– Que decepção, SAFESP!

No dia 05 de março de 2019, escrevi sobre a Eleição do Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo, entidade ao qual pertenci por mais de uma década (de maneira obrigatória, pois assim funcionava o sistema) quando era árbitro de futebol.

Quando me questionado sobre “apoiar algum candidato” fiz questão de deixar o seguinte registro, publicado em: https://professorrafaelporcari.com/2019/03/05/carta-aberta-de-um-nao-eleitor-nao-militante-nao-sindicalizado-e-nao-entusiasta-do-safesp-nem-de-coafesp-ou-orgao-apocrifo/

Convido a leitura atenta do link acima. E reitero: não me posicionei a favor de ninguém.

Depois de muito tempo, torcendo para que o candidato que vencesse fizesse algo revolucionário e incontestável ética e politicamente (no caso, o vitorioso foi Aurélio Sant’Anna Martins, mas poderia ter sido Renato Canadinho ou José de Assis Aragão – torço sempre  para que tudo dê certo, seja quem for o vitorioso, e se não fizer certo, aí valem as críticas) gostaria de registrar duas grandes atitudes que me decepcionaram:

1- A escolha de José Aparecido de Oliveira como membro do TJD-SP. A justificativa não foi convincente, extremamente superficial. E aqui vai a crítica respeitosa que fiz na ocasião, em: https://professorrafaelporcari.com/2020/07/01/por-que-os-arbitros-escolheram-jose-aparecido-de-oliveira-para-o-tjd-sp/
Lembro que, no último domingo, Daniel Destro do Carmo, em meu YouTube, postou uma mensagem de desagravo (provavelmente por simpatizar com Aparecido). Aqui:

“Porcari, não bastava ter perguntado diretamente pro SAFESP ou algum representante da entidade sobre o mérito ou motivos da indicação? Como sei que não fez isso, sua opinião fica vazia, sem fundamento e sem valor. O José Aparecido é do meio da arbitragem, é formado em direito e tem curso em direito esportivo. Dos nomes disponíveis, quem talvez fosse mais indicado? Arrisca sugerir algum nome, já que disse existir tantos?”

Ué, no texto que escrevi está claro, talvez ele possa ter interpretado de outra forma, motivado pela paixão da direção sindical: a justificativa é muito simplória, mas respeito a opinião de Daniel (que é apoiador ferrenho da atual diretoria, mesmo não tendo cargo constituído), embora ele ache que a minha opinião é vazia, e não a resposta dele. Em tempo: como meu Vlog é público, não tem porquê se questionar a publicação da mensagem deixada, não é algo particular. Também não vou fazer propaganda de nome a ser indicado (pois é evidente que nada vai mudar), né?

2- A licença de Aurélio Sant’Anna Martins para concorrer às eleições municipais: quer dizer que, depois de tanta pendenga, o novo presidente já sai da presidência para tentar a sorte em sua cidade? Deveria ter sido claro e enfático aos seus eleitores de que não seria um presidente Full Time no seu mandato. Ele desejar ser vereador, prefeito, vice, o que quiser, é um DIREITO que ele tem. Mas não deveria ter se aventurado a assumir o SAFESP para deixá-lo, por mais que a óbvia justificativa será a de que a “sua chapa” continuará no comando (já que, se eleito, não poderá exercer simultaneamente com competência necessária as duas atividades, pois terá que se dedicar ao que foi proposto).

E quem assume em seu lugar? Regildênia de Holanda, que até há pouco tempo trabalhava como observadora na FPF e é instrutora FIFA. Nada contra ela, que é honesta e trabalhadora, assim como Aurélio. Só que cairemos, então, na mesma incompatibilidade de cargos tão criticada por mim em muitas postagens: Arthur Alves Júnior, o antigo presidente, trabalhava como membro da CEAF-SP e presidente do SAFESP. Se um árbitro se sentisse prejudicado pela Comissão de Árbitros e quisesse se queixar do “funcionário da FPF Arthur”, iria até o Sindicato reclamar dele para o… “Arthur sindicalista”? Foi assim quando Sérgio Correia trabalhava nas duas funções ou também Silas Santana com a Cooperativa!

Por mais que se diga que existe a independência, fica o dilema da real compatibilidade ou não da função. Eticamente, para mim, indevido. Mas eu sei que há quem pense diferente. Porém, vide que novamente, por via direta de ofício exercido como funcionário ou prestador de serviços, o chefe do Sindicato / Cooperativa estará tendo uma relação umbilical com a Federação Paulista de Futebol. Se quiser ser totalmente desprovida de críticas, abra-se mão desta relação para mostrar independência total.

Enfim: os eleitores é que devem se pronunciar se gostam ou não desta situação.

ACRÉSCIMO: não é de hoje que falamos sobre a necessidade de separar as instituições e dos membros pertencentes à elas. Lembram da “COAFESP”? Refrescando a memória (e entendendo o que é incompatibilidade de cargos), um texto de 2011, em: https://professorrafaelporcari.com/2011/03/18/fpf-coafesp-e-safesp-incompatibilidade-que-atormenta-os-arbitros-paulistas/

São Paulo e sua Síndrome da Bola Murcha - texto de Fábio Steinberg

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