Árbitro: Jean Pierre Goncalves Lima – RS

5ª Árbitra: Márcia Bezerra Caetano – RO

Analista de Campo: Roberto Perassi – SP (mas morando no RJ)

VAR: Rodrigo D’Alonso – SC

AVAR 1: Helton Nunes – SC

AVAR 2: Rafael Traci – PR

Observador do VAR: Emerson Augusto de Carvalho – SP

Curiosidade: Rafael Traci e Helton Nunes estiveram na lambança do pênalti de Red Bull Bragantino x Cuiabá, relembre em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2022/10/07/um-circo-no-var-sobre-o-lance-polemico-em-red-bull-bragantino-2×1-cuiaba/

Caso tenha interesse, compartilho a tabela de taxas da arbitragem. Somente o árbitro, sem a inclusão de diárias ou outros reembolsos, receberá nessa partida R$ 11.070,00. Link aqui: https://professorrafaelporcari.com/2022/05/13/as-novas-taxas-de-arbitragem-para-a-copa-do-brasil/

Foto: Reprodução/Minha Torcida, extraído de: https://www.minhatorcida.com.br/palpite-corinthians-x-flamengo-prognostico-e-transmissao-da-copa-do-brasil-12-10

– Deu Brálio no Timão x Mengão!

Na audiência pública há pouco, Bráulio Machado foi indicado por Seneme para a final da Copa do Brasil.

De “bate-pronto”, dois jogos recentes envolvendo os clubes onde ele errou:

Após a divulgação completa da escala, fazemos uma outra postagem mais completa.

– De quem é a culpa do péssimo momento do São Paulo FC?

Nos anos 90, o São Paulo FC assustava os gigantes clubes europeus. Lembram do Bicampeonato Mundial de Clubes, contra Barcelona e Milan?

Até em torneios amistosos o Tricolor do Morumbi impressionava. Eis uma escalação do Teresa Herrera, lá na Espanha, vencido pelo SPFC*:

15.08.1992. Troféu Teresa Herrera
La Coruña (Espanha) – Estádio Municipal de Riazor
SÃO PAULO Futebol Clube (Brasil) 4 x 1 Fútbol Club BARCELONA (Espanha)

SPFC: Zetti; Cafu, Adílson, Ronaldão e Ivan; Pintado, Dinho, Palhinha (Maurício) e Raí/capitão; Macedo e Müller. Técnico: Telê Santana
Gols: Müller, 9/1; Maurício, 2/2; Raí (pênalti), 15/2; Raí (dois lances dentro da área), 18/2

FCB: Zubizarreta; Herrera (Busquets, GL), Nadal, Ronald Koeman e Soler; Bakero/capitão (Juan Carlos), Amor, Richard Witschge e Beguiristáin; Stoichkov (Goikoetxea) e Julio Salinas. Técnico: Johan Cruijff
Gols: Salinas, 3/1 

Árbitro: Antonio Martin Navarrete (Espanha)

*Extraído de: http://www.saopaulofc.net/noticias/noticias/historia/2018/8/15/4-a-1-sobre-o-barcelona-e-a-conquista-do-teresa-herrera-de-1992, capa do Mundo Deportivo

A verdade é que o clube estava à frente dos demais dentro e fora de campo, com um CT moderno, aparelhos fisioterápicos de 1º mundo, além de uma estrutura administrativa invejável. E não atrasava salários!

Me recordo de uma matéria do Estadão onde Kaká (na época, um garotinho chamado de “Ricardo Cacá”) era destaque de capa do Caderno de Esportes, onde o São Paulo era chamado de “Fábrica de Craques“, mostrando todo o método científico do Departamento Médico para ajudar no desenvolvimento das categorias de base:

Extraído de: https://esportes.estadao.com.br/galerias/geral,kaka-completa-32-anos,7035

O que aconteceu com o time, outrora de vanguarda? Com tantos jovens talentos vendidos ao Exterior, além de um cofre que sempre esteve cheio, como essa dívida monstruosa foi construída?

No momento atual, dá para culpar alguém isoladamente? A diretoria que contrata Giuliano Galoppo, mas que jogou apenas 15 minutos ontem? O técnico Rogério Ceni que não escala bem ou não arma o time como deveria? Ou os atletas que não se dedicam o suficiente?

Uma outra visão: a diretoria tenta fazer sua parte, o técnico tira “leite de pedra” e os jogadores não são culpados pois esse é o limite deles.

Talvez a questão não seja arranjar culpados pela péssima fase do Tricolor do Morumbi (cujo estádio mostrou inúmeras infiltrações com a chuva de ontem), mas sim responder: o que será feito para melhor toda essa bagunça?

Imagem: Print de tela do vídeo gravado pelo jornalista Daniel Lian em seu twitter.

