– Ufa!

Dia 115 de aproximadamente 150 vencidos. Graças a Deus.

Tentando ser “pãe” na ausência da mamãe, que está se sacrificando por todos nós (motivo em: https://wp.me/p4RTuC-Bm4).

Jornada difícil. Vou tentando tocar o barco.

Até amanhã.

– Dilema profissional: responder o WhatsApp da empresa na hora da folga.

No discurso, é possível. Na prática, nem sempre: falamos da separação de trabalho e descanso no dia-a-dia!

Já trabalhei como empregado e como empregador (e como ambos simultaneamente) de segunda a segunda. Sempre me atentei a separar o profissional com o pessoal. É difícil obter êxito nesta missão…

Muitas vezes, quando eu falhava nesta distinção, eu pensei até que estava sofrendo de Síndrome de Burnout; noutros momentos, um misto de Depressão e Ansiedade. Afinal, eu não estava conseguindo me desligar dos afazeres e/ou estava impedido de ser desligado. Mas eu gosto muito de trabalhar, sou workaholic! Entretanto, saber ter limites (“meus limites” quando estou no comando ou “dar limites” aos meus comandados e comandantes) é importantíssimo para a saúde laboral e pessoal. Caso contrário, você ocupa o tempo de lazer, do repouso e do convívio com seus familiares para a continuação de serviços aos quais você deveria fazer na sua empresa, nos dias contratados / úteis de trabalho.

Continuar um compromisso fora do ambiente de trabalho, quando não é uma excepcionalidade / emergência, não ajuda a relação de ninguém. Estressa-se com a chefia, enerva-se o cônjuge e desgasta o corpo e a mente.

Tive a oportunidade de trabalhar em uma Instituição de Ensino Superior (nem a relato em meu curriculum, pois foi por pouco tempo), onde, durante a aula e eu estando em classe lecionando, a chefia mandava mensagens de WhatsApp e esperava respostas antes do intervalo – e de situações que poderiam ser depois do término, pois a atenção naquele momento era para os alunos. Ou o professor deve ficar na rede social e/ou nos comunicadores de mensagens on-line durante suas explanações?

O ideal, quando se é necessário algo assim aos finais de semana, o padrão:

“Estou enviando essa mensagem hoje, para na 2a feira discutirmos blá-blá-blá. Quem tiver sugestão e tempo, aproveite e vá pensando. Bom descanso!”

IMPORTANTE: fazer isso e esperar uma resposta no sábado ou domingo (ou dar a entender), não é legal.

Um interessante estudo da Universidade de Illinois mostra como é importante “combinar” bem essa situação. Abaixo:

(Extraído de: https://valor.globo.com/carreira/noticia/2020/07/03/limitar-a-comunicacao-on-line-com-chefes-apos-o-expediente-reduz-o-estresse.ghtml)

LIMITAR A COMUNICAÇÃO ON-LINE COM CHEFES APÓS O EXPEDIENTE REDUZ O ESTRESSE

Pesquisa da Universidade de Illinois investiga impacto das mensagens e pedidos fora do horário de trabalho

Por Barbara Bigarelli

Em um cenário com tecnologia disponível e profissionais conectados o tempo todo, aqueles capazes de estabelecer limites bem definidos entre vida pessoal e trabalho lidam melhor com o estresse ocupacional e efeitos negativos decorrentes, como a insônia. Essa é a conclusão de um estudo recente, realizado por pesquisadores da área de estresse ocupacional e bem-estar da Universidade de Illinois. A análise parte da noção de que os celulares e as novas tecnologias, ao permitir o trabalho onipresente, embaralham o tempo dedicado à vida pessoal. A conveniência tecnológica gera em muitos casos sobrecarga psicológica, aumentando o estresse e atacando a saúde mental.

“Essas tecnologias são tão onipresentes quanto convenientes, mas podem levar pessoas a pensarem que seus funcionários estão sempre disponíveis. Mas essa intromissão além do expediente, adentrando o tempo pessoal, é muito danosa à saúde e nossa pesquisa mostra que derrubar totalmente a fronteira, estando disponível sempre que necessário, eleva o estresse causado pelo trabalho”, diz YoungAh Park, professora de Illinois.

