– Que não queiram capitalizar politicamente em cima de Irmã Dulce

Tenho muita preocupação quando a Política quer tirar proveitos escusos da Religião (e idem quanto a relação inversa). 

Digo isso pois, às vésperas da canonização de Irmã Dulce, que será chamada de Santa Dulce dos Pobres (a primeira mulher nascida em nosso país a ser reconhecidamente santa pelo Vaticano), muitas autoridades estão querendo aparecer nos holofotes, mesmo não vivendo o catolicismo (caso de evangélicos, ateus ou umbandistas que farão parte da comitiva oficial). Entretanto, o presidente brasileiro Jair Bolsonaro, chefe da maior nação católica do mundo, não irá. Para mim, uma surpresa, já que ele se declara um homem de muita fé cristã.

Leio no site da Revista Exame (em: https://is.gd/7TP4jG) que os motivos seriam:

Enquanto uma comitiva de políticos começa a desembarcar no Vaticano para a canonização da beata baiana Irmã Dulce, evento que acontecerá no próximo domingo 13, o presidente Jair Bolsonaro, que se considera católico mas levanta a bandeira evangélica na política, anunciou que não irá comparecer à cerimônia de santificação. Em seu lugar, de acordo com o Planalto, irá o vice-presidente Hamilton Mourão. 

Em julho, o porta-voz da Presidência da República Otávio Rêgo Barros havia confirmado o comparecimento de Bolsonaro na canonização que será conduzida pelo Papa Francisco, alegando que a presença reforçaria o compromisso do presidente “na importância de o Brasil ser um Estado laico”. Na última quarta-feira, entretanto, a presidência informou que devido a compromissos de agenda, Bolsonaro não irá nem ao Vaticano nem a Salvador, em outra comemoração marcada para dia 20 – alguns consideram a decisão uma forma de agradar sua base evangélica e a primeira-dama.

Para não fazer feio com os católicos, entretanto, há previsão de que na tarde de sábado 12 o presidente compareça à festa da Padroeira de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida, SP.  “Em razão até de uma impossibilidade de que ele participe da cerimônia para a Santa Irmã Dulce em Salvador no dia 20, o presidente entendeu a importância de se fazer presente em eventos de fé católica”, disse o porta-voz da presidência. 

Fico me questionando: a fé da população católica brasileira é real, ativa, participante; é apenas de “carteirinha” (a que se declaram batizados não-praticantes) ou a de conveniência?

Vale a pena refletir…

Uma observação importante: Irmã Dulce (Maria Rita de Sousa Brito Lopes Pontes, que faleceu em 1992), o “anjo bom da Bahia” é, talvez, uma grande inspiração para o catolicismo brasileiro não só pelas suas obras de caridade e amor ao próximo, vivendo o Evangelho de Jesus Cristo na radicalidade, mas também por ser contemporânea a nós, ou seja, uma santa dos nossos dias, que até há pouco tempo estava entre nós. Com ela, o Brasil passará a ter 37 santos, 51 beatos e 15 veneráveis, além dos 130 processos de canonização (vide em: https://is.gd/3aNTbX).

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