– E se “A chegada” fosse real?

Não assisti ainda o filme “A chegada” (com a atriz Amy Adams, a Louis Laine do novo Superman). Mas a história é curiosa: uma linguista tenta decifrar a língua dos extraterrestres que entram em contato com a Terra.

Além do desafio fascinante, fica a real constatação científica: o vocabulário ajuda a ter noções diferentes de como se enxerga o mundo!

Abaixo, extraído de Revista Época, ed 28/11/2016, pg 88-89.

GRAMÁTICA DAS ESTRELAS

por Nina Finco e Ruan de Souza Gabriel

Em 1940, Benjamin Lee Whorf, um engenheiro químico interessado em antropologia, publicou o artigo “Ciência e linguística” na revista do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês), nos Estados Unidos. No texto, Whorf aplicava as ideias do linguista alemão Edward Sapir sobre a influência da linguagem no modo de pensar dos indivíduos – ele defendia a tese de que os indígenas americanos tinham uma visão de mundo diferente dos falantes de inglês porque suas línguas originais não diferenciam a conjugação dos tempos verbais. Devido a essa peculiaridade, os nativos tinham dificuldade de compreender o conceito de temporalidade, mas conseguiriam intuir a teoria da relatividade de Albert Einstein, segundo a qual o tempo passa de forma diferente de acordo com o ponto de vista do observador.

Essa teoria sobre como a língua materna molda a forma como vemos o mundo recebeu o nome de Hipótese Sapir-Whorf, ou relativismo linguístico. Nas últimas décadas, cientistas tentaram provar essa teoria por meio de várias experiências. Nenhum deles foi tão bem-sucedido quanto o cineasta canadense Denis Villeneuve no filme A chegada, que estreou na quinta-feira (24). Valendo-se dos recursos da ficção científica, Villeneuve coloca em prática os conceitos de Sapir-Whorf. Mas, em vez de línguas humanas, a trama se debruça sobre línguas alienígenas.

Baseado no conto “História da sua vida”, do americano Ted Chiang, A chegada acompanha a linguista Louise Banks (Amy Adams), recrutada pelo governo americano para aprender a língua dos alienígenas que visitam a Terra. Os sons que esses seres emitem não se assemelham em nada ao que ela já ouviu. É preciso partir do zero. Para aprender o novo idioma, ela escreve palavras em inglês numa lousa e faz mímicas sobre seu significado repetidas vezes, até que o alienígena lhe apresente a palavra correspondente em sua língua. Essa é a técnica que linguistas usam para decifrar idiomas desconhecidos de tribos isoladas da sociedade. Baseia-se no conceito de “gramática universal”, segundo o qual todos os idiomas humanos compartilham alguns princípios básicos, como a organização em verbos e substantivos. Ao desvendar o idioma alienígena e sua forma de escrita, Louise experimenta uma nova e inusitada forma de enxergar o mundo a seu redor – exatamente como a Hipótese Sapir-Whorf diz que a linguagem influencia nossa percepção do mundo, nossa memória e nosso comportamento.

Pesquisas já atestaram que um vocabulário mais amplo, por exemplo, permite distinguir mais cores. Um estudo publicado em 1954 mostra que os falantes de zunhi (língua de tribos indígenas do sul dos Estados Unidos) tinham dificuldade de distinguir a cor laranja da amarela, pois contavam com apenas uma palavra para as duas tonalidades. Outro estudo, de 2007, mostrou que os russos, que têm vocábulos diferentes para azul-claro (goluboy) e azul-escuro (siniy), eram melhores que os anglófonos para perceber as gradações do azul.

A língua materna também está ligada à construção das memórias. Durante seu exílio americano, o escritor russo Vladimir Nabokov escreveu uma autobiografia em inglês, Conclusive evidence (Evidência conclusiva). Quando se ofereceu para traduzi-la para o russo, atendendo a um pedido de uma pequena editora nova-iorquina, Nabokov teve uma experiência proustiana: o contato com a língua de sua infância trouxe de volta lembranças que permaneceram encobertas quando escreveu a obra em inglês. O número de páginas aumentou. Anos depois, ele fez uma nova tradução, do russo para o inglês, intitulada Fala, memória. “Nabokov passou toda a sua infância na Rússia e talvez ele se sentisse mais confortável para escrever sobre aquela experiência em sua língua materna”, afirma a linguista Jessica Coon, consultora do filme. “As pessoas podem associar determinada língua a um determinado tempo ou cenário.”