No estudo, os pesquisadores analisaram a rotina de 546 professores em tempo integral para medir as consequências de uma intromissão fora do horário de trabalho, por meio de alguma plataforma ou tecnologia, por cinco semanas consecutivas. Avaliaram se eles foram contatados principalmente fora do expediente normal e se era esperado deles responderem à mensagens e e-mails imediatamente. Os resultados indicam que aqueles que utilizaram técnicas para manter um limite de acesso a eles, como manter as notificações dos emails desligadas ou mesmo os celulares, relataram uma menor intromissão ao longo da semana. E, principalmente, que esse “controle” dos limites era um mecanismo importante para avisar o ‘outro lado’: sejam diretores das escolas, os chefes, ou os pais, os clientes, de que aquele momento não deveria ser usado para o trabalho. Ao ficar claro para todos os lados, o estresse dos professores semanal diminuiu.

Ficou claro aos pesquisadores também, através das evidências coletadas que o apoio de um gestor que zela pelo equilíbrio entre vida pessoal e profissional, e que permite aos funcionários criar soluções para estabelecer as fronteiras, é fundamental, avalia YoungAh. Também é necessário que a outra ponta do negócio respeite esses limites. Neste caso, o estudo recomenda que as escolas, por exemplo, estabeleçam regras para quando e com qual frequência a comunicação entre professor e pais deveria ocorrer.

Os pesquisadores escolheram estudar a rotina de professores por entender que a profissão consegue separar mais claramente o que é tarefa profissional de pessoal – e, assim, seria possível medir o impacto da intromissão tecnológica. “Embora essa descoberta seja específica dos professores, esse é um desafio a todos que permanecem conectados ao trabalho após o horário regular”, diz a pesquisadora.

Uma pesquisa no início do ano, realizada pela consultoria Randstad em 34 países, indicou que responder e-mails o tempo todo é uma prática entre os brasileiros. Segundo o estudo, 59% dos brasileiros entrevistados afirmam que seus empregadores esperam que eles estejam disponíveis fora do expediente e 62% respondem imediatamente a solicitações de trabalho, e-mails ou mensagens de texto quando não precisaria estar trabalhando.

Em entrevista recente ao Valor, Erin Kelly, professora de trabalho e organizações do MIT na Sloan School of Management, chamou atenção para a sobrecarga dos profissionais durante a pandemia e que seria importante as empresas terem políticas mais flexíveis e, principalmente, em prol do equilíbrio entre vida pessoal e trabalho.

Imagem extraída de: https://lupecontabilidade.com.br/10-maneiras-de-os-millennials-lidarem-com-o-estresse-e-a-depressao-no-trabalho/

– O projeto do CT do Red Bull Bragantino.

Fotos do projeto do Centro de Treinamento e Formação do Red Bull Bragantino. Hoje houve a cerimônia da formalização do alvará de construção. Fica em Atibaia, num terreno ideal na divisa com Bragança Paulista.

Imagens do Canal do Loredo no twitter:

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– “O que o Santos significa perto do Athletico Paranaense?”, questiona Petraglia!

Que ousada – e em alguns momentos arrogante – entrevista do presidente Mario Celso Petraglia, do Athlético Paranaense, não?

Se você não viu, ele questionou a gestão dos clubes e disse que “passou o trator” no Peixe, entre outras afirmações.

Aqui: https://ge.globo.com/pr/futebol/times/athletico-pr/noticia/2022/06/27/petraglia-diz-que-santos-quebrou-detona-clubes-e-exalta-athletico-nao-ha-projeto-maior.ghtml

Mario Celso Petraglia, presidente do Athletico — Foto: José Tramontin/athletico.com.br

Crédito da Foto: José Tramontin/athletico.com.br

– Psicologia das Antigas.

Um pouco de humor: nos anos 80, quando você saía do seu normal, que “tratamento” você recebia?

O meu não era nenhum desses abaixo, mas a ”varinha de marmelo”… porém, era merecido!

Ops: é claro que esse meme, de autoria anônima, é uma brincadeira. Psicólogos e psiquiatras são necessários.

Imagem extraída da web, autoria desconhecida.

– Você é Multitasking?

Um mal dos tempos modernos: excesso de tarefas que não nos permite fazer uma coisa por vez. E, por isso, faz várias atividades ao mesmo tempo!

Você sofre disso?

Não é o único… Veja que interessante:

(extraído da Revista Galileu, Ed Outubro, pg 42-45, por Priscilla Santos, Daniela Arrais e Érika Kokay)

FAÇA UMA COISA DE CADA VEZ

Não dá pra ser multitarefa. Muita gente já descobriu isso. Conheça pessoas que conseguiram se concentrar em uma atividade por vez, diminuíram a angústia e ganharam tempo pra curtir a vida

Você começa a escrever um e-mail de trabalho, mas é interrompido pelo toque do celular. Atende à ligação e, quando desliga, vê avisos de mensagens na telinha. Abre uma delas mas, antes mesmo de responder, algum colega chama você para terminar aquela conversa que começaram de manhã… E assim você vai, pulando de uma tarefa para outra. Ao final do dia, o desconforto de ter começado muitas coisas, concluído algumas e produzido bem menos do que gostaria. Vem a angústia de que sobrou muita coisa para o dia seguinte — e pouco tempo para aproveitar a vida.

