– A Série A3 foi parada oficialmente. O que pode acontecer?

Na reunião dessa segunda-feira, a FPF, em acordo com os clubes, paralisou as 3 divisões mais importantes do estado de São Paulo. E como ficarão elas futuramente?

  • Primeiro ponto: pressionada pela outras entidades (a FIFA suspendeu as Eliminatórias, a Conmebol a Libertadores e a CBF suas competições), não faria sentido a FPF insistir em realizar seus jogos. Seria (como já estava) bombardeada pelas críticas. Imaginem inclusive que Corinthians x Ituano só pode estar presente os jornalistas da Globo que detém os direitos de transmissão, demais veículos de imprensa foram proibidos com o argumento de que estariam expostos ao Coronavírus. Mas e os atletas? E o jogo do Palmeiras em Limeira com torcida liberada?
  • Segundo ponto: Jorge Jesus (que no primeiro exame ao Covid_19 deu positivo mas inconclusivo) e Renato Gaúcho detonaram os cartolas do futebol brasileiro neste final de semana e ameaçaram greve. No braço de força entre treinadores e jogadores versus cartolas das federações, quem teria mais força e apelo popular? Sem dúvida, a FPF não quís algo assim em São Paulo.
  • Terceiro ponto: o fracasso de público e prejuízo de bilheteria. Continuar o torneio com portões fechados seria um tiro no pé.

Dito tudo isso, vamos lá: 

A FPF tem como “joia da coroa” a A1. Não poderia tomar a decisão sem os 4 grandões em acordo com ela – e eles queriam a paralisação. Os jogadores são patrimônios caríssimos dos clubes, e não poderiam correr tal risco de contágio. O Santo André, por motivos óbvios, queria a continuidade e foi voto vencido.

A Série A2 obedeceu a paralisação do torneio, não haveria muito o que discutir, visto que a A1 é que acaba refletindo em todas as outras. Idem à série A3, que não teria força para mudar o panorama.

Dessa forma, alguns cenários futuros hipotéticos, pois (agora a informação principal) não se tem nada garantido daqui para a frente. Todos vão ficar observando o desenrolar dessa pandemia para tomar decisões mais a frente (meus primos da Itália relataram o caos que está por lá, imagem de filme apocalíptico; uma amiga dos EUA, pasmem, disse que não encontrou papel higiênico no Supermercado e que a comida começa a faltar em algumas mercearias).

  1. O cancelamento total da competição: se realmente a virada de Abril e Maio for o pico do Covid_19 no Brasil, imaginando-se o que alguns especialistas dizem, não haveria tempo nem de começar o Brasileirão (quiçá terminar o Paulistão). Assim, uma das chances seria proclamar sem vencedor os torneios da A1, A2 e A3, cancelando rebaixamento e acesso (não acredito nessa hipótese, embora essa seja uma proposta da Bundesliga na Alemanha).
  2. A volta aos jogos para terminar ao menos a primeira fase, proclamando os dois primeiros para o acesso sem a fase final e os dois piores para a divisão de baixo. Isso para a A2 e A3, pois não tem como fazer para a A1, que seria uma “briga de cachorro grande” a ser decidida (não acredito nessa hipótese, pois os clubes da A2 e A3 não tem como prorrogar contrato e manter salários sem receitas e outros problemas – lembrando que existe o impacto da decisão da CBF sobre o calendário, que poderia até abrir a discussão sobre o modelo europeu – temporada 2020/2021, ao invés de maio a dezembro, se começar a Série A muito tarde).
  3. O encerramento da temporada (que acho a mais “vingável”, embora não entro no mérito de concordar ou não): como os clubes não terão tempo de terminar a competição e nem condições financeiras e técnicas para voltar à atividade com os mesmos elencos, e quem fez boa campanha não vai querer “pagar a conta”, em se falando de A3 e A2, ao invés de cancelar o torneio, a FPF poderia encerrar a competição premiando o acesso das duas melhores equipes até então, e anulando o rebaixamento (como se defende na Premier League). É obvio que se discutiria justiça ou não, mas a saída mais fácil para o organizador seria essa. E, para 2021, o inchaço seria natural das divisões pois o argumento é de que esse evento de impacto mundial foi preponderante sobre o regulamento. Os 3os e 4os colocados “lamentariam menos” o não-acesso, ninguém reclamaria de cair de divisão faltando algumas rodadas a serem disputadas, e os premiados às séries seguintes se contentariam.

Não imagino outras hipóteses e, cá entre nós, é um problema muito grande acertar  tudo isso. Não dá para simplesmente esperar a pandemia passar e voltar a jogar o restante em todas as suas partidas e fases restantes, isso é inimaginável.

E você: o que pensa ser a melhor saída? A mim, confesso, difícil pensar num modelo justo e sem queixas. Alguém (ou alguns) vai (vão) reclamar!

Resultado de imagem para A3 futebol paulista

 

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