O economista comportamental Keith Chen vai além e argumenta que a língua pode até mesmo influenciar a capacidade de poupar dinheiro. Suas pesquisas concluíram que falantes de línguas que não diferenciam a conjugação de verbos no presente e no futuro, como o japonês e o chinês, são mais econômicos. Entre eles, o hábito da poupança é 30% maior do que entre anglófonos. As gramáticas de línguas como o inglês (e o português) constroem uma ideia de futuro distante do presente, o que desestimularia a poupança em favor dos gastos imediatos.

Em A chegada, a análise da linguista Louise conclui que o idioma dos alienígenas não se apoia em definições claras de presente, passado e futuro. Por isso, a escrita extraterrestre não é linear como as línguas humanas, escritas da direita para a esquerda ou da esquerda para a direita. Todas as palavras se juntam em símbolos circulares nos quais os verbos não têm conjugação. Tampouco há correspondência entre a língua falada e a língua escrita. Os alienígenas falam por meio de sons que a garganta humana é incapaz de imitar, mas os círculos que eles escrevem não são a representação gráfica desse discurso. É nesse aspecto que A chegada se torna um filme mais ficcional que científico. Segundo a linguista Jessica, há sempre uma correspondência entre o escrito e o falado nas línguas humanas. Mas esse é o tipo de licença poética (ou, no caso, científica) que cabe bem nos filmes de ETs.

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– Um Lindo Amanhecer de Sábado

Bom dia!

Como de costume, fomos correr para despertar o dia, em busca da adrenalina. Nossa foto-motivação:

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Durante o treino, correndo e rezando. Hoje, pedindo pela intercessão de Nossa Senhora da Saúde. Nossa foto- meditação:

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No final do cooper, alongando entre as flores do jardim. Nossa foto-contemplação:

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Chega de atividade física. S’imbora trabalhar com esse cenário maravilhoso da Natureza. Nossa foto-admiração:

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Ótimo sábado de descanso e/ou trabalho a todos.

– É vida que segue, Chape!

Eu, como a maior parte dos brasileiros, já cansou das tristes imagens e histórias do trágico desenlace da viagem da Chapecoense até Medellín.

Em respeito aos mortos e seus inconsoláveis familiares, não quero mais tocar no assunto. Uma derradeira reflexão: do acidente, coisas que juro nunca querer passar e que vi:

  • Os familiares reconhecendo os corpos;
  • Os socorristas em meio aos restos do avião procurando gente;
  • Ser amputado;
  • Estar dentro do avião como uma das vítimas;
  • Ter um filho morto;
  • Viver a expectativa da distância do falecido e seu corpo que não chega;
  • Perder alguém querido sem se despedir.

E o mais triste de tudo isso é o imbecil (sim, não merece meu respeito) do presidente Michel Temer, com medo das vaias, solicitar que os parentes dos defuntos saiam do velório na Arena Condá e se dirijam para “receberem um abraço dele” no aeroporto. Insensível e desumano!

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– Fica quieto, Eurico!

Uma das pérolas do futebol: Eurico Miranda, apresentando o novo treinador do Vasco da Gama (o simpático Cristóvão Borges) disse que só ele reunia as características para assumir o time cruz-maltino. Disse ainda que há muita gente da imprensa que fica “babando ovo” para muitos técnicos. Inclusive, chegou a dizer que não vê muita coisa “nesse tal de Guardiola”.

Aí é demais…

Lembro-me que certa vez Eurico disse:

“Técnico não ganha jogo, mas só ajuda a perder”.

Taí. É o #GER7x1BRA fazendo história cada vez mais…

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– Aguardando Estelinha!

Com alegria, descobrimos que estamos grávidos da ESTELA PORCARI 💫!

Sim, é menina, com 13 ½ semanas e muito sapequinha. Brincou bastante na hora do ultrassom e virou-se para descansar, ao som das cantigas que o Papai cantava grudadinho na barriga da Mamãe!

Muito alegres te aguardamos, filhotinha! Será nossa mais nova princesinha (a caçulinha), sendo tão amada como a 👸🏼 Marininha, a filha real primogênita

Seus brinquedinhos já estão à espera… a Maritica tinha a boneca Laranjinha; a Estelica a boneca Amarelinha. Ambas de muita doçura.