Esse comportamento, comum no multitasking, estilo dos que desempenham várias tarefas ao mesmo tempo, começa aos poucos a ceder espaço a um estilo oposto: o monotasking. Ou seja: concentrar em uma coisa de cada vez com a intenção de fazer tudo bem feito, de preferência passando algum tempo longe das distrações da internet. “É uma contra-tendência, uma antítese ao excesso de informação e estímulos que vivemos”, diz Linda Stone. Para essa ex-executiva da Apple e Microsoft e uma das maiores estudiosas de atenção humana hoje, estamos deixando a era da Atenção Parcial Contínua (CPA, em inglês), em que prestamos um pouco de atenção a várias coisas o tempo inteiro, para entrar na era do unifoco, em que de fato nos concentraremos nos que estamos fazendo no momento. “Tudo que é escasso se torna valioso. A nova escassez é ter tempo para pensar e se concentrar”, afirma Henry Manson, chefe de pesquisa da agência de tendências de consumo Trendwatching, uma das maiores do mundo. “Vivemos uma aceleração do tempo: tudo tem que ser rápido, imediato. Mas não se pode ter inovação sem períodos de reflexão e preguiça”, diz a filósofa Olgária Matos, professora da USP.

O analista de sistemas Fabiano Morais, 40 anos, de Brasília, é um representante dessa tendência. Fabiano é obrigado a passar horas e horas à frente do computador por conta de seu trabalho — ele desenvolve sistemas para a web. E entende bem o significado da palavra dispersão: “É aquela fissura de saber se alguém te mencionou no Twitter ou fez um post novo no Facebook”. Como empreendia seus próprios projetos e trabalhava de casa, o empresário não sabia mais o que era horário de expediente, final de semana ou feriados. Mas reagiu a essa falta de limites, e criou espaço para folgas e diversão. “Quis comandar o ritmo da minha vida”, diz. Um exemplo: Fabiano passou a fechar o e-mail e sites tentadores enquanto executa uma tarefa. Virou adepto da yoga e de meditação para aumentar seu foco no presente.

Quando percebeu que os resultados eram positivos, acabou criando um projeto próprio em torno do tema: o Moov, um serviço na web que permite compartilhar listas de tarefas, contatos e histórico de relacionamento entre uma equipe. Fabiano coordena ainda 15 pessoas em uma empresa de tecnologia da informação e aplica em grupo os benefícios do que aprendeu. “As noites e finais de semana, agora, se transformaram em tempo livre ao lado da família.”

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Imagem extraída de: https://mishpacha.com/multitasking-is-it-for-real/

– Neguinho, Piquet? Respeite o Hamilton.

Que bobagem, Nelson Piquet! Principalmente sabendo que seu genro é adversário do Hamilton…

Falou e reforçou. Foi fala de caso pensado?

O “neguinho” dele foi de teor ofensivo desnecessário…

Para quem não viu, em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/esportes/noticia/2022/06/hamilton-se-pronuncia-apos-ser-chamado-de-neguinho-por-piquet-cl4y7y4cq002x0167xnlfa6o6.html

– Mbappé, Neymar, PSG…

Cá entre nós: para mim, não passa de boataria que “com aval de Mbappé, Neymar está fora dos planos do PSG”.

Neymar fez tudo errado por lá: mostrou-se anti-profissional, tumultuou e não ganhou a Champions League. Mas dizer que o Mbappé é o “fator preponderante”, esqueça.

Quem não deve desejar o Neymar é o novo gerente de futebol ou até mesmo o Sheik. Aliás, tá fácil ele ir para o NewCasttle, não?

Neste jogo de milhões, todo cuidado é pouco.

Ops: se até 1º de julho ele continuar no Paris-Saint Germain, seu contrato será renovado automaticamente. Portanto, mais assunto teremos até lá!

Mbappé e Neymar em jogo do PSG contra o Saint-Etienne pelo Francês - Steenkeste/Getty Images

Mbappé e Neymar em jogo do PSG contra o Saint-Etienne pelo Francês Imagem: Steenkeste/Getty Images, extraída de: https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/2022/06/28/jornal-com-aval-de-mbappe-psg-comunica-que-nao-conta-mais-com-neymar.htm

– Entardecendo…

Um entardecer muito bonito em Itatiba!