A imagem que fica ontem foi: um verdadeiro “circo armado” pelos atletas tricolores para não deixar o árbitro Jean Pierre Vin Diesel conferir no monitor o pênalti corretamente informado pelo VAR, além das reclamações de Rogério Ceni contra a arbitragem.

Há de se ter pelo menos humildade em aceitar os erros, a fim de reconstruir o caminho.

– Análise da Arbitragem de Coritiba 2×1 Red Bull Bragantino.

Eu esperava um árbitro mais atento: pelo que já mostrou Ramon Abel Abatti, foi uma arbitragem abaixo da média (que não o credenciaria para ser um FIFA, apesar de seu escudo ser quase uma certeza em 2023). Precisou demais da ajuda do VAR e dos bandeiras.

Logo no começo do jogo, Warley (COR) pisa no pé de Sorriso (RBB). O árbitro não marca nada, mas o bandeira 1 Alex dos Santos corretamente sinaliza que houve infração. O VAR Rodrigo D’Alonso chama o árbitro que expulsa o atleta. Correto, trabalho de equipe para corrigir uma situação.

Aos 40 minutos, foi a vez da bandeira Gizeli Casaril ter correta participação, ao anular o gol do Red Bull Bragantino por impedimento. Sem precisar do VAR, (que entrou em ação somente protocolarmente) ela acertou.

Duas falhas:

1- Um erro pela falta de visão na profundidade: aos 55m, o bandeira 1 não marcou um escanteio para o Massa Bruta, num claro desvio do zagueiro do Coxa Branca. O lance era para o árbitro bater no peito e avisar o assistente que houve um desvio, mas não fez isso. Faltou personalidade…

2- Aos 60m, Jadsom (RBB) matou um contra-ataque para levar o Cartão Amarelo, e deveria receber a advertência. Seria o seu 2º Cartão, e consequentemente o Vermelho. Apesar das justas reclamações do Coritiba, errou o árbitro.

Enfim: o Coxa Branca não teve razão para reclamar da expulsão de seu atleta, mas teve motivo para a não-expulsão do adversário.

Coritiba x Bragantino: veja onde assistir, escalações, desfalques e arbitragem | brasileirão série a | ge

Arte: GloboEsporte.com

– Gênios também são humildes.

Eu gostei da fala humilde de Gabriel Jesus, reconhecendo que Haaland é “fora da curva”

Aliás, Gabriel está numa fase estupenda, e Haaland, pelo “andar da carruagem”, superará qualquer mortal… como esse cara faz gol!

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Coritiba x Red Bull Bragantino.

Para o confronto do Coxa Branca contra o Massa Bruta / Toro Loko, a CBF escalou:

Árbitro: Ramon Abel Abatti – SC  (Empresário, 33 anos, morador em Araranguá, trabalhou em CEA 0x1 RBB, GOI 1×1 RBB, RBB 0x1 BFC).

Bandeira 1: Alex dos Santos – SC (Analista de Sistemas, 37 anos, morador em Florianópolis, trabalhou em RBB 1x 1 CAM e GOI 1×1 RBB).

Bandeira 2: Gizeli Casaril – SC (Prof Ed Física, 36 anos, morador em Camboriu, sendo apenas seu 2o jogo na série A.

4º Árbitro: Leonardo Ferreira Lima – PR  (Analista de Sistemas, morador em Quatigá).

VAR: Rodrigo D’Alonso Ferreira – SC (Professor, morador em Balneário Piçarras).

AVAR: Helton Nunes – SC (Contador, morador em Itajaí, trabalhou em RBB 1×1 GOI e RED 2×1 CUI).

Ramon é aspirante à FIFA e provavelmente estará no quadro internacional de 2023. É um dos árbitros que mais trabalhou nesse ano, e foi o único não-FIFA a apitar clássicos da Série A. Goza de imensa confiança da Comissão de Arbitragem. Costuma deixar o jogo correr e marca poucas faltas. Participou recentemente de um evento da Conmebol para jovens árbitros, em parceria com a UEFA.

Dois destaques: Gizeli Casaril, a bandeira 2, estará em seu 2º jogo na série A. Helton Nunes, o AVAR, é o mesmo da lambança do jogo do Cuiabá (aqui: https://wp.me/p55Mu0-36z).

Acompanhe conosco o jogo do Coritiba X Red Bull Bragantino pela Rádio Futebol Total, acessando:
YouTube: https://www.youtube.com/c/CANALDOLOREDO, ou
Facebook: https://www.facebook.com/radiofuteboltotalbraganca, ou
Twitter: https://twitter.com/radiodaverdade,
ou ainda pelo site: http://radiofuteboltotal.com.
Narração de Sérgio Loredo, comentários de Sílvio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, análise da arbitragem com Rafael Porcari. Domingo, 02/10, 18h00. Mas desde às 17h00 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!