Obrigado meu Deus, por me fazer servo de ti e rei das minhas filhas. Com minha rainha Andréia, que possamos educá-las da maneira mais sábia e amorosa possível!

 

– Como resolver o problema da folha de pagamento da USP?

Algo de difícil resolução: a folha de pagamento da USP corresponde a 106% do orçamento mensal, sendo que aproximadamente 2000 funcionários ganham mais de R$ 20.000,00.

Se os professores mais consagrados exigem melhores salários ofertados (é assim que funciona mundo afora), e os salários precisam ser reduzidos pois tudo está comprometido, como a Universidade faz?

Dilema…

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– A Timidez no mundo feito para quem fala muito!

Susan Cain, escritora americana voltada à Administração & Negócios, dissertou recentemente sobre uma das piores invenções do século XX: a da “cultura da extroversão”. Tanto que até escreveu um livro sobre o assunto: “Calado: o poder dos introvertidos num mundo que não pára de falar”.

Para ela, o mundo é feito e desenhado para pessoas extrovertidas, onde quem quer ficar quieto sofre até mesmo preconceito social. A escritora disse que:

A solidão é como eu recarrego minha bateria

Para ela, Steven Spielberg (cineasta) e Larry Page (co-fundador do Google) são exceções de tímidos que venceram na vida! Afinal, o mundo os discrimina…

E você, o que pensa sobre isso? O mundo é para os extrovertidos ou isso é bobagem?

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– Os insensíveis é que deveriam ser punidos!

Marco Polo, Nadur e e Carvalho: os infelizes e insensíveis cartolas!

Em meio à comoção da tragédia da Chapecoense, Marco Polo Del Nero, presidente da CBF, quer que a Chapecoense jogue no dia 11 pelo menos com um time reserva para que se faça “uma grande festa como homenagem! Que insano… Parabéns ao presidente do Atlético Mineiro, Daniel Nepomuceno, que já disse que dará WO se a partida for confirmada.

Alejandro Nadur, presidente do Huracán, foi infeliz ao dizer que o Atlético Nacional era demagogo em ofertar o título à Chape. Meu Deus… sentimento verdadeiro virou pecado?

Inoportunamente, o cartola do Internacional Fernando Carvalho se revoltou contra a alteração a tabela do Campeonato Brasileiro alegando que deveria ser respeitada a tragédia pessoal do time colorado, que é a fuga da série B. Depois fez um pedido de “meia desculpa” que não colou.

Repugnantes, nojentos e desumanos. Nunca declarei torcida contra, mas ficarei feliz se ver Del Nero na cadeia em breve, o presidente do Huracan perdendo tudo e o Internacional rebaixado.

A ganância e a vaidade pessoal mostram o quão mesquinho muitos homens são. Enquanto isso, o solidário Atlético Nacional e o povo de Medellin (tão sofrido) se tornam exemplos de bondade e humanidade ao mundo inteiro.

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– Ray Kurzweil e os Robôs

Antes de 2.030 poderemos namorar robôs

O que podemos falar do cara que é o número 1 de Bill Clinton e de Bill Gates?

Um dos maiores estudiosos sobre tendências afirma: em 2029 o computador se igualará com o homem em inteligência. Daqui 14 anos teremos serviçais autômatos em casa. E a morte será algo contornável na vida do homem.

Uau!

Entrevista na Isto É, Ed 2189, pg 8-12, por João Lóes, em: http://is.gd/v1IRei

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– E na calada da noite…

Enquanto muitos brasileiros choravam e a imprensa se dedicava à tragédia do avião da Chapecoense, nossos políticos, sensíveis como só, “trabalham na surdina” votando seus interesses pessoais (como, por exemplo, limitar o poder dos juízes).

Lamentável… A capa do Estado de Minas é perfeita!

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– Por uma 5a com muito ânimo!

Começando a 5a feira com a necessária energia de sempre. Em 4 cliques…

Energia para o corpo: correndo logo cedo. Foto 1 –

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Energia para a alma: enquanto corro, rezando pela intercessão de Nossa Senhora do Bom Parto. Foto 2 –

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Energia para a mente: relaxando pós treino admirando as flores do jardim. Foto 3 –

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Energia para mim como um todo: curtindo o magnífico amanhecer enquanto vou aos afazeres diários. Foto 4 –

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Cheio de disposição, desejo uma excelente quinta feira aos amigos.