Transitando pelo Interior Paulista, com a paisagem que vai nos inspirando

📸 #FOTOGRAFIAéNOSSOhobby Entardecer, Amanhecer, Paisagem, Natureza, Fotografia, Mobgrafia, Inspiração, Motivação, Estilo de Vida, Hobby, Bragança Paulista

– Divórcio com Festa.

Todo ano acontecem alguns modismos na sociedade. Há pouco, a moda era “casamentos temáticos”, com motes dos mais diversos. Agora, a onda são as festas de libertação, ou melhor, festejos do divórcio!

Extraído da Folha de São Paulo, pg E3, por Vinícius Queiroz:

DIVÓRCIO COM FESTA

Relações públicas celebra fim de relação de 4 anos em “descasamento” com buquê de camisinhas para “garantir diversão” e bolo com noivo indo embora

Quando receberam o cartão para a festa da relações públicas Meg Sousa, 28, os amigos estranharam o convite e acharam que era piada. “Vai rolar a megafesta do meu divórcio. Afinal, nem toda separação precisa ser triste”, dizia.

Para comemorar o fim do casamento de quatro anos, ela reuniu 380 conhecidos -mais gente do que a cerimônia de união, que teve 130 pessoas- numa casa noturna da Vila Madalena, fechada só para o evento numa noite de sábado de maio, o mês das noivas.

A festa teve tudo do casamento: carro antigo com motorista, daqueles que levam as noivas à igreja, véu, vestido branco, bolo, docinhos, buquê, padrinhos -menos o noivo.

“Foi praticamente uma festa de casamento. Aliás, foi um descasamento, só não teve aliança”, diz Meg, que está sem namorado fixo desde então.

Como praticamente não é igual, a festa teve algumas peculiaridades. Em vez de flores, o buquê era feito de camisinhas abertas, “para que a solteira que pegasse o arranjo não se amarrasse, mas tivesse diversão pelo resto da vida”.

O bolo também teve uma simbologia: era partido ao meio, com a boneca da noiva, sorridente, segurando uma taça de champanhe, e o noivo, de costas, saindo com uma mala debaixo do braço.

E foram os próprios amigos mais próximos que ajudaram a organizar a festa e deram tudo. Um fez os convites, outro criou o site com informações da farra, um terceiro, dono de uma casa noturna, cedeu o espaço, outro fez o penteado e a maquiagem, e teve um ainda que fez os docinhos -“bem-separados”, “um coração partido para não restar dúvidas”, diz Meg.

Falecido

O ex-marido sabia da festa, foi convidado, disse que ia, mas como não se empolgou com a produção do evento, foi desconvidado de última hora.

A relação com o “falecido” (ela pede que ele seja chamado assim, sem nomes) é complicada e hoje eles só se falam para tratar da partilha dos bens.

Meg diz até que pensou em fazer lançamento de dardos na foto do ex-marido e colocar uma foto dele em rolos de papel higiênico, mas desistiu porque acabou por achar muito desrespeitoso e ofensivo.

Conhecida nas altas rodas de São Paulo, a banqueteira Vivi Barros diz já ter organizado há alguns meses uma festa de divórcio para 120 convidados.

“O objetivo dela era fazer uma festa para comemorar o divórcio, que foi litigioso e muito sofrido. E pediu várias coisas que o marido odiava e não poderia nem ver, como bacalhau. Tudo o que ele odiava, ela fez, até colocou um vestido curto vermelho, que ele a proibia de usar”, diz Vivi.

Enquanto as festas de divórcio viram moda no país, o Senado deve votar nos próximos dias, em segundo turno, uma mudança na Constituição que agiliza o processo de separação ao extinguir a etapa de dois anos entre o pedido e a homologação do desquite.

Os amigos de Meg, que no começo estranharam o convite inusitado, dizem que a festa foi a melhor a que já foram na vida. E pedem mais. Agora, ela já planeja a festa de um ano de divorciada para maio.

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Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.

– Blue Sky.

Tudo azul no infinito!

Inspirando-me no horizonte:

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– Festa Junina sem Santos? Uma novidade…

Parece exagero, mas não é. São João e outros santos católicos das festas além das joaninas – sejam em épocas juninas ou julinas – são retirados das menções por conta de coerência religiosa a quem não confessa a mesma fé.

Diferente! Extraído de:

https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2017/06/23/festa-sem-joao-evangelica-adapta-a-junina-com-musica-gospel-e-crentao-sem-alcool.htm

FESTA “SEM JOÃO” EVANGÉLICA ADAPTA A JUNINA COM MÚSICA GOSPEL E “CRENTÃO” SEM ÁLCOOL

Santo Antonio, São João e São Pedro. As festas juninas estão entre as celebrações mais populares do país, mas contêm o elemento religioso, do catolicismo, que costumava afastar evangélicos das comemorações.

Há ainda elementos de festa pagã –os cultos solares, que já aconteciam na Antiguidade nos dias de solstício de verão no hemisfério Norte– e sincretismos religiosos –é o início do ano agrícola para os indígenas brasileiros, que cultivavam o milho, um dos principais integrantes da mesa junina– abominados pelas igrejas evangélicas.

O fim dessa resistência, no entanto, foi ensaiado e já é praticado em comunidades evangélicas do Nordeste ao Sul, sem no entanto elementos que remetam ao que os adeptos desaprovam.

As fogueiras, por exemplo, nem sempre são acesas. Os santos não existem (a Festa de São João virou a de “Sem João, com Cristo”) e as bebidas não incluem álcool. O quentão (cachaça fervida com gengibre) virou o “crentão” (algum suco fervido com gengibre). Há até o vinho crente, feito com suco de uva.

“O crentão é um quentão sem álcool. Não tem mastro, não tem fogueira. Alguns pastores, que são muito radicais, acham que tudo o que não é evangélico é errado. Mas aproveitamos uma festa boa e tiramos aquilo que pode ter erro e fazemos a festa apenas para a congregação”, afirma o pastor Cristiano Mendes, 34, da Congregação Luterana São Paulo, de Curitiba.

Segundo o pastor, a ideia é apenas ter a caracterização caipira e as comidas. Foi criada a pedido do movimento jovem da igreja para arrecadar fundos para os departamentos de jovens, atrair vizinhos e ter o seu lucro.

“A festa junina é uma tradição brasileira. Não é só da Igreja Católica. É feito na igreja, mas sem conotação cristã. Acontece o culto jovem e depois é a confraternização. A gente ia mudar o nome para festa caipira. É uma oportunidade de confraternização, sem estar ligado aos santos. Falam em festa de são João, mas não são para o santo em si”, afirma o pastor Cristiano. “Acredito que possa ter [algo pagão], mas nunca fui em uma que tenha tido. É só uma cópia do que acontece no Nordeste.”

Alguns pastores, que são muito radicais, acham que tudo o que não é evangélico é errado. Mas aproveitamos uma festa boa e tiramos aquilo que pode ter erro

Cristiano Mendes, pastor da Congregação Luterana São Paulo, de Curitiba

Em São Bernardo do Campo (SP), a Bola de Neve Church fará no sábado (24) a Festa do Crentão. No ano passado, o evento reuniu 1.400 pessoas, segundo a organização. O tema de 2017 é bem distante do universo junino: Bollywood, o polo cinematográfico indiano, inspirado na Hollywood norte-americana.

“Amendoim, no máximo”

Em Itamotinga, no interior da Bahia, a festa do Sem João surgiu como alternativa aos retiros realizados nesta época do ano. “A maioria das igrejas saem em retiro espiritual, mas a nossa nunca saiu”, afirma Andressa Caldas, 23, líder do grupo de louvor da Igreja Batista da cidade. “É um encontro com jovens. Ninguém leva roupa caipira; é uma reunião, um encontro. A gente faz oficina para meninos e meninas, as dinâmicas, um período de louvor, tem outros jovens. A comida típica que a gente come é amendoim, no máximo. Tomamos apenas refrigerante”, diz.

Ela cita uma passagem da “Bíblia” para expor sua contrariedade às festas tradicionais de São João. “Em uma passagem, a filha de Herodes [Salomé] pede a cabeça de João Batista. E muitos gritam [quando veem a cabeça decapitada]: ‘Viva são João’. João é um grande homem de Deus, e a gente não comemora. Por isso tiram a cabeça dele e falam isso”, diz. Os três livros bíblicos que citam a decapitação de João (de Mateus, Marcos e Lucas), no entanto, não têm essa menção.

Diácono da Igreja Presbiteriana do Brasil em Funcionário IV, em João Pessoa (PB), Diego Monteiro Pacheco é um dos organizadores do “Sem João, Com Cristo” da igreja, que será realizado no dia 1º de julho. “Não comemoramos, só aproveitamos a data para ficarmos em comunhão, palavra e oração. A nossa maior preocupação é quanto a nossos jovens não se sentirem atraídos pelos festejos pagãos e acabarem indo para outra comemoração além da igreja. Por isso alugamos um local, onde possamos ficar um pouco distante dos festejos, e lá glorificar a Deus”, diz.

Na igreja na capital paraibana, Monteiro diz que há alguns limites, relacionados a alguns hábitos da festa tradicional. “Não vemos mal algum em comer comida de milho e usar camisa quadriculada. Isso é de cada pessoa. Mas não fazemos nada que engrandeça outros significados. A quadrilha, ela tem um significado pagão forte, e nossa intenção não é trazer isso à tona, e sim glorificar a Deus.”

Na Bola de Neve Church da capital paranaense, a festa ainda não aderiu ao nome “Sem João, com Cristo”. “Rola músicas cristãs no ritmo de festa junina, oração… Enfim, é uma comunhão só que a caráter. Sempre convidamos pessoas que não são pessoas evangélicas. Às vezes, tem quadrilha. E tem o nosso crentão, com suco. É bom, sim”, diz Ana Paula de Oliveira, 33.

Tem quadrilha? Às vezes…

As danças de quadrilha, quando existem, são com o forró da banda gospel Shallom. “Festa de crente oferece comida, festa do mundo oferece cachaça; festa de crente termina com alegria, festa do mundo quando acaba é sem graça; festa de crente tem hora pra terminar, festa do mundo só termina quando há faca”, diz a letra de “Incompatibilidade”, sucesso nos arraiais adaptados “É uma música polêmica, porque trata de forma descontraída [das diferenças entre as festas]. A gente costuma abrir alguns eventos [com ela]. É um tanto diferente, a gente trata o assunto que, para nós, é uma verdade: o cara toma bebida alcoólica, e aí acontece um acidente”, afirma o proprietário da banda, Sandro Sacramento.

Segundo o músico, os convites para as festas de Sem João, com Cristo vêm acontecendo com frequência de cinco anos para cá. “É mais como uma estratégia no segmento evangélico”, diz. “Neste mês de junho, muitos jovens não têm outra atividade e se desviaram da religião nesse período: se sentiram tentados por uma festa junina, tomaram um gole de cerveja e foram atraídos pelo ritmo. E a gente quer mostrar que o forró não está restrito ao segmento secular, que a palavra de Deus pode estar inserida. É se reunir, ouvir um pé de serra com a família, botar os brinquedos com as crianças.”

Festa de crente oferece comida, festa do mundo oferece cachaça; festa de crente termina com alegria, festa do mundo quando acaba é sem graça; festa de crente tem hora pra terminar, festa do mundo só termina quando há faca [continua no link acima].

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Imagem extraída do link acima.

– O que é o “Atlético de Mogi”, o novo pior time de futebol do Brasil?

E o Atlético de Mogi das Cruzes? Que façanha, passou o Íbis como pior clube do Brasil (tinha o recorde de 56 jogos sem vencer). Costuma perder de 6, 7 ou 8 gols. Já perdeu até de 10. Raramente toma menos do que 5.

Eu fui participar da transmissão de Paulista FC x Atlético Mogi e o clube deu WO. Ridículo. Disputando o Campeonato Profissional da 4a divisão, vejam os números:

5 anos sem vencer na última divisão de São Paulo.

57 jogos sem vitória

54 derrotas

3 empates

25 gols feitos

227 gols sofridos

Há quem diga que o clube “venda vaga” para quem queira lá jogar. Não creio nisso, deve ser maldade ou fake news. Mas atuações tão ruins por tanto tempo, deveriam fazer a FPF repensar tal clube profissional. Afinal, sem vencer desde 2017, de onde vem as receitas e os patrocinadores?

Imagem extraída de: https://arquivosfutebolbrasil.com.br/blog/2020/01/25/clubes-de-sao-paulo-clube-atletico-mogi-das-cruzes-de-futebol-mogi-das-cruzes/

– Contemplando através da janela.

🇺🇸 From my bedroom #window, I see the immense #sun on the horizon warming Monday in Bragança Paulista! Experience #nature and its beauty.

🇧🇷 Da #janela do meu quarto, vejo o #sol imenso no horizonte aquecendo a terça-feira em #BragançaPaulista! Viva a #natureza e sua beleza.

📸 #FOTOGRAFIAéNOSSOhobby
#sky #céu #natureza #horizonte #fotografia #paisagem #inspiração #mobgrafia #XôStress

– Apenas 25% dos bebês nascerão de relações sexuais daqui 40 anos, afirma importante professor!

Um renomado biocentista americano, professor da famosa Stanford University, afirma: daqui há 40 anos, 75% dos bebês vão nascer de células de fertilização in vitro!

Assustador imaginar que ¼ das crianças nascerão de “sexo convencional”…

Abaixo, extraído de Revista Época, ed 942, pg 64-68

HENRY GREELY: “O SEXO PARA FAZER BEBÊS SERÁ RARO”

por Marcela Buscato

À primeira vista, a ideia do advogado americano Henry Greely, que se especializou nas implicações éticas, sociais e legais dos avanços biomédicos, parece pouco plausível. Em seu novo livro, The end of sex (O fim do sexo, sem edição brasileira), recém-lançado nos Estados Unidos, Greely afirma que, em 40 anos, 75% dos bebês nascerão a partir de técnicas de fertilização in vitro. É difícil imaginar casais sem problemas de fertilidade recorrerem ao procedimento. Ele é caro e desgastante, em especial para a mulher, que tem de tomar hormônios fortes e passar por uma pequena intervenção para coletar os óvulos, fertilizados com o espermatozoide em laboratório. O argumento de Greely, de 63 anos, diretor do Centro de Direito e Biociências da Universidade Stanford, torna-se convincente quando ele detalha como o aprimoramento de uma técnica já estudada pelos pesquisadores tornará a coleta de óvulos dispensável. Células de pele serão transformadas em células-tronco, com potencial para gerar qualquer tipo de célula, inclusive as reprodutivas. “Casais gays poderão ter filhos biológicos e será possível fazer um bebê com uma única pessoa”, diz Greely. Mais: esse bebê, diferentemente de um clone, não precisará ser uma cópia idêntica do progenitor. Ele acredita que o barateamento das técnicas de sequenciamento do genoma permitirá aos pais escolher até características comportamentais do filho. Será uma revolução na maneira como nos reproduzimos. “Se será algo bom ou ruim, só depende de nós.”

ÉPOCA – Devemos nos preocupar com esta história de o sexo acabar, como sugere o título de seu livro?
Henry Greely – O sexo que não tenha como objetivo direto gerar bebês continuará existindo. Mas estimo que, entre 30 e 40 anos no futuro, as pessoas não farão sexo para conceber seus filhos. Será algo muito mais raro do que é hoje. Cerca de 75% dos bebês nascerão de uma técnica semelhante à fertilização in vitro, em que o espermatozoide do pai fecunda o óvulo da mãe em uma placa de laboratório, e o embrião resultante é transferido para o útero. A diferença é que nessa nova técnica não será necessário estimular o ovário das mulheres para extrair os óvulos.

ÉPOCA – Como serão feitos os óvulos?
Greely – Será possível fazê-los a partir de células da pele. Em vez de a mulher passar por dias de injeções de hormônios caros e muito fortes – para fazer os ovários produzir muitos óvulos –, pegaremos células da pele e as transformaremos em um tipo de célula com potencial para se transformar em qualquer outro tipo. São as células-tronco pluripotentes induzidas. Elas serão transformadas em óvulos. Espermatozoides também poderão ser feitos assim. É provável que possamos até fazer óvulos da pele de homens e espermatozoides da pele de mulheres.

ÉPOCA – O grande avanço tecnológico necessário não pode manter isso no terreno da ficção científica?
Greely – Pesquisadores já conseguiram induzir células-tronco a partir da pele de ratos, transformá-las em células reprodutivas e gerar filhotes. Ainda não chegamos a esse ponto com seres humanos, mas os primeiros passos já foram dados. Há muito esforço e dinheiro sendo investidos para transformar as células-tronco pluripotentes induzidas em diversos tipos de células: nervosas, do fígado, do pâncreas… quanto mais aprendermos, mais fácil ficará transformá-las em qualquer tipo, inclusive óvulos e espermatozoides.

ÉPOCA – Se é possível produzir tantos óvulos quanto espermatozoides a partir de células de qualquer sexo, casais gays poderão ter filhos biológicos?
Greely – Acredito que eles acharão essa possibilidade muito interessante. Será mais fácil para casais de lésbicas. Os homens ainda terão de encontrar alguém que aceite ser barriga de aluguel, enquanto no casal de lésbicas uma das duas mulheres pode levar a gravidez adiante.

ÉPOCA – Se será possível fazer óvulos e espermatozoides a partir da pele de uma mesma pessoa, será viável gerar embriões a partir de uma única pessoa? 

Greely – É possível. Acho que você tem de ser um pouco louco, mas é um mundo grande e há gente maluca nele. Essa criança, um “unibebê”, não seria um clone da pessoa que o gerou. Para a maior parte dos genes, temos duas cópias: uma que veio da mãe e uma que veio do pai. Como as diferentes combinações dessas cópias levam a características diferentes, o filho não seria um clone, mas algo próximo. No genoma, ele poderá ter genes iguais ao “uniprogenitor” em alguns lugares e em outros não. Uma pergunta a que os governos terão de responder é se isso deverá ser permitido. Parece, no mínimo, muito egocêntrico. Donald Trump iria querer um “unibebê”.

ÉPOCA – É possível entender que casais com problemas de fertilidade e casais gays se interessem por essa técnica. Mas por que a maioria optaria por ter bebês dessa maneira se o jeito tradicional é mais agradável?
Greely – Com essa técnica, será possível fazer centenas de embriões, e não a média de 12 que a fertilização in vitro tradicional permite hoje. Os pais poderão usar técnicas de sequenciamento genético, que estarão muito mais baratas, para analisar os genes do embrião e escolher características. Essa técnica, chamada de diagnóstico de pré-implantação, já existe há 25 anos, mas atualmente é usada para olhar apenas doenças genéticas sérias. O custo de decifrar um genoma caiu de US$ 500 milhões para US$ 1.000. É provável que, em 20 anos, seja US$ 100 ou US$ 10. Significa que será possível saber tudo o que a genética tem a nos contar sobre cada um dos embriões.

ÉPOCA – Há muitas críticas morais e éticas em encomendar um bebê com características específicas…
Greely – Acho que o maior uso será para evitar doenças genéticas graves. Alguns pais usarão para evitar outros riscos de saúde, como mutações do gene BRCA, que podem levar ao câncer de mama e ovário, ou mutações relacionadas ao mal de Alzheimer. O sequenciamento genético também poderá ser usado para escolher a aparência: cor do cabelo, dos olhos, da pele, altura. Alguns pais terão interesse em escolher o sexo. Outros de selecionar comportamentos. O problema é que a relação entre genes e características comportamentais é particularmente fraca. Nunca seremos capazes de falar: “Esse embrião será um gênio”. Talvez possamos falar que “ele tem 12% de chance de estar entre os 10% mais inteligentes”. Há um risco de os pais errarem.

ÉPOCA – Será difícil escolher quais embriões implantar?
Greely – Ao olhar para muitas variáveis, tomar decisões se torna difícil. Como você sabe se vale a pena escolher um embrião com propensão maior à matemática se ele também tem um risco maior para diabetes? Uma das vantagens de fazer bebês a partir do velho jeito é que não é preciso tomar nenhuma decisão. Apenas jogam-se os dados. Agora, quando você faz escolhas, pode se sentir bem se elas se mostrarem corretas ou mal se parecem erradas. O maior risco será os pais acreditarem que controlam mais do que podem.

ÉPOCA – A fertilização in vitro está disponível há mais de 30 anos, mas seu uso ainda é restrito porque ela é cara. A nova técnica será mais barata a ponto de 75% dos bebês nascerem a partir dela?
Greely – Ela deverá custar em torno de US$ 10 mil por bebê, próximo do valor atual de uma fertilização. Pode parecer caro para famílias, mas muitos países arcarão com o custo e disponibilizarão a técnica gratuitamente. Fazer 100 bebês custará US$ 1 milhão. Mas, considerando que entre 1% e 2% dos bebês nascidos têm doenças genéticas sérias que exigem mais do sistema de saúde, será possível evitar gastos de US$ 5 milhões. Os países tornarão a população mais saudável e também economizarão dinheiro do governo, dos planos de saúde e de agências seguradoras.

ÉPOCA – Isso soa assustadoramente como eugenia. Não há um risco alto demais?
Greely – Há preocupações éticas, a começar pela segurança do procedimento. Primeiro, temos de ter certeza de que ele será seguro para os bebês. Ele também poderá gerar problemas de igualdade: e se muitos pais quiserem ter meninos em vez de meninas, por exemplo? Para mim, uma das questões mais difíceis envolve deficiências. Vamos supor que você tenha um filho com síndrome de Down e ela se torne incomum. Como isso afetará a pesquisa sobre a doença de seu filho, o apoio médico e social a ele? Se será possível escolher se um bebê com deficiência poderá ou não nascer, aqueles que nascerem com deficiência terão a sensação de que, na verdade, não deveriam ter nascido. Uma das razões pelas quais escrevi esse livro é para alertar sobre o que está vindo. As pessoas precisam se preocupar e começar a pensar em como usar essa técnica. Se será algo bom ou ruim, só depende de nós.

Para ter filhos, o sexo não será mais necessário”. Entrevista com Henry T.  Greely - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

Imagem: divulgação Internet.